O inverno vem aí | E vai ser duro | in Expresso Curto de 26/10/2022 | por Raquel Moleiro

Tão felizes que eles estão!

Wall Street Journal
Joe Biden, Nancy Pelosi

E que tal um apelo para acabar com a guerra? O Expresso deveria dirigir-se ao Mentor Principal desta tragédia, o Sr. Joe Biden e seu CMI, que continuam a pensar que os USA são os donos do Mundo. E não são. [vcs]


Quão duro deve ser dizer a um povo, ao seu povo, para não regressar a casa? Quão difícil deve ser para um povo ouvir que um país, o seu país, não tem condições para lhe assegurar a sobrevivência? Iryna Vereshchuk, vice-primeira-ministra ucraniana e chefe de reintegração dos territórios ocupados deixou ontem um pedido aos conterrâneos para se manterem nos países de acolhimento devido à situação energética. “Peço que não voltem, por enquanto. Precisamos de sobreviver ao Inverno. Infelizmente as redes não vão aguentar. Conseguem ver o que a Rússia está a fazer?

A Rússia está a fazer do frio um aliado na guerra. Mísseis russos e drones iranianos destruíram nas últimas semanas um terço do setor energético do país. E por ali energia não significa apenas ter gás ou eletricidade para iluminar as casas ou cozinhar, significa aquecimento. O frio de dois dígitos negativos prepara-se para matar quem não morre nos bombardeamentos (siga aqui todos os desenvolvimentos da guerra).

Só “um plano Marshall” poderá reerguer o país, defende o chanceler Olaf Scholz. Mas isso é a longo prazo, para quando o conflito acabar. Para já, para os ucranianos que se mantêm no país ou que regressaram a casa, confiantes nas vitórias recentes das forças de Zelensky, pediu-se ontem em Berlim, durante a conferência para a reconstrução da Ucrânia, um apoio urgente, financeiro e material, dos estados-membros e empresas europeias ao setor energético. “O que está em jogo é a proteção e o bem-estar de dezenas de milhares de lares, pessoas vulneráveis, crianças e idosos antes deste inverno”, urgiu o comissário da UE para a energia. É verão e as noites já se vivem perto dos zero graus.

Mas nos países de acolhimento – há 5 milhões de refugiados da Ucrânia na UE, 54 mil em Portugal – também é de energia que se fala por estes dias. Não há guerra, há a crise que a guerra provocou. Os ministros europeus que detêm a pasta reuniram-se ontem para debater as melhores formas de enfrentar os preços elevados. Em cima da mesa está o alargamento a toda a UE do mecanismo temporário ibérico que coloca limites ao preço médio do gás na produção da eletricidade.

E como se não bastasse o conflito ucraniano, e as críticas da oposição ao corredor de energia verde entre Portugal, Espanha e França, o ministro do ambiente, Duarte Cordeiro, tem agora também de lidar com as cheias da Nigéria que ameaçam afetar irremediavelmente o fornecimento de gás ao país. A próxima remessa, esperada esta semana em Sines, não vai chegar e a Galp já veio admitir a subida dos preços no início do próximo ano para quem está no mercado regulado.

O Governo desvaloriza o impacto, mas numa realidade nacional tomada pelo aumento generalizado do custo de vida – combustíveis, alimentos, prestações, rendas, casas – qualquer areia pode pesar toneladas no orçamento familiar e afetar ainda mais o (des)controlo financeiro.

“UCRÂNIA – É IMPERIOSO SAIR DA CAIXA” | por Francisco Seixas da Costa

Os trinta democratas liberais no Congresso dos EUA leram Francisco Seixas da Costa


É nos Estados Unidos que reside a chave de um eventual novo tempo neste processo, pelo que compete aos europeus lembrar-lhes que é só deste lado do Atlântico que, por agora, continua a guerra.

A História mostra que, para pôr termo a um conflito, ou se derrota totalmente o inimigo (e a Rússia não é derrotável, enquanto potência, como sabe quem sabe destas coisas) ou se fala com ele para ir aferindo das hipóteses de um acordo. Pensar que o tempo corre sempre a nosso favor é uma ingenuidade perigosa.”


Fez ontem cinco meses, publiquei este artigo no “Expresso”. Algumas coisas estão datadas e ocorreu a alteração de certas circunstâncias, mas, mesmo assim, hoje apetece-me relembrá-lo, porque o essencial não mudou e continuo a pensar exatamente o mesmo: :

”Esta guerra já não é apenas entre a Rússia e a Ucrânia. É cada vez maior o envolvimento, através de ajuda militar e de sanções, de muitos países que passaram a ser parte, embora por ora não beligerante, no conflito. Em moldes todavia nunca comparáveis ao sofrimento da população da Ucrânia, as respetivas sociedades estão a começar a sentir as consequências do prolongamento da guerra.

Parece não ter sentido que os países envolvidos no apoio à Ucrânia fiquem a aguardar o resultado, cada vez mais duvidoso, de um processo negocial, aparentemente suspenso, entre Kiev e Moscovo. Há dimensões do conflito, como fica evidente na questão das armas nucleares, que vão muito para além da situação concreta da Ucrânia, embora com ela interligada.

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SEIS PAÍSES DA UE JÁ RESTABELECERAM COMÉRCIO COM RÚSSIA AOS NÍVEIS DE FEVEREIRO | RIA Novosti

MOSCOVO, 16 de outubro – RIA Novosti.

Seis países da UE em junho restauraram simultaneamente as exportações e importações com a Rússia para pelo menos o nível de fevereiro, de acordo com análise de dados dos serviços nacionais de estatística realizada pela RIA Novosti.

Assim, as exportações de sete países europeus para a Rússia no início do verão superaram os valores de fevereiro: são eles: Letónia (em 67%), Eslovénia (37%), Croácia (28%), Bulgária (25%), Estónia (19%), Chipre (12%) e Luxemburgo (7%).

