Author Archives: Das Culturas
📍 Krejagbolten, Noruega

17 DE FEVEREIRO DE 1806: NAPOLEÃO ORDENA A CONSTRUÇÃO DO ARCO DO TRIUNFO

No dia seguinte à vitória em Austerlitz, Napoleão proclamou aos seus soldados: “Levar-vos-ei de volta a França. Você só voltará para suas casas sob arcos triunfales.”
Em 18 de fevereiro de 1806, Napoleão tomou a decisão oficial de erguer um arco triunfal para a glória da Grande Armée, seguindo o exemplo da Roma antiga, que também havia passado da República para o Império. Vários locais foram então propostos, a Bastilha foi preferida por um tempo, mas Napoleão optou pela Place de l’Étoile.
Continuar a lerMadonna, 1894 by Edvard Munch
Originally called Loving Woman, this picture can be taken to symbolize what Munch considered the essential acts of the female life cycle: sexual intercourse, causing fertilization, procreation and death. Evidence for the first is in the picture itself, an intensified, spiritualized variation in the nude of the ‘mating’ pose, the woman depicted as though recumbent beneath her lover. The ethereal beauty of her face was said to resemble both Dagny Przybyszewska and her sister Ragnhild Backstrom. Procreation was implied by the decoration of the original frame, later discarded, on which were painted drops of semen and an embryo. That Munch associated the image with death is clear from his own comments on the picture, in which he sees it as representing the eternal cyclical process of generation and decay in nature. He continually connected love with death: for the man, because it eviscerated him, for the woman, because, following Schopenhauer, he appears to have thought her function ended with child-bearing.
https://www.edvardmunch.org/madonna.jsp

Baudelaire – Embriagai-vos! | In Poemas em Prosa

Deveis andar constantemente embriagados. Tudo consiste nisso: eis a única questão. Para não sentirdes o fardo horrível do tempo, que vos quebra as espáduas, vergando-vos para o chão, é preciso que vos embriagueis sem descanso.
Mas, com quê? Com vinho, poesia, virtude. Como quiserdes. Mas, embriagai-vos.
E se, alguma vez, nos degraus de um palácio, na verde relva de uma vala, na solidão morna de vosso quarto, despertardes com a embriaguez diminuída ou desaparecida, perguntai ao vento, à vaga, à estrela, ao pássaro, ao relógio, a tudo o que foge, a tudo o que geme, a tudo o que rola, a tudo o que canta, a tudo o que fala, perguntais que horas são. E o vento, a vaga, a estrela, o pássaro, o relógio vos responderão: — É a hora de vos embriagardes! Para não serdes escravos martirizados do tempo, embriagai-vos! Embriagai-vos sem cessar! Com vinho, poesia, virtude! Como quiserdes!
— Charles Baudelaire, In Poemas em Prosa
Henrique de Toulouse-Lautrec (1864–1901) | Na cama, o beijo – 70 cm x 54 cm – ca.1892-1893 | Coleção privada

Cyd Charisse Dances to Tchaikovsky – 1956
Ilha Graciosa, Grupo Central do Arquipélago dos Açores

Sócrates y Platón | Serie Documental: Filosofía | Episodio 02
Yellow-Red-Blue, 1925 by Wassily Kandinsky
Yellow-Red-Blue was created by Wassily Kandinsky in 1925. The primary colors on the painting feature squares, circles and triangles and there are abstract shapes mixed in with these. There are also straight and curved black lines that go through the colors and shapes. This is to help provoke deep thought in the person viewing the piece.
Yellow-Red-Blue can actually be divided in half with how different each of the sides are. The left side has rectangles, squares and straight lines in bright colors while the right side features darker colors in various abstract shapes. These two sides show different influences and are meant to create varied emotions in the viewer.
https://www.wassily-kandinsky.org/Yellow-Red-Blue.jsp

How Cyd Charisse Stole the Show from Debbie Reynolds in Singin’ in the Rain?
Aprenda Português para Iniciantes: Lição 1 (youtube.com)
Arte | Neusa Fraga Pithan | Barco colorido, Técnica; Óleo sobre linho, Dimensão; 80×100 cms | Ano de criação 2018

Em, Os Velhos também querem viver Gonçalo M. Tavares

Em tempo de guerra quem faz mais falta:
o homem que fora de casa combate
ou a mulher que dentro de casa protege os filhos
que mais tarde sairão de casa para combater?
Não há resposta e nunca houve resposta,
dentro ou fora de Sarajevo.
Pink Floyd – The Great Gig In The Sky (PULSE Restored & Re-Edited) | with vocals of Claudia Fontaine and Samantha Brown.
They are all great but that first girl gives me chills every time. The power in her voice is incredible.
GIORDANO BRUNO (1548-1600) | in temposdecolera.blogs.sapo.pt

A 8 de Fevereiro, Giordano foi publicamente degradado e excomungado do seio da Igreja. De pés descalços, ajoelhado, com a cabeça inclinada para o chão, ele ouviu, perante a assembleia solene dos cardeais, inquisidores e teólogos, presidida pelo papa e pelo governador de Roma, o veredicto há tanto tempo esperado. Seria queimado vivo, no Campo dei Fiori, oito dias mais tarde.
Erguendo-se em desafio, no fim da sentença, gritou alto e forte: «Vós que pronunciais essa sentença, estareis porventura mais assustados do que eu que a cumprirei.»
Uma última vez, era-lhe dado a exprimir a noção de reviravolta, que invertia os papéis. Gelou o sangue nas veias dos acusadores. Como Acteon, ao surpreender a divindade, já não tinha de procurá-la fora de si próprio.
Continuar a lerO que é Compaixão | Pintura de Álvaro Cunhal

Compaixão é um sentimento típico dos seres humanos e que se caracteriza pela piedade e empatia em relação à tristeza alheia.
A compaixão desperta a vontade de ajudar o próximo a superar os seus problemas, consolando e dando suporte emocional.
CONVITE | Sessões de lançamento de «A Vida na Selva», de Álvaro Laborinho Lúcio

A chegada de A Vida na Selva, o novo livro de Álvaro Laborinho Lúcio, às livrarias é assinalada com sessões de lançamento em Lisboa, no Porto e em Coimbra, com apresentação de Fernando Alves, Carlos Magno e Carlos Fiolhais, respetivamente, depois de uma primeira sessão no âmbito do festival Correntes d’Escritas, a 24 de fevereiro, às 12h30, na Póvoa de Varzim. Assim sendo, a Quetzal Editores têm o prazer de a/o convidar para as sessões que terão lugar na Livraria Ler Devagar, em Lisboa, no Tribunal da Relação do Porto, e na Fundação Bissaya Barreto, em Coimbra, em sessões que decorrem a 28 de fevereiro, 5 e 7 de março.
A Vida na Selva é uma viagem às memórias e histórias do autor, que se confundem entre lembranças de infância e palestras proferidas já como escritor, depois de uma carreira como magistrado, político e homem desde sempre ligado ao mundo da justiça. «Este é o produto de uma memória propositadamente não elaborada, sem trabalho de reconstituição, escorrendo em palavras a partir de uma mistura de lembranças e de esquecimentos, desprendida do rigor das provas, alheada dos documentos, dispensada de breves desígnios de certeza como fundamento de uma verdade que se quer ver reconhecida», escreve Álvaro Laborinho Lúcio, com a sensibilidade, sentido de humor e inteligência a que já nos habituou.
“A Desobediente – Biografia de Maria Teresa Horta”, de Patrícia Reis. Uma vida inteira à beira do abismo

