Nas próximas eleições presidenciais, o meu voto tem nome: António Filipe, do PCP. Por Tita Alvarez, 29-06-2025

Chegou a hora de levantar a voz por um Portugal justo, solidário e soberano! Nas próximas eleições presidenciais, o meu voto tem nome: António Filipe, do PCP. E hoje apelo a todos vós para fazerem o mesmo.

Porquê António Filipe? Porque é o candidato que não tem medo de enfrentar os poderosos, que defende os trabalhadores, os reformados, a saúde e a educação públicas. Porque é a voz que falta no Palácio de Belém – uma voz que não se vende a interesses económicos, que não pactua com a exploração nem com a desigualdade.

Continuar a ler

AS PRESIDÊNCIAIS, O PS E OUTROS PROTAGONISTAS, por Fernando Couto e Santos

Quem tem memória – com maior ou menor nitidez, consoante a idade – de todas as eleições presidenciais por sufrágio universal que ocorreram em Portugal depois de 25 de Abril de 1974 – a nossa chamada Revolução dos Cravos, como é conhecida extra-muros – lembrar-se-á que, não raro, elas dividiram áreas políticas, partidos, e opções ideológicas. O PS foi talvez o partido em que essas divisões – ou falta de consensos – se manifestaram de forma mais incisiva. 

Em 1976, o PS apoiou oficialmente – tal como o fizeram o PSD e o CDS – a candidatura do general António Ramalho Eanes, um dos vencedores do 25 de Novembro, que seria eleito à primeira volta com cerca de 61% dos votos (à frente de Otelo Saraiva de Carvalho, com apenas 16%), mas um número apreciável de socialistas votaram – contra as orientações de Mário Soares e da Direcção do Partido – na candidatura do Almirante Pinheiro de Azevedo que obteve o terceiro lugar com perto de 15% dos sufrágios expressos. Cinco anos mais tarde, Mário Soares incompatibilizou-se com Ramalho Eanes e não apoiou a sua reeleição, tal como a AD (PSD, CDS e PPM) que apresentou como candidato o general Soares Carneiro. Mário Soares afastou-se inclusive da liderança – que retomou uns meses mais tarde -, deixando o partido entregue a um secretariado. Porém, Ramalho Eanes venceu de novo à primeira volta, desta feita com cerca de 56%, e com o apoio do PS e do PCP cujo candidato Carlos Brito desistiu á boca das urnas para permitir justamente a reeleição de Eanes à 1ª volta. 

Continuar a ler

𝐈𝐋 𝐆𝐑𝐈𝐃𝐎 𝐃𝐈 𝐑𝐎𝐁𝐄𝐑𝐓𝐎 𝐁𝐄𝐍𝐈𝐆𝐍𝐈 𝐒𝐔 𝐆𝐀𝐙𝐀: “𝐅𝐄𝐑𝐌𝐀𝐓𝐄𝐕𝐈, 𝐄’ 𝐔𝐍𝐀 𝐕𝐈𝐆𝐋𝐈𝐀𝐂𝐂𝐇𝐄𝐑𝐈𝐀”, 14/06/2025

“Esperem de mim uma postura diferente”: José Luís Carneiro eleito secretário-geral do PS, in SIC Notícias, 28-06-2025

José Luís Carneiro, eleito secretário-geral do Partido Socialista com 95,4%, quer trilhar um caminho sem “precipitações” e “táticas”, vincando os “valores e princípios” do PS. “Muitos partidos que têm a tentação de ceder à ‘política-espetáculo. Esperem de mim uma postura diferente”, afirma o líder socialista.

José Luís Carneiro foi este sábado eleito secretário-geral do Partido Socialista (PS). Como candidato único, sucede a Pedro Nuno Santos, que se demitiu após os resultados das últimas eleições legislativas.

Sem “táticas”, PS quer afastar-se da “política-espetáculo”

No primeiro discurso na qualidade de líder do Partido Socialista, José Luís Carneiro vincou, várias vezes, os “valores e princípios” de um partido “construível”, que assume com “honra e responsabilidade”.

Continuar a ler

The Coming Health Care Apocalypse, by Paul Krugman, 27 Jun 2025 | One chart on the Big Ugly Bill | O apocalipse iminente da saúde !

Still worn out from travel, so today’s post will basically consist of a single chart trying to illustrate the sheer ugliness of the One Big Beautiful Bill Act, in a way that I hope cuts through the blizzard of numbers and projections out there.

I hope most people following policy at all — which unfortunately misses a substantial part of the electorate — know that soon, maybe within a few days, Republicans appear highly likely to pass legislation that combines big tax cuts for the rich with savage cuts to programs that help lower-income Americans, including Medicaid and SNAP (food stamps). Loss of health insurance coverage won’t be the only source of mass misery from this legislation, but it’s the biggest and easiest to illustrate.

So let’s review what happened over the past 15 years. The Affordable Care Act, aka Obamacare, was enacted in 2010 but only went into full effect in 2014. It fell short of achieving universal health care, especially because many red states refused to expand Medicaid even when the federal government offered to pay for it. It is also somewhat complicated, because of the compromises made to limit disruption of the existing system.

Continuar a ler

Ramos-Horta diz que marca deixada pelos portugueses na Ásia “não foi apagada”, in LUSA, 27-06-2025

Díli, 27 jun 2025 (Lusa) – O Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, afirmou hoje que a marca deixada pelos portugueses na Ásia não foi apagada e que as comunidades luso-asiáticas espalhadas pela região são a “prova viva desta verdade incontornável”.

“A marca deixada pelos portugueses na Ásia não foi apagada pelo tempo. As nossas comunidades são a prova viva desta verdade incontornável. O resultado é algo que perdura: o nascimento de comunidades simultaneamente europeias e asiáticas”, disse José Ramos-Horta.

O chefe de Estado falava na sessão de abertura da quarta Conferência das Comunidades Luso-Asiáticas, que vai decorrer em Díli até domingo, com a participação de comunidades do Sri Lanka, Malaca (Malásia), Myanmar, Macau, Tailândia, Goa (Índia) e das Flores e Jacarta (Indonésia).

Continuar a ler

Vitorino assume que queria ser “o único candidato do centro-esquerda” a PR. Falhou, está fora da corrida e “um dia” vai contar tudo. In CNN Portugal, 27-06-2025

Candidatos: Luís Marques Mendes (PSD), Joana Amaral Dias (ADN), Henrique Gouveia e Melo, António José Seguro, André Pestana, Tim Vieira, Orlando Cruz, Aristides Teixeira e Manuela Magno (todos independentes) são os candidatos anunciados às presidenciais de 2026. André Ventura está a ponderar e Isidro de Morais Pereira também.

O socialista António Vitorino afastou esta quinta-feira a possibilidade de se candidatar às presidenciais de 2026, depois de meses de tabu e especulações de que podia ser o candidato apoiado pelo PS. 

“Já decidi. Não me apresentarei a candidato. A minha candidatura não conseguiu reunir um consenso para poder ser uma candidatura única desta área”, começou por dizer em declarações à SIC Notícias, esta quinta-feira à noite.

Continuar a ler

Marques Mendes inclui socialistas e independentes na equipa, 25-6-2025, in Observador

Mostrar que a candidatura vai para além das fronteiras do PSD. É esse o objetivo de Luís Marques Mendes, que continua a incluir nomes que vêm de fora do seu partido de origem e que incluem independentes e socialistas, incluindo um antigo governante de António Costa, na sua equipa para a candidatura às próximas eleições presidenciais.

Com uma sessão de candidatura marcada para esta quinta-feira, no Porto, o antigo líder do PSD já tem novas confirmações dos nomes que farão parte da sua equipa mais a norte. Assim, o seu mandatário pelo distrito de Bragança será Sobrinho Teixeira, antigo deputado do PS e antigo secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de António Costa, apurou o Observador.

Não é a única novidade: também Fernando Paulo, atualmente vereador de Rui Moreira — e que, apesar de ser independente e de ter integrado o movimento cívico do atual presidente da Câmara do Porto, será candidato nas listas do socialista Manuel Pizarro à autarquia — apoia Marques Mendes e será anunciado como elemento da sua comissão de honra.

Já o também independente Fontaínhas Fernandes, professor catedrático que foi reitor da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro — sendo agora presidente da Comissão Nacional de Acesso ao Ensino Superior e fazendo parte do Conselho Económico e Social —, será também mandatário da candidatura, desta vez pelo distrito de Vila Real.

Apesar de ter liderado o PSD e de já contar com o apoio formal do partido, Marques Mendes tem feito questão de mostrar que a candidatura não é partidária e que não depende apenas das estruturas do PSD, anunciando apoios que vão de outros ex-governantes de Costa (caso de José Gomes Mendes, ex-secretário de Estado Adjunto e do Ambiente), à escritora Alice Vieira ou à atriz Rita Salema.

Entrevista: como David Attenborough mantém a esperança, in National Geographic Portugal

Ao longo de sete décadas, sir David Attenborough atravessou o globo para documentar a caleidoscópica diversidade dos ecossistemas da terra. Aos 99 anos, já narrou tantos programas de televisão que a sua voz se tornou sinónimo da maravilha do mundo natural. Mas na sua longa carreira cheia de encontros selvagens, há uma memória que ainda se destaca.

Em 1957, quando Attenborough estava na casa dos 30 anos, viajou para uma ilhota de águas quentes e pouco profundas na Grande Barreira de Coral australiana, onde, pela primeira vez na vida, usou equipamento de mergulho para ver de perto corais. “Foi uma espécie de sobrecarga sensorial”, lembra. “Os incontáveis peixes minúsculos a nadar por entre os ramos de coral e as diferenças entre as diversas estruturas dos corais abriram-me uma nova perspectiva sobre as complexidades da vida no oceano.”

Hoje, é provável que essa mesma visão pareça desastrosamente pior. A nível mundial, os corais sofreram uma perda tremenda devido ao aquecimento dos oceanos provocado pelo homem, um facto que não passou despercebido a Attenborough.

Continuar a ler

China, Rússia e Paquistão pedem na ONU cessar-fogo imediato entre Irão, Israel e EUA, in LUSA, 23 junho 2025

Nações Unidas, 22 jun 2025 (Lusa) – Três membros do Conselho de Segurança da ONU, China, Rússia e Paquistão, apresentaram um projeto de resolução pedindo “um cessar-fogo imediato e incondicional” entre o Irão, Israel e os Estados Unidos.

A informação foi divulgada pelo embaixador chinês junto da ONU, Fu Cong, ao Conselho de Segurança, que realizou hoje uma reunião de emergência na sequência dos ataques norte-americanos que visaram instalações nucleares iranianas.