Ao mesmo tempo, as importações de mercadorias da Rússia superaram os níveis de final do inverno passado em dez estados: Eslovénia (4,4 vezes), Croácia (2,7 vezes), República Checa (duas vezes), Malta (88%), Espanha (46%), Bélgica (39%), Luxemburgo (22%), Chipre (13%), Estónia (11%) e Bulgária (10%).

Em geral, no primeiro semestre do ano, as exportações de bens da UE para a Rússia diminuíram 31% – para 28,4 bilhões de euros, de 41,1 bilhões um ano antes. Já as importações cresceram 83% para 121,7 bilhões de euros, contra 66,4 bilhões antes.

Retirado do Facebook | Mural de Carlos Fino


Carlos Fino

Alguns questionam aqui a autenticidade desta informação, já que a fonte é uma agência estatal russa.

A esses, digo: Como jornalista, habituei-me a consultar sempre diversas fontes, sejam privadas ou estatais, seja de que países forem. É essa diversidade de fontes que muitas vezes nos fornece pistas que de outra forma nos poderiam escapar. Neste, como noutros casos, a veracidade ou inverdade dos dados será demonstrada mais à frente.

De qualquer forma, se fosse mentira o que diz a RIA-Novosti, os países indicados já teriam desmentido – o que não aconteceu.

Aguardemos. Mas anátemas à priori, não. Já bastou o tempo da outra senhora em que havia um programa na velha Emissora Nacional intitulado – “A verdade é só uma – Rádio Moscovo não fala verdade!”

As palas são boas para as bestas.

HUNGRIA ABRE CONSULTA PÚBLICA NACIONAL SOBRE SANÇÕES CONTRA A RÚSSIA DECRETADAS POR BRUXELAS

1. Bruxelas decidiu introduzir sanções petrolíferas, embora após a eclosão da guerra ainda houvesse um acordo de que as sanções contra a Rússia não se estenderiam à energia. No entanto, Bruxelas decidiu em junho proibir a importação de petróleo e derivados da Rússia. A Hungria lutou por uma isenção porque levaria vários anos e centenas de bilhões de forints para substituir o petróleo bruto russo. No caso da Hungria, um embargo de petróleo levaria a sérios problemas de abastecimento e representaria um enorme fardo para a economia. A primeira pergunta da consulta nacional é: Você concorda com as sanções petrolíferas de Bruxelas?

2. Os líderes de Bruxelas também querem estender as sanções às entregas de gás. A economia europeia é significativamente dependente do gás russo (no caso da Hungria, o grau de dependência é de 85%). A flutuação das sanções de gás trouxe aumentos de preços de energia mais altos do que o facto de que a guerra eclodiu. As consequências já são graves. As contas de serviços públicos subiram para níveis recordes em toda a Europa. A Rússia ameaça cortar o fornecimento de gás em resposta às sanções. Isto põe em perigo o aquecimento dos apartamentos e o funcionamento da economia europeia. A segunda pergunta, portanto, é a seguinte: Você concorda com a sanção aos embarques de gás?

3. Bruxelas também proibiu a importação de combustíveis sólidos (como carvão) da Rússia. A proibição também se aplica ao aço e à madeira, e eles querem estendê-la também a outras matérias-primas. A medida resultou em grandes aumentos de preços, aumentando ainda mais a carga sobre as famílias. Como resultado da crise energética, a Europa precisa de uma quantidade maior de combustível sólido do que antes e não pode cobrir suas necessidades com sua própria produção. A terceira pergunta: Você concorda com a sanção sobre matérias-primas?

4. O Parlamento Europeu e vários estados membros querem estender as sanções também aos elementos de aquecimento nuclear. As centrais nucleares desempenham um papel incontornável no abastecimento de eletricidade na Europa. Uma parte significativa deles trabalha com elementos de aquecimento russos, que não podem ser substituídos a curto prazo devido às condições técnicas. Portanto, se as sanções fossem estendidas aos elementos de aquecimento nuclear, isso ameaçaria o fornecimento estável de energia e aumentaria os preços. A quarta pergunta é, portanto, a seguinte: Você concorda com a sanção sobre elementos de combustível nuclear?

5. A Central Nuclear de Paks é a garantia de eletricidade mais barata na Hungria. Está sendo expandido com a ajuda de empresas russas. Muitas pessoas querem estender as sanções nucleares à expansão da Usina Nuclear de Paks. De acordo com o Parlamento Europeu e alguns partidos da oposição, a cooperação para o desenvolvimento com empresas russas deve ser encerrada. Suspender a expansão pode levar a novos aumentos de preços e interrupções no fornecimento. A quinta pergunta da consulta nacional: Você concorda que o investimento do Paks também deve ser coberto pelas medidas sancionatórias?

6. As sanções também prejudicam o turismo europeu, que de qualquer forma não está em uma situação fácil no período pós-pandemia. Devido às restrições de entrada, o número de turistas da Rússia caiu significativamente. A medida também afeta a Hungria, especialmente considerando que o número de pessoas que chegam do exterior ainda está abaixo do nível pré-epidémico. É um setor que dá trabalho a centenas de milhares de pessoas em nosso país. Por isso a sexta pergunta: Você concorda com as sanções que restringem o turismo?

7. As sanções também têm um sério impacto na oferta de alimentos. O aumento dos preços do gás aumenta muito os custos da produção agrícola, e as sanções também se estendem a determinados componentes do fertilizante. O aumento dos preços dos alimentos nos países em desenvolvimento aumenta o risco de fome. Isso levará a ondas ainda maiores de migração e aumentará a pressão nas fronteiras da Europa. A pergunta final da consulta: Você concorda com as sanções que fazem subir os preços dos alimentos?

