Crime e Castigo – O povo não é sereno

Crime e castigoA Sala de Âmbito Cultural do El Corte Inglés (7º piso), em Lisboa, acolhe dia 14 (terça-feira) às 18:30, o lançamento do mais recente livro do Pedro Almeida Vieira. A apresentação desta obra estará a cargo do advogado Francisco Teixeira da Mota.
O livro, editado pela Planeta Manuscrito, constitui a continuação de narrativas sobre crimes históricos (depois de «Crime e Castigo no País dos Brandos Costumes», publicado em 2011), desta feita abordando crimes económicos, rebeliões, motim e assassinatos (ou tentativas) de figuras de Estado. Ou seja, o povo português afinal nunca foi sereno…

Apareça, o convite está feito..

4 kms – distância entre a Rússia e os Estados Unidos da América

As remotas ilhas Diomedes, no estreito de Bering, são separadas por uma faixa de água que fica congelada durante boa parte do ano, permitindo a passagem a pé entre elas. A Grande Diomedes, ou Ratmanov, é o ponto mais oriental da Rússia, e a Diomedes Menor, ou Pequena Diomedes, é o território mais a oeste dos Estados Unidos. Como, durante a Guerra Fria, os nativos das ilhas não podiam circular entre elas, a área ficou conhecida como “Cortina de Gelo”.

Após o final da Segunda Guerra Mundial, todos os nativos da ilha russa de Grande Diomedes foram transferidos para o continente, e somente na Pequena Diomedes se manteve um minúsculo povoado, que até hoje permanece e, com suas poucas dezenas de habitantes, é considerado um dos locais mais isolados do planeta.

No estreito de Bering, a oeste, a Grande Diomedes, ou Ratmanov; a leste, a Diomedes Menor. Entre Rússia e Estados Unidos, apenas 4 quilômetros

No estreito de Bering, a oeste, a Grande Diomedes, ou Ratmanov; a leste, a Diomedes Menor. Entre Rússia e Estados Unidos, apenas 4 quilômetros

O que torna as Diomedes ainda mais interessantes é que exatamente entre as duas ilhas passa a Linha Internacional de Mudança de Data, criando uma diferença de fusos horários de nada menos de 24 horas, numa distância de 4 quilômetros. Na Grande Diomedes é o dia seguinte à data da Diomedes Menor.

Existe há anos um projeto de construção de uma ponte intercontinental que passaria pelas duas ilhas e ligaria o Alasca ao Extremo Oriente russo.

 

José Pacheco Pereira | (…) o caminho para a desobediência civil | In blog “ABRUPTO”

kjhhHoje é um dia em que a politiquice, a pura coreografia política, a ilusão, o dolo, vão atingir limites de insulto a todos os portugueses que estão a empobrecer. Esta dança entre Passos Coelho e Portas (e deliberadamente escrevo antes de Portas falar) é a utilização da comunicação social e de alguns truques demasiado conhecidos para “todos se sairem bem”, com o objectivo de nos distrair e enganar. É corrrupção das mentes, tão grave quanto a dos bolsos, é exactamente tudo aquilo que desagrega velozmente uma democracia. Metáforas habilidosas, recursos semânticos de um autor de títulos de soundbyte, frases que pretendem ser virais, desculpas apresentadas como vitórias, imagem, imagem, imagem, vaidade, vaidade, vaidade. E pequenez disfarçada de esperteza.
O combate contra o governo incompetente, arrogante e destruidor que temos, que vive do medo das pessoas de perderem o mais básico da sua vida, vai acabar por ter mais do que uma dimensão política, vai ter uma dimensão de dever, de obrigação, uma dimensão ética. Com este tipo de coerografias dolosas, sem respeito por ninguém, sem sentido de responsabilidade, e muito menos de estado, está-se a abrir o caminho para a desobediência civil. E estou a dizer exactamente o que quero dizer.

O repórter do Kiribati

O tema do Repórter do Kiribati é a verdade, o que tratando-se de uma obra sobre um jornalista (John Slide) deixa logo antever um fino sentido de humor.