Os três países são atualmente os principais aliados do Irão no Conselho e é altamente improvável que a resolução seja aprovada, dado o poder de veto dos Estados Unidos dentro do órgão.

Continuar a ler

Portugueses são dos mais preocupados com uso de armas nucleares e eventual terceira guerra mundial, in LUSA e SIC Notícias, 23/6

Um estudo de opinião abrangeu 12 países (Portugal, Dinamarca, Estónia, França, Alemanha, Hungria, Itália, Polónia, Roménia, Espanha, Suíça e Reino Unido) e 16.440 inquiridos com mais de 18 anos.

Os inquiridos portugueses foram os que demonstraram, num estudo de opinião realizado em 12 países europeus, ter mais receio sobre o uso de armas nucleares, uma eventual terceira guerra mundial e uma guerra europeia além da Ucrânia.

“A maioria dos europeus está a acordar para a realidade de que vive num mundo muito diferente. Embora o receio de um ataque russo ao território da NATO seja menos generalizado do que alguns analistas sugerem – embora seja sentido com intensidade em certos Estados fronteiriços, como a Polónia, a Estónia e a Roménia, bem como em Portugal – é o medo crescente de um conflito nuclear que capta mais claramente a nova ansiedade europeia“, indica o Conselho Europeu das Relações Externas (ECFR, na sigla inglesa) num estudo publicado esta segunda-feira.

Continuar a ler

MAGA Will Devastate Rural America | Trump’s policies will hit the American heartland hard, very hard, by Paul Krugman, jun 23-2025

Everyone is talking, understandably, about Iran. But the rest of Donald Trump’s policy agenda continues to goose-step on. Radical changes in social spending, immigration policy and tariffs — changes that will hurt tens of millions of Americans — are either about to start or are already happening.

And one point I haven’t seen emphasized much is that while the human damage from these policies will be very widespread, it will be especially severe in rural areas and small towns — the very areas that overwhelmingly supported Trump in 2024.

The first thing you need to understand is that while rural Americans like to think of themselves as self-reliant, the fact is that poorer, more rural states are in effect heavily subsidized by richer states like Massachusetts and New Jersey.

Continuar a ler

China envia mensagem ao mundo: porta-aviões mais potentes estão a operar a partir do Pacífico, in CNN Portugal, 17-6-2025

No último mês, os grupos de ataque de porta-aviões chineses têm estado a operar mais longe das suas costas e com mais potência do que nunca, testando tecnologia de ponta e enviando uma mensagem de que são uma força a ter em conta, segundo analistas e funcionários.

Desde o início de maio, uma flotilha da Marinha do Exército Popular de Libertação (PLAN), liderada pelo porta-aviões Shandong, tem realizado exercícios a norte das Filipinas com o seu mais recente porta-aviões, o Fujian, que entrará em serviço em breve, tem efetuado testes no mar em águas disputadas a oeste da Península da Coreia; e o seu porta-aviões mais antigo, o Liaoning, que tem realizado exercícios nas águas do Pacífico da zona económica exclusiva do Japão.

Continuar a ler

Trump’s parade flopped. No Kings Day was a hit, by Paul Krugman

America is no longer a full-fledged democracy. We are currently living under a version of competitive authoritarianism — a system that (like Orban’s Hungary or Erdogan’s Turkey) is still democratic on paper but in which a ruling party no longer takes democracy’s rules seriously. As a result those in power violate those rules so often and to such an extent … that the regime fails to meet conventional minimum standards for democracy.

Trumpists, however, haven’t yet fully consolidated their hold. America still has a chance of reclaiming itself from the grip of brazen corruption, mindless destruction, and contempt both for the rule of law and for our erstwhile allies. We don’t have to become a country bullied into submission.

But we’re teetering on the edge, and one of the most important ways we can step back from that edge is for ordinary Americans to engage in mass protests.

Continuar a ler

Seguro apresenta candidatura a Belém com recados a Gouveia e Melo e Marques Mendes

O candidato a Presidente da República António José Seguro disse este domingo que quer um país “justo e de excelência” e prometeu “seriedade, independência e ação”, no discurso de apresentação da sua candidatura, nas Caldas da Rainha.

“É por Portugal que sou candidato à Presidência da República”, afirmou o antigo secretário-geral do PS na apresentação da sua candidatura a Belém, que decorreu no Centro Cultural de Congressos das Caldas da Rainha, no distrito de Leiria.

Continuar a ler

Gouveia e Melo elogia Programa de Governo “reformista e virado para o futuro”, in LUSA

Aljustrel, Beja, 14 jun 2025 (Lusa) – O candidato presidencial Henrique Gouveia e Melo elogiou hoje o Programa de Governo da Aliança Democrática (AD), “reformista e virado para o futuro”, mas que inclui controvérsias.

“Fiquei contente, porque é um Programa [de Governo] reformista e virado para o futuro. Agora, do programa à execução há um grande intervalo que tem de ser percorrido”, apontou Gouveia e Melo, durante uma visita à Feira do Campo Alentejano, no distrito de Beja.

Após uma visita ao Complexo Mineiro de Aljustrel, o candidato disse que ainda só tinha lido o documento “de uma forma muito preliminar”, mas desejou “sorte ao Governo” para aplicar as medidas previstas.

Continuar a ler

“Os EUA não têm mais condições nem vontade política para construir um projeto hegemónico. São um império falido”. Entrevista a Monica Hirst, in CNN Portugal

Monica Hirst é bolseira de investigação do Instituto Nacional de Estudos de Ciência e Tecnologia do Brasil foto: NAAPE

Começo pelo que a trouxe a Lisboa, para debater o impacto deste “choque trumpiano” no mundo e as relações e parcerias que a União Europeia pode desenvolver com nações da América Latina e também de África. Há algum tempo publicou um artigo no qual defendia que o Brasil poderia funcionar como uma espécie de ponte entre a Europa e o resto do chamado Sul Global.

Sim, e não é só da Europa. Pensando o Ocidente de uma maneira mais ampla, a política externa do atual Governo do Brasil, é uma política externa que procura justamente não confrontar e, sim, criar articulações, interesses, sinergias. Em breve, o presidente Lula vai para a reunião do G7 [entre 15 e 17 de junho, no Canadá], tentando justamente dirimir um pouco a ideia de que os BRICS e o G7 são grupos antagónicos, ou seja, é uma preocupação da política externa do Brasil de abrir diálogos. Um grande exemplo nesse sentido é o empenho que o país tem, esse Governo em particular, mas que não é só de hoje, em relação a um acordo com o Mercosul, um acordo do Mercosul com a União Europeia (UE), que está a ser preparado há 30 anos.

Continuar a ler

Cimeira do Oceano | Conferência de Nice, França, aprova cinco grandes compromissos

Nice, 13 jun 2025 (Lusa) – O combate a todas as formas de poluição, preservar recursos oceânicos e biodiversidade marinha, incluindo o mar profundo, e fazer face aos efeitos das alterações climáticas são compromissos saído da Cimeira do Oceano que hoje terminou em Nice, França.

Os “Compromissos de Nice para o Oceano” aprovados na terceira Conferência da ONU sobre o Oceano, UNOC3, sintetiza em cinco grandes temas as conclusões do encontro, que começou na segunda-feira e termina hoje.

Construir uma governação equitativa baseada na lei e na justiça, assegurar uma orientação a 360° de todos os atores e organismos relacionados com o oceano, reforçar o multilateralismo para responder à degradação generalizada do estado de saúde do oceano e travar drasticamente a pesca ilegal e a sobrepesca fazem parte de um dos compromissos saídos da conferência.

Continuar a ler

PRINCÍPIOS ELEMENTARES DA PROPAGANDA DE GUERRA, Arthur Ponsonby & Anne Morelli 

Anne Morelli resumiu e sistematizou o conteúdo do clássico de Arthur Ponsonby sobre propaganda de guerra em “dez mandamentos da propaganda”, que constituem 10 das técnicas essenciais de propaganda:

1 – Nós não queremos guerra.

2 – Só o inimigo deve ser culpado pela guerra.

3 – O inimigo é inerentemente mau, semelhante ao diabo.

4 – Defendemos uma causa nobre, não nosso próprio interesse.

5 – O inimigo comete atrocidades de propósito; nossos percalços são involuntários.

6 – O inimigo usa armas ilegais.

7 – Sofremos pequenas perdas, as do inimigo são enormes.

8 – Artistas e intelectuais apoiam nossa causa.

9 – Nossa causa é santa; tem um caráter sagrado.

10 – Quem duvida da nossa propaganda é um traidor.

This Is Not a Drill. American democracy is on the line right now. Paul Krugman

There are two disastrously wrong ways to read the news from Los Angeles right now, and the rest of America over the next few days. The first is to believe that there is actually anything resembling an insurrection underway. The second is to believe that the Trump administration’s response to the nonexistent insurrection is simply cynical politics, an attempt to gain Donald Trump a few points in the polls.

What we’re actually seeing is much worse: An attempt to end politics as we know it, to deploy force to suppress dissent. Not eventually, but right now.

On the first point: No, LA isn’t a city in chaos, wracked by devastating riots requiring military intervention.

Continuar a ler

Cavaco Silva convencido de que Portugal tem Governo para quatro anos, in LUSA e RTP, 11 Junho 2025

O ex-Presidente da República e antigo primeiro-ministro Aníbal Cavaco Silva disse hoje estar convencido de que Portugal tem agora um Governo “para quatro anos” e com “forte espírito reformista”.

“Não quero fazer nenhuma declaração sobre a situação política portuguesa, embora neste momento esteja convencido de que temos Governo para quatro anos”, disse Cavaco Silva, em resposta a questões de jornalistas em Toledo, Espanha, onde participou num debate sobre os 40 anos da adesão de Portugal e Espanha à União Europeia, ao lado do ex-chefe do Governo espanhol Felipe González.

Continuar a ler

António José Seguro pede consensos para resolver os grandes problemas do país, in LUSA

Santarém, 10 jun 2025 (Lusa) – O candidato presidencial e ex-líder socialista António José Seguro defendeu hoje a necessidade de uma “mudança política” em Portugal, apelando ao fim da “cultura das trincheiras” e à construção de consensos para enfrentar os principais desafios do país.

Em declarações à Lusa durante uma visita à Feira Nacional de Agricultura, em Santarém, António José Seguro afirmou que “o país não pode continuar desta forma” e desafiou os partidos com assento parlamentar a “interpretar as escolhas dos portugueses” nas últimas eleições legislativas.

“Temos milhares de jovens que não conseguem aceder à habitação porque os preços são proibitivos. Temos cidadãos que esperam meses por cuidados de saúde (…) Os partidos têm de pôr em comum soluções para resolver os problemas concretos dos portugueses”, afirmou o candidato.