Patrícia Reis apresenta o seu mais recente trabalho literário, “A Desobediente – Biografia de Maria Teresa Horta”, a ser lançado pela Contraponto no próximo dia 7 de março. Este é o sexto volume da coleção de Biografias de Grandes Figuras da Cultura Contemporânea e o primeiro que envolve diretamente, por meio de entrevistas, a própria personalidade biografada. O livro inclui revelações importantes sobre a vida e obra de uma das figuras mais proeminentes da literatura nacional.
Mais do que uma narrativa biográfica, esta obra é uma conversa íntima, em vários momentos sussurrada ao ouvido, com uma mulher, poetisa, mãe, ativista política e uma das vozes mais influentes e inquebrantáveis de Portugal. Maria Teresa Horta, desde tenra idade, enfrentou as vicissitudes da vida com intrepidez, sobrevivendo não apenas às adversidades pessoais, mas erguendo-se também como uma fervorosa defensora dos direitos das mulheres e uma figura proeminente na cena política nacional.
Inside Einstein’s Mind FULL SPECIAL | NOVA | PBS America
NATUREZA E PODER: GIORDANO BRUNO E SPINOZA | de Saverio Ansaldi

Existe sem dúvida entre Giordano Bruno e Spinoza uma “afinidade eletiva” que vai além de qualquer tentativa de estabelecer uma filiação filológica ou uma derivação textual entre os dois autores. Com efeito, independentemente de uma certa “convergência” biográfica (perseguição por parte de autoridades políticas e religiosas, exílio, reputação sulfurosa dos escritos), Giordano Bruno e Spinoza partilham questões filosóficas e questões de grande importância conceptual.
Com efeito, para além de uma hermenêutica de origem idealista e historicista que pretende sublinhar uma forte homogeneidade conceptual entre Giordano Bruno e Spinoza, parece-nos que estes dois autores procuram responder à mesma e extremamente precisa questão: quais são as consequências antropológicas da infinitização da natureza? Esta questão é, por assim dizer, imanente aos temas e tensões que regem as suas respectivas filosofias e ao mesmo tempo está implícita nos conteúdos e debates que caracterizam a cultura filosófica do seu tempo.
Continuar a lerDom Sebastião, o desejado e o sebastianismo, por Paulo Rezzutti
A extrema-direita faz parte do sistema — não se assustem! | por Carlos Matos Gomes

As campanhas eleitorais que se estão a desenvolver em vários países europeus têm um tema central que as máquinas de propaganda se encarregam de dramatizar até ao limite, a bem das audiências e do entorpecimento dos cidadãos em geral: a extrema-direita entra nas contas para os governos ditos democráticos e é um perigo para a democracia ou não?
A questão lembra-me as sessões de luta-livre americana, em que há sempre um vilão e os resultados estão decididos à partida. Todos, os lutadores, o árbitro e os empresários, os locutores e comentadores, os treinadores fazem parte do espetáculo. Os jogos que as televisões portuguesas têm apresentado em direto são programas de entretenimento e adormecimento: fazem de conta que existe um mau da fita e que este coloca em perigo a liberdade de decisão dos cidadãos e a sua intervenção nas decisões tomadas em seu nome. O mau da fita representa o seu papel de arruaceiro e o público assobia, ou aplaude.
Continuar a lerPoema | Maria Isabel Fidalgo

Louvo sempre o mais que tenha
que foi a sorte a ajudar
e não ligo a quem desdenha
que quem fala quer comprar
Acredito no que vejo
para poder não gostar
mas descreio do desejo
que morre de esperar
E louvo a minha riqueza
por ter mais que o necessário
e abomino a avareza
de quem não é solidário
Creio na leal amizade
quando dela eu preciso
e como é doce a bondade
que vem dentro de um sorriso
E louvo quem nada espera
mas em mim sempre acredita
como um sol de primavera
quando a vida ressuscita.
A MULHER ATENIENSE | In Presente de Grego

A discussão do papel da mulher na sociedade não é atual.
É antiga e presente no pensamento ocidental desde a Antiguidade.
Na Grécia, Sócrates, Tucídides e Plutarco nos ajudam a elaborar um breve quadro que compõe o significado da mulher em Atenas.
1. Dentro de casa:
Sua autoridade doméstica era plena.
Era a principal responsável pela distribuição das tarefas aos escravos, zelava pela educação da prole, cuidava do preparo e conservação dos alimentos, estava atenta ao vestuário e à saúde dos membros da família.
Continuar a lerMIGUEL TORGA | DO DIÁRIO – Uma História Triste

Uma história triste agrada sempre. No seu sentido mais profundo, a vida é bela e alegre. Todos nós tivemos já a experiência disso milhares de vezes. Provas sobre provas de que não há primavera sem flores, nem outono sem frutos. Mas, apegados como estamos à aparência de tudo, esquecemos a voz do profundo, e ouvimos deliciados o som da superfície. Temos o vício da tristeza.
Diário (1946)
Retirado do Facebook | Mural de Maria José Diegues

JEFFREY SACHS HONEST INTERVIEW ABOUT NATO ARROGANCE ON RUSSIA, SUPERPOWER WAR IN UKRAINE, CHINA RISE
Les Misérables 85th Academy Awards rehearsal
Les Misérables (2012) – Epilogue Scene (10/10) | Movieclips
Les Misérables (2012) – I Dreamed A Dream Scene (1/10) | Anne Hathaway é divina !!!
Les Misérables – I Dreamed A Dream: Fantine (Anne Hathaway) sings of her past and the horror of her current desperation.
After 19 years as a prisoner, Jean Valjean (Hugh Jackman) is freed by Javert (Russell Crowe), the officer in charge of the prison workforce. Valjean promptly breaks parole but later uses money from stolen silver to reinvent himself as a mayor and factory owner. Javert vows to bring Valjean back to prison. Eight years later, Valjean becomes the guardian of a child named Cosette after her mother’s (Anne Hathaway) death, but Javert’s relentless pursuit means that peace will be a long time coming.
Laudate Dominum (Mozart) | boy soprano Aksel Rykkvin (13 years)
Aksel Rykkvin’s latest album as a boy soprano, ‘Light Divine: Baroque music for treble and ensemble’ Laudate Dominum, from Vesperae solennes de confessore (K. 339) by Wolfgang Amadeus Mozart
NANA MOUSKOURI “LIBERTAD”
‘I Want to Break Free’ (Queen) Performed In North Korea
The Great Gig in the Sky Eva Avila and Clare Torry
MUSICA Clássica para ESTUDAR, Trabalhar, Mozart Beethoven, Descontrair Parte/1
Porque é que o ocidente não queria a ENTREVISTA DE PUTIN? | Canal da Geopolítica
Rapidinhas da MultipolarTv, análise rápida, questões, comentários sobre questões pontuais, factuais e actuais. Com Hugo Dionísio e José Goulão
Pintura de Konstantin Razumov, Pintor russo
Konstantin Razumov (nacido en 1974) crea pinturas en varios géneros, desde Nu hasta paisajes, pero está especialmente refinado con la escritura de retratos de mujeres. Dibujando señoritas encantadoras, la artista no las representa como mujeres modernas, más a menudo la mujer en sus pinturas es una mujer de ensueño que vino de un tiempo diferente, del siglo pasado. El sueño de la mujer en las pinturas del artista es encantador, refinado y femenino.

