Fiódor Mikhailovitch Dostoiévski (Moscou, 11 de novembro de 1821 – São Petersburgo, 9 de fevereiro de 1881) foi um escritor, filósofo e jornalista do Império Russo. É considerado um dos maiores romancistas e pensadores da história, bem como um dos maiores “psicólogos” que já existiram (na acepção mais ampla do termo, como investigadores da psiquê).
Tenta fazer esta experiência, construindo um palácio. Equipa-o com mármore, quadros, ouro, pássaros do paraíso, jardins suspensos, todo o tipo de coisas… e entra lá para dentro. Bem, pode ser que nunca mais desejasses sair daí. Talvez, de facto, nunca mais saisses de lá. Está lá tudo! “Estou muito bem aqui sozinho!”. Mas, de repente – uma ninharia! O teu castelo é rodeado por muros, e é-te dito: ‘Tudo isto é teu! Desfruta-o! Apenas não podes sair daqui!”. Então, acredita-me, nesse mesmo instante quererás deixar esse teu paraíso e pular por cima do muro. Mais! Tudo esse luxo, toda essa plenitude, aumentará o teu sofrimento. Sentir-te-ás insultado como resultado de todo esse luxo… Sim, apenas uma coisa te falta… um pouco de liberdade.
A Autoridade de Aviação Civil do Reino Unido autorizou, nesta semana, a companhia aérea Virgin Atlantic a realizar um voo histórico, com um jato movido a combustível 100% sustentável. A aeronave fará o trecho Londres-Nova York, em 28 de novembro. O objetivo da empresa é testar e demonstrar a viabilidade de utilizar fontes renováveis não petrolíferas para substituir ou serem misturadas com o querosene. Por enquanto, o combustível SAF pode ser utilizado em uma mistura máxima de 50% com o querosene tradicional. Esta alternativa sustentável pode reduzir as emissões de carbono em mais de 70%, se comparado ao combustível fóssil convencional para a aviação. A aprovação abre caminho para outras autoridades avaliarem a utilização do combustível.
«Neste livro, Afonso Cruz parte da realidade histórica da Cruzada das Crianças e da pureza ética e moral destas para, como é seu hábito, operar uma revisão na história e proceder a uma atualização das reivindicações infantis segundo o desejo de criação de um outro mundo, moralmente impoluto e socialmente harmónico. Um mundo mais puro porque profundamente humano. É, assim, um livro a ser lido em conjunto por pais e filhos, educadores e crianças.»
Miguel Real
A Cruzada das Crianças (ed. Fábula), de Afonso Cruz, regressa às livrarias a 20 de novembro. Excerto para leitura aqui.
Em 1872, com 25 anos, como prova final do pensionato em escultura que realizou em Roma, Soares dos Reis (1847 – 1889) esculpiu em mármore de Carrara “O Desterrado”, sua obra maior, de inspiração classicista (com pormenores naturalistas e românticos perfeitamente conjugados), inspirada nos versos das “Tristezas do Desterro” de Alexandre Herculano.
I Crítico e ensaísta que segue as pegadas de autores renomados como Massaud Moisés (1928-2018) e Wilson Martins (1921-2010), André Seffrin (1965) reuniu em O demônio da inquietude (Santarém, Portugal, Rosmaninho Editora de Arte, 2023) resenhas, memórias, apresentações de livros, crônicas, pequenos ensaios e prefácios publicados em três décadas de atividade literária, que inclui não só textos que saíram à luz em jornais impressos, revistas e sites como a organização de antologias e obras completas de grandes poetas e pensadores brasileiros. Analista de fina imaginação e estilo em que se sobressai uma “linguagem limpa, clara, concisa, direta, rica de timbres e tonalidades”, como observou o poeta, memorialista, historiador, ensaísta e diplomata Alberto da Costa e Silva (1931), ex-presidente da Academia Brasileira de Letras e ex-embaixador do Brasil em Portugal, Seffrin oferece ao leitor um panorama da Literatura Brasileira e das artes visuais dos dois últimos séculos que equivale a um curso de Letras completo.
