Baruch Espinosa | Carta sobre o Infinito

CARTA N.° 12 – (OU CARTA SOBRE O INFINITO)

(RIJNSBURG, 20 DE ABRIL DE 1663)

Ao mui sábio e experiente Lodewijik Meijer, doutor em Medicina

Meu excelente amigo,

Recebi duas cartas tuas, uma de 11 de janeiro (que me foi entregue por nosso amigo N.N.) e outra de 20 de março (enviada de Leyden por um amigo desconhecido). Ambas me encheram de alegria, sobretudo porque compreendi que tudo vai muito bem para ti e que te lembras de mim. Agradeço-te pela bondade e pela consideração com que me honras; peço-te para creres que também te sou muito devotado e que me esforçarei para mostrá-lo sempre que a ocasião e minhas fracas forças o permitirem. Para começar, tentarei responder ao que me perguntas nas cartas. Pedes também que te comunique o que penso sobre o infinito. Fá-lo-ei de bom grado.

A questão do infinito sempre pareceu dificílima para todos, até mesmo inextricável, porque não distinguiram entre aquilo que é infinito por sua natureza, ou pela força de sua definição, e aquilo que não tem fim, não pela força de sua essência, mas pela sua causa. E também porque não distinguiram entre aquilo que é dito infinito porque não tem fim, e aquilo cujas partes, embora conheçamos o máximo e o mínimo, não podem ser explicadas ou representadas apenas por um número. Enfim, porque não distinguiram entre aquilo que só pode ser inteligido, mas não imaginado, e aquilo que também podemos imaginar. Se tivessem prestado atenção nisso, jamais teriam sido esmagados sob o peso de tantas dificuldades. Com efeito, teriam claramente compreendido qual infinito não se divide em partes (ou que não tem partes) e qual, ao contrário, pode ser dividido em partes sem contradição.

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Para germinar a vontade de ler e escrever – Escritor Lourenço Cazarré mergulha na criação poética voltada para a literatura infantil, por Adelto Gonçalves  

                                                            I
Na língua portuguesa, a literatura infantil ou literatura para a infância remonta ao século XIX com experiências feitas por autores consagrados como Eça de Queirós (1845-1900), Antero de Quental (1842-1891) e Guerra Junqueiro (1850-1923), em Portugal, e Monteiro Lobato (1882-1948), Carlos Jansen (1829-1889) e Figueiredo Pimentel (1869-1914), no Brasil, que abrangem narrativas, poemas, rimas e textos dramáticos, que sempre cumpriram papel fundamental na transmissão de informações importantes desde os primeiros anos de vida.
Apesar do que se vê hoje em dia com crianças e jovens que passam quase todo o dia a olhar um aparelho celular ou telemóvel, a educação ainda é (e, provavelmente, sempre será) um processo que se constrói em salas de aula, a partir da capacidade pessoal do professor ou da professora de colocar em prática aquilo que pode ser resumido no pensamento do educador e filósofo brasileiro Paulo Freire (1921-1997), para quem educar sempre foi um ato de libertação, diálogo e consciência crítica.

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UN Weapons Inspector Scott Ritter Reveals TRUTH on Iran War

Former UN weapons inspector Scott Ritter returns to the channel to break down the rapidly escalating conflict with Iran—and what the media isn’t telling you. Scott Ritter brings his on-the-ground expertise and weapons analysis to explain what’s really happening behind the headlines—and why the risks are far greater than most people understand.

UN Weapons Inspector Scott Ritter Reveals TRUTH on Iran War – YouTube