FRANÇA | Todas as manhãs, as notícias selecionadas pelo Le Monde num relance. Véronique Chocron

Crise habitacional: o “choque de oferta” do governo, um velho slogan e múltiplas contradições.
Gabriel Attal comprometeu-se a promover a construção, uma promessa já feita por Emmanuel Macron em 2017.
No entanto, não só as medidas tomadas na altura tiveram pouco efeito, como algumas foram mesmo contraproducentes, levando a um declínio na produção de habitação social.
France, Valence, 2024-01-23. (Photo by Nicolas Guyonnet / Hans Lucas / Hans Lucas via AFP)
CONSTANTINO E A ASCENSÃO DO CRISTIANISMO | In Estudos Históricos

Constantino foi um imperador romano que viveu entre os séculos III e IV d.C. Ele é considerado o primeiro imperador cristão, pois foi o responsável por legalizar e favorecer o cristianismo no Império Romano, que até então era dominado pelo paganismo e pela perseguição aos cristãos.
A conversão de Constantino ao cristianismo é um dos eventos mais importantes da história da igreja, pois marcou o início de uma nova era de expansão e influência da fé cristã na sociedade e na política. Segundo a tradição, Constantino se converteu após ter uma visão de uma cruz luminosa com as palavras “in hoc signo vinces” (por este sinal vencerás) antes da batalha da Ponte Mílvia, em 312 d.C., contra o seu rival Maxêncio. Nessa batalha, Constantino saiu vitorioso e se tornou o único governante do Império Romano do Ocidente.
Continuar a lerBARUCH SPINOZA | Tratado da Reforma do Entendimento

Baruch (de) Espinoza (em hebraico, ברוך שפינוזה), também referido como Baruch (de) Espinosa ou Baruch Spinoza[1][2] ou, ainda, na literatura em português, como Bento (de) Espinosa e, após o herem de 1656, como Benedictus de Spinoza [3] (Amsterdão, 24 de novembro de 1632 – Haia, 21 de fevereiro de 1677[4]foi um filósofo de origem judaico-portuguesa, nascido nos Países Baixos, filho de uma família perseguida pela inquisição, em Portugal, que se refugiara na Sinagoga Portuguesa de Amsterdão.[5][6]
Um dos primeiros pensadores do Iluminismo[7] e da crítica bíblica moderna,[8] incluindo das modernas concepções de si mesmo e do universo,[9] ele veio a ser considerado um dos grandes racionalistas da filosofia do século XVII.[10] Inspirado pelas ideias inovadoras de René Descartes, Spinoza se tornou uma figura filosófica importante da Idade de Ouro Holandesa. O nome de batismo de Spinoza, que significa “Bem-aventurado”, varia entre as diferentes línguas. Em hebraico, seu nome completo é escrito ברוך שפינוזה. Na Holanda, usava o nome português Bento.[11] Em suas obras em latim e em holandês, usava a forma latina desse nome, Benedictus.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Baruch_Espinoza

“O DESTERRADO”, DE SOARES DOS REIS, por Paulo Marques

Em 1872, com 25 anos, como prova final do pensionato em escultura que realizou em Roma, Soares dos Reis (1847 – 1889) esculpiu em mármore de Carrara “O Desterrado”, sua obra maior, de inspiração classicista (com pormenores naturalistas e românticos perfeitamente conjugados), inspirada nos versos das “Tristezas do Desterro” de Alexandre Herculano.
Sentado num rochedo, um jovem nu, belo e são, com as mãos cruzadas e apoiadas a um lado, costas arqueadas, cabeça pendente numa pose de abandono, com uma lágrima escorrendo-lhe pela face, olha tristemente? solitariamente? saudosamente? meditativamente? alheadamente? melancolicamente? desesperadamente? a espuma das ondas a seus pés.
À época, mal adivinhava Soares dos Reis que “O Desterrado” viria a ser ele próprio. Desterrado, não no sentido de ter vivido longe, ou de ter sido expulso da sua pátria, mas de ter vivido num espaço e num tempo em que nunca se enquadrou e que nunca o acolheu com a devida gratidão.
Continuar a lerDemocracy is finished in Europe | Yanis Varoufakis | 20-01-2024
Former Finance Minister of Greece, Yanis Varoufakis on the precarious state of European democracy and how the fragmentation of the continent can be boiled down to this state.
Quatro grandes líderes de Portugal. Exemplos extraordinários de como se faz grande política
Diogo Freitas do Amaral, Francisco Sá Carneiro, Mário Soares e Álvaro Cunhal
Os quatro souberam rodear-se de grandes quadros militantes, experientes, com vidas profissionais exemplares.

As Amantes na História do século XIX e XX, por Paulo Rezzutti
Programa eleitoral da AD para 2024: mudança segura e ambição reformista | PSD/CDS-PP/PPM

