“War” … C’est un livre qui risque de faire du bruit, à quelques semaines des élections américaines. Le journaliste d’investigation américain, Bob Woodward, célèbre pour avoir révélé le scandale du Watergate, dévoile de nouvelles informations sur les coulisses de la Maison-Blanche dans son prochain ouvrage, “War”, qui paraitra le 15 octobre. Plusieurs extraits marquants ont été publiés dans les médias américains. En voici quelques-uns …
La menace des armes nucléaires
Dans son ouvrage “War”, Bob Woodward révèle également à quel point les responsables de la Maison-Blanche étaient inquiets à l’idée que Vladimir Poutine puisse utiliser des armes nucléaires. Les rapports des services de renseignement affirmaient en effet qu’il y avait 50 % de chances que la Russie utilise une arme nucléaire tactique, selon Bob Woodward.
A propósito da guerra na Ucrânia, numa entrevista recente, Sergei Lavrov, o ministro dos negócios estrangeiros russo, afirmou que ela apenas poderá terminar com a vitória da Rússia, porque vitória e derrota são as únicas linguagens que o Ocidente entende.
Independentemente do que cada um possa pensar sobre as causas do conflito e das justificações dos contendores, a vitória com esmagamento do adversário é a doutrina da Europa e do Ocidente desde que a Europa iniciou a sua expansão no século XV.
Estamos a viver um período em que a retórica do império conhece poucas limitações. Numa matéria especial sobre “A América e o império”, o número de Agosto da revista londrina Economist perguntou se os Estados Unidos estariam, na eventualidade de “mudanças de regime…efectuadas pacificamente” no Irão e na Síria, “realmente preparados para arcar com o fardo do homem branco em todo o Médio Oriente”. A resposta dada foi que isto era “improvável” — o compromisso americano para com o império não ia tão longe. O que é significativo, entretanto, é que a questão tenha chegado a ser perguntada.
11/10/2024 • #ScottRitter | In this eye-opening report, Scott Ritter breaks down the catastrophic impact of Russia’s recent hypersonic missile strikes on Ukraine’s airbases. Russian MiG-31K aircraft unleashed a devastating assault using Kinzhal missiles, obliterating critical Ukrainian military assets, including F-16 fighter jets provided by Western allies. Despite Ukraine’s advanced air defense systems, the attack on Staro Konstantinov Airbase left nothing but wreckage and massive losses for Ukraine and NATO forces. Watch as Scott Ritter reveals the strategic dominance of Russia’s missile technology and the dire consequences for Ukraine’s air power.
08-10-2024 | Discover the extraordinary life and career of Colonel Douglas Macgregor, a distinguished military strategist, celebrated author, and highly decorated U.S. Army veteran! 🌍
08/Octobre/2024 | Dans cette vidéo, le président Abdelmadjid Tebboune nous informe sur l’avancement du projet stratégique du Gazoduc Transsaharien (TSGP), reliant le Nigeria à l’Europe en passant par le Niger et l’Algérie. Il dévoile également la nouvelle position de l’Algérie concernant son adhésion aux BRICS+.
Découvrez comment ces projets renforcent le rôle de l’Algérie sur la scène internationale et son influence croissante dans le domaine de l’énergie et de la finance. Ne manquez pas cette analyse essentielle pour comprendre les ambitions futures du pays.
Antes da Conferência de Lisboa – nos dias 10 e 11 na Gulbenkian – sob o tema Um Mundo Dividido, o DN foi ouvir o embaixador Francisco Seixas da Costa, presidente do Clube de Lisboa.
Dos EUA à China, do Médio Oriente à Ucrânia e à Europa, pequena volta pelos desafios do nosso mundo.
Estamos a pouco mais de um mês das presidenciais nos EUA. O mundo vai ser muito diferente se vencer Kamala Harris ou Donald Trump, ou nem por isso?
Eu acho que vai ser muito diferente se ganhar Donald Trump. Mas se ganhar Kamala Harris, provavelmente também não será business as usual.
Faz hoje 881 anos que Afonso Henriques assinou com seu primo, Afonso VII de Leão e Castela, o Tratado de Zamora, que lhe outorgou o título de “Rex Portucalensis”.
Por conseguinte, Portugal é o Estado-nação mais antigo da Europa e hoje é o “Dia da Nação”!
Retirado do Facebook | Mural de Luís de Paula Campos
Conselho de Segurança da ONU declara apoio total a Guterres
Todos os membros do Conselho “sublinharam a necessidade de todos os estados membros [da ONU] terem uma relação produtiva e funcional com o secretário-geral e se absterem de qualquer ação que prejudique o seu trabalho e o dos seus serviços”, sem mencionar Israel.
Excelente Live! | Muitos parabéns ao trio de luxo! Um verdadeiro prémio escutar o General Agostinho Costa e as pertinentes perguntas de ambos os brilhantes interlocutores! Bem hajam! | PedroOliveira1967
A União Europeia (UE) não cessa de mostrar sintomas da sua doença incurável. Não só as instituições existentes constituem uma imitação descolorida de um federalismo de contrafação, sem constituição, nem cidadania europeia, como os titulares das mesmas não revelam nem a formação, nem o talento ou a vontade de aprender indispensáveis para o razoável desempenho dos cargos.
Numa altura em que a guerra na Ucrânia parece hesitar entre uma solução coreana – fim das hostilidades nas linhas atuais do campo de batalha, deixando tratado de paz para o futuro -, ou um enfrentamento direto NATO-Rússia, capaz de incendiar grande parte do mundo, o Parlamento Europeu (PE) escolheu esta última opção, ao aprovar no dia 19 uma “Moção conjunta” sobre a continuação “do apoio financeiro e militar à Ucrânia pelos Estados-membros da UE”.
