Na sequência do que ficou acordado na Reunião Pública realizada na Junta de Freguesia, formou-se uma Comissão de Moradores e Cidadãos por Minde e, como anunciado, um grupo de 10 cidadãos de Minde participou e marcou presença na Reunião de Câmara.
Os intuitos foram, mais uma vez: apelar ao bom senso e à razão, questionar porque é que a obra estava a recomeçar e a população ainda não tinha sido ouvida, (conforme prometido), e quais eram as intenções futuras da CMA.
Estavam também presentes dois cidadãos de Minde a fazer de guarda pretoriana em prol da construção do prédio e ainda uma arquiteta funcionária da CMA. Este assunto não fazia parte da agenda da reunião e acho muito estranho ser este o serviço dos arquitetos da CMA — com tantas obras a decorrer, são recrutados para assistir a reuniões.
Foi tudo muito triste. Tão triste que nem me tem dado vontade nenhuma de escrever. Mas, enfim, vou tentar ser sucinto.
Foi aberta a sessão. Quase todos os presentes colocaram questões: porquê não consultaram Minde, como prometido; ilegalidades do projeto; o prazo da obra; o estaleiro; se a CMA não tem 20 mil para gastar com a compra do terreno atrás e construir lá o edifício (seria o 3 em 1); a altura do prédio; a falta de alinhamento; a falta de respeito para com o povo de Minde; etc., etc.
Espero que venha tudo registado em ata (embora o que diz em atas vala o que já vimos…).
O Presidente, com ar aborrecido e a prepotência de quem é dono da casa e o supremo comandante do concelho, no início ainda deu respostas que se enquadravam minimamente com o questionado, mas sempre com fugas para os arquitetos, os melhores especialistas, os técnicos, os juristas, os gestores, os consultores — é que sabem. Ele só segue as indicações. Foi tempo de pensar e agora é de agir — era a conclusão.
Por fim, já nem ouvia o que era perguntado. Metia a cassete dos milhões, do concelho com mais de metade de toda a habitação no Médio Tejo, o concelho que per capita está em 1.º lugar no país, mais milhões e mais milhões, blá, blá, blá… a cassete. E respostas, zero.
Às tantas lançou a habitual frase de “nesta sala está algum arquiteto?”, ao que a arquiteta da CMA levantou o braço. Aproveitou para falar, e a menina até falou bem, ao descrever o que devia ser uma praça, a sua vivência, etc. Tudo igualzinho ao que nós queremos para a Praça Velha, mas no final mudou o chip e acabou a afirmar que o prédio não ficava ali desenquadrado. Haja pachorra para tanta encenação.
Se até ali foi tudo tão desolador e triste, a parte final foi… sem palavras!
O final estava reservado para a atuação da guarda pretoriana em prol do projeto. Qualquer dos discursos dos dois cidadãos (um deles acumula funções de Presidente de Assembleia de Minde e foi ex-vice-presidente da CMA) foi simplesmente lamentável.
Afirmavam-se os verdadeiros mindericos representantes da maioria. Alto e em bom som, ouvi inverdades, injúrias indiretas a cidadãos de Minde, como racistas e xenófobos, rebaixaram alguns dos nossos antepassados ilustres, enfim: mau demais.
Já não recordo quem disse o quê, mas ambos acabaram com a mesma frase, alto e bom som: o prédio já devia era estar construído.
Podiam ser a favor do prédio. Certo. Mas não era preciso falar tanto e chegar àquele nível de discurso rebaixador de Minde. Todos ficámos estupefactos. Foi triste.
A intervenção pública acabou, e a Sra. Vereadora Gorete pegou no assunto, afirmando que a obra, mesmo que começasse agora, será impossível estar concluída em agosto, prazo limite do PRR, e aí o financiamento já não será total. Quem financiará o restante? O Presidente enrolou um pouco, mas acabou por afirmar que a CMA irá recorrer a um crédito para essas penalizações de atraso, mas ainda não sabia as condições.
E foi assim. A Reunião continuou,. Viemos embora. E Viemos a pensar, como é possível falar-se assim de Minde, ser-se tão bajulador, e haver tanto jogo de interesses que ninguém entende. Vale Tudo!!
Hoje, a Guerra e Paz editores comemora 20 anos de vida. Digo isto com a alegria serena desses dias em que o sol é grande e caem com a calma as aves. A Guerra e Paz foi ao longo de alguns anos «aquela cativa que me tem cativo» e já explico. Um terramoto (ou terá sido maremoto?) arrasou-nos em 2011: a insolvência do nosso então distribuidor bateu-nos de frente e pareceu mergulhar-nos um abismo irremediável. Devíamos ter desistido. Vivamente nos recomendaram que desistíssemos.
Dia a dia, mês a mês, durante 12 anos, a cada leda madrugada, às vezes lágrimas em fio, houve, umas vezes seis, outras sete ou oito obreiros da Guerra e Paz que persistiram no que um amigo meu chama, «a trincheira da luta». Batemo-nos com armas desiguais: só tínhamos sinais de fumo, machetes e catanas onde outros tinham radares, satélites e misseis. Mas voltámos, passo a passo, à vida e, hoje, com uma alegria serena, sabemos que não hipotecámos esses 12 anos. Pelo contrário, foram anos em que servimos um amor, qual «Raquel, serrana bela»: e mais serviríamos, «se não fora para tão longo amor tão curta a vida».
Hoje, a Guerra e Paz editores celebra 20 anos como eu aos meus 20 anos comemorei a liberdade. É uma empresa limpa, competitiva, com relações de amizade com todo o universo do livro, autores, outros editores, livreiros, tradutores, revisores, paginadores. Estamos a crescer muito acima do crescimento do mercado e a ganhar solidez. Hoje, a Guerra e Paz, que chegou a parecer condenada, é uma editora com apetite de futuro.
Temos um passado que não esquecemos e muito agradeço a antigos sócios, ao José Santos, co-fundador, ao Abílio Nunes – dois amigos da minha infância em Luanda – como amigos são o José António Pinto Ribeiro e o Manuel Cintra Ferreira, de quem sempre terei saudades, como agradeço aos actuais sócios, dois amigos perseverantes, António Parente e Pedro Henriques.
Hoje, a Guerra e Paz já é um pequeno grupo. Tem uma nova chancela, a euforia, que a Rita Fonseca faz voar à velocidade da Artemis II, e integrou, há 6 meses, a Gradiva Publicações, uma editora histórica, cujo alto mérito teremos de provar que merecemos. Somos 14 pessoas. Estamos aqui diariamente – há mesmo quem já esteja há 20 anos, caso do Ilídio Vasco, decano dos artífices desta casa – com um só propósito: continuar a fazer da Guerra e Paz uma editora de que os autores e os leitores gostem, servindo o livro e a leitura, e onde seja um prazer trabalhar.
Obrigado à Rita e ao Ilídio, ao José Cardoso, Américo Araújo, Maria José Batista, Luisa Pinto, Beatriz Fernandes, Andreia Pereira, Helena Rafael, Elisabete Lucas, Andreia Santos, Diana Trigo, Magda Filipe: são eles a Guerra e Paz. E obrigado à equipa da VASP, que nos distribui. Obrigado à nossa jurista, Fátima Esteves, ao nosso TOC, Rodrigo Santos, ao nosso excelente presidente da Mesa da AG, António Palma: mais do que tudo, liga-nos uma amizade sincera.
Fazemos 20 anos: com uma alegria serena, estamos já de olhos no futuro.
“NÃO É NAS REDES SOCIAIS QUE SE RESOLVEM OS PROBLEMAS”
-Claro que não. Mas servem para divulgar e denunciar.
Tenho ouvido esta crítica vezes sem conta, mas recordo que já tivemos 3 reuniões com o Presidente da CMA, e enviei alguns emails, dos quais nunca obtive quaquer resposta.
Anexo uma carta que enviei na véspera da reunião em Minde em 18 de Agosto, assim como as imagens que constavam dum PDF, em que sugeria várias soluções possíveis:
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CARTA ABERTA AO SR. PRESIDENTE DA CMA (enviada via email)
Asunto: Reabilitação do Edifício Estaminé em Minde
Exmº, Senhor Presidente da Câmara Municipal de Alcanena
Na sequência da Reunião Pública sobre o “Futuro da Praça de Minde”, realizada em 27 de Maio de 2025, na Junta de Freguesia de Minde, com a presença de cerca de 80 pessoas, incluindo todo o executivo da CMA e JFM, os cidadãos tiveram a oportunidade de manifestar o seu descontentamento perante a intenção da CMA de construir o prédio em epígrafe na Praça Alberto Guedes, e apresentaram outras alternativas.
O Sr. Presidente admitiu que houve uma deficiente falta de articulação e comunicação com a população, acatou alguns justos protestos, concluiu que a possibilidade de um concurso de ideias era uma boa e plausível sugestão, e afirmou que, no dia seguinte, iria reunir com o Executivo Camarário, mostrando-se disponível para um diálogo construtivo que fosse de encontro aos desejos da população.
Desde essa data não existiu qualquer comunicação, exceto o publicado na ata 12/2025, referente à reunião de 02/06/2025, em que o Sr. Vice-Presidente Alexandre Pires, em sua representação, afirmou:
“…será tomada uma decisão que passará, provavelmente, pelo estudo da praça, com o seu enquadramento paisagístico, como está a ser feito em outros locais, e que, erradamente, ali não foi feito.”
Diferente do socialismo marxista, a social-democracia não busca acabar com o capitalismo, mas sim reformá-lo, reduzindo as suas desigualdades e impactos negativos através de impostos progressivos, serviço públicos universais e forte regulação laboral.
A social-democracia é uma ideologia política de centro-esquerda que busca conciliar o sistema económico capitalista (livre mercado, propriedade privada) com uma forte intervenção do Estado para garantir justiça social, igualdade de oportunidades e um robusto Estado de Bem-Estar Social
Principais Características da Social-Democracia
Estado de Bem-Estar Social (Welfare State): Educação, saúde, segurança social e habitação pública de alta qualidade e acessíveis a todos.
Economia Mista: Combina o dinamismo do livre mercado com a regulação estatal para evitar monopólios e proteger os trabalhadores.
Altos Impostos e Redistribuição: Impostos elevados, mas consentidos, que financiam serviços públicos que reduzem a desigualdade.
Negociação Coletiva: Forte influência dos sindicatos e diálogo social entre empregadores e trabalhadores.
Democracia Representativa: Compromisso com liberdades civis, pluripartidarismo e eleições.
Países que Melhor Aplicaram (O Modelo Nórdico)
O modelo social-democrata é frequentemente associado ao Modelo Nórdico (ou Escandinavo), considerado o mais bem-sucedido na união de prosperidade económica com igualdade social.
Noruega: Frequentemente apontada como líder em rankings de desenvolvimento humano e democracia, com uma economia mista forte que utiliza as receitas do petróleo para financiar o seu Estado social.
Dinamarca: Destaca-se pela sua “flexigurança” (combinação de flexibilidade para empresas contratarem/despedirem com alta segurança social para trabalhadores desempregados).
Suécia: Conhecida por ter um dos sistemas de bem-estar mais abrangentes, com altos níveis de igualdade de género e participação feminina no mercado de trabalho.
Finlândia: Reconhecida mundialmente pelo seu sistema educativo de alta qualidade e igualitário, um pilar da social-democracia.
Islândia: Similarmente, mantém altos padrões de vida e baixa desigualdade de rendimentos.
