
Jeanne Roques também conhecida como Musidora (1889–1957) | Atriz francesa de cinema mudo de 1909 a 1950




Em Portugal e Brasil, vários partidos políticos têm afinidades com os princípios da social-democracia. Alguns deles incluem:
Lembrando que a social-democracia é uma corrente política que visa combinar o sistema capitalista com políticas sociais e igualdade, buscando melhorar a vida das pessoas dentro desse contexto12.

Retirado do Facebook | Mural de Maria Teresa Carrapato
Paisagem de muros e de cães
a ladrarem para o céu
– propriedade azul
de todos os desgraçados.
Árvores escondidas
que o vento desenha em perfumes
no silêncio do sol.

Os Portugueses vivem em permanente representação, tão obsessivo é neles o sentimento de fragilidade íntima inconsciente e a correspondente vontade de a compensar com o desejo de fazer boa figura, a título pessoal ou colectivo. A reserva e a modéstia que parecem constituir a nossa segunda natureza escondem na maioria de nós uma vontade de exibição que toca as raias da paranóia, exibição trágica, não aquela desinibida, que é característica de sociedades em que o abismo entre o que se é e o que se deve parecer não atinge o grau patológico que existe entre nós.
Os Portugueses não convivem entre si, como uma lenda tenaz o proclama, espiam-se, controlam-se uns aos outros; não dialogam, disputam-se, e a convivência é uma osmose do mesmo ao mesmo, sem enriquecimento mútuo, que nunca um português confessará que aprendeu alguma coisa de um outro, a menos que seja pai ou mãe.
Retirado do Facebook | Mural de Maria Teresa Carrapato | 14-03-2024

O que faz um atleta que entrou em decadência para tentar manter-se em competição? Droga-se! Injeta ou toma produtos que lhe dão a sensação de força e euforia, mas que a prazo mais ou menos curto lhe arruínam os órgão vitais e as suas capacidades de sobrevivência. Entra em ressaca.
O programa armamentista proposto pela comissão europeia presidida por Úrsula Von Der Leyen é uma proposta de dopping para a Europa acreditar que ainda tem um papel de relevo na competição pelo poder mundial. É um estímulo de efeito imediato, que se extinguirá e com ele o “atleta”. Restará um farrapo!
A referência para esta visão desencantada é o artigo: “A Europa entra em estado de pé de guerra” , do El País de 3 de Março de 2024, de que deixarei o link no final.
Continuar a ler07-03-2024 | Aujourd’hui dans Punchline, Laurence Ferrari reçoit Jean-Pierre Raffarin, ancien premier ministre.
Natasha, I love this ballerina, so cute ! ![]()


Uma magnífica Escola de Ciência, que hoje quero fraternalmente saudar
Tive a sorte de ter feito a minha formação técnica e científica numa reputadíssima Escola de Engenharia, a nível internacional: o Instituto Superior Técnico (da Universidade de Lisboa), hoje a maior escola portuguesa de Engenharia, Arquitetura, Ciência e Tecnologia, sendo considerada uma das mais reputadas instituições de Engenharia da Europa.
Foi fundada em 1911 pelo Engenheiro Alfredo Bensaúde, com a criação dos primeiros cursos de Engenharia (Minas, Civil, Mecânica, Eletrotécnica e Químico-Industrial).
A partir de 2013, integra a maior universidade portuguesa (Universidade de Lisboa), tendo, até então e desde 1930, integrado a Universidade Técnica de Lisboa.
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Le IXe siècle fut marqué par une série de raids vikings en Francie, suscités en partie par la mort de l’Empereur Romain Germanique Charlemagne en 814. Ces raids, initialement entravés par la puissance de Charlemagne, gagnèrent en intensité après sa disparition. Parmi les attaques les plus notables figurent les sièges de Paris en 845 et 885-886. Ce texte se penchera sur le premier de ces sièges, dirigé par le chef viking Reginherus, analysant les facteurs déclenchants, le déroulement des événements, et les conséquences historiques.
Contexte Historique :
Les Guerres Saxonnes menées par Charlemagne dans la première moitié du IXe siècle ont ébranlé la région, conduisant à une alliance entre les Saxons et les Danois. La mort de Charlemagne en 814 a ouvert la voie à des incursions vikings, les premières frappant la Francie en 820. Les conflits internes entre les fils de Charlemagne ont affaibli la défense contre ces raids.
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A essencialidade da Alma Humana consiste no conhecimento; quantas mais coisas a Alma conhecer, tanto maior será a parte dela que permanece eterna … Ética, Parte V, Proposição 38, Demonstração | Baruch Spinoza
1 – Con 85 años … no me doy cuenta y la tatareo de cuando en cuando. Así me caló de hondo. Gracias, Nina. (@palleter1936)
2 – Cuando imagino un coro de angeles, instantaneamente surge la voz de Nana. Un registro inconfundible, dulce, amoroso que transforma la realidad y transporta al ensueño que uno quiera. Mi preferida. (@jorgearturoolrgo)
3 – NANA MOUSKOURI !!! Su voz angelical llega al alma en cualquier idioma. Nos hermana a todos los seres de este planeta. Porque sólo con AMOR se llega al alma del resto de los seres humanos !!! Bravo NANA !!! (@zubernormabestrizfca)
4 – Impossível de ouvir sem lágrimas nos olhos (vcs)

