Os Portugueses Vivem em Permanente Representação | Eduardo Lourenço, in ‘Labirinto da Saudade’ – Repensar Portugal (1978)

Os Portugueses vivem em permanente representação, tão obsessivo é neles o sentimento de fragilidade íntima inconsciente e a correspondente vontade de a compensar com o desejo de fazer boa figura, a título pessoal ou colectivo. A reserva e a modéstia que parecem constituir a nossa segunda natureza escondem na maioria de nós uma vontade de exibição que toca as raias da paranóia, exibição trágica, não aquela desinibida, que é característica de sociedades em que o abismo entre o que se é e o que se deve parecer não atinge o grau patológico que existe entre nós. 

Os Portugueses não convivem entre si, como uma lenda tenaz o proclama, espiam-se, controlam-se uns aos outros; não dialogam, disputam-se, e a convivência é uma osmose do mesmo ao mesmo, sem enriquecimento mútuo, que nunca um português confessará que aprendeu alguma coisa de um outro, a menos que seja pai ou mãe.

Retirado do Facebook | Mural de Maria Teresa Carrapato | 14-03-2024

Dopping — o programa de armamento de Bruxelas | por Carlos Matos Gomes | 3-3-2024

O que faz um atleta que entrou em decadência para tentar manter-se em competição? Droga-se! Injeta ou toma produtos que lhe dão a sensação de força e euforia, mas que a prazo mais ou menos curto lhe arruínam os órgão vitais e as suas capacidades de sobrevivência. Entra em ressaca.

O programa armamentista proposto pela comissão europeia presidida por Úrsula Von Der Leyen é uma proposta de dopping para a Europa acreditar que ainda tem um papel de relevo na competição pelo poder mundial. É um estímulo de efeito imediato, que se extinguirá e com ele o “atleta”. Restará um farrapo!

A referência para esta visão desencantada é o artigo: “A Europa entra em estado de pé de guerra” , do El País de 3 de Março de 2024, de que deixarei o link no final.

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Instituto Superior Técnico | A.S. Curvelo-Garcia

Uma magnífica Escola de Ciência, que hoje quero fraternalmente saudar

Tive a sorte de ter feito a minha formação técnica e científica numa reputadíssima Escola de Engenharia, a nível internacional: o Instituto Superior Técnico (da Universidade de Lisboa), hoje a maior escola portuguesa de Engenharia, Arquitetura, Ciência e Tecnologia, sendo considerada uma das mais reputadas instituições de Engenharia da Europa. 

Foi fundada em 1911 pelo Engenheiro Alfredo Bensaúde, com a criação dos primeiros cursos de Engenharia (Minas, Civil, Mecânica, Eletrotécnica e Químico-Industrial). 

A partir de 2013, integra a maior universidade portuguesa (Universidade de Lisboa), tendo, até então e desde 1930, integrado a Universidade Técnica de Lisboa. 

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Le Siège de Paris par les Vikings au IXe siècle : Analyse des Causes, Déroulement et Conséquences

Le IXe siècle fut marqué par une série de raids vikings en Francie, suscités en partie par la mort de l’Empereur Romain Germanique Charlemagne en 814. Ces raids, initialement entravés par la puissance de Charlemagne, gagnèrent en intensité après sa disparition. Parmi les attaques les plus notables figurent les sièges de Paris en 845 et 885-886. Ce texte se penchera sur le premier de ces sièges, dirigé par le chef viking Reginherus, analysant les facteurs déclenchants, le déroulement des événements, et les conséquences historiques.

Contexte Historique :

Les Guerres Saxonnes menées par Charlemagne dans la première moitié du IXe siècle ont ébranlé la région, conduisant à une alliance entre les Saxons et les Danois. La mort de Charlemagne en 814 a ouvert la voie à des incursions vikings, les premières frappant la Francie en 820. Les conflits internes entre les fils de Charlemagne ont affaibli la défense contre ces raids.

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