A Moção, grosseiramente russófoba, cheia de exigências aos Estados da UE, é mais brutal do que muitas declarações de guerra registadas pela historiografia.
22/09/2024S | pain’s Dramatic Turn To China Leaves Europe In Absolute Shock, No One Was Ready For This.
What a twist! Spain has suddenly changed its mind about the European Union’s plan to slap tariffs on Chinese electric vehicles (EVs). This surprising move has sent shockwaves across Europe, showing just how divided EU countries are on trade with China. With Prime Minister Pedro Sánchez pushing for a friendlier approach, this shift could really shake up the future of trade between the EU and China. Let’s take a step back to understand what’s been going on with these tariffs. At first, Spain was all in favor of imposing tariffs on Chinese EV imports. Back in July 2023, during a non-binding consultation, they voted to support this idea.
Portugal vai candidatar-se a membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU no biénio 2027-28, revelou esta quinta-feira Luís Montenegro na sua primeira intervenção na Assembleia Geral das Nações Unidas. “Move-nos contribuir para uma ordem mundial mais justa e inclusiva”, afirmou o primeiro-ministro português, que falou em português.
“É com muito orgulho que falo em português. Além de ser o quarto idioma mais falado no mundo, a língua portuguesa é a língua oficial em 33 organizações internacionais. É legítima a aspiração desta comunidade de que o português passe a ser língua oficial da ONU”, vincou.
Portugal integrou o Conselho de Segurança, como membro eleito não permanente, nos biénios 1979-1980, 1997-1998 e 2011-2012.
26/09/2024 |Faltando menos de um mês para a cúpula anual do BRICS na cidade de Kazan, sob a presidência russa, Moscou está mergulhada em discussões sérias e muito bem informadas. O que está em jogo é o projeto extremamente complexo de um sistema financeiro totalmente novo – descentralizado e com tecnologia digital.
26/09/2024 | #russia#ukraineconflict#putin President Donald Trump described Ukraine in bleak and mournful terms Wednesday, referring to its people as “dead” and the country itself as “demolished.” Trump argued Ukraine should have made concessions to Russian President Vladimir Putin in the months before Russia’s February 2022 attack, declaring that even “the worst deal would’ve been better than what we have now.” Watch.
26/09/2024 | A batalha em Kursk está prestes a se tornar um divisor de águas para Volodymyr Zelensky. Com as forças ucranianas enfrentando sérias dificuldades para conter o avanço russo, a situação pode comprometer não apenas a guerra, mas também o futuro político do presidente ucraniano.
25/09/2024 • #ScottRitter #UkraineWar #MilitaryCollapse | Join Scott Ritter as he breaks down the devastating losses Ukraine is facing in its war efforts. With a shocking 2,580 soldiers lost in a single day, including massive defeats in Kursk and Bakhmut, Ukraine’s military appears to be collapsing under Russian pressure. This exclusive analysis dives deep into the numbers, the strategies, and the grim reality on the ground. Ritter explains why these record-breaking losses mark a turning point in the war, and what the future might hold for Ukraine and its NATO allies. Stay tuned for a comprehensive breakdown you won’t hear anywhere else.
“mundo dividido” é o título da 6º Conferência de Lisboa, organizada pelo Clube de Lisboa, que se realizará na Fundação Calouste Gulbenkian, em 10 e 11 de outubro, com especialistas em geopolítica de vários países.
Para o organizador, Fernando Jorge Cardoso, esta conferência é um momento privilegiado para ouvir alguns dos mais reputados especialistas mundiais sobre as grandes questões do momento, desde os desafios da Inteligência Artificial (IA) à rivalidade entre a China e os EUA ou os conflitos no Médio Oriente.
Ao longo dos dois dias, a conferência acolherá painéis sobre “geopolítica dos minerais críticos e da transição energética”, inovação tecnológica, jornalismo em tempo de guerra e os nacionalismos e a globalização.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, estará na sessão de abertura, ao lado de António Feijó, presidente da Fundação Calouste Gulbenkian, e de Francisco Seixas da Costa, presidente do Clube de Lisboa, e o encerramento ficará a cargo do presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas.
Durante muitos anos considerou-se que a grande linha de fratura existente era entre a direita e a esquerda: a direita neoliberal, seguidora de uma visão mais individualista do comportamento dos cidadãos, e a esquerda, mais socializante e com uma visão mais solidária da sociedade do futuro.
Sucede, todavia, que a situação existente hoje em dia se apresenta diferente: a grande linha de fratura passou a estar entre os adeptos da democracia e da liberdade (independentemente dos vícios e das fragilidades que a democracia apresenta em diversos casos) e os defensores ou meros conciliadores com a autocracia e a ditadura (em muitos casos justificada como solução temporária ou mal menor entre a autocracia de direita e a de esquerda).
Foi Eduard Bernstein (1850-1932) quem melhor leu criticamente a obra de Karl Marx, uma vez que acompanhou diretamente o percurso intelectual do autor alemão, sendo também muito próximo de Friedrich Engels, de quem, aliás, foi testamenteiro. Estudioso dos economistas marginalistas, demonstrou com clareza as limitações da conceção de David Ricardo sobre o valor dos bens, corrigindo a dialética de Hegel, com recusa do determinismo e da ideia do capitalismo como fase transitória, antes de um final comunista. Por outro lado, libertou-se do utopismo de Saint Simon, com a distinção de ociosos e laboriosos, pondo a tónica na afirmação essencial do movimento e não do objetivo. Ou seja, o fundamental seria a ideia de reforma gradual associada ao respeito pela liberdade expressa na legitimidade do voto dos cidadãos e na mediação das instituições.