Após as Eleições o que nos resta de Poder? O que torna democrática a representação política? O voto é a arma do Povo ou uma arma para legitimar o poder dos poderosos? Quem elegemos e como elegemos?
O direito ao voto pode originar uma democracia representativa, mas esta não é necessariamente uma democracia eleitoral. As campanhas eleitorais pretendem fazer crer que sim. O caso do derrube o anterior governo demonstra a diferença: os cidadãos que votaram nas anteriores eleições e elegeram os seus representantes — os deputados da Assembleia — para um mandato de quatro anos viram o seu voto ser “anulado” pela utilização de meios formalmente legítimos por parte de instituições de outra entidade, o Estado. O resultado das eleições, em particular o volume de votos atribuídos a um Partido “SAD”, para utilizar uma imagem vinda do futebol, tal como o líder do Chega, expõe a fragilidade da representação como trave mestra de um regime democrático.
Continuar a lerComment mettre en pratique les principes de vie que nous enseigne Spinoza ? À la fin de la 4ème partie de L’Éthique, Spinoza a écrit un résumé simplifié de sa philosophie, une sorte de manuel facile à mémoriser, afin que chacun puisse l’utiliser dans sa vie quotidienne. C’est ce précis de philosophie spinoziste que nous allons étudier dans cet épisode.


Nous poursuivons notre étude complète de la philosophie de Spinoza avec la question : “Qui est Dieu ?”. Dans la 1ère partie de L’Éthique, Spinoza propose une conception de Dieu radicalement différente de celle que nous en avons traditionnellement. Cette conception de Dieu, souvent réputée comme la partie plus complexe de la pensée de Spinoza, est ici expliquée simplement.
A Quetzal Editores e a FNAC Portugal têm a honra de o/a convidar para a sessão de lançamento do livro Como Sobreviver depois da Morte, de André Canhoto Costa, que decorre na quarta-feira, 20 de março, às 18h30, na FNAC Chiado, em Lisboa. Com apresentação de Francisco José Viegas.
Há muito tempo que, na ficção portuguesa, não havia um romance tão surreal, cheio de magia, fantasia e domínio da história como o que André Canhoto Costa traz na estreia como autor Quetzal.

Conférence : L’univers est-il beau par hasard ?
Samedi 3 juillet 2021, 14h30 – 15h15 — Amphi Jean-Fourastié “L’univers n’est pas obligé d’être beau, et pourtant il est beau.
La beauté reste un mystère. Après tout, l’univers pourrait n’être que vrai.” a écrit François Cheng. Comment l’univers a-t-il engendré les formes des galaxies, des étoiles et des planètes ? Étrange hasard dans un monde dont on dit qu’il tend vers toujours plus de désordre. En y regardant de plus près, on s’aperçoit que l’émergence de la complexité et de l’unicité des formes, donc de la beauté, est une conséquence naturelle, universelle, et même fatale des lois de la physique. Derrière l’éternel combat entre universalité et particularité se cachent des composantes invisibles, des liens entre les étoiles et les galaxies que l’on découvre à peine aujourd’hui et qui semblent détenir une part du secret de l’émergence de la beauté. Les astronomes ne disposent que de quelques particules de lumière pour dévoiler ces liens invisibles, mais il n’est de forme qui ne soit née sans générer de la lumière dans un univers qui tend vers toujours plus de lumière.
David Elbaz est co-auteur de Pourquoi moi ? Le hasard dans tous ses états, paru aux éditions Belin https://www.belin-editeur.com/pourquo… David Elbaz a tout récemment publié chez Odile Jacob l’ouvrage ” La plus belle ruse de la lumière Et si l’univers avait un sens…” https://www.odilejacob.fr/catalogue/s…
Não conheço Miguel Carvalho. Mas li e penso valer a pena reflectir sobre o que este senhor escreve. Pensar um Povo e um País talvez comece por se reflectir em voz bem “sonora”. (Vítor C. da Silva)

