Deixo aqui o meu protesto. José Saramago é o nosso único Prémio Nobel de Literatura (VCS)
Proposta em consulta pública prevê que Saramago deixe de ser obrigatório no 12.º ano. Já Camilo Castelo Branco passa a leitura obrigatória
José Saramago, Nobel português da Literatura, pode deixar de ser obrigatório no 12.º ano; Camilo Castelo Branco passa a leitura obrigatória.
A proposta de revisão das Aprendizagens Essenciais de Português, atualmente em consulta pública pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação, retira a obrigatoriedade de obras de José Saramago no ensino secundário.
Na prática, as escolas deixam de estar obrigadas a escolher uma obra do escritor no 12.º ano, passando a poder optar por outros autores. Atualmente, o programa prevê a leitura integral de “Memorial do Convento” ou de “O Ano da Morte de Ricardo Reis”.
A proposta prevê ainda que Camilo Castelo Branco passe a leitura obrigatória neste nível de ensino e abre a possibilidade de escolha de obras como “Um Deus Passeando pela Brisa da Tarde”, de Mário de Carvalho.
Segundo responsáveis da área, a revisão procura aumentar a diversidade de autores e temas trabalhados nas escolas, permitindo maior flexibilidade na escolha das obras.
A alteração, que retira da obrigatoriedade o único Nobel português da Literatura, poderá suscitar debate no meio académico e cultural.
O documento está em consulta pública até 28 de abril e poderá ser ajustado antes de entrar em vigor no próximo ano letivo.
O príncipe herdeiro de Dubai, Sheikh Hamdan bin Mohammed Al Maktoum, determinou que o termo “dona de casa” seja oficialmente substituído por “formadora de gerações” em todos os documentos e sistemas do governo de Dubai. A medida foi anunciada no Dia das Mães e tem como objetivo reconhecer o verdadeiro valor do trabalho materno.
Segundo o príncipe, as mães não são apenas responsáveis pelo lar, mas são a primeira escola das crianças e as principais responsáveis por formar valores, caráter e o futuro da sociedade. Com essa mudança, Dubai busca honrar o papel fundamental das mulheres que dedicam sua vida à formação das novas gerações.
Essa iniciativa simboliza um importante passo na valorização da maternidade, mostrando que criar e educar filhos é uma das missões mais nobres e impactantes que alguém pode ter. Um gesto bonito que inspira o mundo a enxergar as mães com mais respeito e gratidão.
Os meus antepassados eram mindericos, e eu nasci em Minde no ano de 1925.
Sou quase tão antigo como o concelho de Alcanena.
Sempre vivi em Minde. Fui tesoureiro da Junta vários anos (no tempo do fascismo), fui diretor da Banda, fui da comissão instaladora do Museu antigo, e ajudei a abrir a avenida José Carvalho.
Lidei com vários presidentes da Câmara, e a conclusão era sempre a mesma: “para Minde, palha e pouca”
Os tempos eram outros.
Não se arranjava dinheiro com a facilidade de agora que têm esses milhões todos da Europa.
Mas havia Respeito e Palavra.
Fomos muitas vezes á Câmara. Não era fácil.
Mas os compromissos assumidos eram cumpridos. De parte a parte.
Agora já ninguém tem Palavra.
Isto que querem fazer na Praça é uma VERGONHA!!
Os Mindericos não podem deixar construir um piralta dum prédio no meio da Praça.
No meu tempo, era o fascismo, mas batíamo-nos em Alcanena e o Povo é que impunha a sua vontade.
Uma das figuras políticas malogradas de Portugal é a de Francisco Sá Carneiro. Um dos principais rostos da oposição ao Estado Novo já nas vésperas da sua queda, tornou-se um dos fundadores do Partido Popular Democrático/Partido Social Democrata (PPD/PSD) e, em 1980, foi nomeado Primeiro-Ministro. Nesse mesmo ano, morre no desastre aéreo de Camarate, no dia 4 de dezembro, aos 46 anos. Nascido a 19 de julho de 1934 na cidade do Porto, foi um dos principais bastiões da social-democracia como uma ideologia capaz de assegurar a transição de um regime autoritário e ditatorial para uma democracia plural e parlamentar.
Hoje em dia, o Partido Social Democrata é visto como um partido conotado com a centro-direita, naquilo que é o esquadro político das forças partidárias portuguesas. Alguns foram os rostos que ajudaram a que se transformasse, gradualmente, nesses moldes. Francisco Pinto Balsemão, Aníbal Cavaco Silva, Durão Barroso ou Pedro Passos Coelho são quatro exemplos de primeiros-ministros que defenderam premissas ligadas à centro-direita, nomeadamente os dois primeiros, mais responsáveis por essa reconfiguração. Na raiz, o Partido Social Democrata só se torna conhecido como tal em 1976, após algumas outras tentativas de partidarização com a designação de Social Democrata.
O presidente socialista foi reeleito no 25.º Congresso Nacional do PS com 89,9% dos votos e deixou uma série de prescriões ao partido, sublinhando que é preciso “provar a solvência política”.
“Não podemos pensar em voltar a merecer a confiança maioritária dos portugueses só porque fomos melhores em momentos do passado”, avisou o presidente do PS, Carlos César, este sábado, 28 de março, no segundo dia do XXV Congresso Nacional do PS, que surge num momento, já referido pelo líder do partido, José Luís Carneiro, no arranque da reunião magna, como sendo “muito difícil”, tendo em conta os resultados eleitorais das legislativs de maio de 2025.
Ainda assim, tal como Carlos César sustentou na intervenção de confirmação da presidência socialista,“o PS é o partido de oposição mais atido pelos portugueses nas últimas eleições autárquicas, confinando a extrema-direita a uma representação irrisória na administração local”.
Para reforçar esta ideia de esperança, César também lembrou que, nas eleições presidenciais, apoiaram, “no tempo e no modo adequados, o candidato que se apresentou vindo da esquerda democrática, cuja vitória pessoal é também uma vitória dos democratas e uma vitória” para os socialistas
A ideia de justificar o equilíbrio dos resultados das legislativas com os resultados das autárquicas e das presidenciais, para além de ter sido vincada no arranque do Congresso por José Luís Carneiro, tinha sido notado, antes da intervenção de Carlos César, por Armando Mourisca, o líder da Federação Distrital de Viseu do PS, a anfitriã da reunião magna do partido.
Numa sala, no Pavilhão Multiusos de Viseu que tem mantido tantos lugares vazios como ocupados, Carlos César, na tentativa de reforçar a ideia de esforço que o PS deve fazer, considerou: “só teremos essa confiança se provarmos no presente que a merecemos no futuro. Em democracia o poder é exercido por empréstimo dos eleitores; temos de novo de provar a nossa solvência política, ou seja que somos merecedores desse crédito.”
Para que o Governo seja “o menos mau possível”
Carlos César, numa longa fase da intervenção dedicada ao Governo, colou vitórias anunciadas pelo Executivo liderado por Luís Montenegro, “por ocasião da última reunião do Conselho Europeu”, a vitórias socialistas. Com esse objetivo, citou o primeiro-ministro referindo “crescimentos económicos sustentados e bons desempenhos orçamentais nos últimos anos”, que de acordo com Carlos César foram conquistadas “com os governos do Partido Socialista”.
