CONSTANTINO E A ASCENSÃO DO CRISTIANISMO | In Estudos Históricos

Constantino foi um imperador romano que viveu entre os séculos III e IV d.C. Ele é considerado o primeiro imperador cristão, pois foi o responsável por legalizar e favorecer o cristianismo no Império Romano, que até então era dominado pelo paganismo e pela perseguição aos cristãos.

A conversão de Constantino ao cristianismo é um dos eventos mais importantes da história da igreja, pois marcou o início de uma nova era de expansão e influência da fé cristã na sociedade e na política. Segundo a tradição, Constantino se converteu após ter uma visão de uma cruz luminosa com as palavras “in hoc signo vinces” (por este sinal vencerás) antes da batalha da Ponte Mílvia, em 312 d.C., contra o seu rival Maxêncio. Nessa batalha, Constantino saiu vitorioso e se tornou o único governante do Império Romano do Ocidente.

No ano seguinte, em 313 d.C., Constantino publicou o chamado Édito de Milão, que concedeu liberdade religiosa a todos os cidadãos romanos, independentemente da sua crença. Esse decreto pôs fim às perseguições oficiais aos cristãos, que haviam sido intensificadas pelos imperadores anteriores, como Nero e Diocleciano. Além disso, Constantino devolveu os bens confiscados dos cristãos e concedeu privilégios e isenções fiscais ao clero e às igrejas.

Constantino também se envolveu diretamente nos assuntos internos da igreja, convocando e participando de concílios ecumênicos, como o de Niceia, em 325 d.C., que definiu a doutrina da Trindade e condenou a heresia do arianismo. Constantino também promoveu a construção de basílicas e monumentos cristãos, como a Basílica de São Pedro, no Vaticano, e o Arco de Constantino, em Roma. Ele também mudou a capital do império de Roma para Bizâncio, que ele rebatizou de Constantinopla, em sua homenagem. 

Constantinopla se tornou um centro de cultura e poder cristão, que perdurou por séculos após a queda do Império Romano do Ocidente.

A conversão de Constantino e a ascensão da igreja tiveram consequências positivas e negativas para o cristianismo. Por um lado, o cristianismo se beneficiou da proteção e do apoio do Estado, ganhando mais adeptos e prestígio. Por outro lado, o cristianismo se corrompeu com a mistura entre religião e política, sofrendo com as interferências e as divisões do poder imperial. Muitos historiadores e teólogos debatem até hoje se a conversão de Constantino foi sincera ou oportunista, e se ela representou uma vitória ou uma derrota para a igreja. O que é certo é que Constantino foi um personagem decisivo para a história do cristianismo e do mundo.

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