Além do evental choque de um asteróide gigante com a Terra, existe apenas um cenário que pode levar à destruição do nosso planeta: seria um míssil nuclear a caminho dos Estados Unidos.
A finalista do Prémio Pulitzer, Annie Jacobsen, Guerra Nuclear: Um Cenário, explora esse cenário de tique-taque do relógio, com base em dezenas de novas entrevistas exclusivas com especialistas militares e civis que construíram as armas, estiveram a par dos planos de resposta e foram responsáveis por essas decisões. caso precis(as)sem ser feitas. Guerra Nuclear: Um Cenário examina alguns minutos após o lançamento de um míssil nuclear. É uma leitura essencial e diferente de qualquer outro livro em sua profundidade e urgência.
22/09/2024 • #ScottRitter #RussiaUkraineWar #MilitaryExpansionIn today’s critical update, Scott Ritter analyzes the significance of Russia’s latest military expansion, with President Putin signing a decree to mobilize 2.4 million soldiers. This strategic decision sends a clear signal that Russia is preparing for a prolonged conflict, while Ukraine struggles under the weight of continuous losses. From fierce battles in Kherson to the devastating strikes in Zaporizhzhia, Ukraine’s forces are spread thin, unable to withstand Russia’s tactical advances. Will Ukraine survive this surge? Stay tuned for in-depth analysis and breaking developments on the shifting dynamics of this war.
O maior arsenal militar da Rússia, na região de Tver, a cerca de 500km da fronteira da Ucrânia, foi atacado na madrugada de dia 18. Kiev afirma terem sido drones a causa da destruição, mas a hipótese de mísseis de longo alcance e o local do seu lançamento continuam em aberto.
Recordemos a cronologia recente. Dia 13, em São Petersburgo, Putin fez uma declaração inequívoca dirigida aos EUA e à NATO. A permissão a Kiev de atacar alvos na Rússia com mísseis de cruzeiro britânicos Storm Shadow e Scalp franceses, com mísseis balísticos táticos norte-americanos Atacms, ou outros semelhantes, equivaleria a uma declaração de guerra. O uso destes mísseis implica o envolvimento de pessoal da NATO, em especial dos EUA, pois é ele que acede aos protocolos e dados de satélite que permitem não falhar o alvo.
No ano em que se assinalam 500 anos da morte de Vasco da Gama, o Clube do Autor publica nova edição de «Índias», de João Morgado, um romance biográfico sobre este herói imperfeito de Portugal, vencedor do Prémio Literário António Alçada Baptista.
«O autor continua, com probidade, a visão de Alexandre Herculano, fundador do romance histórico em Portugal, sobre a confecção rigorosa deste género literário.»
– Miguel Real, escritor e crítico literário
O que esconde o grande herói do tempo dos Descobrimentos?
Porque era odiado por todos e tinha a admiração de D. Manuel I?
Como era o quotidiano lisboeta no alvor do Renascimento?
Como era a vida nas naus e nas caravelas portuguesas?
Qual era a estratégia para conquistar as Índias?
As respostas a estas e outras perguntas encontram-se neste livro, que revisita as viagens de Vasco da Gama às Índias e redescobre uma nova face deste herói dos Descobrimentos, o seu lado negro das ambições, das vinganças, das matanças. Um homem que, ainda assim, deixou o seu nome na história de Portugal, sendo um homem do seu tempo e sabendo actuar dentro do seu contexto histórico.
João Morgado escreveu a trilogia dos navegantes: Índias, Vera Cruz, e Magalhães e a Ave-do-Paraíso.
Tem ainda um romance biográfico de Camões: “O Livro do Império”
Recebeu vários prémios literário e tem a sua obra traduzida em várias línguas.
«Indias» foi editado na Rússia e sai este ano nos EUA e Sérvia. Em breve na Índia.
Salazar é, mãos dadas com Cunhal e Mário Soares, uma das figuras do século XX português que mais me fascina.
Toda a minha infância, adolescência, começo da idade adulta foi marcada, nos meus anseios, na minha educação, na escassa economia familiar dos meus pais, pela acção política de Salazar. Salazar entrou na minha vida, como na vida de milhões de portugueses, sem pedir licença. Ao longo de quase cinco décadas, de 1928 a 1970, Salazar exerceu um poder autocrático que influenciou os costumes, o bem-estar, o pensamento, as liberdades, ou seja, a vida de cada um dos portugueses, mesmo dos que se exilaram ou emigraram.
Primeira parte deste estudo inovador revela o viés político dos artigos de 99 colunistas que escrevem regularmente sobre política em seis jornais diários e em linha.
Este é o quinto Especial VLV. Depois de quatro sobre os protagonistas, desta vez debruçamo-nos sobre os seus avaliadores, críticos ou elogiosos. Das edições online de seis jornais, seleccionámos 99 colunistas, reunimos os seus textos de análise política mais recentes e, com recurso a um método nunca usado em Portugal, classificámos cada autor com base na análise de conteúdo dos seus textos. O resultado é decomposto num quadro que vai da esquerda à direita passando por centro esquerda, centro e centro direita.