1 – Quem me conhece sabe que ando, no mínimo há dois anos, a dizer a frase que Pedro Nuno Santos proferiu esta noite, (exceptuando a percentagem, claro, pois não seria bruxo para adivinhar): não há tantos racistas e xenófobos em Portugal como se pretende fazer crer. Mas o que fez a esquerda para perceber a potencial base eleitoral do Chega e o seu crescimento? Zero. O Chega cresce à custa das mentiras, enganos e sonhos por cumprir que só responsabilizam PS, PSD e, em parte, o CDS. Mas também cresce porque há uma esquerda que julga que lhe basta ter uma agenda e imensas certezas sobre um povo que, como se nota, não conhece de todo. Nem escuta de verdade.
Pedro Nuno Santos e Rui Tavares parecem ter sido os únicos a perceber, ainda que tarde, que há um trabalho que a esquerda tem de fazer (além de renovar-se, claro): falar com os eleitores, ouvi-los, mostrar que as ideias, mesmo quando são muito boas, também se explicam e podem demorar a convenver quem acumula muitos desencantos, de muitos anos, por esse País fora. Há um quotidiano devastador, no País rural e suburbano, que precisa de ser vivido e percebido, e para os quais não chega uma resposta “pronto-a-vestir”. Uma esquerda que só tem agenda e acha que não deve discuti-la terra a terra serve para pouco ou nada.
Continuar a lerPourquoi l’Ukraine est en train de perdre la guerre contre la Russie ? Comment les deux camps pensent et mènent leurs opérations ? Quelles ont été les erreurs de part et d’autre ? Comment l’Occident a contribué à la défaite ukrainienne ?…
Pour répondre à ces questions et à bien d’autres, Jacques Baud s’appuie sur des informations officielles, des documents américains, occidentaux et russes. Il explique la manière dont la Russie comprend et conduit la guerre. Il montre combien l’incapacité des Occidentaux à comprendre cette réalité et leur détermination à affaiblir la Russie s’est retournée contre l’Ukraine. Après les best-sellers Poutine, le maître du jeu ?, Opération Z et Ukraine entre guerre et paix dont le travail d’analyse a été salué dans le monde entier et dont les ouvrages ont été traduits dans plusieurs pays, l’auteur revient sur la guerre en Ukraine. Il expose la manière dont la Russie l’a menée et comment l’image qu’en ont donné les Occidentaux a conduit l’Ukraine vers l’échec.


O mundo está cada vez mais sombrio. Uma guerra na Europa há mais de dois anos. Em Gaza, a banalização do genocídio. Netanyahu é hoje o mais poderoso e inimputável carniceiro do planeta. Ele exibe, com visível prazer, o total domínio sobre Biden, e o conformismo colaborante da UE, através da desastrada Ursula von der Leyen.
Podem as coisas bater ainda mais no fundo? Sim. Numa dezena de dias, dois acontecimentos envolvendo Berlim e Paris – o duplo “motor da construção europeia”, como se dizia nos tempos de ilusão – concorreram para uma eventual escalada bélica.
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Na Europa, discute-se dinheiro para a Defesa do Continente Europeu baseado nesse sofisma da invasão da Europa pela Rússia, mas o que se discute é quanto dinheiro cada potência europeia espera ganhar com uma nova indústria de Defesa e com a cópia do modelo industrial militar americano que tanta prosperidade e guerras perdidas trouxe aos nossos aliados do outro lado do Atlântico.
Clara Ferreira Alves, in Jornal Expresso 08-03-2024