Outros Exemplos e Contexto Europeu
Embora o modelo nórdico seja a referência, a social-democracia influenciou grande parte da Europa Ocidental no pós-guerra, incluindo a Alemanha (onde o conceito surgiu no final do séc. XIX) e, em menor grau, países como a Françae a Áustria, que mantêm fortes redes de segurança social.
“Donald Trump est complètement dérangé. Sa déclaration menaçant d’éradiquer une civilisation entière choque la conscience et exige une réponse ferme du Congrès.
La Chambre doit reprendre ses travaux immédiatement et voter pour mettre fin à cette guerre imprudente et choisie au Moyen-Orient avant que Donald Trump ne plonge notre pays dans une Troisième Guerre mondiale.
Depuis des années, les Républicains ont permis et excusé le comportement profondément dangereux et extrême de Donald Trump. Trop, c’est trop. Nos hommes et femmes en uniforme ont été mis en danger au Moyen-Orient.
Plus d’une douzaine ont déjà été tués et des centaines blessés. Les prix du gaz flambent, le coût de la vie en Amérique est hors de contrôle et des milliards de dollars des contribuables sont gaspillés dans une guerre irresponsable et choisie.
Il est temps pour les Républicains de la Chambre de faire passer le devoir patriotique avant la loyauté partisane et de rejoindre les Démocrates pour mettre fin à cette folie”.
Deixo aqui o meu protesto. José Saramago é o nosso único Prémio Nobel de Literatura (VCS)
Proposta em consulta pública prevê que Saramago deixe de ser obrigatório no 12.º ano. Já Camilo Castelo Branco passa a leitura obrigatória
José Saramago, Nobel português da Literatura, pode deixar de ser obrigatório no 12.º ano; Camilo Castelo Branco passa a leitura obrigatória.
A proposta de revisão das Aprendizagens Essenciais de Português, atualmente em consulta pública pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação, retira a obrigatoriedade de obras de José Saramago no ensino secundário.
Na prática, as escolas deixam de estar obrigadas a escolher uma obra do escritor no 12.º ano, passando a poder optar por outros autores. Atualmente, o programa prevê a leitura integral de “Memorial do Convento” ou de “O Ano da Morte de Ricardo Reis”.
A proposta prevê ainda que Camilo Castelo Branco passe a leitura obrigatória neste nível de ensino e abre a possibilidade de escolha de obras como “Um Deus Passeando pela Brisa da Tarde”, de Mário de Carvalho.
Segundo responsáveis da área, a revisão procura aumentar a diversidade de autores e temas trabalhados nas escolas, permitindo maior flexibilidade na escolha das obras.
A alteração, que retira da obrigatoriedade o único Nobel português da Literatura, poderá suscitar debate no meio académico e cultural.
O documento está em consulta pública até 28 de abril e poderá ser ajustado antes de entrar em vigor no próximo ano letivo.
O príncipe herdeiro de Dubai, Sheikh Hamdan bin Mohammed Al Maktoum, determinou que o termo “dona de casa” seja oficialmente substituído por “formadora de gerações” em todos os documentos e sistemas do governo de Dubai. A medida foi anunciada no Dia das Mães e tem como objetivo reconhecer o verdadeiro valor do trabalho materno.
Segundo o príncipe, as mães não são apenas responsáveis pelo lar, mas são a primeira escola das crianças e as principais responsáveis por formar valores, caráter e o futuro da sociedade. Com essa mudança, Dubai busca honrar o papel fundamental das mulheres que dedicam sua vida à formação das novas gerações.
Essa iniciativa simboliza um importante passo na valorização da maternidade, mostrando que criar e educar filhos é uma das missões mais nobres e impactantes que alguém pode ter. Um gesto bonito que inspira o mundo a enxergar as mães com mais respeito e gratidão.
Os meus antepassados eram mindericos, e eu nasci em Minde no ano de 1925.
Sou quase tão antigo como o concelho de Alcanena.
Sempre vivi em Minde. Fui tesoureiro da Junta vários anos (no tempo do fascismo), fui diretor da Banda, fui da comissão instaladora do Museu antigo, e ajudei a abrir a avenida José Carvalho.
Lidei com vários presidentes da Câmara, e a conclusão era sempre a mesma: “para Minde, palha e pouca”
Os tempos eram outros.
Não se arranjava dinheiro com a facilidade de agora que têm esses milhões todos da Europa.
Mas havia Respeito e Palavra.
Fomos muitas vezes á Câmara. Não era fácil.
Mas os compromissos assumidos eram cumpridos. De parte a parte.
Agora já ninguém tem Palavra.
Isto que querem fazer na Praça é uma VERGONHA!!
Os Mindericos não podem deixar construir um piralta dum prédio no meio da Praça.
No meu tempo, era o fascismo, mas batíamo-nos em Alcanena e o Povo é que impunha a sua vontade.
O presidente socialista foi reeleito no 25.º Congresso Nacional do PS com 89,9% dos votos e deixou uma série de prescriões ao partido, sublinhando que é preciso “provar a solvência política”.
“Não podemos pensar em voltar a merecer a confiança maioritária dos portugueses só porque fomos melhores em momentos do passado”, avisou o presidente do PS, Carlos César, este sábado, 28 de março, no segundo dia do XXV Congresso Nacional do PS, que surge num momento, já referido pelo líder do partido, José Luís Carneiro, no arranque da reunião magna, como sendo “muito difícil”, tendo em conta os resultados eleitorais das legislativs de maio de 2025.
Ainda assim, tal como Carlos César sustentou na intervenção de confirmação da presidência socialista,“o PS é o partido de oposição mais atido pelos portugueses nas últimas eleições autárquicas, confinando a extrema-direita a uma representação irrisória na administração local”.
Para reforçar esta ideia de esperança, César também lembrou que, nas eleições presidenciais, apoiaram, “no tempo e no modo adequados, o candidato que se apresentou vindo da esquerda democrática, cuja vitória pessoal é também uma vitória dos democratas e uma vitória” para os socialistas
A ideia de justificar o equilíbrio dos resultados das legislativas com os resultados das autárquicas e das presidenciais, para além de ter sido vincada no arranque do Congresso por José Luís Carneiro, tinha sido notado, antes da intervenção de Carlos César, por Armando Mourisca, o líder da Federação Distrital de Viseu do PS, a anfitriã da reunião magna do partido.
Numa sala, no Pavilhão Multiusos de Viseu que tem mantido tantos lugares vazios como ocupados, Carlos César, na tentativa de reforçar a ideia de esforço que o PS deve fazer, considerou: “só teremos essa confiança se provarmos no presente que a merecemos no futuro. Em democracia o poder é exercido por empréstimo dos eleitores; temos de novo de provar a nossa solvência política, ou seja que somos merecedores desse crédito.”
Para que o Governo seja “o menos mau possível”
Carlos César, numa longa fase da intervenção dedicada ao Governo, colou vitórias anunciadas pelo Executivo liderado por Luís Montenegro, “por ocasião da última reunião do Conselho Europeu”, a vitórias socialistas. Com esse objetivo, citou o primeiro-ministro referindo “crescimentos económicos sustentados e bons desempenhos orçamentais nos últimos anos”, que de acordo com Carlos César foram conquistadas “com os governos do Partido Socialista”.
“Em planos diversos, mas tão relevantes para todos nós, este Governo tarda em agir ou falha quando age”, acusou, destacando uma redução dos “sinais de uma aposta saliente na Educação e na qualificação profissional”.
“O serviço público de saúde insatisfaz cada vez mais numa miscelânea de medidas contraditórias”, na mesma medida em que “a Cultura é uma área ignorada”, continuou Carlos César, lembrando que “os jovens não se reconhecem nas políticas públicas” e “a Justiça não se apressa nem se reforma”.
“As empresas ou os cidadãos prejudicados a quem o Estado promete compensações aguardam em infindáveis listas de espera” e “a fiscalidade é uma manta de retalhos sem uma orientação percetível que não seja a dos cofres do Estado”, descreveu.
“Nunca em tão pouco tempo foi tanto dito e não cumprido, e nunca em tão pouco tempo foi tanto feito com tanto defeito”, afirmou.
Com a acusação de que “o Governo que temos continua a dedicar mais atenção à oposição ao Partido Socialista e ao namoro com a extrema-direita do que à resolução de todos e de cada um desses problemas que persistem ou que se intensificam”, Carlos César considerou que “o PS deve continuar a demonstrar querer ser parte das soluções e não apenas parte da crítica e da denúncia”.
“Enquanto for este o Governo e não puder ser outro, o nosso dever é o de contribuir para que seja o menos mau possível”, concluiu.
António Costa Silva é engenheiro, professor universitário e gestor. Nasceu em Angola, formou-se no Instituto Superior Técnico, em Lisboa, e estudou no Imperial College, em Londres. Tem uma longa carreira ligada ao setor da energia. Em 2020, foi convidado pelo Governo para preparar a visão estratégica para o plano de recuperação económica de Portugal 2020-2030.
Sinopse:
Dos recursos naturais ao clima, à tecnologia e à geoestratégia, uma visão inspiradora para o futuro de Portugal. Para onde vamos no século XXI? Quais as tendências que estão a formatar a evolução da geopolítica, da economia, da luta contra a ameaça climática, dos riscos e crises que nos assolam? Porque é que não temos sido capazes de responder à altura? Qual o motivo para não conseguirmos evitar que milhões de pessoas passem por um sofrimento indizível cada vez que um acontecimento imprevisto paralisa o funcionamento das nossas sociedades? Porque é que não nos preparamos? E Portugal? O que podemos nós fazer por este país? Que problemas e desafios temos de superar na próxima década? Portugal e o Mundo numa Encruzilhada analisa estas e outras questões e procura obter respostas. Mas muitas vezes essas respostas suscitam novas perguntas. Nunca devemos deixar de perguntar. O espanto, como escreveu Platão, é o motor do conhecimento. Este é um livro urgente e essencial, que nos convoca a refletir, a envolvermo-nos e a fazermos parte da mudança necessária.
Geopolitical crises, economic challenges and environmental threats are putting the European project to the test. How can we reinvent the model that unites us?
In his latest book, ‘Portugal na Europa e a Europa: Que Futuro?’ (Portugal in Europe and Europe: What Future?), António Costa Silva presents a bold vision for the European Union — and for Portugal’s strategic role in charting a new course. Join us for a conversation, moderated by Francisco Assis and Nuno Botelho, which promises to provoke ideas and open horizons.
Donald Trump confirmou que irá à China nos dias quatorze e quinze de maio para se reunir com Xi Jinping, classificando o encontro como “monumental”. O próprio presidente dos Estados Unidos também afirmou que haverá uma visita recíproca de Xi a Washington ainda este ano, indicando uma reaproximação direta entre as duas maiores potências globais.
Esse movimento acontece num momento de forte pressão internacional sobre os Estados Unidos, principalmente após o desgaste provocado pela guerra no Irã e pela dificuldade de alcançar resultados concretos no cenário externo. Diante desse contexto, a viagem deixa de ser apenas diplomática e passa a representar uma necessidade estratégica clara.
O encontro revela que a China deixou de ser apenas um adversário político e passou a ocupar um papel central no funcionamento do sistema global. Comércio, cadeias produtivas e tecnologia estão diretamente ligados ao país asiático, tornando qualquer tentativa de isolamento praticamente inviável.
Ao decidir ir até Pequim, Trump sinaliza uma mudança de postura. O discurso de confronto dá lugar a uma abordagem mais pragmática, motivada por limitações reais no cenário internacional. A reciprocidade anunciada, com a visita de Xi aos Estados Unidos, reforça que há um esforço em reconstruir canais de diálogo que haviam sido enfraquecidos.
