Citando Carlos Matos Gomes “in facebook”

visaoDo MFA ao FMI, a capa da Visão toca a essencia da atual situação de Portugal: de dependencia. O ponto essencial do programa do MFA (o movimentos dos militares que derrubaram a ditadura) era devolver o poder (a sobernia ao povo e retirá-lo do restrito grupo que o ocupva). O MFA considerava que o poder devia ser do povo e que detinha em si a capacidade para decidir do seu destino, tudo se passava e se resolvia dentro desta lógica. O FMI, pelo contrário considerava que os povos são meros organismos de produzirem os movimentos que fazem agitar os fluxos financeiros. Para o FMI não existe o poder nem a sobernia popular. O poder é de quem gere expetativas de lucros e impulsiona os movimentos de capitais. O MFA prtia do principio da existencia de poderes nacionais e de sociedades organizadas, o FMI segue a interpretação de Margaret Tatcher de que a sociedade não existe, mas sim o individuo (com o seu cartão de crédito, já agora e a sua estupidez para cumprir o papel de consumidor). O programa do MFA baseava-se num governo saído da vontade dos povos. O FMI funciona como um diretório apátrida que nomeia funcionários seus para conduzirem os diferentes agregados de consumidores.
Carlos Matos Gomes “in facebook”

Estamos Neuróticos | José Saramago

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Faz sentido que se esteja a enviar para o espaço uma sonda para explorar Plutão enquanto aqui as pessoas morrem de fome? Estamos neuróticos. Não só existe desigualdade na distribuição da riqueza como também na satisfação das necessidades básicas. Não nos orientamos por um sentido de racionalidade mínima. A Terra está rodeada de milhares de satélites, podemos ter em casa cem canais de televisão, mas para que nos serve isto neste mundo onde tantos morrem? É uma neurose colectiva, as pessoas já não sabem o que é que lhes é essencial para a sua felicidade.

José Saramago, in ‘Zero Hora (1997)’

Citando Henrique Monteiro

henrique-monteiro-3f6bEm cada eleitorado aparelhístico há uma pequena Coreia do Norte que ama o seu grande líder.

Esta gente, estas autênticas quadrilhas têm um papel mais pernicioso na política atual que a corte tinha nas monarquias absolutas. Um desafio importante é saber como nos podemos livrar desta canga.

Ler mais no Expresso,

http://expresso.sapo.pt/a-quadrilha-dos-aparelhos-partidarios=f800192#ixzz2QROyLsHw

Citando João Pereira Coutinho

JPCA declaração ao país do primeiro-ministro depois dos absurdos chumbos ao Orçamento faz lembrar esses foliões fora de horas: agora, disse Passos, não haverá aumento de impostos; os cortes serão feitos na despesa do Estado; e Portugal continuará a renegociar os prazos dos empréstimos. Agora. Com um milhão de desempregados. E uma carga fiscal que destroçou a economia interna. E com falhanços sucessivos no défice (o que teria aconselhado a metas muito mais alargadas). Em resumo, agora: com o país a cair aos trambolhões pelo abismo recessivo, uma queda que será agravada pela voragem com que as travessas serão rapadas. Agora é tarde, Inês é morta. O anúncio do primeiro–ministro devia ter sido o seu programa desde o início. Quando ainda existia um país.

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/opiniao/joao-pereira-coutinho/ines-e-morta … (FONTE)

Citando José Pacheco Pereira

jppPensaram sempre em atacar salários, pensões, reformas, rendimentos individuais e das famílias, serviços públicos para os mais necessitados e nunca em rendas estatais, contratos leoninos, interesses da banca, abusos e cartéis das grandes empresas. Pode-se dizer que fizeram uma escolha entre duas opções, mas a verdade é que nunca houve opção: vieram para fazer o que fizeram, vieram para fazer o que estão a fazer.
(José Pacheco Pereira)

Citando Henrique Monteiro

Os Dois Garotos

Os Dois Garotos

O alargamento do Governo teria como vantagem uma relativa pacificação do país (ou menos crispação) e uma nova sensibilidade no modo como se cumprem os compromissos com a troika.

São cada vez mais as pessoas que defendem esta solução. Porém, o problema agora não é Sócrates, mas Passos e Seguro.

Passos porque acha (e é verdade) que esse alargamento corresponderia ao seu afastamento da liderança do Governo e, a prazo, do PSD; e assim diz que não desiste.