“Álvaro Santos Pereira é um importante economista que foi ministro da Economia e Emprego de Portugal entre 2011 e 2013 [no XIX Governo Constitucional liderado pelo social-democrata Pedro Passos Coelho], sendo responsável pelas áreas da Indústria, Comércio e Serviços, Turismo, Energia e Obras Públicas, Transportes e Emprego”, descreve a instituição.
O antigo ministro da Economia português Álvaro Santos Pereira e agora nomeado para economista-chefe da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) felicitou Portugal pelo trabalho desenvolvido no campo económico, mas alertou que a prudência fiscal deve manter-se.
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Tese de doutoramento de 1997 do historiador holandês Ernst Pijning ainda aguarda sua publicação no Brasil
I
Tradicionalmente, faz-se resenha de livro impresso lançado recentemente, mas o que o leitor vai encontrar aqui é uma recensão de tese de doutoramento defendida em 1997 na Johns Hopkins University, de Baltimore, Maryland/EUA, que, passadas quase três décadas, incompreensivelmente, ainda não despertou o interesse de nenhuma editora brasileira ou portuguesa, apesar de sua excepcional importância para a história do Brasil colonial e de Portugal. Tem como título Controlling Contraband: < i>Mentality, Economy and Society in Eighteenth–Century Rio de Janeiro (Contrabando: Mentalidade, Economia e Sociedade no Século XVIII no Rio de Janeiro) e seu autor é o historiador holandês Ernst Pijning (1963), professor titular de História da Minot State University, de Dakota do Norte/EUA, desde 1999.
O tema de suas pesquisas é o comércio de contrabando no Brasil colonial e suas relações com Portugal e os Países Baixos (Holanda), especialmente no período que vai de 1690 a 1808.
Título: “A albarda” | Autor: Pierre Subleyras | Realização: 1730 | Localização: Museu Hermitage, São Petersburgo | #pag.altacultura, in Facebook
O grande literato Jean de la Fontaine escreveu uma fábula sobre um pintor muito ciumento que suspeitava que a sua esposa lhe era infiel.
Para impedir que a sua esposa tivesse relações com outro homem na sua ausência, pintava-lhe um burro debaixo do seu umbigo, desta forma, se lhe fosse infiel, o burro seria apagado e o engano seria descoberto. Certamente, sua esposa o traiu, o que o marido não contava é que o amante também era pintor e além disso, estava tão confiante no seu talento que, a esposa e ele fizeram amor, pois tinha certeza que seria capaz de copiar perfeitamente o jumento que tinha pintado o marido.
Quando terminam, o pintor começa a pintar um burro na barriga da esposa, entusiasmado com a sua obra, pinta ao burro uma albarda (mochila que carregam ao burros de carga) Quando o marido chega, descobre o engano, pois ele não tinha pintado nenhuma albarda no burro…
Moral? Talvez… Se copiarmos seremos descobertos ou talvez a vontade de superar o próximo possa nos prejudicar… Excesso de criatividade, talvez? Tire suas próprias conclusões!

Retirado do Facebook | Mural de Nadine Sangnier



Leonard Norman Cohen (21 de setembro de 1934 – 7 de novembro de 2016) foi um cantor, compositor, poeta e romancista canadense. Temas comumente explorados ao longo de sua obra incluem fé e mortalidade, isolamento e depressão, traição e redenção, conflito social e político, amor sexual e romântico, bem como desejo, arrependimento. Ele foi introduzido no Canadian Music Hall of Fame, no Canadian Songwriters Hall of Fame e no Rock and Roll Hall of Fame. Foi nomeado Companheiro da Ordem do Canadá, a mais alta honraria civil do país. Em 2011 foi galardoado com um dos Prémios Príncipe das Astúrias de Literatura e com o nono Prémio Glenn Gould.
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21h 03m | Creio que os dados neste momento divulgados trazem uma enorme responsabilidade aos Partidos Social-Democrata e Socialista. Talvez seja a altura de ambos não olharem apenas para os seus umbigos, mas sim para as aspirações do País e do Povo Português … Se ambos teoricamente se regem pela Social-Democracia, é o tempo certo para a implementarem em profundidade, com uma forte aposta no “estado social”… Acredito que a grande maioria do Povo Português ficaria radiante.