16/09/2024 #ScottRitter#UkraineWar#RussiaUkraineConflict | In this shocking report, Scott Ritter reveals the devastating 48-hour assault that left Ukraine’s defenses in ruins. From Kursk to Prechystivka, ZolotaNyva, and Poltava, Russian forces have systematically dismantled Ukrainian military capabilities, wiping out battalions, critical air defense systems, and key command structures. With over 700 dead in the Poltava strike alone, Ukraine faces a catastrophic leadership vacuum. Russia’s precision strikes have left the West scrambling as their multi-billion dollar aid goes up in smoke. Can Ukraine recover, or is total collapse imminent?
12/09/2024 | Como evoluem conflitos eternos? O que os atentados de 11 de setembro têm a ver com a tensão perene no Oriente Médio/Oeste da Asia? E como tudo se interliga com a ascensão do BRICS?
Historicamente as guerras terminam ou por rendição – uma das partes entrega-se à outra, ou por acordo. A guerra dos Estados Unidos com a Rússia na Ucrânia tem alguma outra saída? Os Estados Unidos esperam obrigar a Rússia a render-se? E o que pensam fazer depois, atacar a China e obrigá-la a render-se?
E o objetivo dos Estados Unidos é transformar o grande continente que vai dos Urais ao Pacífico numa imensa Gaza? Os argumentos morais, do género a Ucrânia tem direito a fornecer bases para os Estados Unidos atacarem a Rússia, que é a causa desta guerra, devem responder à questão, ou os Estados Unidos conseguem obrigar a Rússia a render-se, ou têm de estabelecer um acordo. O resto é aspergir lepra com água benta. É esta a resposta que os cidadãos têm de exigir aos políticos.
A relação entre os comentadores públicos europeus e as eleições americanas lembram-me os comentários que numa noite de insónia num hotel em Londres ouvi a propósito de um jogo de cricket. Desconhecia e desconheço as regras do cricket. O meu interesse residia em descobrir o que levava os ingleses a interessarem-se pelo jogo.
13/09/2024 | #ScottRitter#UkraineConflict#PoltavaStrike | In this gripping analysis, Scott Ritter, a former military inspector, sheds light on the devastating consequences of Russia’s missile strike in Poltava.
Over 1,000 NATO personnel have been reported dead, with survivors recounting horrific scenes of destruction and chaos. Ritter delves into the implications of this unprecedented attack, which has left NATO reeling and exposed the vulnerability of foreign forces operating in Ukraine. As casualties continue to rise, Ritter’s predictions about NATO’s overreach in Ukraine are coming true in the most tragic of ways.
Les chefs de la diplomatie américaine et britannique sont arrivés en Ukraine avec, au programme, des discussions sur un allègement des règles pour l’utilisation des armes occidentales contre la Russie, accusée d’avoir acheté des missiles balistiques à l’Iran.
Depois do “custe o que custar” com que salvou o euro, Draghi ficou modesto: para salvar a União “bastam” 4,5% do seu PIB. Como financiar? Emitindo dívida comum e desviando fundos dos países pobres.
Nesta edição, foco especial ao relatório Draghi apresentado formalmente esta segunda-feira. O homem que salvou o euro com a frase “custe o que custar” e um plano de compra de dívida soberana pelo BCE que ficou na História, tem ideias capazes de salvar agora toda a União. Mas há uma diferença crucial entre o Super Mario de 2012, o “maior banqueiro central dos tempos modernos” segundo Paul Krugman, e o Draghi de 2024: não chefia o Banco Central Europeu, não é Primeiro Ministro de um país fundador da União, não tem nenhuma posição de ascendência sobre a política europeia.
As recentes eleições nos estados alemães da Saxónia e da Turíngia têm três leituras imediatas: a queda catastrófica dos partidos que integram o Governo Federal (SPD, Verdes e Liberais); o crescimento da extrema-direita (AfD); o sucesso da nova esquerda alemã obtido pelo terceiro partido mais votado, que assumiu o nome da sua líder: Aliança Sahra Wagenknecht – Razão e Justiça (BSW). A perda de credibilidade do Governo é tanta que a soma dos votos dos partidos que o suportam é praticamente igual à do BSW na Saxónia (cerca de 12%), e bastante inferior na Turíngia (9,3% contra 15,8%). França e Alemanha tornaram-se sociedades clivadas com Governos de legitimidade residual.
Social Democracy is a political ideology that supports economic and social interventions of the state to promote social justice within a Market Economics System, and a policy involving Social Welfare State, Unions and Economic Regulation, thus promoting a distribution of more egalitarian rent and a commitment to representative democracy. It is a political ideology of centre-left, emerging in the late 19th century.
Rússia vence sanções e se torna 4ª maior economia global| Por Glenn Diesen, no X, e retirado do Facebook, mural de Carlos Fino.
De acordo com uma recente atualização do Banco Mundial, a Rússia é agora a 4ª maior economia do mundo em termos de Paridade de Poder de Compra (PPC), sugerindo um desacoplamento bem-sucedido do Ocidente. Por 300 anos, desde Pedro, o Grande, a Rússia olhou para o Ocidente em busca de modernização e integração econômica. No entanto, após o golpe apoiado pelo Ocidente em 2014, que transformou a Ucrânia de uma ponte em uma linha de frente, a Rússia abandonou sua política externa centrada no Ocidente.
Há 202 anos, no dia 7 de setembro de 1822, o Brasil nascia como nação independente pelas mãos de ninguém menos que Dom Pedro, herdeiro do trono de Portugal. O príncipe português chegara ao Brasil em 1808, juntamente com a família real, transferida ao Rio de Janeiro na esteira das Guerras Napoleónicas na Europa. Em 1821, com o retorno de D. João VI a Lisboa, coube a Dom Pedro, já na qualidade de príncipe-regente, a missão de administrar o Brasil.