Luís Montenegro defende uma “ambição reformista com responsabilidade orçamental e justiça social”, para colocar a economia portuguesa “a crescer como as melhores da Europa” e reduzir a pobreza.
“Estou aqui para vos apresentar a mudança, para vos dar a conhecer o país muito melhor que vamos construir juntos a partir do próximo dia 10 de março”, declarou.
Esta sexta-feira, em Lisboa, na apresentação do programa eleitoral, o líder da AD começou por caracterizar o estado do país: “a cair para a cauda da Europa”, com “baixos salários e baixas pensões”, uma “dramática emigração de jovens qualificados”, um estado que “abandona milhões à pobreza, à exclusão e a desigualdades persistentes”.
“Na AD queremos virar a página do desânimo e do desespero e abrir um tempo de esperança e um tempo de confiança”, acrescentou.
“Ambição”, “sensibilidade social” e “sentido de Estado” são os três grandes princípios orientadores do programa eleitoral da AD, que “oferece aos portugueses uma combinação única de ambição reformista com responsabilidade orçamental e justiça social” e permitirá “criar uma economia produtiva e competitiva, a crescer como as melhores da Europa, e que seja capaz de gerar melhores empregos que paguem melhores salários”.
Luís Montenegro salientou que é preciso pôr termo a “8 anos de governação do Partido Socialista, que governou 22 dos últimos 29 anos”. “O cenário macroeconómico e orçamental é robusto, combina ambição com realismo e prudência”, contrapôs.
“Propomos baixar os impostos, sobretudo sobre o rendimento do trabalho da classe média e dos jovens, e depois também sobre a atividade das empresas – mas sempre com equilíbrio orçamental”, realçou.
Luís Montenegro quer “criar uma economia competitiva”, promover “melhores salários” e “pensões mais altas”, “salvar os serviços públicos, mas sobretudo garantir que todos os portugueses têm mesmo uma resposta no tempo e com a qualidade que merecem na saúde, na educação, na habitação acessível para as famílias, nos transportes, na justiça e na segurança” e “reduzir a pobreza mesmo antes da aplicação de prestações sociais”.
Uma visão do Brasil contemporâneo | de Kenneth Maxwell | por Adelto Gonçalves

Novo livro do historiador inglês Kenneth Maxwell analisa os caminhos percorridos pelo País nos últimos 12 anos.
I
O livro Kenneth Maxwell on Global Trends – an historian of the 18th century looks at the contemporary world (Kenneth Maxwell sobre tendências globais: um historiador do século 18 olha para o mundo contemporâneo), publicado por Second Line of Defense e organizado e editado por Robbin Laird, reúne ensaios que saíram à luz de 2011 a 2023. Conhecedor profundo da história do Brasil e d e Portugal no século XVIII e autor do clássico A Devassa da Devassa (Rio de Janeiro, Editora Paz e Terra, 1977), lançado em 1973 na Inglaterra com o título Conflicts and Conspiracies: Brazil and Portugal, 1750 -1808 (Cambridge University Press), seu primeiro livro, Maxwell, embora seu trabalho basicamente enfoque o século XVIII português, tem acompanhado detidamente a evolução política tanto em Portugal como no Brasil nos últimos tempos.
Seus textos apresentam uma perspectiva abrangente sobre o mundo moderno e fornecem uma visão da desordem que se constata no planeta nos dias de hoje, mas especialmente se detêm sobre os caminhos que a democracia no Brasil vem percorrendo desde o fim do regime militar (1964-1985).
PLANO DE AÇÃO PARA PORTUGAL INTEIRO | Programa do PS às Eleições Legislativas de 2024

No ano em que comemoramos os 50 anos do 25 de Abril, é com orgulho e humildade que nos dirigimos ao povo português para dar a conhecer de forma clara e decidida a visão que temos para Portugal, os objetivos que vamos prosseguir e as medidas que vamos executar. Com vontade de renovar e espírito progressista, assumimos cinco missões para um novo mandato, que correspondem a outros tantos desígnios que queremos e vamos alcançar. Uma economia inovadora, verde e socialmente justa, assente no equilíbrio entre a redução da dívida e do défice orçamental e o desenvolvimento económico. Queremos que a economia portuguesa seja mais produtiva, que crie mais valor acrescentado por for ma a permitir aumentar os salários e os rendimen tos das pessoas.
Para isso, apostamos num Estado transformador que invista em infraestruturas e em energias renováveis, na transição digital e sobretu do no desenvolvimento da ciência e da tecnologia, apoiado no nosso sistema de ensino superior. Um Estado que tenha uma estratégia de inovação para as empresas, permitindo graduar o perfil produtivo e reindustrializar a nossa economia. Um Estado capaz de estimular o crescimento económico, mantendo o controlo da despesa pública e a trajetória de redu ção do défice orçamental e da dívida pública. Só uma economia mais sofisticada poderá pagar melhores salários e ter condições de trabalho mais dignas, tanto para os trabalhadores do setor privado como do setor público. Queremos investir e reforçar um Estado social mo derno e inclusivo, que efetive os direitos sociais e combata a pobreza, um Serviço Nacional de Saúde resiliente que deve ser reformado e continuamente melhorado e não descapitalizado e privatizado, uma escola pública de qualidade – a mesma que em 50 anos de Democracia formou a geração mais qualificada de sempre -, e uma habitação digna para todos.
Viplano – Gabinete de Engenharia, Arquitectura e Estudos Económicos Lda. Lisboa, Portugal
Poema de Alberto Caeiro – “O Guardador de Rebanhos, XXXVIII

Bendito seja o mesmo sol de outras terras
Que faz meus irmãos todos os homens
Porque todos os homens, um momento no dia, o olham como eu,
E nesse puro momento
Todo limpo e sensível
Regressam lacrimosamente
E com um suspiro que mal sentem
Ao Homem verdadeiro e primitivo
Que via o Sol nascer e ainda o não adorava.
Porque isso é natural — mais natural
Que adorar o ouro e Deus
E a arte e a moral…
Retirado do Facebook | Mural de Maria Isabel Fidalgo
MARIA SHARAPOVA | WIKIPÉDIA
Maria Yuryevna Sharapova (em russo, Мария Юрьевна Шарапова; Nyagan, 19 de abril de 1987) é uma ex-jogadora profissional de tênis da Rússia e ex-número 1 do ranking da WTA. Seus pais são de Homiel, Bielorrússia, mas mudaram-se para a Rússia em 1986, logo após o acidente nuclear de Chernobil, cidade ucraniana vizinha.[6]
Em janeiro de 2010, a tenista voltou a ser a desportista mais bem paga do mundo, ao renovar o seu contrato com a marca de artigos desportivos Nike, no valor de 70 milhões de dólares (cerca de 48 milhões de euros).[7]
https://pt.wikipedia.org/wiki/Maria_Sharapova

The Parasol By Francisco Jose De Goya Y Lucientes | Oil Painting

The Largest Structure In The Universe!
This gigantic supercluster is the largest known structure in the universe, it consists of 830 separate galaxies which are inside of 4 connected galaxy clusters. The supercluster is known as the “BOSS”, the entire structure stretches approximately 1 billion light years across,
Credits: NASA, ESA, ESO, Images by Science Photo Library.