«Acredito que algures na Europa Oriental, junto a uma floresta verdejante, ao longo de um talude ferroviário, ocorreu uma extraordinária metamorfose. Foi aí que as pessoas deste comboio infernal fortemente trancado foram transformadas em animais. Do mesmo modo que todas as outras – as centenas de milhares de pessoas que a loucura arrancara a quinze países e levara para fábricas de morte e câmaras de gás.»
Quando teve conhecimento de que a Hungria iniciara negociações na Itália e na Turquia com os Aliados ocidentais para assinar uma paz separada, Hitler tomou a decisão de ocupar o país até então seu aliado. A 19 de março de 1944, o SS-Obersturmbannführer Adolf Eichmann e o seu Sondereinsatzkommando chegavam a Budapeste para organizar o terrível plano de deportação do último grande grupo de judeus sobreviventes da Europa. O primeiro transporte com destino a Auschwitz-Birkenau partiu a 29 de abril de Kistarcsa, perto de Budapeste, com 1800 homens e mulheres; o segundo saiu a 30 de abril do campo de trabalho de Topolya, na Jugoslávia ocupada pela Hungria, com cerca de duas mil pessoas.
Entre elas, encontrava-se o poeta, jornalista e autor deste livro, József Debreczeni.
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Bendito seja o mesmo sol de outras terras
Que faz meus irmãos todos os homens
Porque todos os homens, um momento no dia, o olham como eu,
E nesse puro momento
Todo limpo e sensível
Regressam lacrimosamente
E com um suspiro que mal sentem
Ao Homem verdadeiro e primitivo
Que via o Sol nascer e ainda o não adorava.
Porque isso é natural — mais natural
Que adorar o ouro e Deus
E a arte e a moral…
Paul-Émile Bécat (1885-1960), pintor, gravador e designer francês, vencedor de um primeiro segundo Grande Prémio de Roma em 1920.
Le Diable au corps, um romance de Raymond Radiguet publicado em 1923, fala de uma relação romântica entre um rapaz e uma mulher casada, enquanto o marido desta última luta na frente de batalha durante a Primeira Guerra Mundial.
O livro causou um grande escândalo porque postulava a guerra como a própria condição para a felicidade dos amantes e violava o sagrado respeito devido ao soldado.


É imperioso que as próximas eleições sejam olhadas no significado de legítima defesa, que o voto comporta aqui.
Os imbecis das diversas direitas, em competição, não escondem as suas nostalgias pelos tempos das crianças descalças na cidade, sob ameaça de multa por andarem descalças. Lembro-me de ainda as ver na minha adolescência e não sou tão velho como isso.
Não me sinto de esquerda, nem aliás se sabe o que isso seja nos tempos que correm. Mas nestas estruturas de direita não caibo, nem posso caber.
Os insultos soezes ao 25 de Abril, que vamos ouvindo, não expressam apenas o ressentimento, nunca resolvido, dos que foram forçados a partir de África para Lisboa, em risco de vida e com a espoliação de todos os seus bens. Esses vieram assim, porque os USA assim quiseram, para reforçarem o eleitorado de direita em Portugal, como reforçaram e continuam a reforçar. Graças ao ressentimento.
Mas este não pode ser perspectiva aceitável para a determinação dos legítimos interesses do maior número, embora, na medida do possível, deva ser eficazmente eliminado e não faltam modos de o fazer.
Estes insultos vêm de quem quer cortar reformas definitivamente, como já tentaram. Cortar salários, como já fizeram. Vender o que resta das empresas públicas a pesadíssimos parasitas, como já fizeram também, reduzir o país à pobreza, como já disseram em voz alta, discutir (e restringir) o que os pobres comem, com discussão (sempre em voz alta) dos bifes que se não poderiam comer todos os dias, como o fez a desgraçada Jonet que é desta mentalidade bom exemplo e faz fichas de quem se socorra da organização sob sua direcção. Lembro-me de intervenção da criatura, em tom acusatório – “querem dar tudo aos filhos”, veja-se lá bem o disparate do filho do trabalhador indiferenciado ir a um concerto…
Mas, coisa mais aterradora de todas, querem privar de medicação subvencionada os maiores de 65 anos, como o disse a execranda Ferreira Leite (sem o mandar dizer por ninguém). E não convém, ainda, esquecer a exemplaridade da execranda lei Cristas – à qual ninguém reagiu em tempo útil – cujas virtualidades de devastação social são um bom exemplo do que voltou a estar em causa (e nem Salazar teria concedido).
A população comum, com mais ou menos de 65 anos, está em situação de ataque iminente e estas eleições são o ludíbrio que permitiria aos atacantes arguir o consentimento da vítima.
Sei que um socialismo do nepotismo não é um bom antecedente.
Mas há uma diferença entre querer empregar e privilegiar os filhos deslealmente e à nossa custa e querer negar o nosso direito à vida, à assistência clínica, à retribuição digna, à reforma aceitável, à habitação compatível com a dignidade mínima e até à alimentação.
Nem é de esquecer que a ICAR local se lhes junta, como Manuel Clemente o fez. Esta padralhada juntar-se-lhes-há sempre.
É precisa outra igreja. Como é precisa outra Escola. E outra imprensa. E é precisa a transfiguração do Estado, claro que sim. Sendo seguro que só de nós todos poderá vir tal coisa, que foi inútil confiar (ao longo de 50 anos) ao execrando leque partidário que outra vez se nos apresenta.
Mas é preciso discernir entre males. E decidir pelo menor deles, enquanto não estivermos em condições de reagir.
E ainda não chegou o momento de o podermos fazer. Infelizmente.
NOTA : Mural de Joseph Praetorius, 08-03-2024, in Facebook