O que se deu na sequência, no entanto, seguiu roteiro distinto: precipitaram-se os acontecimentos e D. Pedro proclamou a Independência, tornando-se imperador do Brasil, com o nome de D. Pedro I.
Na semana passada comemorámos os 25 anos sobre a consulta popular que determinou a independência de Timor Leste. E, simbolizando o apoio de vários Governos portugueses, António Guterres – que era Primeiro-Ministro à época – recebeu a cidadania Timorense.
A independência de Timor-Leste deve-se, antes de mais e principalmente, à vontade do seu povo. Antes, os 25 anos de resistência em condições dificílimas, quando a realidade da Guerra Fria e a importância da Indonésia no combate ao comunismo no Sudoeste Asiático impunham um pragmatismo nas relações internacionais que impediam o reconhecimento da razão e do direito internacional que assistiam à causa dos timorenses. E, depois, quando finalmente o mundo e a Indonésia mudaram e foi possível escolher, as filas intermináveis de pessoas que depositaram mais de 75% de votos a favor da independência de Timor.
A Turquia apresentou hoje o pedido de adesão aos BRICs. Fê-lo depois de esperar 63 anos (Portugal esperou 15), primeiro ao candidatar-se à então CEE, cumprindo todos os requisitos e, depois, aprofundando-os em quatro movimentos sucessivos de adesão à UE e à zona Euro.
Membro do G20, é a 18ª economia mundial, possui o segundo maior exército da NATO e é uma potência regional de assinalável influência no Cáucaso e no Médio-Oriente, ocupando geograficamente uma posição invejável de charneira entre a Europa e a Ásia.
A adesão aos BRICs é um sucesso para chineses e russos e uma limitação evidente para a UE e para a NATO, para além de fechar definitivamente o ferrolho do Mar Negro, convertendo-o num grande espaço da coligação euroasiática.
No quadro da nova Guerra Fria, tão insensatamente pedida pelos EUA e seus satélites europeus, a consolidação do bloco económico dos BRICs antecipa o aprofundamento de laços políticos e de defesa entre os seus membros e deixa antever o acesso livre do comércio russo e chinês ao Mediterrâneo e Mar Vermelho, bem como das marinhas respectivas armadas. Lentamente, o mundo pós-imperial de amanhã vai-se definindo perante os nossos olhos.
Todos os sismos em Portugal evocam o Terramoto de 1755. A reconstrução de Lisboa expõe a ação excecional daquele que seria imortalizado como Marquês de Pombal. A recente discussão sobre a ausência de legislação e fiscalização adequadas para prevenir o pior, quando se repetir um megassismo em Lisboa, ajuda a perceber o motivo por que uma tão grande parte da elite nacional recusa, alergicamente, estudar o legado da ação política de Pombal.
É impossível resumir o que fez Sebastião José pelo país nos 22 anos como Secretário de Estado dos Negócios Interiores do Reino, o equivalente atual ao cargo de primeiro-ministro (1755-1777). Já nem menciono o percurso anterior como diplomata e Secretário dos Negócios Estrangeiros e da Guerra (1738-1755). Mas a sua liderança na reconstrução de Lisboa manifesta o seu estilo singular de governação, grandioso na luz, excessivo na sombra.
Retirado do Facebook | Mural de Piedade Palma Nunes
O equipamento alemão visível em Kursk levantou velhos fantasmas e consolidou a consciência das intenções ocidentais hostis em relação à Rússia. “Nunca mais” é a resposta tácita.
A propaganda de guerra e a finta são tão antigas quanto as colinas. Nada de novo. Mas o que é novo é que a guerra de informação não é mais o complemento de objetivos de guerra mais amplos – mas se tornou um fim em si mesmo.
O Ocidente passou a ver “possuir” a narrativa vencedora – e apresentar o Outro como desajeitado, dissonante e extremista – como sendo mais importante do que enfrentar os factos no terreno. Possuir a narrativa vencedora é vencer, nessa visão. A “vitória” virtual, portanto, supera a realidade “real”.
Assim, a guerra se torna o cenário para impor o alinhamento ideológico em uma ampla aliança global e aplicá-lo por meio de uma mídia complacente.
Este objetivo goza de uma prioridade maior do que, digamos, garantir uma capacidade de fabricação suficiente para sustentar objetivos militares. A elaboração de uma “realidade” imaginada tem precedência sobre a formação da realidade básica.
La zone arctique est l’objet de toutes les convoitises, alors que le réchauffement climatique ouvre des routes jusqu’alors glacées, et expose des richesses fossiles depuis longtemps enfouies. Dans l’ombre de la guerre en Ukraine, les exercices militaires se multiplient et les tensions croissent.
Aux confins septentrionaux du globe, la glace fond, craque, casse, siffle un danger imminent, mais les yeux du monde restent rivés sur l’Ukraine. C’est pourtant sur cette immensité blanche, d’environ 21 millions de km2, que pourrait se jouer l’une des plus grandes guerres de notre temps : celle pour la “route de la soie” polaire, que courtisent les pays limitrophes, et pour les hydrocarbures enfouis sous la glace.
31/05/2018 | During the St. Petersburg International Economic Forum (24-26 May, 2018), French President Emmanuel Macron quoted French president Gen. Charles de Gaulle, by stating that Europe stretches from the “Atlantic to the Urals”. De Gaulle looked to Russia to build a strong Europe that could counterbalance the American strength and give France an international role as a major power. Macron’s remarks got the approval of the Head of the Russian Union of Industrialists and Entrepreneurs Alexander Shokhin and of Russian President Vladimir Putin, who took the opportunity to re-launch the Eurasian project, stressing that Europe stretches from “Lisbon to Vladivostok” (see MEMRI Inquiry and Analysis No. 1239, Understanding Russian Political Ideology And Vision: A Call For Eurasia, From Lisbon To Vladivostok, March 23, 2016).