Continuar a ler

Discurso de Lídia Jorge nas comemorações do 10 de Junho de 2025 em Lagos (na íntegra)

Este foi o discurso da escritora Lídia Jorge nas comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, em Lagos.

«Os países escolhem datas de referência para celebrarem a sua história, contemplando memórias de batalhas, ações de independência, encontros civilizacionais, momentos importantes em torno dos quais concitam a unidade dos cidadãos e promovem o orgulho patriótico.

Mas, em Portugal, é a data da morte de um poeta que protagoniza o nosso momento cívico de unidade mais relevante.

Muito se tem discorrido sobre o significado desta nossa singularidade e, muitas vezes, é difícil explicar que não se trata de um sinal de melancolia, mas sim do seu oposto.

Há a assunção de que um poeta do século XVI nos legou uma obra tão vigorosa que acabou por ser adotada no seu conjunto como exemplo da vitalidade de um povo e que a própria biografia do seu autor se oferece como exemplo não só de um percurso português, mas se transformou em símbolo universal da nossa peregrinação prometeica sobre a terra.

A fidelidade que Camões manteve em relação à pátria, quando se encontrava em paragens remotas, alimenta a simbologia que lhe é atribuída como exemplo da proximidade que os portugueses que se encontram longe mantêm com a sua cultura de origem.

O país retribui-lhes, reconhecendo, desde há muito, que as comunidades portuguesas são o corpo essencial do nosso ser identitário.

Continuar a ler

PAN – Pessoas-Animais-Natureza, 10 Junho 2025

Neste dia em que celebramos Portugal – a nossa história, a nossa cultura e todas as comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo – reafirmamos o compromisso do PAN com uma Democracia mais justa, mais inclusiva e verdadeiramente representativa.

Porque celebrar Portugal é também lutar por um sistema que respeite cada cidadã e cidadão, onde nenhum voto seja desperdiçado.

Ao longo dos anos, o PAN, através da sua porta-voz e deputada Inês Sousa Real, tem sido incansável na defesa de reformas estruturais no nosso sistema eleitoral. Reformas que permitam aproximar a Democracia das pessoas e garantir que cada voto realmente conta.

Continuar a ler

A ÚLTIMA VIAGEM AO NORTE AMORDAÇADO, por Rodrigo Sousa e Castro, “in memoriam”. Hoje, 10 Junho 2025, convém lembrar e ligar o Movimento das Forças Armadas do 25 de Abril de 1974 ao glorioso dia em honra de Luís Vaz de Camões. VIVA o MFA, VIVA PORTUGAL! (vcs)

Silva e Costa,Engenheiro. Pseudónimo utilizado nas lides conspirativas pelo Sousa e Castro, capitão. VIVA A DEMOCRACIA!

Eram 18h00 do dia 23 de Abril de 1974.

Otelo surge no seu modo despachado, descontraído, falador. Esperava-o juntamente com o major Luis Arruda no Parque Eduardo VII onde concertamos encontrar-nos.

Os dois constituíamos uma das quatro equipas de oficiais, que na antevéspera do dia escolhido para a operação “viragem histórica” partiriam para as diversas unidades militares que ao longo do País se tinham comprometido com a revolta.

Continuar a ler

Opinião, “O partido da guerra à beira de um ataque de nervos”, por Major-General Carlos Branco, in DN, 9 Junho 2025

Retirado do Facebook | Mural de Francisco Fortunato

No rescaldo dos recentes ataques ucranianos às bases aéreas russas, várias personalidades próximas de Trump vieram a terreiro manifestar a sua opinião sobre o perigoso momento em que se encontra a humanidade como, por exemplo, o ex-mentor de Trump Stephen Bannon e o ex-conselheiro de segurança nacional Mike Flynn, refletindo ambos pensamentos muito próximos.

Numa recente mensagem colocada no “X”, Flynn alerta para a atuação de quem se encontra por detrás dos acontecimentos em curso e que empurram os EUA para uma confrontação militar de larga escala, com a Rússia. Dos vários aspetos abordados na referida mensagem, um merece particular atenção.

Continuar a ler

Nobody expected the MAGA Inquisition, but it’s here, and will destroy American science, by Paul Krugman, 9 Jun 2025

The trial of Galileo

It was obvious, if you thought about it, that the second Trump administration would be hostile to science and intellectual endeavor in general.

After all, look at some key elements of the MAGA coalition. Fossil fuel interests don’t want anyone studying climate change. Conspiracy theorists like Alex Jones make much of their money selling quack medical remedies, which makes them hostile to conventional medicine. (And partisan orientation became a key factor determining whether people were willing to be vaccinated against Covid.) Practitioners of voodoo economics don’t want anyone looking into the actual results of cutting taxes on the rich. Nativists proclaiming an immigrant crime wave don’t want anyone examining who commits violent crimes. And so on.

Continuar a ler

Reforma do Estado: não virem a casa de pernas para o ar, por Paulo Baldaia, in Expresso, 9 Junho 2025

O Estado Social Europeu é uma conquista histórica que devemos, também em Portugal, à social-democracia, ao socialismo democrático e à democracia-cristã. Não podemos dormir à sombra dos louros conquistados, mas esta foi a casa comum que construímos e não a podemos virar de pernas para o ar. […] Num país em que a taxa de pobreza, antes de qualquer prestação social, é de 40%, imaginar que os problemas se resolvem enfraquecendo o papel do Estado e liberalizando ainda mais a economia é do domínio do delírio e da insensibilidade social

No plano teórico, para falar da reforma de que se fala, até faria sentido começar por redefinir o papel do Estado, estabelecendo um princípio estratégico ou um enquadramento conceptual que direcione as reformas, mas quando está tanta coisa por fazer e se tem muita pressa é mesmo preciso ir devagar. Não sei quanto tempo vai durar a conversa, mas espero que nunca acabe porque reformar o Estado é um processo contínuo que tem de responder aos desafios de cada momento.

Estando muito longe de podermos tomar decisões sobre as áreas de intervenção directa em que faça sentido reduzir o papel do Estado, é espantoso como não falta quem sonhe com a vida da comunidade entregue quanto antes à concorrência entre privados em áreas como a Saúde, a Educação ou a Previdência. Ao Estado ficaria entregue a responsabilidade de cuidar dos desvalidos ou actuar em regiões onde o “negócio” não fosse rentável para os privados. O resultado seria, portanto, uma acelerada deterioração da qualidade de serviços prestados pelo Estado, dando mais razão a esta vontade que está muito mais ancorada no negócio crescente dos privados do que na incapacidade do Estado em cumprir as suas obrigações.

A prometida liberdade de escolha, mesmo assente em políticas públicas inclusivas e com regulação do Estado, é uma falácia. Num país com índices de pobreza como o nosso, o cheque-ensino ou o cheque-saúde serviriam, sobretudo, para ressarcir as classes média-alta e alta dos serviços privados que conseguem pagar. A ideia de financiar diretamente os cidadãos, em vez de financiar as instituições públicas, serve essencialmente quem tem capacidade de investimento. Mais de metade do país ficaria entregue a serviços públicos descapitalizados e seguramente de qualidade muito inferior à actual. Há, portanto, muito trabalho para fazer antes de perguntar ao povo se é isto que o povo quer.

O Estado Social Europeu, que conheceu um período de grande expansão com a prosperidade económica do pós-guerra, é uma conquista histórica que devemos, também em Portugal, à social-democracia, ao socialismo democrático e à democracia-cristã. Temos de resolver problemas que resultam do envelhecimento populacional, da pressão sobre os recursos públicos e da necessidade de modernização das administrações públicas. Não podemos dormir à sombra dos louros conquistados, mas esta foi a casa comum que construímos e não a podemos virar de pernas para o ar.

O objectivo como comunidade tem de continuar a ser o de garantir a todos os cidadãos o acesso a serviços básicos, redistribuindo os recursos para reduzir as desigualdades. Todos os aplausos são devidos aos empresários que fazem funcionar uma economia de mercado como a nossa, mas num país em que a taxa de pobreza, antes de qualquer prestação social, é de 40%, imaginar que os problemas se resolvem enfraquecendo o papel do Estado e liberalizando ainda mais a economia é do domínio do delírio e da insensibilidade social. O Estado tem de ser um factor de desenvolvimento económico e social. E aí há muito a fazer.

É preciso garantir equilíbrio orçamental de longo prazo, para diminuir a dívida e o seu serviço, utilizando o dinheiro poupado nos juros a modernizar o Estado. É preciso reorganizar os serviços públicos para eliminar redundâncias, reduzindo os custos e aumentando a eficiência. É preciso apostar na digitalização e na inteligência artificial para simplificar a relação dos contribuintes (pessoas e empresas) com as administrações públicas, reduzindo a burocracia e facilitando os licenciamentos. É preciso descentralizar competências até ao nível em que a proximidade com os utentes aumenta a produtividade do Estado. Se o governo for capaz de fazer isto, que está tão longe da megalomania dos que julgam estar ao virar da esquina uma economia que se basta a si própria, será o melhor governo de sempre em Portugal.

Jeffrey Sachs destapa las mentiras de guerra en Europa: el proceso de paz se hunde

27/05/2025 | Neutrality Studies | El proceso de paz entre Estados Unidos y Rusia podría haberse topado con un muro. Y los europeos no podrían estar más contentos, ya que todo lo que quieren es arrastrar a Estados Unidos de nuevo al callejón sin salida que es el proyecto Ucrania. ¿En qué están pensando?

Hoy hablo con el profesor Jeffrey Sachs, catedrático en la Universidad de Columbia, asesor de innumerables gobiernos y un prolífico analista—estoy absolutamente seguro de que todos lo conocéis muy bien. Hoy debatimos el estado de las negociaciones de paz entre Estados Unidos y Rusia a 27 de marzo de 2025, el cambio de narrativa sobre Israel-Palestina y mucho más.

UM TEXTO QUE NÃO SENDO SOBRE EDUCAÇÃO ESCOLAR PÚBLICA TEM TUDO A VER COM ELA, por Helena Damião, in “The Rerum Natura”

Diário de Notícias publicou ontem um artigo de opinião com o título Liberalismo: a política como projeto pessoalassinado por José Mendes, professor universitário. A sua análise incide no pensamento social prevalecente, que delineia a política e, digo eu, o funcionamento das instituições públicas, incluindo a escola. Reproduzo, abaixo, extractos do artigo, omitindo a identidade dos sujeitos a que alude, pois poderia referir-se a muitos outros, aqueles que são apresentados como modelos aos alunos logo que chegam à escola para lhes criar essa aptidão empreendedora com vantagens para si, para o seu bem-estar.

