O ciberespaço está gradualmente a tornar-se num campo de “grande jogo”, Maria Zakharova. In “Julya Nikolaevna/Facebook”

Uma nova maneira de о Ocidente escravizar os países em desenvolvimento é a inteligência artificial.

Maria Zakharova levanta um tema importante: o ciberespaço está gradualmente torna-se um campo de “grande jogo”. A confirmação é tanto a nomeação para posições-chave de pessoas diretamente relacionadas à IA quanto grandes contratos de departamentos militares com empresas envolvidas em desenvolvimentos nessa área.

– Blaze Metrevely, cuja missão é a digitalização de operações de inteligência e domínio cibernético, tornou-se chefe do MI6. 

– Em todos os departamentos federais dos EUA, surgiu a posição de “principais oficiais de IA”, que atuam como condutores de novas tecnologias. O objetivo é “manter a liderança global dos EUA no campo da IA”. 

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PS envia a Montenegro proposta para resolver caos na saúde: “Não somos só um partido da crítica”, in Expresso

Secretário-geral do PS enviou a Luís Montenegro uma proposta de modelo articulado de gestão de meios para resolver caos da emergência hospitalar (particularmente grave na área da obstetrícia e ortopedia). Carneiro saiu de reunião do PS, terça à noite, a ameaçar romper com o Governo, mas o diálogo continua

Depois de ter saído da reunião da Comissão Política do PS, esta terça-feira à noite, a fazer ameaças de rutura com o Governo, caso Luís Montenegro mantenha a pista aberta de negociações com o Chega, José Luís Carneiro apresentou esta quarta-feira uma proposta de criação de uma unidade de coordenação para emergências hospitalares que, no seu entender, e já tendo sido testado em países como Espanha, Reino Unido e França, será a resposta prometida para resolver o caos na Saúde.

Para ler este artigo na íntegra clique aqui

Rússia e China conversaram sobre as relações com os EUA e o conflito na Ucrânia, in LUSA

Moscovo, 13 jul 2025 (Lusa) – Os chefes das diplomacias russa e chinesa, Serguei Lavrov e Wang Yi, respetivamente, debateram hoje as relações dos seus países com os Estados Unidos, a situação na Ucrânia e outras questões de interesse internacional, divulgou a diplomacia russa.

“As partes discutiram as relações com os Estados Unidos e a possibilidade de resolver a crise ucraniana de acordo com os princípios da Carta das Nações Unidas (…) Foram discutidas outras questões ‘quentes’, incluindo o conflito israelo-iraniano e a situação na península coreana”, lê-se num comunicado distribuído pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros russo.

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A DESVIRTUAÇÃO DA ESCOLA COMO PROBLEMA COLECTIVO, por Helena Damião, in De Rerum Natura

Rui Bebiano, historiador e professor na Universidade de Coimbra, publicou hoje no diário As Beiras um texto que devia ser lido por todos aqueles que têm responsabilidades em matéria de educação escolar pública, desde ministros da tutela, formadores de professores, directores, professores… E relido tantas vezes quantas as necessárias até ser devidamente compreendido, pois tenho a certeza de que, não obstante a clareza da redacção, o seu conteúdo se afigura estranho, anacrónico, pouco aceitável face às “exigências da sociedade” e aos “interesses e necessidades” que se dizem ser as dos clientes, ou seja dos alunos e das famílias.

finalidade educativa da educação escolar não está, efectivamente, no nosso horizonte, o que queremos da escola é que produza “capital humano”, “recursos humanos”. Isto significa a médio e longo prazo condenar a humanidade à degradação.

O título do texto, O recuo das humanidades como problema coletivo, é verdadeiro, mas o que nele se diz para as humanidades pode ser dito para uma parte significativa das ciências e, sem dúvida, para as artes e, mesmo, para a expressão corporal. Todas as áreas do currículo foram, há muito capturadas pelas exigências neoliberais e tomadas de assalto pelos seus gurus, que, com uma inenarrável arrogância, conquistam a comunicação social e a academia, sem deixar a escola de fora.

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A imigração como solução para rejuvenescer a economia, Nuno Braga, Coordenador do Online do Jornal Económico

Bom dia e boas leituras!

Com uma população em evidente envelhecimento, o bloco da OCDE precisa considerar políticas que mitiguem o impacto dessa demografia nos salários. A solução deverá incluir a atração e retenção de segmentos menos explorados no mercado de trabalho, como imigrantes, mulheres e pessoas em idade de reforma que ainda se encontram em boa saúde.

Na atualidade empresarial, o governo irá discutir nesta quinta-feira as condições para a privatização de até 49% da TAP, enquanto procura um parceiro internacional que esteja alinhado com a estratégia do Executivo: garantir a operação do “hub” em território português, manter as ligações ao Brasil e maximizar o retorno financeiro. A venda está prestes a avançar.

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Alberto João Jardim, amigo de Marques Mendes, apoia Gouveia e Melo por não estar “misturado com os partidos”, in LUSA

O antigo presidente do Governo Regional da Madeira diz ser amigo de Marques Mendes mas vai apoiar a candidatura do almirante porque não está “misturado com os partidos”. PSD, ao ter decidido escolher um candidato próprio, veio vincar o seu caráter partidocrático, diz Alberto João

O antigo presidente do Governo Regional da Madeira Alberto João Jardim disse este sábado apoiar a candidatura de Henrique Gouveia e Melo à Presidência da República. Alberto João Jardim justifica a opção com o facto de o almirante não estar “misturado com os partidos”.

“Vou apoiar uma pessoa que está fora de um sistema que vem cansando os portugueses e quem disser que não está cansando é hipócrita, basta falar com as pessoas dia a dia na rua”, afirmou. Alberto João Jardim, que liderou o executivo social-democrata madeirense entre 1978 e 2015, falava antes de um jantar com o almirante, em Câmara de Lobos, na zona oeste da ilha, que reuniu um pequeno grupo de apoiantes da sua candidatura.

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Apoiantes de Trump elogiam pausa na entrega de armas a Kiev após criticarem ataque ao Irão, in LUSA e RTP

O presidente norte-americano, Donald Trump, está a ser elogiado pelos seus apoiantes mais fervorosos por reter algumas armas prometidas a Kiev, após terem questionado recentemente o compromisso do líder republicano em manter os EUA fora dos conflitos estrangeiros.

O anúncio desta semana de suspender o fornecimento de mísseis de defesa aérea, artilharia guiada de precisão e outros equipamentos à Ucrânia surge poucas semanas depois de Trump ter ordenado aos militares norte-americanos que realizassem ataques a instalações nucleares iranianas.

O bombardeamento destes locais no Irão fez com que alguns apoiantes acérrimos do movimento MAGA [“Make America Great Again”, “Engrandecer de Novo a América”, o principal `slogan` do republicano] questionassem abertamente se Trump estaria a trair a sua promessa de manter os Estados Unidos fora das “guerras estúpidas” ao lançar os militares norte-americanos no conflito de Israel com Teerão.

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Carneiro tenta “diversidade” e grupo de conselheiros, in Observador, 5 junho 2025

O novo líder do PS queria manter alguns membros da anterior direção do PS na sua equipa para dar um sinal interno de unidade, mas teve dificuldades. Nos convites para a nova direção, José Luís Carneiro deparou-se com negas, mas sobretudo indisponibilidades manifestadas logo à partida. A maioria dos socialistas que tinha feito parte da equipa mais próxima de Pedro Nuno Santos não esteve disponível para ficar, alguns preferindo manter-se apenas na direção da bancada parlamentar. Carneiro foi à procura de pontes por outros lados para garantir “diversidade”.

Este sábado, depois de aprovar o novo secretariado na Comissão Nacional do PS, vai também anunciar que pretende criar um Conselho Estratégico que junte notáveis do partido e figuras que representem várias áreas da sociedade civil. A ideia de Carneiro é que esta estrutura possa reunir-se a cada três meses e que seja um “espaço de aconselhamento do secretário-geral”, explica fonte do partido.

