EDITORIAL – A EUROPA, DO ATLÂNTICO AOS URAIS | CHARLES DE GAULLE, in “A Viagem dos Argonautas”, 26 de Dezembro de 2013

O general De Gaule não era propriamente um progressista, pelo menos na acepção que habitualmente se costuma atribuir à palavra. Contudo, tem de se reconhecer que ele tinha uma visão bastante clara do mundo, e ideias para o futuro.

No que habitualmente se designa por temas sociais, naquelas questões que hoje se designam por fraturantes, provavelmente optaria muitas vezes por posições próximas das assumidas pelos conservadores, mas o facto é que ele, em alturas chave, tomou posições importantes. Basta recordar a sua posição durante a Segunda Guerra Mundial, diametralmente oposta à de Pétain, ou em relação à guerra da Argélia, que condenou sem rebuço. Em relação à Europa, promoveu a reconciliação entre a França e a Alemanha, e preconizou indubitavelmente a aproximação à Rússia, que na altura encabeçava a URSS.

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O REGRESSO AO SERVIÇO MILITAR OBRIGATÓRIO | por PEDRO DE PEZARAT CORREIA, in “A Viagem dos Argonautas”

1 de Abril de 2024 | Assistimos a um debate, conjuntural e habilmente manipulado, sobre a eventual reposição de um Serviço Militar Obrigatório (SMO). Digo conjuntural e manipulado porque tem a ver, exclusivamente, com a atual situação na Ucrânia e com a paranoica fantasia da ameaça da prontidão russa para invadir a Europa ocidental, com que os “falcões belicistas” vão entretendo a desatenta opinião pública para que aceite, acriticamente, os reforços armamentistas que engrossem os cofres do complexo industrial militar dos EUA.

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