Nos Estados Unidos (…) foi aclamado como um símbolo da nova ordem empreendedora. Um “visionário” que acreditava que o Estado era, na melhor das hipóteses, um estorvo, e que o mercado se bastava a si mesmo (…). Em Portugal (…) terá percebido que o seu projeto pessoal de vir a ser ministro não se iria concretizar. Sai de cena como quem fecha a loja, porque o lucro não compensou o esforço (…).

Continuar a ler

Centeno avisa Governo: “Sem imigração, a economia portuguesa não cresce”, in LUSA

O governador do Banco de Portugal (BdP) deixou esta sexta-feira um conjunto de alertas ao Governo sobre a situação económica, que vão desde o cumprimento das regras europeias à importância da imigração para a economia.

Em Lisboa, na apresentação do Boletim Económico de junho, que poderá ter sido a última de Mário Centeno ao leme do BdP, já que o seu mandato termina em julho, o ex-ministro das Finanças deixou um conjunto de alertas para a economia, depois de ter revisto em baixa as previsões para o crescimento deste ano.

A previsão é agora de um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,6% em 2025, o que compara com a estimativa de 2,3% inscrita no boletim de março e a projeção de 2,4% que o Governo fixou no relatório de progresso entregue a Bruxelas.

Continuar a ler

Andaste meses a engolir a novela: que o inimigo era o cigano, o imigrante, o gay, a democracia, o vizinho com RSI. | Leonel Dias

Andaste meses a engolir a novela: que o inimigo era o cigano, o imigrante, o gay, a democracia, o vizinho com RSI.

Engoliste-a inteira enquanto te convenciam que o problema era o pronome, o arco-íris ou a professora a falar de igualdade de direitos. 

Não viste que, enquanto gritavas contra quem tem menos, quem tem mais sorria. 

Grupinhos no Facebook pagos por milionários que nunca andam de metro, nunca passaram por um centro de saúde público, e nunca saberão o que é ter de escolher entre pagar a renda ou pagar o supermercado.

E agora? 

Agora acordas com menos Estado e mais fatura. Seguro de saúde para ter saúde, escola privada para os filhos, rendas sem limite, contratos descartáveis, menos direitos para quem trabalha, menos Estado, pior sociedade, maior desigualdade. 

Mas relaxa: o filho do CEO acabou de comprar outro Ferrari — com o que tiraram à tua saúde, à tua escola, à tua reforma, ao futuro dos teus filhos. 

Diziam que iam “limpar Portugal”? Limparam, sim: o SNS, a escola pública, os direitos laborais e sociais

Continuar a ler

Entre a “estratégia integrada” de Montenegro e as seis lições de Marcelo, in DN, 6 Junho 2025

Luís Montenegro tomou posse e o PR exaltou a vontade popular que o escolheu, sublinhando que, avaliado “o desempenho” durante 11 meses, os portugueses “não acharam que se justificasse” uma punição.

https://www.dn.pt/pol%C3%ADtica/entre-a-estrat%C3%A9gia-integrada-de-montenegro-e-as-seis-li%C3%A7%C3%B5es-de-marcelo

In “A Televisão”

Decorreu esta quinta-feira, dia 5, no Palácio Nacional da Ajuda, a tomada de posse do XXV Governo Constitucional.

“A estabilidade política é uma tarefa de todos”

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, no seu discurso da tomada de posse, referiu que é uma “enorme honra” assumir o “compromisso de continuar a servir Portugal”.

“A estabilidade política é uma tarefa de todos”, defendeu o chefe do Governo.

“Vamos ao trabalho, pelo nosso futuro, pelo futuro das famílias portuguesas. Vamos ao trabalho pela vida e pela dignidade, por cada português. Vamos ao trabalho por Portugal”, referiu.

Petição à Assembleia da República sobre o reconhecimento do Estado da Palestina, in Blog “emCausa”, 3 Junho 2025

Exmo. Senhor Presidente da Assembleia da República,

Os abaixo-assinados vêm seguindo com crescente preocupação o agravamento das violações de direitos humanos e da lei humanitária internacional, os crimes de guerra e a escalada de violência sobre civis em Gaza e na Cisjordânia. O bloqueio à ajuda humanitária e à entrada de alimentos, medicamentos, combustível e outros bens essenciais, as ordens de evacuação de populações de Gaza e da Cisjordânia, bem como a destruição sistemática e deliberada de infraestruturas essenciais à vida naqueles territórios pelo exército de Israel já nada tem a ver com o direito à autodefesa invocado por Israel, na sequência do condenável ataque terrorista de outubro de 2023.
Sucessivos relatórios das Nações Unidas e de um número crescente de organizações humanitárias e de direitos humanos internacionais, incluindo israelitas, reconhecem neles uma intenção de limpeza étnica. A Amnistia Internacional, bem como os Relatores Especiais para os Direitos Humanos das Nações Unidas descrevem um genocídio em curso. Esta é também a posição dos países que apoiam a África do Sul, como Espanha e Irlanda, no processo para a ‘Aplicação da Convenção sobre a Prevenção e Penalização do Crime de Genocídio na Faixa de Gaza’, que moveu contra Israel no Tribunal Internacional de Justiça.

Continuar a ler

Exclusivo: António José Seguro é candidato à Presidência da República, in CNN, 3 Junho 2025

Antigo secretário-geral do Partido Socialista avança mesmo sem apoio.

António José Seguro vai avançar com uma candidatura à Presidência da República.

O antigo secretário-geral do PS acaba de anunciar em exclusivo à TVI e à CNN Portugal que é candidato a Belém, mesmo sem o apoio do Partido Socialista (PS).

Num vídeo que vai ser difundido pelas redes sociais, António José Seguro anuncia que a sua candidatura surge porque “o nosso país precisa de mudança e esperança numa vida melhor”.

Uma decisão confirmada no dia em que se iniciou uma nova legislatura, a mais à direita de sempre, e que o socialista entende que “vai exigir muito de todos nós”.

“Sou candidato a Presidente da República”, afirma António José Seguro, que quer mostrar-se como o rosto da estabilidade, mas, sobretudo, confiança.

Continuar a ler

CITANDO Margarida Davim | “Começa cada vez mais a parecer que a candidatura de Gouveia e Melo é uma espécie de PSD-B”, in CNN, 02 Junho 2025

Margarida Davim diz que o facto de Rui Rio surgir como mandatário da candidatura de Henrique Gouveia e Melo à presidência da República é “mais uma cavadela” na candidatura de Luís Marques Mendes. “Começa cada vez mais a parecer que a candidatura de Gouveia e Melo é uma espécie de PSD-B, que está a aparecer aí ao lado”, observa a comentadora da CNN Portugal.

We Are No Longer a Serious Country, and the world is starting to notice. Paul Krugman, Jun 3

Paul Robin Krugman (Nova Iorque28 de fevereiro de 1953) é um economista norte-americano, vencedor do Nobel de Economia de 2008. Autor de diversos livros, é também desde 2000 colunista do The New York Times. Krugman identifica a si mesmo como um economista Keynesiano.

“If you’re explaining, you’re losing.” This line is usually attributed to Ronald Reagan. Whoever said it definitely had a point, and not just about politics. If you’re trying to explain to people, be they voters or bond investors, that you aren’t really as bad or untrustworthy as you seem, you’re already in deep trouble.

So when I saw Scott Bessent, the treasury secretary, declaring Sunday that “The United States of America is never going to default, that is never going to happen,” my reaction was, “Uh-oh.”

Continuar a ler

Rio diz que o país precisa de um Presidente “que não se perca no comentário avulso”, in jornal Expresso, 31 Maio 2025

Mandatário da candidatura de Gouveia e Melo a Belém, Rui Rio defende que um Presidente não pode cair na tentação de fazer da presença na comunicação social “um modo de vida”.

O mandatário da candidatura de Gouveia e Melo à Presidência da República, Rui Rio, defendeu este sábado à noite que o país precisa de um presidente que “não se perca no comentário avulso”, mas aposte no que é “nobre e estruturante”.

“Portugal precisa de um Presidente da República que não se perca no comentário avulso e conjuntural, em detrimento do que é verdadeiramente nobre e estruturante”, defendeu, num jantar de apoio a Gouveia e Melo, onde foi anunciado como mandatário nacional da sua candidatura à Presidência da República.

Para Rui Rio, o país precisa de um chefe de Estado “que não se feche no Palácio de Belém e aproveite a comunicação social para falar com os portugueses, mas que não caia na tentação de fazer dela um modo de vida”.

“Precisamos de um Presidente com dimensão e sentido de Estado, condições essenciais para um exercício pleno das suas funções: para ser o verdadeiro guardião do regular funcionamento das instituições democráticas, o árbitro e moderador entre poderes, e, fundamentalmente, a entidade de último recurso da vida nacional, porque reconhecidamente livre, isento e independente”, salientou o ex-líder do PSD.

No seu discurso, o também antigo presidente da Câmara do Porto fez um diagnóstico a vários temas da vida nacional, considerando, “com toda a frontalidade”, que “têm faltado na política portuguesa” coragem e competência.

“Tem faltado sentido de responsabilidade para reformar o que, há muito, sabemos que tem de ser reformado, que é o mesmo que dizer que precisamos de coragem política para combater os interesses instalados, que prejudicam o interesse coletivo e agravam as injustiças sociais”, disse.

Rui Rio enumerou a “evidente degradação dos serviços públicos, a asfixiante burocracia, a baixa produtividade da economia, os fracos salários, a escassez de poupança e de capital, o exagerado nível da despesa pública, a carga fiscal que não para de aumentar e alimenta muitas vezes políticas eleitoralistas”.

“O endividamento excessivo, o preço da habitação, os graves problemas do SNS [Serviço Nacional de Saúde], as falhas da nossa escola pública, o desgoverno na política de imigração ou a falta de uma efetiva defesa do consumidor” perante quem “abusa da sua posição dominante” foram mais alguns dos problemas mencionados por Rui Rio.

Para o ex-líder do PSD, “tudo isto é resultado da falta de coragem para mudar estruturalmente o que há muito já devia ter sido mudado”.

“É o resultado de uma cultura política virada para o ‘marketing’ e para o curto prazo, em lugar de se fixar no horizonte, ou seja, no futuro de todos nós”, vincou.

Continuar a ler

Rui Rio anunciado mandatário nacional de Gouveia e Melo volta a falar em reforma da Justiça, in DN, 31 Maio 2025

Candidato presidencial fez o anúncio surpresa num jantar esta noite de sábado. Ex-líder do PSD ainda fez críticas indiretas a Marcelo. | Ricardo Simões FerreiraDN/Lusa

O antigo presidente da Câmara do Porto e do PSD Rui Rio é o mandatário nacional da candidatura de Henrique Gouveia e Melo à Presidência da República.

