Carlos de Matos Gomes: “A minha geração chega a África já sem a noção de que a pátria era do Minho a Timor” | in DN de 7-4-2024

Hoje com 77 anos, o coronel na reforma Carlos de Matos Gomes combateu nas três frentes da guerra colonial e ganhou duas Cruzes de Guerra. Esteve no Movimento dos Capitães, que fez o 25 de Abril. Com o pseudónimo de Carlos Vale Ferraz, é um romancista de sucesso, mas assina agora com o seu nome o livro ‘Geração D’.

Chega a Moçambique como militar com 20 anos. Qual era a experiência de África para um miúdo  nascido em Vila Nova da Barquinha?
A experiência de África que eu tinha era a de ter muitos colegas oriundos da África portuguesa que estudaram comigo no Colégio de Tomar.

De toda a África portuguesa?
De toda. De Moçambique, de Angola, da Guiné, de Cabo Verde. Até de fora de África, pois também de Timor havia. De maneira que não tinha nenhuma noção de racismo. Tinha a ideia de que éramos portugueses, todos iguais.

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