Historiador Daniel Pires | Uma obra que mostra o verdadeiro Bocage, por Adelto Gonçalves

O historiador Daniel Pires consegue reunir numa pequena biografia os acontecimentos mais importantes da vida do poeta.

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            Uma biografia sucinta, que abriga os principais aspectos de uma vida breve, porém repleta de acontecimentos inauditos que não impediram o poeta de construir uma obra marcante na história da literatura de língua portuguesa, é o que o leitor vai encontrar em O essencial sobre Manuel Maria de Barbosa du Bocage (Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda – IN-CM, 2025), do historiador, pesquisador e professor Daniel Pires, autor de outros livros sobre o biografado e coordenador e editor de vários trabalhos de divulgação da produção bocageana.
Escrito em linguagem fluente que não exige maiores atenções do leitor com numerosas notas de rodapé, esta obra destinada a um grande público é mais um esforço para reverter a desgastada imagem de Bocage (1765-1805) como poeta chocarreiro, visto apenas como autor de sonetos eróticos e piadas maliciosas. Esta é uma imagem que se foi construindo através de tempos imemoriais e que permaneceu inalterada até há alguns anos, mas que, agora, enfim, é revertida e cumpre a aspiração de alguns dos contemporâneos do poeta que seria a de elevá-lo à condição de um novo Luís de Camões (1524-1580).

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Donald Trump está a conduzir os EUA a uma derrota estratégica, por António Costa Silva

Pequim está a adaptar-se ao choque que os Estados Unidos provocaram no mundo. A China está em vantagem, explica António Costa e Silva, porque dispõe de reservas estratégicas muito elevadas, aprofundou a cooperação energética com a Rússia e continua a investir fortemente na eletrificação e nas energias renováveis.

A China está “do lado certo da História”, enquanto os Estados Unidos, com Donald Trump, seguem na direção oposta, diz o antigo ministro da Economia, nesta entrevista ao podcast “O Mundo a Seus Pés”.

25 de Abril | Como pode ser bonita a Festa | Margarida Davim

Acordo sempre feliz a cada 25 de Abril. Mas a maior felicidade este ano foi ver Lisboa cheia de gente, de todos os tipos, de todas as origens, de todos os géneros, todas livres e felizes, com aquela felicidade que só consegue sentir quem preza a liberdade (a sua e a dos outros). Foram tantos abraços, tantos sorrisos, tantas palavras de ordem gritadas e tanto amor partilhado. Lembrou-me um sonho lindo quase acabado, como cantaria o Fausto..

Ver milhares e milhares de pessoas assim nas ruas enche-me de esperança. Mas a liberdade faz-se de luta. Não há nada conquistado que seja dado ou garantido.

Que todos os que estiveram a gritar Abril se lembrem sempre de como pode ser bonita a festa e não se esqueçam nunca do poder que temos quando somos muitos, quando somos tantos.