Apoios de União Europeia e Estados Unidos à Ucrânia em risco | in Euronews

A desunião europeia pode custar à Ucrânia os cinquenta mil milhões de euros prometidos por Bruxelas para evitar o colapso da economia ucraniana. A falta de acordo entre os 27, com a Hungria de Viktor Orbán a liderar os contestatários, compromete a aprovação das ajudas a Kiev na próxima cimeira europeia e Moscovo aproveita para marcar posição.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, sublinhou as dificuldades europeias para colocar dinheiro no poço sem fundo ucraniano, acrescentando que a Rússia conseguiu adaptar a economia às condições impostas pela operação militar em curso. A economia da Ucrânia está seriamente ameaçada.

Além da incerteza europeia, também a ajuda norte-americana está em risco. A Casa Branca já avisou o Congresso, controlado pela oposição, que caso não agisse rapidamente, o apoio financeiro e militar terminaria no fim do ano. Os Republicanos responderam para acusar a administração Biden de não ter uma estratégia clara para a Ucrânia nem para encontrar uma solução para o conflito.

Lições de 2015 | História de António Filipe | in Jornal Expresso, 04-12-2023

O que se passou entre 2015 e 2019 na vida política nacional encerra lições valiosas que não podem deixar de ser tidas em conta no momento em que o país enfrenta um novo ato eleitoral em 10 de março de 2024

Ao admitir na noite das eleições de outubro de 2015 que o PS só não formaria Governo se não quisesse, Jerónimo de Sousa abriu uma fase na vida política nacional que muitos consideravam impossível.

Relembremos a fita do tempo: a coligação PSD/CDS tinha sido a força política mais votada e Pedro Passos Coelho já tinha assumido a vitória apesar da coligação ter perdido a maioria absoluta de que dispôs entre 2011 e 2015. A formação de um novo Governo PSD/CDS teria de contar pelo menos com a abstenção do PS.

O PS, pela voz de António Costa, já tinha assumido a derrota e felicitado o vencedor. Preparava-se para ficar na oposição, sem esclarecer qual seria a sua atitude relativamente ao Governo que se viesse a formar, e o que estava no horizonte do PS era um ajuste de contas interno que levaria certamente à substituição do Secretário-geral. A ideia posteriormente construída de que António Costa já tinha congeminado antecipadamente a possibilidade de formar Governo com o apoio dos Partidos de esquerda não passa de uma fantasia que o discurso da noite de 10 de outubro de 2015 claramente desmente.

O BE tinha obtido um bom resultado, mesmo acima do que era previsível umas semanas antes, mas também já tinha assumido que o seu papel naquela legislatura seria o de oposição ao Governo que se viesse a formar.

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“A nossa história é um estendal de ocasiões perdidas”, escreveu Eduardo Lourenço a Mário Soares. | in Expresso

“A nossa história é um estendal de ocasiões perdidas ou falhadas, e esta mesma constância constitui assunto de meditação”, escreveu Eduardo Lourenço a Mário Soares em junho de 1972, em letra miúda, difícil de decifrar, numa carta que analisa “aquele estranho e admirável povo que nos coube”. O filósofo e pensador enaltecia, então, a recente publicação em França do livro “Portugal Amordaçado” (“Le Portugal Baillonné”), que classificou como o “romance político da nossa geração e de agora em diante o espelho em que cada membro dela é obrigado a rever-se para descobrir os fios da sua própria aventura nesse campo”.

O livro, que foi inicialmente publicado em França, em abril de 1972, pela editora Calmann-Lévy, abanou o Portugal marcelista e foi comentado por todos, de François Mitterrand a Francisco Sá Carneiro, que o apreciou “muitíssimo” e o definiu como “testemunho lúcido e franco sobre a situação inalterada” de um país que gritava em surdina contra a Guerra Colonial e a falta de liberdade.

TÓPICOS DA IMPRENSA | 04-12-2023 | VCS

Um quarto dos eleitores só decidirá o voto “mais em cima” das eleições.

1 – PS alarga distância para o PSD. A crise política e a ausência de um líder não fizeram mossa ao PS. De acordo com uma sondagem da Aximage para o DN, JN e TSF, os socialistas até reforçam o primeiro lugar (32,9%) com seis pontos de vantagem sobre o PSD (26,7%), que também cresce, confirmando a ideia de que, quando há eleições no horizonte, o bloco central ganha força. Mas há um partido imune ao apelo do voto útil: o Chega volta a subir (16,2%) e já vale mais do dobro do Bloco de Esquerda (6,9%). Seguem-se a Iniciativa Liberal (5%), a CDU (3,2%), o PAN (2,9%), o Livre (2%) e o CDS (1,5%). In Diário de Notícias.

2 – Dívida pública recua para 270.400 M€ em outubro. (in LUSA) – Convém ter em conta que as dívidas são para pagar – é muito dinheiro ! (VCS).