(Fonte: Site oficial do governo húngaro – kormany.hu)

Retirado do Facebook | Mural de Carlos Fino | 16-10-2022

Vu de l’étranger. La grève des raffineries s’est transformée en crise : “Macron a réagi trop tard” | in COURRIER INTERNATIONAL

Workers on strike gather in front of the French oil giant TotalEnergies refinery in Donges near Saint-Nazaire, France October 12, 2022. REUTERS/Stephane Mahe

D’un conflit sur les salaires, la grève dans les raffineries s’est muée en problème politique d’envergure nationale. La lenteur du gouvernement à réagir et le symbole que représente TotalEnergies ont attisé les colères, observe la presse étrangère.

https://www.courrierinternational.com/article/vu-de-l-etranger-la-greve-des-raffineries-s-est-transformee-en-crise-macron-a-reagi-trop-tard?xtor=EREC-20-20221014-0-nl_quotidienne

Espuma dos dias — “A UE caminha sonâmbula para a anarquia”. Por Thomas Fazi

Enviado pelo blogue A Viagem dos Argonautas

Todos os olhos podem estar postos nos resultados das eleições italianas desta manhã, mas a Europa tem problemas muito maiores nas suas mãos do que a perspetiva de um governo de direita. O Inverno está a chegar, e as consequências catastróficas da crise energética europeia autoimposta já estão a ser sentidas em todo o continente.

À medida que os políticos continuam a elaborar planos irrealistas de racionamento energético, a realidade é que o aumento dos preços da energia e a queda da procura já fizeram com que dezenas de fábricas numa gama diversificada de indústrias intensivas em energia – vidro, aço, alumínio, zinco, fertilizantes, químicos – cortassem na produção ou encerrassem mesmo, provocando o despedimento de milhares de trabalhadores. Até mesmo o New York Times pró-guerra foi recentemente forçado a reconhecer o impacto “paralisante” que as sanções de Bruxelas estão a ter sobre a indústria e a classe trabalhadora na Europa. “Os elevados preços da energia estão a atacar a indústria europeia, forçando as fábricas a cortar rapidamente a produção e a colocar dezenas de milhares de trabalhadores em licença”, relatou o New York Times.

Os cortes na produção de zinco, alumínio e silício (que representam uns espantosos 50% da produção) já deixaram os consumidores das indústrias siderúrgica, automóvel e da construção europeia a enfrentar graves carências, que estão a ser compensadas por remessas da China e de outros países. Entretanto, as fábricas de aço em Espanha, Itália, França, Alemanha e outros países – mais de duas dúzias no total – estão a começar a abrandar ou a parar completamente a sua produção.

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Pepe Escobar | Quem lucra com Pipeline Terror? | in https://thecradle.co/Article/Columns/16307

A Guerra dos Corredores Econômicos entrou em território incandescente e inexplorado: Terror do Oleoduto.

Uma sofisticada operação militar – que exigiu um planejamento exaustivo, possivelmente envolvendo vários atores – explodiu quatro seções separadas dos gasodutos Nord Stream (NS) e Nord Stream 2 (NS2) esta semana nas águas rasas dos estreitos dinamarqueses, no Mar Báltico, perto da ilha de Bornholm.

Sismólogos suecos estimaram que o poder das explosões pode ter atingido o equivalente a até 700 kg de TNT. Tanto ns quanto NS2, perto das fortes correntes ao redor de Borholm, são colocados no fundo do mar a uma profundidade de 60 metros.

Os tubos são construídos com concreto reforçado em aço, capazes de suportar o impacto das âncoras do porta-aviões, e são basicamente indestrutíveis sem graves cargas explosivas. A operação – causando dois vazamentos perto da Suécia e dois perto da Dinamarca – teria que ser realizada por drones subaquáticos modificados.

Todo crime implica motivo. O governo russo queria – pelo menos até a sabotagem – vender petróleo e gás natural para a UE. A noção de que a inteligência russa destruiria os oleodutos da Gazprom é além de ridícula. Tudo o que tinham que fazer era desligar as válvulas. O NS2 nem sequer estava operacional, baseado em uma decisão política de Berlim. O fluxo de gás na SNS foi dificultado pelas sanções ocidentais. Além disso, tal ato implicaria que Moscou perderia uma importante vantagem estratégica sobre a UE.

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President Biden on Nord Stream 2 Pipeline if Russia Invades Ukraine: “We will bring an end to it.”

During a joint news conference with German Chancellor Olaf Scholz, President Biden is asked about the Nord Stream 2 pipeline. “If Russia invades, that means tanks or troops crossing the border of Ukraine again, then there will be no longer a Nord Stream 2. We will bring an end to it.” When asked how, the president says, “I promise you, we will be able do that.”

Ucrânia. Maduro acusa EUA e Europa de “suicídio económico” para punir a Rússia.

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acusou hoje os Estados Unidos e a Europa de optarem pelo “suicídio económico” com o propósito de punir Moscovo pela invasão da Ucrânia.

“Na Europa anunciam uma recessão da economia, porque a Europa e os Estados Unidos optaram pelo suicídio económico, tentando matar a Rússia”, disse o governante, durante um ato público transmitido pela televisão estatal venezuelana.

Maduro previu que “se anuncia uma grande recessão mundial”, numa altura em que a Venezuela “bate o recorde mundial de crescimento económico da economia real, não petrolífera”, que disse ser superior a 20% no atual trimestre.

“Há que estudar as repercussões da recessão mundial sobre a economia da América Latina e da Venezuela”, frisou.

“A Europa e os Estados Unidos decretaram o suicídio económico e social das suas sociedades, das suas economias, para prejudicar, para acabar com a Rússia”, disse o Presidente da Venezuela.

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DIZ MNE DA HUNGRIA | “SANÇÕES SÃO ALTAMENTE PREJUDICIAIS À EUROPA”

Nações Unidas, 24 de setembro. /TASS/. As medidas restritivas em larga escala impostas pela União Europeia contra a Rússia por causa da situação em torno da Ucrânia são altamente prejudiciais para a Europa e os europeus, disse o ministro húngaro das Relações Exteriores, Peter Szijjarto, em entrevista à TASS à margem da Assembleia Geral da ONU.

