Riscos de uma guerra nuclear “são cada vez maiores”, alerta Papa Francisco | in SIC Notícias

O Papa Francisco alertou, este sábado, que são cada vez maiores os riscos de uma guerra nuclear e pediu à comunidade científica que se una pelo desarmamento e numa força para a paz.

“Os riscos para as pessoas e para o planeta são cada vez maiores”, afirmou o Papa, citado pela agência EFE, na cerimónia em que recebeu em audiência, no Vaticano, representantes da Academia Pontifícia das Ciências.

Francisco lembrou que João Paulo II “deu graças a Deus porque, pela intercessão de Maria, o mundo tinha sido salvo da guerra atómica”, para acrescentar que “infelizmente é necessário continuar a rezar por este perigo, que devia ter sido evitado há muito tempo”.

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Papa Francisco: “para decidir bem, é necessário saber discernir” | in Comunidade Shalom

Na última quarta-feira (31), o Papa Francisco deu início a um novo ciclo de catequeses na Sala Paulo VI. Dessa vez, o Santo Padre abordará o tema do discernimento. “O que significa discernir” foi o tema do primeiro encontro semanal com os fiéis sobre esse novo assunto.

Jesus fala sobre o discernimento

Francisco ensinou que, no Evangelho, Jesus fala do discernimento com imagens tiradas do dia a dia, como no ofício dos pescadores que selecionam os peixes bons e descartam os maus; ou ainda na atividade do comerciante que precisa identificar em meio às pérolas aqueles que têm mais valor. Ou também aquele homem que lavrando uma terra descobre um tesouro e por isso resolve vender tudo para comprar o campo.

“À luz destes exemplos, o discernimento se apresenta como um exercício de inteligência, de perícia e inclusive de vontade, para reconhecer o momento favorável: são estas as condições para fazer uma boa escolha”, disse o Papa.

O Vigário de Cristo ainda acrescendo:

“As decisões são tomadas por cada um de nós. Não há quem a tome por nós. Adultos, livres. Podemos pedir um conselho, pensar, mas a decisão é própria. Não se pode dizer: “Eu perdi isso, porque meu marido decidiu, minha esposa decidiu, meu irmão decidiu”: não! Você deve decidir, cada um de nós deve decidir. Por isso, é importante saber discernir: para decidir bem é necessário saber discernir.”

Papa Francisco explica a relação entre discernimento e afetos

Em sua fala, o Papa ainda comentou a relação entre o discernimento e os afetos.

 “O Evangelho sugere outro aspecto importante do discernimento: ele envolve os afetos. Quem encontrou o tesouro não tem dificuldade de vender tudo, tão grande é a sua alegria. O termo usado pelo evangelista Mateus indica uma alegria totalmente especial, que nenhuma realidade humana pode dar; e com efeito, repete-se em pouquíssimas outras passagens do Evangelho, todas elas relativas ao encontro com Deus. É a alegria dos Magos quando, depois de uma viagem longa e árdua, veem de novo a estrela; é a alegria das mulheres que regressam do sepulcro vazio, depois de ouvir o anúncio da ressurreição, feito pelo anjo. É a alegria de quem encontrou o Senhor.”

No juízo final, Deus fará um discernimento, o grande discernimento, em relação a nós, de acordo com o Papa. Por isso, ele ainda reiterou:

“É muito importante saber discernir: as grandes escolhas podem surgir de circunstâncias à primeira vista secundárias, mas que se revelam decisivas. Numa decisão boa, a vontade de Deus se encontra com nossa vontade; se encontra o caminho atual com o eterno. Tomar uma decisão justa, depois de um caminho de discernimento, é fazer esse encontro: o tempo com o eterno”.

O discernimento é árduo, mas indispensável para viver

“Segundo a Bíblia, não encontramos diante de nós, já embalada, a vida que devemos viver. Deus nos convida a avaliar e a escolher: Criou-nos livres e quer que exerçamos a nossa liberdade. Por isso, discernir é difícil”, sublinhou o Pontífice. Ele ainda explicou que o discernimento é aquela reflexão da mente, do coração que se deve fazer antes de tomar uma decisão.