Somos um País historicamente sem qualquer cultura democrática | António Campos

Mário Soares sabia-o e conhecia a nossa longa história antidemocrática como ninguém.
A sua principal preocupação política era como consolidar a Democracia, num País sem cultura democrática.
No dia 28 de Abril de 1974 ,após a sua chegada do exílio, com Tito de Morais e Ramos da Costa, na reunião em casa de Salgado Zenha, a principal discussão política era como se iam conseguir eleições livres e democráticas.
O primeiro líder político estrangeiro a visitar Portugal, após o 25 de Abril, foi o seu amigo Mitterrand.
Continuar a lerComo era Deus para Albert Einstein?
Edward Hopper (1882-1967) | Hotel Room | Oil on canvas, 1931

“ANTES QUE ME ESQUEÇA” | de Francisco Seixas da Costa | nova edição (3ª) de mil exemplares

Dublagem em português! Entrevista de Tucker Carlson a Vladimir Putin // Yuliana Titaeva
A tradução realizada por tradutora-intérprete do nível internacional, professora do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Valdes Zenenko, especialmente para a Agência para o Desenvolvimento de Cooperação Bilateral Rússia-Brasil.
CONTACT 56 | Guerre en Ukraine: le narratif s’effondre – Jacques Baud (par Stéphan Bureau)
Fallait-il attendre deux ans et compter les morts par centaines de milliers pour réaliser que la Russie n’allait pas perdre la guerre en Ukraine ? Un constat qui confinait tous ceux qui avaient l’audace de le faire au rôle d’apologiste de Vladimir Poutine. Dans cette perspective, la lecture du réel s’est vite transformée en discours de propagande. La fiche Wikipédia de notre invité, Jacques Baud, ne laisse d’ailleurs pas de place au doute, nous serions en face d’un personnage à la solde de Moscou ! Jacques Baud n’aurait-il pas plutôt annoncé et répété très tôt une vérité que personne ne voulait entendre à l’ouest? Baud a travaillé pour le renseignement stratégique suisse, ancien chef de la doctrine des opérations de la paix de l’ONU, il a aussi collaboré à des programmes de l’OTAN en Ukraine. Selon lui, « la cause ukrainienne est perdue », « Zelensky a fait un pacte avec le diable. » La guerre n’est entretenue par l’Occident que dans l’espoir secret d’affaiblir Moscou. Jacques Baud est l’auteur de plusieurs livres sur le conflit en Ukraine, son plus récent, L’art de la guerre russe est sorti en janvier 2024 aux éditions Max Milo.
Eliezer and Rebecca at the Well, Nicolas Poussin, 1648
A surprised Rebecca listens as Abraham’s servant makes his proposal

ORIGEM DO POVO GREGO | in Estudos Históricos

A origem dos gregos é um tema que envolve mitos e verdades, pois não há uma única resposta definitiva sobre como esse povo se formou e se desenvolveu. Os gregos antigos não se consideravam um povo unificado, mas sim um conjunto de cidades-Estados independentes, que compartilhavam uma língua, uma religião e uma cultura comuns. No entanto, eles também tinham diferenças políticas, sociais e econômicas entre si, e muitas vezes entravam em conflito pelo domínio de territórios e recursos.
Segundo a mitologia grega, os primeiros habitantes da Grécia foram os titãs, seres gigantescos que governavam o mundo antes dos deuses olímpicos. Os titãs foram derrotados por Zeus e seus irmãos, que passaram a reinar no Olimpo. Os deuses, então, criaram os homens à sua imagem e semelhança, e os ensinaram as artes, as ciências e as leis. Os gregos se consideravam descendentes dos deuses, e atribuíam a eles a origem de suas cidades, de seus heróis e de seus costumes.
Continuar a lerUm olhar belo | Autor desconhecido

Janine Jansen | Mendelssohn Violin Concerto in E minor, Op. 64
O amor que nunca teve fim | FOTOS E VÍDEOS ANTIGOS in Facebook

O ator que mais doou dinheiro para causas humanitárias na história é Paul Newman.
Doou entre 150 e 175 milhões só até a década de oitenta, e quem sabe quanto doou até o fim da vida. Ele tinha sua própria marca de produtos alimentícios, “Newman’s Own”, que apresentava principalmente molhos para espaguete e molhos para salada. Ao longo dos anos, a empresa obteve lucros de mais de 100 milhões de dólares e doou todo o dinheiro para diversas instituições de caridade. O interessante sobre ele é que o personagem Lanterna Verde foi criado em sua homenagem quando ele tinha 34 anos e que em 1979, aos 54 anos, ficou em segundo lugar nas 24 Horas de Le Mans, a mais antiga corrida de carros esportivos.
Porém, o que mais o fascina é que durante 55 anos esteve apaixonado por uma mulher, a atriz Joanna Woodward. Exatamente 50 anos eles estavam casados, até sua morte, Joan ainda está viva. Eles têm três filhas. Eles se apaixonaram no set do filme “Long Hot Summer”. Ele teve um casamento que não durou, foi infeliz e não se sentia atraente mesmo sendo considerado um símbolo sexual, até conhecer Joan. Ele também brilhou em sua profissão. Ambos ganharam um Oscar.
“Uma vez perguntei a um motorista de Hollywood quem era seu cliente favorito e ele imediatamente disse: “Paul Newman foi muito legal. Ele me questionou sobre minha vida, e sua esposa Joan estava com ele. O cara tinha 80 anos e a beijava o tempo todo. Ele a abraçaria, eles se beijariam e ririam. Inacreditável!” — disse o jovem ator Ansel Elgort.
A filha deles, Melissa, encontrou no sótão de sua casa uma pilha de cartas que seu pai havia escrito para sua mãe há mais de 50 anos. Ela publicou alguns deles em suas memórias. Os dois até tinham sua própria cabana de “amor”.
🧔🏼👩🏼❤️🌎
Texto copiado de outra postagem, no grupo COISAS ANTIGAS.
Programa Eleitoral do PCP 2024 | Política patriótica e de esquerda – Soluções para um Portugal com futuro

A política alternativa patriótica e de esquerda que o PCP propõe ao povo e ao País, com as soluções para esse Portugal com futuro, encontra na Constituição nascida com Abril e nos direitos e projecto que consagra a referência que alarga a muitos democratas e patriotas o imperativo de acção para essa luta comum.
O Abril da liberdade e da democracia, de avanço e conquista que tem no PCP o elemento mais decisivo de realização plena. O Programa Eleitoral que agora se apresenta ao povo e ao País tem o valor da proposta mas vale sobretudo pelo projecto que transporta como nenhum outro, para mudar de política, dar vida e retomar Abril.
Programa e Projeto que afirmam a CDU como a força dos Valores de Abril e apontam os Valores de Abril ao futuro de Portugal.
Programa do LIVRE às Eleições Legislativas de 2024

Perante o medo, a esperança. Poucas eleições terão sido tão importantes como estas legislativas de 2024, onde se define o futuro de Portugal. No ano em que celebramos os 50 anos da nossa democracia, o país está colocado perante uma escolha clara. De um lado, quem nos quer devolver a um passado que julgávamos distante; do outro, quem quer construir mais 50 anos de reforço democrático.
O LIVRE sabe que futuro quer para o país e sabe que esse fu uro é possível: um Portugal com um novo modelo de desenvolvimento de alto valor acrescentado e base ado no conhecimento e na cooperação, e onde esse valor se traduza numa repartição de rendimento e de tempo mais justa e equitativa entre todas as pessoas. E esse futuro, um futuro da esperança, é possível e pode e deve ser construído agora, com todas as pessoas e todas as forças progressistas que se revêem numa sociedade ecologista, justa, libertária e universalista.
Programa eleitoral do Bloco de Esquerda Legislativas 2024

