Raquel Varela | Nas Vinhas da Ira, Tom despede-se da mãe, o mais belo adeus que o cinema já encenou.

Nas Vinhas da Ira, Tom despede-se da mãe, o mais belo adeus que o cinema já encenou, e, como ainda não sabe nomear o socialismo, diz-lhe, à mãe, – “Andarei por aí no escuro. Estarei em toda a parte. Para onde quer que olhem. Onde houver uma luta para que os famintos possam comer, estarei lá. Onde houver um polícia a espancar uma pessoa, estarei lá. Estarei nos gritos das pessoas que enlouquecem. Estarei nos risos das crianças quando têm fome e as chamam para jantar. E quando as pessoas comerem aquilo que cultivam e viverem nas casas que constroem. Também lá estarei.” Eu também ando por esse aí, a que os músicos Bruce Springsteen e Tom Morello chamaram e cantaram o “fantasma de Tom Joad”.

Aqui vai o meu semanal “fantasma de Toam Joad”, depois de um fim de semana cheio do maravilhamento com o encontro do congresso do Maio.

12 de Maio, amanhã. Acho que não vivemos um tempo de falta de atenção, em que supostamente as pessoas só aguentam segundos ou minutos, mas um tempo de falta de relações, e conteúdo transformador, sério, e também, creio, uma crise de imaginação (ideia do escritor Manuel da Silva Ramos). Faço televisão há 11 anos e não acredito no formato  “diga lá o que pensa em 3 minutos”. Acredito mais no formato conversa, e a rádio é uma delicia, ou documentário, conta-me uma história. Este mês fiz o 50º do programa que imaginei, o “Tempo Contra o Tempo”, o programa de podcast que fazia na rede, e agora faço semanalmente no YouTube do Maio. Amanhã e pela primeira vez vai ser ao vivo, sobre esperança e com a Ana Bacalhau e o António Pinho Vargas, na Livros a Oeste. Lourinhã, Centro Cultural Afonso Pereira, 21:30 entrada livre.

14 quinta. Na Escola Amélia Rey Colaço. A escola pública em debate público. 17 horas. Com um largo painel.

16 Sábado. Haverá Democracia Política sem Democracia Económica? O Festival Coopera começa com uma pergunta crucial: haverá democracia política sem democracia económica? Votar de quatro em quatro anos chega para chamar democracia ao mundo em que vivemos? Debate às 11 horas nos Jardins do Bombarda. Com um largo painel.

17 domingo. E no Domingo estarei  à conversa na apresentação do romance da Patricia Portela, “Hoje, 3 de Maio”, será em Lisboa, dia 17 às 18:15 na KEF Fundação Portugal, ali ao Adamastor. Romance que vai dar que ler a muitos. Muitas horas de conversa, em breve direi mais porque merece muito mais.

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