“O discernimento é árduo, mas indispensável para viver. Requer que eu me conheça, que saiba o que é bom para mim aqui e agora. Exige sobretudo uma relação filial com Deus que nunca impõe a sua vontade, porque quer ser amado, não temido. E o amor só pode ser vivido na liberdade. Para aprender a viver é preciso aprender a amar, e por isso é necessário discernir.”

“Quem se aproxima da Igreja deve encontrar portas abertas e não fiscais da fé!” | Papa Francisco

Pensai numa mãe solteira que vai à Igreja, à paróquia e diz ao secretário: Quero batizar o meu menino. E quem a acolhe diz-lhe: Não tu não podes porque não estás casada. Atentemos que esta mãe que teve a coragem de continuar com uma gravidez o que é que encontra? Uma porta fechada. Isto não é zelo! Afasta as pessoas do Senhor! Não abre as portas! E assim quando nós seguimos este caminho e esta atitude, não estamos fazendo o bem às pessoas, ao Povo de Deus. Jesus instituiu 7 sacramentos e nós com esta atitude instituímos o oitavo: o sacramento da alfândega pastoral. (…) Quem se aproxima da Igreja deve encontrar portas abertas e não fiscais da fé!

(Papa Francisco)

Alerta urgente! Está na hora de intervir! Políticos para a PAZ !

Personalidades Políticas que se consideram estar particularmente bem posicionadas para ajudar a encontrar o caminho da Paz, com Concórdia e Visão Humanista e Cosmopolita do Futuro da Humanidade. (vcs)

Political Personalities who are considered to be particularly well placed to help find the way to Peace, with Concord and a Humanist and Cosmopolitan Vision of the Future of Humanity. (vcs)

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04/05/2022 | Papa Francisco diz que NATO pode ter provocado invasão da Ucrânia pela Rússia | Lula da Silva e a guerra na Ucrânia: “Zelensky é tão responsável quanto Putin”

Francisco disse que a NATO “ladrou” à porta da Rússia e que isto pode ter provocado a invasão da Ucrânia. Quanto à visita aos países em guerra, o Papa explicou que primeiro quer ir a Moscovo e referiu que sente que não tem de ir à Ucrânia.

“Ele [Zelensky] fica se achando o rei da cocada, quando na verdade deveriam ter tido conversa mais séria com ele: ‘Ô, cara, você é um bom artista, você é um bom comediante, mas não vamos fazer uma guerra para você aparecer’. E dizer para o Putin: ‘Ô, Putin, você tem muita arma, mas não precisa utilizar arma contra a Ucrânia. Vamos conversar!'”

https://www.ojogo.pt/extra/noticias/lula-da-silva-e-a-guerra-na-ucrania-zelensky-e-tao-responsavel-quanto-o-putin-14825083.html

Mensageiro revolucionário, da ternura e do humanismo | O Papa Francisco | by Paulo Fonseca

Pensamento do dia :

Revela-se, cada mais activo, este mensageiro revolucionário, da ternura e do humanismo … O Papa Francisco.

Nesta mensagem de Páscoa, ao invés de se perder em místicas interpretações da Renovação da Vida, Francisco cumpriu o seu desígnio com objectividade exemplar, apontando o dedo à realidade revoltante, vergonhosa e cruel.
Sózinho, da tribuna Divina, Francisco atirou lágrimas de compaixão sobre milhões de seres humanos que agoniam às mãos do pecado…. desse pecado cometido em êxtase por uns homens contra outros…
Denunciou o pecado, com a autoridade que lhe advém da bondade eloquente e do consagrado estatuto de Apóstolo.
Na verdade, Francisco apenas reclama aquilo que deveria ser normal numa civilização humanista que tivesse cuidado solidário e sóbria dignidade.
Na verdade, Francisco apenas denunciou o mal, o liberalismo selvagem, o extremismo político, a falta de respeito pelos direitos humanos, a prostituição dos valores através da luxúria egoísta….
Em boa verdade, Francisco apenas fez uma declaração de guerra contra a opressão, o exagero mercantil, o fascismo ideológico e a libertinagem disfarçada de liberdade…. fez a sua mensagem Pascal apontando a renovação da vida e convocando os Cristãos ao combate….
O mundo precisa muito que o revolucionário da ternura se alongue na vida, para comandar o desafio maior deste tempo – salvar a dignidade Humana.

