«Do 25 de Abril de 1974 ao 25 de Novembro de 1975»: Irene Flunser Pimentel analisa autonomia do campo político português no período entre os dois “25”

«Devido a um acidente e a doença, António de Oliveira Salazar foi substituído, na presidência do Conselho de Ministros, por Marcello Caetano, por decisão do presidente da República, almirante Américo Tomás, em 27 de setembro de 1968. Após convocar uma reunião do Conselho de Estado, o presidente anunciou que, “atormentado” por “sentimentos afetivos de gratidão”, decidira exonerar Salazar e nomear Marcello Caetano. Salazar manteve no papel todos os poderes e honras, com direito de permanecer na própria casa oficial do presidente do Conselho, constando que ninguém se atreveu a dizer-lhe que já não dirigia o país.»

Assim principia, em setembro de 1968, e a poucos anos do golpe de Estado que nos abriria as portas para a democracia e possibilitaria a criação do Estado social, a liberdade de associação, pensamento, ação e mobilidade social, Do 25 de Abril de 1974 ao 25 de Novembro de 1975 – Episódios menos conhecidos – documento de leitura obrigatória em que Irene Flunser Pimentel revisita as principais instituições de poder erguidas quer entre os militares, quer entre os principais partidos políticos portugueses, durante o processo que se desenvolveu entre os anos finais da ditadura e o 25 de Novembro de 1975.

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Portugal é uma Ilha? | Carlos Matos Gomes

Não abordar a questão da dependência de Portugal do estado do Mundo é fazer dos portugueses prisioneiros cegos. A melhor apreciação dos que criam este silêncio é o de ignorantes. A outra é a de manipuladores que utilizam a ignorância do seu público para lhes venderem ilusões.

Portugal é uma Ilha? Quem ouvir os jornalistas que interrogam os políticos em campanha e o enxame de comentadores que esvoaçam sobre eles como moscas varejeiras só pode concluir que sim. E mais, uma ilha fora do tempo e do espaço, por onde não passam correntes marítimas nem anticiclones. Um território no meio do nada.

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5. Learn English Through Stories Level 1 ⭐| Sherlock Holmes | English Listening Skills

📚 Welcome to “Learn English Through Stories Level 1”! In this session, we dive into the classic tale of Sherlock Holmes: The Dying Detective. 🕵️‍♂️ Enhance your English listening skills with this gripping story while expanding your vocabulary and comprehension.

Do filme, As Vinhas da Ira de JOHN STEINBECK

«Não sei para onde vou mãe (…) Andarei por aí no escuro, estarei em toda a parte. Para onde quer que olhem.

Onde houver uma luta para que os famintos possam comer, estarei lá. Onde houver um policia a espancar uma pessoa, estarei lá. Estarei nos gritos das pessoas que enlouquecem.

Estarei nos risos das crianças quando têm fome e as chamam para jantar.

E quando as pessoas comerem aquilo que cultivam e viverem nas casas que constroem, também lá estarei.»

Fulvio De Marinis, 1971 | Pintura in Facebook, Arte Literatura e Pintura

Nacido en Nápoles, se graduó en el Instituto de Arte y asistió a la Academia de las Artes de Nápoles. De Marinis es un pintor que hunde sus raices en la pintura clásica, pero sus obras son extremadamente actuales, a través de la representación de lugares, colores y costumbres de nuestros días.

WILLY BRANDT | Biografia | Wikipédia | Social-Democracia

Willy Brandt (Lübeck18 de dezembro de 1913 — Unkel8 de outubro de 1992) foi um político social-democrata alemão.[1]

Entre 1957 e 1966 foi prefeito de Berlim, entre 1966 e 1969 foi ministro dos assuntos exteriores e vice-chanceler e entre 1969 e 1974 foi chanceler da República Federal da Alemanha.[2] Pela sua Ostpolitik, cujo objectivo eram o relaxamento e equilíbrio com as ditaduras do Bloco do Leste, foi-lhe atribuído o Nobel da Paz no dia 10 de dezembro de 1971. Demitiu-se, em 1974, devido ao escândalo da descoberta de um espião alemão-oriental no seu gabinete.[1]

Juventude

Willy Brandt nasceu como Herbert Ernst Karl Frahm, filho natural de John Möller e de Martha Frahm. Nunca conheceu seu pai, e foi educado pela mãe e pelo avô materno.

Entre 1941 e 1948, Brandt foi casado com Carlotta Thorkildsen, com quem teve uma filha (Ninja Frahm, 1940). Após a separação, ainda em 1948, casou-se com Rut Bergaust. Este relacionamento resultou em três filhos, Peter (1948), Lars (1951) e Matthias (1961). Depois de terem permanecido durante 32 anos casados, Rut e Willy separaram-se em 1980. No dia 9 de Dezembro de 1983 Brandt casou-se com a historiadora e relações-públicas Brigitte Seebacher.

Willy Brandt ingressou na juventude socialista em 1929, e, um anos depois, no SPD. Em 1931 mudou para o Partido Trabalhador Socialista (SAP), uma formação socialista-esquerdista.

Em 1932 acabou a sua educação secundária no Johanneum zu Lübeck. Após a ascensão ao poder de Hitler em 1933, o SAP foi proibido, continuando, no entanto, a existir clandestinamente. Willy Brandt recebeu a ordem de estabelecer uma célula do partido em Oslo e emigrou então para a Noruega.

