Mitos Urbanos, de Catarina Martins

 

K_MitosUrbanos_altaPortugal assistiu a alterações profundas nos últimos anos. Não há nenhuma família que não tenha sido confrontada com o desemprego, com a emigração ou com a perda de rendimentos. O espaço público conheceu amplos debates sobre as trajectórias do défice e da dívida, as flutuações na balança de pagamentos ou sobre o desemprego. A economia não é assunto de alguns; é a vida de todos.

Nos últimos meses temos sido inundados de novas previsões sobre o que nos espera e assistido à tentativa de reescrever o que aconteceu. O que ocorreu em Portugal nestes últimos anos é o tema deste livro, ao longo do qual são analisados os efeitos das políticas de austeridade no nosso país em áreas como a capacidade produtiva, o endividamento, o emprego, os salários ou o Estado Social, entre muitas outras, desmascarando as mentiras e o futuro que nos prepararam.

Mitos Urbanos é uma obra necessária e actual, que não só revela os verdadeiros efeitos de políticas erradas sobre a vida de milhões de inocentes como constitui uma proposta alternativa para resgatar o presente e desenhar um outro futuro para Portugal. Porque quando a austeridade mata, é urgente fazer diferente.

Com prefácio de José Manuel Pureza

CATARINA MARTINS

Nasceu no Porto, em 1973. A infância foi passada de terra em terra: escola primária em São Tomé e em Cabo Verde; depois, em Aveiro. Com 18 anos, em Coimbra, frequenta a Faculdade de Direito, abandonando o curso depois, a meio do 3º ano. Já no Porto, conclui a licenciatura em Línguas e Literaturas Modernas e um mestrado em Linguística. Actriz, encenadora, dramaturga. Fundadora em 1994, no Porto, da companhia de teatro Visões Úteis, na qual desenvolve actividade profissional até 2009, em festivais, escolas, aldeias do interior e bairros periféricos das cidades, em Portugal, mas também em Itália e Espanha. É co-autora de diversos textos de teatro e do ensaio de dramaturgia Visíveis na Estrada Através da Orla do Bosque.

Dirigente do CITAC, em Coimbra, entre 1993 e 1994. Dirigente da Plateia, associação de profissionais das artes cénicas, entre 2004 e 2009. Activista de movimentos culturais e de trabalhadores precários.

Deputada à Assembleia da República desde 2009. Porta-voz do Bloco de Esquerda.

Fonte: Nota de Imprensa da Edições Parsifal.

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