🌹 No coração do Mediterrâneo, entre a Grécia e a Turquia, ergue-se a ilha de Rodes, famosa na antiguidade por ter albergado uma das sete maravilhas do mundo antigo: o Colosso de Rodes. Esta monumental estátua de bronze, dedicada ao deus grego Hélios, não só deixou uma marca indelével na história, mas também serve como um testemunho impressionante da habilidade artística e técnica da antiga civilização grega.
🌹 A construção do Colosso de Rodes começou por volta de 292 AC. e levou mais de 12 anos para ser concluído. Foi erguido para comemorar o sucesso da defesa da ilha contra um cerco militar inimigo. A estátua tinha aproximadamente 33 metros (110 pés) de altura e ficava no porto da cidade de Rodes, permitindo a entrada e saída de navios entre as pernas estendidas.
É com muita alegria que a Temas e Debates informa que Portugal na História – Uma Identidade, de João Paulo Oliveira e Costa, acaba de ser distinguido pela Academia Portuguesa da História com o Prémio da Fundação Calouste Gulbenkian, História da Europa.
Baseada numa experiência académica de décadas, bem como nas viagens de João Paulo Oliveira e Costa pelos cinco continentes, a obra, que também venceu o Prémio John dos Passos 2023, é uma notável reflexão sobre o País. Privilegiando um olhar que apreende um sentido global, apresenta um enquadramento da história de Portugal no mundo, demonstrando também como a História está à vista de todos e não apenas na inacessibilidade da erudição académica.
A cerimónia de entrega do prémio terá lugar na Academia Portuguesa da História, no próximo dia 6 de dezembro, às 15h00.
O Médicis Étranger, criado em 1970, é pela primeira vez atribuído a um autor de língua portuguesa, depois de em edições anteriores ter distinguido escritores como Milan Kundera, Julio Cortázar, Doris Lessing, Umberto Eco, Elsa Morante, Antonio Tabucchi, Philip Roth, Orhan Pamuk, ao lado dos quais passa a estar, a partir de agora, Lídia Jorge.
A caverna de Voronya, o ponto mais próximo do centro da Terra.
Um dos sonhos mais desejados de Júlio Verne, publicado no seu romance de 1864, “Viagem ao Centro da Terra” era entrar no interior da Terra. Embora a caverna Veryovkina não nos leve a estas profundezas, ela nos permite alcançar o mais próximo conhecido do centro do planeta.
A caverna Veryovkina, com aproximadamente 2.212 metros de profundidade, é a caverna mais profunda do mundo.
Está localizado na passagem entre as montanhas Krepost e Zont na região da Abcásia, um estado independente declarado oficialmente como parte da Geórgia. Em 1968, a caverna foi descoberta por alguns espeleólogos da cidade de Krasnoyarsk, que conseguiram atingir uma profundidade de 115 metros.
Já em 1986 um novo grupo de Moscovo e liderado por Oleg Parfenov atingiu a notável profundidade de 440 metros. Desde 2015, uma série de novas rusgas do grupo Perovo-Speleo determinaram que a caverna era mais profunda, atingindo repetidamente novas e melhores marcas até atingir o recorde de 2.212 metros em março de 2018 e registrando um sistema de túneis subterrâneos com mais de 6.000 metros.
A iniciativa “Hoje Quem Manda Sou Eu” está de volta à Rede de Centros Ciência Viva!Nos dias 9, 10 e 11 de novembro, os diretores dos 21 Centros trocam de cadeira.Paula Robalo, Diretora Executiva do Centro Ciência Viva do Alviela, troca de casa e instala-se no Centro Ciência Viva de Estremoz.Até Alcanena vem Isabel Machado, Diretora Executiva do Centro Ciência Viva de Estremoz, acompanhada do Presidente do Conselho Científico, Rui Dias, com uma programação que inclui saída de campo, atividades para famílias e um café de ciência.As atividades são gratuitas mas de inscrição obrigatória.Inscrições através do info@alviela.cienciaviva.pt ou 249 881 805Participem!