O anúncio foi feito pelo próprio candidato este sábado à noite num jantar que está a decorrer no Centro de Congressos da Alfândega do Porto. O nome de Rui Rio foi declarado por Henrique Gouveia e Melo e o ex-líder do PSD entrado na sala de seguida, sob aplausos.

Continuar a ler

Sondagem CNN Portugal: o melhor Presidente da República em democracia foi um militar. Marcelo atrás de Soares e Sampaio, in CNN

António Ramalho Eanes foi o melhor Presidente da República no pós-25 de Abril. É essa a conclusão de uma sondagem realizada pela Pitagórica para a TVI, CNN Portugal, TSF, JN e O Jogo.

Melhor PR pós-25 de Abril | Sondagem realizada entre os dias 28 de dezembro de 2024 e 05 de janeiro de 2025, foram recolhidas 400 entrevistas telefónicas a que corresponde uma margem de erro máxima de +/- 5,00% para um nível de confiança de 95,5%.

PresidentePreferência
Ramalho Eanes29%
Jorge Sampaio26%
Mário Soares15%
Marcelo Rebelo de Sousa14%
Cavaco Silva10%
Costa Gomes1%
Não sabe / não responde5%

Gouveia e Melo “profissional” e “bem preparado”, por Rui Moreira, in “Observador”

31-05-2025 | O presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, considera que o primeiro discurso de Henrique Gouveia e Melo como candidato oficial à Presidência da República “foi bem preparado” e assegura que o almirante “está muito bem assessorado”.

“É um discurso que diz coisas óbvias, mas ditas no tom certo“, afirmou Rui Moreira no programa Explicador da Rádio Observador, esta sexta-feira. “Foi muito profissional. Estou a saudar o profissionalismo. Nós estamos fartos de amadores. A política e a Presidência da República é uma coisa excessivamente séria para poder ser protagonizada por amadores. Ao menos que sejam pessoas competentes”, acrescentou.

Continuar a ler

Gouveia e Melo: “Mais do que nunca, precisamos de um Presidente da República diferente”, 29 Maio 2025, in DN

Antigo chefe do Estado-Maior da Armada e coordenador da taskforce para a vacinação contra a covid-19 apresentou a sua candidatura presidencial na Gare Marítima de Alcântara. Leonardo Ralha

Henrique Gouveia e Melo defendeu, na apresentação da sua candidatura ao Palácio de Belém, que “agora, mais do que nunca, precisamos de um Presidente da República diferente”. Num discurso sem direito a perguntas, na Gare Marítima de Alcântara, em Lisboa, o almirante que já foi chefe do Estado-Maior da Armada e coordenador da vacinação contra a covid-19 enumerou características como ser “capaz de unir, motivar e dar sentido à esperança”, mas também “estável, confiável e atento, acima de disputas partidárias e fiel ao povo que o elegeu”.

Continuar a ler

Marques Mendes elogia postura de Carneiro que abre porta a Governo de quatro anos, in “Público”, 26 Maio 2025

Marques Mendes elogia postura de Carneiro que abre porta a Governo de quatro anos.
O candidato presidencial Luís Marques Mendes elogiou esta segunda-feira a postura de José Luís Carneiro, que manifestou abertura a entendimentos com a AD, salientando que isso pode permitir que haja um “Governo de legislatura” e que se façam reformas.

Em declarações aos jornalistas antes de um almoço com empresários num hotel na baixa de Lisboa, Marques Mendes elogiou as declarações do candidato à liderança do PS, José Luís Carneiro, que este sábado se comprometeu com uma “solução de unidade na diversidade” com a AD e garantiu que “tudo fará para contribuir para a estabilidade política do país”.

LER AQUI: https://www.publico.pt/2025/05/26/politica/noticia/marques-mendes-elogia-postura-carneiro-abre-porta-governo-quatro-anos-2134366


Celebrar o 25 de Abril e afirmar a social-democracia, por Alexandra Leitão, 25 Abril 2025, in “emCausa”.

O modelo do socialismo democrático constitui a alternativa não só à extrema-direita populista e demagógica, mas também ao neoliberalismo e à direita conservadora. | Alexandra Leitão

Democracia, liberdade, igualdade, solidariedade, tolerância, empatia, justiça social. Um Estado forte, com funções de regulação, mas também prestador de serviços essenciais e universais, em parceria com os setores privado e cooperativo.

Um Estado respeitador das liberdades e promotor dos direitos fundamentais dos cidadãos. Esta é a matriz do socialismo democrático, tal como está consagrada na Constituição da República Portuguesa, resultado da Revolução do 25 de Abril que hoje comemoramos.

Continuar a ler

José Luís Carneiro afasta hipótese de bloco central mas garante que tudo fará para “desencrispar a relação política”, in CNN Portugal, 20 Maio 2025

José Luís Carneiro afasta um cenário de bloco central com a Aliança Democrática (AD), mas admite “assentar compromissos” no Parlamento de modo a garantir “estabilidade” política no país.

“Estamos fora da opção de um bloco central, julgo que não é necessário e seria prejudicial os dois partidos subsumirem-se numa solução executiva. Agora, é possível, num quadro parlamentar, constituir uma dimensão de trabalho político que responda a alguns dos impulsos reformistas”, declarou José Luís Carneiro, destacando a reforma do sistema de segurança e de justiça, entre outras.

Em entrevista à CNN Portugal, José Luís Carneiro, que se posiciona para a corrida à sucessão de Pedro Nuno Santos, com quem perdeu a disputa interna há um ano e meio, adianta que não se sente “condicionado” pelas palavras do ainda secretário-geral do PS, que avisou na noite passada que o seu sucessor não deveria ser o suporte do Governo da AD.

Continuar a ler

NO AUGE DA CRISE, António Galopim de Carvalho, in Facebook, 20 Maio 2025

Julgo ser evidente que Portugal atravessa uma deplorável crise, não do foro económico, financeiro ou social, mas dos partidos políticos e dos seus protagonismos na condução da vida nacional. Uma crise de valores sem precedentes, deveras preocupante que, salvo meia dúzia de excepções, bateu fundo e isso ficou bem claro na pobreza desta corrida ao poder que ontem teve fim.Sou um geólogo e a minha cultura social e política resume-se ao que tenho aprendido na vivencia atenta do dia-a-dia. Bom ou não, é este o meu sentir que, como sempre, divulgo como dever de cidadania, honesta e humildemente.

Continuar a ler

A França e a Armadilha Liberal, por Alberto Carvalho, 20 Maio 2025

Liberté, Égalité, Fraternité: o lema inscrito nas fachadas dos edifícios públicos franceses tornou-se, com o tempo, uma espécie de nostalgia institucional. 

A pátria dos direitos do homem e do cidadão viu-se, nas últimas décadas, prisioneira de uma trajectória política que, em nome da liberdade económica, foi desmontando os alicerces sociais que sustentavam o modelo republicano. 

A França, que outrora oferecera ao mundo a promessa de um Estado forte ao serviço da justiça social, tornou-se, ironicamente, refém do mesmo liberalismo que dizia querer domesticar.

Continuar a ler

Eleições parlamentares 2025: E agora, PS?, por Vital Moreira, 19 Maio 2025

1. Depois deste desastre eleitoral, numas eleições que podia e devia ter evitado, e que só supreendeu pelos números, o que deve fazer o PS, além de lamber as feridas e preparar o processo de seleção de nova liderança?

Ocorre-me recordar o que escrevi num post há tempos:

————————————————————————————-

«(…) estando excluída entre nós, pelo menos por agora, a hipótese de governos de grande coligação ao centro (à alemã), não é impossível, porém, equacionar um pacto estável entre os dois tradicionais partidos de governo , no sentido de, em caso de vitória eleitoral sem maioria absoluta, cada um deles deixar governar o outro – salvo coligação governamental maioritária alternativa -, viabilizando a constituição do Governo e prescindindo de votar moções de censura, a troco da negociação dos orçamentos (…).

Parecendo-me excluída a repetição de maiorias absolutas monopartidárias – por causar fragmentação da representação parlamentar – e também pouco provável a hipótese de coligações maioritárias, quer do PSD com a sua direita (excluindo obviamente o Chega) quer do PS com a sua esquerda (excluindo o Bloco e o PCP), este acordo entre os dois partidos de governo faz todo o sentido, para ambos, agora e no futuro.

Continuar a ler

“Menos impostos”. AD ganhou, mas o que prometeu com impacto na carteira?, in Notícias ao Minuto, 19 Maio 2025

“O Programa eleitoral da AD para a legislatura 2025-2029 combina continuidade e novidade, o aprofundamento deste exercício de um ano de governação, a resposta a problemas preexistentes mas que tinham sido omitidos ou subestimados e a adequação ao agravamento das tensões, conflitos e estabilidade internacional”, pode ler-se no documento

Das várias “medidas emblemáticas”, como lhes chama a coligação, o Notícias ao Minuto destaca as seguintes 10: 

  1. “Menos impostos sobre o trabalho, especialmente para a classe média: Reduzir IRS em 2.000 milhões €, dos quais 500 milhões já em 2025, baixando a carga fiscal sobre os rendimentos, em especial para a classe média. Estimular também a poupança;
  2. Mais rendimentos: Salário Mínimo de 1.100€ e salário médio 2.000€, e nenhum pensionista com rendimento abaixo de 870€;
  3. Melhorar a vida dos mais velhos: Continuar a valorizar as pensões. Aumentar o Complemento Solidário para Idosos para garantir que nenhum pensionista tem rendimento abaixo de 870€, e que há isenção total na compra de medicamentos. Programa de Envelhecimento Ativo.
  4. Um país para jovens: Garantir a continuidade das novas medidas para fixação dos jovens: IRS Jovem reduzido, Isenção de IMT e de Imposto de Selo e garantia pública na compra da primeira casa;
  5. Garantimos boas contas públicas: Continuar a assegurar saldos orçamentais ligeiramente positivos e redução do peso da divida pública, de forma saudável e equilibrada, baixando impostos e valorizando os trabalhadores e investimento públicos;
  6. Construir mais casas: Aumentar a construção, reabilitação e arrendamento de casas, flexibilizando regras e licenciamento da construção e reduzindo a tributação para aumentar a oferta. Executar as 59 mil casas públicas a preços acessíveis e disponibilizar financiamento para mais projetos municipais;
  7. Garantir creches e pré-escolar para todas as crianças: Contratualizar até 12 mil vagas no Pré-Escolar para os territórios com necessidades identificadas;
  8. Valorizar os trabalhadores públicos: Concluir revisão de carreiras até 2027, reconhecer o mérito e qualificação, e apostar em prémios de desempenho;
  9. Trabalhar compensa: Garantir que os regimes de apoios sociais e tributação são benéficos para quem trabalha;
  10. Apostar nas empresas para acelerar o crescimento económico: Redução transversal de IRC sobre as Empresas, com diminuição gradual até 17% (e 15% para PMEs). Simplificação fiscal e aceleração da justiça tributária. Estímulo às exportações, reforçando os apoios às empresas no contexto das tensões internacionais. Valorizar a atividade e investimento nos territórios do Interior.”