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Dito e escrito em 12.05.2016, por José Pacheco Pereira, in Abrupto | Nota: subscreveria com convicção este texto – Vítor Coelho da Silva, em 18-02-2024

SURPRESA!

Desenganem-se que sou muito mais liberal do que socialista, mas sou sujeito a esse interessante anátema de que agora tudo o que não pertence a essa direita radical é socialista, pelo menos, quando não é esquerdista, radical, comunista, etc. Aliás, sobre o que disse no artigo que publiquei e que suscitou a fúria destes “liberais” (“Para a nossa direita radical o Papa é do MRPP”), nada é dito e percebe-se porquê: é que eles pensam mesmo que o Papa é do MRPP com aquelas histórias da “economia que mata…”

Sabem qual é a surpresa? É que no essencial continuo a pensar o mesmo e não me converti ao socialismo, a não ser à parte de socialismo que existe na social-democracia. 

http://abrupto.blogspot.com/2016/05/surpresa-desenganem-se-que-sou-muito.html

Rose Araujo: a poesia como amor à vida | por Adelto Gonçalves 

Em livro de estreia, a poeta surpreende por sua sutileza verbal em seu anseio por dias melhores

                                                             I
               Depois de participar de várias coletâneas e antologias como designer gráfica, Rose Araujo, como poeta, estreia em livro solo com Quando Vida Poesia (Curitiba, Selo Inside/Editorial Casa, 2022), obra concebida a partir de 2017, mas que tomou forma final nos anos da pandemia de coronavírus (covid-19) e traz como prefácio um ensaio do poeta Tanussi Cardoso e texto de apresentação assinado pelo escritor e revisor Ricardo Alfaya. São versos ligeiros, que, por seu lirismo e concisão, apr oximam-se do gênero haicai, modelo literário de origem nipônica que no Brasil teve como ilustres representantes Guilherme de Almeida (1890-1969), Millor Fernandes (1923-2012) e Paulo Leminski (1944-1989), entre outros.

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Das brumas da memória | José Augusto Nozes Pires | Bartolomé Esteban Murillo- Duas crianças comendo um melão e uvas, 1645-46

Em tudo que fazemos a desigualdade persiste

Talvez nalguns lugares seja menor

Mas já era assim, talvez maior,

Na minha, na tua, na nossa infância.

Deixa-me lembrar-te e não me contradigas:

Uns adormeciam em camas limpas e macias

E outros, sabe-se lá, onde calhava.

Sempre assim foi:

Para estes uma ama serviçal acolhia-os ao colo,

Nem um ralhete se ouvia ;

um quarto aquecido, palhaços e soldadinhos de chumbo.

Para aqueles (foram e são tantos!)

 uma cama de palha, uma vela de sebo acesa.

Não viste tu, mas vi eu.

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SIMPLEX ? | por João Paciência, Arquitecto

Houve um tempo em que entrar num curso de Arquitetura teria que se saber desenhar, bem, mal, assim assim …

Depois os nossos professores ensinavam a pensar e como dominar o espaço interior e a forma daí resultante, as dimensões básicas de tudo quanto um ser biológico que é o Homem necessita para nesses espaços e formas viver, ergonomia e escala, cor texturas e luz natural , opacidades e transparências, a História da Arte, as teorias de Arquitectura e a evolução dos conceitos e culturas, dos ritmos e contrastes que nos tocam a Alma, que uma boa música de fundo nos estimulava a desenvolver hipóteses de solução para os diferentes temas que nos iam sendo progressivamente colocados, aprendemos tecnologias e coisas fantásticas se foram conseguindo com as novas ferramentas tecnológicas que se foram descobrindo e aplicando em formas cada vez mais complexas e paramétricas!

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Os meus amigos da Igreja do Liberalismo, por Paulo Querido

Os meus amigos da Igreja Do Liberalismo têm um viés muito engraçado. Para eles, TODOS os avanços humanos, da economia à saúde, se devem ao virtuoso liberalismo. E citam os dados da evolução: temos menos pobres (no sentido em que há menos pessoas no mundo abaixo dos limiares de pobreza), temos melhor qualidade de vida que as gerações precedentes, há francamente uma grande evolução ao longo das décadas e séculos.

Os dados são esses. Progredimos. Muito. Em Portugal, por exemplo, os salários melhoraram bastante nos últimos 8 anos e dezenas de milhar de pessoas regressaram de debaixo do limiar de pobreza para onde tinham sido atiradas nos 6 anos anteriores por um governo, esse sim, amigo da Igreja do Liberalismo.

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A vida de Mozart (The Mozart Story) , Capítulo 1 (Série completa, ative a legenda/Subtitles)

Parte 1    • A vida de Mozart (The Mozart Story)  …   Parte 2    • A vida de Mozart (The Mozart Story) ,…   Parte 3    • A vida de Mozart (The Mozart Story) ,…  

17 DE FEVEREIRO DE 1806: NAPOLEÃO ORDENA A CONSTRUÇÃO DO ARCO DO TRIUNFO

No dia seguinte à vitória em Austerlitz, Napoleão proclamou aos seus soldados: “Levar-vos-ei de volta a França. Você só voltará para suas casas sob arcos triunfales.”

