Dia Mundial Contra a Violência Doméstica

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Falar das mortes por violência doméstica é dizer da falência do amor, da crueldade alimentada por estereótipos que há muito deviam ter sido abandonados, da raiva e da fraqueza dos homens, da raiva e da fraqueza das mulheres, do negócio da união familiar, dos haveres e da falta deles, do saber e da falta dele, do tão curto espaço dado aos afectos, armadilhados na correria louca pela sobrevivência e pela supremacia. Teatros de afirmação de poder, os lares, manietados pelas crises, explodem em brutalidade, em gestos de animalidade insuspeitada. O lado dito mais fraco sossobra na peleja diária da nossa sociedade eivada de cinismo, de falsidade, de baixos instintos. Uma sociedade ainda beata em que se confundem os criminosos e as vítimas. Doença, só pode ser.

Licínia Quitério (escritora e poetisa, retirado do Facebook)

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