Seguro, porque entende (e também é verdade) que qualquer colaboração na solução da crise ditaria a prazo o seu afastamento da liderança do PS; e assim diz que só colabora depois de eleições (sabendo que elas não vão existir e que isso se lhe dá mais uns tempos de líder).

Ou seja, estamos reféns de estratégias pessoais que se sobrepõem a estratégias nacionais de superação da grave crise em que nos encontramos.

http://expresso.sapo.pt/como-seguro-se-tornou-o-seguro-de-passos=f798542#ixzz2PldCzfHh … (FONTE)

Citando Paulo Querido

Talvez tenha começado antes. Mas o primeiro sinal em que reparei veio do Vaticano, um sítio rigorosamente inesperado: Francisco. O segundo sinal foi a entrevista de Sócrates. O terceiro, a demissão de Miguel Relvas. E o quarto sinal, forte, foi o Tribunal Constitucional não se ter deixado impressionar por Uma Maioria, Um Governo, Um Presidente, Uma Desgraça e ter feito o que lhe competia enquanto instituição, até com compreensão para com as dificuldades financeiras do país.

Os sinais estão aí. Isto está a mudar não tarda. Esta armadilha ultraliberal da austeridade e do emagrecimento, este recuo civilizacional feito para garantir o modo de vida da estreitíssima minoria sacrificando as vastas maiorias — tudo isso vai mudar em breve.

Não é difícil imaginar que não é para pior que iremos.

Paulo Querido in Facebook

Citando José Guimarães

É preciso amar-se o que se faz na vida e só assim se é feliz e realizado. A maioria dos políticos, estão na política porque não sabem fazer nada! A política foi a prancha de salvação que lhes evitou a indigência. Fazem-no sem gosto, sem competência, sem imaginação, sem inteligência, sem amor, sem felicidade, sem dignidade.

José Guimarães  in Facebook

Citando Eça de Queirós | O riso

eq“O riso é a mais útil forma da crítica, porque é a mais acessível à multidão. O riso dirige-se não ao letrado e ao filósofo, mas à massa, ao imenso público anônimo. É por isso que hoje é tão útil como irreverente rir das ideias do passado: a multidão não se ocupa de ideias, ocupa-se das fórmulas visíveis, convencionais das ideias…”

– Eça de Queirós, in ‘Carta a Joaquim de Araújo’, 25 de Fevereiro de 1878.

Citando António Campos in “Facebook”

Caricatura do Zé Povinho, uma criação de Rafael Bordalo Pinheiro

Caricatura do Zé Povinho, uma criação de Rafael Bordalo Pinheiro

‎… e perguntam-me, num tom sarcástico, onde estava eu quando os governos anteriores cometeram os crimes de lesa-pátria que nos levaram ao buraco?

… e eu respondo: estava a trabalhar para pagar os ordenados dos juízes, do PGR, do colectivo do Tribunal de Contas, do presidente do Banco de Portugal, do presidente da república, das administrações das autoridades reguladoras e muitos outros, a quem lhes é exigido que cumpram com honra e lealdade as funções que lhes foram confiadas.
Ou seja, evitar o que aconteceu.

Citando Barack Obama

Salgueiro Maia

Salgueiro Maia

“É graças aos soldados, e não aos sacerdotes, que podemos ter a religião que desejamos. É graças aos soldados, e não aos jornalistas, que temos liberdade de imprensa. É graças aos soldados, e não aos poetas, que podemos falar em público. É graças aos soldados, e não aos professores, que existe
liberdade de ensino. É graças aos soldados, e não aos advogados, que existe o direito a um julgamento justo. É graças aos soldados, e não aos políticos, que podemos votar.”

Barack Hussein Obama – Presidente dos USA, que no baile da cerimónia da sua tomada de posse dançou com uma sargento das FA americanas, enquanto a sua mulher dançava com um sargento.