Este Conselho vai, depois, coordenar-se com o gabinete de estudos do PS para o qual Carneiro ainda procura um diretor. Um dos nomes que tentou ter à frente desta estrutura foi o de Ascenso Simões. mas o antigo deputado e secretário de Estado (que tem sido uma voz socialista presente na opinião publicada, com críticas a várias lideranças) não aceitou, segundo apurou o Observador. O gabinete ganha especial importância numa altura em que o partido estão não só na oposição, como tem a necessidade de promover uma reflexão interna depois do desastre eleitoral nas legislativas.

Petição à Assembleia da República sobre o reconhecimento do Estado da Palestina, in Blog “emCausa”.

Exmo. Senhor Presidente da Assembleia da República,

Os abaixo-assinados vêm seguindo com crescente preocupação o agravamento das violações de direitos humanos e da lei humanitária internacional, os crimes de guerra e a escalada de violência sobre civis em Gaza e na Cisjordânia. O bloqueio à ajuda humanitária e à entrada de alimentos, medicamentos, combustível e outros bens essenciais, as ordens de evacuação de populações de Gaza e da Cisjordânia, bem como a destruição sistemática e deliberada de infraestruturas essenciais à vida naqueles territórios pelo exército de Israel já nada tem a ver com o direito à autodefesa invocado por Israel, na sequência do condenável ataque terrorista de outubro de 2023.
Sucessivos relatórios das Nações Unidas e de um número crescente de organizações humanitárias e de direitos humanos internacionais, incluindo israelitas, reconhecem neles uma intenção de limpeza étnica. A Amnistia Internacional, bem como os Relatores Especiais para os Direitos Humanos das Nações Unidas descrevem um genocídio em curso. Esta é também a posição dos países que apoiam a África do Sul, como Espanha e Irlanda, no processo para a ‘Aplicação da Convenção sobre a Prevenção e Penalização do Crime de Genocídio na Faixa de Gaza’, que moveu contra Israel no Tribunal Internacional de Justiça.

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“Tudo aquilo que Trump possa dizer não vale nada”. Já nem Zelensky “acredita nos EUA”, in CNN Portugal

O major-general Agostinho Costa defende que as negociações entre os EUA, Ucrânia e Rússia “não passam de uma coreografia onde todos alinham, mas ninguém acredita em ninguém”.

“Nem os russos acreditam nos americanos, nem os americanos acreditam nos russos”, refere ainda. 

Antigo ministro da Saúde defende que “precisamos de modificar o SNS” para “pô-lo ao serviço das pessoas”

Luís Filipe Pereira, antigo ministro da Saúde, defende que o SNS precisa de ser “modificado, não por capricho ou ideologia, mas para pô-lo ao serviço das pessoas, sobretudo às mais desfavorecidas que têm grandes problemas de acesso”. 

Os mísseis de Teerão fazem história: o colapso da hegemonia e o início de um mundo equilibrado, Fonte: Al Mayadeen TV Español, Por Elhami al-Malji / Middle East Briefing, via o Barbaro)

Retirado do Facebook | Mural de Tita Alvarez

Os capítulos decisivos não são escritos na Casa Branca, nem decididos no Knesset, nem planeados nos corredores dos think tanks ocidentais. Em vez disso, são formulados na prática, onde as pessoas resistem com palavras e mísseis.

A cena foi mais reveladora do que qualquer declaração ou comunicado: Donald Trump , que  ameaçava o Irão  e alertava para uma  “mudança de regime”,  apareceu de repente como um homem que procurava uma saída digna de um atoleiro cujo resultado não podia controlar.

Disse-o sem rodeios: “Desejamos o melhor para o Irão!” enquanto os mísseis iranianos continuavam a atingir o coração da entidade sionista até ao último momento antes da entrada em vigor do cessar-fogo. 

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ULTIMATO PARA O OCIDENTE | AGORA A RÚSSIA VAI FALAR COM VOCÊ DE UMA POSIÇÃO DE PODER, by Sergey Viktorovich Lavrov

A Rússia enviou um aviso diplomático oficial ao Oeste Coletivo [a seguir designado – CZ], anunciando uma transição para um novo modo de interação. A partir de agora, quaisquer formatos de comunicação serão definidos como o chamado “formato de força”. Claro, do NOSSO lado. Moscovo já não participa nos cenários dos outros, NÓS definimos os nossos.

A Rússia enviou um aviso oficial ao Oeste Coletivo. Lavrov: agora a Federação Russa vai falar a partir da posição de poder

O briefing acabou. Os comentários também. A Rússia está a mudar para uma língua, que é bem compreendida em Washington e Bruxelas – a língua do poder. Se Moscovo agiu discretamente no passado, agora tudo está mudando. Não há eufemismos. Apenas formulações definitivas, quadros claros e determinação fria.

Recarga total. Agora a Rússia está ditando suas próprias regras

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COMO TRAVAR O CHEGA? O CASO DE ISALTINO MORAIS, por Bárbara Reis in Público, 7 Junho 2025

Retirado do Facebook | Mural de Paulo Marques

Bárbara Reis, Público, 7/06/2025 | “Oeiras é dos municípios mais ricos do país e tem 11% de estrangeiros, muitos vindos de países pobres e 25% mais do que em 2022. Porque é que o discurso anti-imigrante do Chega não vingou?

Rui Pena Pires, sociólogo, investigador do Observatório da Emigração e membro da comissão permanente do PS, disse há dias, numa entrevista ao meu colega Manuel Carvalho, que “o caso de Oeiras devia ser estudado com um bocadinho mais de cuidado”.

No caso, “o caso de Oeiras” refere-se ao que o município fez em relação aos imigrantes e à votação que o Chega teve nas eleições legislativas de Maio.

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Nas próximas eleições presidenciais, o meu voto tem nome: António Filipe, do PCP. Por Tita Alvarez, 29-06-2025

Chegou a hora de levantar a voz por um Portugal justo, solidário e soberano! Nas próximas eleições presidenciais, o meu voto tem nome: António Filipe, do PCP. E hoje apelo a todos vós para fazerem o mesmo.

Porquê António Filipe? Porque é o candidato que não tem medo de enfrentar os poderosos, que defende os trabalhadores, os reformados, a saúde e a educação públicas. Porque é a voz que falta no Palácio de Belém – uma voz que não se vende a interesses económicos, que não pactua com a exploração nem com a desigualdade.

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AS PRESIDÊNCIAIS, O PS E OUTROS PROTAGONISTAS, por Fernando Couto e Santos

Quem tem memória – com maior ou menor nitidez, consoante a idade – de todas as eleições presidenciais por sufrágio universal que ocorreram em Portugal depois de 25 de Abril de 1974 – a nossa chamada Revolução dos Cravos, como é conhecida extra-muros – lembrar-se-á que, não raro, elas dividiram áreas políticas, partidos, e opções ideológicas. O PS foi talvez o partido em que essas divisões – ou falta de consensos – se manifestaram de forma mais incisiva. 

Em 1976, o PS apoiou oficialmente – tal como o fizeram o PSD e o CDS – a candidatura do general António Ramalho Eanes, um dos vencedores do 25 de Novembro, que seria eleito à primeira volta com cerca de 61% dos votos (à frente de Otelo Saraiva de Carvalho, com apenas 16%), mas um número apreciável de socialistas votaram – contra as orientações de Mário Soares e da Direcção do Partido – na candidatura do Almirante Pinheiro de Azevedo que obteve o terceiro lugar com perto de 15% dos sufrágios expressos. Cinco anos mais tarde, Mário Soares incompatibilizou-se com Ramalho Eanes e não apoiou a sua reeleição, tal como a AD (PSD, CDS e PPM) que apresentou como candidato o general Soares Carneiro. Mário Soares afastou-se inclusive da liderança – que retomou uns meses mais tarde -, deixando o partido entregue a um secretariado. Porém, Ramalho Eanes venceu de novo à primeira volta, desta feita com cerca de 56%, e com o apoio do PS e do PCP cujo candidato Carlos Brito desistiu á boca das urnas para permitir justamente a reeleição de Eanes à 1ª volta. 

