Biografia de Luís de Camões: 500 anos depois, a mais completa e rigorosa abordagem à vida do poeta

É um dos livros mais aguardados do ano. A Contraponto publica a 20 de junho, Fortuna, Caso, Tempo e Sorte – Biografia de Luís Vaz de Camões, de Isabel Rio Novo, uma das mais reconhecidas romancistas portuguesas da atualidade e autora da muito elogiada biografia de Agustina Bessa-Luís (Contraponto, 2019).

500 anos depois do nascimento de Camões, Isabel Rio Novo aventura-se a navegar pela vida do poeta e dá a conhecer o homem por detrás do mito. 

Fruto de um trabalho de cinco anos, que obrigou a autora a mergulhar a fundo em todas as biografias antigas e recentes, na pesquisa de fontes conhecidas e na reunião de informação que estava dispersa, bem como a fazer viagens a Goa e a Moçambique, Fortuna, Caso, Tempo e Sorte é um avanço decisivo no conhecimento do homem e do poeta. Reconstitui a época para reerguer o indivíduo, revelar aspetos escondidos durante séculos e restituir a história de uma personalidade extraordinária.

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A CONCEPÇÃO IMANENTE DE DEUS EM ESPINOSA | Pablo Joel Almeida – Filosofia (UEL) | Prof. Dr. Carlos Alberto Albertuni (Orientador)

RESUMO


O filósofo holandês Baruch de Espinosa parte do imanentismo e do
princípio da unidade substancial para chegar a uma concepção de Deus,
sendo que este então seria, por sua vez, também imanente e detentor do
título de única substância.
Desse modo, a intenção primordial de nossa
comunicação é analisar como se dá a relação entre estes conceitos, no
caso, imanentismo, Deus e substância, como se definem e se situam ao
longo da Ética de Espinosa.
Para isso, também analisaremos conceitos que
agregam conhecimentos básicos para nosso propósito, principalmente as
definições de atributo e modo, sendo estes partes fundamentais
constituintes da definição de substância e consequentemente, parte vital
para a realização de nossa intenção. Assim, através desse percurso, é
possível chegarmos à conclusão sobre a definição do Deus espinosista, ou
seja, de um Deus que é imanente e única substância existente, a partir da
qual todo o mundo existe e por ela é determinado a existir.

Palavras-Chave: substância; imanência; Deus

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IHU On-Line – Como pode ser compreendido o conceito de “Deus sive Natura”, que rendeu a BARUCH SPINOZA a reputação de panteísta?, por Marilena Chaui

Marilena Chaui- Na verdade, Spinoza não é um panteísta. O panteísmo afirma que tudo (pan) é deus (théos), mas não é isso o que diz Spinoza. O que ele demonstra é que tudo o que existe, existe em Deus e sem Deus nada pode ser nem ser concebido, e que Deus é causa eficiente imanente de todas as coisas.

Ora, essas demonstrações têm como fundamento o primeiro axioma da Ética, que enuncia que “tudo o que é, ou é em si e concebido por si ou é em outro e concebido por meio de outro”, evidenciando, assim, a diferença ontológica entre duas maneiras de ser.

Não nos esqueçamos também que na Parte I da Ética, Spinoza demonstra que no mesmo sentido em que se diz que Deus é causa de si deve-se dizer que Ele é causa de todas as coisas e, na Parte II, demonstra que a essência de Deus não pertence à essência das coisas singulares, e sim as constitui.

Haveria panteísmo se, na Parte I, Spinoza houvesse dito que Deus é todas as coisas singulares, mas ele demonstra que Deus é causa eficiente imanente de todas elas; e se ele tivesse demonstrado, na Parte II, que a essência de Deus pertence à essência de todas coisas singulares, mas ele demonstra exatamente o contrário, ao demonstrar que a essência de Deus não pertence às essências das coisas singulares justamente porque ela as causa, isto é, as constitui.

Spinoza parte de um conceito muito preciso, o de Substância, isto é, de um ser que existe em si e por si, que pode ser concebido em si e por si e sem o qual nada existe nem pode ser concebido.

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