AS GLÓRIAS QUE VÊM TARDE JÁ CHEGAM FRIAS, por PAULO MARQUES in Facebook

Veja-se o que aconteceu a Luís de Camões (1524 – 1580), que se situa hoje entre os grandes poetas líricos de todos os tempos. Grande entre os grandes. Apesar da tença anual de quinze mil réis (que se calcula que equivalessem hoje a cerca de duzentos euros), por três anos, que lhe foi concedida por Dom Sebastião, após a publicação de “Os Lusíadas”, nos últimos anos de vida confrontou-se com gravíssimas dificuldades materiais. Valeu-lhe o auxílio de Jau, o seu escravo negro, que pedia esmola pelas ruas de Lisboa, de modo que o amo não vivesse na mais indigna miséria. Só lhe colocaram a coroa de louros quando menos necessitava dela…

P.S. Ironicamente, depois de morto, com o passar dos anos, Camões tornou-se uma glória nacional e “Os Lusíadas” foi considerada a obra máxima da cultura portuguesa. O que levaria Almada Negreiros, em “A Cena do Ódio”, a emitir este comentário fulminante: «a pátria onde Camões morreu de fome/ e onde todos enchem a barriga de Camões.»

From Russia with love: Alexander Pushkin remembered | Phrases

1 – Amar? Para quê? Por um tempo, não vale a pena.
E, para sempre, é impossível.

      2 – A melhor universidade é a felicidade de viver.

      3 – AOS MEUS AMIGOS

      Os deuses ainda vos dão
      Dias e noites de alegria,
      E amáveis moças vos estão
      A examinar com simpatia.

      Folgai, cantai, ficai a fruir
      A noite, amigos, passageira,
      E a vosso prazer sem canseira
      Hei-de, entre lágrimas, sorrir.

      4 – Eu amei-te; mesmo agora devo confessar,
      Algumas brasas desse amor estão ainda a arder;
      Mas não deixes que isso te faça sofrer,
      Não quero que nada te possa inquietar.
      O meu amor por ti era um amor desesperado,
      Tímido, por vezes, e ciumento por fim.
      Tão terna, tão sinceramente te amei,
      Que peço a Deus que outro te ame assim.

      5 – Todos dizem: “Não há justiça na terra.” Mas também não há justiça lá no alto!