Sondagem: se eleições legislativas fossem hoje AD e PS acabavam empatados, in Expresso e SIC

E se houvesse eleições legislativas por estes dias? Uma sondagem do ICS e do ISCTE para a SIC e o Expresso revela um empate nas intenções de voto entre AD e PS. Com o Chega a ficar em terceiro lugar, para lá da margem de erro.

A coligação que suporta o Governo obtém 25% e o PS está logo atrás, com 24%. O Chega fica pelos 21%, menos quatro pontos percentuais. Todos os restantes partidos ficam a larguíssima distância, numa altura em que 9% se confessam indecisos e 8% garantem não ter intenção de votar.

Se retirarmos os abstencionistas e distribuirmos os indecisos, AD e PS têm ambos 29%. O Chega fica com 25%. Iniciativa Liberal alcança 5% e CDU 4%. Os restantes partidos têm uma expressão residual.

É a confirmação do Parlamento tripartido saído das legislativas de 2025, quando a coligação PSD/CDS obteve 31% e o PS e o CHEGA ficaram praticamente empatados, com quase 23%. Revela ainda a recuperação do PS, que passa dos 22 para os 29% e alguma estagnação do Chega, que não vai além dos 25%.

As cinco causas do Presidente Seguro, por Ascenso Simões in Expresso

A forma ampla e cuidada como abordou as questões da habitação, da saúde, da segurança, da sustentabilidade, da água e da energia, da educação, das pensões, da natalidade e da coesão, escreveram um quadro exato, até cru, da realidade que vivemos

O Presidente eleito pelos portugueses não precisa de provar nada a ninguém, não está na banca de exames onde um conjunto de lentes insuportáveis concede o direito à entrada nos céus. Numa democracia, o voto do povo é o que valida as condições exigidas para o cargo, é o que releva para o exercício de um mandato.

Confesso que António José Seguro me tem surpreendido no último ano. Todas as caricaturas que se tinham construído à volta da sua pessoa caíram, todas as manifestações de desprezo se revelaram motor de força e de carácter. Seguro é um Presidente diferente de todos os Seguros que tínhamos conhecido até 2014, confirmou-se na sua competência política, na sua visão do mundo e na sua leitura sobre os desafios que se colocam a Portugal.

O seu discurso de tomada de posse constituiu-se na assinatura do mandato e revelou-se em cinco causas que vão nortear a sua magistratura. Um Presidente, por ser o único órgão de soberania sem tutelas, deve ser o mais claro que lhe for possível, o mais simples que permita fazer chegar a menagens as todas as portuguesas e a todos os portugueses.

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