Seguro escolhe Luís de Sousa para frente contra a corrupção, in Observador

O Presidente da República definiu como uma das prioridades do mandato o combate à corrupção por via da prevenção e escolheu como consultor para essa área Luís de Sousa, investigador principal do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, que tem um doutoramente e vários trabalhos e publicações sobre o tema, como a obra “Corrupção e os Portugueses: Atitudes, Práticas e Valores“. Num contexto em que o Chega domina o espaço público e político nesse combate, Seguro quer colocar Belém na dianteira da prevenção à corrupção que considera “uma causa de vida“.

Numa reunião com oito especialistas nessa área, que ocorreu em janeiro, António José Seguro fez questão de “reafirmar o compromisso forte a favor do combate à corrupção e de doses de transparência“. A aposta do Presidente é também especialmente relevante numa altura em que foi decidido pela Entidade das Contas e dos Financiamentos Políticos acatar um parecer da CADA que impõe que não sejam revelados os nomes dos cidadãos que fazem donativos aos partidos políticos. Esse é um tema caro para o Presidente da República que, na mesma ocasião lembrou: “O meu passado político fala por mim. Recordo o papel que tive quando, no início da década, se avançou verdadeiramente para uma lei de financiamento dos partidos e das campanhas eleitorais que garantisse doses de transparência”.

Continuar a ler

Moz na Diáspora

China e Rússia decidiram invadir o mar. E isso não é apenas uma movimentação militar comum, é um recado direto ao mundo. As duas potências intensificaram operações navais conjuntas em regiões estratégicas, mostrando que estão alinhadas e prontas para disputar espaço com quem, até pouco tempo atrás, dominava sozinho os oceanos.

Durante décadas, os Estados Unidos controlaram o mar sem concorrência real. Porta-aviões, bases militares espalhadas pelo mundo e uma presença constante garantiam essa vantagem. Mas esse cenário está mudando, e está mudando rápido. A China hoje possui a maior frota naval do planeta em número de embarcações, com mais de 370 navios e submarinos, enquanto a Rússia entra com experiência militar e estratégia.

Esse movimento ganha ainda mais peso quando acontece ao mesmo tempo em que os Estados Unidos aumentam sua presença no Oriente Médio, especialmente em regiões sensíveis como o Estreito de Ormuz. Ou seja, não é coincidência. É resposta. É disputa direta por influência.

E aqui está o ponto mais importante: controlar o mar hoje é controlar o mundo. Mais de 90% do comércio global passa pelos oceanos. Quem domina essas rotas controla energia, economia e poder.

O que estamos vendo agora não é apenas uma demonstração de força. É o início de uma nova fase da geopolítica mundial, onde o domínio deixa de ser absoluto e passa a ser disputado.

DN, Sondagem. Avaliação ao trabalho de Seguro supera expectativa dos eleitores | Barómetro DN/Aximage: PS abre margem sobre PSD e Chega nas intenções de voto

  1. Chefe do Estado recolhe 69% de opiniões favoráveis, mais do que os 64% de inquiridos que, em março, diziam ter expectativas positivas em relação ao seu trabalho. Tem até aprovação dos eleitores do Chega.

2. Subida da avaliação negativa ao Governo coincide com o reforço do PS nas intenções de voto: socialistas lideram com 30,6%, após distribuição de indecisos; contra 24,3% do PSD e 23,6% do Chega.