Continuar a ler

Blog “emCausa” | As Nossas Causas: propostas para uma economia mais forte e uma sociedade mais justa

Ao longo do último ano e meio, a Causa Pública dinamizou estudos e debates em torno dos principais desafios que se colocam à democracia portuguesa e às suas políticas públicas.

Procurámos olhar para diferentes setores. E, em cada um deles, analisámos as escolhas políticas que ditaram a sua configuração atual, diagnosticámos entraves e potencialidades presentes e avançámos com propostas que qualifiquem a provisão social de bem-estar em Portugal, promovendo a cidadania inclusiva numa sociedade democrática.

O documento que agora apresentamos sumariza os resultados desse trabalho.

Nos campos da atividade económica, do perfil salarial em Portugal, da fiscalidade, da habitação, da saúde e da imigração – sistematizamos uma leitura que apresenta um diagnóstico, reflete sobre as políticas recentes em cada uma destas áreas e apresenta orientações políticas para o futuro.

Conhecer, refletir e propor mais e melhor democracia – é esse o nosso contributo para o debate cívico em Portugal.

https://emcausa.org

ILUSÃO LIBERAL | Alberto Carvalho (Narrador)

Poucas palavras carregam tanta nobreza aparente e, ao mesmo tempo, tamanha capacidade de disfarce como “liberdade”.

Nem sempre ilumina – por vezes oculta.

Nem sempre redime – às vezes desmantela.

A liberdade invocada como “menos Estado” é apenas o rosto elegante da desordem.

Reino Unido, 1980 – A Revolução Thatcher

Continuar a ler

ESTADO SOCIAL | Na maioria das constituições do mundo ocidental, são coletados princípios do liberalismo e da filosofia política inspirada no “socialismo democrático” | VOTAR É UM DEVER

A concepção de estado social procura superar as limitações da visão do estado liberal, egoísta por natureza. (vcs)

Assim, o estado social pretende garantir as liberdades individuais e, ao mesmo tempo, é necessário intervir para que o conjunto da população tenha acesso a uma série de serviços sociais, especialmente aqueles relacionados à educação, saúde e habitação. As instituições do estado devem organizar-se de modo que haja coesão social e igualdade de oportunidades. A ideologia que defende esta visão do estado é o socialismo democrático.

No estado social, a atividade econômica não pode depender exclusivamente das leis do mercado. Consequentemente, a partir da abordagem do estado social se defende a necessidade de intervir em todos os contextos com os quais se produzem situações de penúrias sociais e desigualdades econômicas. A finalidade desta visão do estado é garantir uma vida digna para todos os cidadãos.

Deindustrialization: Causes and Consequences, Paul Krugman, May 18, 2025

It’s not mostly about globalization, and it’s not what ails workers.

A few months before the 1992 election I, along with some other Democratic-leaning economists, flew to Little Rock to meet with Governor and presidential candidate Bill Clinton. The ostensible purpose was to discuss policy, but it was obviously also an audition. At one point Clinton asked what could be done to restore manufacturing to its previous share of employment.

Heads turned to me; this was clearly my department. I said something like this: “Sorry, governor, but that’s really not feasible. Even if we could eliminate the trade deficit, manufacturing employment would only rise modestly and would still be a much smaller share of the economy than in the past.”

Needless to say, I didn’t get a job in the Clinton administration. It was one of the best things that has ever happened to me.

Continuar a ler

António Costa Silva: “Na Administração Pública em Portugal, ninguém é penalizado por não decidir”, com José Maria Pimentel in Expresso

Em Governar no Século XXI, António Costa Silva, ex-Ministro da Economia e do Mar, não procura vender obra feita nem justificar ambições futuras. Em vez disso, oferece uma análise lúcida dos problemas da governação em Portugal. É disso que fala neste episódio de 45 Graus, com José Maria Pimentel.

António Costa Silva é engenheiro, professor universitário aposentado e gestor. Tornou-se conhecido do grande público quando, em 2020, foi convidado por António Costa para preparar a Visão Estratégica do Plano de Recuperação Económica. Mais tarde, entre 2022 e 2024, assumiu o cargo de Ministro da Economia e do Mar. Tem uma longa carreira no sector privado, sobretudo ligada à energia.

No seu livro, Costa Silva reflecte sobre a sua experiência como ministro. O mais interessante é que não o faz para justificar a sua actuação, mas sim para identificar aquilo que está mal na governação em Portugal e que precisa de ser corrigido se quisermos construir um país melhor.

CLICAR NO LINK

https://expresso.pt/podcast-player/podcasts/45-graus/2025-05-14-antonio-costa-silva-na-administracao-publica-em-portugal-ninguem-e-penalizado-por-nao-decidir-b539f180

Carlos Esperança | União Europeia (UE) – O dia da Europa | Pintura “O Rapto da Europa” de Rubens

Quem tem memória da ditadura e do atraso do Portugal salazarista não esquece o que deve à UE que hoje celebrou a data.

A UE é um projeto singular, nascido no rescaldo da última Guerra Mundial, após quase 70 milhões de mortes, o maior desastre de origem humana de toda a História. O Dia da Europa, instituído em 1985, celebra a proposta do antigo ministro dos Negócios Estrangeiros francês Robert Schuman, que, a 9 de maio de 1950, cinco anos depois do fim da II Guerra Mundial propôs a criação de uma Comunidade do Carvão e do Aço Europeia, precursora da União Europeia.

A convicção de que a UE é um espaço civilizacional de que nos devemos orgulhar, fator de paz e de progresso, oásis democrático onde a justiça social e a laicidade dos Estados devem ser aprofundadas, tornou-me um europeísta militante, grato pela notável postura deste espaço civilizacional onde o aprofundamento da integração económica, social e política é vital para a sobrevivência coletiva.

Continuar a ler

Social-Democracia | SUÉCIA | sua monarquia constitucional e seu modelo de bem-estar social são reconhecidos em todo o mundo.

Retirado do Facebook | Mural “Contato Imediato”

SUÉCIA , localizada no norte da Europa, é um país conhecido por seu alto nível de vida, sua forte economia e seu impressionante entorno natural. Desde suas antigas raízes vikings até se tornar uma das nações mais avançadas do mundo, a Suécia combina história, modernidade e sustentabilidade de uma maneira única.

• População: ~10,5 milhões • Idiomas oficiais: Sueco • Área territorial: ~450.295 km² • Capital: Estocolmo • Moeda: Coroa sueca (SEK) 

Dados curiosos:

 História e legado viking: A Suécia tem uma rica história que inclui a era viking, o Império Sueco e seu papel na União de Kalmar. Hoje em dia, sua monarquia constitucional e seu modelo de bem-estar social são reconhecidos em todo o mundo.

Continuar a ler

Xanana Gusmão pede a timorenses para incentivarem filhos a aprender português, in LUSA

A ministra da Educação, Dulce Soares, destacou que o português é uma língua de “afetos, de conhecimento e de futuro”.

“Aos pais e mães, peço que incentivem os vossos filhos a aprender português, porque, segundo a nossa história, é o português que representa a nossa identidade, não o inglês, nem o indonésio”, afirmou Xanana Gusmão.

O primeiro-ministro timorense falava no Palácio do Governo no âmbito das celebrações do Dia Mundial da Língua Portuguesa e da Cultura da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) durante uma atividade realizada pela embaixada de Portugal e o Ministério da Educação timorense, que juntou centenas de alunos do Centro de Aprendizagem e Formação Escolar (Escolas CAFE), numa marcha para entregar livros a Xanana Gusmão.

Continuar a ler

Paulo Querido | Não, não temos Estado a mais. Temos o oposto: Estado a menos.

Da habitação à rede elétrica passando pela saúde, gestão florestal e enquadramento fiscal, os últimos 20 anos mostram a falta de Estado em Portugal. 

Não, não temos Estado a mais. Temos o oposto: Estado a menos.

Não regula o básico, deixando setores inteiros da atividade privada entregues aos players dominadores, sem proteção da esmagadora maioria das empresas.

Não exige o cumprimento das regras de segurança em setores essenciais para o dia a dia dos cidadãos.

Não assegura o essencial, não impõe as leis.

Isto não é um divisor ideológico. Qualquer pessoa, de qualquer área não extremista, vê e percebe isto: temos Estado a menos. Não é de um Estado totalitário que estou a falar, nem de um Estado musculado. Repito, não é uma posição ideológica: é uma constatação de facto. Deriva do acumular de situações em que é evidente o Estado a menos, a última das quais o apagão.

Não estou a querer a nacionalização da rede: estou a falar da incapacidade de o Estado impor a qualidade da rede e a observação da segurança.

Mário Centeno alerta que “as contas públicas estão num ciclo favorável, mas em desaceleração”, 26 Abril 2025, in Jornal Económico

Mário Centeno, Governador do Banco de Portugal, em entrevista ao programa Conversa Capital – Antena 1 / Jornal de Negócios, avisa os partidos que se preparam para ir a eleições que “o país não tem margem orçamental”.

A economia está a desacelerar, prevê o Governador do BdP, Mário Centeno, que se refere às novas previsões económicas, que deverão ser divulgadas na primeira semana de junho, como “mais cautelosas do que as de março”.

Continuar a ler

Biografia, Rui Fernando da Silva Rio, in wikipedia.

Um dia será Primeiro Ministro de Portugal (vcs)

Rui Fernando da Silva Rio GCIH (Porto6 de agosto de 1957) é um economista e político português. Foi Presidente da Câmara Municipal do Porto de 2002 a 2013 e Presidente do Partido Social Democrata, de 2018 a 2022.

Carreira académica

Estudou no Colégio Alemão do Porto (Deutsche Schule zu Porto) e licenciou-se em Economia, na Faculdade de Economia da Universidade do Porto, onde foi membro do Conselho Pedagógico e presidente da Associação de Estudantes. A sua direção constituiu, desde sempre, a primeira associação de estudantes de uma Faculdade de Economia do País sem maioria comunista.