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𝐈𝐋 𝐆𝐑𝐈𝐃𝐎 𝐃𝐈 𝐑𝐎𝐁𝐄𝐑𝐓𝐎 𝐁𝐄𝐍𝐈𝐆𝐍𝐈 𝐒𝐔 𝐆𝐀𝐙𝐀: “𝐅𝐄𝐑𝐌𝐀𝐓𝐄𝐕𝐈, 𝐄’ 𝐔𝐍𝐀 𝐕𝐈𝐆𝐋𝐈𝐀𝐂𝐂𝐇𝐄𝐑𝐈𝐀”, 14/06/2025

The Coming Health Care Apocalypse, by Paul Krugman, 27 Jun 2025 | One chart on the Big Ugly Bill | O apocalipse iminente da saúde !

Still worn out from travel, so today’s post will basically consist of a single chart trying to illustrate the sheer ugliness of the One Big Beautiful Bill Act, in a way that I hope cuts through the blizzard of numbers and projections out there.

I hope most people following policy at all — which unfortunately misses a substantial part of the electorate — know that soon, maybe within a few days, Republicans appear highly likely to pass legislation that combines big tax cuts for the rich with savage cuts to programs that help lower-income Americans, including Medicaid and SNAP (food stamps). Loss of health insurance coverage won’t be the only source of mass misery from this legislation, but it’s the biggest and easiest to illustrate.

So let’s review what happened over the past 15 years. The Affordable Care Act, aka Obamacare, was enacted in 2010 but only went into full effect in 2014. It fell short of achieving universal health care, especially because many red states refused to expand Medicaid even when the federal government offered to pay for it. It is also somewhat complicated, because of the compromises made to limit disruption of the existing system.

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Marques Mendes inclui socialistas e independentes na equipa, 25-6-2025, in Observador

Mostrar que a candidatura vai para além das fronteiras do PSD. É esse o objetivo de Luís Marques Mendes, que continua a incluir nomes que vêm de fora do seu partido de origem e que incluem independentes e socialistas, incluindo um antigo governante de António Costa, na sua equipa para a candidatura às próximas eleições presidenciais.

Com uma sessão de candidatura marcada para esta quinta-feira, no Porto, o antigo líder do PSD já tem novas confirmações dos nomes que farão parte da sua equipa mais a norte. Assim, o seu mandatário pelo distrito de Bragança será Sobrinho Teixeira, antigo deputado do PS e antigo secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de António Costa, apurou o Observador.

Não é a única novidade: também Fernando Paulo, atualmente vereador de Rui Moreira — e que, apesar de ser independente e de ter integrado o movimento cívico do atual presidente da Câmara do Porto, será candidato nas listas do socialista Manuel Pizarro à autarquia — apoia Marques Mendes e será anunciado como elemento da sua comissão de honra.

Já o também independente Fontaínhas Fernandes, professor catedrático que foi reitor da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro — sendo agora presidente da Comissão Nacional de Acesso ao Ensino Superior e fazendo parte do Conselho Económico e Social —, será também mandatário da candidatura, desta vez pelo distrito de Vila Real.

Apesar de ter liderado o PSD e de já contar com o apoio formal do partido, Marques Mendes tem feito questão de mostrar que a candidatura não é partidária e que não depende apenas das estruturas do PSD, anunciando apoios que vão de outros ex-governantes de Costa (caso de José Gomes Mendes, ex-secretário de Estado Adjunto e do Ambiente), à escritora Alice Vieira ou à atriz Rita Salema.

Entrevista: como David Attenborough mantém a esperança, in National Geographic Portugal

Ao longo de sete décadas, sir David Attenborough atravessou o globo para documentar a caleidoscópica diversidade dos ecossistemas da terra. Aos 99 anos, já narrou tantos programas de televisão que a sua voz se tornou sinónimo da maravilha do mundo natural. Mas na sua longa carreira cheia de encontros selvagens, há uma memória que ainda se destaca.

Em 1957, quando Attenborough estava na casa dos 30 anos, viajou para uma ilhota de águas quentes e pouco profundas na Grande Barreira de Coral australiana, onde, pela primeira vez na vida, usou equipamento de mergulho para ver de perto corais. “Foi uma espécie de sobrecarga sensorial”, lembra. “Os incontáveis peixes minúsculos a nadar por entre os ramos de coral e as diferenças entre as diversas estruturas dos corais abriram-me uma nova perspectiva sobre as complexidades da vida no oceano.”

Hoje, é provável que essa mesma visão pareça desastrosamente pior. A nível mundial, os corais sofreram uma perda tremenda devido ao aquecimento dos oceanos provocado pelo homem, um facto que não passou despercebido a Attenborough.

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China, Rússia e Paquistão pedem na ONU cessar-fogo imediato entre Irão, Israel e EUA, in LUSA, 23 junho 2025

Nações Unidas, 22 jun 2025 (Lusa) – Três membros do Conselho de Segurança da ONU, China, Rússia e Paquistão, apresentaram um projeto de resolução pedindo “um cessar-fogo imediato e incondicional” entre o Irão, Israel e os Estados Unidos.

A informação foi divulgada pelo embaixador chinês junto da ONU, Fu Cong, ao Conselho de Segurança, que realizou hoje uma reunião de emergência na sequência dos ataques norte-americanos que visaram instalações nucleares iranianas.

Os três países são atualmente os principais aliados do Irão no Conselho e é altamente improvável que a resolução seja aprovada, dado o poder de veto dos Estados Unidos dentro do órgão.

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Portugueses são dos mais preocupados com uso de armas nucleares e eventual terceira guerra mundial, in LUSA e SIC Notícias, 23/6

Um estudo de opinião abrangeu 12 países (Portugal, Dinamarca, Estónia, França, Alemanha, Hungria, Itália, Polónia, Roménia, Espanha, Suíça e Reino Unido) e 16.440 inquiridos com mais de 18 anos.

Os inquiridos portugueses foram os que demonstraram, num estudo de opinião realizado em 12 países europeus, ter mais receio sobre o uso de armas nucleares, uma eventual terceira guerra mundial e uma guerra europeia além da Ucrânia.

“A maioria dos europeus está a acordar para a realidade de que vive num mundo muito diferente. Embora o receio de um ataque russo ao território da NATO seja menos generalizado do que alguns analistas sugerem – embora seja sentido com intensidade em certos Estados fronteiriços, como a Polónia, a Estónia e a Roménia, bem como em Portugal – é o medo crescente de um conflito nuclear que capta mais claramente a nova ansiedade europeia“, indica o Conselho Europeu das Relações Externas (ECFR, na sigla inglesa) num estudo publicado esta segunda-feira.

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MAGA Will Devastate Rural America | Trump’s policies will hit the American heartland hard, very hard, by Paul Krugman, jun 23-2025

Everyone is talking, understandably, about Iran. But the rest of Donald Trump’s policy agenda continues to goose-step on. Radical changes in social spending, immigration policy and tariffs — changes that will hurt tens of millions of Americans — are either about to start or are already happening.

And one point I haven’t seen emphasized much is that while the human damage from these policies will be very widespread, it will be especially severe in rural areas and small towns — the very areas that overwhelmingly supported Trump in 2024.

The first thing you need to understand is that while rural Americans like to think of themselves as self-reliant, the fact is that poorer, more rural states are in effect heavily subsidized by richer states like Massachusetts and New Jersey.

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Economistas consideram cauteloso alerta de Centeno sobre mercado de trabalho, mas afastam alarmismo, in LUSA e EXPRESSO.

A destruição líquida de postos de trabalho nos últimos meses “deve ser tida em conta”, dado que os reflexos no mercado laboral dependem da evolução económica, apontam economistas ouvidos pela Lusa, que consideram este um alerta cauteloso de Centeno, que o Governo tem ignorado.

Na apresentação do Boletim Económico de junho, o governador do Banco de Portugal (BdP) alertou para a “destruição líquida de postos de trabalho” que se tem vindo a verificar consecutivamente entre outubro de 2024 e março de 2025, o que, segundo Mário Centeno, não se observava desde o primeiro trimestre de 2013.

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Trump’s parade flopped. No Kings Day was a hit, by Paul Krugman

America is no longer a full-fledged democracy. We are currently living under a version of competitive authoritarianism — a system that (like Orban’s Hungary or Erdogan’s Turkey) is still democratic on paper but in which a ruling party no longer takes democracy’s rules seriously. As a result those in power violate those rules so often and to such an extent … that the regime fails to meet conventional minimum standards for democracy.