A viagem expõe uma transformação mais profunda: o equilíbrio de poder global já não está concentrado em um único eixo. A necessidade de negociação direta com a China demonstra que o cenário internacional entrou em uma fase de ajuste, onde a imposição isolada perde espaço para a interdependência entre grandes potências.
Miguel Sousa Tavares traçou, no podcast Viva Voz, um retrato alarmante da economia portuguesa caso o conflito no Médio Oriente prossiga. O escritor considera que a combinação entre a instabilidade crescente na região e a imprevisibilidade da administração de Donald Trump pode inverter o otimismo das contas nacionais, criando um ambiente de incerteza que ameaça exportações e crescimento económico.
O cronista do Expresso descreveu como Portugal se encontra exposto a choques externos, destacando a escalada dos preços da energia e o desajuste nas cadeias de abastecimento. “O impacto é brutal. Podemos pegar no exemplo de Portugal, onde o nosso governo está a fazer descontos no imposto sobre a gasolina, não é a abdicar do imposto, é a deixar de ganhar mais dinheiro com o IVA, graças à subida dos preços nas bombas de gasolina. E essa é apenas uma primeira medida para tentar evitar o terramoto que aí vem, porque vem aí um terramoto brutal”, afirmou, alertando que a inflação “estava em 1,8 por cento antes da guerra e ninguém sabe como é que acabará depois dela”.
Na perspetiva de Miguel Sousa Tavares, o país deve antecipar um cenário de recessão técnica já no final de 2026. A análise aponta para falhas profundas na resposta europeia, dependente de decisões vindas de Washington. Segundo o escritor, “vai ter consequências terríveis se a guerra continuar em termos de inflação, em termos de exportações, em termos de crescimento do PIB, que se isto continua mais um ou dois meses, nós vamos fechar o ano de 2026 com o PIB negativo, com o déficit das contas públicas”.
As críticas estenderam-se à União Europeia, vista pelo cronista como um bloco “indefeso” face às estratégias externas norte-americanas. A dependência energética e a ausência de coordenação em Bruxelas transformam o continente num alvo vulnerável. Miguel Sousa Tavares alerta que a “cozinha política” dos Estados Unidos coloca a Europa a pagar uma fatura pesada e, se o conflito no Estreito de Ormuz não cessar, Portugal poderá ver desaparecer os progressos económicos alcançados nos últimos anos.
As ameixas e as abelhas, juntas em cada Verão. A passividade dos frutos em oferenda ao zumbido das asas. Acontecia a doçura antes do mel, como é preciso acontecer no amor.
Nas folhas do agrião triunfava o verde, em louvor da água escorrida do tanque. Concha de regas, de lavagens de roupa e de banhos de alegria das crianças, em miragens de mar. Clarisse passeia-se no quintal da casa que dantes lhe contavam. Campo de engenhos e de esforços de mulher com sementeiras e colheitas nos braços. As árvores, as flores, os frutos, as sementes, em espaço exíguo, medido a palmo, estudadas com rigor a sombra e a luz e a demora dos dias. Histórias de vitórias e derrotas contra bichos devoradores, sempre à espreita de lugar na mesa posta, atravessavam as ameias dos muros e pairavam na rua para serem levadas no bico dos pássaros, ao fim da tarde. Foi por uma rola de peito róseo que Clarisse veio a sabê-las, de coração, como se fossem suas. Esta lassidão que não abandona Clarisse põe um véu sobre o rosto da casa que torna a ser jovem e liso, com o olhar aberto e limpo das tecelãs flamengas. A casa parada num tempo em que nada envelhece, em que ninguém falta à chamada. Coabitam as idades intactas e cruzam falas da história que lhes coube. Clarisse entende os sons da casa: o silvo do vapor nas panelas, as vozes do folhetim na rádio, o pedalar da máquina de costura, o sacho nas ervas daninhas, o chiar da roldana no poço, os gritos das crianças, de todas as crianças que permanecem, únicas, continuadas. Clarisse distingue-as pelas alturas, que em tudo o resto lhe parecem iguais. Vendo melhor, uma delas tem o nome Fernando no bolso do bibe e um livro debaixo do braço.
Clarisse esforça-se, em vão, por recordar o nome da grande terra, mãe da casa que a habita. Espera tê-lo de volta, ao folhear, descuidada, uma insónia, num álbum que não sabia.
Nova obra de Eltânia André reúne dez narrativas que prendem a atenção do leitor até as últimas linhas
Com sensibilidade e argúcia para entender não só a alma feminina como a masculina, a romancista e contista Eltânia André, psicóloga de formação, premia o público-leitor com um novo livro de contos, Decomposiçãodospássaros (Setúbal-Portugal/Cotia-SP, Editora Urutau, 2025), que reúne dez textos que confirmam a qualidade de uma prosa que se confirma e evolui a cada volume publicado. Como observa o romancista Luiz Ruffato, um dos grandes nomes da ficção brasileira, no texto de apresentação, as personagens desta obra “são homens e mulheres ordinárias vivendo situações corriqueiras, nas quais nos reconhecemos como seres falhos que aspiram a alguma redenção – pois Eltânia André consegue insuflar dimensão metafísica a seus enredos”. De fato, alguns dos protagonistas destas histórias são pessoas que vivem na contramão da sociedade, excluídos da sociedade de consumo, que, sem alternativas, acabam por aceitar a probabilidade de sobrevivência que a contravenção oferece, como o personagem Siri, do conto “Márrio-Riomar: um nome todo água”, que tinha aquele apelido por andar “ziguezagueando sem rumo certo pelas ruas”, que sempre andava “com os bolsos cheios de droga ainda para distribuir”. E quem conta a história de Siri é uma mulher batalhadora, que, igualmente para sobreviver, não hesitou em “pegar pesado no volante” de um caminhão, ainda que tivesse de “ouvir brincadeirinhas ou piadas bestas, num tempo em que bullying era apenas uma palavra estrangeira”
O mercado ainda não sentiu o “choque real” de abastecimento porque o mundo está a viver das reservas estratégicas e dos stocks comerciais acumulados antes dos ataques de março de 2026.
Quando essas reservas começarem a esgotar-se — o que os analistas preveem que aconteça entre maio e junho de 2026 — a subida de preços que vimos até agora (os ~110$ do Brent e ~60€ do gás) parecerá apenas o início.
O que poderá acontecer quando as reservas acabarem e o Estreito de Ormuz continuar fechado. Mesmo que abra dentro de 2 ou 3 meses, ainda se tem de reconstruir o destruído, e até que tudo estabilize novamente..
Minde não tem castelos nem grandes monumentos. Mas tem algo mais raro: identidade.
Tem uma língua própria.Tem uma banda centenária, um museu, um conservatório, um cineteatro. Tem festivais de música. E terá, em breve, um novo auditório, a Fábrica de Cultura
E, acima de tudo, tem pessoas, e boas organizações associativas.
Somos uma terra de músicos. Em cada casa há um músico.
Sempre acreditei que o futuro de Minde passará muito por aqui.
– Quando organizava o JazzMinde, visitei Marciac, no sul de França, uma pequena vila com a dimensão de Minde, hoje referência europeia no jazz, e onde se realiza um dos maiores festivais do Mundo – percebi o que é possível. Uma terra que vive da cultura. Que respira música. Que atrai pessoas, vida, economia. Onde as ruas estão cheias, as esplanadas vivas, e a alegria é visível.
Pensei: porque não Minde?
Nós temos tudo para lá chegar.
Temos talento. Temos história. Temos associações. Temos localização. Temos identidade.
Falta-nos visão. E, sobretudo, decisões certas.
A Fábrica da Cultura pode ser um ponto de viragem. Mas não nos enganemos: cultura não se constrói só com edifícios.
A verdadeira cultura vive na rua. Vive nas pessoas. Vive nos encontros.
E é precisamente isso que estamos a perder.
Minde está a perder identidade.
A resignação cresce.
A vila estagnou.
A qualidade de vida diminuiu.
E enquanto dizemos que precisamos de mais gente, vemos cada vez mais mindericos a sair. A comprar casa em Torres Novas, Fátima, Leiria, Nazaré.
Porquê? Porque Minde está a morrer lentamente, mas à vista de todos.
Como na Ucrânia, em que os interesses de Washington não coincidiam com os de Kiev, também na guerra que opõe os EUA ao Irão, os interesses de Washington não coincidem com os de Telavive. Tanto num caso como noutro, o comportamento norte-americano encontra-se subordinado à consecução de uma grande estratégia de hegemonia global, não abandonada pela Administração Trump, enquanto o da Ucrânia e de Israel insere-se numa estratégia de âmbito local e/ou regional.
Na Ucrânia, os EUA pretendiam desencadear uma mudança de regime em Moscovo e instalar uma liderança dócil no Kremlin, atuando em três vetores: vertente económica, através das sanções, tornar a Rússia um estado pária, isolando-a internacionalmente, e impor-lhe uma derrota militar, recorrendo ao sangue ucraniano, sem colocar soldados norte-americanos no terreno. Segundo Eric Green, membro do Conselho de Segurança Nacional durante a Administração Biden, numa entrevista à revista Time, “a vitória militar da Ucrânia não era um objetivo para Washington”. O objetivo norte-americano era provocar um desgaste prolongado e uma erosão na sociedade russa, que a fizesse soçobrar e assim atingir os seus objetivos.
Agora, enquanto Israel pretende decapitar o regime iraniano e colocar em Teerão um vassalo que lhe permita tornar-se na potência regional fazendo dos estados árabes entidades subordinadas – o que esteve quase a conseguir antes do 7 de outubro, uma vez estar a causa palestiniana adormecida e a Autoridade palestiniana num estado comatoso – com o ataque ao Irão, os EUA pretendem controlar o petróleo mundial e os principais choke points (rota do Ártico, Canal do Panamá, estreito de Ormuz) para controlarem as rotas comerciais e subordinarem os seus rivais à sua vontade, entenda-se, China e Rússia.
O médico catalão Manuel Sans Segarra garante que há provas objetivas de que a morte não existe. O médico apresenta um estudo baseado em centenas de casos clínicos e alega que as experiências relatadas pelos pacientes que atendeu em morte clínica e cerebral no hospital de Barcelona são consistentes e modificam estas pessoas para sempre, razão pela qual, garante, não podem ser consideradas alucinações. Pelo contrário, estas experiências de quase morte, como lhes chama, demonstram que o pensamento persiste mesmo para lá da vida terrena.
“A minha formação como médico assenta no método científico cartesiano e newtoniano, com base numa ontologia materialista. Então, chamou-me muito a atenção ter um paciente clinicamente morto, que não pode pensar, que não tem atividade mental, facto comprovado pelo eletroencefalograma plano, como pode relatar uma série de vivências e experiências?”, explicou Sans Segarra em entrevista à TVI (do mesmo grupo da CNN Portugal). “Isso significa que há outra consciência que persiste, apesar da morte clínica, e é o que eu defino como supraconsciência, porque está acima da consciência neuronal ou local.”
“As pessoas têm relutância em contar porque sabem que não vamos acreditar nelas. É uma coisa fora do normal e têm medo que, quando contam, digamos que é um disparate”, admite o médico. Mas, depois, todas as pessoas que passaram por essa experiência contam o mesmo: primeiro têm a sensação de “saída do corpo”. “Sentem uma surpresa enorme, porque reconhecem o seu corpo. A isso chama-se autoscopia.” Nesses eventos, as pessoas não só veem tudo o que se passam como “entram em contacto com seres a que chama seres de luz”, que são as pessoas que já faleceram, explica San Segarra. “E depois veem uma luz. E nesse momento têm uma sensação de paz, de harmonia, de amor, como jamais experimentaram na dimensão humana.”
