Pedro Almeida Vieira na Casa da Cultura de Setúbal

Nós Cá por Casa PAV

A história de Portugal, na versão do Estado Novo, estava reduzida a uma versão muito simplificada, ao nível da ladainha popular, apropriada à sua divulgação por um povo analfabeto.

Dos reis, já muito se sabia se conhecêssemos os seus cognomes: D. Afonso Henriques, o conquistador; D. Dinis, o lavrador; D. João II, o príncipe perfeito.

Uma história de fácil apreensão e que contribuía de forma eficaz para a construção da identidade do homem novo português.

Salazar, em entrevista a António Ferro, defende como prioridade sobre o ensinar toda a gente a ler, a formação das elites que enquadradas pelas massas atacariam os verdadeiros problemas do país.

Para o povo, o ensino da história numa versão infantilizada era mais do que suficiente. As elites formavam-se nas universidades, aí se cuidaria da nossa história.

Continuar a ler