Alfred Kammer considera que este é o momento para a banca se preparar para dias mais difíceis e não cair na tentação de canalizar os lucros dos últimos tempos para pagar dividendos.
A crise política portuguesa também não é boa para este tipo de mercado e a instabilidade política vai acabar por se refletir nas taxas do endividamento público. O bastonário da Ordem dos Economistas, António Mendonça, mostra-se convencido de que a crise política vai ter impactos na economia portuguesa, ainda não visíveis.
Napoleão Alcântara, um líder poderoso e carismático, é levado pelo misterioso H numa viagem através dos tempos, para conhecer alguns dos episódios mais negros da história da humanidade.
Ao mostrar-lhe como se deu a ascenção de Hitler e do Partido Nazi, a invenção da guilhotina, a negação de Pedro a Cristo ou o julgamento de Sócrates, H quer revelar-lhe o poder dos «vampiros mentais» – o orgulho, a ira, o ciúme, a dissimulação, a ambição ou o egocentrismo – e como estes podem «asfixiar» até o mais honesto dos homens.
Caminhando ao longo dos séculos, com H ao seu lado, Napoleão Alcântara reconhece a força dos «vampiros mentais» e como é importante fazer-lhes frente para que possa no futuro tornar-se num líder exemplar, verdadeiramente ao serviço da população.
Uma viagem pela história e pela psique humana, O Médico da Humanidade e a Cura da Corrupção, do escritor, psiquiatra e psicoterapeuta brasileiro Augusto Cury, um dos autores de língua portuguesa mais lidos da atualidade, é um romance que explora como é que a corrupção se instala na mente humana.
O livro chega às livrarias dia 9 de novembro, pela Pergaminho.
Os riscos para a Ucrânia “são enormes”. A natureza da guerra está a mudar e o principal general ucraniano, Valerii Zaluzhnyi, alerta que chegámos “a uma nova fase” que pode rapidamente transformar-se “numa armadilha” e favorecer a Rússia. Num documento intitulado “Guerra Posicional Moderna e Como a Ganhar”, publicado pela revista Economist, o líder do exército ucraniano explica o impasse a que a guerra chegou e as cincos ações que são necessárias para recuperar o território ocupado pelo exército russo.
“Tal como na primeira guerra mundial, atingimos um nível tecnológico que nos coloca num impasse. Provavelmente não haverá um avanço profundo e bonito”, diz Zaluzhnyi na Economist.
Actualmente, porque, com a televisão, temos acesso às imagens, talvez seja sobretudo perante os horrores das guerras que se pode ficar estarrecido perante o silêncio de Deus. São bombardeamentos que não deixam pedra sobre pedra, que matam indiscriminadamente homens, mulheres, crianças, e ficamos esmagados sobretudo pela dor, o clamor, as lágrimas, a desorientação das crianças inocentes. Onde está Deus?
Joseph Ratzinger, chamado aos 17 anos para o serviço militar do Reich, foi desertor e prisioneiro dos americanos. Já Papa Bento XVI, como já aqui escrevi, esteve em Auschwitz e fez um discurso dramático e deveras emocionante: “Tomar a palavra neste lugar de horror, de crimes contra Deus e contra o ser-humano sem precedentes na História, é quase impossível, e é particularmente difícil e deprimente para um cristão, para um Papa que procede da Alemanha. Num lugar como este faltam as palavras; no fundo, só há espaço para um atónito silêncio, um silêncio que é um grito interior para Deus: Por que te calaste? Por que quiseste tolerar tudo isto? Onde estava Deus nesses dias? Por que se calou?”
