TÃO FELIZES QUE NÓS ÉRAMOS, por Clara Ferreira Alves, in Expresso.

Como era a Ditadura Salazarista. Convém relembrar os “esquecidos”. VIVA O 25 DE ABRIL, SEMPRE! (vcs)

“Anda por aí gente com saudades da velha portugalidade. Saudades do nacionalismo, da fronteira, da ditadura, da guerra, da PIDE, de Caxias e do Tarrafal, das cheias do Tejo e do Douro, da tuberculose infantil, das mulheres mortas no parto, dos soldados com madrinhas de guerra, da guerra com padrinhos políticos, dos caramelos espanhóis, do telefone e da televisão como privilégio, do serviço militar obrigatório, do queres fiado toma, dos denunciantes e informadores e, claro, dessa relíquia estimada que é um aparelho de segurança.

Eu não ponho flores neste cemitério.

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