Vida profissional

Como economista, iniciou a sua vida profissional na indústria têxtil, tendo, após o cumprimento do serviço militar obrigatório, trabalhado também na indústria metalomecânica.

Em meados da década de 1980, iniciou o seu percurso no setor bancário. Como quadro do Banco Comercial Português, foi responsável pela montagem de operações de financiamento no mercado primário, pelo processo de admissão à cotação nas Bolsas de Valores, pelo estudo e conceção de novos produtos financeiros e pela formação dos recursos humanos na área de Mercado de Capitais.

CONTINUA

Continuar a ler

30-04-2025 | Sondagem. Portugueses querem “entendimento” AD-PS, in Observador

Or Portugueses preferem, de maneira expressiva, congregação de esforços nos próximos 4 anos. Entre PSD e PS. Oxalá! É tempo de união de vontades e empenhamento conjunto! (vcs)

A menos de 20 dias das Eleições Legislativas de 2025, uma nova sondagem revela que os portugueses preferem a estabilidade — em caso de não haver maioria estável, mediante um acordo entre Pedro Nuno Santos e Luís Montenegro.

Para 78% dos inquiridos, seria “desejável” para Portugal um “entendimento” entre Luís Montenegro e Pedro Nuno Santos, todavia, apenas 54% acreditam que este possível acordo é exequível.

Os portugueses abordados para esta sondagem demonstram, assim, a prioridade dada à estabilidade política. Os eleitores do PS e da AD são os mais favoráveis a um acordo (86% e 82%, respetivamente), ao contrário de quem vota na CDU e no Chega (51% e 61%, respetivamente).

Biografia, Mário José Gomes de Freitas Centeno, in wikipedia.

Um dia será Primeiro Ministro de Portugal (vcs)

Mário José Gomes de Freitas Centeno (Olhão9 de dezembro de 1966) é um economista e político português. Foi ministro das Finanças de Portugal entre 26 de novembro de 2015 e 15 de junho de 2020 e presidente do Eurogrupo entre 12 de janeiro de 2018 e 13 de julho de 2020. É o atual 18.º Governador do Banco de Portugal.

Biografia

Findou o ensino secundário na Escola Secundária Patrício Prazeres. É licenciado em Economia (1990) e mestre em Matemática Aplicada (1993) pelo Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade de Lisboa, e mestre (1998) e doutorado (1995-2000) em Economia pela Harvard Business School da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.

https://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A1rio_Centeno

Paulo Macedo lidera candidatura à presidência da EPIS, in Jornal Económico

Paulo Macedo, atual presidente da Comissão Executiva da Caixa Geral de Depósitos, é candidato à presidência da direção da Associação EPIS – Empresários pela Inclusão Social, para o triénio 2025-2027, em substituição de Leonor Beleza, que conclui dois mandatos consecutivos, o limite previsto pelos estatutos da associação, de acordo com comunicado divulgado esta quarta-feira.

“A candidatura de Paulo Macedo tem como objetivo consolidar o legado da EPIS e impulsionar um novo ciclo de crescimento. Em 2024, os diversos programas da Associação EPIS em escolas de todo o país superaram os 76 mil beneficiários em termos de alunos, familiares, professores e assistentes operacionais”, pode ler-se na informação veiculada ao media.

Continuar a ler

No apagão, renascemos, por Raquel Varela, in Facebook

Ontem, quando tudo se apagou, as crianças invadiram o jardim em frente da minha casa. Passavam pela minha porta, de bicicleta, de skate, tagalerando, com bolas à frente dos pés, a rolar. Adultos, de todas as idades, caminhavam em direcção ao jardim e à praia. Todos os bancos de madeira tinham pessoas a olhar-se nos olhos, conversando. Vários, mais de uma dúzia, tinham livros na mão. Havia casais deitados na relva, uma mãe amamentava. Eram 4 da tarde e finalmente toda a gente tinha saído do trabalho a horas normais.

E estavam desligados desse vício, dessa compulsão de alimentar as bigtechs com dados (dando likes, vendo vídeos). Debaixo da minha porta quatro mulheres conversavam e riam, quando fui à janela perguntaram-se “se eu queria descer e conversar também”. A senhora dos gelados vendeu-os a preço de custo, e eu e o meu marido sentámos-nos com os empregados do restaurante, incluindo os cozinheiros do Nepal, a beber uma cerveja. Pela primeira vez perguntei-lhe o nome dos filhos, lá, na fronteira com a China. O barulho dos carros calou-se e um burburinho humano escutava-se na tarde quente em frente ao Tejo.

Continuar a ler

“Não sei o que se passou. Sei que não se podia ter passado” – João Miguel Tavares in “Publico” de 28/04/2025, e retirado do Facebook

“Estou a escrever este texto às 18h15 de 28 de Abril de 2025, um dia que ficará para a História por nos mostrar o que pode acontecer a uma sociedade totalmente dependente da electricidade quando a energia eléctrica falha. Escrevo este texto à mão, num bloco de notas amarelo da Amazon, que me chegou num dia em que havia electricidade. O meu computador está com pouca bateria e achei melhor não a gastar a escrever um texto de raiz, porque demora demasiado. Quando estiver pronto, planeio passá-lo para o computador, esperando que por essa altura o mail ou o WhatsApp já funcione, e o PÚBLICO o possa publicar. Talvez não possa. Talvez o jornal nem chegue a ser impresso.

Continuar a ler

25 Abril 2025 | Milhares saíram à rua para celebrar a Revolução, in LUSA e AbrilAbril.pt

Desfiles, festas populares e manifestações marcaram as comemorações do 51.º aniversário do 25 Abril de 1974 que decorreram em todo o País, através de uma forte participação popular, com destaque para o grande desfile na Avenida da Liberdade, em Lisboa.

Este vasto conjunto de iniciativas comemorativas da Revolução de Abril, promovido maioritariamente por autarquias locais e estruturas do movimento associativo, teve uma forte participação popular, demonstrando que o espírito do 25 de Abril continua bem enraizado na sociedade portuguesa. 

Continuar a ler

Grande Angular – Central, moderado, responsável, em coligação. Por António Barreto, 22-03-2025, in Público

As atribuladas experiências dos governos provisórios, seis ao todo, de 1974 a 1976, não foram propriamente governos de aliança, coligação ou bloco central. Tratava-se bem mais de governos de salvação nacional, sob controlo do MFA (Movimento das Forças Armadas). Cometeram erros medonhos e deixaram-se, parte do seu tempo, dominar pelos comunistas e pelos militares revolucionários, mas salvaram a hipótese de democracia. Dentro dos próprios governos, partidos e militares combatiam-se mortalmente. Os militares do MFA mais moderados, em estreita associação com os socialistas, principalmente, mas também os sociais democratas, conseguiram dar conta do recado e preservar a democracia, o futuro Estado de direito e as liberdades.

Continuar a ler

Celebrar o 25 de Abril e afirmar a social-democracia, por Alexandra Leitão, 25 Abril 2025, in blog “emCausa.org”

O modelo do socialismo democrático constitui a alternativa não só à extrema-direita populista e demagógica, mas também ao neoliberalismo e à direita conservadora.

Democracia, liberdade, igualdade, solidariedade, tolerância, empatia, justiça social. Um Estado forte, com funções de regulação, mas também prestador de serviços essenciais e universais, em parceria com os setores privado e cooperativo. Um Estado respeitador das liberdades e promotor dos direitos fundamentais dos cidadãos. Esta é a matriz do socialismo democrático, tal como está consagrada na Constituição da República Portuguesa, resultado da Revolução do 25 de Abril que hoje comemoramos.

Continuar a ler

A Real Liberation Day, a message from a saner nation, by Paul Krugman, Apr 25

Finished today’s travel and arrived to find the locals setting up to celebrate Liberation Day. In a saner nation than mine, that means the day they overthrew fascism, not the day they imposed crazy tariffs.

I first visited Portugal almost 50 years ago, working at the Banco de Portugal for three months. Back then many people wondered whether their two-year-old democracy would survive. It has. And these days I, like millions of others, wonder whether democracy will survive in America.

25 de Abril de 1974, por Helena Pato, activista, ex-presa política, in Expresso, 25-04-2025

Retirado do Facebook | Mural de Paulo Marques

“Em abril de 1974 eu era professora, militante do PCP, ativista da CDE, dirigente dos Grupos de Estudo do Pessoal Docente (fundadores dos sindicatos de professores) e, então, casada com o dirigente político da CDE José Tengarrinha, libertado de Caxias pela Revolução. Neste testemunho não posso prescindir de uma breve referência ao período histórico imediatamente anterior. Porque me confronto, diariamente, com uma espécie de manto de silêncio sobre as atrocidades da ditadura, a troco da exibição da festa dos cravos; e porque, em meu entender, o 25 de Abril não teria passado de um golpe militar, nem chegado ao Largo do Carmo, já com uma revolução em marcha, se não houvesse uma predisposição dos portugueses para o derrube de um regime, cujas políticas vinham tendo crescentes e expressivas respostas populares e das forças da oposição. Como chegámos ao 25 de Abril? Exauridos.

Continuar a ler

Recordar Abril de 74 nunca se revelou tão premente, por Manuel Alegre, 25-4-2025, in Paços do Concelho de Cabeceiras de Basto

Como as palavras contam, impõe-se que agradeça à Dr.ª Maria João Baptista o grato convite para abrir a sessão evocativa do 25 de Abril, realizada pela Assembleia Municipal, que decorreu, hoje, na Sala de Sessões, nos Paços do Concelho de Cabeceiras de Basto, a terra da minha alma.

Recordar Abril de 74 nunca se revelou tão premente, agora que os ecos da dominação, da escravatura, da mentira descarada transvertida de bonomia se infiltraram entre nós e fazem pose nos lugares mais insuspeitos. Assim, ninguém está desobrigado de denunciar alto os nomes dos que de bom grado esquecem os direitos humanos para servir o superior interesse da sua ganância e ambição. Usando as palavras claras da Clara Ferreira Alves “não ponho flores nesse cemitério”. Com a voz que me resta, lembrei o excecional texto de Manuel Alegre “Rosas Vermelhas”, como ele “nunca pude suportar a sujeição”.

Continuar a ler

“A Revolução dos Cravos foi a mais profunda revolução social da Europa do pós-guerra até aos dias de hoje”, por Raquel Varela, 25-4-2025

A Revolução dos Cravos foi a mais profunda revolução social da Europa do pós-guerra até aos dias de hoje. O incrível tornou-se quotidiano. Portugal foi então, a par do Vietname, o centro do mundo. Naqueles 19 meses, de tantas lutas políticas – e sim a luta política é feita de embates, acalorados, dissensos frontais, programas abertamente distintos -, o traço claro deste novo país foi a participação de milhões de pessoas na vida política, social e cultural do país. Nunca tanta gente na história de Portugal decidiu tanto e nunca a política foi tão democrática. 

