SNS – Serviço Nacional de Saúde | António Galopim de Carvalho

Num tempo que estamos a viver e a assistir à degradação (senão, mesmo, à tentativa de destruição) do nosso Serviço Nacional de Saúde (SNS), em vésperas de comemorarmos os 50 anos de liberdade, em que populismos sem projectos consequentes se digladiam pela conquista do poder, pouco se fala de António Arnaut (1936-2018), Homem bom, que ficou na História como o “pai” desta que é, unanimemente, considerada a maior realização do 25 e Abril.

Advogado de profissão, Arnaut iniciou-se na vida política, em 1965, como militante da Acção Socialista Portuguesa, tendo sido um dos fundadores do Partido Socialista, em Bad Münstereifel, na Alemanha, em 1973, e um seu dirigente até 1983.

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Kafka and the Doll (Short story)

“Kafka and the Doll”
At 40, Franz Kafka (1883-1924), who never married and had no children, walked through the park in Berlin when he met a girl who was crying because she had lost her favourite doll. She and Kafka searched for the doll unsuccessfully.
Kafka told her to meet him there the next day and they would come back to look for her.
The next day, when they had not yet found the doll, Kafka gave the girl a letter “written” by the doll saying “please don’t cry. I took a trip to see the world. I will write to you about my adventures.”
Thus began a story which continued until the end of Kafka’s life.
During their meetings, Kafka read the letters of the doll carefully written with adventures and conversations that the girl found adorable.
Finally, Kafka brought back the doll (he bought one) that had returned to Berlin.
“It doesn’t look like my doll at all,” said the girl.
Kafka handed her another letter in which the doll wrote: “my travels have changed me.” the little girl hugged the new doll and brought her happy home.
A year later Kafka died.
Many years later, the now-adult girl found a letter inside the doll. In the tiny letter signed by Kafka it was written: “Everything you love will probably be lost, but in the end, love will return in another way.”

V. Niclo & N. Mouskouri: ” Je chante avec toi Liberté ” – 300 Chœurs chantent les airs classiques

Vincent Niclo & Nana Mouskouri ont interprété ” Je chante avec toi Liberté ” lors de l’émission ” 300 Chœurs chantent les grands airs classiques ” sur France 3. Chanson extraite du nouvel album de Vincent Niclo : ” TENOR. (22/11/2019)

Nikiya’s Death: Zakharova, Osipova, Nunez

One of the most tragic scenes in Ballet, Nikiya’s Death from La Bayadère, is performed here by Svetlana Zakharova, Natalia Osipova and Marianela Nunez. Each of them has her own unique style and technique and we’re sure you’re going to find different interesting details between them. Enjoy and let us know what do you think by commenting below!

Elsa Morante (8 de agosto de 1912 – 25 de novembro de 1985) | Foto Marta Zgierska – Asilo

O erotismo é uma afirmação espontânea da vida e um elemento vital da substância humana.

E não pode ser tratado como um sujeito desprezível quando a integridade da pessoa humana é respeitada.

O vício de certas sociedades e religiões é que cortaram a pessoa humana em duas, declarando-a meio nobre e metade desprezível.

E tivemos de esperar até às vésperas da era atómica para que a ciência proclamasse esta realidade: que também a frustração do erotismo, tal como o sono da razão, gera monstros.

Amor | Miguel Torga, in ‘Libertação’

A jovem deusa passa

Com véus discretos sobre a virgindade;

Olha e não olha, como a mocidade;

E um jovem deus pressente aquela graça.

Depois, a vide do desejo enlaça

Numa só volta a dupla divindade;

E os jovens deuses abrem-se à verdade,

Sedentos de beber na mesma taça.

É um vinho amargo que lhes cresta a boca;

Um condão vago que os desperta e toca

De humana e dolorosa consciência.

E abraçam-se de novo, já sem asas.

Homens apenas. Vivos como brasas,

A queimar o que resta da inocência.

Fiódor Dostoiévski | “O Cristo Morto”

É notório o impacto emocional que Dostoiévski sentiu ao se deparar pela primeira vez com a pintura de Hans Holbein, “O Cristo Morto”. E ele procurou no romance “O Idiota” expressar – de forma artística –  os sentimentos que essa pintura evocava dentro de si.