Em 18 de fevereiro de 1806, Napoleão tomou a decisão oficial de erguer um arco triunfal para a glória da Grande Armée, seguindo o exemplo da Roma antiga, que também havia passado da República para o Império. Vários locais foram então propostos, a Bastilha foi preferida por um tempo, mas Napoleão optou pela Place de l’Étoile.

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Madonna, 1894 by Edvard Munch

Originally called Loving Woman, this picture can be taken to symbolize what Munch considered the essential acts of the female life cycle: sexual intercourse, causing fertilization, procreation and death. Evidence for the first is in the picture itself, an intensified, spiritualized variation in the nude of the ‘mating’ pose, the woman depicted as though recumbent beneath her lover. The ethereal beauty of her face was said to resemble both Dagny Przybyszewska and her sister Ragnhild Backstrom. Procreation was implied by the decoration of the original frame, later discarded, on which were painted drops of semen and an embryo. That Munch associated the image with death is clear from his own comments on the picture, in which he sees it as representing the eternal cyclical process of generation and decay in nature. He continually connected love with death: for the man, because it eviscerated him, for the woman, because, following Schopenhauer, he appears to have thought her function ended with child-bearing.

https://www.edvardmunch.org/madonna.jsp

Baudelaire – Embriagai-vos! | In Poemas em Prosa

Deveis andar constantemente embriagados. Tudo consiste nisso: eis a única questão. Para não sentirdes o fardo horrível do tempo, que vos quebra as espáduas, vergando-vos para o chão, é preciso que vos embriagueis sem descanso.

Mas, com quê? Com vinho, poesia, virtude. Como quiserdes. Mas, embriagai-vos.

E se, alguma vez, nos degraus de um palácio, na verde relva de uma vala, na solidão morna de vosso quarto, despertardes com a embriaguez diminuída ou desaparecida, perguntai ao vento, à vaga, à estrela, ao pássaro, ao relógio, a tudo o que foge, a tudo o que geme, a tudo o que rola, a tudo o que canta, a tudo o que fala, perguntais que horas são. E o vento, a vaga, a estrela, o pássaro, o relógio vos responderão: — É a hora de vos embriagardes! Para não serdes escravos martirizados do tempo, embriagai-vos! Embriagai-vos sem cessar! Com vinho, poesia, virtude! Como quiserdes!

— Charles Baudelaire, In Poemas em Prosa

Yellow-Red-Blue, 1925 by Wassily Kandinsky

Yellow-Red-Blue was created by Wassily Kandinsky in 1925. The primary colors on the painting feature squares, circles and triangles and there are abstract shapes mixed in with these. There are also straight and curved black lines that go through the colors and shapes. This is to help provoke deep thought in the person viewing the piece.

Yellow-Red-Blue can actually be divided in half with how different each of the sides are. The left side has rectangles, squares and straight lines in bright colors while the right side features darker colors in various abstract shapes. These two sides show different influences and are meant to create varied emotions in the viewer.

https://www.wassily-kandinsky.org/Yellow-Red-Blue.jsp

GIORDANO BRUNO (1548-1600) | in temposdecolera.blogs.sapo.pt

A 8 de Fevereiro, Giordano foi publicamente degradado e excomungado do seio da Igreja. De pés descalços, ajoelhado, com a cabeça inclinada para o chão, ele ouviu, perante a assembleia solene dos cardeais, inquisidores e teólogos, presidida pelo papa e pelo governador de Roma, o veredicto há tanto tempo esperado. Seria queimado vivo, no Campo dei Fiori, oito dias mais tarde.

Erguendo-se em desafio, no fim da sentença, gritou alto e forte: «Vós que pronunciais essa sentença, estareis porventura mais assustados do que eu que a cumprirei.»

Uma última vez, era-lhe dado a exprimir a noção de reviravolta, que invertia os papéis. Gelou o sangue nas veias dos acusadores. Como Acteon, ao surpreender a divindade, já não tinha de procurá-la fora de si próprio.

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CONVITE | Sessões de lançamento de «A Vida na Selva», de Álvaro Laborinho Lúcio

A chegada de A Vida na Selva, o novo livro de Álvaro Laborinho Lúcio, às livrarias é assinalada com sessões de lançamento em Lisboa, no Porto e em Coimbra, com apresentação de Fernando AlvesCarlos Magno e Carlos Fiolhais, respetivamente, depois de uma primeira sessão no âmbito do festival Correntes d’Escritas, a 24 de fevereiro, às 12h30, na Póvoa de Varzim. Assim sendo, a Quetzal Editores têm o prazer de a/o convidar para as sessões que terão lugar na Livraria Ler Devagar, em Lisboa, no Tribunal da Relação do Porto, e na Fundação Bissaya Barreto, em Coimbra, em sessões que decorrem a 28 de fevereiro, 5 e 7 de março

A Vida na Selva é uma viagem às memórias e histórias do autor, que se confundem entre lembranças de infância e palestras proferidas já como escritor, depois de uma carreira como magistrado, político e homem desde sempre ligado ao mundo da justiça. «Este é o produto de uma memória propositadamente não elaborada, sem trabalho de reconstituição, escorrendo em palavras a partir de uma mistura de lembranças e de esquecimentos, desprendida do rigor das provas, alheada dos documentos, dispensada de breves desígnios de certeza como fundamento de uma verdade que se quer ver reconhecida», escreve Álvaro Laborinho Lúcio, com a sensibilidade, sentido de humor e inteligência a que já nos habituou.