Podemos elencar aqui o fim da guerra colonial, o fim da ditadura, da censura, das prisões políticas, do partido único, centenas de fábricas ocupadas em autogestãos, as cooperativas, as nacionalizações de bancos, as greves de solidariedade, o ensino unificado, o serviço nacional de saúde, a segurança social… De repente havia um país.

Continuar a ler

TÃO FELIZES QUE NÓS ÉRAMOS, por Clara Ferreira Alves, in Expresso.

Como era a Ditadura Salazarista. Convém relembrar os “esquecidos”. VIVA O 25 DE ABRIL, SEMPRE! (vcs)

“Anda por aí gente com saudades da velha portugalidade. Saudades do nacionalismo, da fronteira, da ditadura, da guerra, da PIDE, de Caxias e do Tarrafal, das cheias do Tejo e do Douro, da tuberculose infantil, das mulheres mortas no parto, dos soldados com madrinhas de guerra, da guerra com padrinhos políticos, dos caramelos espanhóis, do telefone e da televisão como privilégio, do serviço militar obrigatório, do queres fiado toma, dos denunciantes e informadores e, claro, dessa relíquia estimada que é um aparelho de segurança.

Eu não ponho flores neste cemitério.

Continuar a ler

Grande Angular – Problemas complexos, soluções simples, por António Barreto, 19-04-2025, in Público

O fantasma do Bloco Central atemoriza a política. Aterroriza grande parte de eleitores. E faz tremer todos os partidos políticos. Os pequenos, em geral, porque assim seriam excluídos. Os pequenos de esquerda, em particular, porque seriam afastados da frente unida. Os pequenos de direita, do mesmo modo, porque não haveria aliança nacional. O PS e o PSD, pela simples razão de que aspiram a ser maioritários e ficar sozinhos.

Por outro lado, divulgada pelos partidos e pela comunicação social, há a má reputação do Bloco Central (e, acessoriamente, das coligações de governo). Isto é, o Bloco Central é alfobre de defeitos. Em primeiro lugar, o nepotismo e a corrupção. Coligados, os dois principais partidos dividem entre si lugares e distribuem-se alvarás e autorizações. Rateiam projectos entre os seus simpatizantes. Recompensam os financiadores dos respectivos partidos. E adjudicam, com generosa mão, os autores dos grandes projectos europeus.

Continuar a ler

Sondagem: AD lidera. Maioria com Iniciativa Liberal mais perto, in Euronews (Português)

Se as eleições de 18 de maio se realizassem no próximo domingo, a AD venceria as eleições com 34,1% dos votos. O PS continuaria a ser a segunda força política mais votada com 27,1%, o Chega manteria a terceira posição, com 15,2% e a Iniciativa Liberal (IL) atingiria os 8,3%. Estes resultados da sondagem da Consulmark2 para o Nascer do SOL e a Euronews mostram que em relação à primeira quinzena de abril mantém-se o empate técnico entre as duas grandes forças políticas, já que a margem de erro é de 4,1%.

TARRAFAL, 89 anos, 23.04.1936/23.04.2025

A Colónia Penal do Tarrafal foi criada pelo Governo de Salazar ao abrigo do Decreto-Lei n.º 26. 539, de 23 de Abril de 1936.

Seis meses depois, em 18 de Outubro, os primeiros presos saíram de Lisboa, no paquete Luanda, com destino ao que viria a ser o «Campo da Morte Lenta», na ilha de Santiago, em Cabo Verde. Aquele navio era normalmente usado para transporte de gado proveniente das colónias e os porões utilizados para esse efeito foram transformados em camaratas. Depois de uma escala no Funchal e de uma outra em Angra do Heroísmo, para recolher mais alguns detidos e / ou largar os menos perigosos, e no fim de uma viagem em condições degradantes, foram 152 os que desembarcaram, no dia 29, em fila indiana, antes de percorrerem os 2,5 quilómetros que os separavam do destino final.

Depois, foi o que se sabe: histórias de terror, 32 pessoas por lá morreram e o Campo durou até 1954. Foi reactivado em 1961 quando começou a Guerra Colonial, como «Campo de Trabalho do Chão Bom», para receber prisioneiros oriundos das colónias. Durou até 1974.

Cronyism, Capitulation and Utter Chaos, by Paul Krugman, Apr 23

And what the hell was Scott Bessent doing briefing Morgan clients?

Hitting the road today, but I have time for a note on the news that moved markets yesterday. Bloomberg reports:

US Treasury Secretary Scott Bessent told a closed-door investor summit Tuesday that the tariff standoff with China cannot be sustained by both sides and that the world’s two largest economies will have to find ways to de-escalate.

That de-escalation will come in the very near future, Bessent said during an event hosted by J.P. Morgan Chase in Washington, which wasn’t open to the public or media. He characterized the current situation as essentially a trade embargo, according to people who attended the session.

Continuar a ler

“Cunhal se fosse vivo e visse o panorama político, ficaria triste”, História de Marina Gonçalves, in Notícias ao Minuto

‘Camarada Cunhal’ estreia na quinta-feira, dia 24 de abril, na véspera do 25 de Abril, e retrata a fuga de Álvaro Cunhal da Fortaleza de Peniche, uma das prisões mais temidas do regime salazarista.

Inspirado no livro ‘Álvaro Cunhal: Retrato Pessoal e Íntimo’, de Adelino Cunha e que foi publicado em 2010, o filme ‘Camarada Cunhal’, de Sérgio Graciano, conta-nos um dos episódios mais marcantes da vida de Álvaro Cunhal. 

Continuar a ler

UCRÂNIA | BOM-SENSO E SANGUE FRIO, PRECISAM-SE | PARA RESOLVER A CRISE NA UCRÂNIA, COMECE PELO FIM | Por Henry A. Kissinger, no Washington Post, 5 de março de 2014

Datado de 5 de março de 2014, recomendo vivamente a leitura deste texto. (vcs)

A discussão pública sobre a Ucrânia tem tudo a ver com confronto. Mas sabemos para onde vamos? Na minha vida, vi quatro guerras começarem com grande entusiasmo e apoio público, todas as quais não soubemos como terminar e de três das quais nos retiramos unilateralmente. O teste da política é como ela termina, não como começa.

Com demasiada frequência, a questão ucraniana é apresentada como um confronto: se a Ucrânia se junta ao Oriente ou ao Ocidente. Mas para que a Ucrânia sobreviva e prospere, não deve ser o posto avançado de nenhum dos lados contra o outro – deve funcionar como uma ponte entre eles.

A Rússia deve aceitar que tentar forçar a Ucrânia a um status de satélite e, assim, mover as fronteiras da Rússia novamente, condenaria Moscovo a repetir sua história de ciclos auto-realizáveis ​​de pressões recíprocas com a Europa e os Estados Unidos.

O Ocidente deve entender que, para a Rússia, a Ucrânia nunca pode ser apenas um país estrangeiro. A história russa começou no que foi chamado de Kievan-Rus. A religião russa se espalhou a partir daí. A Ucrânia faz parte da Rússia há séculos, e suas histórias estavam entrelaçadas antes disso. Algumas das batalhas mais importantes pela liberdade russa, começando com a Batalha de Poltava em 1709, foram travadas em solo ucraniano. A Frota do Mar Negro – o meio da Rússia de projetar poder no Mediterrâneo – é baseada em arrendamento de longo prazo em Sebastopol, na Crimeia. Até mesmo dissidentes famosos como Aleksandr Solzhenitsyn e Joseph Brodsky insistiam que a Ucrânia era parte integrante da história russa e, de fato, da Rússia.

Continuar a ler

A História da Rússia, de Orlando Figes

“O «grande contador da história da Rússia» (Financial Times). Nenhum país está tão dividido sobre o seu passado quanto a Rússia. Nenhum outro tem alterado a sua história tão frequentemente. O que os russos dizem dela, e como a reinventam ao longo do tempo, é um aspeto fundamental da sua memória, cultura e crenças.

De forma a compreender o que o futuro da Rússia reserva – descortinar o que o regime de Putin significa para o seu povo e para o mundo – primeiro temos de compreender as ideias e significados dessa história. Em A História da Rússia Orlando Figes põe em evidência as vibrantes personagens que integram o riquíssimo passado daquele país, e o que elas fizeram que permanece determinante para que a atual maior nação do mundo faça sentido – da coroação de Ivan, o Terrível aos 16 anos numa catedral iluminada à luz das velas, à surpreendente prisão por parte de Catarina a Grande do marido no palácio dele, e ao fim trágico dos Romanov.

Magnificamente escrita e baseada numa vida de estudo e de investigação, A História da Rússia é uma inultrapassável e definitiva obra do atual grande contador da história da Rússia: arrebatadora, profunda, magistral.”

Do indigno do presente sobre a História, By estatuadesal on Abril 19, 2025, (Rui Pereira, in Facebook, 18/04/2025, Revisão da Estátua)

Indignamente, o parlamento alemão excluiu a Rússia e a Bielorrússia das celebrações em Berlim da importantíssima efeméride do octogésimo aniversário da derrota do nazi-fascismo, a 9 de maio de 1945 (ver artigo sobre o tema aqui).

Já antes a Rússia fora, da mesma indigna forma, excluída da celebração do “Dia D” no norte de França. Nunca tive pulsões germanófobas. Do que pude ir aprendendo sobre o assunto, relacionei sempre a tragédia alemã da primeira metade do século muito mais com as recomposições imperiais do capitalismo do que com qualquer vocação “nazista” intrínseca ao povo alemão. Não creio, aliás, que existam vocações intrínsecas a qualquer povo – expressão já de si tão complexa (esta de “povo”) que não precisamos de complicá-la ainda mais.

Continuar a ler

Jeffrey Sachs: A ascensão da China aterroriza os EUA — agora é tarde demais!

14/04/2025 | Nesta entrevista explosiva, um dos principais economistas do mundo destrói a narrativa ocidental e expõe a verdade sobre a ascensão imparável da China. Com os Estados Unidos recuando para o protecionismo e o medo, a China avança — liderando em IA, veículos elétricos, energia verde e robótica. O professor Jeffrey Sachs analisa tudo: desde a Iniciativa Cinturão e Rota, que transforma a África, até o explosivo poder comercial global da China. Se você acha que os EUA ainda são o líder global indiscutível, este vídeo vai te abalar. Enquanto os Estados Unidos se isolam, a China constrói.