“Se você olhar para a política de sanções da União Europeia, não de forma ideológica, não política, mas profissional, então é óbvio que essa política tem resultados extremamente dolorosos para a Europa, extremamente dolorosos, meu Deus! O aumento dos preços dos bens alimentares é um inferno. Portanto, esta política de sanções é sem qualquer dúvida extremamente prejudicial para a Europa e para o povo europeu”, afirmou.

Um raro exemplo de cooperação entre EUA e Rússia | in SIC Notícias

[ Adenda pessoal ao título ; provavelmente não haverá guerra nuclear – Joe Biden/CIA/FBI/CMI são uns “brincalhões/cínicos” – está visto – provocam esta guerra sem sentido usando os ucranianos como bolas de ping-pong/carne para canhão e, depois, organizam passeios ao espaço com a “inimiga” Rússia! | uma peça de humor negro e maquiavélica (vcs) ]

Numa altura em que as relações entre Washington e Moscovo estão tremidas devido à guerra na Ucrânia.

Um foguetão Soyouz descolou esta quarta-feira rumo à Estação Espacial Internacional (ISS) a partir do cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, com um norte-americano e dois russos a bordo, em plena tensão ligada à ofensiva na Ucrânia.

A estabilidade é boa (…), a equipa sente-se bem“, declarou um comentador da NASA após a descolagem, transmitida em direto simultaneamente nos sites das agências espaciais norte-americana e russa.

O foguetão russo descolou à hora prevista (12:54, hora de Portugal), das estepes do Cazaquistão. A missão do americano Frank Rubio, da NASA, e dos russos Sergueï Prokopiev e Dmitri Peteline, da agência espacial russa Roscosmos, é um raro exemplo de cooperação entre Moscovo e Washington, quando as suas relações estão ao nível mais baixo devido à guerra na Ucrânia.

Frank Rubio é o primeiro astronauta norte-americano a deslocar-se à Estação Espacial Internacional num foguetão russo desde o início da intervenção militar russa na Ucrânia. Também é o seu primeiro voo, e de Dmitri Peteline também, já para Sergueï Prokopiev será o segundo.

A equipa deverá passar seis meses a bordo da ISS, onde encontrará os cosmonautas russos Oleg Artemiev, Denis Matveïev e Sergueï Korsakov, os astronautas norte-americanos Bob Hines, Kjell Lindgren e Jessica Watkins, e a astronauta italiana Samantha Cristoforetti.

A chegada ao segmento russo do ISS está prevista após um voo de três horas do Soyouz. | 21-09-2022

A guerra dos EUA contra a Rússia usou a Ucrânia numa guerra por procuração que Zelensky aceitou anos antes da invasão russa. | António Abreu

Com as agressões que Zelenski agravou contra os povos do Donbass, estes viriam a pedir uma intervenção russa que lhes garantisse a sua segurança.

Com a importação de grandes arsenais de “países amigos” Zelenski anunciou que se destinavam a conter as ameaças russas.

Zelenski viabilizou a morte até agora de muitas dezenas de milhares ucranianos e russos, e permitiu que os EUA – uma vez mais! – não vissem soldados seus tombar (excetuam-se os oficiais de espionagem que, em bunkers de diversos centros de comando morreram como pessoal de inteligência de outros países, devido a bombardeamentos russos).

Hoje, no terreno, quem dirige os combates ucranianos são os oficiais de informações norte-americanos.

Porque tem este dedo sido apontado tantas vezes aos EUA?

Usamos o Blog de Washington, de 20 de fevereiro de 2015 para ilustrar a resposta.

Desde que os Estados Unidos foram fundados em 1776, ela esteve em guerra durante 214 dos seus 235 anos de existência. Em outras palavras, houve apenas 21 anos civis em que os EUA não travaram nenhuma guerra.

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“Russos esgotam bilhetes de avião para fugir do país, após discurso de Putin” | GRANDE DN! | por Carlos Fino

“Russos esgotam bilhetes de avião para fugir do país, após discurso de Putin” – Titula num dos seus artigos o centenário DN de hoje. Oh, DN, como te compreendo – a idade não perdoa…

Da Rússia, segundo os nossos queridos media, há sempre que esperar o pior: ou um poder militar ameaçador que pode destruir a civilização ocidental e o mundo inteiro, ou uma incompetência monumental (o outro lado da mesma moeda) ou, neste caso, uma instabilidade social assustadora, capaz de gerar milhões em fuga. Esta reação dos russos a sair em massa do país foi mais rápida que aquele internauta anónimo que antes ainda de receber o post que você vai enviar já colocou a reação dele no FB…

De fazer inveja ao Billy the Kid! (CF)

NOTA do Coordenador: gargalhei imenso !!! [vcs]

A GUERRA NATO-RÚSSIA | CONTEXTO ACTUAL | Editorial in Foicebook, 16/09/2022 via Estátua de Sal

Conforme dissemos anteriormente, a ofensiva Nato/Ucrânia, parou, tentativas de retomar têm sido anuladas. O próprio Stoltenberg o reconhece: “o contra ataque da Ucrânia foi muito eficaz, mas isto não é o fim da guerra, temos de estar preparados para um longo caminho.”

Desde o fim de fevereiro um total de mais de 47 mil toneladas de material foram entregues para a Ucrânia. O exército ucraniano é na realidade um exército Nato composto por ucranianos, mercenários e “conselheiros” Nato. A organização e os equipamentos são Nato, que tem proporcionado milhares de milhões de dólares em equipamento e treino. Dezenas de milhares de efetivos foram e estão a ser treinados pela Nato.

Neste contexto, a guerra prosseguirá até a Ucrânia esgotar a sua vontade de lutar e morrer, a Nato esgotar a sua capacidade de continuar a fornecer material e dinheiro ou a Rússia esgotar a sua disposição de combater um conflito inconclusivo na Ucrânia. O resultado são mais forças ucranianas e russas mortas, mais civis mortos e mais equipamentos destruídos.