  

“A Desobediente – Biografia de Maria Teresa Horta”, de Patrícia Reis. Uma vida inteira à beira do abismo

Patrícia Reis apresenta o seu mais recente trabalho literário, “A Desobediente – Biografia de Maria Teresa Horta”, a ser lançado pela Contraponto no próximo dia 7 de março. Este é o sexto volume da coleção de Biografias de Grandes Figuras da Cultura Contemporânea e o primeiro que envolve diretamente, por meio de entrevistas, a própria personalidade biografada. O livro inclui revelações importantes sobre a vida e obra de uma das figuras mais proeminentes da literatura nacional.

Mais do que uma narrativa biográfica, esta obra é uma conversa íntima, em vários momentos sussurrada ao ouvido, com uma mulher, poetisa, mãe, ativista política e uma das vozes mais influentes e inquebrantáveis de Portugal. Maria Teresa Horta, desde tenra idade, enfrentou as vicissitudes da vida com intrepidez, sobrevivendo não apenas às adversidades pessoais, mas erguendo-se também como uma fervorosa defensora dos direitos das mulheres e uma figura proeminente na cena política nacional.

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NATUREZA E PODER: GIORDANO BRUNO E SPINOZA |  de Saverio Ansaldi

Existe sem dúvida entre Giordano Bruno e Spinoza uma “afinidade eletiva” que vai além de qualquer tentativa de estabelecer uma filiação filológica ou uma derivação textual entre os dois autores. Com efeito, independentemente de uma certa “convergência” biográfica (perseguição por parte de autoridades políticas e religiosas, exílio, reputação sulfurosa dos escritos), Giordano Bruno e Spinoza partilham questões filosóficas e questões de grande importância conceptual.

Com efeito, para além de uma hermenêutica de origem idealista e historicista que pretende sublinhar uma forte homogeneidade conceptual entre Giordano Bruno e Spinoza, parece-nos que estes dois autores procuram responder à mesma e extremamente precisa questão: quais são as consequências antropológicas da infinitização da natureza? Esta questão é, por assim dizer, imanente aos temas e tensões que regem as suas respectivas filosofias e ao mesmo tempo está implícita nos conteúdos e debates que caracterizam a cultura filosófica do seu tempo.

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A extrema-direita faz parte do sistema — não se assustem! | por Carlos Matos Gomes

As campanhas eleitorais que se estão a desenvolver em vários países europeus têm um tema central que as máquinas de propaganda se encarregam de dramatizar até ao limite, a bem das audiências e do entorpecimento dos cidadãos em geral: a extrema-direita entra nas contas para os governos ditos democráticos e é um perigo para a democracia ou não?

A questão lembra-me as sessões de luta-livre americana, em que há sempre um vilão e os resultados estão decididos à partida. Todos, os lutadores, o árbitro e os empresários, os locutores e comentadores, os treinadores fazem parte do espetáculo. Os jogos que as televisões portuguesas têm apresentado em direto são programas de entretenimento e adormecimento: fazem de conta que existe um mau da fita e que este coloca em perigo a liberdade de decisão dos cidadãos e a sua intervenção nas decisões tomadas em seu nome. O mau da fita representa o seu papel de arruaceiro e o público assobia, ou aplaude.

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Poema | Maria Isabel Fidalgo

Louvo sempre o mais que tenha

que foi a sorte a ajudar

e não ligo a quem desdenha

que quem fala quer comprar

Acredito no que vejo

para poder não gostar

mas descreio do desejo

que morre de esperar

E louvo a minha  riqueza

por ter mais que o necessário

e  abomino a avareza

de quem não é solidário

Creio na leal amizade

quando dela eu preciso

e como é doce a bondade

que vem dentro de um sorriso

E louvo quem nada espera

mas em mim sempre acredita

como  um sol de primavera

quando a vida ressuscita.

A MULHER ATENIENSE | In Presente de Grego

A discussão do papel da mulher na sociedade não é atual. 

É antiga e presente no pensamento ocidental desde a Antiguidade. 

Na Grécia, Sócrates, Tucídides e Plutarco nos ajudam a elaborar um breve quadro que compõe o significado da mulher em Atenas.

1. Dentro de casa: 

Sua autoridade doméstica era plena. 

Era a principal responsável pela distribuição das tarefas aos escravos, zelava pela educação da prole, cuidava do preparo e conservação dos alimentos, estava atenta ao vestuário e à saúde dos membros da família. 

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MIGUEL TORGA | DO DIÁRIO – Uma História Triste

Uma história triste agrada sempre. No seu sentido mais profundo, a vida é bela e alegre. Todos nós tivemos já a experiência disso milhares de vezes. Provas sobre provas de que não há primavera sem flores, nem outono sem frutos. Mas, apegados como estamos à aparência de tudo, esquecemos a voz do profundo, e ouvimos deliciados o som da superfície. Temos o vício da tristeza.
Diário (1946)

Retirado do Facebook | Mural de Maria José Diegues

Les Misérables (2012) – I Dreamed A Dream Scene (1/10) | Anne Hathaway é divina !!!

Les Misérables – I Dreamed A Dream: Fantine (Anne Hathaway) sings of her past and the horror of her current desperation.

