Modelo Quântico de Consciência proposto por Stuart Hameroff e Roger Penrose (1990)

Uma teoria fascinante, mas não verificada

Roger Penrose e Stuart Hameroff apontam em sua complexa análise da consciência a possibilidade de que a alma permaneça além da morte de cada indivíduo. E que essa informação está, talvez, em algum lugar desconhecido, em alguma área inexplorada. Ciência, misticismo ou poesia? De tudo um pouco.

A mecânica quântica estabelece que a matéria pode estar em mais de um estado físico ao mesmo tempo – pense, por exemplo, em uma “moeda quântica”, que seria capaz de dar cara e coroa ao mesmo tempo. Esse estado “misto”, chamado de estado de superposição, é bem conhecido dos físicos, e funciona muito bem em objetos pequenos – elétrons, por exemplo. Mas sistemas físicos maiores e mais complexos – qubits, por exemplo – parecem estar em um estado físico consistente porque interagem e se “entrelaç am” com outros objetos em seu ambiente. Este entrelaçamento – há quem prefira emaranhamento – faz com que esses objetos mais complexos “decaiam” para um único estado – cara ou coroa, por exemplo. É este processo de quebra da “mágica quântica” que os físicos chamam de decoerência. A decoerência é uma espécie e ruído, ou interferência, atrapalhando as sutis inter-relações entre as partículas quânticas. Quando ela entra em cena, a partícula que estava no ponto A e no ponto B ao mesmo tempo, subitamente passa a estar no ponto A ou no ponto B.