Carta aos meus filhos sobre Freitas do Amaral (onde se fala do CDS) | por Luís Osório

1.

Sabem o que sou politicamente.

Sou do mesmo lugar onde sempre me encontraram.

Mas sabem também da minha vontade que sejam abertos para o mundo, a vontade que escutem todas as partes, que conheçam as histórias de mulheres e homens que não pensam como eu.

Nestes dias em que se anuncia a morte do CDS gostaria de vos falar de um homem que morreu há dois anos, os mais velhos sabem quem foi, os outros um dia saberão.

Chamava-se Diogo Freitas do Amaral

2.

Foi um vencedor.

Um vencedor que não marcou golos como os gigantes do futebol, um vencedor que perdeu as batalhas políticas mais importantes da sua vida, um vencedor que viveu os últimos anos da sua vida condenado pelas elites políticas e jornalísticas ao estatuto de personagem secundário.

É um interessante paradoxo.

Fundou o CDS. Mas no CDS não gostavam dele. Chegaram a tirar a sua fotografia da sede, Paulo Portas condenou-o ao ostracismo. Como antes condenara Lucas Pires.

Interessante que agora são os mesmos que condenaram Freitas do Amaral ao esquecimento a rasgarem as vestes contra a incrível falta de democracia interna e memória por parte da nova liderança.

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