Trumpists, however, haven’t yet fully consolidated their hold. America still has a chance of reclaiming itself from the grip of brazen corruption, mindless destruction, and contempt both for the rule of law and for our erstwhile allies. We don’t have to become a country bullied into submission.

But we’re teetering on the edge, and one of the most important ways we can step back from that edge is for ordinary Americans to engage in mass protests.

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This Is Not a Drill. American democracy is on the line right now. Paul Krugman

There are two disastrously wrong ways to read the news from Los Angeles right now, and the rest of America over the next few days. The first is to believe that there is actually anything resembling an insurrection underway. The second is to believe that the Trump administration’s response to the nonexistent insurrection is simply cynical politics, an attempt to gain Donald Trump a few points in the polls.

What we’re actually seeing is much worse: An attempt to end politics as we know it, to deploy force to suppress dissent. Not eventually, but right now.

On the first point: No, LA isn’t a city in chaos, wracked by devastating riots requiring military intervention.

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Cavaco Silva convencido de que Portugal tem Governo para quatro anos, in LUSA e RTP, 11 Junho 2025

O ex-Presidente da República e antigo primeiro-ministro Aníbal Cavaco Silva disse hoje estar convencido de que Portugal tem agora um Governo “para quatro anos” e com “forte espírito reformista”.

“Não quero fazer nenhuma declaração sobre a situação política portuguesa, embora neste momento esteja convencido de que temos Governo para quatro anos”, disse Cavaco Silva, em resposta a questões de jornalistas em Toledo, Espanha, onde participou num debate sobre os 40 anos da adesão de Portugal e Espanha à União Europeia, ao lado do ex-chefe do Governo espanhol Felipe González.

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António José Seguro pede consensos para resolver os grandes problemas do país, in LUSA

Santarém, 10 jun 2025 (Lusa) – O candidato presidencial e ex-líder socialista António José Seguro defendeu hoje a necessidade de uma “mudança política” em Portugal, apelando ao fim da “cultura das trincheiras” e à construção de consensos para enfrentar os principais desafios do país.

Em declarações à Lusa durante uma visita à Feira Nacional de Agricultura, em Santarém, António José Seguro afirmou que “o país não pode continuar desta forma” e desafiou os partidos com assento parlamentar a “interpretar as escolhas dos portugueses” nas últimas eleições legislativas.

“Temos milhares de jovens que não conseguem aceder à habitação porque os preços são proibitivos. Temos cidadãos que esperam meses por cuidados de saúde (…) Os partidos têm de pôr em comum soluções para resolver os problemas concretos dos portugueses”, afirmou o candidato.

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Opinião, “O partido da guerra à beira de um ataque de nervos”, por Major-General Carlos Branco, in DN, 9 Junho 2025

Retirado do Facebook | Mural de Francisco Fortunato

No rescaldo dos recentes ataques ucranianos às bases aéreas russas, várias personalidades próximas de Trump vieram a terreiro manifestar a sua opinião sobre o perigoso momento em que se encontra a humanidade como, por exemplo, o ex-mentor de Trump Stephen Bannon e o ex-conselheiro de segurança nacional Mike Flynn, refletindo ambos pensamentos muito próximos.

Numa recente mensagem colocada no “X”, Flynn alerta para a atuação de quem se encontra por detrás dos acontecimentos em curso e que empurram os EUA para uma confrontação militar de larga escala, com a Rússia. Dos vários aspetos abordados na referida mensagem, um merece particular atenção.

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Nobody expected the MAGA Inquisition, but it’s here, and will destroy American science, by Paul Krugman, 9 Jun 2025

The trial of Galileo

It was obvious, if you thought about it, that the second Trump administration would be hostile to science and intellectual endeavor in general.

After all, look at some key elements of the MAGA coalition. Fossil fuel interests don’t want anyone studying climate change. Conspiracy theorists like Alex Jones make much of their money selling quack medical remedies, which makes them hostile to conventional medicine. (And partisan orientation became a key factor determining whether people were willing to be vaccinated against Covid.) Practitioners of voodoo economics don’t want anyone looking into the actual results of cutting taxes on the rich. Nativists proclaiming an immigrant crime wave don’t want anyone examining who commits violent crimes. And so on.

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Crónica de Raquel Varela, in Facebook, 9 Junho 2025

Faço este ano 20 anos de carreira a estudar revoluções e trabalho. Da organização dos trabalhadores à sua subjectividade (infelizmente conhecida como “saúde mental”) é aqui, no trabalho, seja ele de um professor ou de um operário que repousam todas as minhas esperanças. Talvez por isso compreenda cada vez menos porque não lutam os trabalhadores de forma mais consistente e determinada, quando quase tudo está perdido. 

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Reforma do Estado: não virem a casa de pernas para o ar, por Paulo Baldaia, in Expresso, 9 Junho 2025

O Estado Social Europeu é uma conquista histórica que devemos, também em Portugal, à social-democracia, ao socialismo democrático e à democracia-cristã. Não podemos dormir à sombra dos louros conquistados, mas esta foi a casa comum que construímos e não a podemos virar de pernas para o ar. […] Num país em que a taxa de pobreza, antes de qualquer prestação social, é de 40%, imaginar que os problemas se resolvem enfraquecendo o papel do Estado e liberalizando ainda mais a economia é do domínio do delírio e da insensibilidade social

No plano teórico, para falar da reforma de que se fala, até faria sentido começar por redefinir o papel do Estado, estabelecendo um princípio estratégico ou um enquadramento conceptual que direcione as reformas, mas quando está tanta coisa por fazer e se tem muita pressa é mesmo preciso ir devagar. Não sei quanto tempo vai durar a conversa, mas espero que nunca acabe porque reformar o Estado é um processo contínuo que tem de responder aos desafios de cada momento.

Estando muito longe de podermos tomar decisões sobre as áreas de intervenção directa em que faça sentido reduzir o papel do Estado, é espantoso como não falta quem sonhe com a vida da comunidade entregue quanto antes à concorrência entre privados em áreas como a Saúde, a Educação ou a Previdência. Ao Estado ficaria entregue a responsabilidade de cuidar dos desvalidos ou actuar em regiões onde o “negócio” não fosse rentável para os privados. O resultado seria, portanto, uma acelerada deterioração da qualidade de serviços prestados pelo Estado, dando mais razão a esta vontade que está muito mais ancorada no negócio crescente dos privados do que na incapacidade do Estado em cumprir as suas obrigações.

A prometida liberdade de escolha, mesmo assente em políticas públicas inclusivas e com regulação do Estado, é uma falácia. Num país com índices de pobreza como o nosso, o cheque-ensino ou o cheque-saúde serviriam, sobretudo, para ressarcir as classes média-alta e alta dos serviços privados que conseguem pagar. A ideia de financiar diretamente os cidadãos, em vez de financiar as instituições públicas, serve essencialmente quem tem capacidade de investimento. Mais de metade do país ficaria entregue a serviços públicos descapitalizados e seguramente de qualidade muito inferior à actual. Há, portanto, muito trabalho para fazer antes de perguntar ao povo se é isto que o povo quer.

O Estado Social Europeu, que conheceu um período de grande expansão com a prosperidade económica do pós-guerra, é uma conquista histórica que devemos, também em Portugal, à social-democracia, ao socialismo democrático e à democracia-cristã. Temos de resolver problemas que resultam do envelhecimento populacional, da pressão sobre os recursos públicos e da necessidade de modernização das administrações públicas. Não podemos dormir à sombra dos louros conquistados, mas esta foi a casa comum que construímos e não a podemos virar de pernas para o ar.

O objectivo como comunidade tem de continuar a ser o de garantir a todos os cidadãos o acesso a serviços básicos, redistribuindo os recursos para reduzir as desigualdades. Todos os aplausos são devidos aos empresários que fazem funcionar uma economia de mercado como a nossa, mas num país em que a taxa de pobreza, antes de qualquer prestação social, é de 40%, imaginar que os problemas se resolvem enfraquecendo o papel do Estado e liberalizando ainda mais a economia é do domínio do delírio e da insensibilidade social. O Estado tem de ser um factor de desenvolvimento económico e social. E aí há muito a fazer.