“Em planos diversos, mas tão relevantes para todos nós, este Governo tarda em agir ou falha quando age”, acusou, destacando uma redução dos “sinais de uma aposta saliente na Educação e na qualificação profissional”.
“O serviço público de saúde insatisfaz cada vez mais numa miscelânea de medidas contraditórias”, na mesma medida em que “a Cultura é uma área ignorada”, continuou Carlos César, lembrando que “os jovens não se reconhecem nas políticas públicas” e “a Justiça não se apressa nem se reforma”.
“As empresas ou os cidadãos prejudicados a quem o Estado promete compensações aguardam em infindáveis listas de espera” e “a fiscalidade é uma manta de retalhos sem uma orientação percetível que não seja a dos cofres do Estado”, descreveu.
“Nunca em tão pouco tempo foi tanto dito e não cumprido, e nunca em tão pouco tempo foi tanto feito com tanto defeito”, afirmou.
Com a acusação de que “o Governo que temos continua a dedicar mais atenção à oposição ao Partido Socialista e ao namoro com a extrema-direita do que à resolução de todos e de cada um desses problemas que persistem ou que se intensificam”, Carlos César considerou que “o PS deve continuar a demonstrar querer ser parte das soluções e não apenas parte da crítica e da denúncia”.
“Enquanto for este o Governo e não puder ser outro, o nosso dever é o de contribuir para que seja o menos mau possível”, concluiu.
Diferente do socialismo marxista, a social-democracia não busca acabar com o capitalismo, mas sim reformá-lo, reduzindo as suas desigualdades e impactos negativos através de impostos progressivos, serviço públicos universais e forte regulação laboral.
A social-democracia é uma ideologia política de centro-esquerda que busca conciliar o sistema económico capitalista (livre mercado, propriedade privada) com uma forte intervenção do Estado para garantir justiça social, igualdade de oportunidades e um robusto Estado de Bem-Estar Social
Principais Características da Social-Democracia
Estado de Bem-Estar Social (Welfare State): Educação, saúde, segurança social e habitação pública de alta qualidade e acessíveis a todos.
Economia Mista: Combina o dinamismo do livre mercado com a regulação estatal para evitar monopólios e proteger os trabalhadores.
Altos Impostos e Redistribuição: Impostos elevados, mas consentidos, que financiam serviços públicos que reduzem a desigualdade.
Negociação Coletiva: Forte influência dos sindicatos e diálogo social entre empregadores e trabalhadores.
Democracia Representativa: Compromisso com liberdades civis, pluripartidarismo e eleições.
Países que Melhor Aplicaram (O Modelo Nórdico)
O modelo social-democrata é frequentemente associado ao Modelo Nórdico (ou Escandinavo), considerado o mais bem-sucedido na união de prosperidade económica com igualdade social.
Noruega: Frequentemente apontada como líder em rankings de desenvolvimento humano e democracia, com uma economia mista forte que utiliza as receitas do petróleo para financiar o seu Estado social.
Dinamarca: Destaca-se pela sua “flexigurança” (combinação de flexibilidade para empresas contratarem/despedirem com alta segurança social para trabalhadores desempregados).
Suécia: Conhecida por ter um dos sistemas de bem-estar mais abrangentes, com altos níveis de igualdade de género e participação feminina no mercado de trabalho.
Finlândia: Reconhecida mundialmente pelo seu sistema educativo de alta qualidade e igualitário, um pilar da social-democracia.
Islândia: Similarmente, mantém altos padrões de vida e baixa desigualdade de rendimentos.
Outros Exemplos e Contexto Europeu
Embora o modelo nórdico seja a referência, a social-democracia influenciou grande parte da Europa Ocidental no pós-guerra, incluindo a Alemanha (onde o conceito surgiu no final do séc. XIX) e, em menor grau, países como a Françae a Áustria, que mantêm fortes redes de segurança social.
António Costa Silva é engenheiro, professor universitário e gestor. Nasceu em Angola, formou-se no Instituto Superior Técnico, em Lisboa, e estudou no Imperial College, em Londres. Tem uma longa carreira ligada ao setor da energia. Em 2020, foi convidado pelo Governo para preparar a visão estratégica para o plano de recuperação económica de Portugal 2020-2030.
Sinopse:
Dos recursos naturais ao clima, à tecnologia e à geoestratégia, uma visão inspiradora para o futuro de Portugal. Para onde vamos no século XXI? Quais as tendências que estão a formatar a evolução da geopolítica, da economia, da luta contra a ameaça climática, dos riscos e crises que nos assolam? Porque é que não temos sido capazes de responder à altura? Qual o motivo para não conseguirmos evitar que milhões de pessoas passem por um sofrimento indizível cada vez que um acontecimento imprevisto paralisa o funcionamento das nossas sociedades? Porque é que não nos preparamos? E Portugal? O que podemos nós fazer por este país? Que problemas e desafios temos de superar na próxima década? Portugal e o Mundo numa Encruzilhada analisa estas e outras questões e procura obter respostas. Mas muitas vezes essas respostas suscitam novas perguntas. Nunca devemos deixar de perguntar. O espanto, como escreveu Platão, é o motor do conhecimento. Este é um livro urgente e essencial, que nos convoca a refletir, a envolvermo-nos e a fazermos parte da mudança necessária.
Geopolitical crises, economic challenges and environmental threats are putting the European project to the test. How can we reinvent the model that unites us?
In his latest book, ‘Portugal na Europa e a Europa: Que Futuro?’ (Portugal in Europe and Europe: What Future?), António Costa Silva presents a bold vision for the European Union — and for Portugal’s strategic role in charting a new course. Join us for a conversation, moderated by Francisco Assis and Nuno Botelho, which promises to provoke ideas and open horizons.
Donald Trump confirmou que irá à China nos dias quatorze e quinze de maio para se reunir com Xi Jinping, classificando o encontro como “monumental”. O próprio presidente dos Estados Unidos também afirmou que haverá uma visita recíproca de Xi a Washington ainda este ano, indicando uma reaproximação direta entre as duas maiores potências globais.
Esse movimento acontece num momento de forte pressão internacional sobre os Estados Unidos, principalmente após o desgaste provocado pela guerra no Irã e pela dificuldade de alcançar resultados concretos no cenário externo. Diante desse contexto, a viagem deixa de ser apenas diplomática e passa a representar uma necessidade estratégica clara.
O encontro revela que a China deixou de ser apenas um adversário político e passou a ocupar um papel central no funcionamento do sistema global. Comércio, cadeias produtivas e tecnologia estão diretamente ligados ao país asiático, tornando qualquer tentativa de isolamento praticamente inviável.
Ao decidir ir até Pequim, Trump sinaliza uma mudança de postura. O discurso de confronto dá lugar a uma abordagem mais pragmática, motivada por limitações reais no cenário internacional. A reciprocidade anunciada, com a visita de Xi aos Estados Unidos, reforça que há um esforço em reconstruir canais de diálogo que haviam sido enfraquecidos.
A viagem expõe uma transformação mais profunda: o equilíbrio de poder global já não está concentrado em um único eixo. A necessidade de negociação direta com a China demonstra que o cenário internacional entrou em uma fase de ajuste, onde a imposição isolada perde espaço para a interdependência entre grandes potências.
