Seguro escolhe Luís de Sousa para frente contra a corrupção, in Observador

O Presidente da República definiu como uma das prioridades do mandato o combate à corrupção por via da prevenção e escolheu como consultor para essa área Luís de Sousa, investigador principal do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, que tem um doutoramente e vários trabalhos e publicações sobre o tema, como a obra “Corrupção e os Portugueses: Atitudes, Práticas e Valores“. Num contexto em que o Chega domina o espaço público e político nesse combate, Seguro quer colocar Belém na dianteira da prevenção à corrupção que considera “uma causa de vida“.

Numa reunião com oito especialistas nessa área, que ocorreu em janeiro, António José Seguro fez questão de “reafirmar o compromisso forte a favor do combate à corrupção e de doses de transparência“. A aposta do Presidente é também especialmente relevante numa altura em que foi decidido pela Entidade das Contas e dos Financiamentos Políticos acatar um parecer da CADA que impõe que não sejam revelados os nomes dos cidadãos que fazem donativos aos partidos políticos. Esse é um tema caro para o Presidente da República que, na mesma ocasião lembrou: “O meu passado político fala por mim. Recordo o papel que tive quando, no início da década, se avançou verdadeiramente para uma lei de financiamento dos partidos e das campanhas eleitorais que garantisse doses de transparência”.

Durante a campanha o Presidente — que esta sexta-feira reúne o Conselho de Estado sobre Segurança e Defesa — mostrou-se preocupado com a eventual falta de escrutínio do empréstimo de 5,8 mil milhões pedido por Portugal à Comissão Europeia no âmbito da Defesa. “Planos anticorrupção, planos de prevenção, são indispensáveis para que se criem condições para que exista concorrência, imparcialidade, neutralidade em todas as aquisições que vão ser feitas, particularmente quando se sabe que a União Europeia dispensou da contratação pública este investimento”, disse o então ainda candidato.

Aguiar-Conraria e Marrão na equipa económica

O Presidente da República também já fechou a sua equipa económica. O professor da Universidade do Minho, Luís Aguiar-Conraria, e o economista e fundador Movimento Europa e Liberdade (MEL), Jorge Marrão, foram duas escolhas anunciadas na quinta-feira pela Rádio Renascença. Outra das escolhas, já noticiada pelo Eco, foi João Miguel Coelho, que foi  vice-presidente da ANACOM, quadro do Banco de Portugal e fez parte da UTAO (Unidade Técnica de Apoio Orçamental) do Parlamento.

Luís Aguiar-Conraria é presidente da Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho, colunista do jornal Expresso, participa no programa Fora do Baralho da Rádio Observador e colaborou ainda com o Observador no Radar das Sondagens, ferramenta que agrega as sondagens e faz uma média ponderada das mesmas. Participou também na Sondagem das Sondagens, uma ferramenta similar da Rádio Renascença.

Jorge Marrão é economista e gestor e destacou-se no panorama política com um dos dois grandes organizador dos encontros do MEL, que pretendia unificar as direitas. Foi também um dos apoiantes de Seguro da chamada ala passista. Isto numa altura em que o atual Presidente não era favorito a vencer a eleição.

De acordo com a Renascença, com as escolhas, Seguro quer virar atenções para situação económica e das finanças públicas do país, mas também o acompanhamento da reconstrução das zonas afetadas na região centro e a execução do PRR e do PTRR.

Ao longo das últimas semanas têm sido revelados nomes de outros consultores, como o antigo secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, precisamente para essa área.

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