O filme “Morte em Veneza”, que fez a minha geração embandeirar em arco, e que hoje é varrido para debaixo do tapete com aquele pudor hipócrita que a ignorância sempre traz. Esse filme é um magistral levantamento da dualidade ético-epistemológica que sempre tem lavrado na cultura ocidental.
W. K. C. Guthrie, na sua magistral História da Filosofia Grega em 6 volumes, não se coíbe em afirmar que o Pensamento Ocidental, ao longo dos séculos, não tem sido mais do que um confronto entre Platão e Aristóteles. Ou seja: entre o primado da Alma, do racional, com a subsequente subalternização dos sentidos ou, até mesmo, a sua recusa, e o encumear dos sentidos, com a respetiva secundarização do intelecto.
Este é o tema central do filme de Visconti, bem como do conto homónimo de Thomas Mann. Logo no início da película assistimos à estreia de uma Sinfonia de Aschenbach, que é, depois, incrivelmente pateada. No diálogo que se segue, um dos grandes amigos do maestro grita-lhe dizendo que o insucesso que ele acabara de experimentar era mais do que merecido, já que ele criara uma sinfonia puramente racional (geométrica?), de onde os sentidos tinham sido abolidos, isto é, Aschenbach desenvolvera a tese pitagórica (convém não esquecer que Kepler e Einstein não andaram muito longe de correspondências análogas!) da correspondência entre os números e as nota musicais, urge também referir, aliás, que em Platão o conhecimento matemático funcionava como uma mera propedêutica ao saber filosófico.
Esta relação matemática/ filosofia vigora ainda hoje em algumas Escolas filosóficas! O amigo de Aschenbach salta, então, para o piano e ataca uns acordes, continuando a gritar que a obra de arte, a Beleza, não pode ignorar os sentidos, as emoções.
Esta situação dilemática atravessou, e atravessa, toda a nossa cultura: na literatura podemos encontrá-la em Stefan Zweig (Confusão dos sentimentos), Hermann Hesse (Narciso e Goldmund), Julien Green (Terre Lointaine), etc. No entanto, este tema não aparece só na literatura assumidamente homoerótica ou, como é o caso no conto de Mann, naquela outra em que a heterossexualidade de uma personagem sofre um qualquer abanão (Veja-se o filme “Oito mulheres” de Ozon), podemos encontrar esta temática, por exemplo, no cinema: em “Para além das Nuvens” de Antonioni, vemos que Kim Rossi Stuart sofrendo de uma paixão avassaladora por Chiara Caselli, depois de muito peregrinar e quando se encontrou, finalmente, a sós com ela num quarto, não deixou que a sua mão tocasse o corpo nu da amada (que o conspurcasse?): a mão aproxima-se e, a uns 3/4 centímetros da pele daquela porque tanto ansiara, a dita mão recolhe-se, e Rossi Stuart abandona o quarto abruptamente, fugindo rua afora.
Esta recusa do corpo é exatamente a mesma que esteve na base da surpresa de Alcibíades, que, segundo os historiadores, era extremamente belo e nada – mulher ou homem – lhe escapava, mas que “agora” não entendia como é que aquele velho feio e imundo (Sócrates) tinha dormido a seu lado e nem sequer lhe tocara (Cf. final do “Banquete”).