Miguel Sousa Tavares traçou, no podcast Viva Voz, um retrato alarmante da economia portuguesa caso o conflito no Médio Oriente prossiga. O escritor considera que a combinação entre a instabilidade crescente na região e a imprevisibilidade da administração de Donald Trump pode inverter o otimismo das contas nacionais, criando um ambiente de incerteza que ameaça exportações e crescimento económico.
O cronista do Expresso descreveu como Portugal se encontra exposto a choques externos, destacando a escalada dos preços da energia e o desajuste nas cadeias de abastecimento. “O impacto é brutal. Podemos pegar no exemplo de Portugal, onde o nosso governo está a fazer descontos no imposto sobre a gasolina, não é a abdicar do imposto, é a deixar de ganhar mais dinheiro com o IVA, graças à subida dos preços nas bombas de gasolina. E essa é apenas uma primeira medida para tentar evitar o terramoto que aí vem, porque vem aí um terramoto brutal”, afirmou, alertando que a inflação “estava em 1,8 por cento antes da guerra e ninguém sabe como é que acabará depois dela”.
Na perspetiva de Miguel Sousa Tavares, o país deve antecipar um cenário de recessão técnica já no final de 2026. A análise aponta para falhas profundas na resposta europeia, dependente de decisões vindas de Washington. Segundo o escritor, “vai ter consequências terríveis se a guerra continuar em termos de inflação, em termos de exportações, em termos de crescimento do PIB, que se isto continua mais um ou dois meses, nós vamos fechar o ano de 2026 com o PIB negativo, com o déficit das contas públicas”.
As críticas estenderam-se à União Europeia, vista pelo cronista como um bloco “indefeso” face às estratégias externas norte-americanas. A dependência energética e a ausência de coordenação em Bruxelas transformam o continente num alvo vulnerável. Miguel Sousa Tavares alerta que a “cozinha política” dos Estados Unidos coloca a Europa a pagar uma fatura pesada e, se o conflito no Estreito de Ormuz não cessar, Portugal poderá ver desaparecer os progressos económicos alcançados nos últimos anos.
As ameixas e as abelhas, juntas em cada Verão. A passividade dos frutos em oferenda ao zumbido das asas. Acontecia a doçura antes do mel, como é preciso acontecer no amor.
Nas folhas do agrião triunfava o verde, em louvor da água escorrida do tanque. Concha de regas, de lavagens de roupa e de banhos de alegria das crianças, em miragens de mar. Clarisse passeia-se no quintal da casa que dantes lhe contavam. Campo de engenhos e de esforços de mulher com sementeiras e colheitas nos braços. As árvores, as flores, os frutos, as sementes, em espaço exíguo, medido a palmo, estudadas com rigor a sombra e a luz e a demora dos dias. Histórias de vitórias e derrotas contra bichos devoradores, sempre à espreita de lugar na mesa posta, atravessavam as ameias dos muros e pairavam na rua para serem levadas no bico dos pássaros, ao fim da tarde. Foi por uma rola de peito róseo que Clarisse veio a sabê-las, de coração, como se fossem suas. Esta lassidão que não abandona Clarisse põe um véu sobre o rosto da casa que torna a ser jovem e liso, com o olhar aberto e limpo das tecelãs flamengas. A casa parada num tempo em que nada envelhece, em que ninguém falta à chamada. Coabitam as idades intactas e cruzam falas da história que lhes coube. Clarisse entende os sons da casa: o silvo do vapor nas panelas, as vozes do folhetim na rádio, o pedalar da máquina de costura, o sacho nas ervas daninhas, o chiar da roldana no poço, os gritos das crianças, de todas as crianças que permanecem, únicas, continuadas. Clarisse distingue-as pelas alturas, que em tudo o resto lhe parecem iguais. Vendo melhor, uma delas tem o nome Fernando no bolso do bibe e um livro debaixo do braço.
Clarisse esforça-se, em vão, por recordar o nome da grande terra, mãe da casa que a habita. Espera tê-lo de volta, ao folhear, descuidada, uma insónia, num álbum que não sabia.
Nova obra de Eltânia André reúne dez narrativas que prendem a atenção do leitor até as últimas linhas
Com sensibilidade e argúcia para entender não só a alma feminina como a masculina, a romancista e contista Eltânia André, psicóloga de formação, premia o público-leitor com um novo livro de contos, Decomposiçãodospássaros (Setúbal-Portugal/Cotia-SP, Editora Urutau, 2025), que reúne dez textos que confirmam a qualidade de uma prosa que se confirma e evolui a cada volume publicado. Como observa o romancista Luiz Ruffato, um dos grandes nomes da ficção brasileira, no texto de apresentação, as personagens desta obra “são homens e mulheres ordinárias vivendo situações corriqueiras, nas quais nos reconhecemos como seres falhos que aspiram a alguma redenção – pois Eltânia André consegue insuflar dimensão metafísica a seus enredos”. De fato, alguns dos protagonistas destas histórias são pessoas que vivem na contramão da sociedade, excluídos da sociedade de consumo, que, sem alternativas, acabam por aceitar a probabilidade de sobrevivência que a contravenção oferece, como o personagem Siri, do conto “Márrio-Riomar: um nome todo água”, que tinha aquele apelido por andar “ziguezagueando sem rumo certo pelas ruas”, que sempre andava “com os bolsos cheios de droga ainda para distribuir”. E quem conta a história de Siri é uma mulher batalhadora, que, igualmente para sobreviver, não hesitou em “pegar pesado no volante” de um caminhão, ainda que tivesse de “ouvir brincadeirinhas ou piadas bestas, num tempo em que bullying era apenas uma palavra estrangeira”
O mercado ainda não sentiu o “choque real” de abastecimento porque o mundo está a viver das reservas estratégicas e dos stocks comerciais acumulados antes dos ataques de março de 2026.
Quando essas reservas começarem a esgotar-se — o que os analistas preveem que aconteça entre maio e junho de 2026 — a subida de preços que vimos até agora (os ~110$ do Brent e ~60€ do gás) parecerá apenas o início.
O que poderá acontecer quando as reservas acabarem e o Estreito de Ormuz continuar fechado. Mesmo que abra dentro de 2 ou 3 meses, ainda se tem de reconstruir o destruído, e até que tudo estabilize novamente..
Minde não tem castelos nem grandes monumentos. Mas tem algo mais raro: identidade.
Tem uma língua própria.Tem uma banda centenária, um museu, um conservatório, um cineteatro. Tem festivais de música. E terá, em breve, um novo auditório, a Fábrica de Cultura
E, acima de tudo, tem pessoas, e boas organizações associativas.
Somos uma terra de músicos. Em cada casa há um músico.
Sempre acreditei que o futuro de Minde passará muito por aqui.
– Quando organizava o JazzMinde, visitei Marciac, no sul de França, uma pequena vila com a dimensão de Minde, hoje referência europeia no jazz, e onde se realiza um dos maiores festivais do Mundo – percebi o que é possível. Uma terra que vive da cultura. Que respira música. Que atrai pessoas, vida, economia. Onde as ruas estão cheias, as esplanadas vivas, e a alegria é visível.
Pensei: porque não Minde?
Nós temos tudo para lá chegar.
Temos talento. Temos história. Temos associações. Temos localização. Temos identidade.