Fazer o que nunca foi feito
- O Governo de maioria absoluta do PS caiu por responsabilidade própria.
A instabilidade governativa e a promiscuidade entre a gestão pública e os
interesses privados são apenas parte do processo de degradação política.
Uma vez alcançado o objetivo da maioria absoluta, o Governo enredou-se
na sua incapacidade de resposta aos problemas do país e agravou a crise
social em questões determinantes para a vida de quem trabalha. - Convocadas as eleições para 10 de março, todas as perguntas apontam
para o dia seguinte: quem responde aos bloqueios nos salários, na saúde,
na habitação, nas escolas, no ambiente? Que maioria se pode formar?
Que medidas concretas poderão sustentar essa maioria? Estas perguntas
devem ter resposta. A clareza sobre o dia seguinte é uma condição da es
colha informada e uma exigência normal da democracia. O Bloco assume
as suas responsabilidades. - Portugal precisa de soluções para os problemas criados, mantidos ou
agravados pela maioria absoluta. Apresentado o seu programa, o Bloco
assume o compromisso da negociação de um acordo de maioria para um
programa de governo que faça o que nunca foi feito. O voto no Bloco ga
rante que haverá em Portugal uma maioria comprometida com soluções
de esquerda. - A mera soma de deputados não faz uma maioria estável. Essa esta
bilidade deverá resultar de políticas concretas, que invertam e corrijam
as escolhas da maioria absoluta em áreas prioritárias. Alguns elementos
dessas políticas são os seguintes, que estão no centro do programa do
Bloco
O segredo de Espinosa | por Paulo Rezzutti
Ele foi um dos filósofos mais importantes do período barroco. Suas ideias eram tão revolucionárias que ele foi perseguido tanto por católicos quanto por judeus. Mas isso não adiantou, a sua filosofia acabou influenciando até pensadores do século 20. Tudo isso sem nunca ter ensinado numa universidade, porque ele não queria perder a independência de seu pensamento.
CNV = COMUNICAÇÃO-NÃO VIOLENTA MARSHALL B. ROSENBERG

CNV = COMUNICAÇÃO-NÃO VIOLENTA
CNV : uma forma de comunicação que nos leva a contribuir do fundo do coração.
Percebemos as relações numa perspectiva nova quando usamos a CNV para captar, em nós e nos outros, as necessidades mais profundas.
Pela ênfase dada ao conhecimento profundo – o nosso e o dos outros -, a CNV promove o respeito, a atenção e a empatia, e gera o desejo mútuo de contribuir do fundo do coração.
MARSHALL B. ROSENBERG
Exclusive: Tucker Carlson Interviews Vladimir Putin | Tucker interviews Vladimir Putin in Moscow, Russia. February 6th, 2024.
TÓPICOS DA IMPRENSA | 09-02-2024 | VCS

1 – Carneiro passa a bola a Pedro Nuno: “É o tempo de os partidos assumirem compromissos”.
Ministro José Luís Carneiro reconhece que Finanças impediram resolução mais rápida do problema das carreiras e aponta uma receita: sentar à mesa cinco ministérios, sem esquecer as Finanças. | in Jornal Expresso
2 – O presidente russo, Vladimir Putin, afastou a possibilidade de invadir a Polónia ou a Letónia, durante uma entrevista ao apresentador norte-americano Tucker Carlson, divulgada na quinta-feira, uma vez que a Federação Russa “não tem interesses” nesses Estados.© Tucker Carlson Network, Reuters
Londres | Hyde Park | My 2nd city | VCS

Parabéns, Mariana | por Francisco Louçã

A Mariana concluiu esta semana a sua prova de doutoramento em economia na Universidade de Londres. Não há muitas pessoas que, tendo o trabalho intensissimo do parlamento ou noutra profissão ou função, tenham a capacidade de trabalho que permite escrever uma tese e para a levar ao juri numa universidade internacional de referência.
Parabéns, Mariana.
Retirado do Facebook | Mural de Francisco Louçã | 25 Abril 2019
Cyd Charisse | American dancer and actress


Como eu vejo as coisas | Francisco Seixas da Costa

Os debates, numa eleição com algumas caras novas na linha da frente, podem vir a ter alguma importância. Mas só alguma. Pressente-se que a esmagadora maioria dos eleitores já sabe bem em que “lado” vai votar.
Alguns, da brigada azeda e biliosa tentada pelo “é preciso dar cabo disto tudo!”, ainda estarão algo hesitantes entre o Chega ou o reforço do seu PSD de sempre, o único que sabem que pode oferecer-lhes o governo. Do outro lado do espetro, há quem hesite em renovar o voto no PS. Uns porque se sentem tentados a dar uma oportunidade ao Livre ou à nova liderança do Bloco. Outros, de um setor mais dado à prudência, é gente que ainda não percebeu bem se o novo líder pretende deslocar o partido do lugar onde tem estado e que, no fundo, lhes dava algum conforto.
Continuar a lerO Futuro Existe, mas é necessário moldá-lo, por Carlos Matos Gomes
Esta seria uma boa altura para separar as águas entre os que propõem um futuro e os que propõem um passado. Para distinguirmos o que, embrulhado em assuntos de mercearia e mexericos, faz parecer que todos são iguais. Os democratas deviam falar do futuro e deixar os neonazis – que é do que se trata quando os enxaguamos como populistas – a falar do regresso ao passado.

A propósito do que dizem os profetas no advento da época de peditório para recolha das boas vontades do povo. Comecemos por separar os profetas em duas classes, a dos que acreditam que o presente é um futuro que existe, porque vai existir e é racional preparamo-nos para ele, pensando e agindo; e a dos que amaldiçoam e denigrem o presente, propagandeando que o futuro é uma corrupção do passado e propondo que não raciocinemos, que acreditemos.
É vital para o futuro que os distingamos no que é essencial.
Continuar a lerEsperarei por ti | por Maria Isabel Fidalgo

Esperarei por ti até que a voz se cale
e a noite tenha a graça divina das estrelas.
São poemas com vida as esperas
se o canto desbrava o cacimbo
e a transparência da harmonia
é um percurso afinado de cigarras
a embelezar o que resta de mundo.
Canta e eleva o destino da música
esse farol de deleite desnudado
onde Deus pode ressuscitar sem que haja morte.
—
Retrato/Pintura de Maria Isabel Fidalgo, de Autor desconhecido
O Neandertal em Nós | Revelando o último mistério de nossa origem
Dizia-se que ele era o ‘Primeiro Europeu’, nosso irmão místico da era do gelo. Ninguém sabe exatamente por que ele desapareceu há 30.000 anos. Foi em 1856 que os primeiros ossos deste homem pré-histórico foram descobertos na Alemanha. Desde aquela época, o Neandertal está cercado de mistério. Quanto dele ainda existe dentro de nós? Por mais de 13 anos, cientistas do Instituto Max-Planck de Antropologia Evolutiva em Leipzig têm trabalhado na decifração do genoma Neandertal. Direção: Tamara Spitzing, Jörg Müllner
Ah o crepúsculo, o cair da noite, o acender das luzes nas grandes cidades | Álvaro de Campos