Esta linha de raciocínio e comportamental podemos encontrá-la ainda hoje, passando por obras como, por exemplo, “Estudios sobre el amor” de Ortega y Gasset. Se por um lado temos todos estes quadros mentais, por outro acena-nos Aristóteles com o seu privilegiar dos sentidos, embora depois, reconheçamos, os ideais de Felicidade e de AMIZADE (tão necessária àquela!) já não tenham nada a ver com o sensorial.
Esta tentativa de vivenciar o aristotelismo no quotidiano foi sempre marcada por um certo insucesso, e nem a afirmação de Averróis de que a alma era mortal e que, de facto, havia um intelecto, mas que este era uno e partilhado por toda a espécie… nem sequer esse averroísmo latino conseguiu singrar, que o digam Sigério de Brabante exilado na corte papal e depois estranhamente assassinado, bem como um Boécio incansavelmente perseguido.
Aristóteles – e o averroísmo latino – passaram a vigorar, sim, mas através da leitura de Tomás de Aquino. Os sentidos contavam, mas vigiados pela razão!
Claro que encontramos grandes exceções: Sade, Condillac… e contemporaneamente Miller, Genet e Tony Duvert, mas tudo isso não passa de exceção (Duvert, que tem um livro em português traduzido pela Luiza Neto Jorge, não encontra hoje, em França, quem o publique!).
É com este dilema que Aschenbach, e após a morte da filha, parte para Veneza, para o Lido. Aí, nessa solidão procurada, o Destino coloca-o à prova! O tal corpo belo, que Platão, no Fedro, afirma só servir de ponto de partida e deve ser imediatamente afastado, o tal corpo belo atenaza-lhe diariamente “o coração”. Coração esse que o matará!
Repare-se em toda a simbologia! É confrangedora a cena em que Aschenbach, no barbeiro, tenta o “alindar do corpo”. Não restam dúvidas que a atração do maestro é correspondida, mas não restam também dúvidas que ela, para permanecer, deve ser irrealizável e com a distância de permeio.: o Absoluto, onde o amor (incorpóreo) fusional se pode concretizar só é passível de ser encontrado no para-lá-do-aqui, por isso no final do filme Tadzio levanta o braço e aponta o horizonte.
Será interessante incorporar aqui algumas leituras como, por exemplo, os místicos do século XVI: quem ler “Os caminhos da Perfeição” de Teresa d’Ávila e “A subida ao Carmelo” de S. João da Cruz verá que não se está assim tão longe de Mann, de Visconti e do “Morte em Veneza”.
Notas
a) quando refiro obras que privilegiam os sentidos não refiro certos pseudo-decadentismos que andam por aí, pois as caricaturas não são a minha especialidade, isto caso eu tenha alguma;
b) não referi propositadamente o “Teorema” de Pasolini, e outros trabalhos dele, pois em breve sairá um artigo meu sobre o tema nesse autor;
c) convém não esquecer também, no filme, as interpretações de Silvana Mangano e de Marisa Berenson
d) quanto a Tony Duvert, a primeiro livro que li dele, era eu menino e moço, e andava com a cunhada do Ricardo Pais pela feira do livro de Madrid, quando comprei o “Diario de un inocente”: ia tendo um enfarte.

