BRASIL | O economista que previu a crise de 2008 vem para o Fronteiras 2024! | O nome desse professor é Nouriel Roubini

Em 7 de Setembro de 2006, um professor de economia na Universidade de Nova Iorque realizou uma palestra para economistas de alto escalão do Fundo Monetário Internacional (FMI) e anunciou que, muito em breve, os Estados Unidos entrariam em uma crise imobiliária gigantesca, seguida de uma recessão profunda. 

Não era uma opinião popular.

Naquela altura, o desemprego e a inflação estavam baixos, e a economia continuava a crescer. Muitas pessoas estavam ficando ricas e o mercado imobiliário estava muito aquecido. 

O público recebeu os avisos com ceticismo. Quando o economista desceu do palco após sua fala, o moderador do evento brincou: 

“Acho que vamos precisar de uma bebida forte depois disso.”

No ano seguinte, no entanto, os títulos subprime começaram a entrar em colapso, os fundos de cobertura começaram a falir e o mercado de ações despencou. 

O desemprego subiu e o dólar deteriorou. Em setembro de 2008, o gigantesco banco Lehman Brothers, com mais de 150 anos de história, faliu.

Nouriel Roubini, economista com doutorado em Harvard, professor emérito da Stern School of Business da Universidade de Nova York e CEO da Roubini Macro Associates, falará em Porto Alegre e São Paulo sobre as 10 tendências que colocam em perigo nosso futuro, e como sobreviver a elas.Como faz em seu livro Mega-Ameaças (2023), Roubini não apenas apontará os desafios que a humanidade precisa enfrentar – e logo – mas também falará sobre como podemos contorná-los para criar um futuro mais próspero.
Fronteiras do Pensamento 2024 | Brasil

✅ Nouriel Roubini está confirmado no Fronteiras do Pensamento 2024! 

➡️ 05/08 em São Paulo

➡️ 07/08 em Porto Alegre

Se inscrevendo na temporada 2024, além de Nouriel Roubini, você vai ver, presencialmente:

  • Stuart Russell: Uma das maiores referências mundiais em Inteligência Artificial.
  • Muriel Barbery: Sensação literária no mundo todo, com livros traduzidos para 40 idiomas.
  • Yascha Mounk: Professor da Universidade Johns Hopkins, conhecido por apontar as saídas para a crise mundial das democracias.
  • Anna Lembke: Psiquiatra, professora de Stanford e grande autoridade em dependência química, que alerta sobre os perigos das “drogas digitais”.
  • Simon Montefiore: Multipremiado biógrafo e historiador britânico, que mapeia a evolução do poder no mundo.

PORQUÊ ALFACINHAS? | Guilherme d’Oliveira Martins | Centro Nacional de Cultura

«Para começar apresento a ilustração de Luís Diferr sobre Lisboa antes do Terramoto…

E faço eco de uma persistente pergunta – por que razão são os lisboetas designados, desde tempos imemoriais, por alfacinhas? 

Almeida Garrett imortalizou o epíteto nas «Viagens na Minha Terra», mas não explicou: «Pois ficareis alfacinhas para sempre, cuidando que todas as praças deste mundo são como a do Terreiro do Paço».

Pois bem, alfacinha vem mesmo de alface (latim, lactuca saliva, do árabe al-khass) e o diminutivo é um sinal não apenas de afeto, mas também de uma certa depreciação… É que provavelmente foram os moçárabes dos arrabaldes, a quem os lisboetas chamavam saloios (da palavra çaloio, que era o tributo pago pelos padeiros mouros de Lisboa), que devolveram o cumprimento, comparando os lisboetas a grilos pelo gosto das alfaces que cultivavam, comiam e encomendavam aos almocreves que pagavam os seus tributos nas portas de Benfica para entrarem na cidade.

Correu a ideia de que no cerco de Lisboa de 1384 (de 4 meses e 27 dias) Lisboa se teria aguentado a comer alfaces. Não é verdade. O cerco foi levantado com o alarme de peste…

Em suma, «alfacinha» é um mimo dos moçárabes saloios, talvez cansados de exigências e sobrancerias…

Lisboetas, alfacinhas para sempre…»

Guilherme d’Oliveira Martins, Diário de Agosto, Centro Nacional de Cultura, 1/08/2017