As baixas que a Ucrânia sofreu e sofre são insustentáveis. A Ucrânia está a esgotar as suas reservas estratégicas, e eles terão que ser reconstituídos se a Ucrânia tiver alguma aspiração de continuar a guerra. A Rússia, por sua vez, perdeu nada mais do que um espaço indefensável. As baixas russas foram mínimas e as perdas de equipamentos foram prontamente substituídas.

De acordo com um documento assinado pelo Comandante das Forças Armadas da Ucrânia, general Zaluzhny, até o início de julho de 2022, 76 640 soldados ucranianos tinam sido mortos (dez semanas depois, devem ser quase 100 000). Com os feridos graves geralmente numa proporção de 1 para 1, isso significa que até 200 000 tropas de Kiev podem ter sido postos fora de ação permanentemente. E isso não inclui desertores, capturados e desaparecidos em ação, o que poderia fazer outros 50 000.

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Assim o quiseste, assim o tiveste | o preço da energia | por Carlos Matos Gomes

Os agentes de comunicação de massas impuseram uma verdade. Essa verdade tem consequências que começam a doer. Agora, os mesmos que apoiavam as sanções e os embargos perguntam aos políticos o que vão fazer. É hipocrisia em estado puro. Os assim designados jornalistas são cúmplices da situação que estamos e vamos viver.


Os jornalistas têm responsabilidades sociais. Não podem atirar a pedra e esconder a mão.

Digámos. Assim começava um dos televangelistas contratados para formatar a opinião pública para das intenções expansionistas da Rússia as suas prédicas diárias. Era necessário formar uma opinião que aderisse à narrativa de que a Ucrânia era pacífica e democrática, um Estado exemplar que, de um momento para o outro, e sem qualquer motivo, se vê invadido pelo ameaçador vizinho.

Houve alguns, poucos, que se atreveram a desmascarar esta história de cobertura de intenções. Os grandes meios de manipulação adotaram com fervor militante a tese da iníqua e criminosa invasão, que contrariava os princípios do Direito Internacional e até a doutrina da guerra justa de Santo Agostinho.

Sabe-se hoje pela voz da administração americana e do governo do Reino Unido que americanos e ingleses, com a cobertura da NATO (essa virtuosa aliança defensiva) andavam a treinar o exército ucraniano desde 2004, com maior intensidade a partir de 2014, que lhe haviam fornecido material moderno e apoio de informações (intelligence), incluindo via satélite. Um exército especialmente criado para o efeito foi instalado na zona russófila do Leste da Ucrânia, causando cerca de 14 mil mortos. O novo governo pró-americano da Ucrânia, que tinha como figura de boca de cena Zelenski, foi incentivado a provocar a Rússia com um pedido de adesão à NATO. O que tinha ficado acordado que não aconteceria e que colocaria Moscovo a 10 minutos de voo dos novos misseis táticos. Isto é, a capital da Rússia ficava dentro do teatro de combate e sem possibilidades de defesa!

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Tita Alvarez | BEM-VINDOS AO CIRCO EUROPEU!

Alemanha, França, Itália, Espanha e até a Suíça preparam-se para apagões programados. Mais tarde ou mais cedo teria de acontecer: a falta de luz nas cabecinhas das lideranças teria de extravasar para o exterior.

Entretanto, esses mesmo e outros países Europeus, falam de aumentarem despesas militares. Há muito que andam armados em parvos e portanto não me espanta que pensem que tudo será possível ao mesmo tempo: cair na produção industrial e agrícola, enquanto se cresce na produção de armas.

Enviar mais armas para a Ucrânia e ter mais armas em casa. Combater os russos e reprimir internamente as populações descontentes. Reforçar a coesão da União Europeia, enquanto se ameaçam as vozes discordantes dessa fingida União.

Tantas contradições obviamente produzirão choques e ruturas mas parece haver uma certeza no caminho de degradação, confirmada de resto pela contínua degradação das lideranças.

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O Idiota. Relatório de primeiras impressões. | Carlos Matos Gomes

Estamos tão idiotizados que discutimos os tostões da esmola e não quem nos colocou na condição de pedintes, se foram idiotas, ou traidores.

Na minha vida solicitaram-me várias vezes um FIR (First Impression Report), um relatório de primeiras impressões. O meu FIR (não o meu feeling) após ouvir a conferência do primeiro-ministro a anunciar medidas extraordinárias de apoio à crise que já vivemos e que se vai agravar foi lembrar-me de uma obra clássica da literatura russa (tinha de ser), «O Idiota», de Dostoievsky.

Não, o idiota não é António Costa. O Idiota é quem nos meteu nesta camisa de onze varas de empobrecimento, miséria que necessita de uma esmola nacional e transeuropeia para ser suportável. De repente os europeus estamos todos a esmolar, de Portugal à Polónia, à Hungria, aos países bálticos, todas de mão estendida para receber uma esmola maior ou menor.

E ninguém se questiona quem foi o Idiota que nos colocou nesta situação?

O enredo do romance de Dostoievski gira em torno do príncipe Míchkin, criado longe da Rússia devido a epilepsia que após longa permanência na Suíça decide regressar à aos seus domínios, sem a menor ideia do que o aguarda. O príncipe é atirado para situações sobre as quais pouco entende e nas quais as suas supostas qualidades, ou idiotia, causam mais tumulto do que solução. Em diversas passagens da história, a ingenuidade do príncipe roça a estupidez crassa e espanta o leitor, como quando escuta com paciência inacreditável as mentiras do velho general Ívolguin, que jura ter sido pajem de Napoleão; ou quando é acusado por um grupo de jovens liderado por um moribundo de dever metade de sua fortuna a um filho ilegítimo. As referências de Dostoievski para a construção do protagonista foram duas figuras que ultrapassam os limites do senso comum: Dom Quixote e Jesus Cristo.