Falta-nos visão. E, sobretudo, decisões certas.
A Fábrica da Cultura pode ser um ponto de viragem. Mas não nos enganemos: cultura não se constrói só com edifícios.
A verdadeira cultura vive na rua. Vive nas pessoas. Vive nos encontros.
E é precisamente isso que estamos a perder.
Minde está a perder identidade.
A resignação cresce.
A vila estagnou.
A qualidade de vida diminuiu.
E enquanto dizemos que precisamos de mais gente, vemos cada vez mais mindericos a sair. A comprar casa em Torres Novas, Fátima, Leiria, Nazaré.
Porquê? Porque Minde está a morrer lentamente, mas à vista de todos.
Como na Ucrânia, em que os interesses de Washington não coincidiam com os de Kiev, também na guerra que opõe os EUA ao Irão, os interesses de Washington não coincidem com os de Telavive. Tanto num caso como noutro, o comportamento norte-americano encontra-se subordinado à consecução de uma grande estratégia de hegemonia global, não abandonada pela Administração Trump, enquanto o da Ucrânia e de Israel insere-se numa estratégia de âmbito local e/ou regional.
Na Ucrânia, os EUA pretendiam desencadear uma mudança de regime em Moscovo e instalar uma liderança dócil no Kremlin, atuando em três vetores: vertente económica, através das sanções, tornar a Rússia um estado pária, isolando-a internacionalmente, e impor-lhe uma derrota militar, recorrendo ao sangue ucraniano, sem colocar soldados norte-americanos no terreno. Segundo Eric Green, membro do Conselho de Segurança Nacional durante a Administração Biden, numa entrevista à revista Time, “a vitória militar da Ucrânia não era um objetivo para Washington”. O objetivo norte-americano era provocar um desgaste prolongado e uma erosão na sociedade russa, que a fizesse soçobrar e assim atingir os seus objetivos.
Agora, enquanto Israel pretende decapitar o regime iraniano e colocar em Teerão um vassalo que lhe permita tornar-se na potência regional fazendo dos estados árabes entidades subordinadas – o que esteve quase a conseguir antes do 7 de outubro, uma vez estar a causa palestiniana adormecida e a Autoridade palestiniana num estado comatoso – com o ataque ao Irão, os EUA pretendem controlar o petróleo mundial e os principais choke points (rota do Ártico, Canal do Panamá, estreito de Ormuz) para controlarem as rotas comerciais e subordinarem os seus rivais à sua vontade, entenda-se, China e Rússia.
O médico catalão Manuel Sans Segarra garante que há provas objetivas de que a morte não existe. O médico apresenta um estudo baseado em centenas de casos clínicos e alega que as experiências relatadas pelos pacientes que atendeu em morte clínica e cerebral no hospital de Barcelona são consistentes e modificam estas pessoas para sempre, razão pela qual, garante, não podem ser consideradas alucinações. Pelo contrário, estas experiências de quase morte, como lhes chama, demonstram que o pensamento persiste mesmo para lá da vida terrena.
“A minha formação como médico assenta no método científico cartesiano e newtoniano, com base numa ontologia materialista. Então, chamou-me muito a atenção ter um paciente clinicamente morto, que não pode pensar, que não tem atividade mental, facto comprovado pelo eletroencefalograma plano, como pode relatar uma série de vivências e experiências?”, explicou Sans Segarra em entrevista à TVI (do mesmo grupo da CNN Portugal). “Isso significa que há outra consciência que persiste, apesar da morte clínica, e é o que eu defino como supraconsciência, porque está acima da consciência neuronal ou local.”
“As pessoas têm relutância em contar porque sabem que não vamos acreditar nelas. É uma coisa fora do normal e têm medo que, quando contam, digamos que é um disparate”, admite o médico. Mas, depois, todas as pessoas que passaram por essa experiência contam o mesmo: primeiro têm a sensação de “saída do corpo”. “Sentem uma surpresa enorme, porque reconhecem o seu corpo. A isso chama-se autoscopia.” Nesses eventos, as pessoas não só veem tudo o que se passam como “entram em contacto com seres a que chama seres de luz”, que são as pessoas que já faleceram, explica San Segarra. “E depois veem uma luz. E nesse momento têm uma sensação de paz, de harmonia, de amor, como jamais experimentaram na dimensão humana.”
“As pessoas não querem regressar, porque a situação é tão agradável, tão cheia de amor, paz e harmonia”, garante.
O cirurgião publicou agora um livro, intitulado “A vida depois da vida”, onde documenta todos os casos que sustentam esta nova teoria. Aos 82 anos, Manuel Sans Segarra tem tido multidões nas conferências que dá em todo o mundo e foi até chamado pelo papa Francisco ao Vaticano poucos meses antes de morrer.
Seleção de Vítor Coelho da Silva, Spinozista convicto e grande admirador de Jesus Cristo e Albert Einstein.
CAUTE, foi a divisa que adoptou | 1632 – 1677
Baruch de Espinosa, (nato ברוך שפינוזה, em hebraico, e Bento de Espinosa, em português) mais tarde como autor e correspondente Benedictus de Spinoza (Amsterdão, 24 de novembro de 1632 — Haia, 21 de fevereiro de 1677).
Foi um filósofo de origem judaico-portuguesa, nascido nos Países Baixos, filho de refugiados na Sinagoga Portuguesa de Amsterdão que tinham fugido da inquisição lusitana. Um dos primeiros pensadores do Iluminismo[11] e da crítica bíblica moderna,[12] incluindo das modernas concepções de si mesmo e do universo, ele veio a ser considerado um dos grandes racionalistas da filosofia do século XVII. Inspirado pelas ideias inovadoras de René Descartes, Spinoza se tornou uma figura filosófica importante da Idade de Ouro Holandesa. O nome de batismo de Spinoza, que significa “Bem-aventurado”, varia entre as diferentes línguas. Em hebraico, seu nome completo é escrito ברוך שפינוזה. Na Holanda ele usou o nome português Bento.
J. L. BORGES – «Penso que Espinosa tem de ser sentido como um santo. Penso que todos temos de lamentar o facto de não o termos conhecido pessoalmente.
HENRI ATLAN – «Ao contrário do que pensámos durante muito tempo, foi afinal Espinosa quem triunfou, não apenas dos teólogos, não apenas de Descartes, mas também de Kant».
JOAQUIM DE CARVALHO | Coimbra. Abril de 1950, o livro ÉTICA traduzido para português.
BERGSON – «Pode dizer-se que todo o filósofo tem duas filosofias; a sua e a de Espinosa»
Ao mui sábio e experiente Lodewijik Meijer, doutor em Medicina
Meu excelente amigo,
Recebi duas cartas tuas, uma de 11 de janeiro (que me foi entregue por nosso amigo N.N.) e outra de 20 de março (enviada de Leyden por um amigo desconhecido). Ambas me encheram de alegria, sobretudo porque compreendi que tudo vai muito bem para ti e que te lembras de mim. Agradeço-te pela bondade e pela consideração com que me honras; peço-te para creres que também te sou muito devotado e que me esforçarei para mostrá-lo sempre que a ocasião e minhas fracas forças o permitirem. Para começar, tentarei responder ao que me perguntas nas cartas. Pedes também que te comunique o que penso sobre o infinito. Fá-lo-ei de bom grado.