After 19 years as a prisoner, Jean Valjean (Hugh Jackman) is freed by Javert (Russell Crowe), the officer in charge of the prison workforce. Valjean promptly breaks parole but later uses money from stolen silver to reinvent himself as a mayor and factory owner. Javert vows to bring Valjean back to prison. Eight years later, Valjean becomes the guardian of a child named Cosette after her mother’s (Anne Hathaway) death, but Javert’s relentless pursuit means that peace will be a long time coming.

Pintura de Konstantin Razumov, Pintor russo

Konstantin Razumov (nacido en 1974) crea pinturas en varios géneros, desde Nu hasta paisajes, pero está especialmente refinado con la escritura de retratos de mujeres. Dibujando señoritas encantadoras, la artista no las representa como mujeres modernas, más a menudo la mujer en sus pinturas es una mujer de ensueño que vino de un tiempo diferente, del siglo pasado. El sueño de la mujer en las pinturas del artista es encantador, refinado y femenino.

FRANÇA | Todas as manhãs, as notícias selecionadas pelo Le Monde num relance. Véronique Chocron

Crise habitacional: o “choque de oferta” do governo, um velho slogan e múltiplas contradições.
Gabriel Attal comprometeu-se a promover a construção, uma promessa já feita por Emmanuel Macron em 2017.
No entanto, não só as medidas tomadas na altura tiveram pouco efeito, como algumas foram mesmo contraproducentes, levando a um declínio na produção de habitação social.

France, Valence, 2024-01-23. (Photo by Nicolas Guyonnet / Hans Lucas / Hans Lucas via AFP)

CONSTANTINO E A ASCENSÃO DO CRISTIANISMO | In Estudos Históricos

Constantino foi um imperador romano que viveu entre os séculos III e IV d.C. Ele é considerado o primeiro imperador cristão, pois foi o responsável por legalizar e favorecer o cristianismo no Império Romano, que até então era dominado pelo paganismo e pela perseguição aos cristãos.

A conversão de Constantino ao cristianismo é um dos eventos mais importantes da história da igreja, pois marcou o início de uma nova era de expansão e influência da fé cristã na sociedade e na política. Segundo a tradição, Constantino se converteu após ter uma visão de uma cruz luminosa com as palavras “in hoc signo vinces” (por este sinal vencerás) antes da batalha da Ponte Mílvia, em 312 d.C., contra o seu rival Maxêncio. Nessa batalha, Constantino saiu vitorioso e se tornou o único governante do Império Romano do Ocidente.

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BARUCH SPINOZA | Tratado da Reforma do Entendimento

Baruch (de) Espinoza (em hebraico, ברוך שפינוזה), também referido como Baruch (de) Espinosa ou Baruch Spinoza[1][2] ou, ainda, na literatura em português, como Bento (de) Espinosa e, após o herem de 1656, como Benedictus de Spinoza [3] (Amsterdão24 de novembro de 1632 – Haia21 de fevereiro de 1677[4]foi um filósofo de origem judaico-portuguesa, nascido nos Países Baixos, filho de uma família perseguida pela inquisição, em Portugal, que se refugiara na Sinagoga Portuguesa de Amsterdão.[5][6]

Um dos primeiros pensadores do Iluminismo[7] e da crítica bíblica moderna,[8] incluindo das modernas concepções de si mesmo e do universo,[9] ele veio a ser considerado um dos grandes racionalistas da filosofia do século XVII.[10] Inspirado pelas ideias inovadoras de René Descartes, Spinoza se tornou uma figura filosófica importante da Idade de Ouro Holandesa. O nome de batismo de Spinoza, que significa “Bem-aventurado”, varia entre as diferentes línguas. Em hebraico, seu nome completo é escrito ברוך שפינוזה. Na Holanda, usava o nome português Bento.[11] Em suas obras em latim e em holandês, usava a forma latina desse nome, Benedictus.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Baruch_Espinoza

“O DESTERRADO”, DE SOARES DOS REIS, por Paulo Marques

Em 1872, com 25 anos, como prova final do pensionato em escultura que realizou em Roma, Soares dos Reis (1847 – 1889) esculpiu em mármore de Carrara “O Desterrado”, sua obra maior, de inspiração classicista (com pormenores naturalistas e românticos perfeitamente conjugados), inspirada nos versos das “Tristezas do Desterro” de Alexandre Herculano.

Sentado num rochedo, um jovem nu, belo e são, com as mãos cruzadas e apoiadas a um lado, costas arqueadas, cabeça pendente numa pose de abandono, com uma lágrima escorrendo-lhe pela face, olha tristemente? solitariamente? saudosamente? meditativamente? alheadamente? melancolicamente? desesperadamente? a espuma das ondas a seus pés. 

À época, mal adivinhava Soares dos Reis que “O Desterrado” viria a ser ele próprio. Desterrado, não no sentido de ter vivido longe, ou de ter sido expulso da sua pátria, mas de ter vivido num espaço e num tempo em que nunca se enquadrou e que nunca o acolheu com a devida gratidão. 

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Quatro grandes líderes de Portugal. Exemplos extraordinários de como se faz grande política

Diogo Freitas do Amaral, Francisco Sá Carneiro, Mário Soares e Álvaro Cunhal

Os quatro souberam rodear-se de grandes quadros militantes, experientes, com vidas profissionais exemplares.