O Idiota, neste caso, no caso que deu origem às nossas esmolas, é uma figura dúplice, como Janus: a NATO e a UE.

Devemos a estas duas  entidades, que podiam ser o idiota do príncipe Míchkin, estarmos hoje a discutir a esmola dos governos. Mas ninguém na Europa, ao anunciar o estado de pedincha em que os cidadãos foram colocados, falou nos idiotas que nos colocaram nesta situação de indignidade.

Estamos tão idiotizados que discutimos os tostões da esmola e não quem nos colocou na condição de pedintes, se foram idiotas, ou traidores.

Retirado do facebook | Mural de Carlos Matos Gomes


As notícias chegadas de Kherson, Ucrânia | por Miguel Castelo Branco

As notícias chegadas de Kherson são terríveis, como oportunamente nota o Rafael Pinto Borges. Lançar milhares de homens mal treinados em tropel contra um exército profissional, bem armado, bem comandado, bem treinado, bem entrincheirado e com um formidável dispositivo de fogos de apoio e de aviação não é uma temeridade, mas um crime, pois não visa a ruptura da frente, nem a vitória, mas meia dúzia de linhas em tweets que justifiquem uma guerra antecipadamente votada ao desastre. O exército ucraniano está a ser inapelavelmente desbaratado, apenas e só para cumprir as bombásticas juras de um regime que há muito substituiu o real pelo virtual, assim como pelas fantasias dos propagandistas e avençados do negócio da guerra.

A tão insistentemente anunciada contra-ofensiva parece ter durado meia dúzia de horas e terá causado grandes perdas em homens e material entre os atacantes . No conforto dos estúdios de televisão, dos gabinetes ministeriais e das casas, os formadores de opinião lá encontrarão argumentos para o desastre deste dia funesto, mas amanhã deslocarão o foco para outros abracadabrantes acenos de vitória numa guerra que há três ou quatro meses ainda terminaria com um acordo de paz e cedência de territórios da Ucrânia à Rússia, mas agora parece estar fadada para ser a guerra que ditará o fim do Estado ucraniano. Anuncia-se o grande castigo dos mentirosos, dos inábeis políticos, dos maus diplomatas, dos analistas enganadores, dos conselheiros sem discernimento e demais legião daqueles que se diziam amigos da causa ucraniana, quando, afinal, eram os coveiros entusiastas da sua perdição.

Retirado do Facebook | Mural de Miguel Castelo Branco

GUERRA DA UCRÂNIA | GENERAL FRANCÊS NA RESERVA CRITICA  UE e FRANÇA | Via Alfredo Barroso

O general JEAN-YVES LAUZIER, antigo comandante das escolas do Exército francês e autor do livro “L’Europe contre l’Europe” (“A Europa contra a Europa”) publicado em 2021, comenta a situação a que chegaram a União Europeia e a França presidida por Emmanuel Macron:

«Não se poderá criticar os Americanos por defenderem, promoverem e agirem a favor dos interesses dos Estados-Unidos da América EUA). Em contrapartida, pode-se e deve-se pedir contas aos responsáveis europeus que não defendem os interesses europeus, e mais ainda aos responsáveis nacionais que nem sequer representam os interesses dos que os elegeram. Como dizia Lord Palmerston, «a Inglaterra não tem amigos: o que ela tem são interesses permanentes», e isto é verdade para todos os Estados.

Está à vista que os interesses franceses não serão defendidos pela União Europeia (UE). Mas seria preciso que ao menos fossem defendidos pelos seus dirigentes políticos eleitos.

Ora, o Presidente Emmanuel Macron, adepto do supranacionalismo, está estruturalmente desprovido de recursos face à adversidade das relações internacionais. Mas na guerra, e a diplomacia é uma forma de guerra, podemos ser surpreendidos, mas nunca estar desprevenidos. É o que distingue o estratego visionário do gestor impotente. Este último prefere, então, refugiar-se no simbólico para dar a si próprio a ilusão de estar a agir, confundindo a agitação com a acção.

«Mas, no que respeita à guerra na Ucrânia, a União Europeia manifesta nesta situação todos os defeitos que bem sublinhou, no seu tempo, o general De Gaulle. A começar pelo “entrismo” de Ursula von der Leyen, que tem vindo a projectar-se como uma espécie de presidente supranacional. Quando o primeiro dos presidentes da Comissão Europeia, Walter Hallstein, manifestou veleidades semelhantes – mas claramente menos intensas – o Presidente De Gaulle recusou-se imediatamente a tomar assento entre os ‘Seis’, obtendo “in fine” a demissão de Hallstein. Nada do que sucede com o Presidente Macron, que deixa que lhe tomem a mão, quer no que respeita ao apoio militar à Ucrânia quer no que respeita à admissão desta no seio da União Europeia.

«Os Russos vão sem dúvida ganhar esta guerra na Ucrânia. E a França, que teve uma relativa ambição inicial de desempenhar um papel de mediador antes de se ter posto na forma, acabou por se encontrar diplomaticamente diminuída. Quando constatamos que o Presidente Zelenski se permite dar lições ao Presidente francês, criticando-o pela sua falta de empenhamento a favor da Ucrânia!… O tropismo supranacional europeu e pró-americano da Presidência de Macron consegue o ‘tour de force’ de desconsiderar a França tanto em relação aos Russos como aos Ucranianos, já sem falar dos Alemães, ao mesmo tempo que enfraquece a economia francesa por causa das sanções relativas ao bloqueio comercial, que prejudicam a França mais do que impedem os Russos de continuar a guerra.


Ao mesmo tempo que, sempre pragmáticos, os EUA continuam a importar o urânio russo.


Para a França, uma das consequências nefastas desta guerra é o reforço da NATO, organização que a versatilidade do Presidente Macron considerava há alguns meses em «morte cerebral», e portanto reforço da tutela dos EUA sobre a Europa.