A questão do infinito sempre pareceu dificílima para todos, até mesmo inextricável, porque não distinguiram entre aquilo que é infinito por sua natureza, ou pela força de sua definição, e aquilo que não tem fim, não pela força de sua essência, mas pela sua causa. E também porque não distinguiram entre aquilo que é dito infinito porque não tem fim, e aquilo cujas partes, embora conheçamos o máximo e o mínimo, não podem ser explicadas ou representadas apenas por um número. Enfim, porque não distinguiram entre aquilo que só pode ser inteligido, mas não imaginado, e aquilo que também podemos imaginar. Se tivessem prestado atenção nisso, jamais teriam sido esmagados sob o peso de tantas dificuldades. Com efeito, teriam claramente compreendido qual infinito não se divide em partes (ou que não tem partes) e qual, ao contrário, pode ser dividido em partes sem contradição.
I Na língua portuguesa, a literatura infantil ou literatura para a infância remonta ao século XIX com experiências feitas por autores consagrados como Eça de Queirós (1845-1900), Antero de Quental (1842-1891) e Guerra Junqueiro (1850-1923), em Portugal, e Monteiro Lobato (1882-1948), Carlos Jansen (1829-1889) e Figueiredo Pimentel (1869-1914), no Brasil, que abrangem narrativas, poemas, rimas e textos dramáticos, que sempre cumpriram papel fundamental na transmissão de informações importantes desde os primeiros anos de vida. Apesar do que se vê hoje em dia com crianças e jovens que passam quase todo o dia a olhar um aparelho celular ou telemóvel, a educação ainda é (e, provavelmente, sempre será) um processo que se constrói em salas de aula, a partir da capacidade pessoal do professor ou da professora de colocar em prática aquilo que pode ser resumido no pensamento do educador e filósofo brasileiro Paulo Freire (1921-1997), para quem educar sempre foi um ato de libertação, diálogo e consciência crítica.
Former UN weapons inspector Scott Ritter returns to the channel to break down the rapidly escalating conflict with Iran—and what the media isn’t telling you. Scott Ritter brings his on-the-ground expertise and weapons analysis to explain what’s really happening behind the headlines—and why the risks are far greater than most people understand.
O problema do humor hoje em dia é, no fundo, o mesmo de sempre.
Na minha infância, os bêbados juntavam-se na tasca e escolhiam um alvo fácil, um “maluco” da terra, uma viúva, alguém mais frágil ou simplesmente mais exposto, para atazanar. Disparatavam, faziam troça, arrancavam gargalhadas à custa de quem tinha menos defesa. Aquilo chamava-se convívio, mas muitas vezes era só crueldade embrulhada em risos.
Hoje, as tascas são mais sofisticadas. Têm estúdios, microfones, iluminação cuidada. Chamam-se televisões e rádios.
E os bêbados deram lugar a pseudo-humoristas que fazem “peças” engraçadas a criticar A ou B, a ridicularizar, a satirizar.
O público aplaude, o Zé Povinho ri-se, e a coisa passa a chamar-se humor e liberdade de expressão.
Mas a lógica, essa, pouco mudou.
Em todas as épocas houve arenas para atirar gente aos leões, distraindo assim o tédio colectivo. Mudam os cenários, afinam-se os discursos, mas o mecanismo é antigo: rir de alguém continua a ser mais fácil do que rir com alguém.
Há uma história contada por Patrice Leconte que ilustra bem isto. Numa pequena fábula, um rouxinol e um corvo discutiam quem cantava melhor. Incapazes de chegar a acordo, decidiram pedir a um porco que fosse juiz.
O rouxinol, confiante no seu talento, aceitou.
No fim, depois de ouvir ambos, o porco escolheu o corvo.
O rouxinol desfez-se em lágrimas.
“Choras por teres perdido?”, perguntaram-lhe.
“Não”, respondeu ele, “choro por me ter deixado julgar por um porco.”
É muitas vezes isto que vemos: julgamentos ruidosos, críticas fáceis, opiniões lançadas com autoridade, vindas de quem pouco acrescenta ao que está a avaliar. E, no entanto, continuam a ter palco, aplauso e, não raras vezes, financiamento.
O mais curioso, ou talvez o mais inquietante, é que tudo isto cumpre uma função.
Enquanto houver quem ria, quem se distraia, quem aplauda, o essencial fica para depois.
E isso, no fundo, também é uma forma de ação política.
Soul Dust by Nicholas Humphrey is a remarkable exploration of one of the deepest puzzles in science and philosophy: why consciousness exists at all. Rather than treating consciousness as a mere by-product of brain activity, Humphrey proposes that phenomenal experience (what it feels like to be alive) emerged through evolution because it conferred real adaptive advantages. His central claim is that subjective sensation was shaped by natural selection, not simply tolerated by it, because it enriched how organisms understand themselves and others.
A key element of Humphrey’s argument is the evolutionary pathway that produced what he calls the “ipsundrum”, the internal theatre in which sensations are experienced as vivid, private events belonging to a self. According to Humphrey, early nervous systems evolved mechanisms that turned simple sensory reactions into recursive loops of internal monitoring. These loops gradually transformed perception into something qualitatively richer: sensations that are felt. Through this process, animals did not merely detect stimuli but began to experience them as part of an inner world. The ipsundrum thus represents the emergence of the subjective self as a functional evolutionary structure.
Humphrey further argues that phenomenal consciousness enhanced social cognition and empathic understanding. By having rich inner experiences themselves, humans (and perhaps some other animals) gained a template for interpreting the minds of others. Feeling pain, joy, fear, or pleasure allowed individuals to model similar states in others, improving cooperation, prediction, and social bonding. In this sense, phenomenal consciousness became a powerful tool of natural selection: it helped organisms navigate complex social environments and ultimately strengthened group survival.
Beyond the biological argument, the book offers profound reflections on what consciousness means for human life. Humphrey suggests that the vividness of subjective experience, our capacity to feel the warmth of sunlight, the sting of loss, or the beauty of music, is not incidental but central to why life matters. Phenomenal consciousness is, in his view, the very arena in which value arises. By making experiences intensely personal and meaningful, the ipsundrum turns existence into something worth living.
For this reason, Soul Dust is not only a scientific hypothesis about the evolution of consciousness but also a meditation on the significance of inner experience. Humphrey ultimately invites readers to see consciousness as the most precious outcome of evolution: the feature that gives depth, meaning, and importance to every moment of our lives.
A Associação Portuguesa de Urbanistas (APU) tem vindo a apresentar ao Governo e à Assembleia da República uma série de medidas estratégicas no sentido de reforçar a eficácia do planeamento territorial e solucionar a crise da habitação. Entre elas estão, por exemplo, melhorar a articulação da política de solos com a fiscalidade e aumentar a capacidade de produção de habitação.
As propostas, apresentadas no documento conjunto “Território com Futuro” e que é subscrito por várias associações profissionais, incluem:
ENTREVISTA || Manuel Sans Segarra é médico, especialista em cirurgia geral, com um foco particular em cirurgia oncológica. Garante que existe vida depois da morte e que tem provas científicas disso mesmo, que relata no seu novo livro e resume numa conversa com a CNN Portugal
NOTA: A TVI vai transmitir no Jornal Nacional da próxima terça, quarta e quinta-feira uma entrevista intitulada “A vida depois da morte” com o médico Manuel Sans Segarra
Manuel Sans Segarra acredita que um dia todos seremos capazes de entrar em contacto com a nossa supraconsciência. Nessa altura, todos teremos a capacidade de sermos bons e “a Terra será o Céu”. “Não haverá maldade nem desigualdades”, assegura.
