Sondagem. Empate técnico a 3, com PS ligeiramente à frente, por Miguel Pinheiro Correia, DN

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Sem eleições à vista nos próximos tempos, e depois de um ciclo político com várias idas às urnas, uma nova sondagem revelada esta segunda-feira pelo Diário de Notícias reflete o atual tripartidarismo no panorama político português. No barómetro da Aximage para o jornal, há um empate técnico entre PS, AD e Chega.

No entanto, o partido liderado por José Luís Carneiro surge (por pouco) em primeiro, com 27% das intenções de voto (em outubro tinha 23,8% na mesma sondagem), seguido da AD (que cai de 32,4% para 26,6%) e do Chega (sobe de 21,9% para 25,8%) — estão todos dentro da distância de 4,2% da margem de erro.

O resultado das 551 entrevistas realizadas depois das eleições presidenciais (ente 2 e 3 de março), resulta da distribuição dos 6,9% de indecisos. Sem eles, a AD mantém-se à frente (com 25,4%), seguida do PS (25%) e do Chega (23,5%). O erro máximo do estudo, para um intervalo de confiança de 95%, é de 4,2%.

Olhando para os segmentos do eleitorado, o PS tem intenções de voto semelhantes em várias zonas do País, mas a AD tem um apoio bastante reduzido na Área Metropolitana de Lisboa (19,3%), ao contrário do Chega, que lidera com 33,9% na capital, mas baixa consideravelmente na Área Metropolitana do Porto (15,8%).

Os 38,9% de intenções de voto entre os mais velhos (com 65 ou mais anos) e os 39,3% nos mais ricos (Classe A/B) ajudam, significativamente, o PS a conseguir o primeiro lugar nesta sondagem do Diário de Notícias. A AD lidera nos mais jovens (dos 18 aos 34), com 25,5% e na Classe C1, com 30,6%. O Chega lidera entre em duas faixas etárias — dos 35 aos 49 soma mais de 30% e mais de 33% entre os 50 e 64 — e nos mais pobres — 28,1% na Classe C2 e 34,2% na Classe D.

Entre os partidos menos representados destaca-se o tombo do Bloco de Esquerda, agora liderado por José Manuel Pureza (que está em último com menos de 1%). A tendência de queda à esquerda do PS estende-se a todos os outros partidos. O PAN tem 1,3%, a CDU 2,7% e o Livre 4,2%.

Longe dos três primeiros, mas melhor que os partidos de esquerda está, segundo esta sondagem, a Iniciativa Liberal, que sobe de 5,9% para 7,4% — com ajuda dos 13,11% de intenções de voto entre os mais jovens. André Ventura é o líder da oposição e Luís Neves foi bem escolhido (menos para os eleitores do Chega).