Yuval Noah Harari: O Futuro da Humanidade: desafios do século XXI. Entrevista de Maria Manuel Mota e Adolfo Mesquita Nunes, https://ffms.pt/pt-pt

27/06/2023 | Pela primeira vez ao vivo em Portugal, o escritor e historiador Yuval Noah Harari debate O Futuro da Humanidade e os grandes desafios do Século XXI, desafiado pelas perguntas da cientista e Prémio Pessoa Maria Manuel Mota e do comentador e advogado Adolfo Mesquita Nunes. Quais são as implicações éticas da inteligência artificial? É a privacidade possível num mundo cada vez mais conectado? Como conciliar o avanço tecnológico com a preservação ambiental? Que medidas podem ser adotadas para promover a justiça social diante das desigualdades crescentes? Estas são algumas das questões a que Yuval Noah Harari responde nesta entrevista.

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The three Graces, or Le Grazie with Cupid Alberto Thorvaldsen (1770-1844), in Sculpture & sculptors/facebook

The three Graces, or Le Grazie with Cupid, is a marble sculptural group made by the sculptor Alberto Thorvaldsen (1770-1844) in different executions.  The specimen sculpted in 1820-1823 is exhibited at the Thorvaldsen Museum in Copenhagen in Denmark.  

The mythological subject of the Graces recurs in Thorvaldsen’s sculptural production throughout his life;  starting with the first realization in 1804, the sculptor returns to the theme in 1817, 1819, 1821 and, now in old age, with the plaster kept at the Accademia di San Luca in Rome, in 1842.

US urges Ukraine to halt suspected Russian operation plans | EUA pedem à Ucrânia que suspenda alegados planos de operação russa

Daily Wrap 31-07-2024

We discussed an operation on Russian territory, and a representative of Ukraine’s military intelligence was admitted. It pertains to a conversation between the head of the Pentagon and the Russian Defence Minister, after which the US immediately called Kyiv. Austin said, “If you are thinking of doing something like this, don’t do it.” We sent a severe warning, commented the Russian side.

At the beginning of this month, a call was made at the Pentagon. On the other side, the caller said Russian Defence Minister Andrei Belousov “urgently needed to talk to Secretary of Defence Lloyd Austin about the alleged Ukrainian operation.” After this conversation, Austin called Kyiv and said: “if you are thinking of doing something like this, don’t do it.”

The Kremlin calls the US

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Portas-te mal, vais para a mitra, in Expresso

Mitra sempre foi um dos vários nomes que ouvi nas histórias de infância contadas pela minha mãe e tios, dos tempos em que brincavam nos Olivais, em Lisboa. O Mitra era um João com quem ela partilhava turma e sobre quem nunca soube ao certo explicar como é que este João se tornou no Mitra. Talvez pela cabeça rapada. Talvez porque apenas herdou a alcunha de um irmão mais velho. Talvez. Mas era certo: não era um elogio. Aliás, uma busca rápida no Priberam, confirma-me isso mesmo:

Jovem urbano, geralmente associado às camadas sociais mais desfavorecidas, de comportamento ruidoso, desrespeitoso, ameaçador ou violento e que tem gostos considerados vulgares.”

Mitra não é o João nem sequer uma pessoa: é um lugar. E é desse lugar que lhe quero falar: o Albergue da Mendicidade da Mitra. Um depósito de “miseráveis”, onde a polícia durante o Estado Novo prendia, sem condenação nem recurso, quem queria fazer desaparecer das ruas: mendigos, pedintes, vadios, aleijados, loucos e prostitutas. Rapavam-lhes o cabelo, metiam-lhes uma farda de cotim e um número ao pescoço, a lembrar um campo de concentração.

Na “cidade dos mal-amados”, mais de 20 mil adultos e crianças foram escondidos do olhar público, muitos por várias décadas. Alguns deles ainda lá estão. É o caso de Catarina, que aos 23 anos foi levada para a Mitra por ser “pobre, aleijada e anormal”. As autoridades pediam o seu internamento num asilo para não ser mais um encargo para a tia com que vivia. Passaram 70 anos e Catarina ainda lá está.

Esta história – e outras – são contadas pela Joana Pereira Bastos, a Raquel Moleiro, o Rúben Tiago Pereira e o Tiago Miranda. Hoje, a reportagem chega-lhe em forma de documentário, amanhã, nas páginas da Revista E, em prosa. Sou suspeita, mas aconselho a ver, a ouvir e a ler tudo.