Pacheco Pereira: “Não temos um verdadeiro Governo”. E repete: “Nós não temos um verdadeiro Governo” | in CNN Portugal

“Não basta dizer que nós tínhamos esta proposta no nosso programa, quer para o Governo, quer para os partidos da oposição. Porque isso significa deixar margem zero para uma palavra que, para mim, é a chave nesta legislatura, que é compromisso.” 

Pacheco Pereira, comentador da CNN Portugal, considera que “era bom que houvesse mais responsabilidade na campanha [para as europeias], quer por parte da AD, quer por parte do PS”, uma vez que o novo Executivo “teve uma entrada complicada e difícil, não tem estado de graça” e não “vai conseguir cumprir as suas promessas”.

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Alcochete vs. Santarém: o erro Vasco da Gama, Daniel Deusdado, Jornalista | in DN

A década de 90 teve uma polémica forte: onde construir a terceira ponte sobre o Tejo. Dentro do Governo de Cavaco Silva as opiniões dividiam-se: os defensores da opção Sacavém-Montijo e o grupo Chelas-Barreiro. Sabemos qual venceu e é evidente o tremendo erro que representou. Era absolutamente imperioso descongestionar a Ponte 25 de Abril, onde estava a pressão vinda do Barreiro e Almada, e instalou-se a Vasco da Gama na outra extremidade – Montijo. Foi a vitória do imobiliário em território virgem em detrimento da economia e das pessoas que já viviam no coração da Margem Sul.

30 anos depois vamos cometer exatamente o mesmo erro. Ou seja, instalar uma obra pública de 10 mil milhões de euros (fora derrapagens) em Alcochete, Benavente e na Península de Setúbal, através de uma nova cidade aeroportuária, em vez de uma alternativa mais barata e com infraestruturas já existentes. Em simultâneo, perde-se a oportunidade de criar um concorrente ao atual operador monopolista dos aeroportos nacionais.

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“The Economist” : A ordem internacional do liberalismo está desmoronando lentamente, in Estadão

À primeira vista, a economia mundial parece ser de uma resiliência tranquilizadora. Os Estados Unidos cresceram mesmo com a escalada da guerra comercial com a China. A Alemanha resistiu à perda do fornecimento de gás russo sem sofrer um desastre econômico. A guerra no Oriente Médio não trouxe nenhum choque petrolífero. Os rebeldes Houthi, que disparam mísseis, mal afetaram o fluxo global de mercadorias. Em porcentagem do PIB mundial, o comércio se recuperou da pandemia e prevê-se que cresça de forma saudável este ano.

Mas, olhando mais profundamente, vemos a fragilidade. Durante anos, a ordem que governou a economia global desde a Segunda Guerra Mundial foi corroída. Hoje, está perto do colapso. Um número preocupante de fatores precipitantes poderá desencadear uma descida à anarquia, onde quem pode, manda, e a guerra é mais uma vez o recurso das grandes potências. Mesmo que nunca chegue a haver conflito, o efeito na economia de uma quebra das normas poderá ser rápido e brutal.

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