29/03/2024 | Le général de Gaulle est sans nul doute le dirigeant français qui, grâce à de nombreux coups d’éclat, aura le plus marqué le XXe siècle de son empreinte. Portrait intime de ce grand stratège politique, depuis les champs de bataille de 14-18, où il fut plusieurs fois blessé, jusqu’à sa maison de Colombey-les-Deux-Eglises, en Haute-Marne, où il mena une vie de père de famille dévoué. L’occasion de découvrir un homme à part qui, déjà en son temps, avait compris l’importance du jeu médiatique et de l’art de la mise en scène pour asseoir son autorité. Des proches, des historiens et des journalistes témoignent.
21/07/2022 • E o Resto é História | A aliança anglo-portuguesa comemora 650 anos – mas ela existiu mesmo ou é um mito? E ainda: o desembarque do Mindelo, que mudou o rumo das guerras liberais em 1832.
Retirado do Facebook | Mural de Carlos Fino, 15-08-2024
Uma noite de bebedeira, um iate alugado: a verdadeira história da sabotagem do gasoduto Nord Stream. Era o tipo de esquema absurdo que poderia surgir num bar na hora de fechar.
The Wall Street Journal | Em maio de 2022, um punhado de altos oficiais militares ucranianos e empresários se reuniram para brindar o sucesso notável de seu país em deter a invasão russa. Estimulados pelo álcool e pelo fervor patriótico, alguém sugeriu um próximo passo radical: destruir o Nord Stream.
Afinal, os gasodutos gêmeos de gás natural que transportavam gás russo para a Europa estavam fornecendo bilhões para a máquina de guerra do Kremlin. Qual melhor maneira de fazer Vladimir Putin pagar por sua agressão?
Vi uma reportagem de um canal de televisão americano passada recentemente na SIC e intitulada “Como Putin enganou cinco Presidentes americanos”.
Era um tipo de trabalho jornalístico-político clássico da TV americana — parte-se de uma tese que se quer “provar” e vai-se procurar cuidadosamente “testemunhos” que a demonstrem: o secretário de Estado Antony Blinken, antigos embaixadores americanos na ONU, na NATO ou em Moscovo, jornalistas da estação.
21h 03m | Creio que os dados neste momento divulgados trazem uma enorme responsabilidade aosPartidos Social-Democrata e Socialista. Talvez seja a altura de ambosnão olharem apenas para os seus umbigos, mas sim para as aspirações do País e do Povo Português …Se ambos teoricamente se regem pela Social-Democracia, é o tempo certo para a implementarem em profundidade, com uma forte aposta no “estado social”…
Acredito que a grande maioria do Povo Português ficaria radiante🙂 🙂 🙂 Oh! se ficaria !!!
Há já uns meses, um amigo, pessoa com educação universitária de nível internacional e com fortes ligações pelo mundo, mundo exterior esse onde vivem os seus filhos, telefonou-me e, de chofre, fez-me esta pergunta terrível: “Achas que vai haver uma guerra?”
Fiquei surpreendido com a questão. Se ela tivesse surgido no intervalo dos concertos na Gulbenkian, onde eu e ele nos vamos encontrando com regularidade, em fins de tarde que nos amainam o espírito, seria normal. Contudo, ser essa pergunta o único objetivo de uma chamada telefónica era coisa bem diferente: traduzia a respeitável angústia que atravessava esse amigo e, no que me dizia respeito, demonstrava alguma confiança no meu juízo, a que eu não podia ser indiferente.
A mudança na linguagem de Zelensky sobre conversações com Moscovo não é genuína, é um fingimento, um gesto de simpatia para aliviar a pressão a que começa a ser sujeito.
Apesar das reticências em o admitir, tanto por Kiev como pelas chancelarias europeias, a guerra na Ucrânia só terminará quando Kiev mostrar disponibilidade para entrar em conversações com Moscovo, aceitar fazer concessões territoriais e adotar um estatuto de neutralidade estratégica semelhante àquele promovido pelo presidente Yanukovych, em 2010, uma inevitabilidade que começa aparentemente a fazer caminho e a impor-se. Mas será mesmo assim?
A acelerada e visível degradação do sistema político de Washington só pode causar preocupação, sobretudo para quem conheça, sem ficar preso a preconceitos, a história constitucional dos EUA, e a sua contribuição para o republicanismo e federalismo modernos à escala global.
Assim como no passado o papel dos EUA foi decisivo para resolver crises tão avassaladoras como as duas Guerras Mundiais, hoje, a autofagia que reina nas instituições dos EUA pode contribuir para precipitar um conflito de proporções inauditas, num prazo de meses ou anos. Vejamos dois aspetos-chave da atual crise política.
03/08/2024 | Putin Acaba de Revelar Novo Míssil Hipersônico DEVASTADOR que Deixou o Mundo ESTUPEFACTO! No vídeo de hoje, mergulhamos fundo no lançamento de um novo míssil hipersônico pelo presidente russo Vladimir Putin, que deixou a audiência global em choque. Essa arma sofisticada, superando velocidades de Mach 5, marca um avanço tecnológico significativo na guerra moderna. Exploraremos as especificações técnicas, implicações estratégicas e reações internacionais a essa inovação militar. O que isso significa para a paz e a estabilidade global? Fique conosco enquanto trazemos especialistas para analisar as possíveis mudanças nas dinâmicas de poder internacional e estratégias de defesa. Inscreva-se para mais atualizações sobre como a tecnologia transforma a guerra e afeta a política global.