E a mão de mistério que abafa o bulício
E o cansaço de tudo em nós que nos corrompe
Para uma sensação exacta e precisa e activa da Vida!
Cada rua é um canal de uma Veneza de tédios
E que misterioso o fundo unânime das ruas.
Das ruas ao cair da noite, ó Cesário Verde., ó Mestre.
Ó do ” Sentimento de um Ocidental” !
Que inquietação profunda, que desejo de outras coisas.
Que nem são países, nem momentos, nem vidas.
Que desejo talvez de outros modos de estados de alma
Humedece interiormente o instante lento e longínquo !
Um horror sonâmbulo entre luzes que se acendem.
Um pavor terno e liquido, encostado às esquinas
Como um mendigo de sensações impossíveis
Que não sabe quem lhas possa dar…
Álvaro de Campos | (Desenho de Júlio Pomar)
Um povo que fez o que fizemos, tem o dever moral de continuar | in Fogo Preso | Miguel Torga
«(…) Um povo que fez o que fizemos, tem o dever moral de continuar. Não na esteira desfeita das percorridas rotas do passado, mas à proa das imaginosas velas do futuro. Um povo com os oitocentos anos de memória ancestral onde identifica a sua cultura não pode desmemoriar-se numa hora aziaga de confusão e de irreflexão. Que seja a voz transmontana, na sua rude sinceridade, a dar alento ao resto do país. A voz sã, animosa e tenaz de quem nunca soube desesperar. A voz de quem, contra todas as pragas e adversidades, foi sempre capaz de erguer a enxadão olimpos naturais neste chão do extremo Ocidente, e deles repartir, pelos cinco continentes, gotas de um vinho generoso e luminoso como um sol de esperança.»
Retirado do Facebook | Mural de Maria José Diegues

TÓPICOS DA IMPRENSA | 06-02-2024 | VCS

1 – “Os partidos têm de respeitar a vontade do povo”: Adalberto Campos Fernandes defende que o PS deve viabilizar governo da AD nos Açores.
Adalberto Campos Fernandes considera que o PS deve viabilizar o governo da AD, tendo em conta os resultados das legislativas nos Açores, posicionando-se assim do lado dos socialistas que entendem que o governo de José Manuel Bolieiro deve governar em minoria relativa. “Não tenho a menor dúvida de que há apenas uma força política em condições de formar governo” nos Açores, defende o socialista, acrescentando que “faz todo o sentido” dar a vitória à coligação PSD/CDS-PP/PPM. | In CNN Portugal ( ver podcast ) |
COMO A REVOLUÇÃO FRANCESA MUDOU O MUNDO – Nostalgia História
QUEM TEM MEDO DE FRANCISCO LOUÇÃ?, por Francisco Seixas da Costa

Sinto por aí um certo mal-estar com a proeminência pública de Francisco Louçã, seja pela presença regular na comunicação social (imprensa, rádio e televisão), seja pelos lugares que ocupa no Banco de Portugal e no Conselho de Estado. Pena é que não se destaque, com igual nota, a sua atividade académica, em que, por um indiscutível mérito próprio, chegou ao topo da carreira letiva, com amplo reconhecimento dos seus pares. Louçã é, além disso, autor de uma bibliografia muito assinalável, também publicada no estrangeiro.
Esta atitude anti-Louçã – chamemos as coisas pelos nomes – apoia-se num pouco subliminar juízo de “ilegitimidade”. Porque as ideias políticas de Louçã são minoritárias, dar-lhes relevo não tem o menor sentido e representa uma injustificável cedência de espaço ao Bloco de Esquerda – é esta a “lógica” do raciocínio.
Ora Louçã tem todo o direito de pensar o que pensa. Não concordo com muitas coisas que ele defende, sentir-me-ia mesmo pouco confortável se algumas das suas ideias fossem levadas à prática, nomeadamente nos temas europeus. Mas reconheço que o seu pensamento tem uma indiscutível racionalidade e coerência, mesmo quando ataca aquilo que eu próprio penso. E fá-lo com uma inteligência e uma preparação intelectual muito raras.
Num país em que o pensamento económico dominante é um ecoado por um “coro” que papagueia uma linha quase uniforme, difundindo um “template” que surge vendido como verdade indiscutível nas salas das nossas universidades (isto sabe-se?), de que algum “jornalismo” económico é apenas um subproduto para “dummies”, fico muito feliz pelo facto de poder existir, com visibilidade nacional, um contraditório, mediático e não só, feito por alguém com a estatura de Francisco Louçã.
Retirado do Facebook | Mural de Francisco Seixas da Costa
Helenismo: cínicos, estoicos, epicureos | Serie Documental: Filosofía | Episodio 05
Diana Vishneva e Natasha Osipova, ballerinas


O que Fernando Pessoa não escreveu Consultar o site da Casa Fernando Pessoa

Circulam na Internet inúmeros apócrifos de Fernando Pessoa. Ou seja, textos que não foram escritos por Pessoa, apesar de lhe ser atribuída a autoria.
São exemplos disso o texto que refere um castelo a construir com as pedras encontradas no caminho ou a transcrição incorrecta do Guardador de Rebanhos que remete para altura do que os olhos podem ver.
A estrutura da rede faz com se multipliquem incontrolavelmente as referências e que se prolongue o equívoco.
Salvaguardando a obra de Fernando Pessoa, a equipa da Casa está disponível para confirmar a autenticidade de citações ou poemas, sugerindo as clarificações necessárias para evitar a perpetuação de erros. Em caso de dúvida, não deixe de nos contactar através do email info@casafernandopessoa.pt
Girl in Yellow Drapery (1901) | John William Godward (1861 – 1922)

António Galopim de Carvalho, 5 Fevereiro 2024

Estimados amigos
Vou ter de ser submetido a uma cirurgia cardíaca, de algum risco, tendo em conta a minha idade, a caminho dos 93. Tenho estado a perder qualidade de vida a um ritmo acelerado e tenho mesmo de a fazer. Será já amanhã, dia 5. Se tudo correr bem, como espero, voltaremos a encontrar-nos no próximo dia 9.
Preciso de ultrapassar esta barreira, pois tenho projectos em curso, muito trabalho pela frente e sei que ainda sou útil a muita gente. Estou perfeitamente consciente da situação, mas feliz, de bem comigo, com os outros e com o mundo.
Continuar a lerDuas frases de Victor Hugo, Escritor francês
Que coisa triste não saber o endereço da Alma.
As pessoas não carecem de força, elas carecem de vontade.