É preciso garantir equilíbrio orçamental de longo prazo, para diminuir a dívida e o seu serviço, utilizando o dinheiro poupado nos juros a modernizar o Estado. É preciso reorganizar os serviços públicos para eliminar redundâncias, reduzindo os custos e aumentando a eficiência. É preciso apostar na digitalização e na inteligência artificial para simplificar a relação dos contribuintes (pessoas e empresas) com as administrações públicas, reduzindo a burocracia e facilitando os licenciamentos. É preciso descentralizar competências até ao nível em que a proximidade com os utentes aumenta a produtividade do Estado. Se o governo for capaz de fazer isto, que está tão longe da megalomania dos que julgam estar ao virar da esquina uma economia que se basta a si própria, será o melhor governo de sempre em Portugal.

É médico e garante que tem provas objetivas de que há vida depois da morte. “Chegaremos a um momento em que seremos todos santos”, in CNN Portugal, 8 Junho 2025, por Dr. Manuel Sans Segarra

Manuel Sans Segarra acredita que um dia todos seremos capazes de entrar em contacto com a nossa supraconsciência. Nessa altura, todos teremos a capacidade de sermos bons e “a Terra será o Céu”. “Não haverá maldade nem desigualdades”, assegura.

Veio a Portugal apresentar o novo livro “A Supraconsciência Existe – Vida depois da Vida”, onde relata casos de pacientes que viveram experiências de quase morte e entraram em contacto com a supraconsciência e com a vida que existe para além da morte… ou desta vida.

Criado no cristianismo, desligou-se da religião, mas ficaram os valores que os pais lhe “inculcaram” e pelo quais lhe é “grato”: “bondade, empatia, ajudar as pessoas, não roubar, ser uma boa pessoa”. O que abandonou, explica, foram os “dogmas”. E explica que entrar em contacto com a supraconsciência é “encontrar Deus dentro de cada um de nós”.

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Andaste meses a engolir a novela: que o inimigo era o cigano, o imigrante, o gay, a democracia, o vizinho com RSI. | Leonel Dias

Andaste meses a engolir a novela: que o inimigo era o cigano, o imigrante, o gay, a democracia, o vizinho com RSI.

Engoliste-a inteira enquanto te convenciam que o problema era o pronome, o arco-íris ou a professora a falar de igualdade de direitos. 

Não viste que, enquanto gritavas contra quem tem menos, quem tem mais sorria. 

Grupinhos no Facebook pagos por milionários que nunca andam de metro, nunca passaram por um centro de saúde público, e nunca saberão o que é ter de escolher entre pagar a renda ou pagar o supermercado.

E agora? 

Agora acordas com menos Estado e mais fatura. Seguro de saúde para ter saúde, escola privada para os filhos, rendas sem limite, contratos descartáveis, menos direitos para quem trabalha, menos Estado, pior sociedade, maior desigualdade. 

Mas relaxa: o filho do CEO acabou de comprar outro Ferrari — com o que tiraram à tua saúde, à tua escola, à tua reforma, ao futuro dos teus filhos. 

Diziam que iam “limpar Portugal”? Limparam, sim: o SNS, a escola pública, os direitos laborais e sociais

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We Are No Longer a Serious Country, and the world is starting to notice. Paul Krugman, Jun 3

Paul Robin Krugman (Nova Iorque28 de fevereiro de 1953) é um economista norte-americano, vencedor do Nobel de Economia de 2008. Autor de diversos livros, é também desde 2000 colunista do The New York Times. Krugman identifica a si mesmo como um economista Keynesiano.

“If you’re explaining, you’re losing.” This line is usually attributed to Ronald Reagan. Whoever said it definitely had a point, and not just about politics. If you’re trying to explain to people, be they voters or bond investors, that you aren’t really as bad or untrustworthy as you seem, you’re already in deep trouble.

So when I saw Scott Bessent, the treasury secretary, declaring Sunday that “The United States of America is never going to default, that is never going to happen,” my reaction was, “Uh-oh.”

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“O discurso neoliberal e o discurso acatado e consolidado no âmbito da esfera educacional”, By Helena Damião – Maio 29, 2025

O artigo abaixo identificado, que se encontra aqui, já não é propriamente recente. Na voragem da publicação académica, textos com mais de cinco anos estão, por princípio, “fora de prazo”, podem ser referidos, mas só em circunstâncias excepcionais.

A verdade é que este artigo, publicado em 2016, mantêm-se actual, esclarecendo, em poucas páginas, os passos que já demos e estamos a dar no sentido de ajustar os sistemas educativos públicos à “teoria do capital humano”. Essa teoria que vingou em todos os continentes, que se entranhou em todas as instituições e dita todas as políticas ou, pelo menos, assim parece, constituiu-se no modo prevalecente de pensar a vida. 

Cabe aos educadores, professores e formadores fazer o que Karl Popper sugeriu: discuti-la e conjecturar as suas consequências para os educandos, para o mundo…

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As três profissões que sobreviverão à IA, segundo Bill Gates, in National Geographic España

No auge da revolução tecnológica, em que a inteligência artificial está a remodelar silenciosamente as bases do trabalho humano, Bill Gates levantou a voz para identificar três profissões que, na sua opinião, não só perdurarão, como florescerão na nova era digital. 

O co-fundador da Microsoft, cujo pensamento continua a marcar o ritmo do debate sobre o futuro do trabalho, afirma que aqueles que aspiram a um lugar seguro no mundo vindouro devem olhar para o código, a biologia e a energia. Estes são os três pilares sobre os quais assentará a economia das próximas décadas.

Durante uma recente sessão de perguntas e respostas no seu portal GatesNotes, o filantropo explicou por que razão acredita que os programadores, biólogos e especialistas em energia vão desempenhar um papel central no tecido social do futuro.

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Marques Mendes elogia postura de Carneiro que abre porta a Governo de quatro anos, in “Público”, 26 Maio 2025

Marques Mendes elogia postura de Carneiro que abre porta a Governo de quatro anos.
O candidato presidencial Luís Marques Mendes elogiou esta segunda-feira a postura de José Luís Carneiro, que manifestou abertura a entendimentos com a AD, salientando que isso pode permitir que haja um “Governo de legislatura” e que se façam reformas.

Em declarações aos jornalistas antes de um almoço com empresários num hotel na baixa de Lisboa, Marques Mendes elogiou as declarações do candidato à liderança do PS, José Luís Carneiro, que este sábado se comprometeu com uma “solução de unidade na diversidade” com a AD e garantiu que “tudo fará para contribuir para a estabilidade política do país”.

LER AQUI: https://www.publico.pt/2025/05/26/politica/noticia/marques-mendes-elogia-postura-carneiro-abre-porta-governo-quatro-anos-2134366


Celebrar o 25 de Abril e afirmar a social-democracia, por Alexandra Leitão, 25 Abril 2025, in “emCausa”.

O modelo do socialismo democrático constitui a alternativa não só à extrema-direita populista e demagógica, mas também ao neoliberalismo e à direita conservadora. | Alexandra Leitão

Democracia, liberdade, igualdade, solidariedade, tolerância, empatia, justiça social. Um Estado forte, com funções de regulação, mas também prestador de serviços essenciais e universais, em parceria com os setores privado e cooperativo.

Um Estado respeitador das liberdades e promotor dos direitos fundamentais dos cidadãos. Esta é a matriz do socialismo democrático, tal como está consagrada na Constituição da República Portuguesa, resultado da Revolução do 25 de Abril que hoje comemoramos.

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Trump contra Harvard. “É surreal. A medida leva-nos a tempos em que se tentou encarcerar o pensamento”, 23 Maio 2025 in DN

Mário Centeno foi um estrangeiro em Harvard, a universidade alvo de Trump. Margarida Mano, vice-reitora da Católica, considera despacho “assustador”. Carlos Fiolhais fala de “ataque sem precedentes” | Alexandra Tavares-Teles

Mário Centeno sublinha o étimo latino da palavra para lembrar que universidade significa também universalidade, o todo, a comunidade em que se cresce e aprende. “Sempre que se coloca em causa a independência da universidade, penso nessa origem”, diz o governador do Banco de Portugal ao DN, relevando “o caráter livre” destas instituições. “As universidades são de todos e devem receber a todos”. E entraves ao seu desenvolvimento “são entraves ao futuro”.