Desde o início que o autor considera ser este um “excepcional romance!”, uma “obra-prima”, crença que a meio do livro já vai em “tendencial obra-prima” ou mesmo “romance de grande fôlego”, para, na página 189, já ser referido apenas como um “romance”. Este tipo de considerações, em que o livro é muito rico, oferece-nos a possibilidade de uma leitura alternativa.

Com efeito, vivemos tempos em que todos os escritores dão cursos de escrita criativa. Este Repórter de Kiribati é um fabuloso manancial de técnicas para a escrita de um romance que seja uma obra-prima ou, no mínimo, um romance de grande fôlego ou até, apenas, um romance. O livro está dividido em capítulos temáticos: As personagens, Os locais, Namoro casamento e uniões de fato, etc…

O leitor encontrará neste Repórter do Kiribati a feliz coincidência de ler um romance muito bem conseguido, repleto de sentido de humor e, simultaneamente, dispor de um manual de escrita criativa. Depois de o ler qualquer um estará preparado para escrever um bom romance ou, em alternativa, assassinar uma boa história que poderia dar um bom romance, quiçá uma obra-prima. Atreva-se.

(in Acrítico)

O Cidadão Lúcido em Vez do Consumidor Irracional | José Saramago

publico_foto

Já se sabe que não somos um povo alegre (um francês aproveitador de rimas fáceis é que inventou aquela de que «les portugais sont toujours gais»), mas a tristeza de agora, a que o Camões, para não ter de procurar novas palavras, talvez chamasse simplesmente «apagada e vil», é a de quem se vê sem horizontes, de quem vai suspeitando que a prosperidade prometida foi um logro e que as aparências dela serão pagas bem caras num futuro que não vem longe. E as alternativas, onde estão, em que consistem? Olhando a cara fingidamente satisfeita dos europeus, julgo não serem previsíveis, tão cedo, alternativas nacionais próprias (torno a dizer: nacionais, não nacionalistas), e que da crise profunda, crise económica, mas também crise ética, em que patinhamos, é que poderão, talvez — contentemo-nos com um talvez —, vir a nascer as necessárias ideias novas, capazes de retomar e integrar a parte melhor de algumas das antigas, principiando, sem prévia definição condicional de antiguidade ou modernidade, por recolocar o cidadão, um cidadão enfim lúcido e responsável, no lugar que hoje está ocupado pelo animal irracional que responde ao nome de consumidor.

 

José Saramago

 

1994 – Cadernos de Lanzarote

 

KIERKGAARD E MARX NASCERAM EM 5 DE MAIO

A Viagem dos Argonautas

Dezenas de pessoas famosas nasceram neste dia. Vamos falar de duas – Soren Kierkgaard e Karl Marx.

O filósofo  e teólogo dinamarquês Soren Kierkgaard nasceu em Copenhaga no ano de 1813 – passa hoje o seu segundo centenário. Morreu na mesma cidade em 1855.  Karl Marx, filósofo e pensador político alemão, nasceu em Treveris no ano de 1818 e morreu em Londres em 1883.

Kierkgaard foi um acérrimo crítico do hegelianismo. <privilegiou nos seus estudos a área do comportamento humano, dasImagem2 emoções, dos sentimentos, da ética cristã confrontada com a realidade social.  Uma filosofia que, inspirada em Sócrates, e, pese embora a sua vertente teológica, viria a ter uma forte incidência em movimentos do século XX, tais como o Existencialismo e o Pós-Modernismo. Cruzando as fronteiras da filosofia, teologia, psicologia e literatura, tornou-se uma figura de grande influência para o pensamento contemporâneo. Entre a sua obra destacamos Três discursos edificantes…

View original post mais 169 palavras

Fernando Rosas no Muito cá de casa

O professor Fernando Rosas apresentou o seu último livro “Salazar e o Poder – A arte de saber durar”, na Casa da Cultura de Setúbal.

Segundo o autor, o livro divide-se em três partes: o que pensava Salazar sobre a política (caindo o mito que Salazar vivia acima das questões políticas), como chegou ao poder e finalmente como conseguiu manter-se no poder durante tantos anos.

