14.º aniversário da morte de José Saramago, por Carlos Esperança

Há catorze anos faleceu o Nobel do nosso contentamento, em Tias, nas Ilhas Canárias, onde o levou o azedume a Cavaco Silva, dando relevo a quem não o merecia, e aos 87 anos o aguardou a morte, com o desvelo de Pilar del Rio, o seu último e intenso amor.

Foi o início da viagem às origens, o regresso a Azinhaga, onde o esperavam os avós que sempre estremeceu e a oliveira onde lhe depositaram as cinzas. 2010 foi o Ano da Morte de José Saramago, o escritor que deu à língua Portuguesa o Nobel da Literatura e deixou   obra ímpar e multifacetada.

De Camões e Gil Vicente, passando por Vieira e Aquilino, Saramago destacou-se na plêiade de escritores portugueses e mostrou que a liberdade conquistada com o 25 de Abril trouxe consigo o espírito criativo e a genialidade que conservou até à morte.

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