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José Luís Carneiro afasta hipótese de bloco central mas garante que tudo fará para “desencrispar a relação política”, in CNN Portugal, 20 Maio 2025

José Luís Carneiro afasta um cenário de bloco central com a Aliança Democrática (AD), mas admite “assentar compromissos” no Parlamento de modo a garantir “estabilidade” política no país.

“Estamos fora da opção de um bloco central, julgo que não é necessário e seria prejudicial os dois partidos subsumirem-se numa solução executiva. Agora, é possível, num quadro parlamentar, constituir uma dimensão de trabalho político que responda a alguns dos impulsos reformistas”, declarou José Luís Carneiro, destacando a reforma do sistema de segurança e de justiça, entre outras.

Em entrevista à CNN Portugal, José Luís Carneiro, que se posiciona para a corrida à sucessão de Pedro Nuno Santos, com quem perdeu a disputa interna há um ano e meio, adianta que não se sente “condicionado” pelas palavras do ainda secretário-geral do PS, que avisou na noite passada que o seu sucessor não deveria ser o suporte do Governo da AD.

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NO AUGE DA CRISE, António Galopim de Carvalho, in Facebook, 20 Maio 2025

Julgo ser evidente que Portugal atravessa uma deplorável crise, não do foro económico, financeiro ou social, mas dos partidos políticos e dos seus protagonismos na condução da vida nacional. Uma crise de valores sem precedentes, deveras preocupante que, salvo meia dúzia de excepções, bateu fundo e isso ficou bem claro na pobreza desta corrida ao poder que ontem teve fim.Sou um geólogo e a minha cultura social e política resume-se ao que tenho aprendido na vivencia atenta do dia-a-dia. Bom ou não, é este o meu sentir que, como sempre, divulgo como dever de cidadania, honesta e humildemente.

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A França e a Armadilha Liberal, por Alberto Carvalho, 20 Maio 2025

Liberté, Égalité, Fraternité: o lema inscrito nas fachadas dos edifícios públicos franceses tornou-se, com o tempo, uma espécie de nostalgia institucional. 

A pátria dos direitos do homem e do cidadão viu-se, nas últimas décadas, prisioneira de uma trajectória política que, em nome da liberdade económica, foi desmontando os alicerces sociais que sustentavam o modelo republicano. 

A França, que outrora oferecera ao mundo a promessa de um Estado forte ao serviço da justiça social, tornou-se, ironicamente, refém do mesmo liberalismo que dizia querer domesticar.

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Eleições parlamentares 2025: E agora, PS?, por Vital Moreira, 19 Maio 2025

1. Depois deste desastre eleitoral, numas eleições que podia e devia ter evitado, e que só supreendeu pelos números, o que deve fazer o PS, além de lamber as feridas e preparar o processo de seleção de nova liderança?

Ocorre-me recordar o que escrevi num post há tempos:

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«(…) estando excluída entre nós, pelo menos por agora, a hipótese de governos de grande coligação ao centro (à alemã), não é impossível, porém, equacionar um pacto estável entre os dois tradicionais partidos de governo , no sentido de, em caso de vitória eleitoral sem maioria absoluta, cada um deles deixar governar o outro – salvo coligação governamental maioritária alternativa -, viabilizando a constituição do Governo e prescindindo de votar moções de censura, a troco da negociação dos orçamentos (…).

Parecendo-me excluída a repetição de maiorias absolutas monopartidárias – por causar fragmentação da representação parlamentar – e também pouco provável a hipótese de coligações maioritárias, quer do PSD com a sua direita (excluindo obviamente o Chega) quer do PS com a sua esquerda (excluindo o Bloco e o PCP), este acordo entre os dois partidos de governo faz todo o sentido, para ambos, agora e no futuro.

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Deindustrialization: Causes and Consequences, Paul Krugman, May 18, 2025

It’s not mostly about globalization, and it’s not what ails workers.

A few months before the 1992 election I, along with some other Democratic-leaning economists, flew to Little Rock to meet with Governor and presidential candidate Bill Clinton. The ostensible purpose was to discuss policy, but it was obviously also an audition. At one point Clinton asked what could be done to restore manufacturing to its previous share of employment.

Heads turned to me; this was clearly my department. I said something like this: “Sorry, governor, but that’s really not feasible. Even if we could eliminate the trade deficit, manufacturing employment would only rise modestly and would still be a much smaller share of the economy than in the past.”

Needless to say, I didn’t get a job in the Clinton administration. It was one of the best things that has ever happened to me.

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CDU quer mais Estado e 1% do PIB para a habitação. História de Jornal Económico com Lusa, 3 Maio 2025.

O secretário-geral do PCP defendeu este sábado mais investimento na habitação, atingindo 1% do PIB nacional, e o reforço do Estado, questionando como estariam setores como a Saúde ou Educação se também fossem deixados nas mãos do mercado.

“Como estaria a Saúde se o Estado detivesse 2% da gestão? Em que estado estaria a Educação? A Segurança Social? Chegamos ao que chegamos porque o Estado tem apenas 2% do mercado da habitação”, diagnosticou Paulo Raimundo.

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Paulo Querido | Não, não temos Estado a mais. Temos o oposto: Estado a menos.

Da habitação à rede elétrica passando pela saúde, gestão florestal e enquadramento fiscal, os últimos 20 anos mostram a falta de Estado em Portugal. 

Não, não temos Estado a mais. Temos o oposto: Estado a menos.

Não regula o básico, deixando setores inteiros da atividade privada entregues aos players dominadores, sem proteção da esmagadora maioria das empresas.

Não exige o cumprimento das regras de segurança em setores essenciais para o dia a dia dos cidadãos.

Não assegura o essencial, não impõe as leis.

Isto não é um divisor ideológico. Qualquer pessoa, de qualquer área não extremista, vê e percebe isto: temos Estado a menos. Não é de um Estado totalitário que estou a falar, nem de um Estado musculado. Repito, não é uma posição ideológica: é uma constatação de facto. Deriva do acumular de situações em que é evidente o Estado a menos, a última das quais o apagão.

Não estou a querer a nacionalização da rede: estou a falar da incapacidade de o Estado impor a qualidade da rede e a observação da segurança.

Mário Centeno alerta que “as contas públicas estão num ciclo favorável, mas em desaceleração”, 26 Abril 2025, in Jornal Económico

Mário Centeno, Governador do Banco de Portugal, em entrevista ao programa Conversa Capital – Antena 1 / Jornal de Negócios, avisa os partidos que se preparam para ir a eleições que “o país não tem margem orçamental”.

A economia está a desacelerar, prevê o Governador do BdP, Mário Centeno, que se refere às novas previsões económicas, que deverão ser divulgadas na primeira semana de junho, como “mais cautelosas do que as de março”.

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30-04-2025 | Sondagem. Portugueses querem “entendimento” AD-PS, in Observador

Or Portugueses preferem, de maneira expressiva, congregação de esforços nos próximos 4 anos. Entre PSD e PS. Oxalá! É tempo de união de vontades e empenhamento conjunto! (vcs)

A menos de 20 dias das Eleições Legislativas de 2025, uma nova sondagem revela que os portugueses preferem a estabilidade — em caso de não haver maioria estável, mediante um acordo entre Pedro Nuno Santos e Luís Montenegro.

Para 78% dos inquiridos, seria “desejável” para Portugal um “entendimento” entre Luís Montenegro e Pedro Nuno Santos, todavia, apenas 54% acreditam que este possível acordo é exequível.

Os portugueses abordados para esta sondagem demonstram, assim, a prioridade dada à estabilidade política. Os eleitores do PS e da AD são os mais favoráveis a um acordo (86% e 82%, respetivamente), ao contrário de quem vota na CDU e no Chega (51% e 61%, respetivamente).

Biografia, Mário José Gomes de Freitas Centeno, in wikipedia.

Um dia será Primeiro Ministro de Portugal (vcs)

Mário José Gomes de Freitas Centeno (Olhão9 de dezembro de 1966) é um economista e político português. Foi ministro das Finanças de Portugal entre 26 de novembro de 2015 e 15 de junho de 2020 e presidente do Eurogrupo entre 12 de janeiro de 2018 e 13 de julho de 2020. É o atual 18.º Governador do Banco de Portugal.