Citando Viviane Reding

Viviane Reding

Viviane Reding

“Feliz é o país que protesta com uma canção”

Viviane Reding

Viviane Reding é uma política luxemburguesa que ocupa atualmente o cargo de comissária europeia de Justiça, Direitos Fundamentais e Cidadania, sendo igualmente a primeira Vice-Presidente da Comissão Europeia. Wikipedia
Nascimento: 27 de abril de 1951 (61 anos), Esch-sur-Alzette
Educação: Universidade de Paris

Citando Clarice Lispector

Clarice Lispector

Clarice Lispector

“Há três coisas para as quais eu nasci e para as quais eu dou minha vida. Nasci para amar os outros, nasci para escrever, e nasci para criar meus filhos. O ‘amar os outros’ é tão vasto que inclui até perdão para mim mesma, com o que sobra. As três coisas são tão importantes que minha vida é curta para tanto.” –Clarice Lispector (imagem: site oficialwww.claricelispector.com.br)

Citando Baptista Bastos

“A distanciação é uma obscenidade que me põe fora de mim! Como se o jornalista não tivesse nada a ver com aquilo que está a escrever! Então, o jornalista é uma caneta? O jornalista é um microfone? O jornalismo é aproximação. O jornalismo é até amizade!
Depois, temos uma escola anglo-saxónica que fez um certo êxito junto daqueles que não têm criatividade, que esquecem que, quando se olha, já se começa a seleccionar e que, quando se escreve, se selecciona ainda mais. As próprias palavras escolhidas são diferentes de umas pessoas para as outras. O olhar é selectivo, como os sentimentos, como as emoções, como a memória. Tudo é selectivo na condição humana. Além disso, quando se começa a olhar, começa-se logo a interpretar.
Fala-se na imparcialidade e na neutralidade… Não há jornalismo neutro – o jornalismo é o lado humano das coisas. E expliquem-me como é que um locutor de futebol pode ser imparcial. Não pode! A emoção que transparece quando ele relata é a que passa para os ouvintes.
Expliquem-me como é possível afastarmo-nos. Então um tipo vê uma desgraça, escreve um artigo e depois vai beber um uísque? Não me venham com essa conversa. Eu sei que há pessoas assim, mas essas não deixam marca no jornalismo.”

Baptista Bastos in Jornalismo & Jornalistas

Citando Maria Gabriela Llansol

Jodie Foster, 1987 by Helmut Newton

Jodie Foster, 1987 by Helmut Newton

Não há mais sublime sedução do que saber esperar alguém.
Compor o corpo, os objectos em sua função, sejam eles
A boca, os olhos, ou os lábios. Treinar-se a respirar
Florescentemente. Sorrir pelo ângulo da malícia.
Aspergir de solução libidinal os corredores e a porta.
Velar as janelas com um suspiro próprio. Conceder
Às cortinas o dom de sombrear. Pegar então num
Objecto contundente e amaciá-lo com a cor. Rasgar
Num livro uma página estrategicamente aberta.
Entregar-se a espaços vacilantes. Ficar na dureza
Firme. Conter. Arrancar ao meu sexo de ler a palavra
Que te quer. Soprá-la para dentro de ti
até que a dor alegre recomece.

Maria Gabriela Llansol
in O começo de um livro é precioso

Citando Michel Rocard

L’Europe, première économie mondiale, peut encore changer le cours des choses. À condition que ses dirigeants, la gauche française en particulier, décident enfin “d’arrêter les rustines”. Cela suppose de prendre conscience des causes réelles de la crise financière : la déformation du partage de la valeur ajoutée depuis l’arrivée au pouvoir de Ronald Reagan aux États-Unis et de Margaret Thatcher en Grande-Bretagne.

Citando Carlos Fuentes

“Deve-se ter muito medo de escrever. Não é um ato natural como comer ou fazer amor, é de certa forma, um ato contra a natureza. É dizer à natureza que não se basta a si própria, que precisa de outra realidade, da imaginação literária.”

(Declaração do escritor na ocasião de seu aniversário de 80 anos)

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Citando Eduardo Pitta in “Da Literatura”

ANTÓNIO COSTA E O FUTURO DO PS

O PS reúne hoje a Comissão Política e, no próximo 10 de Fevereiro, a Comissão Nacional que decidirá a data das directas e do congresso do partido. Tudo aponta para o fim de Março. Gostava de ver António Costa avançar nas directas. O PS precisa de alguém com fibra, e um passado de provas dadas, para surgir como alternativa à direita. Só não percebo a parte dos que defendem que eleições internas em Março constituem óbice às autárquicas de Setembro ou Outubro. Não sou militante do partido, mas a liderança do PS é um assunto demasiado sério para ficar entregue a uma clique. António José Seguro assegurou o período de nojo, mas chegou a altura de começar a construir o futuro.

http://daliteratura.blogspot.pt/2013/01/antonio-costa-e-o-futuro-do-ps.html … (FONTE)

António Costa

António Costa