O paralelismo com a situação actual era inevitável. Fernando Rosas citou o “Eu não fui eleito para coisíssima nenhuma” de Vítor Gaspar para ilustrar o primeiro degrau de entendimento da política por parte do Estado Novo. Para Salazar o primeiro nível político era o da governança que era técnico e devia ser confiado aos técnicos, dispensando-se a participação dos cidadãos (que não tinham de ser ouvidos) ou dos seus representantes (o parlamento não se devia preocupar com este tipo de assuntos).

Também Vítor Gaspar se considera um “técnico em exercício” fazendo o que é preciso para o bem da nação, mesmo que esta nação não o entenda e, até mesmo, rejeite em uníssono essas políticas – esquecendo-se que, em democracia, o governo é uma emanação da vontade popular expressa nas urnas.

Foi uma lição de história, estruturada, bem fundamentada e com sentido de humor que assistimos ontem na Casa da Cultura de Setúbal.

A geopolítica | Jorge Nascimento Rodrigues

“Em momentos de bloqueio, só uma decisão geopolítica nos safa…” Claro, a geopolítica sempre foi o nosso às de trunfo. Até para a entrada na Europa da então CEE… Em 1985, não percebemos (o então embaixador em Bonna, Ernâni Lopes, percebeu-o, porém, muito bem, tal como Mário Soares) que só pela porta da geopolítica nos deixaram entrar nessa Europa. Meia-dúzia de anos depois (pós-queda do muro e implosão da URSS) já não nos teriam deixado entrar… Nós temos uma das mais interessantes e importantes situações geopolíticas da Europa e do Atlântico, não temos, porém, tido nas últimas décadas a inteligência e o conhecimento (nem sequer a dimensão simbólica…) para a saber potenciar e usar as suas imensas ‘vantagens comparativas’. A geopolítica sempre foi o nosso às de trunfo… E terá de voltar a sê-lo.

Jorge Nascimento Rodrigues

Em Memória e Louvor de Álvaro Cunhal por interposto Shakespeare

Praça do Bocage

Image

Uma Tragédia Intemporal

 

Rei Lear é, provavelmente, a mais paradigmática obra de Shakespeare. Muito mais que um drama, é uma tragédia. Lear, senhor de enorme sageza e exímio na arte de governar, que tinha ganho com saber e experiência, acaba vítima das suas paixões, da egomania. Cego pela vaidade pessoal decide a sua sucessão o que desencadeia uma tragédia de complexa magnitude em que chocam violentamente o amor, a amizade, a frontalidade, a coragem, a generosidade, a gratidão, o perdão, a hipocrisia, o egoísmo, a traição, a perfídia, a ambição. Uma densa rede de inter-relacionamentos, sociais e psicológicos, magnificamente descrita pelo génio de Shakespeare com profundo sentido crítico da época,  fazendo brilhar o que é melhor e o que vale a pena no comportamento humano. Ver no palco ou na versão cinematográfica de Kurosawa, Ran, é experiência excepcional. Mas ler esta “tradução” portuguesa do Rei Lear é usufruir o…

View original post mais 216 palavras

Following pilot, Hachette will make all of its ebooks available to libraries nationwide

Gigaom

A year after it launched a pilot program making new ebooks available to some libraries, Big 6 publisher Hachette announced Wednesday that it will make its entire catalog of over 5,000 ebooks available to libraries nationwide as of May 8.

New ebooks will be available to libraries at the same time as the print edition. For new ebooks, Hachette is charging libraries three times the price of the “primary” print book. One year after publication, the price of an ebook will drop to 1.5 times the price of the print book. Hachette defines “primary” book price as “the highest-price edition then in print. The ebooks can be checked out an unlimited number of times (with each ebook only available to one patron at a time), and the library does not have to buy a new copy after a year. The publisher says it will review its pricing policy annually.

Hachette…

View original post mais 167 palavras

1º de Maio, Festa do Trabalho

1er mai, Fête du Travail

Les dieux avaient condamné Sisyphe à rouler sans cesse un rocher jusqu’au sommet d’une montagne d’où la pierre retombait par son propre poids. Ils avaient pensé avec quelque raison qu’il n’est pas de punition plus terrible que le travail inutile et sans espoir.

Albert Camus, Le Mythe de Sisyphe

En image – Sisyphe roulant éternellement son rocher, Abel de Pujol, 1819

maio