“As pessoas não querem regressar, porque a situação é tão agradável, tão cheia de amor, paz e harmonia”, garante.
O cirurgião publicou agora um livro, intitulado “A vida depois da vida”, onde documenta todos os casos que sustentam esta nova teoria. Aos 82 anos, Manuel Sans Segarra tem tido multidões nas conferências que dá em todo o mundo e foi até chamado pelo papa Francisco ao Vaticano poucos meses antes de morrer.
I Na língua portuguesa, a literatura infantil ou literatura para a infância remonta ao século XIX com experiências feitas por autores consagrados como Eça de Queirós (1845-1900), Antero de Quental (1842-1891) e Guerra Junqueiro (1850-1923), em Portugal, e Monteiro Lobato (1882-1948), Carlos Jansen (1829-1889) e Figueiredo Pimentel (1869-1914), no Brasil, que abrangem narrativas, poemas, rimas e textos dramáticos, que sempre cumpriram papel fundamental na transmissão de informações importantes desde os primeiros anos de vida. Apesar do que se vê hoje em dia com crianças e jovens que passam quase todo o dia a olhar um aparelho celular ou telemóvel, a educação ainda é (e, provavelmente, sempre será) um processo que se constrói em salas de aula, a partir da capacidade pessoal do professor ou da professora de colocar em prática aquilo que pode ser resumido no pensamento do educador e filósofo brasileiro Paulo Freire (1921-1997), para quem educar sempre foi um ato de libertação, diálogo e consciência crítica.
Former UN weapons inspector Scott Ritter returns to the channel to break down the rapidly escalating conflict with Iran—and what the media isn’t telling you. Scott Ritter brings his on-the-ground expertise and weapons analysis to explain what’s really happening behind the headlines—and why the risks are far greater than most people understand.
O problema do humor hoje em dia é, no fundo, o mesmo de sempre.
Na minha infância, os bêbados juntavam-se na tasca e escolhiam um alvo fácil, um “maluco” da terra, uma viúva, alguém mais frágil ou simplesmente mais exposto, para atazanar. Disparatavam, faziam troça, arrancavam gargalhadas à custa de quem tinha menos defesa. Aquilo chamava-se convívio, mas muitas vezes era só crueldade embrulhada em risos.
Hoje, as tascas são mais sofisticadas. Têm estúdios, microfones, iluminação cuidada. Chamam-se televisões e rádios.
E os bêbados deram lugar a pseudo-humoristas que fazem “peças” engraçadas a criticar A ou B, a ridicularizar, a satirizar.
O público aplaude, o Zé Povinho ri-se, e a coisa passa a chamar-se humor e liberdade de expressão.
Mas a lógica, essa, pouco mudou.
Em todas as épocas houve arenas para atirar gente aos leões, distraindo assim o tédio colectivo. Mudam os cenários, afinam-se os discursos, mas o mecanismo é antigo: rir de alguém continua a ser mais fácil do que rir com alguém.
Há uma história contada por Patrice Leconte que ilustra bem isto. Numa pequena fábula, um rouxinol e um corvo discutiam quem cantava melhor. Incapazes de chegar a acordo, decidiram pedir a um porco que fosse juiz.
O rouxinol, confiante no seu talento, aceitou.
No fim, depois de ouvir ambos, o porco escolheu o corvo.
O rouxinol desfez-se em lágrimas.
“Choras por teres perdido?”, perguntaram-lhe.
“Não”, respondeu ele, “choro por me ter deixado julgar por um porco.”
É muitas vezes isto que vemos: julgamentos ruidosos, críticas fáceis, opiniões lançadas com autoridade, vindas de quem pouco acrescenta ao que está a avaliar. E, no entanto, continuam a ter palco, aplauso e, não raras vezes, financiamento.
O mais curioso, ou talvez o mais inquietante, é que tudo isto cumpre uma função.
Enquanto houver quem ria, quem se distraia, quem aplauda, o essencial fica para depois.
E isso, no fundo, também é uma forma de ação política.
Soul Dust by Nicholas Humphrey is a remarkable exploration of one of the deepest puzzles in science and philosophy: why consciousness exists at all. Rather than treating consciousness as a mere by-product of brain activity, Humphrey proposes that phenomenal experience (what it feels like to be alive) emerged through evolution because it conferred real adaptive advantages. His central claim is that subjective sensation was shaped by natural selection, not simply tolerated by it, because it enriched how organisms understand themselves and others.
A key element of Humphrey’s argument is the evolutionary pathway that produced what he calls the “ipsundrum”, the internal theatre in which sensations are experienced as vivid, private events belonging to a self. According to Humphrey, early nervous systems evolved mechanisms that turned simple sensory reactions into recursive loops of internal monitoring. These loops gradually transformed perception into something qualitatively richer: sensations that are felt. Through this process, animals did not merely detect stimuli but began to experience them as part of an inner world. The ipsundrum thus represents the emergence of the subjective self as a functional evolutionary structure.
Humphrey further argues that phenomenal consciousness enhanced social cognition and empathic understanding. By having rich inner experiences themselves, humans (and perhaps some other animals) gained a template for interpreting the minds of others. Feeling pain, joy, fear, or pleasure allowed individuals to model similar states in others, improving cooperation, prediction, and social bonding. In this sense, phenomenal consciousness became a powerful tool of natural selection: it helped organisms navigate complex social environments and ultimately strengthened group survival.
Beyond the biological argument, the book offers profound reflections on what consciousness means for human life. Humphrey suggests that the vividness of subjective experience, our capacity to feel the warmth of sunlight, the sting of loss, or the beauty of music, is not incidental but central to why life matters. Phenomenal consciousness is, in his view, the very arena in which value arises. By making experiences intensely personal and meaningful, the ipsundrum turns existence into something worth living.
For this reason, Soul Dust is not only a scientific hypothesis about the evolution of consciousness but also a meditation on the significance of inner experience. Humphrey ultimately invites readers to see consciousness as the most precious outcome of evolution: the feature that gives depth, meaning, and importance to every moment of our lives.
ENTREVISTA || Manuel Sans Segarra é médico, especialista em cirurgia geral, com um foco particular em cirurgia oncológica. Garante que existe vida depois da morte e que tem provas científicas disso mesmo, que relata no seu novo livro e resume numa conversa com a CNN Portugal
NOTA: A TVI vai transmitir no Jornal Nacional da próxima terça, quarta e quinta-feira uma entrevista intitulada “A vida depois da morte” com o médico Manuel Sans Segarra
Manuel Sans Segarra acredita que um dia todos seremos capazes de entrar em contacto com a nossa supraconsciência. Nessa altura, todos teremos a capacidade de sermos bons e “a Terra será o Céu”. “Não haverá maldade nem desigualdades”, assegura.
Veio a Portugal apresentar o novo livro “A Supraconsciência Existe – Vida depois da Vida”, onde relata casos de pacientes que viveram experiências de quase morte e entraram em contacto com a supraconsciência e com a vida que existe para além da morte… ou desta vida.
Criado no cristianismo, desligou-se da religião, mas ficaram os valores que os pais lhe “inculcaram” e pelo quais lhe é “grato”: “bondade, empatia, ajudar as pessoas, não roubar, ser uma boa pessoa”. O que abandonou, explica, foram os “dogmas”. E explica que entrar em contacto com a supraconsciência é “encontrar Deus dentro de cada um de nós”.
Como se pode provar cientificamente que existe vida depois da morte? Parecem duas coisas antagónicas: a ciência e essa dimensão espiritual…
Esta tem sido precisamente a minha investigação desde que comecei a estudar as experiências de quase morte. Procurar uma justificação científica e objetiva, sem contar de todo com aspetos religiosos ou com aspetos metafísicos. Ou seja, com o método científico cartesiano e newtoniano, que é o método que estuda o mundo macroscópico, o mundo objetivo e o mundo real. Esse era o meu objetivo, demonstrar que existe vida após a morte física, mas com métodos científicos.
Ao estudá-lo, deparei-me com várias manifestações da nossa identidade autêntica. Aquilo a que chamo de supraconsciência. O que nos permite estudá-la melhor são as experiências de quase morte, porque são muito bem definidas, são longas, o doente relata o que viveu, ou seja, há uma série de fatores que favorecem o seu estudo objetivamente.
Insuportável esta utilização da IA para nos mostrar um mundo que não existe. Tudo pode ser falso, da foto ao vídeo à notícia. Como distinguir o verdadeiro do falso no tempo em que o falso venceu porque seduziu, porque enganou, porque ultrajou, porque inflenciou jovens e menos jovens, a brincar, a brincar, que giro, que bonito, tenho de comprar, tenho de lá ir, tenho de experimentar, nem custa nada, é tão fácil, tão barato.
Sabemos lá o que se passa nas horríveis guerras mais perto ou mais longe. Os contendores afadigam-se a construir imagens de vitória ou de derrota que seguimos, em que acreditamos, com que sofremos.
A IA reproduz no fundo a IH, no fingimento que usamos do princípio ao fim dos dias.
Estou velha, estou cansada de mistificação, farta de mistificadores.
Medida acontece depois de uma conversa telefónica de Trump com o Presidente russo, Vladimir Putin !!!
Os Estados Unidos autorizaram temporariamente a venda de petróleo russo armazenado em navios, devido à subida dos preços desde o início da guerra no Irão, anunciou na quinta-feira o Departamento do Tesouro norte-americano.
O departamento emitiu uma licença que autoriza a venda, até 11 de abril, de petróleo bruto e derivados russos carregados em navios antes das 00h01 do dia 12 de março (quinta-feira).
No inicio da semana, o Presidente norte-americano, Donald Trump, tinha anunciado que ia suspender algumas sanções sobre o petróleo “para baixar os preços”, depois de uma conversa telefónica com o Presidente russo, Vladimir Putin.
E se houvesse eleições legislativas por estes dias? Uma sondagem do ICS e do ISCTE para a SIC e o Expresso revela um empate nas intenções de voto entre AD e PS. Com o Chega a ficar em terceiro lugar, para lá da margem de erro.
A coligação que suporta o Governo obtém 25% e o PS está logo atrás, com 24%. O Chega fica pelos 21%, menos quatro pontos percentuais. Todos os restantes partidos ficam a larguíssima distância, numa altura em que 9% se confessam indecisos e 8% garantem não ter intenção de votar.
Se retirarmos os abstencionistas e distribuirmos os indecisos, AD e PS têm ambos 29%. O Chega fica com 25%. Iniciativa Liberal alcança 5% e CDU 4%. Os restantes partidos têm uma expressão residual.
É a confirmação do Parlamento tripartido saído das legislativas de 2025, quando a coligação PSD/CDS obteve 31% e o PS e o CHEGA ficaram praticamente empatados, com quase 23%. Revela ainda a recuperação do PS, que passa dos 22 para os 29% e alguma estagnação do Chega, que não vai além dos 25%.
A forma ampla e cuidada como abordou as questões da habitação, da saúde, da segurança, da sustentabilidade, da água e da energia, da educação, das pensões, da natalidade e da coesão, escreveram um quadro exato, até cru, da realidade que vivemos
O Presidente eleito pelos portugueses não precisa de provar nada a ninguém, não está na banca de exames onde um conjunto de lentes insuportáveis concede o direito à entrada nos céus. Numa democracia, o voto do povo é o que valida as condições exigidas para o cargo, é o que releva para o exercício de um mandato.