Biografia

Findou o ensino secundário na Escola Secundária Patrício Prazeres. É licenciado em Economia (1990) e mestre em Matemática Aplicada (1993) pelo Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade de Lisboa, e mestre (1998) e doutorado (1995-2000) em Economia pela Harvard Business School da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.

https://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A1rio_Centeno

No apagão, renascemos, por Raquel Varela, in Facebook

Ontem, quando tudo se apagou, as crianças invadiram o jardim em frente da minha casa. Passavam pela minha porta, de bicicleta, de skate, tagalerando, com bolas à frente dos pés, a rolar. Adultos, de todas as idades, caminhavam em direcção ao jardim e à praia. Todos os bancos de madeira tinham pessoas a olhar-se nos olhos, conversando. Vários, mais de uma dúzia, tinham livros na mão. Havia casais deitados na relva, uma mãe amamentava. Eram 4 da tarde e finalmente toda a gente tinha saído do trabalho a horas normais.

E estavam desligados desse vício, dessa compulsão de alimentar as bigtechs com dados (dando likes, vendo vídeos). Debaixo da minha porta quatro mulheres conversavam e riam, quando fui à janela perguntaram-se “se eu queria descer e conversar também”. A senhora dos gelados vendeu-os a preço de custo, e eu e o meu marido sentámos-nos com os empregados do restaurante, incluindo os cozinheiros do Nepal, a beber uma cerveja. Pela primeira vez perguntei-lhe o nome dos filhos, lá, na fronteira com a China. O barulho dos carros calou-se e um burburinho humano escutava-se na tarde quente em frente ao Tejo.

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“Não sei o que se passou. Sei que não se podia ter passado” – João Miguel Tavares in “Publico” de 28/04/2025, e retirado do Facebook

“Estou a escrever este texto às 18h15 de 28 de Abril de 2025, um dia que ficará para a História por nos mostrar o que pode acontecer a uma sociedade totalmente dependente da electricidade quando a energia eléctrica falha. Escrevo este texto à mão, num bloco de notas amarelo da Amazon, que me chegou num dia em que havia electricidade. O meu computador está com pouca bateria e achei melhor não a gastar a escrever um texto de raiz, porque demora demasiado. Quando estiver pronto, planeio passá-lo para o computador, esperando que por essa altura o mail ou o WhatsApp já funcione, e o PÚBLICO o possa publicar. Talvez não possa. Talvez o jornal nem chegue a ser impresso.

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What Happens When There Are No Deals?, Paul Krugman, April 27, 2025

Trump’s tariff fantasies are colliding with reality. Now what?

I’m still traveling and won’t resume normal posting for a while. No primer today. But I have time to talk briefly about the mystery of the tariff endgame.

Trump could just say, “I’m imposing huge tariffs, and that’s that.” But he keeps insisting that he’s imposing tariffs because other countries treat America unfairly, and that he’ll force them to stop. This fantasy of dominance runs into two problems: most countries aren’t treating us unfairly, and trade negotiations are going badly if they’re happening at all. Yet Trump keeps insisting that big deals with other countries are just around the corner. Read his amazing interview with Time

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Grande Angular – Central, moderado, responsável, em coligação. Por António Barreto, 22-03-2025, in Público

As atribuladas experiências dos governos provisórios, seis ao todo, de 1974 a 1976, não foram propriamente governos de aliança, coligação ou bloco central. Tratava-se bem mais de governos de salvação nacional, sob controlo do MFA (Movimento das Forças Armadas). Cometeram erros medonhos e deixaram-se, parte do seu tempo, dominar pelos comunistas e pelos militares revolucionários, mas salvaram a hipótese de democracia. Dentro dos próprios governos, partidos e militares combatiam-se mortalmente. Os militares do MFA mais moderados, em estreita associação com os socialistas, principalmente, mas também os sociais democratas, conseguiram dar conta do recado e preservar a democracia, o futuro Estado de direito e as liberdades.

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Celebrar o 25 de Abril e afirmar a social-democracia, por Alexandra Leitão, 25 Abril 2025, in blog “emCausa.org”

O modelo do socialismo democrático constitui a alternativa não só à extrema-direita populista e demagógica, mas também ao neoliberalismo e à direita conservadora.

Democracia, liberdade, igualdade, solidariedade, tolerância, empatia, justiça social. Um Estado forte, com funções de regulação, mas também prestador de serviços essenciais e universais, em parceria com os setores privado e cooperativo. Um Estado respeitador das liberdades e promotor dos direitos fundamentais dos cidadãos. Esta é a matriz do socialismo democrático, tal como está consagrada na Constituição da República Portuguesa, resultado da Revolução do 25 de Abril que hoje comemoramos.

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A Real Liberation Day, a message from a saner nation, by Paul Krugman, Apr 25

Finished today’s travel and arrived to find the locals setting up to celebrate Liberation Day. In a saner nation than mine, that means the day they overthrew fascism, not the day they imposed crazy tariffs.

I first visited Portugal almost 50 years ago, working at the Banco de Portugal for three months. Back then many people wondered whether their two-year-old democracy would survive. It has. And these days I, like millions of others, wonder whether democracy will survive in America.

25 de Abril de 1974, por Helena Pato, activista, ex-presa política, in Expresso, 25-04-2025

Retirado do Facebook | Mural de Paulo Marques

“Em abril de 1974 eu era professora, militante do PCP, ativista da CDE, dirigente dos Grupos de Estudo do Pessoal Docente (fundadores dos sindicatos de professores) e, então, casada com o dirigente político da CDE José Tengarrinha, libertado de Caxias pela Revolução. Neste testemunho não posso prescindir de uma breve referência ao período histórico imediatamente anterior. Porque me confronto, diariamente, com uma espécie de manto de silêncio sobre as atrocidades da ditadura, a troco da exibição da festa dos cravos; e porque, em meu entender, o 25 de Abril não teria passado de um golpe militar, nem chegado ao Largo do Carmo, já com uma revolução em marcha, se não houvesse uma predisposição dos portugueses para o derrube de um regime, cujas políticas vinham tendo crescentes e expressivas respostas populares e das forças da oposição. Como chegámos ao 25 de Abril? Exauridos.

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Recordar Abril de 74 nunca se revelou tão premente, por Manuel Alegre, 25-4-2025, in Paços do Concelho de Cabeceiras de Basto

Como as palavras contam, impõe-se que agradeça à Dr.ª Maria João Baptista o grato convite para abrir a sessão evocativa do 25 de Abril, realizada pela Assembleia Municipal, que decorreu, hoje, na Sala de Sessões, nos Paços do Concelho de Cabeceiras de Basto, a terra da minha alma.

Recordar Abril de 74 nunca se revelou tão premente, agora que os ecos da dominação, da escravatura, da mentira descarada transvertida de bonomia se infiltraram entre nós e fazem pose nos lugares mais insuspeitos. Assim, ninguém está desobrigado de denunciar alto os nomes dos que de bom grado esquecem os direitos humanos para servir o superior interesse da sua ganância e ambição. Usando as palavras claras da Clara Ferreira Alves “não ponho flores nesse cemitério”. Com a voz que me resta, lembrei o excecional texto de Manuel Alegre “Rosas Vermelhas”, como ele “nunca pude suportar a sujeição”.

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“A Revolução dos Cravos foi a mais profunda revolução social da Europa do pós-guerra até aos dias de hoje”, por Raquel Varela, 25-4-2025

A Revolução dos Cravos foi a mais profunda revolução social da Europa do pós-guerra até aos dias de hoje. O incrível tornou-se quotidiano. Portugal foi então, a par do Vietname, o centro do mundo. Naqueles 19 meses, de tantas lutas políticas – e sim a luta política é feita de embates, acalorados, dissensos frontais, programas abertamente distintos -, o traço claro deste novo país foi a participação de milhões de pessoas na vida política, social e cultural do país. Nunca tanta gente na história de Portugal decidiu tanto e nunca a política foi tão democrática. 

Podemos elencar aqui o fim da guerra colonial, o fim da ditadura, da censura, das prisões políticas, do partido único, centenas de fábricas ocupadas em autogestãos, as cooperativas, as nacionalizações de bancos, as greves de solidariedade, o ensino unificado, o serviço nacional de saúde, a segurança social… De repente havia um país.