21/06/2024 | Nigel Farage afirmou que o Ocidente “provocou” a Rússia para a sua invasão mortal da Ucrânia há dois anos. O líder reformista do Reino Unido disse que a expansão da União Europeia, bem como da NATO, proporcionou a Vladimir Putin uma “desculpa”. Os seus comentários incendiários foram feitos numa entrevista televisiva de grande visibilidade, menos de duas semanas antes dos eleitores irem às urnas. É provável que provoquem uma reacção furiosa por parte de políticos de todo o espectro, que têm apoiado a Ucrânia nas suas tentativas de combater os russos.
“Espero sinceramente que todos olhem para o nosso país e, mesmo do lado de fora, sintam vontade de cá vir nas férias, mas, se possível, sintam vontade de retornar”, afirmou o primeiro-ministro na quinta-feira à noite, durante o discurso de abertura da 632.ª edição da Feira de São Mateus, em Viseu.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, disse aos emigrantes portugueses que “vale a pena a acreditar em Portugal” e garantiu que o Governo está empenhado em que regressem ao país.
É preciso encontrar forma de financiar todas as casas que são necessárias para dar resposta às 90 mil famílias em condições habitacionais indignas. Espera-se noção das prioridades e coragem por parte do Governo.
Aqueles que leem estas linhas dispõem, muito provavelmente, de uma casa que satisfaz as suas necessidades. Talvez por isso não tenham efetiva consciência de que muitos não têm uma casa digna desse nome.
We discussed an operation on Russian territory, and a representative of Ukraine’s military intelligence was admitted. It pertains to a conversation between the head of the Pentagon and the Russian Defence Minister, after which the US immediately called Kyiv. Austin said, “If you are thinking of doing something like this, don’t do it.” We sent a severe warning, commented the Russian side.
At the beginning of this month, a call was made at the Pentagon. On the other side, the caller said Russian Defence Minister Andrei Belousov “urgently needed to talk to Secretary of Defence Lloyd Austin about the alleged Ukrainian operation.” After this conversation, Austin called Kyiv and said: “if you are thinking of doing something like this, don’t do it.”
O antropólogo e ensaísta francês Emmanuel Todd publica “A Derrota do Ocidente” (edições Gallimard). A oportunidade de analisar os riscos de um conflito entre a NATO e a Rússia e as suas implicações para o equilíbrio do mundo, enquanto o Médio Oriente, por sua vez, foi incendiado.
Os Jogos Olímpicos de Paris 2024 são um acontecimento típico dos tempos que antecipam a conhecida “armadilha de Tucídides” que os dirigentes europeus deviam conhecer e lhes devia servir de orientação, se fossem cultos e sensatos, e se a História não fosse uma prova de que em situações de crise a humanidade escolhe ser dirigida pelos mais grotescos dos seus exemplares, os que fecham os olhos e investem contra o que lhes surge entre a sua ambição e a parede onde vêm o inimigo, mais uma prova de que a racionalidade é um bem descartável, sempre à mercê da arrogância e da ambição.
“Para chegar a uma decisão sobre esse assunto, primeiro precisamos ter clareza sobre certas regras da guerra. A regra nº1, (a estampar) na 1ª página do Livro da Guerra, é esta: “Não marche sobre Moscovo”. Vários o tentaram antes, (designadamente) Napoleão e Hitler, e nada de bom daí resultou. Essa é a primeira regra. Não sei se vossas excelências conhecerão a regra nº2 da guerra. Ela dita: “Não vá lutar com seus exércitos terrestres na China”. É um país vasto, sem objetivos claramente definidos, e um exército lutando lá seria engolido pelo que é conhecido como Ming Bing, o povo em revolta.”
Marechal Montgomery, no Parlamento britânico, em 1962
28 julho 2024 |Tal como a generalidade dos seus parceiros europeus, a Alemanha não está imune a uma fragmentação política a que não estava habituada. A paralisia política em Berlim contamina Bruxelas.
1. Olaf Scholz confessava em público, há dois dias e com um largo sorriso nos lábios, a sua convicção de que Kamala Harris pode vencer as eleições americanas de Novembro. De algum modo, o chanceler alemão traduzia o alívio sentido na maioria das capitais europeias com a vertiginosa evolução dos termos em que as eleições presidenciais americanas vão decorrer.
Os europeus viviam o pesadelo de ver Donald Trump cada vez mais próximo da Casa Branca, em circunstâncias europeias e mundiais ainda mais dramáticas do que as que viveram no seu primeiro mandato. A guerra está de regresso ao velho continente, com uma nova-velha ameaça permanente à sua própria segurança. Um mundo mergulhou em profunda turbulência para a qual não se quis preparar a tempo. Internamente, o regresso de uma direita nacionalista e populista, mais ou menos amiga de Trump e de Putin, ameaça a sua própria coesão.
Em tempos que parecem hoje quase lendários, por tão distantes e estranhos ao estado presente das coisas, a UE aparentava ter a visão de um desígnio estratégico comum. Promessas de paz, sustentabilidade, cooperação internacional davam-lhe rosto próprio.