Uma luz de esperança é ver a União Europeia desagregar-se sob o efeito, quer da crise económica e financeira que está à vista, quer do ressurgimento da defesa dos interesses nacionais que vai ser reclamada aos Governos.

Seja como for, enquanto os responsáveis políticos franceses forem escolhidos entre antigos membros da French-American Foundation (como Macron e vários outros senhores), será difícil a libertação da tutela americana».

Retirado do Facebook | Mural de Carlos Fino

HUNGRIA DÁ LUZ VERDE À CONSTRUÇÃO PELA RÚSSIA DE MAIS DOIS REATORES NUCLEARES

A Hungria emitiu uma licença-chave para a expansão liderada pela Rússia de sua única central nuclear, reforçando as ligações energéticas do país com Moscovo, apesar dos seus pares da União Europeia continuarem a distanciar-se da invasão da Ucrânia.

A Agência Nacional de Energia Atómica emitiu uma “licença de estabelecimento” para construir um quinto e sexto reator nuclear na cidade de Paks, ao lado de quatro unidades existentes cuja vida útil está expirando, de acordo com um comunicado publicado no site da autoridade na quinta-feira. A estatal russa Rosatom Corp. é a principal construtora.


By Veronika Gulyas

26 de agosto de 2022 às 09:19 GMT+1Atualizado em

Hungria emitiu uma chave permitir para a expansão liderada pela Rússia de sua única usina nuclear, reforçando os laços energéticos do país com Moscou, mesmo quando os pares da União Europeia buscam distanciar-se sobre a invasão da Ucrânia.

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O Armagedão | Carlos Matos Gomes

Zelenski anunciou que os russos estavam a provocar o fim do mundo com uma explosão atómica na central de Zaporija, que eles, russos, controlam desde Março e que, não se sabe porquê, nem Zelesnski se digna explicar, começaram a bombardear estando lá.

A farsa era óbvia e foi passada pela propaganda ocidental como verdade irrefutável. Quem duvidava era putinista.

Agora, na véspera da visita de uma delegação da agência da ONU para a energia atómica, o pequeno charlatão diviniizado, já fala de termos estado à beira de uma catástrofe atómica. Safámo-nos segundo o locutor.

A dúvida (que servia de escape à mentira) sobre a autoria dos ataques foi apoiada por essa figura risível que é o senhor Borrel, representante da UE para os assuntos exteriores. Não se sabia quem era o autor, dizia o homem.

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(Major-General Carlos Branco, in Facebook, 25/08/2022) | O Henrique Burnay foi à tosquia e saiu tosquiado | in Estátua de Sal

(Henrique Burnay respondeu ofensivamente ao texto do General Carlos Branco que publicámos aqui. A resposta que teve e que segue abaixo é demolidora e pedagógica. Parabéns Senhor General. Que não lhe doa a pena e o verbo para desancar em tão ignara e servil gente.

Estátua de Sal, 26/08/2022)


Esta guerra é fundamentalmente consequência de a obstinação de Washington querer integrar a Ucrânia na NATO, parte integrante do seu projeto hegemónico. Chamem-lhe autocracias, imperialismos, inventem as narrativas que quiserem. Mas é neste ponto que reside a coisa. Este conflito estava anunciado há décadas. Não por mim, mas por Kissinger, Mearsheimer, Stephen Walt, Keagan, muitos outros. Segundo HB também pulhas e homens sem vergonha. Como, aliás, alguns setores liberais da elite russa que não se revê em Putin.


Julgava o tema esgotado, mas parece que não. Tenho bloqueado quem neste mural ofende ou faz agressões verbais. Hoje tive de abrir uma exceção ao post do Dr. Henrique Burnay (HB), que veio ao meu mural apelidar-me de “vergonha de homem”. HB anda a ofender-me nas redes sociais, que lhe são próximas há meses (chama-me pulha e outros mimos). Hoje teve a desfaçatez de o vir fazer no meu mural do FB. Nunca o ofendi. Não é que não me faltasse vontade e pretexto. Procuro centrar-me no debate das ideias, e não em coisas ou pessoas. Neste tema, como noutros, encontramo-nos muito distantes.

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PRECISÃO CIRÚRGICA E ESTRANHO DESCONHECIMENTO | ACREDITE SE QUISER | por Carlos Matos Gomes

A verdade é o que queremos acreditar. E é a verdade que os clientes querem.

A verdade sobre os ataques à central nuclear de Zaporizhia, na Ucrânia.

A verdade oficial para clientes já convertidos é a de que a central, situada em território ocupado pelas Forças Russas está a ser bombardeada pelas forças Russas;

A verdade oficial para quem quer ficar de bem com a sua consciência e para isso necessita de acreditar é a de que o Ocidente (os EUA, ea NATO) não sabem quem ataca, se os russos atiram sobre si próprios, em operações de falsa bandeira, como defendeu um general português vindo da NATO, na TVI. Ou se serão, de facto os ucranianos.

O busilis das verdades dos EUA e da NATO (acolitadas pela ONU, que remédio) é que é muito difícil de acreditar que um sistema de observação por satélite tão eficaz e rigoroso que permite aos EUA matar o lider da Al-Qeda – al-Zawahiri – na varanda sua casa, num prédio indistinto da confusa cidade que é Cabul, disparando um míssil tão certeiro que poupou a pobre família do homem, não consiga saber com certeza quem dispara misseis contra a central nuclear, ainda para mais com as armas que lhe forneceu!.

Pois é nesta elevada competencia em rastrear movimentos de um homem e atingi-lo na varanda da sua casa, em Cabul e na elevada incompetencia em saber quem dispara há dias armas pesadas em direção a uma central nuclear que os “amigos de Zelenski” querem que os pobres de espirito, nós, acreditemos.

Em conclusão, biblica, é mais fácil um camaelo passar pelo fundo de uma agulha que um rico ir para o Céu. Ou, é mais fácil aos americanos descobrirem um homem à varanda de casa em Kabul do que uma bateria de mísseis e artilharia pesada na Ucrânia!

