O aiatolá Arafi, diretor dos seminários religiosos, escreveu uma carta ao Papa Leão XIV

“O senhor permaneceu fiel à verdadeira missão do cristianismo, pois Jesus Cristo foi o mensageiro da paz, da misericórdia e da defesa dos oprimidos. O que o senhor expressa hoje é a manifestação dessa mesma missão que Cristo carregou.

O senhor demonstrou hoje que a Cátedra do Vaticano pode ser um lugar para o clamor por justiça, e não um altar de silêncio diante da opressão. A forte expectativa dos centros acadêmicos, religiosos e universitários, bem como de todos os monoteístas e oprimidos do mundo, é que o senhor dê continuidade a essas posições e à defesa dos oprimidos.

Em uma era em que muitos tentam afastar a religião do cenário da vida moral da humanidade, relegando-a a algo pessoal e sem efeito, sua postura em defesa da vida de pessoas inocentes é uma prova viva de que a consciência religiosa ainda pode ser a voz moral mais forte do mundo.

Pedimos a Deus Todo-Poderoso — a quem judeus, cristãos e muçulmanos todos invocam — que mantenha essa coragem moral nas instituições religiosas, que a desperte nas instituições internacionais e nos governos do mundo, e que chegue o dia em que a voz da justiça prevaleça sobre o barulho das bombas e das forças do mal.

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