Programa eleitoral da AD para 2024: mudança segura e ambição reformista | PSD/CDS-PP/PPM

Luís Montenegro defende uma “ambição reformista com responsabilidade orçamental e justiça social”, para colocar a economia portuguesa “a crescer como as melhores da Europa” e reduzir a pobreza.

“Estou aqui para vos apresentar a mudança, para vos dar a conhecer o país muito melhor que vamos construir juntos a partir do próximo dia 10 de março”, declarou.

Esta sexta-feira, em Lisboa, na apresentação do programa eleitoral, o líder da AD começou por caracterizar o estado do país: “a cair para a cauda da Europa”, com “baixos salários e baixas pensões”, uma “dramática emigração de jovens qualificados”, um estado que “abandona milhões à pobreza, à exclusão e a desigualdades persistentes”.

“Na AD queremos virar a página do desânimo e do desespero e abrir um tempo de esperança e um tempo de confiança”, acrescentou.

“Ambição”, “sensibilidade social” e “sentido de Estado” são os três grandes princípios orientadores do programa eleitoral da AD, que “oferece aos portugueses uma combinação única de ambição reformista com responsabilidade orçamental e justiça social” e permitirá “criar uma economia produtiva e competitiva, a crescer como as melhores da Europa, e que seja capaz de gerar melhores empregos que paguem melhores salários”.

Luís Montenegro salientou que é preciso pôr termo a “8 anos de governação do Partido Socialista, que governou 22 dos últimos 29 anos”. “O cenário macroeconómico e orçamental é robusto, combina ambição com realismo e prudência”, contrapôs.
“Propomos baixar os impostos, sobretudo sobre o rendimento do trabalho da classe média e dos jovens, e depois também sobre a atividade das empresas – mas sempre com equilíbrio orçamental”, realçou.

Luís Montenegro quer “criar uma economia competitiva”, promover “melhores salários” e “pensões mais altas”, “salvar os serviços públicos, mas sobretudo garantir que todos os portugueses têm mesmo uma resposta no tempo e com a qualidade que merecem na saúde, na educação, na habitação acessível para as famílias, nos transportes, na justiça e na segurança” e “reduzir a pobreza mesmo antes da aplicação de prestações sociais”.

Conhece aqui o Programa Eleitoral da Aliança Democrática.

Uma visão do Brasil contemporâneo | de Kenneth Maxwell | por Adelto Gonçalves

Novo livro do historiador inglês Kenneth Maxwell analisa os caminhos percorridos pelo País nos últimos 12 anos.

                                                             I
               O livro Kenneth Maxwell on Global Trends – an historian of the 18th century looks at the contemporary world (Kenneth Maxwell sobre tendências globais: um historiador do século 18 olha para o mundo contemporâneo), publicado por Second Line of Defense e organizado e editado por Robbin Laird, reúne ensaios que saíram à luz de 2011 a 2023. Conhecedor profundo da história do Brasil e d e Portugal no século XVIII e autor do clássico A Devassa da Devassa (Rio de Janeiro, Editora Paz e Terra, 1977), lançado em 1973 na Inglaterra com o título Conflicts and Conspiracies: Brazil and Portugal, 1750 -1808 (Cambridge University Press), seu primeiro livro, Maxwell, embora seu trabalho basicamente enfoque o século XVIII português, tem acompanhado detidamente a evolução política tanto em Portugal como no Brasil nos últimos tempos.
               Seus textos apresentam uma perspectiva abrangente sobre o mundo moderno e fornecem uma visão da desordem que se constata no planeta nos dias de hoje, mas especialmente se detêm sobre os caminhos que a democracia no Brasil vem percorrendo desde o fim do regime militar (1964-1985).  

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PLANO DE AÇÃO PARA PORTUGAL INTEIRO | Programa do PS às Eleições Legislativas de 2024

No ano em que comemoramos os 50 anos do 25 de Abril, é com orgulho e humildade que nos dirigimos ao povo português para dar a conhecer de forma clara e decidida a visão que temos para Portugal, os objetivos que vamos prosseguir e as medidas que vamos executar. Com vontade de renovar e espírito progressista, assumimos cinco missões para um novo mandato, que correspondem a outros tantos desígnios que queremos e vamos alcançar. Uma economia inovadora, verde e socialmente justa, assente no equilíbrio entre a redução da dívida e do défice orçamental e o desenvolvimento económico. Queremos que a economia portuguesa seja mais produtiva, que crie mais valor acrescentado por for ma a permitir aumentar os salários e os rendimen tos das pessoas.

Para isso, apostamos num Estado transformador que invista em infraestruturas e em energias renováveis, na transição digital e sobretu do no desenvolvimento da ciência e da tecnologia, apoiado no nosso sistema de ensino superior. Um Estado que tenha uma estratégia de inovação para as empresas, permitindo graduar o perfil produtivo e reindustrializar a nossa economia. Um Estado capaz de estimular o crescimento económico, mantendo o controlo da despesa pública e a trajetória de redu ção do défice orçamental e da dívida pública. Só uma economia mais sofisticada poderá pagar melhores salários e ter condições de trabalho mais dignas, tanto para os trabalhadores do setor privado como do setor público. Queremos investir e reforçar um Estado social mo derno e inclusivo, que efetive os direitos sociais e combata a pobreza, um Serviço Nacional de Saúde resiliente que deve ser reformado e continuamente melhorado e não descapitalizado e privatizado, uma escola pública de qualidade – a mesma que em 50 anos de Democracia formou a geração mais qualificada de sempre -, e uma habitação digna para todos.

