Há 50 anos, a 16 de maio de 1972, a polícia de choque invadia o Instituto Superior Técnico, à hora de almoço (à tarde seria a vez de Económicas). A resposta seria o grande salto em frente do movimento estudantil

Naquele tempo, nos idos de 70, o Instituto SuperiorTécnico, em Lisboa, tinha dois terrores: Análise (I e II) e Álgebra. A forma como as matemáticas avançadas eram ensinadas aos jovens estudantes de engenharia misturava um ambiente fabril oitocentista (anfiteatros sobrelotados, onde a matéria era dada à desfilada) com execuções em massa dignas de um matadouro: exames onde as taxas de reprovações eram estratosféricas, havendo salas inteiras em que apenas passavam duas ou três pessoas. 

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