Em seu novo livro, Salomão Sousa homenageia a poeta com um texto em
que corrige várias informações sobre a sua vida pessoal
I
Um instigante texto que procura mostrar que a obra da poeta Cecília Meireles
(1901-1964) ultrapassa os padrões originais do Modernismo e corrige várias
informações a respeito de sua vida pessoal é o que o leitor irá encontrar, além de outros
ensaios e artigos igualmente atraentes, no livro Bifurcações – memória, resistência e
leitura (Cidade Ocidental-GO, edição do autor, 2022), do poeta e jornalista Salomão
Sousa (1952). Trata-se de um “pequeno artigo”, na própria definição do autor, que
prenuncia o que pode vir a constituir uma biografia que o poeta tem todas as condições
de escrever.


Explore conosco o rico legado da antiga civilização de Kush (também conhecida como Cuche), que floresceu na região sul do Egito, na Núbia, hoje parte do Sudão.
Explore conosco o rico legado da antiga civilização de Kush (também conhecida como Cuche), que floresceu na região sul do Egito, na Núbia, hoje parte do Sudão.
Iniciando como uma colônia egípcia, Kush logo conquistou sua independência, expandindo seu domínio sobre o Egito e grande parte do vale do rio Nilo
Esta civilização mesclou a cultura egípcia com influências de outros povos africanos.
Os cuchitas, povo de Kush, predominantemente agricultores, também incluíam artesãos e mercadores em sua sociedade.
Embora se destacassem em comércio, às vezes recorriam à prática da escravidão capturando pessoas de outros povos.
Continuar a ler
Quando um lobo está perdendo a luta contra outro lobo e percebe que ele não tem mais chance de ganhar, o lobo perdedor oferece pacificamente a jugular ao seu oponente, como se dissesse “eu perdi, vamos acabar com isso”.
Mas, nesse momento, o inacreditável acontece: o lobo vitorioso, inexplicavelmente, fica paralisado.
Uma força milenar impede-o de matar aquele que tem a humildade de admitir a derrota.
Um mecanismo primário, inscrito no DNA ou além, é acionado no lobo vitorioso e lembra-lhe que a espécie é mais importante do que o prazer de eliminar o adversário.
Que mecanismo instintivo maravilhoso!
Ninguém chamaria o lobo rendido de covarde, nem aquele que paralisa com misericórdia, apenas o milagre acontece.
Nem vencedor, nem ganhador.
Os dois lobos partem e a roda da vida continua.
Se ao menos os humanos aprendessem a lição dos lobos em vez de continuarem a massacrar uns aos outros por orgulho e desejo de poder!
Encontramos todas as respostas observando a linguagem da natureza.


Os persas foram um dos povos mais importantes da Antiguidade, que formaram um grande império a partir do século VI a.C. Eles habitavam o planalto iraniano, onde hoje fica a República Islâmica do Irã, e tinham uma origem comum com outros povos de língua indo-europeia, chamados de arianos.
Os persas eram formados por várias tribos, mas uma delas se destacou pela sua liderança e dinastia: os aquemênidas. O fundador desse clã foi Aquemênus, que viveu por volta do século VIII a.C. e deu origem a uma linhagem de reis que governaram a Pérsia até o século IV a.C.
O primeiro grande rei aquemênida foi Ciro II, conhecido como Ciro, o Grande. Ele foi o responsável por iniciar a expansão do império persa, ao se rebelar contra o domínio dos medos, que eram seus vizinhos e parentes. Ciro conquistou a Média, a Lídia, a Babilônia, a Síria, a Palestina e parte da Ásia Menor, respeitando as culturas e religiões dos povos submetidos.
Continuar a lerVeja-se o que aconteceu a Luís de Camões (1524 – 1580), que se situa hoje entre os grandes poetas líricos de todos os tempos. Grande entre os grandes. Apesar da tença anual de quinze mil réis (que se calcula que equivalessem hoje a cerca de duzentos euros), por três anos, que lhe foi concedida por Dom Sebastião, após a publicação de “Os Lusíadas”, nos últimos anos de vida confrontou-se com gravíssimas dificuldades materiais. Valeu-lhe o auxílio de Jau, o seu escravo negro, que pedia esmola pelas ruas de Lisboa, de modo que o amo não vivesse na mais indigna miséria. Só lhe colocaram a coroa de louros quando menos necessitava dela…
P.S. Ironicamente, depois de morto, com o passar dos anos, Camões tornou-se uma glória nacional e “Os Lusíadas” foi considerada a obra máxima da cultura portuguesa. O que levaria Almada Negreiros, em “A Cena do Ódio”, a emitir este comentário fulminante: «a pátria onde Camões morreu de fome/ e onde todos enchem a barriga de Camões.»


1 – Amar? Para quê? Por um tempo, não vale a pena.
E, para sempre, é impossível.
2 – A melhor universidade é a felicidade de viver.
3 – AOS MEUS AMIGOS
Os deuses ainda vos dão
Dias e noites de alegria,
E amáveis moças vos estão
A examinar com simpatia.
Folgai, cantai, ficai a fruir
A noite, amigos, passageira,
E a vosso prazer sem canseira
Hei-de, entre lágrimas, sorrir.
4 – Eu amei-te; mesmo agora devo confessar,
Algumas brasas desse amor estão ainda a arder;
Mas não deixes que isso te faça sofrer,
Não quero que nada te possa inquietar.
O meu amor por ti era um amor desesperado,
Tímido, por vezes, e ciumento por fim.
Tão terna, tão sinceramente te amei,
Que peço a Deus que outro te ame assim.
5 – Todos dizem: “Não há justiça na terra.” Mas também não há justiça lá no alto!