Now and Then’s eventful journey to fruition took place over five decades and is the product of conversations and collaborations between the four Beatles that go on to this day. The long mythologised John Lennon demo was first worked on in February 1995 by Paul, George and Ringo as part of The Beatles Anthology project but it remained unfinished, partly because of the impossible technological challenges involved in working with the vocal John had recorded on tape in the 1970s. For years it looked like the song could never be completed. But in 2022 there was a stroke of serendipity. A software system developed by Peter Jackson and his team, used throughout the production of the documentary series Get Back, finally opened the way for the uncoupling of John’s vocal from his piano part. As a result, the original recording could be brought to life and worked on anew with contributions from all four Beatles. This remarkable story of musical archaeology reflects The Beatles’ endless creative curiosity and shared fascination with technology. It marks the completion of the last recording that John, Paul and George and Ringo will get to make together and celebrates the legacy of the foremost and most influential band in popular music history.
Lisboa, 01 nov 2023 (Lusa) – Dezenas de personalidades de diferentes áreas políticas assinam uma petição a solicitar ao primeiro-ministro, António Costa, a instalação em 2024 de uma escultura a evocar Mário Soares nos jardins do Palacete de São Bento, em Lisboa.
Esta petição, que a agência Lusa divulga, foi dinamizada pelo histórico socialista António Campos e pelo atual secretário-geral da UCCLA (União de Cidades Capitais de Língua Portuguesa), Vítor Ramalho.
É assinada, entre outros, por membros do Conselho de Estado como Manuel Alegre e o cientista António Damásio, bem como pelo fundador do CDS e atual presidente da Câmara de Sintra, Basílio Horta, e pelo antigo ministro social-democrata Ângelo Correia.
Destaque, ainda, para a presença na lista de subscritores de Mota Amaral, fundador do PSD, antigo presidente do Governo Regional dos Açores e da Assembleia da República, assim como do antigo ministro, dirigente e autarca do PSD António Capucho e do padre Vítor Melícias.
Na petição, sugere-se que a escultura evocativa de Mário Soares, a instalar nos jardins do Palacete de São Bento, seja da autoria de Leonel Moura.
Se se recordam, a justificação dos Estados Unidos para o lançamento das bombas atómicas sobre Hiroshima e Nagasaki foi a da destruição final da ameaça do que restava da capacidade militar do exército do Japão. Na realidade o que restava do Japão em Agosto de 1945 era a milenar identidade do povo do Japão, que se mantém, apesar da sujeição a que politicamente o Japão e os japoneses estão sujeitos (como os alemães, aliás). Os ataques dos EUA mataram entre 90 mil e 166 mil pessoas em Hiroshima e entre 60 mil e 80 mil em Nagasaki. Em ambas as cidades, a maioria dos mortos eram civis. Existem duas interpretações sobre as razões do ataque: os americanos defendem que os bombardeamentos colocaram um ponto final no conflito que sem ele duraria mais tempo e custaria mais vidas. Outras interpretações mais distantes das que representam o interesse americano referem o objetivo dos Estados Unidos se tornarem os senhores absolutos do Pacífico no pós-guerra, de se apresentarem como a super potência tecnológica que iria determinar o futuro do planeta.
Mesmo quando menino, o nome China evocava em mim estranhas sensações. Significava tudo quanto era vasto, maravilhoso, mágico e incompreensível. Dizer China era virar as coisas de cabeça para baixo.
Como é maravilhoso que esse mesmo nome China desperte no velho que está escrevendo estas palavras os mesmos estranhos e incríveis pensamentos e sentimentos.
Uma das lembranças especiais que eu tenho da China é que ela esteve à frente do mundo em tudo. Seja em cozinha, cerâmica, pintura, teatro, arquitetura ou literatura, a China sempre foi a primeira.
Impressionante e absurda ilustração disso é o fato de no Japão de hoje, segundo me contaram, os melhores restaurantes serem chineses.