Sobre isso se derramou muita tinta nas páginas de revistas de ciência política e relações internacionais. Será que o euro iria disputar a hegemonia global do dólar? Será que a condenação aberta, em 2003, por parte da França de Chirac e da Alemanha de Schröder, da ilegal, injustificada e sangrenta invasão norte-americana do Iraque, poderia prenunciar uma autonomia crescente da UE no seio de um mutável sistema internacional? Será que a proximidade entre Alemanha e Rússia, em matéria energética, poderia ser o embrião da formação do temível titã geopolítico, do Atlântico ao Pacífico, pensado pelos estrategistas Mackinder e Haushofer, e que nunca sai dos pesadelos anglo-saxónicos?
No Verão de 2017 encontrei este livro nas bancas do Continente da Guia. Folheei-o, li umas coisas e achei que poderia ter interesse. Nem sequer era caro. Custava 14€ e qualquer coisa. Li-o num fôlego. Era um retrato cru, implacável de uma classe média branca do Ohio, oriunda dos estados mais a sul (Kentucky), tradicionais fornecedores de trabalhadores destinados à indústria automóvel dos estados dos lagos, uma classe média que o neoliberalismo, com tudo o que lhe está associado, condenou à miséria moral e à pobreza.
Nunca tinha ouvido falar do Autor, nem ele era conhecido fora de certos círculos restritos. Não era de esquerda, nem ele nunca como tal se assumiu. Mas descreveu-me aquela miséria moral da sociedade americana, aquela desestruturação da família, e a pobreza de quem não tem emprego e se refugia no álcool, noutros vícios e até na violência com um realismo tão cruel e sem futuro que me fez lembrar outros romances americanos da grande depressão. Com a diferença de que este não é um romance. É um lamento ou um requiem por uma América em ruínas.
É um texto grande, eu sei, mas demasiado importante para ser deixado passar ao lado Tita Alvarez
Será a Rússia o papão “fascista” retratado na propaganda liberal
Num artigo de 2015, o Atlantic Council, um influente grupo de reflexão dedicado a promover as políticas do atlantismo e a, nas suas próprias palavras, “galvanizar a liderança e o envolvimento dos EUA no mundo”, publicou um artigo no seu sítio Web com o título bastante simples “A Rússia de Putin é fascista?”. Publicado numa altura imediatamente a seguir ao golpe de estado apoiado pelos EUA na Ucrânia no ano anterior e à subsequente resposta revolucionária em Donetsk e Luhansk, a máquina de propaganda atlantista estava a fazer horas extraordinárias.
O Exército Russo vingou-se do ataque da Crimeia destruindo os lançadores Himars equipados com mísseis ATACMS em Kherson. De acordo com o Ministério da Defesa russo, os lançadores ucranianos assumiram posições ocultas numa faixa florestal perto da região de Kherson. Imagens de drones divulgadas pelo Ministério da Defesa russo mostram que três lançadores Himars foram atingidos pela tripulação do Iskander.
No ataque, todos os três lançadores Himars foram destruídos e 10 especialistas estrangeiros que mantinham os lançadores também foram mortos.
‘Defeat’ For Ukraine In Yasnobrodivka; Russia Captures Another Donetsk Town
DPA International | NATO alliance sources: US, Germany main opponents of Ukraine in NATO
The United States and Germany are the main opponents of Ukraine joining NATO too soon, diplomatic sources within the alliance said on Monday, ahead of a 75th anniversary summit of the alliance.
Apesar do futuro da Ucrânia resultar daquilo que os EUA e a Rússia acordarem, é importante perceber as contradições de Zelensky. A sua ação e a sua vida estão condicionadas.
Apesar da resistência em o admitir, torna-se cada vez mais óbvia nas chancelarias europeias a necessidade de pôr fim à guerra na Ucrânia através de uma solução política. Vários analistas têm elaborado sobre possíveis soluções. Embora seja comum em todas as propostas a cedência de territórios ucranianos, já a adesão à NATO, a causa primária da intervenção russa, não o é.
Há 3 anos morreu o génio que planeou a mais bela de todas as madrugadas, o comandante militar da Revolução, o homem que converteu em realidade os sonhos dos portugueses.
Podem os oportunistas dizer que é cedo para julgar um herói desta dimensão, como se os heróis não tivessem zonas claras e escuras, grandezas e misérias, e fosse legítimo beliscar a memória de quem escreveu em um só dia a obra imensa de uma vida. Obrigado, Otelo.
A comunicação social alemã está a dar o alarme. Informam sobre a diminuição dos fundos da Alemanha para apoiar a Ucrânia. Segundo o jornal Die Tageszeitung, tais limitações afetarão negativamente a confiança dos ucranianos e dos países bálticos.
É sabido que a Alemanha limitará significativamente o financiamento à Ucrânia. No orçamento do próximo ano, a ajuda militar e humanitária foi reduzida. Segundo a “Deutsche Welle”, isto está relacionado com a “situação financeira difícil e a necessidade de aplicar o travão à dívida”.
Luís Montenegro pediu “esforço” e “empenho” aos municípios para que o país consiga cumprir a meta de ter 26 mil fogos construídos e reabilitados em dois anos, de forma a responder à crise da habitação.
O Governo deu esta segunda-feira mais um passo na missão de acelerar o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) na área da Habitação com a assinatura de acordos com 18 municípios para a construção de 4483 habitações no âmbito do programa Construir Portugal, numa dotação total de 454 milhões de euros. Na cerimónia, que decorreu na Residência Oficial do primeiro-ministro, em Lisboa, foram firmados os acordos com Almada, Alcochete, Cascais, Lisboa, Loures, Mafra, Moita, Odivelas, Oeiras, Seixal, Sesimbra, Setúbal, Sintra e Vila Franca de Xira. O protocolo estendeu-se ainda às autarquias de Fafe, Guimarães, Lamego e Matosinhos.