A Ucrânia pode estar a ficar sem munições. E os seus aliados também | João Guerreiro Rodrigues | 18-06-2023 | in TVI

“O Ocidente não estava preparado em termos de produção militar para este conflito. A Rússia vai à frente e é preciso uma mudança radical política. A base industrial do ocidente é incomparavelmente superior à Rússia, mas é preciso uma decisão. As empresas têm de receber contratos a longo prazo para estimular a produção”, destaca o major-general Agostinho Costa.

Depois da Coreia do Sul ou Israel, os Estados Unidos estão a virar-se para o Japão para tentar garantir o fornecimento de centenas de milhares das tão necessárias munições de 155 milímetros, utilizadas para apoiar a ofensiva ucraniana. Para os especialistas, este gesto, que passou quase despercebido, pode ser indicador de que a indústria militar ocidental pode não ter capacidade de produção necessária e os aliados precisam de procurar cada vez mais fundo em depósitos de terceiros para colmatar essa urgência.

“Corremos o risco de ficar sem munições a curto prazo. O ocidente está a ser lento a reagir e o tempo está a favorecer os russos. A base industrial do ocidente é incomparavelmente superior à Rússia, mas esta preparou-se durante anos. As reservas aliadas não estão bem”, afirma o major-general Agostinho Costa, especialista em assuntos de Segurança.

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Líder do PCP considera que “não é normal” escala de Costa em Budapeste | “não é normal, mas todos os problemas do país fossem esses”.

Paulo Raimundo prepara ambiente e caminho para um próximo acordo à esquerda em 2026.

História de Agência Lusa | 17-06-2023 | | foto CNN

O secretário-geral do PCP considerou hoje que “não é normal” a escala do primeiro-ministro em Budapeste, quando viajava numa aeronave da Força Aérea, para assistir a um jogo e afirmou que a situação deve ser esclarecida.

Instado também a comentar a notícia de que António Costa fez escala em Budapeste, onde assistiu à final da Liga Europa ao lado do primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, o comunista considerou que “não é normal”.

“Sendo uma notícia, tem de ser esclarecida pelo primeiro-ministro, naturalmente”, defendeu, considerando que “não é normal, mas todos os problemas do país fossem esses”.

Sobre uma eventual vontade do líder do executivo de assumir um cargo europeu, Paulo Raimundo afirmou que “essa campanha eventualmente estar a andar ou não estar a andar é aquilo que menos preocupa os portugueses”.

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