Poema de Alberto Caeiro –  “O Guardador de Rebanhos, XXXVIII

Bendito seja o mesmo sol de outras terras

Que faz meus irmãos todos os homens

Porque todos os homens, um momento no dia, o olham como eu,

E nesse puro momento

Todo limpo e sensível

Regressam lacrimosamente

E com um suspiro que mal sentem

Ao Homem verdadeiro e primitivo

Que via o Sol nascer e ainda o não adorava.

Porque isso é natural — mais natural

Que adorar o ouro e Deus

E a arte e a moral…

Retirado do Facebook | Mural de Maria Isabel Fidalgo

MARIA SHARAPOVA | WIKIPÉDIA

Maria Yuryevna Sharapova (em russo, Мария Юрьевна Шарапова; Nyagan19 de abril de 1987) é uma ex-jogadora profissional de tênis da Rússia e ex-número 1 do ranking da WTA. Seus pais são de HomielBielorrússia, mas mudaram-se para a Rússia em 1986, logo após o acidente nuclear de Chernobil, cidade ucraniana vizinha.[6]

Em janeiro de 2010, a tenista voltou a ser a desportista mais bem paga do mundo, ao renovar o seu contrato com a marca de artigos desportivos Nike, no valor de 70 milhões de dólares (cerca de 48 milhões de euros).[7]

https://pt.wikipedia.org/wiki/Maria_Sharapova

Somos um País historicamente sem qualquer cultura democrática | António Campos

Mário Soares sabia-o e conhecia a nossa longa história antidemocrática como ninguém.

A sua principal preocupação política era como consolidar a Democracia, num País sem cultura democrática.

No dia 28 de Abril de 1974 ,após a sua chegada do exílio, com Tito de Morais e Ramos da Costa, na reunião em casa de Salgado Zenha, a principal discussão política era como se iam conseguir eleições livres e democráticas.

O primeiro líder político estrangeiro a visitar Portugal, após o 25 de Abril, foi o seu amigo Mitterrand.

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Dublagem em português! Entrevista de Tucker Carlson a Vladimir Putin // Yuliana Titaeva

A tradução realizada por tradutora-intérprete do nível internacional, professora do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Valdes Zenenko, especialmente para a Agência para o Desenvolvimento de Cooperação Bilateral Rússia-Brasil.

CONTACT 56 | Guerre en Ukraine: le narratif s’effondre – Jacques Baud (par Stéphan Bureau)

Fallait-il attendre deux ans et compter les morts par centaines de milliers pour réaliser que la Russie n’allait pas perdre la guerre en Ukraine ? Un constat qui confinait tous ceux qui avaient l’audace de le faire au rôle d’apologiste de Vladimir Poutine. Dans cette perspective, la lecture du réel s’est vite transformée en discours de propagande. La fiche Wikipédia de notre invité, Jacques Baud, ne laisse d’ailleurs pas de place au doute, nous serions en face d’un personnage à la solde de Moscou ! Jacques Baud n’aurait-il pas plutôt annoncé et répété très tôt une vérité que personne ne voulait entendre à l’ouest? Baud a travaillé pour le renseignement stratégique suisse, ancien chef de la doctrine des opérations de la paix de l’ONU, il a aussi collaboré à des programmes de l’OTAN en Ukraine. Selon lui, « la cause ukrainienne est perdue », « Zelensky a fait un pacte avec le diable. » La guerre n’est entretenue par l’Occident que dans l’espoir secret d’affaiblir Moscou. Jacques Baud est l’auteur de plusieurs livres sur le conflit en Ukraine, son plus récent, L’art de la guerre russe est sorti en janvier 2024 aux éditions Max Milo.            

ORIGEM DO POVO GREGO | in Estudos Históricos

A origem dos gregos é um tema que envolve mitos e verdades, pois não há uma única resposta definitiva sobre como esse povo se formou e se desenvolveu. Os gregos antigos não se consideravam um povo unificado, mas sim um conjunto de cidades-Estados independentes, que compartilhavam uma língua, uma religião e uma cultura comuns. No entanto, eles também tinham diferenças políticas, sociais e econômicas entre si, e muitas vezes entravam em conflito pelo domínio de territórios e recursos.

Segundo a mitologia grega, os primeiros habitantes da Grécia foram os titãs, seres gigantescos que governavam o mundo antes dos deuses olímpicos. Os titãs foram derrotados por Zeus e seus irmãos, que passaram a reinar no Olimpo. Os deuses, então, criaram os homens à sua imagem e semelhança, e os ensinaram as artes, as ciências e as leis. Os gregos se consideravam descendentes dos deuses, e atribuíam a eles a origem de suas cidades, de seus heróis e de seus costumes.

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O amor que nunca teve fim | FOTOS E VÍDEOS ANTIGOS in Facebook

O ator que mais doou dinheiro para causas humanitárias na história é Paul Newman.