Paulo Fonseca 

Retirado do Facebook | Mural de Paulo Fonseca

Perante uma Basílica vazia, papa propõe anulação da dívida dos países pobres

TSF : https://www.tsf.pt/mundo/perante-uma-basilica-vazia-papa-propoe-anulacao-da-divida-dos-paises-pobres-12061221.html?fbclid=IwAR18QO3yBGeCpTVJTxDQQKu8S6MySlj5xkf9Zn-nEt-sGqRysUutGd8MeI0

Papa Francisco e os jovens | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

«É triste» quando os jovens pensam que Igreja não lhes diz nada que sirva para a sua vida
A uma semana do início do sínodo dos bispos, que de 3 a 28 de outubro, no Vaticano, se vai centrar nos jovens, o papa assumiu que a Igreja tem andado distante das suas expetativas, quer por não os saber escutar, por não ter nada de relevante para lhes transmitir ou devido aos escândalos que a têm atravessado.

«Quando nós, adultos, nos fechamos a uma realidade que é já um facto, dizeis-nos com ousadia: “Não o vedes?”. E alguns mais decididos têm a coragem de dizer: “Não vos dais conta de que já ninguém vos escuta, nem crê em vós?”. Verdadeiramente precisamos de nos converter, de descobrir que, para estar ao vosso lado, devemos derrubar muitas situações que, em última análise, são aquelas que vos afastam», afirmou Francisco esta terça-feira, em Tallinn, capital da Estónia.

O papa está consciente de que grande parte da juventude não pede nada aos católicos porque não os «consideram interlocutores significativos na sua existência», e revelou sentir-se «triste» quando uma Igreja «se comporta de tal maneira que os jovens pensem: “Estes não me dirão nada que sirva para a minha vida”».

«Antes, alguns [jovens] pedem expressamente para serem deixados em paz, sentem a presença da Igreja como algo molesto e até irritante. Isto é verdade! Indignam-lhes os escândalos económicos e sexuais contra os quais não veem uma clara condenação, o não saber interpretar adequadamente a vida e a sensibilidade dos jovens por falta de preparação, ou o papel simplesmente passivo que lhes atribuímos», apontou.

Diante de uma assembleia ecuménica, o papa afirmou que na consulta preliminar do sínodo muitos jovens pediram alguém que «os acompanhe e compreenda sem julgar e saiba escutar, bem como dar resposta» às suas inquietações, porque não raras vezes os adultos «não sabem o que querem ou esperam» da juventude, ou quando a veem feliz «ficam desconfiados», ao mesmo tempo que «relativizam» as suas angústias.

«Às vezes, as nossas Igrejas cristãs carregam consigo atitudes nas quais nos é mais fácil falar, aconselhar, propor a partir da nossa experiência, do que escutar, do que se deixar interpelar e iluminar por aquilo que vós viveis»

«Muitas vezes, sem dar por isso, as comunidades cristãs fecham-se e não escutam as vossas inquietações. Sabemos que vós quereis e esperais ser acompanhados, não por um juiz inflexível nem por um pai receoso e superprotetor que gera dependência, mas por alguém que não tem medo da sua própria fraqueza e sabe fazer resplandecer o tesouro que guarda dentro de si, como num vaso de barro», observou.