𝘘𝘶𝘢𝘯𝘥𝘰 𝘤𝘰𝘯𝘵𝘦𝘮𝘱𝘭𝘢𝘮𝘰𝘴 𝘢𝘲𝘶𝘦𝘭𝘦 𝘲𝘶𝘢𝘥𝘳𝘰, 𝘢 𝘯𝘢𝘵𝘶𝘳𝘦𝘻𝘢 𝘵𝘰𝘮𝘢, 𝘢 𝘯𝘰𝘴𝘴𝘰𝘴 𝘰𝘭𝘩𝘰𝘴, 𝘰 𝘢𝘴𝘱𝘦𝘤𝘵𝘰 𝘥𝘦 𝘶𝘮𝘢 𝘧𝘦𝘳𝘢 𝘦𝘯𝘰𝘳𝘮𝘦, 𝘪𝘮𝘱𝘭𝘢𝘤𝘢́𝘷𝘦𝘭 𝘦 𝘮𝘶𝘥𝘢, 𝘰𝘶 𝘮𝘦𝘭𝘩𝘰𝘳, 𝘱𝘢𝘳𝘢 𝘥𝘪𝘻𝘦𝘳 𝘥𝘦 𝘮𝘰𝘥𝘰 𝘮𝘶𝘪𝘵𝘰 𝘮𝘢𝘪𝘴 𝘧𝘪𝘦𝘭, 𝘢𝘪𝘯𝘥𝘢 𝘲𝘶𝘦 𝘦𝘴𝘵𝘳𝘢𝘯𝘩𝘰, 𝘵𝘰𝘮𝘢 𝘰 𝘢𝘴𝘱𝘦𝘤𝘵𝘰 𝘥𝘦 𝘶𝘮𝘢 𝘪𝘮𝘦𝘯𝘴𝘢 𝘮𝘢́𝘲𝘶𝘪𝘯𝘢, 𝘥𝘦 𝘧𝘢𝘣𝘳𝘪𝘤𝘢𝘤̧𝘢̃𝘰 𝘯𝘰𝘷𝘪́𝘴𝘴𝘪𝘮𝘢, 𝘲𝘶𝘦, 𝘥𝘦 𝘧𝘰𝘳𝘮𝘢 𝘢𝘣𝘴𝘶𝘳𝘥𝘢, 𝘰𝘣𝘵𝘶𝘴𝘢 𝘦 𝘪𝘯𝘴𝘦𝘯𝘴𝘪́𝘷𝘦𝘭, 𝘢𝘨𝘢𝘳𝘳𝘰𝘶, 𝘵𝘳𝘪𝘵𝘶𝘳𝘰𝘶 𝘦 𝘦𝘯𝘨𝘰𝘭𝘪𝘶 𝘶𝘮 𝘴𝘦𝘳 𝘨𝘳𝘢𝘯𝘥𝘪𝘰𝘴𝘰 𝘦 𝘪𝘯𝘦𝘴𝘵𝘪𝘮𝘢́𝘷𝘦𝘭 – 𝘶𝘮 𝘴𝘦𝘳 𝘲𝘶𝘦, 𝘴𝘰𝘻𝘪𝘯𝘩𝘰, 𝘷𝘢𝘭𝘪𝘢 𝘵𝘰𝘥𝘢 𝘢 𝘯𝘢𝘵𝘶𝘳𝘦𝘻𝘢 𝘦 𝘵𝘰𝘥𝘢𝘴 𝘢𝘴 𝘭𝘦𝘪𝘴 𝘥𝘢 𝘯𝘢𝘵𝘶𝘳𝘦𝘻𝘢, 𝘵𝘰𝘥𝘢 𝘢 𝘵𝘦𝘳𝘳𝘢, 𝘢 𝘲𝘶𝘢𝘭 𝘵𝘢𝘭𝘷𝘦𝘻 𝘵𝘦𝘯𝘩𝘢 𝘴𝘪𝘥𝘰 𝘤𝘳𝘪𝘢𝘥𝘢 𝘶𝘯𝘪𝘤𝘢𝘮𝘦𝘯𝘵𝘦 𝘱𝘢𝘳𝘢 𝘲𝘶𝘦 𝘢𝘲𝘶𝘦𝘭𝘦 𝘴𝘦𝘳 𝘴𝘶𝘳𝘨𝘪𝘴𝘴𝘦! 𝘗𝘰𝘳 𝘮𝘦𝘪𝘰 𝘥𝘢𝘲𝘶𝘦𝘭𝘦 𝘲𝘶𝘢𝘥𝘳𝘰, 𝘱𝘢𝘳𝘦𝘤𝘦 𝘲𝘶𝘦 𝘴𝘦 𝘦𝘹𝘱𝘳𝘪𝘮𝘦 𝘦𝘴𝘴𝘦 𝘤𝘰𝘯𝘤𝘦𝘪𝘵𝘰 𝘥𝘦 𝘶𝘮𝘢 𝘧𝘰𝘳𝘤̧𝘢 𝘰𝘣𝘴𝘤𝘶𝘳𝘢, 𝘯𝘶𝘢 𝘦 𝘢𝘣𝘴𝘶𝘳𝘥𝘢𝘮𝘦𝘯𝘵𝘦 𝘦𝘵𝘦𝘳𝘯𝘢, 𝘢̀ 𝘲𝘶𝘢𝘭 𝘵𝘶𝘥𝘰 𝘦𝘴𝘵𝘢́ 𝘴𝘶𝘣𝘰𝘳𝘥𝘪𝘯𝘢𝘥𝘰 𝘦 𝘲𝘶𝘦 𝘯𝘰𝘴 𝘢𝘵𝘪𝘯𝘨𝘦, 𝘲𝘶𝘦𝘪𝘳𝘢𝘮𝘰𝘴 𝘰𝘶 𝘯𝘢̃𝘰.