Confesso que António José Seguro me tem surpreendido no último ano. Todas as caricaturas que se tinham construído à volta da sua pessoa caíram, todas as manifestações de desprezo se revelaram motor de força e de carácter. Seguro é um Presidente diferente de todos os Seguros que tínhamos conhecido até 2014, confirmou-se na sua competência política, na sua visão do mundo e na sua leitura sobre os desafios que se colocam a Portugal.
O seu discurso de tomada de posse constituiu-se na assinatura do mandato e revelou-se em cinco causas que vão nortear a sua magistratura. Um Presidente, por ser o único órgão de soberania sem tutelas, deve ser o mais claro que lhe for possível, o mais simples que permita fazer chegar a menagens as todas as portuguesas e a todos os portugueses.
Era um amigo sincero que nunca esquecerei. Um dia disse-me: “Não me peça nada porque eu não sei como lhe dizer não.” Nunca lhe pedi um favor, apenas palavras que muitos desejavam ouvir. A sua generosidade foi sempre uma marca e um sinal da sua personalidade fantástica.
Desde o momento em que, no ano de 1979, foram publicados os dois primeiros romances, Memória de Elefante e Os Cus de Judas houve um percurso notável. E recordo o momento em que o li pela primeira vez: “O Hospital em que trabalhava era o mesmo a que muitas vezes na infância acompanhara o pai: antigo convento de relógio de junta de freguesia na fachada, pátio de plátanos oxidados, doentes de uniforme vagabundeando ao acaso tontos de calmantes, o sorriso gordo do porteiro a arrebitar os beiços para cima como se fosse voar…”
De que nos falou? De pessoas comuns. Nesse ano, era Portugal que se adaptava às novas circunstâncias. E era o que interessava ao escritor, a partir de fragmentos da vida inesperados. E lembro o trabalho de Maria da Piedade Ferreira no diálogo de um escritor difícil com os seus leitores, que dizia não dever fazer eletrocardiogramas, mas sim escalas de Richter, porque “me parece que em lugar de coração tenho um sismógrafo cuja agulha assinala o menor estremeço interior ou exterior com uma amplitude imensa: basta-me viver, para a agulha não parar, e que cordilheiras de tinta os meus dias…”.
No Colóquio da Gulbenkian de 2019 disse: “Apenas me preocupa atingir o coração do coração e iluminar tudo.” É este o desafio perante o qual temos de nos haver. Os grandes amigos Ernesto Melo Antunes e José Cardoso Pires demonstraram, em memória e espírito, como as razões do coração constituem matéria-prima inesgotável. E Eduardo Lourenço: “Sob a inevitável complexidade artesanal da sua arquitetura, tudo atravessado por um humor subterrâneo, uma discreta ironia sulfúrica e uma espécie de inocência sábia, (…) de criança antiga, dona de um dedinho certeiro.”
Sim, o António também se preocupava com “uma máquina de entender o mundo, através do homem, infinitamente simples.” Havia o coração do coração, o antecipar o face a face, e o tentar começar a ver distintamente. “O que seria de mim (diz o escritor) se não escrevesse, povoado pelos meus cães negros? Agora, e até começar o livro, não cessam de rondar-me: sinto-lhes a respiração, o cheiro, a baba. Sinto-os roçarem-me. Vejo-lhes as órbitas amarelas, os dentes…”. Mas eis que é a vida que irrompe. É essa a grandeza da Arte: o Verbo torna-se Carne, que por sua vez torna a ser Verbo. Pode desejar-se atividade mais nobre?” Nada para. Os grandes romances, como a grande poesia, exigem que se releiam no maravilhamento da descoberta – “a todo o passo damos com pormenores que nos haviam passado despercebidos, em cada página nos emocionamos”.
Bernard-Henri Lévy encontrou aí a reinvenção do tempo, o diálogo interior e a polifonia, como pontos essenciais da sua originalidade. O tempo, o mundo e o mal; a consideração da guerra como bomba atómica moral; mas também o domínio da escrita e da comunicação: a música, a pontuação – eis os elementos que colocam o escritor na galáxia dos maiores, daqueles que revelam capacidade de ir ao encontro da voz do leitor… Regressado da guerra, sabia de feridos, de tiros e explosões, de minas, de prisioneiros, de crianças mortas, mas ainda tinha sido poupado ao conhecimento do inferno. Assim pôde entender o género humano, a coragem e a tibieza, o fundo bom e as baixezas… O António acreditou nas pessoas, por ter tido a possibilidade de conhecer o inominável… Aqui tudo começa e continua. E, afinal “basta um sorriso para ressuscitar o universo”…
Sem eleições à vista nos próximos tempos, e depois de um ciclo político com várias idas às urnas, uma nova sondagem revelada esta segunda-feira pelo Diário de Notícias reflete o atual tripartidarismo no panorama político português. No barómetro da Aximage para o jornal, há um empate técnico entre PS, AD e Chega.
No entanto, o partido liderado por José Luís Carneiro surge (por pouco) em primeiro, com 27% das intenções de voto (em outubro tinha 23,8% na mesma sondagem), seguido da AD (que cai de 32,4% para 26,6%) e do Chega (sobe de 21,9% para 25,8%) — estão todos dentro da distância de 4,2% da margem de erro.
O resultado das 551 entrevistas realizadas depois das eleições presidenciais (ente 2 e 3 de março), resulta da distribuição dos 6,9% de indecisos. Sem eles, a AD mantém-se à frente (com 25,4%), seguida do PS (25%) e do Chega (23,5%). O erro máximo do estudo, para um intervalo de confiança de 95%, é de 4,2%.
Olhando para os segmentos do eleitorado, o PS tem intenções de voto semelhantes em várias zonas do País, mas a AD tem um apoio bastante reduzido na Área Metropolitana de Lisboa (19,3%), ao contrário do Chega, que lidera com 33,9% na capital, mas baixa consideravelmente na Área Metropolitana do Porto (15,8%).
Os 38,9% de intenções de voto entre os mais velhos (com 65 ou mais anos) e os 39,3% nos mais ricos (Classe A/B) ajudam, significativamente, o PS a conseguir o primeiro lugar nesta sondagem do Diário de Notícias. A AD lidera nos mais jovens (dos 18 aos 34), com 25,5% e na Classe C1, com 30,6%. O Chega lidera entre em duas faixas etárias — dos 35 aos 49 soma mais de 30% e mais de 33% entre os 50 e 64 — e nos mais pobres — 28,1% na Classe C2 e 34,2% na Classe D.
Entre os partidos menos representados destaca-se o tombo do Bloco de Esquerda, agora liderado por José Manuel Pureza (que está em último com menos de 1%). A tendência de queda à esquerda do PS estende-se a todos os outros partidos. O PAN tem 1,3%, a CDU 2,7% e o Livre 4,2%.
Longe dos três primeiros, mas melhor que os partidos de esquerda está, segundo esta sondagem, a Iniciativa Liberal, que sobe de 5,9% para 7,4% — com ajuda dos 13,11% de intenções de voto entre os mais jovens. André Ventura é o líder da oposição e Luís Neves foi bem escolhido (menos para os eleitores do Chega).
A dinâmica que tem impulsionado a mudança e transição do sistema mundial é marcada em larga medida pela vertiginosa ascensão económica chinesa. Mais do que a dimensão militar, política ou ideológica, a afirmação internacional da China nas últimas décadas tem como centro e força motriz a economia.
Apolítica reaccionária de confrontação estratégica imposta por Washington, tendo como objectivo central a China, é uma realidade definidora do actual quadro mundial, inseparável do aumento exponencial da tensão internacional.
Neste tempo conturbado não existe acção dos EUA com relevância internacional que possa estar de alguma forma desligada da agenda multidimensional de contenção e confrontação da China – nos planos comercial, industrial/tecnológico, financeiro e militar, impactando na política e economia mundiais. A pérfida guerra de agressão lançada pelos EUA e Israel contra o Irão no último dia de Fevereiro encaixa-se, sem dúvida, nesta perspectiva fundamental. O desfecho do embate sistémico com a China determinará em grande medida o destino do mundo no século XXI.
A urgência da ofensiva contra Pequim resulta da aguda percepção em Washington do fracasso da famigerada política de «evolução pacífica». Décadas de «liberalização» comercial e económica da China e a adesão à OMC, em 2001, no âmbito da política de Reforma e Abertura, iniciada no final dos anos 70, não conduziram, como esperado nos círculos imperialistas, à quebra do sistema socialista e do poder do Partido Comunista da China (PCC). A China emergiu como o mais temível adversário estratégico desde os tempos da URSS, havendo um consenso fundamental bipartidário nos EUA de que representa a mais formidável ameaça global à manutenção da sua hegemonia. Os apologetas do sistema dominante chegaram a expressar a sua perplexidade com o desenvolvimento indesejável da China, apelidando-a de «ascensão furtiva». A recalibragem da relação com a China, iniciada com o «pivot para a Ásia» de Obama, atinge com o início da guerra comercial e aplicação sistemática de sanções de perfil tecnológico, no primeiro mandato de Trump e, depois, com Biden, um novo estádio de confrontação com vastas repercussões no agravamento da instabilidade e turbulência internacionais. Esta espiral aproxima-se, no regresso de Trump à Casa Branca, de um nível crítico, no limite, passível de causar danos sérios à China com consequências imprevisíveis para a ordem interna e a economia e paz mundiais.
Seleção de frases de António José Seguro, Presidente da República eleito, sobre a forma como entende os poderes presidenciais.
“Precisamos de uma Justiça a tempo e horas, precisamos de uma Justiça que faça justiça e precisamos também de uma justiça competente. Tivemos uma situação há dois anos, com um primeiro-ministro em funções [António Costa], que levou à demissão desse primeiro-ministro e penso que a Justiça já devia ter avançado mais em todo esse processo [Influencer] e tirar as conclusões.”
Seleção de frases de António José Seguro, Presidente da República eleito, sobre a forma como entende os poderes presidenciais.
“Precisamos de uma Justiça a tempo e horas, precisamos de uma Justiça que faça justiça e precisamos também de uma justiça competente. Tivemos uma situação há dois anos, com um primeiro-ministro em funções [António Costa], que levou à demissão desse primeiro-ministro e penso que a Justiça já devia ter avançado mais em todo esse processo [Influencer] e tirar as conclusões.”
Gonçalo M. Tavares ganhou um dos mais prestigiados prémios europeus da literatura. O Formentor de las Letras foi criado por iniciativa de Gaston Gallimard e Guido Einaudi, em 1961.
Beckett e Borges levaram a estatueta e incendiaram Madrid com os seus discursos, o que levou o ditador Franco à loucura e ao cancelamento. Só em 2011 se criaram as condições para voltar a distinguir escritores capazes de nos virar do avesso. Gonçalo acaba de se juntar a gigantes da dimensão de Javier Marias, Carlos Fuentes ou László Krasznahorkai.
Conheci-o há muitos anos. Ainda não editara qualquer livro, mas já andava pela rua distraído com o mundo de dentro. Queria fazer coisas, inventar palavras, decompor o alfabeto como se dissecasse um cadáver ou a própria existência.
Começou a escrever e a publicar livro atrás de livro, histórias atrás de histórias, uma biblioteca inteira com personagens que percorrem a condição humana, o pensamento e a literatura.
Gonçalo é o único português que pode voltar a conquistar o Nobel da Literatura. A sua escrita é uma chave de entendimento do mundo. Por vezes, difícil. Sempre pouco óbvia e nunca facilitadora da viagem do leitor a quem pede um compromisso total.
Neste tempo conturbado é um herege pois não desiste de pensar fora da linha do horizonte em que sobrevivemos.