Veio a Portugal apresentar o novo livro “A Supraconsciência Existe – Vida depois da Vida”, onde relata casos de pacientes que viveram experiências de quase morte e entraram em contacto com a supraconsciência e com a vida que existe para além da morte… ou desta vida.
Criado no cristianismo, desligou-se da religião, mas ficaram os valores que os pais lhe “inculcaram” e pelo quais lhe é “grato”: “bondade, empatia, ajudar as pessoas, não roubar, ser uma boa pessoa”. O que abandonou, explica, foram os “dogmas”. E explica que entrar em contacto com a supraconsciência é “encontrar Deus dentro de cada um de nós”.
Como se pode provar cientificamente que existe vida depois da morte? Parecem duas coisas antagónicas: a ciência e essa dimensão espiritual…
Esta tem sido precisamente a minha investigação desde que comecei a estudar as experiências de quase morte. Procurar uma justificação científica e objetiva, sem contar de todo com aspetos religiosos ou com aspetos metafísicos. Ou seja, com o método científico cartesiano e newtoniano, que é o método que estuda o mundo macroscópico, o mundo objetivo e o mundo real. Esse era o meu objetivo, demonstrar que existe vida após a morte física, mas com métodos científicos.
Ao estudá-lo, deparei-me com várias manifestações da nossa identidade autêntica. Aquilo a que chamo de supraconsciência. O que nos permite estudá-la melhor são as experiências de quase morte, porque são muito bem definidas, são longas, o doente relata o que viveu, ou seja, há uma série de fatores que favorecem o seu estudo objetivamente.
Insuportável esta utilização da IA para nos mostrar um mundo que não existe. Tudo pode ser falso, da foto ao vídeo à notícia. Como distinguir o verdadeiro do falso no tempo em que o falso venceu porque seduziu, porque enganou, porque ultrajou, porque inflenciou jovens e menos jovens, a brincar, a brincar, que giro, que bonito, tenho de comprar, tenho de lá ir, tenho de experimentar, nem custa nada, é tão fácil, tão barato.
Sabemos lá o que se passa nas horríveis guerras mais perto ou mais longe. Os contendores afadigam-se a construir imagens de vitória ou de derrota que seguimos, em que acreditamos, com que sofremos.
A IA reproduz no fundo a IH, no fingimento que usamos do princípio ao fim dos dias.
Estou velha, estou cansada de mistificação, farta de mistificadores.
Medida acontece depois de uma conversa telefónica de Trump com o Presidente russo, Vladimir Putin !!!
Os Estados Unidos autorizaram temporariamente a venda de petróleo russo armazenado em navios, devido à subida dos preços desde o início da guerra no Irão, anunciou na quinta-feira o Departamento do Tesouro norte-americano.
O departamento emitiu uma licença que autoriza a venda, até 11 de abril, de petróleo bruto e derivados russos carregados em navios antes das 00h01 do dia 12 de março (quinta-feira).
No inicio da semana, o Presidente norte-americano, Donald Trump, tinha anunciado que ia suspender algumas sanções sobre o petróleo “para baixar os preços”, depois de uma conversa telefónica com o Presidente russo, Vladimir Putin.
E se houvesse eleições legislativas por estes dias? Uma sondagem do ICS e do ISCTE para a SIC e o Expresso revela um empate nas intenções de voto entre AD e PS. Com o Chega a ficar em terceiro lugar, para lá da margem de erro.
A coligação que suporta o Governo obtém 25% e o PS está logo atrás, com 24%. O Chega fica pelos 21%, menos quatro pontos percentuais. Todos os restantes partidos ficam a larguíssima distância, numa altura em que 9% se confessam indecisos e 8% garantem não ter intenção de votar.
Se retirarmos os abstencionistas e distribuirmos os indecisos, AD e PS têm ambos 29%. O Chega fica com 25%. Iniciativa Liberal alcança 5% e CDU 4%. Os restantes partidos têm uma expressão residual.
É a confirmação do Parlamento tripartido saído das legislativas de 2025, quando a coligação PSD/CDS obteve 31% e o PS e o CHEGA ficaram praticamente empatados, com quase 23%. Revela ainda a recuperação do PS, que passa dos 22 para os 29% e alguma estagnação do Chega, que não vai além dos 25%.
A forma ampla e cuidada como abordou as questões da habitação, da saúde, da segurança, da sustentabilidade, da água e da energia, da educação, das pensões, da natalidade e da coesão, escreveram um quadro exato, até cru, da realidade que vivemos
O Presidente eleito pelos portugueses não precisa de provar nada a ninguém, não está na banca de exames onde um conjunto de lentes insuportáveis concede o direito à entrada nos céus. Numa democracia, o voto do povo é o que valida as condições exigidas para o cargo, é o que releva para o exercício de um mandato.
Confesso que António José Seguro me tem surpreendido no último ano. Todas as caricaturas que se tinham construído à volta da sua pessoa caíram, todas as manifestações de desprezo se revelaram motor de força e de carácter. Seguro é um Presidente diferente de todos os Seguros que tínhamos conhecido até 2014, confirmou-se na sua competência política, na sua visão do mundo e na sua leitura sobre os desafios que se colocam a Portugal.
O seu discurso de tomada de posse constituiu-se na assinatura do mandato e revelou-se em cinco causas que vão nortear a sua magistratura. Um Presidente, por ser o único órgão de soberania sem tutelas, deve ser o mais claro que lhe for possível, o mais simples que permita fazer chegar a menagens as todas as portuguesas e a todos os portugueses.
Era um amigo sincero que nunca esquecerei. Um dia disse-me: “Não me peça nada porque eu não sei como lhe dizer não.” Nunca lhe pedi um favor, apenas palavras que muitos desejavam ouvir. A sua generosidade foi sempre uma marca e um sinal da sua personalidade fantástica.
Desde o momento em que, no ano de 1979, foram publicados os dois primeiros romances, Memória de Elefante e Os Cus de Judas houve um percurso notável. E recordo o momento em que o li pela primeira vez: “O Hospital em que trabalhava era o mesmo a que muitas vezes na infância acompanhara o pai: antigo convento de relógio de junta de freguesia na fachada, pátio de plátanos oxidados, doentes de uniforme vagabundeando ao acaso tontos de calmantes, o sorriso gordo do porteiro a arrebitar os beiços para cima como se fosse voar…”
De que nos falou? De pessoas comuns. Nesse ano, era Portugal que se adaptava às novas circunstâncias. E era o que interessava ao escritor, a partir de fragmentos da vida inesperados. E lembro o trabalho de Maria da Piedade Ferreira no diálogo de um escritor difícil com os seus leitores, que dizia não dever fazer eletrocardiogramas, mas sim escalas de Richter, porque “me parece que em lugar de coração tenho um sismógrafo cuja agulha assinala o menor estremeço interior ou exterior com uma amplitude imensa: basta-me viver, para a agulha não parar, e que cordilheiras de tinta os meus dias…”.