A religião confrontada com a razão crítica | por Anselmo Borges | in DN

Com a Bula Inter Caetera, o Papa Alexandre VI (1493) concedendo aos reis de Castela os mesmos direitos atribuídos aos reis portugueses de invadir, conquistar, combater, vencer e submeter quaisquer territórios e povos inimigos de Cristo, mas com uma diferença: não autoriza explicitamente a escravizar os pagãos (índios). Imagem: D.R. / AB
Afinal, o que justamente nos indigna noutros também já esteve presente, de uma forma ou outra, entre nós. E será que a tentação não continua lá?
Vamos dar exemplos.
Não foi há 1000 anos – muitos de nós ainda se lembram perfeitamente disso – que as mulheres só podiam entrar nas igrejas com o véu e que a missa era em latim, e as pessoas ali estavam durante uma hora ou mais a ouvir e a dizer o que exprimimos no dito: “Para mim, é chinês.”
Tudo indica que, enquanto pôde, o clero controlou a vida sexual dos fiéis, a ponto de o historiador Guy Bechtel afirmar que a fractura entre a Igreja Católica e o mundo moderno se deu essencialmente na teoria do sexo e do amor: “Onde Estaline se detinha à porta da alcova, a Igreja pretendia deslizar para o meio dos lençóis”, pois o diabo estava também, e sobretudo, dentro da cama. A confissão inquisitorial centrada na actividade sexual terá sido causa determinante na descristianização da Europa. Neste sentido, o historiador católico Jean Delumeau afirmou: “As minhas investigações históricas convenceram-me de que a imagem do Deus castigador e vingativo foi um factor decisivo de uma descristianização cujas raízes são antigas e poderosas.” Os homens e as mulheres começaram a abandonar a Igreja, quando recusaram a confissão do seu território sexual, isto é, quando contestaram a invasão do segredo da intimidade, considerado um direito inalienável. Ah! E o carácter hediondo da pedofilia!…
Continuar a lerAna Cristina Silva | Crónica do mês de Janeiro no Diário de Notícias

Eles não leem. Esta entidade na terceira pessoa do plural são os alunos, sobretudo adolescentes, e a afirmação constitui uma lamentação que ecoa pela sala de professores de dezenas de escolas do país. Se a educação implica, e muito, o exemplo, no contexto deste persistente desabafo que se repete em tantas escolas, talvez não seja descabido perguntar se o verbo ler se aplica com a devida frequência ao desejo leitor dos próprios professores. Eu sei: existe a falta de tempo, as pilhas de testes a corrigir, a burocracia que tantas vezes substitui a possibilidade de conhecer os alunos reais, as viagens entre a casa a escola com quilómetros a mais. Mas ainda assim, permitam-me a provocação: E os professores leem?
Continuar a lerCatalani: La Wally – Making of | Capriccio Records
O IMPÉRIO JÁ NÃO SE ESTÁ A EXPANDIR! | por Hugo Dionísio

Com a entrada em 2024 e no âmbito da guerra tecnológica que os EUA moveram à China, para que esta não se desenvolva, pelo menos tão depressa, os Países Baixos revogaram algumas licenças de exportação de impressoras litográficas da ASML.
A ASML, que tem vindo a perder terreno no mercado chinês – o maior do mundo – e a sofrer, financeiramente, com a decisão de aplicar, num primeiro momento, as sanções de Washington, decidiu, já no final do ano de 2023, retomar todas as exportações.
Perante o facto e cedendo às pressões de Washington – depois dizem que o 1.º ministro neerlandês é de extrema-direita e o Biden não é -, o governo do país europeu, decidiu, ele próprio, impedir a ASML de vender as suas impressoras para a China.
Continuar a lerO Aviso | Luís Paixão Martins

O homem que vivia junto ao rio ouviu na rádio que o rio ia inundar a cidade e que os habitantes deviam fugir. Mas o homem disse: Sou religioso, rezo, Deus ama-me e salvar-me-á.
As águas subiram. Veio um tipo num barco e gritou que a cidade estava a ficar abandonada e que devia de fugir com ele pela sua segurança. Mas o homem disse: Sou religioso, rezo, Deus ama-me e salvar-me-á.
Um helicóptero sobrevoou o local e um tipo com megafone gritou que a cidade estava a ficar inundada e que ele devia aproveitar o socorro. Mas o homem disse: Sou religioso, rezo, Deus ama-me e salvar-me-á.
O homem afogou-se. Chegou ao céu e foi interpelar Deus: Porque é que isto aconteceu? Julguei que me amavas.
Deus respondeu-lhe: mandei-te um aviso pela rádio, um helicóptero e um barco”.
The West Wing
Retirado do Facebook | Mural de Luís Paixão Martins | Foto de Ps.pt
“BENDITO FILHO”, ROMANCE DE SILAS CORRÊA LEITE SOBRE A INFÂNCIA DO MENINO JESUS

Em Isaías 9:6, Isaías profetiza que Jesus Cristo viria como um bebê, Jesus é chamado por vários nomes. Miquéias 5:2—Miquéias profetiza que Jesus nasceria em Belém. Mateus 2:4–6.
Colocar-se no lugar de uma criança – o que ela pensa, reflete; como se expõe, como reage, manifestações etc. – e escrever sobre o Menino Jesus, seu tempo, espaço e lugar; seu entorno, inclusive, só mesmo sendo uma espécie de poeta pensador, sentidor. Ser Poeta é uma forma de se continuar menino? O pai do autor descendente de judeu, cristão novo oriundo de Ilha da Madeira, Portugal. A mãe do autor cristã, com origem ancestral africana (Angola) e ainda indígena (Tupi-Guarani). Dessas somas surgiu o escritor que, premiado em verso e prosa, formou-se, e ainda atuou a defender os fracos e oprimidos, os bem-aventurados. Nesse retrospecto, o Bendito Filho é só mais um mavioso projeto. Invencionice. Lépida imaginação, mas, antes de tudo, arte literária para aqui escrever sobre céus e terras. Professor, blogueiro e escritor premiado em verso e prosa, sabe que escrever é isso: colocar a alma para respirar luz, aliás, “salmar” a alma. Nem toda infância é igual, mas, a do Menino Jesus, bendito fruto, certamente que foi bem diferenciada. Foi nessa época de meninice que o ser humano Jesus começou a formar a sua persona? O que ele iria ser quando crescesse, quando jovem, e até mesmo o adulto do futuro, já passa rigorosamente por essa época. Como foi com Jesus? Ler para crer. Os jorros de historietas, ou, feito este romance em contações, diz da vida familiar de Jesus; alguns suportes de vivências para a sua missão espiritual fora de casa. Depois, pregando os Evangelhos que, afinal, mudaram o mundo e a vida na terra, e deram um sustentáculo para os canteiros da chamada Fé Cristã, no espírito do Cristianismo.
Continuar a lerA Inquisição na Europa e nas Américas
Aristóteles | Documental completo | Historia de la filosofia | Episodios 03 – 04
NÚS descendo uma escada. 1955 Hananias Harari (Américain, 1912-2000)

