António Costa sugere um PRR permanente e reformas para tornar a UE num “grande edifício institucional” | in LUSA

O primeiro-ministro propôs esta sexta-feira reformas para tornar a União Europeia (UE) como um “grande edifício institucional”, onde todos participam usando “os espaços que desejam usar”, visando evitar bloqueios, e sugeriu um “Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) permanente” para enfrentar crises.

Em declarações aos jornalistas no final de uma cimeira europeia informal, realizada na cidade espanhola de Granada e focada em reformas institucionais para preparar a UE para desafios como o do alargamento e das migrações, o chefe de Governo indicou ter proposto aos seus homólogos a visão de uma União como “um grande edifício institucional”, no qual os países “só utilizam alguns dos espaços que desejam verdadeiramente usar”.

Certo é que, para “estruturar o futuro da União, todos têm de participar” no projeto europeu, acrescentou.

António Costa fez mesmo uma comparação: “como se fosse um centro comercial, com área comum”, mas também com áreas como restauração e de compras, às quais só vai, respetivamente, “quem quer comer” ou “quem quer comprar roupa”.

A ideia seria “evitar sucessivas questões de bloqueio”, como as desta sexta-feira, assinalou, aludindo à “contestação de dois Estados-membros sobre o parágrafo das migrações” na declaração final.

A pressão da Hungria e Polónia levou à retirada de um parágrafo sobre as migrações da declaração final do Conselho Europeu informal de Granada, por estes países contestarem as novas regras migratórias e defenderem uma votação por unanimidade.

Ainda no que toca à questão institucional e numa altura em que se discute a revisão da arquitetura orçamental da UE, António Costa propôs uma espécie de “PRR permanente”, numa alusão ao Plano de Recuperação e Resiliência pós-covid-19, para assegurar “financiamento para investimentos e reformas”, nomeadamente em situações de crise.

Por ser uma reunião informal, não haveria decisões a tomar.

Ainda assim, o primeiro-ministro português adiantou não ter sentido “nenhuma rejeição” à sua visão para o futuro da Europa.

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