Doou entre 150 e 175 milhões só até a década de oitenta, e quem sabe quanto doou até o fim da vida. Ele tinha sua própria marca de produtos alimentícios, “Newman’s Own”, que apresentava principalmente molhos para espaguete e molhos para salada. Ao longo dos anos, a empresa obteve lucros de mais de 100 milhões de dólares e doou todo o dinheiro para diversas instituições de caridade. O interessante sobre ele é que o personagem Lanterna Verde foi criado em sua homenagem quando ele tinha 34 anos e que em 1979, aos 54 anos, ficou em segundo lugar nas 24 Horas de Le Mans, a mais antiga corrida de carros esportivos.

Porém, o que mais o fascina é que durante 55 anos esteve apaixonado por uma mulher, a atriz Joanna Woodward. Exatamente 50 anos eles estavam casados, até sua morte, Joan ainda está viva. Eles têm três filhas. Eles se apaixonaram no set do filme “Long Hot Summer”. Ele teve um casamento que não durou, foi infeliz e não se sentia atraente mesmo sendo considerado um símbolo sexual, até conhecer Joan. Ele também brilhou em sua profissão. Ambos ganharam um Oscar.

“Uma vez perguntei a um motorista de Hollywood quem era seu cliente favorito e ele imediatamente disse: “Paul Newman foi muito legal. Ele me questionou sobre minha vida, e sua esposa Joan estava com ele. O cara tinha 80 anos e a beijava o tempo todo. Ele a abraçaria, eles se beijariam e ririam. Inacreditável!” — disse o jovem ator Ansel Elgort.

A filha deles, Melissa, encontrou no sótão de sua casa uma pilha de cartas que seu pai havia escrito para sua mãe há mais de 50 anos. Ela publicou alguns deles em suas memórias. Os dois até tinham sua própria cabana de “amor”.

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Texto copiado de outra postagem, no grupo COISAS ANTIGAS.

Programa Eleitoral do PCP 2024 | Política patriótica e de esquerda – Soluções para um Portugal com futuro

A política alternativa patriótica e de esquerda que o PCP propõe ao povo e ao País, com as soluções para esse Portugal com futuro, encontra na Constituição nascida com Abril e nos direitos e projecto que consagra a referência que alarga a muitos democratas e patriotas o imperativo de acção para essa luta comum.

O Abril da liberdade e da democracia, de avanço e conquista que tem no PCP o elemento mais decisivo de realização plena. O Programa Eleitoral que agora se apresenta ao povo e ao País tem o valor da proposta mas vale sobretudo pelo projecto que transporta como nenhum outro, para mudar de política, dar vida e retomar Abril.

Programa e Projeto que afirmam a CDU como a força dos Valores de Abril e apontam os Valores de Abril ao futuro de Portugal.

Programa Eleitoral do PCP 2024

Programa do LIVRE às Eleições Legislativas de 2024

Perante o medo, a esperança. Poucas eleições terão sido tão importantes como estas legislativas de 2024, onde se define o futuro de Portugal. No ano em que celebramos os 50 anos da nossa democracia, o país está colocado perante uma escolha clara. De um lado, quem nos quer devolver a um passado que julgávamos distante; do outro, quem quer construir mais 50 anos de reforço democrático.

O LIVRE sabe que futuro quer para o país e sabe que esse fu uro é possível: um Portugal com um novo modelo de desenvolvimento de alto valor acrescentado e base ado no conhecimento e na cooperação, e onde esse valor se traduza numa repartição de rendimento e de tempo mais justa e equitativa entre todas as pessoas. E esse futuro, um futuro da esperança, é possível e pode e deve ser construído agora, com todas as pessoas e todas as forças progressistas que se revêem numa sociedade ecologista, justa, libertária e universalista.

Programa do LIVRE às Eleições Legislativas de 2022

Programa eleitoral do Bloco de Esquerda Legislativas 2024

Fazer o que nunca foi feito

  1. O Governo de maioria absoluta do PS caiu por responsabilidade própria.
    A instabilidade governativa e a promiscuidade entre a gestão pública e os
    interesses privados são apenas parte do processo de degradação política.
    Uma vez alcançado o objetivo da maioria absoluta, o Governo enredou-se
    na sua incapacidade de resposta aos problemas do país e agravou a crise
    social em questões determinantes para a vida de quem trabalha.
  2. Convocadas as eleições para 10 de março, todas as perguntas apontam
    para o dia seguinte: quem responde aos bloqueios nos salários, na saúde,
    na habitação, nas escolas, no ambiente? Que maioria se pode formar?
    Que medidas concretas poderão sustentar essa maioria? Estas perguntas
    devem ter resposta. A clareza sobre o dia seguinte é uma condição da es
    colha informada e uma exigência normal da democracia. O Bloco assume
    as suas responsabilidades.
  3. Portugal precisa de soluções para os problemas criados, mantidos ou
    agravados pela maioria absoluta. Apresentado o seu programa, o Bloco
    assume o compromisso da negociação de um acordo de maioria para um
    programa de governo que faça o que nunca foi feito. O voto no Bloco ga
    rante que haverá em Portugal uma maioria comprometida com soluções
    de esquerda.
  4. A mera soma de deputados não faz uma maioria estável. Essa esta
    bilidade deverá resultar de políticas concretas, que invertam e corrijam
    as escolhas da maioria absoluta em áreas prioritárias. Alguns elementos
    dessas políticas são os seguintes, que estão no centro do programa do
    Bloco

Programa eleitoral do Bloco de Esquerda | Legislativas 2024