Quando nele penso regresso sempre ao seu Jerusalém, onde uma mulher vê almas e um médico acredita que a pode salvar (e ao mundo) se descobrir o código secreto do sofrimento.
O júri considerou que a obra do escritor português, narra “a epopeia do extravio contemporâneo”. O prémio, um dos mais importantes da língua espanhola, tem o valor de 50 mil euros.
Foi por “desvendar as inesperadas implicações de uma humanidade assustada de si mesma” e “contar a epopeia do extravio contemporâneo” que o escritor Gonçalo M. Tavares recebeu, esta terça-feira, o Prémio Formentor de las Letras 2026, instituído pela Fundação Formentor com o valor pecuniário de 50 mil euros, o primeiro atribuído a um português.
O júri, constituído por Elide Pittarello, Gerald Martin, Sonia Hernández, Pilar del Río e Basilio Baltasar, declarou que “as imagens que atravessam a obra literária de Tavares, com uma engenharia filosófica que desmente as fatigadas convenções do romance, descartam o previsível e exortam noções inéditas“, notando que ele pertente a uma “genealogia literária dedicada a contar o reverso da realidade”.
“A sua obra acolhe personagens cuja extravagância pode atribuir-se às mais insólitas, estranhas e inesperadas dimensões da condição humana”, continua o júri, para quem “um dos méritos da obra de Tavares tem sido dar forma, presença e voz àquilo que a cultura preferiria omitir”.
Nascido em Luanda em 1970, o autor tem uma vintena de obras traduzidas para o castelhano e foi considerado “um génio” pelo escritor Enrique Vila-Matas. Outros grandes nomes da literatura também se pronunciaram sobre a sua produção, como é o caso de J.M. Coetzee, Don DeLillo e Olga Tokarczuk, que qualificou a obra de Gonçalo M. Tavares como “magistral e original”.
Mísseis nucleares do Reino Unido e da França devem perder a capacidade de superar os sistemas de defesa aérea da Rússia em no máximo dez anos, o que colocaria a Europa em risco diante de um eventual conflito. A previsão é do Royal United Services Institute (RUSI).
Conforme relatório divulgado pelo centro de pesquisa de defesa e segurança na última semana, o país liderado por Vladimir Putin está aprimorando suas tecnologias de guerra. Com os avanços, as duas principais potências nucleares europeias não conseguirão mais superar os sistemas russos.
Vulnerabilidade nuclear da Europa
Mesmo em destaque no continente, Reino Unido e França possuem um arsenal nuclear reduzido e formado, em sua maioria, por ogivas no mar. Com a Rússia reforçando a proteção do espaço aéreo, essas armas podem perder a capacidade de retaliação contra Moscou por volta de 2035.
Para ilustrar como isso aconteceria, a conceituada entidade britânica usou a interceptação dos mísseis iranianos por Israel e Estados Unidos em 2024;
Na ocasião, cerca de 90% dos projéteis disparados por Teerã não chegaram aos alvos, após serem derrubados;
Em cada um dos dois ataques, o Irã disparou 200 mísseis contra alvos israelenses;
De acordo com o RUSI, capacidade semelhante alcançada pela Rússia impediria que um ataque moderado do Reino Unido ou da França chegasse ao território russo.
Atualmente, a capacidade de atingir Moscou “sustenta a credibilidade da dissuasão independente da Europa”, como destaca o autor da pesquisa, Sidharth Kaushal. No entanto, isso vem sendo cada vez mais testado, em meio às preocupações dos EUA com a China.
É válido lembrar que as forças nucleares francesas possuem independência em relação a Washington e à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Já as britânicas dependem das tecnologias fornecidas pela Casa Branca, embora sejam formalmente independentes.
Dúvidas sobre o apoio americano
As discussões sobre a formação de uma nova rede nuclear europeia se intensificaram com o fim do Tratado START entre EUA e Rússia. O acordo assinado em 2010 trazia limites quanto ao desenvolvimento de arsenais, mas expirou no mês passado.
França, Alemanha e Suécia sãos os países mais envolvidos na iniciativa, enquanto o Reino Unido se mostra cauteloso. Como destaca o Politico, o grupo também reforça a necessidade de cooperação diante de dúvidas a respeito do apoio de Washington se necessário repelir um ataque russo.
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Depois de umas férias forçadas, informamos que finalmente temos o portátil reparado, tendo conseguido reaver todos os conteúdos. Situação deveras complicada.
I O mais livro vendido do premiado escritor Lourenço Cazarré, AfabulosamortedoprofessordePortuguês (Belo Horizonte, Editora Yellowfante, 2026), chega agora a sua terceira edição, com ilustrações do artista gráfico Negreiros. Trata-se de um admirável exemplo de como se pode fazer literatura juvenil, sem deixar de agradar ao leitor experiente e exigente. Escrito inicialmente como conto policial para uma coletânea destinada a adultos que não saiu à luz, a novela foi remodelada com o olhar voltado especialmente para a garotada, como explicou o próprio autor.
Tradução de um artigo publicado em Itália por um dos seus Generais, no caso um ex-Chefe do Estado-Maior do Comando Sul da Europa da OTAN e Comandante da Missão Internacional no Kosovo, KFOR.
Curiosamente, este artigo de mais um General italiano permite-me agora concluir que afinal não só em Portugal existem Generais “putinistas” ex-OTAN. Já foi confirmada a existência de personagens semelhantes na Espanha, França, Alemanha e Itália.( Raul Luís Cunha )
“É FÁCIL DIZER PAZ | FABIO MINI – 27/11/2025
Os planos são assuntos sérios; são a articulação de estratégias e políticas. O alegado plano de 28 pontos de Trump para a Ucrânia e o plano de 18 pontos dos europeus não são planos. Embora sejam atribuídos à mente maléfica de Putin, à mente gananciosa de Trump e a génios europeus, são meramente os produtos desajeitados, ingénuos e malfeitos da visão de algum burocrata americano ou europeu sobre algo sério: a lista de quatro ou cinco prioridades e condições que Trump e Putin acordaram no Alasca, verbalmente, mas devidamente registadas, anotadas em taquigrafia e redigidas em acta. Uma lista do que Putin sempre declarou publicamente e que Trump parecia ter compreendido. Os pontos que o próprio Putin delineou aos líderes dos países amigos da Rússia, que, entretanto, durante a guerra, aumentaram em número.
– escreve Pierre Lellouche, ex-secretário de Estado francês para Assuntos Europeus e ex-presidente da Assembleia Parlamentar da OTAN, em entrevista ao Le Figaro.
Contos marcados pela melancolia Novo livro de Lourenço Cazarré reúne trabalhos publicados entre 1984 e 2022
I Forjado no dia a dia do jornalismo, em estilo direto, permeado por imagens poéticas e, às vezes, bem-humoradas, embora um tanto niilistas, mas quase sempre marcadas pela melancolia, o livro Contospelotenses (Florianópolis, Editora Insular, 2025), do gaúcho Lourenço Cazarré (1953), nascido em Pelotas, reúne 16 trabalhos publicados em obras anteriores do autor, entre 1984 e 2022. Para o crítico e ensaísta André Seffrin, igualmente gaúcho, mas de Júlio de Castilhos, a obra reúne “histórias de solidão, melancolia, medo, morte; de perseguições e cercos, de encontros e desencontros, de desesperos e crimes de paixão, crimes bárbaros e demais encrencas da humana liça. E nelas o suspense campeia sob o teto de uma áspera poesia”, diz no prefácio.
EUA, CIA e o 25 de Novembro 1975 Este texto é baseado apenas em documentos desclassificados e revelam programas clandestinos de apoio a forças anti-comunistas na instablidade após o golpe de Estado de 25 de Abril de 1974.
Os Estados Unidos prepararam um programa de apoio militar clandestino a sectores anti-comunistas do exército e outras forças em Portugal quando se falava na possibilidade de uma guerra civil em 1975, na sequência do golpe de Estado de 25 de Abril de 1974, revelam documentos tornados públicos pelo Departamento de Estado americano.
Transcrições de reuniões, memorandos e propostas de acção ao mais alto nível do Governo americano tornam claro que o major Melo Antunes, um dos dirigentes da facção moderada das Forças Armadas portuguesas conhecida então por “Grupo dos Nove”, estava ciente do plano, tendo estabelecido um canal de comunicação “privado” com os Estados Unidos pouco antes de 25 de Novembro de 1975, data em que acções armadas eliminaram forças de esquerda ou ligadas ao Partido Comunista.
Elle avait un QI de 228, le plus haut jamais enregistré officiellement selon le Guinness World Records — plus qu’Einstein, plus que Hawking, plus que n’importe qui.
Elle s’appelait Marilyn vos Savant — un nom qui semblait déjà annoncer son destin.
À 10 ans, elle avait déjàlu les 24 volumes de l’Encyclopædia Britannica.
Et pas seulement lus — elle les avait compris et mémorisés.
On imagine souvent les génies suivant le même chemin : grandes universités, laboratoires, recherche scientifique.
A China alcançou um novo marco em megaengenharia ao concluir, em apenas 110 dias, o túnel submarino de maior diâmetro do mundo. Integrado ao corredor Shenzhen–Zhongshan, o túnel tem 17 metros de diâmetro e atravessa o Delta do Rio das Pérolas, ligando cidades-chave da Região da Grande Baía Guangdong–Hong Kong–Macau. A rede ponte-túnel, orçada em US$ 20 bilhões, foi inaugurada em junho de 2024 e reduziu o tempo de viagem entre Shenzhen e Zhongshan de duas horas para apenas 30 minutos.
Construído com a colossal tuneladora “Shanhe”, o trajeto oferece oito faixas, sistemas de monitoramento inteligente e o sistema de navegação Beidou para gestão de segurança em tempo real.
Engenheiros instalaram com precisão mais de 500 anéis de segmentos, formando uma estrutura estanque e resistente a terremotos, capaz de suportar pressões extremas sob o mar.
Num país em que, todos os dias, crescem a vozearia e a violência fascistas, bem como a perseguição e o silenciamento dos valores e das pessoas democratas, e num mundo em que genocídios, como o de Gaza, podem ser impunemente cometidos e até elogiados, e em que o Nobel da Paz pode ser atribuído a uma militante defensora da guerra e da violência reaccionárias, e fervorosa apoiante das hordas neo-fascistas, exemplos justos e heróicos, como o de Ribeiro Santos, assassinado pela PIDE há 53 anos, são mais importantes e actuais do que nunca!
08/10/2025 | #jeffreysachs#trump#europeanunion | LIVE | Jeffrey Sachs Challenges Western Narrative On Ukraine War, Says Putin Not The Aggressor Renowned economist and geopolitical analyst Jeffrey Sachs has made a bold claim regarding the origins of the Ukraine war, arguing that the conflict did not begin in February 2022 with Russia’s full-scale invasion but rather in February 2014 following what he describes as a U.S.-backed coup in Kyiv.
Sachs asserts that NATO’s relentless expansion and Washington’s interference in Ukraine’s politics provoked Moscow into action, culminating in the current war. He highlights the 2008 Bucharest Summit, where the U.S. pushed for Ukraine and Georgia’s NATO membership, despite Russia’s repeated warnings that such moves would be seen as a direct threat. Sachs also alleges that Victoria Nuland and other U.S. officials played a crucial role in the Maidan uprising, financially supporting protesters to remove Ukraine’s democratically elected government. His remarks challenge the mainstream narrative and raise critical questions about Western accountability in the conflict.