Retirado do Facebook | Mural de Carlos Matos Gomes

A PREPARAR AS NOSSAS CABECINHAS PARA A GUERRA NUCLEAR | Miguel Sousa Tavares, in Expresso, 01/07/2022

1. Reunido em mangas de camisa num castelo alemão, o G7 actualizou as sanções à Rússia e as novas verdades sobre a guerra. De facto, foi o G7+1, pois, como sempre, Zelensky esteve presente por vídeo para pedir mais e mais sofisticadas armas, a tempo de poder decidir a guerra antes do Inverno.

Ficou-se a saber que, só dos americanos, ele recebe todos os meses armamento no valor de 7,5 mil milhões de dólares — um festim para as Lockheed Martin dos Estados Unidos. No final e sobre um horizonte de ruínas, alguém há-de ter de pagar isto e suponho que não sejam só os contribuintes americanos, mas todos os da NATO.

2. Na sua intervenção, Zelensky informou os outros de que na véspera os russos tinham atacado com mísseis um centro comercial onde se encontravam mil civis: dez tinham morrido nesse dia, 18 até hoje. Os russos argumentaram que não tinham atacado nenhum centro comercial mas sim um depósito de armas que ficava ao lado e que, ao incendiar-se, atingira com destroços o centro comercial. Como é óbvio, essa versão foi imediatamente descartada, em favor do “crime de guerra”.

3. Ao mesmo tempo que acrescentava o ouro à lista de bens russos cuja exportação passa a ficar proibida, o G7 insurgiu-se contra “o roubo e impedimento das exportações de cereais” ucranianos por parte da Rússia.

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O SNS não se salva com ilusões | por Francisco Louçã | in Expresso

Quem defende o SNS já não pode escapar ao dilema entre ignorar o colapso e recusar a continuidade da ilusão sobre a estratégia presente, pois a evidência demonstra que o governo não enfrentará o problema. É preciso virar a agulha. Apresentar o atual SNS como o modelo da virtude democrática custa a derrota, pois a realidade do desespero dos profissionais, da desorganização das unidades e dos tormentos dos utentes em centros de saúde ou em urgências impõe-se sem mais argumentos e cada ano será pior, com a aposentação de mais especialistas. Graças a estes fracassos programados, os privatizadores têm a estrada aberta e, apesar de alguns floreados alucinados (descobriram a “sovietização” do SNS, seguindo o guião ideológico da associação de médicos dos EUA, que no século passado conseguiu, na vaga da Guerra Fria, impedir que fosse instalado um serviço público de saúde no seu país), insistem na proposta mais simples: deem dinheiro aos nossos amigos que eles tratam de mais utentes do SNS.

 Nesse caminho, a estratégia de desmantelamento do setor público tem-se imposto. Os investimentos são adiados, os concursos ficam parcialmente vazios, os tarefeiros recebem três a cinco vezes mais do que os seus ex-colegas numa urgência, os serviços navegam na imprevisibilidade. Na incerteza, os seguros cresceram e são um florescente ativo financeiro, que promete lucros confortáveis, graças ao controlo dos preços. A consequência é uma saúde mais cara para as pessoas: dois grupos privados já realizam a maioria dos partos na Grande Lisboa, naturalmente promovendo a cesariana como método preferencial, o que salga as contas finais; durante a fase aguda da pandemia, os hospitais privados ofereceram a sua disponibilidade por 13 mil euros e, se fosse caso grave, o doente era recambiado para o público; e as PPP, que transformaram em arte a regra do afastamento dos doentes mais caros, são elogiadas como se essa manigância fosse boa gestão. Apesar destes resultados, está montado o cenário da atrevida proposta dos grupos privados e dos seus liberais: aguentem o custo dos hospitais públicos desde que nos paguem mais, queremos os vossos impostos.

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O Mundo virado da cabeça para os pés | por Carlos Matos Gomes

O jornal inglês The Guardian titulava um artigo de opinião a propósito da reunião do G/ na Alemanha do seguinte modo: “G7 com agenda cheia num mundo virado de cabeça para baixo” — Em inglês:” G7 grapples with packed agenda of world turned upside down”.

“A agenda da reunião do G7 revela como o mundo virou de cabeça para baixo desde que os líderes dos estados industrializados se encontraram pela última vez na Cornualha, há um ano, numa cimeira presidida pela Grã-Bretanha, em grande parte para se concentrar na ameaça representada pela China.

Antes da cimeira na Alemanha, Boris Johnson emitiu um alerta para que o Ocidente não demonstre fadiga de guerra, um ponto que será ecoado quando o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, discursar na reunião por videoconferência. Espera-se que ele saliente as dificuldades que as suas tropas enfrentam no leste da Ucrânia, bem como a necessidade de armas mais pesadas de longo alcance.”

Entretanto, a 27 de Junho, decorrerá em Lisboa a Conferência dos Oceanos. “As Nações Unidas, com o apoio dos Governos de Portugal e do Quénia, acolhem a Conferência dos Oceanos, em Lisboa, de 27 de junho a 1 de julho de 2022. A Conferência é um apelo à ação pelos oceanos — exortando os líderes mundiais e todos os decisores a aumentarem a ambição, a mobilizarem parcerias e aumentarem o investimento em abordagens científicas e inovadoras, bem como a empregar soluções baseadas na natureza para reverter o declínio na saúde dos oceanos. A Conferência dos Oceanos acontece num momento crítico, pois o mundo procura resolver muitos dos problemas profundamente enraizados nas nossas sociedades e evidenciados pela pandemia da covid-19. Para mobilizar a ação, a Conferência procurará impulsionar as muito necessárias soluções inovadoras baseadas na ciência, destinadas a iniciar um novo capítulo na ação global pelos oceanos.” (do site da ONU)

Nenhum dos participantes da cimeira do G/ estará presente na Conferência dos Oceanos, embora estes representem 70% da superfície do planeta!

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