Citando Ana Luísa Amaral

Sobre a colcha branca, o seu corpo não voava, como podia acontecer em literatura: estava só estendido, em dor. E mesmo assim, em dor, dava-se à carícia.

Do Branco ao Negro – Branco, o conto de Ana Luísa Amaral.

Este belíssimo e pungente conto abre este livro com a cor branca. Todas as demais cores são luz distorcida, sonegada à sua pureza original. O amor vive-se em entrega e não conhece fronteiras entre seres. Uma ilustração de Rita Roquette de Vasconcellos remata com um apontamento gráfico de grande sensibilidades toda a beleza deste conto, captando a tranquilidade de um momento de despedida. A certeza que a vida se aceita como um dom e a saudade dura o tempo exato da memória que se desvanece. O fim também encerra a cor branca.

sobre o livro

Como Será Amanhã.

Como será ama­nhã’ é um tema sobre o que intuí­mos. Sobre o desejo. Sobre o amor. Sobre o medo de des­co­brir­mos que ama­nhã nunca é como pro­jec­ta­mos. Tive a enorme sorte de ter o tema can­tado pela Lara e de ser esco­lhido para a per­so­na­gem do Rogé­rio Samora na novela Sol de Inverno da SIC. O Jorge fez um belís­simo arranjo e a faixa com o ins­tru­men­tal serve de pano de fundo a momen­tos chave da per­so­na­gem e envolvente.

Rita Roquette de Vasconcellos, em escrever é triste.

(Conheça o tema aqui)