No Colóquio da Gulbenkian de 2019 disse: “Apenas me preocupa atingir o coração do coração e iluminar tudo.” É este o desafio perante o qual temos de nos haver. Os grandes amigos Ernesto Melo Antunes e José Cardoso Pires demonstraram, em memória e espírito, como as razões do coração constituem matéria-prima inesgotável. E Eduardo Lourenço: “Sob a inevitável complexidade artesanal da sua arquitetura, tudo atravessado por um humor subterrâneo, uma discreta ironia sulfúrica e uma espécie de inocência sábia, (…) de criança antiga, dona de um dedinho certeiro.”
Sim, o António também se preocupava com “uma máquina de entender o mundo, através do homem, infinitamente simples.” Havia o coração do coração, o antecipar o face a face, e o tentar começar a ver distintamente. “O que seria de mim (diz o escritor) se não escrevesse, povoado pelos meus cães negros? Agora, e até começar o livro, não cessam de rondar-me: sinto-lhes a respiração, o cheiro, a baba. Sinto-os roçarem-me. Vejo-lhes as órbitas amarelas, os dentes…”. Mas eis que é a vida que irrompe. É essa a grandeza da Arte: o Verbo torna-se Carne, que por sua vez torna a ser Verbo. Pode desejar-se atividade mais nobre?” Nada para. Os grandes romances, como a grande poesia, exigem que se releiam no maravilhamento da descoberta – “a todo o passo damos com pormenores que nos haviam passado despercebidos, em cada página nos emocionamos”.
Bernard-Henri Lévy encontrou aí a reinvenção do tempo, o diálogo interior e a polifonia, como pontos essenciais da sua originalidade. O tempo, o mundo e o mal; a consideração da guerra como bomba atómica moral; mas também o domínio da escrita e da comunicação: a música, a pontuação – eis os elementos que colocam o escritor na galáxia dos maiores, daqueles que revelam capacidade de ir ao encontro da voz do leitor… Regressado da guerra, sabia de feridos, de tiros e explosões, de minas, de prisioneiros, de crianças mortas, mas ainda tinha sido poupado ao conhecimento do inferno. Assim pôde entender o género humano, a coragem e a tibieza, o fundo bom e as baixezas… O António acreditou nas pessoas, por ter tido a possibilidade de conhecer o inominável… Aqui tudo começa e continua. E, afinal “basta um sorriso para ressuscitar o universo”…
Sem eleições à vista nos próximos tempos, e depois de um ciclo político com várias idas às urnas, uma nova sondagem revelada esta segunda-feira pelo Diário de Notícias reflete o atual tripartidarismo no panorama político português. No barómetro da Aximage para o jornal, há um empate técnico entre PS, AD e Chega.
No entanto, o partido liderado por José Luís Carneiro surge (por pouco) em primeiro, com 27% das intenções de voto (em outubro tinha 23,8% na mesma sondagem), seguido da AD (que cai de 32,4% para 26,6%) e do Chega (sobe de 21,9% para 25,8%) — estão todos dentro da distância de 4,2% da margem de erro.
O resultado das 551 entrevistas realizadas depois das eleições presidenciais (ente 2 e 3 de março), resulta da distribuição dos 6,9% de indecisos. Sem eles, a AD mantém-se à frente (com 25,4%), seguida do PS (25%) e do Chega (23,5%). O erro máximo do estudo, para um intervalo de confiança de 95%, é de 4,2%.
Olhando para os segmentos do eleitorado, o PS tem intenções de voto semelhantes em várias zonas do País, mas a AD tem um apoio bastante reduzido na Área Metropolitana de Lisboa (19,3%), ao contrário do Chega, que lidera com 33,9% na capital, mas baixa consideravelmente na Área Metropolitana do Porto (15,8%).
Os 38,9% de intenções de voto entre os mais velhos (com 65 ou mais anos) e os 39,3% nos mais ricos (Classe A/B) ajudam, significativamente, o PS a conseguir o primeiro lugar nesta sondagem do Diário de Notícias. A AD lidera nos mais jovens (dos 18 aos 34), com 25,5% e na Classe C1, com 30,6%. O Chega lidera entre em duas faixas etárias — dos 35 aos 49 soma mais de 30% e mais de 33% entre os 50 e 64 — e nos mais pobres — 28,1% na Classe C2 e 34,2% na Classe D.
Entre os partidos menos representados destaca-se o tombo do Bloco de Esquerda, agora liderado por José Manuel Pureza (que está em último com menos de 1%). A tendência de queda à esquerda do PS estende-se a todos os outros partidos. O PAN tem 1,3%, a CDU 2,7% e o Livre 4,2%.
Longe dos três primeiros, mas melhor que os partidos de esquerda está, segundo esta sondagem, a Iniciativa Liberal, que sobe de 5,9% para 7,4% — com ajuda dos 13,11% de intenções de voto entre os mais jovens. André Ventura é o líder da oposição e Luís Neves foi bem escolhido (menos para os eleitores do Chega).
A dinâmica que tem impulsionado a mudança e transição do sistema mundial é marcada em larga medida pela vertiginosa ascensão económica chinesa. Mais do que a dimensão militar, política ou ideológica, a afirmação internacional da China nas últimas décadas tem como centro e força motriz a economia.
Apolítica reaccionária de confrontação estratégica imposta por Washington, tendo como objectivo central a China, é uma realidade definidora do actual quadro mundial, inseparável do aumento exponencial da tensão internacional.
Neste tempo conturbado não existe acção dos EUA com relevância internacional que possa estar de alguma forma desligada da agenda multidimensional de contenção e confrontação da China – nos planos comercial, industrial/tecnológico, financeiro e militar, impactando na política e economia mundiais. A pérfida guerra de agressão lançada pelos EUA e Israel contra o Irão no último dia de Fevereiro encaixa-se, sem dúvida, nesta perspectiva fundamental. O desfecho do embate sistémico com a China determinará em grande medida o destino do mundo no século XXI.
A urgência da ofensiva contra Pequim resulta da aguda percepção em Washington do fracasso da famigerada política de «evolução pacífica». Décadas de «liberalização» comercial e económica da China e a adesão à OMC, em 2001, no âmbito da política de Reforma e Abertura, iniciada no final dos anos 70, não conduziram, como esperado nos círculos imperialistas, à quebra do sistema socialista e do poder do Partido Comunista da China (PCC). A China emergiu como o mais temível adversário estratégico desde os tempos da URSS, havendo um consenso fundamental bipartidário nos EUA de que representa a mais formidável ameaça global à manutenção da sua hegemonia. Os apologetas do sistema dominante chegaram a expressar a sua perplexidade com o desenvolvimento indesejável da China, apelidando-a de «ascensão furtiva». A recalibragem da relação com a China, iniciada com o «pivot para a Ásia» de Obama, atinge com o início da guerra comercial e aplicação sistemática de sanções de perfil tecnológico, no primeiro mandato de Trump e, depois, com Biden, um novo estádio de confrontação com vastas repercussões no agravamento da instabilidade e turbulência internacionais. Esta espiral aproxima-se, no regresso de Trump à Casa Branca, de um nível crítico, no limite, passível de causar danos sérios à China com consequências imprevisíveis para a ordem interna e a economia e paz mundiais.
