A ETERNIDADE DAS ALMAS NA FILOSOFIA DE SPINOZA | L’ÉTERNITÉ DES ÂMES DANS LA PHILOSOPHIE DE SPINOZA | Victor Brochard

Original em francês no URL colocado no final do texto.

Os historiadores não concordam sobre o significado e o alcance que
deve ser atribuído à doutrina da eternidade das almas exposta no segundo
metade da quinta parte da Ética.
Que não seja sobre imortalidade
no sentido vulgar da palavra, é o que está expressamente atestado no próprio texto da Proposição XXI, onde a memória e a imaginação são consideradas
ligada à vida presente. Além disso, é indubitável que a existência da alma em
sua relação com a duração cessa com a do corpo. A eternidade da alma afirmada por Spinoza é atribuído apenas à essência e, ao longo desta última parte
da Ética, é apenas da essência oposta à existência que é pergunta.

Mas como devemos compreender esta eternidade da essência?

Pudermos à primeira vista, fique tentado a acreditar que se trata de uma eternidade completamente impessoal, mais ou menos análogo ao que Aristóteles atribui ao intelecto ativo que vem
iluminar a alma humana por um tempo sem deixar de pertencer à divindade, ou
novamente como a centelha do fogo divino que, segundo os estóicos, ilumina um instante
a alma humana e, na morte do corpo, reúne-se com o fogo universal. Também pode
ser tentado a acreditar que esta essência eterna, oposta à existência em
duração, é em última análise reduzida a uma pura possibilidade.

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