CDU quer mais Estado e 1% do PIB para a habitação. História de Jornal Económico com Lusa, 3 Maio 2025.

O secretário-geral do PCP defendeu este sábado mais investimento na habitação, atingindo 1% do PIB nacional, e o reforço do Estado, questionando como estariam setores como a Saúde ou Educação se também fossem deixados nas mãos do mercado.

“Como estaria a Saúde se o Estado detivesse 2% da gestão? Em que estado estaria a Educação? A Segurança Social? Chegamos ao que chegamos porque o Estado tem apenas 2% do mercado da habitação”, diagnosticou Paulo Raimundo.

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Paulo Querido | Não, não temos Estado a mais. Temos o oposto: Estado a menos.

Da habitação à rede elétrica passando pela saúde, gestão florestal e enquadramento fiscal, os últimos 20 anos mostram a falta de Estado em Portugal. 

Não, não temos Estado a mais. Temos o oposto: Estado a menos.

Não regula o básico, deixando setores inteiros da atividade privada entregues aos players dominadores, sem proteção da esmagadora maioria das empresas.

Não exige o cumprimento das regras de segurança em setores essenciais para o dia a dia dos cidadãos.

Não assegura o essencial, não impõe as leis.

Isto não é um divisor ideológico. Qualquer pessoa, de qualquer área não extremista, vê e percebe isto: temos Estado a menos. Não é de um Estado totalitário que estou a falar, nem de um Estado musculado. Repito, não é uma posição ideológica: é uma constatação de facto. Deriva do acumular de situações em que é evidente o Estado a menos, a última das quais o apagão.

Não estou a querer a nacionalização da rede: estou a falar da incapacidade de o Estado impor a qualidade da rede e a observação da segurança.

Mário Centeno alerta que “as contas públicas estão num ciclo favorável, mas em desaceleração”, 26 Abril 2025, in Jornal Económico

Mário Centeno, Governador do Banco de Portugal, em entrevista ao programa Conversa Capital – Antena 1 / Jornal de Negócios, avisa os partidos que se preparam para ir a eleições que “o país não tem margem orçamental”.

A economia está a desacelerar, prevê o Governador do BdP, Mário Centeno, que se refere às novas previsões económicas, que deverão ser divulgadas na primeira semana de junho, como “mais cautelosas do que as de março”.

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