Seleção de frases de António José Seguro, Presidente da República eleito, sobre a forma como entende os poderes presidenciais.
“Precisamos de uma Justiça a tempo e horas, precisamos de uma Justiça que faça justiça e precisamos também de uma justiça competente. Tivemos uma situação há dois anos, com um primeiro-ministro em funções [António Costa], que levou à demissão desse primeiro-ministro e penso que a Justiça já devia ter avançado mais em todo esse processo [Influencer] e tirar as conclusões.”
Seleção de frases de António José Seguro, Presidente da República eleito, sobre a forma como entende os poderes presidenciais.
“Precisamos de uma Justiça a tempo e horas, precisamos de uma Justiça que faça justiça e precisamos também de uma justiça competente. Tivemos uma situação há dois anos, com um primeiro-ministro em funções [António Costa], que levou à demissão desse primeiro-ministro e penso que a Justiça já devia ter avançado mais em todo esse processo [Influencer] e tirar as conclusões.”
Gonçalo M. Tavares ganhou um dos mais prestigiados prémios europeus da literatura. O Formentor de las Letras foi criado por iniciativa de Gaston Gallimard e Guido Einaudi, em 1961.
Beckett e Borges levaram a estatueta e incendiaram Madrid com os seus discursos, o que levou o ditador Franco à loucura e ao cancelamento. Só em 2011 se criaram as condições para voltar a distinguir escritores capazes de nos virar do avesso. Gonçalo acaba de se juntar a gigantes da dimensão de Javier Marias, Carlos Fuentes ou László Krasznahorkai.
Conheci-o há muitos anos. Ainda não editara qualquer livro, mas já andava pela rua distraído com o mundo de dentro. Queria fazer coisas, inventar palavras, decompor o alfabeto como se dissecasse um cadáver ou a própria existência.
Começou a escrever e a publicar livro atrás de livro, histórias atrás de histórias, uma biblioteca inteira com personagens que percorrem a condição humana, o pensamento e a literatura.
Gonçalo é o único português que pode voltar a conquistar o Nobel da Literatura. A sua escrita é uma chave de entendimento do mundo. Por vezes, difícil. Sempre pouco óbvia e nunca facilitadora da viagem do leitor a quem pede um compromisso total.
Neste tempo conturbado é um herege pois não desiste de pensar fora da linha do horizonte em que sobrevivemos.
Quando nele penso regresso sempre ao seu Jerusalém, onde uma mulher vê almas e um médico acredita que a pode salvar (e ao mundo) se descobrir o código secreto do sofrimento.
O júri considerou que a obra do escritor português, narra “a epopeia do extravio contemporâneo”. O prémio, um dos mais importantes da língua espanhola, tem o valor de 50 mil euros.
Foi por “desvendar as inesperadas implicações de uma humanidade assustada de si mesma” e “contar a epopeia do extravio contemporâneo” que o escritor Gonçalo M. Tavares recebeu, esta terça-feira, o Prémio Formentor de las Letras 2026, instituído pela Fundação Formentor com o valor pecuniário de 50 mil euros, o primeiro atribuído a um português.
O júri, constituído por Elide Pittarello, Gerald Martin, Sonia Hernández, Pilar del Río e Basilio Baltasar, declarou que “as imagens que atravessam a obra literária de Tavares, com uma engenharia filosófica que desmente as fatigadas convenções do romance, descartam o previsível e exortam noções inéditas“, notando que ele pertente a uma “genealogia literária dedicada a contar o reverso da realidade”.
“A sua obra acolhe personagens cuja extravagância pode atribuir-se às mais insólitas, estranhas e inesperadas dimensões da condição humana”, continua o júri, para quem “um dos méritos da obra de Tavares tem sido dar forma, presença e voz àquilo que a cultura preferiria omitir”.
Nascido em Luanda em 1970, o autor tem uma vintena de obras traduzidas para o castelhano e foi considerado “um génio” pelo escritor Enrique Vila-Matas. Outros grandes nomes da literatura também se pronunciaram sobre a sua produção, como é o caso de J.M. Coetzee, Don DeLillo e Olga Tokarczuk, que qualificou a obra de Gonçalo M. Tavares como “magistral e original”.
Mísseis nucleares do Reino Unido e da França devem perder a capacidade de superar os sistemas de defesa aérea da Rússia em no máximo dez anos, o que colocaria a Europa em risco diante de um eventual conflito. A previsão é do Royal United Services Institute (RUSI).
Conforme relatório divulgado pelo centro de pesquisa de defesa e segurança na última semana, o país liderado por Vladimir Putin está aprimorando suas tecnologias de guerra. Com os avanços, as duas principais potências nucleares europeias não conseguirão mais superar os sistemas russos.
Vulnerabilidade nuclear da Europa
Mesmo em destaque no continente, Reino Unido e França possuem um arsenal nuclear reduzido e formado, em sua maioria, por ogivas no mar. Com a Rússia reforçando a proteção do espaço aéreo, essas armas podem perder a capacidade de retaliação contra Moscou por volta de 2035.
Para ilustrar como isso aconteceria, a conceituada entidade britânica usou a interceptação dos mísseis iranianos por Israel e Estados Unidos em 2024;
Na ocasião, cerca de 90% dos projéteis disparados por Teerã não chegaram aos alvos, após serem derrubados;
Em cada um dos dois ataques, o Irã disparou 200 mísseis contra alvos israelenses;
De acordo com o RUSI, capacidade semelhante alcançada pela Rússia impediria que um ataque moderado do Reino Unido ou da França chegasse ao território russo.
Atualmente, a capacidade de atingir Moscou “sustenta a credibilidade da dissuasão independente da Europa”, como destaca o autor da pesquisa, Sidharth Kaushal. No entanto, isso vem sendo cada vez mais testado, em meio às preocupações dos EUA com a China.
É válido lembrar que as forças nucleares francesas possuem independência em relação a Washington e à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Já as britânicas dependem das tecnologias fornecidas pela Casa Branca, embora sejam formalmente independentes.
Dúvidas sobre o apoio americano
As discussões sobre a formação de uma nova rede nuclear europeia se intensificaram com o fim do Tratado START entre EUA e Rússia. O acordo assinado em 2010 trazia limites quanto ao desenvolvimento de arsenais, mas expirou no mês passado.
França, Alemanha e Suécia sãos os países mais envolvidos na iniciativa, enquanto o Reino Unido se mostra cauteloso. Como destaca o Politico, o grupo também reforça a necessidade de cooperação diante de dúvidas a respeito do apoio de Washington se necessário repelir um ataque russo.
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Depois de umas férias forçadas, informamos que finalmente temos o portátil reparado, tendo conseguido reaver todos os conteúdos. Situação deveras complicada.
I O mais livro vendido do premiado escritor Lourenço Cazarré, AfabulosamortedoprofessordePortuguês (Belo Horizonte, Editora Yellowfante, 2026), chega agora a sua terceira edição, com ilustrações do artista gráfico Negreiros. Trata-se de um admirável exemplo de como se pode fazer literatura juvenil, sem deixar de agradar ao leitor experiente e exigente. Escrito inicialmente como conto policial para uma coletânea destinada a adultos que não saiu à luz, a novela foi remodelada com o olhar voltado especialmente para a garotada, como explicou o próprio autor.