Igreja e jovens avançam na vida num diálogo de surdos, com a primeira impenetrável às preocupações dos segundos, mantendo imperturbável a sua rota: «Às vezes, as nossas Igrejas cristãs – e ousaria dizer todo o processo religioso estruturado institucionalmente – carregam consigo atitudes nas quais nos é mais fácil falar, aconselhar, propor a partir da nossa experiência, do que escutar, do que se deixar interpelar e iluminar por aquilo que vós viveis».

Francisco reiterou que a Igreja quer dar resposta aos jovens, tornando-se uma «comunidade transparente, acolhedora, honesta, atraente, comunicativa, acessível, alegre e interativa, isto é, uma comunidade sem medo» e elogiou a fé dos mais novos, que, não obstante a «falta de testemunho», «continuam a descobrir Jesus» nas comunidades cristãs.

Mas não é só no interior do pequeno mundo das igrejas que Cristo está: por não ter medo das periferias, porque «Ele mesmo se tornou periferia», pode ser encontrado «na vida do irmão que sofre e é descartado» se os cristãos «tiverem a coragem de sair de si mesmos, dos seus egoísmos, das suas ideias fechadas».

Ao comentar o verso de uma música interpretada por uma cantora famosa na Estónia, «o amor está morto, o amor foi-se embora, o amor já não mora aqui», o papa pediu: «Isso não, por favor! Façamos com que o amor permaneça vivo, e todos nós devemos trabalhar por isso».

Rui Jorge Martins 
Fonte: Sala de Imprensa da Santa Sé
Imagem: viewapart/Bigstock.com
Publicado em 26.09.2018

(FOTO – Museu de Cera de Fátima – http://mucefa.pt)

http://www.snpcultura.org

Por Francisco | Carlos Zorrinho

Com as “guerras santas” a serem travadas um pouco por todo o globo e os escândalos mundanos dilacerando as diferentes igrejas, é importante refletir sobre a condição humana na sua complexidade espiritual e racional, face aos novos contextos da vida moderna.

A vida é antes de mais uma experiência que permite formar a consciência de que se existe e partir daí para todas as interrogações sobre o seu sentido. A experimentação do sagrado é uma forma de consciencialização que tem vindo a perder terreno face a tudo aquilo que a modernidade oferece ao Homem como experiências múltiplas, científicas, desportivas, artísticas, profissionais, sensoriais, relacionais ou outras. Experiências devidamente certificadas, embaladas, com folheto de instruções e prazos de validade.

O vazio da experiência, quando existe, tende a ser preenchido pela norma ou pelo estabelecido, naquilo a que podemos chamar fé nas suas diversas demonstrações e aplicações. Neste contexto, o espaço para o inesperado, para o deslumbramento puro, para a sensação forte, para a descoberta encantadora é cada vez menor.

É neste quadro de exaltação extrema da experiência organizada para ser consumida até ao limite do vazio e do acantonamento da fé, reservada para compor, quando é caso disso, os buracos negros da consciência, que emerge a força da tentação mesmo onde ela seria menos expectável.

Os recentes escândalos de práticas pecaminosas por dignitários da igreja católica, designadamente de práticas de pedofilia, são um alerta e um apelo ao retorno à simplicidade e ao reencontro dos indivíduos consigo mesmos e com a sua natureza, seja qual for a missão específica que desempenham na comunidade em que vivem.

O conservadorismo ultramontano que agora critica abertamente Francisco, ao impor no passado medidas não naturais como o celibato obrigatório dos Padres, ajudou a construir a teia onde agora quer prender os que demonstram uma mente mais aberta aos desafios dos novos tempos.

Uma das razões pelas quais Francisco é um Papa respeitado muito para além dos fieis da igreja que chefia é o seu sentido forte de relação com o que é natural, com a perservação do planeta, com o respeito pelas culturas e pelas diferenças e com a dignidade como direito matricial do ser humano.

Que Francisco continue a ser iluminado e a iluminar-nos, para que o sagrado e a fé, combinados à medida da consciência de cada um, nos afastem das tentações destrutivas e degradantes que corroem partes importantes da nossa sociedade.

Carlos Zorrinho

Retirado do Facebook | Mural de Carlos Zorrinho