Os guarda-chuvas cintilantes, de Teolinda Gersão

GuaChuCintilantesPublicado pela primeira vez em 1984, o livro e diário Os guarda-chuvas cintilantes – Cadernos I, de Teolinda Gersão, regressa às livrarias no dia 7 de novembro, com chancela da Sextante Editora. A propósito deste livro, José Emílio Nelson defende que «Teolinda Gersão escreve “a forma inteira” das inquietações contemporâneas num tempo difícil de definir. Os guarda-chuvas cintilantes, livro “sobre tudo”, cintilante entre dois planos de redação oximora (racional/irracional, a um tempo), exemplo de contestação e exemplar alternativa à noção de ficção, vulgarizada por obras contemporâneas menores».
A Sextante Editora havia já publicado, em 2013, As águas livres, o segundo volume dos Cadernos da autora.

A dimensão simbólica oscila entre um sentido lúdico e um sentido fantástico, mas também incide sobre o domínio sobrenatural das coisas e dos seres. Ultrapassar fronteiras de territórios mentais aparentemente incomunicáveis é operação que constantemente se pratica neste livro. Maria Alzira Seixo

Continuar a ler

Dia Internacional do Livro – III

No dia do Livro ,23/4, fazemos um “Ler no Chiado” extra. E por que estamos colados aos 40 anos da revolução, perguntamos: o livro ainda é uma arma?
Com escritores e editores: Alice Vieira, Guilhermina Gomes, Manuel Alberto Valente, Pedro Vieira, Teolinda Gersão.

Dia 23, às 18.30, na Bertrand do Chiado.
Moderadora: Anabela Mota Ribeiro

 

Citando Teolinda Gersão

A tentação, sempre repetida, de quase abandoná-las e só aparecer de vez em quando, porque a sua doença, o seu declínio, a sua depressão nos contagia, a sua imagem é a nossa própria, no espelho do tempo, e estar ao seu lado é repetitivo e triste, porque é a nossa morte que encontramos nelas.

Passagens, de Teolinda Gersão, Sextante Editora.

Novo romance de Teolinda Gersão

PassagensPassagens é um livro de celebração da vida, dos seus desafios e das suas complexidades.

A Sextante Editora publica, a 21 de março, Passagens, o novo romance de Teolinda Gersão, um livro que começa com um cenário de luto, mas que é, na verdade, um olhar penetrante sobre a vida e a sua complexidade, através de personagens de quatro gerações de uma família.

Por meio de diferentes vozes abordam-se grandes temas universais, como o amor, o sexo, a vida em comum, com os seus encontros e desencontros, o nascimento das novas gerações, o decurso do tempo e a morte, que não é mais do que uma passagem.

Teolinda Gersão é a convidada da próxima edição do Porto de Encontro, sessão que se realiza no dia 23 de março, às 17:00, na Biblioteca Almeida Garrett, e que conta com a participação de Nuno Carinhas e José Carlos Tinoco.

Book Loving Girls | Portraits of Women and Their Favorite Book

Aquilo a que chamamos o mundo ocidental, e particularmente a Europa, estarão sempre em dívida para com a cultura grega. Parece-me legítimo ver na Odisseia o primeiro romance europeu, matriz de todos os outros, e a sua (re)leitura tem-me acompanhado há muitas décadas.

Ulisses é um arquétipo do ser humano em viagem pela vida, e qualquer um se pode identificar com ele, sem medo de cair no pecado da hubris. Daí a persistência e a ressurreição do mito, nas várias literaturas, em diferentes épocas, até à actualidade.

Na Odisseia Ulisses é um homem que considera a vida mortal suficientemente atractiva tal como é, e não aceita trocá-la por nada, nem mesmo pela imortalidade. É portanto uma figura positiva, de afirmação, e a Odisseia é a história de um amor feliz. Ulisses quer voltar, e volta, para casa. Para a mulher amada. Viajante, navegador, homem de perigos e situações-limite, conquistador de cidades, (a ele se deve, na tomada de Tróia, o estratagema do cavalo), sabe usar a inteligência e a racionalidade, mas também a intuição e a astúcia, é capaz de recuar e pensar, mas também de rapidamente captar e apreender novas situações a que se adapta.

Ler mais: http://booklovingirls.tumblr.com/post/67259859568/aquilo-a-que-chamamos-o-mundo-ocidental-e

Teolinda

Teolinda Gersão – 7 de Outubro de 2013

Teolinda Gersão na Casa da Cultura de Setúbal

Teolinda“Tocar na vida através da escrita, sabendo que vou queimar-me. Como se chegasse perto do sol e desaparecesse, sugada por um poço de luz negra.”

O mais recente livro de Teolinda Gersão, Cadernos II – Águas Livres, esteve em debate nas conversas do Muito Cá de Casa. Um livro que toca a vida em momentos dispersos do nosso dia-a-dia, com os seus inevitáveis personagens do quotidiano. São histórias que nos dizem muito, que nos atiram para o papel de testemunhas

Um livro assim presta-se ao debate. Da assistência desprenderam-se as preocupações dos dias de hoje e o debate foi inevitável. São assim as conversas do Muito cá por casa.

A Teolinda Gersão foi grande como a sua escrita. São trinta anos de cadernos e advinha-se um Cadernos III. Quando nada é definitivo – até aquela professora primária que odiámos anos a fio e que somos, mais tarde, capazes de recordar com carinho – que sentido faz escrever uma biografia? Resta-nos sermos inquietos, para sempre.

O Muito cá de Casa é uma iniciativa da DDLX e da Câmara Municipal de Setúbal – Divisão de Cultura, e conta com a colaboração de PNet Literatura, livraria Culsete e BlogOperatório.

Teolinda Gersão na Casa da Cultura de Setúbal

1012204_10200330228120809_459363711_n“São Cadernos espelhados uns nos outros, de algum modo autónomos, embora estejam interligados. Vêm de vários tempos, circunstâncias e lugares, podem encaixar-se como matrioscas ou fugir em todas as direções como fagulhas. Formarão, eventualmente, no fim, uma constelação? Não tenho nenhuma certeza.”

São registos de geometria variável, sem a rigidez cronológica das memórias ou a objectividade do “eu” biográfico. “A liberdade de uma escrita solta, ao sabor do acaso”.

Esta sexta, Teolinda Gersão apresenta o seu mais recente livro nas conversas Muito cá de casa, na Casa da Cultura de Setúbal. António Ganhão, do PNet Literatura, vai moderar.

O Muito cá de Casa é uma iniciativa da DDLX e da Câmara Municipal de Setúbal – Divisão de Cultura, e conta com a colaboração de PNet Literatura, livraria Culsete e BlogOperatório.

A Cidade de Ulisses, de Teolinda Gersão

Um convite para uma exposição sobre a Cidade de Lisboa, abre o caminho para um diálogo interior, pretexto para o personagem se revelar através das suas memórias que se fundem com a história dos locais dessa vivência. Lisboa, cidade criada por Ulisses, oferece essa dimensão onírica e intemporal.

Podia ser outra cidade qualquer, mas só esta foi criada por Ulisses.

(in Acrítico)