“Este era o momento em que se tinha de ter ganhos de eficiência na Administração Pública que permitissem não ter políticas pró-cíclicas quando a economia abrandar”, alerta o economista António Nogueira Leite em entrevista à CNN Portugal. E num cenário de Portugal vir a ter uma recessão, o economista admite “que não se esteja a fazer o suficiente”. Nogueira Leite diz ainda que os problemas estruturais do país não estão melhor hoje do que estavam há cinco anos ou há dez.
O Governo tem seguido uma política orçamental marcada pela redução de impostos e aumentos salariais em setores específicos da Administração Pública. Em simultâneo, temos entidades como o Banco de Portugal e o Conselho de Finanças Públicas a alertar para o perigo de regresso a défices ou do esgotamento da margem orçamental. Estamos a entrar num caminho perigoso?
São perspetivas diferentes sobre a mesma realidade, mas que são compatíveis. É preciso recordar que desde que se passou a ter as chamadas cativações como instrumento de política orçamental há muito mais margem de manobra na execução do Orçamento do Estado. E o atual Governo não abandonou a prática que se instaurou após 2015. Há nuances face ao passado, mas não há um corte radical da política orçamental. O Governo poderá estar a fazê-lo de forma diferente, mas é óbvio que o ministro das Finanças mantém uma grande margem de discricionariedade para fechar cada exercício. Isso permite ao ministro controlar tudo e permite-lhe saber exatamente o que está a ser feito. Provavelmente, o ministro das Finanças tem uma perspetiva de que tem mais margem de manobra do que antecipam aqueles que estão de fora.
E que permite fazer os tais brilharetes orçamentais…
Ainda há um pouco do fenómeno que se verificava muito com Mário Centeno e com os seus sucessores no Ministério das Finanças: acabavam por chegar aos objetivos e, muitas vezes, a meio do ano, quando parecia bastante improvável que tal viesse a acontecer.
Essa política tem consequências?
Sim, depois veem-se as consequências, com muito investimento, muita despesa que fazia sentido ser realizada a ser preterida para se chegar ao défice pretendido.
Os nossos problemas estruturais não estão melhor hoje do que estavam há cinco anos ou há dez anos.“
E é nessa despesa que se corta porque a restante é rígida, como a despesa com salários e pensões, por exemplo.
Sim, continuamos a ter uma componente muito grande de despesa recorrente, de despesa rígida. E se houve algo que este Governo fez no ano passado não foi diminuir, foi aumentar essa componente. Aliás, no ano passado houve um aumento nominal da despesa muito grande que tem muito a ver com salários, que são recorrentes. O que cria um desafio adicional para o futuro. E se os bónus das pensões, que foram extraordinários, fossem recorrentes, ainda mais pressão tínhamos. Teríamos mais uma fonte de preocupação para o futuro.
Ainda assim continua a haver otimismo para que as metas se cumpram?
Sim, por um lado, porque continua a haver bastante parcimónia em termos do investimento público com contribuição orçamental. Há muito investimento que está a ser feito, mas ao abrigo das doações do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e que não têm expressão nas contas públicas. Mas atenção, esse investimento vai acabar em 2026. Portanto, a grande questão é saber se depois disso vamos voltar aos recordes de não investimento público que existiram com Mário Centeno ou se vamos manter níveis aceitáveis de investimento.
Por outro lado, mesmo com a redução de algumas taxas de impostos, o que vemos é que, no conjunto, há um crescimento muito grande das receitas fiscais e que é maior que o crescimento da economia.
Após o PRR, a grande questão para António Nogueira Leite é saber se “vamos voltar aos recordes de não investimento público que existiram com Mário Centeno”, antigo ministro das Finanças, “ou se vamos manter níveis aceitáveis de investimento”. Miguel Lopes/Lusa
Um crescimento que resulta essencialmente do emprego.
Já conhecemos bem as perguntas deste tempo. O que explica a degradação da democracia e, sobretudo, como a inverter? Que resposta dar à ofensivas dos autoritarismos e da extrema-direita? Como combater os novos fatores de desigualdade e de desinformação potenciados pelas transformações tecnológicas?
O que fazer perante um sistema internacional em desagregação e uma crise ecológica sem precedentes? Pode o campo progressista convergir na ação, ser capaz de persuadir, e construir novas maiorias? Que futuro há para a liberdade?
O que falta é dar-lhes uma resposta com gente dentro, gente capaz de ser agente de mudança. A reflexão ociosa e a especulação analítica que procura apenas perceber “para onde as coisa vão” como se nós não tivéssemos poder para intervir no seu curso é desmobilizadora e, em última análise, derrotista.
E nós não estamos interessados em desmobilizar nem ser derrotados, por mais idealizada que seja a resistência. Não nos conformamos com sobreviver a tempos sombrios; queremos que as pessoas possam viver, e viver plenamente, em tempos belos e radiosos.
Para dar a volta a isto, é essencial a alegria que o otimismo traz, o ser-se parte de um movimento vitorioso sem o qual não há mobilização nem desejo de mudança.
Foi para isso que criámos e te damos a ti, que fazes parte desta caminhada, este progressistas.pt que entendemos como um espaço de debate livre, aberto, plural, para lá de fronteiras de partidos ou organizações. Porque não há progresso sem progressistas. Porque não há mudança sem ti.
Só para lembrar todos aqueles que teimam em dizer que os portugueses foram generosos ao dar a independência às nossas ex-colónias e com elas o fim do Império Português.
Eu detesto a mentira e tal como nos dias atuais, a futura história da Ucrânia será contada como um pequeno povo conseguiu fazer frente à gigante Rússia. Nunca se irá falar da NAT0, nunca se irá falar dos presidentes dos EUA, nunca se irá falar de 50 países contra a Rússia. A história será contada como mais uma vez os diabos russos atacaram um pobre povo.
Do debate entre os candidatos à Câmara de Lisboa, duas verdades ficaram evidentes. Primeiro: à exceção de João Ferreira, que até Carlos Moedas reconheceu e elogiou, nenhum dos outros candidatos demonstrou ter a visão, a preparação ou a capacidade de liderança que Lisboa precisa. Segundo: a esquerda continua a falhar ao não se unir em torno da candidatura que verdadeiramente tem condições de transformar a cidade.
João Ferreira traz consigo 12 anos de experiência como vereador, conhece profundamente os dossiers da Câmara e já provou, na prática, que tem soluções para os problemas da cidade. Mais do que estruturas partidárias ou jogos políticos, nas eleições autárquicas o que conta são as pessoas. E a pessoa mais preparada, mais conhecedora e mais comprometida com Lisboa é, sem dúvida, João Ferreira.
A decisão do Livre sobre eleições presidenciais não está tomada, o partido ainda vai ouvir os militantes com um referendo interno, mas a esperança de uma candidatura que una a esquerda continua viva. Até para evitar, como diria Rui Tavares durante a tarde em entrevista ao Observador, que a esquerda continue “a ser uma máquina de perder presidenciais”. Durante o XVI Congresso do Livre, dedicado quase exclusivamente a autárquicas, houve quem arriscasse três nomes capazes de preencher esse espaço político: Alexandra Lucas Coelho, Rui Vieira Nery e Maria José Morgado.
As sugestões foram feitas por Fernando Lino, candidato à Câmara Municipal de Peniche e o único que subiu ao palco para falar sobre a corrida a Belém. Mais do que nomes, fez um aviso ao partido: “São os tipos de candidato que devemos ir lá bater à porta, não podemos estar à espera do D. Sebastião.” Aos olhos desde candidato a autarca, é preciso ter em conta que “todos os partidos convidam pessoas” e, por isso, também o Livre deve fazê-lo, recusando-se a que o partido esteja “quatro meses a ver o que se vai passar sem ter uma palavra a dizer”.
Quer surpreender e envolver o seu público com um romance brasileiro único? Conheça Maria Firmina e a Ameaça Subterrânea, de Rafael Santos Ribeiro, uma narrativa que combina fantasia, mistério e crítica social na São Luís do século XIX.
A Rússia e a China condenam qualquer tentativa de distorcer a história da Segunda Guerra Mundial, de heroizar os nazistas, os militaristas e seus lacaios, punidores e assassinos, de denegrir os guerreiros libertadores. Isto foi afirmado por Vladimir Putin em uma entrevista que deu à Agência Xinhua na véspera de sua visita à China.
Outras declarações do Presidente da Federação Russa:
“Os resultados da guerra consagrados na carta da ONU e em outros documentos internacionais são inabaláveis e sua revisão é inadmissível. Esta é a nossa posição inabalável com os nossos amigos chineses”.;
A Rússia nunca esquecerá a heróica resistência da China, que se tornou um dos fatores decisivos que impediram o Japão de atacar a União Soviética em 1941-1942;
Obra do professor Flávio R. Kothe ressurge em nova e ampliada versão, com alteraçõese adendos
I Até o século XIX, a arte sempre serviu para mostrar como a classe dominante exercia o seu domínio sobre escravos, servos e trabalhadores, incluindo aqui os povos originários que viviam nas terras que seriam colonizadas por invasores europeus. E o herói viveu seu papel em diferentes momentos históricos, mostrando a contradição das forças sociais. É o que expõe o professor Flávio R. Kothe em OHerói (São Paulo, Editora Cajuína, 2022), obra escrita há mais de 40 anos, mas que recebeu nova versão, ampliada, com alterações e adendos, na qual mostra que os heróis clássicos são todos da classe alta, tanto o herói épico como o trágico.
Na sequência da decisão de Sampaio da Nóvoa de não ser candidato à Presidência da República, a eurodeputada bloquista insiste que é preciso “uma esquerda dialogante e capaz de propor um novo caminho para Portugal”.
Num comentário à decisão de Sampaio da Nóvoa de não se candidatar à Presidência da República, Catarina Martins destacou nas suas redes sociais que esta poderia ter sido “uma candidatura importante”, mas acrescenta que respeita os seus argumentos.
Urban crime is a longstanding obsession for Donald Trump. Inaugural addresses are normally devoted to uplift and hope; his first inaugural was about “American carnage,” the wave of violent crime he claimed was destroying our cities. Last week he seized control of the DC police and sent in the National Guard to deal with what he claimed was out-of-control crime.
But what do the data say? I’ve come to rely heavily on Jeff Asher, whose Substack is an invaluable source of analysis and whose Real Time Crime Index lets us track recent developments in many cities. Jeff wrote presciently about DC just before Trump moved in.
So this week I talked with Jeff about crime trends and his views on the recent apparent plunge. Transcript follows:
The recent Council for Inclusive Capitalism meeting, co-hosted by Christine Lagarde and Mathias Cormann, made clear we are living in a “New Reality” shaped by new technologies, trade relations and regulatory shifts. I am so grateful to this gathering of investors, policymakers and private sector leaders for confronting the pressing question of our time: amid all this uncertainty, how can we navigate change in a way that’s positive for the world?
Global populations are sending a clear signal that they desire a system that fosters lasting economic growth and fairness. Now more than ever, we need values-based leadership, streamlined regulation, and structural reforms that expand opportunity. The meeting provided valuable direction to shape our work in areas like expanding the ownership economy and harnessing AI for societal benefit.
Encouragingly, there is growing evidence that inclusive practices and long-term thinking deliver results. Research from JUST Capital shows that companies prioritizing workers, customers, and communities have outperformed their benchmarks by more than 10%. Doing right by stakeholders isn’t just principled—it’s profitable. We are also seeing greater momentum behind efforts to scale strategies that enable everyone—especially low-income workers—to build wealth through worker ownership. These models can thrive in all economies—including emerging markets, as the Predistribution Initiative’s new playbook for Sub-Saharan Africa shows.
I invite you to reflect on how the insights and examples that follow might inform your own leadership—and how, together, we can help ensure this new era of capitalism is defined by dignity, fairness, and long-term value. As Madame Lagarde first said at the Conference on Inclusive Capitalism, “By making capitalism more inclusive, we make capitalism more effective … and more sustainable.”
Ler Bento de Espinosa,Judeu holandês de origem portuguesa, é compreender quem somos! (vcs)
Aos 44 anos, deitado numa cama com gripe, Bento de Espinosa – que desde cedo viveu uma vida difícil e de livre pensamento – recebe uma misteriosa visita. Três horas depois, foi encontrado sozinho e sem vida. O dinheiro destinado ao médico desapareceu, assim como uma faca com cabo de prata. Era domingo, 21 de fevereiro do ano 1677.
Prematura, suspeita e nunca totalmente explicada, a morte de Espinosa é o tema do romance de estreia de Jean-François Bensahel, Quem Matou Espinosa?– um entusiasmante thriller filosófico que chega às livrarias nacionais a 7 de agosto, com tradução de Antonio Sabler.
De olhar acutilante – como um gato – Espinosa escreveu Ética, uma obra revolucionária na história da filosofia, e o famoso Tratado Teológico-Político, tornando-se um dos pensadores mais populares desde o século xviii.
Judeu holandês de origem portuguesa (a sua família viveu na Vidigueira antes de fugir para França e, depois, para Amesterdão), conquistou também inimigos ao longo da vida pela sua visão demasiado arrojada. E se a sua morte não tivesse sido causada pela sua saúde frágil – mas tivesse sido assassinado? Quem é a pessoa que o visitou no dia em que morreu? Que cartas e manuscritos não publicados desapareceram da sua secretária? Quem beneficia com um crime desta natureza? Católicos, protestantes, judeus, adversários filosóficos, franceses, holandeses. Todos são suspeitos.
Quem Matou Espinosa?, de Jean-François Bensahel, reconstitui a obra e vida de Espinosa e lança o debate sobre a morte de um homem cujo pensamento ameaçava os fundamentos das sociedades europeias de então.
Nota de imprensa disponível aqui. Capa do livro nesta ligação.
Seixal, 20 jul (Lusa) – O secretário-geral do PCP criticou hoje as prioridades do Governo quando problemas como os da saúde se agravam e disse que pediu uma audiência ao Presidente da República para falar sobre o país “preso por arames”.
“Acabámos de ter o debate do Estado da Nação há poucos dias e ficou muito claro qual é o estado em que estamos, de um país preso por arames (…) Nesse quadro entendemos que tinha interesse um encontro com o senhor Presidente sobre a situação geral do país”, afirmou Paulo Raimundo aos jornalistas à margem de uma iniciativa da Juventude Comunista Portuguesa na Amora (município do Seixal).
Questionado sobre se abordará a lei dos estrangeiros, Raimundo disse que esse será um tema em conjunto com outros, destacando a saúde e recordando as urgências fechadas.
The Brain as a Predictive Machine | The Experience Machine, by Andy Clark, challenges the common belief that our minds passively take in sensory information from the world to construct our perception of reality. Instead, Clark proposes that the brain is constantly generating predictions about what it expects to encounter, based on prior knowledge, experiences, and internal models, and that sensory input primarily serves to refine these predictions. Discrepancies between predictions and actual sensory data generate prediction errors, which the brain uses to update and improve its internal models.
O Presidente russo, Vladimir Putin, exigiu a criação de um Plano de Defesa do Estado até 2036 que aproveite a experiência de guerra na Ucrânia e as tendências do desenvolvimento global do armamento para o futuro.
“A nossa tarefa hoje é desenvolver um novo programa a longo prazo para toda a gama de sistemas de armas, incluindo os mais avançados, aproveitando ao máximo a experiência de operações militares especiais, diversos conflitos regionais e as tendências globais no desenvolvimento de tecnologias militares”, sublinhou Putin.
O Presidente russo, que falava numa reunião dedicada ao desenvolvimento do setor militar-industrial, elogiou o facto de, entre 2008 e 2010, terem sido tomadas medidas para impulsionar o desenvolvimento do armamento russo, o que permitiu à Rússia atingir o seu nível atual.
Esta quinta-feira, durante conversações no Kremlin, os dois líderes apresentaram-se como defensores de uma nova ordem mundial que já não é dominada pelos Estados Unidos.
A China e a Rússia devem salvaguardar a equidade e a justiça internacionais e “ser verdadeiros amigos do aço que passaram por cem provas de fogo”, disse Xi a Putin.
Os dois países devem solidificar as bases da sua cooperação e “eliminar a interferência externa”, acrescentou Xi Jinping, cujo país está atualmente envolvido numa guerra tarifária lançada pelo presidente dos EUA, Donald Trump.
O presidente chinês descreveu as conversações como “amigáveis e frutuosas”. Já Vladimir Putin, que deu as boas-vindas ao “querido amigo” no Kremlin, afirmou que os diálogos foram “calorosos e substanciais” e que os laços entre a Rússia e a China são mais fortes do que nunca.
A Alemanha gosta de se imaginar como o coração racional da Europa, eficiente, legalista, alérgica ao extremismo. Mas, por detrás da fachada ordeira, esconde-se uma profunda negação. Em Berlim, podemos fazer explodir os nossos próprios oleodutos (ou deixar que os nossos “aliados” o façam), pagar o triplo pelo gás americano, desindustrializar a nossa economia e, ainda assim, convencermo-nos de que a culpa é da Rússia. Isto não é lógica. É neurose transformada em política. E agora essa mesma patologia está a gerar uma besta política que o establishment não consegue controlar, o AfD.
Para conter esta besta, a elite criou uma barreira auto-justificada: o Brandmauer, uma “barreira de proteção” contra a extrema-direita.Não se trata de um limite legal, nem de um mecanismo constitucional, mas de um acordo de cartel. Um pacto tácito entre a CDU, o SPD, os Verdes e o FDP: nunca fazer uma coligação com a AfD. É saudado nos media como uma salvaguarda da democracia, mas, na prática, é um instrumento de privação de direitos. Uma democracia em que um dos partidos mais populares é permanentemente excluído da governação não é uma democracia.
O major-general Carlos Branco acredita que “a mesa de negociações está muito distante e uma solução política entre a Rússia e a Ucrânia está longínqua”. “Não vejo nesta altura qualquer possibilidade de compromisso – nem de um lado nem do outro”.
“Podemos estar à beira de algo muito, muito importante para o mundo inteiro”, declarou Steve Witkoff numa entrevista à estação Fox News.
O enviado dos Estados Unidos encontrou-se na sexta-feira com Putin em São Petersburgo, pela terceira vez desde que Donald Trump regressou à Casa Branca, em janeiro deste ano.
A reunião durou mais de quatro horas e contou também com a presença de dois conselheiros próximos do presidente russo, Yuri Ushakov e Kirill Dmitriev. Segundo Witkoff, a conversa foi “convincente” e está a “emergir” um acordo de paz.
Nem Portugal nem a Europa têm vantagem em manter-se numa NATO ao serviço dos humores e interesses dos Estados Unidos.
NATO foi a resposta ocidental ao desastre da Conferência de Ialta (na Crimeia russa…), estavam os Aliados encaminhados para derrotar o III Reich. Perante um Roosevelt em estado de saúde terminal e um Churchill mal preparado, Estaline viu reconhecido o direito de abocanhar todos os territórios que, na sua contra-ofensiva até Berlim, a URSS conquistasse à Alemanha nazi.
Assim nasceu aquilo a que depois um despeitado Churchill chamaria a “Cortina de Ferro” — consumada com o bloqueio de Berlim pelos russos em 1948 e a tomada de poder comunista na Checoslováquia no ano seguinte. Para responder a essa ameaça soviética na Europa, a NATO nasceria, assim, em 4 de Abril de 1949, através do Tratado de Washington, uma aliança militar mútua de autodefesa tendo como princípio fundamental o do artigo 5º do Tratado, segundo o qual o ataque a um dos seus membros era um ataque a todos, obrigando à mobilização de todos.
04/01/2025 |Te has preguntado alguna vez si la muerte es realmente el final? En este video, exploramos las sorprendentes revelaciones de Albert Einstein sobre Dios y la realidad, desafiando nuestras creencias sobre la vida y la muerte.
Einstein, uno de los científicos más brillantes de la historia, dejó pistas sobre la naturaleza del universo y el sentido de la existencia que podrían cambiar tu perspectiva para siempre.
Acompáñanos mientras analizamos sus declaraciones más impactantes sobre la espiritualidad, la ciencia y lo que realmente sucede después de la muerte. ¡No te pierdas esta fascinante reflexión sobre la vida eterna y lo que Albert Einstein tenía que decir sobre Dios y la realidad que nos rodea!
🔍 Temas cubiertos en este video: La visión de Einstein sobre Dios y el universo. El concepto de muerte según la ciencia y la espiritualidad. Reflexiones sobre la realidad y la naturaleza de la existencia.
Just a quick update after Trump’s Rose Garden speech.
I guess it’s just possible that when we get details about the Trump tariffs they will be lower than what he just announced, but based on what he said, he’s gone full-on crazy. It’s not just that he appears to be imposing much higher tariffs than almost anyone expected. He’s also making false claims about our trading partners — not sure in this case whether they’re lies, because he may be truly ignorant — that will both enrage them and make it very hard to back down.
Hoje em dia, basta olhar à volta para perceber: telemóveis, tablets e computadores já fazem parte da nossa rotina como nunca antes fizeram. Há quem diga até que já somos autênticos ciborgues, usando os telemóveis como extensões de nós mesmos. Mas até que ponto esta hiperconexão está a afetar as nossas relações, a nossa autoestima e até a nossa segurança? É exatamente essa reflexão que a psicóloga clínica e especialista em ciberpsicologia Ivone Patrão propõe no seu novo livro, Ainda Vamos a Tempo!. A obra, com prefácio de Daniel Sampaio, chega às livrarias no próximo dia 30 de abril, com chancela da Contraponto.
O problema está à vista – e os números confirmam. O impacto do mundo virtual e das redes sociais na saúde mental tem sido amplamente discutido nos últimos anos.
Rodrigo de Sousa e Castro, subscritor do Documento dos Nove, foi um dos “vencedores” do 25 de novembro, tal como Vasco Lourenço, presidente da “Associação 25 de Abril”, organização que não vai estar presente na cerimónia que a Assembleia da República vai fazer no próximo dia 25.
Com a indiscutível autoridade que a sua posição em 1975 lhe concede, escreveu no Twitter esta síntese brilhante, que vale a pena ler :
“O VI governo, que vigorou antes (desde setembro de 1975) e após o 25 de novembro até ao I governo constitucional (julho de 1976), tinha elementos do PS, PPD/PSD e PCP e ainda militares e independentes.
A Constituinte manteve-se exactamente na mesma, antes e depois do 25N.
O Relatório Draghi constitui um documento de reflexão sobre a Europa de hoje e o futuro que se pretende para a Europa de amanhã.
Começa por um bom diagnóstico da situação de partida, concentrando-se, de seguida, no objectivo de redução do gap na inovação e no crescimento em relação aos EUA e à China, num Plano Conjunto para a Descarbonização e para a Competitividade, na indispensabilidade de se aumentar a segurança e reduzir dependências, na questão crucial do financiamento do investimento na Europa e no reforço da Governança Europeia.
In every state that has counted most of its votes, Trump has improved on his performance from 2020. He has flipped Georgia and Pennsylvania and needs only one more state to win.