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TÃO FELIZES QUE NÓS ÉRAMOS, por Clara Ferreira Alves, in Expresso.

Como era a Ditadura Salazarista. Convém relembrar os “esquecidos”. VIVA O 25 DE ABRIL, SEMPRE! (vcs)

“Anda por aí gente com saudades da velha portugalidade. Saudades do nacionalismo, da fronteira, da ditadura, da guerra, da PIDE, de Caxias e do Tarrafal, das cheias do Tejo e do Douro, da tuberculose infantil, das mulheres mortas no parto, dos soldados com madrinhas de guerra, da guerra com padrinhos políticos, dos caramelos espanhóis, do telefone e da televisão como privilégio, do serviço militar obrigatório, do queres fiado toma, dos denunciantes e informadores e, claro, dessa relíquia estimada que é um aparelho de segurança.

Eu não ponho flores neste cemitério.

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Mário Centeno diz que “não há revoluções concluídas” e que os tempos são de alerta, in LUSA e CNN Portugal

O Governador do Banco de Portugal disse esta segunda-feira, numa conferência que assinala os 50 anos do 25 de Abril, que não há “revoluções concluídas” e que os tempos atuais são de alerta e exigem espírito de transformação.

“Não há revoluções concluídas. Os tempos atuais colocam-nos em alerta, requerem mais integração, maior coordenação, mais informação e ainda mais análise e reforço da confiança”, disse Mário Centeno na intervenção com que abriu a conferência ‘Falar em Liberdade’, que decorre esta tarde no Museu do Dinheiro, em Lisboa.

Segundo Centeno, Portugal é atualmente uma “sociedade em transição”, seja na imigração seja na dimensão económica e financeira e de convergência com a União Europeia, e os desafios que existem requerem que seja retomado “o espírito de transformação que assentaram e definiram os últimos anos”.

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Grande Angular – Problemas complexos, soluções simples, por António Barreto, 19-04-2025, in Público

O fantasma do Bloco Central atemoriza a política. Aterroriza grande parte de eleitores. E faz tremer todos os partidos políticos. Os pequenos, em geral, porque assim seriam excluídos. Os pequenos de esquerda, em particular, porque seriam afastados da frente unida. Os pequenos de direita, do mesmo modo, porque não haveria aliança nacional. O PS e o PSD, pela simples razão de que aspiram a ser maioritários e ficar sozinhos.

Por outro lado, divulgada pelos partidos e pela comunicação social, há a má reputação do Bloco Central (e, acessoriamente, das coligações de governo). Isto é, o Bloco Central é alfobre de defeitos. Em primeiro lugar, o nepotismo e a corrupção. Coligados, os dois principais partidos dividem entre si lugares e distribuem-se alvarás e autorizações. Rateiam projectos entre os seus simpatizantes. Recompensam os financiadores dos respectivos partidos. E adjudicam, com generosa mão, os autores dos grandes projectos europeus.

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Nota da Associação dos Juristas Católicos sobre o acórdão do Tribunal Constitucional que declara inconstitucionais certas normas da lei da eutanásia, 24 de abril de 2025

Juristas Católicos apelam à revogação da lei, pedem clarificação aos candidatos às legislativas e lembram palavras do Papa Francisco em Portugal contra as “leis sofisticada sobre a eutanásia”.

A Associação dos Juristas Católicos congratula-se com a declaração, pelo Tribunal Constitucional, da inconstitucionalidade da norma da lei sobre eutanásia e suicídio assistido que não exige o exame da pessoa requerente por um médico especialista na doença em causa e da norma dessa lei que obriga à indicação das razões que possam justificar a declaração de objeção de consciência.  

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Lobby lusófono no Conclave?, por Leonídio Paulo Ferreira, in DN, 23-04-2025

Portugal desempenhou um papel de grande importância na História do catolicismo, basta pensar que o país hoje com maior número de católicos é o Brasil e que aquele percentualmente mais católico é Timor-Leste. Some-se a isto, se ainda houver dúvidas, que metade dos 30 milhões de cristãos da Índia são católicos e muitos têm nomes de família como Fernandes, Dias, Pinto, D’Silva ou D’Souza ou sublinhe-se o uso do português na liturgia dos “cristãos ocultos” japoneses. A par dos espanhóis, foram os portugueses os grandes responsáveis pela expansão global da influência dos papas, e isto num momento em que na Europa Ocidental o seu tradicional domínio era desafiado pelas teses de Lutero.

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Cronyism, Capitulation and Utter Chaos, by Paul Krugman, Apr 23

And what the hell was Scott Bessent doing briefing Morgan clients?

Hitting the road today, but I have time for a note on the news that moved markets yesterday. Bloomberg reports:

US Treasury Secretary Scott Bessent told a closed-door investor summit Tuesday that the tariff standoff with China cannot be sustained by both sides and that the world’s two largest economies will have to find ways to de-escalate.

That de-escalation will come in the very near future, Bessent said during an event hosted by J.P. Morgan Chase in Washington, which wasn’t open to the public or media. He characterized the current situation as essentially a trade embargo, according to people who attended the session.

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Opinião pessoal (LXVIII) sobre Almeida Santos, por Francisco George, in DN, 23-04-2025

Tal como escrevi em crónicas anteriores, os desenhos de Álvaro Cunhal, aqui publicados, foram oferecidos, por ele mesmo, ao seu conterrâneo António Almeida Santos (1926-2016), no final das reuniões do Governo que os dois integraram em 1974 e 1975.

Mais do que o valor artístico que exibem, é o simbolismo que esses traços representam que justificou a sua divulgação. Foi a filha mais velha de Almeida Santos, cuidadora do património documental deixado por seu pai, que me fez chegar cópias digitalizadas dos originais que cuidadosamente preserva. Ainda bem que assim calhou pelo indiscutível interesse público em proporcionar a sua difusão mais ampla, nestas páginas.

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Esta é uma despedida de amor e de ternura. Faço questão de dizer isso, Carmo Afonso.

Gostei dele à primeira, mas foi um sentimento que se foi aprofundando ao sabor de todas as coisas corajosas que o ouvi dizer ou que escreveu e que tive oportunidade de ler. Falo, por exemplo, de textos em que o papa Francisco defendeu princípios e valores que os partidos, a que chamam de extrema-esquerda, já não se atrevem a defender. Porque já ninguém tem espaço para verdadeiramente pôr em causa o mercado ou o liberalismo. Estamos todos enfiados até ao pescoço nele e já não concebemos um mundo de igualdade e de autêntica distribuição de riqueza. Seria uma vertigem para a qual pouquíssimos estão preparados. Mas Francisco defendeu isso mesmo e usando todas as palavras que agora são proibidas e tidas como extremistas.

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UCRÂNIA | BOM-SENSO E SANGUE FRIO, PRECISAM-SE | PARA RESOLVER A CRISE NA UCRÂNIA, COMECE PELO FIM | Por Henry A. Kissinger, no Washington Post, 5 de março de 2014

Datado de 5 de março de 2014, recomendo vivamente a leitura deste texto. (vcs)

A discussão pública sobre a Ucrânia tem tudo a ver com confronto. Mas sabemos para onde vamos? Na minha vida, vi quatro guerras começarem com grande entusiasmo e apoio público, todas as quais não soubemos como terminar e de três das quais nos retiramos unilateralmente. O teste da política é como ela termina, não como começa.

Com demasiada frequência, a questão ucraniana é apresentada como um confronto: se a Ucrânia se junta ao Oriente ou ao Ocidente. Mas para que a Ucrânia sobreviva e prospere, não deve ser o posto avançado de nenhum dos lados contra o outro – deve funcionar como uma ponte entre eles.

A Rússia deve aceitar que tentar forçar a Ucrânia a um status de satélite e, assim, mover as fronteiras da Rússia novamente, condenaria Moscovo a repetir sua história de ciclos auto-realizáveis ​​de pressões recíprocas com a Europa e os Estados Unidos.

O Ocidente deve entender que, para a Rússia, a Ucrânia nunca pode ser apenas um país estrangeiro. A história russa começou no que foi chamado de Kievan-Rus. A religião russa se espalhou a partir daí. A Ucrânia faz parte da Rússia há séculos, e suas histórias estavam entrelaçadas antes disso. Algumas das batalhas mais importantes pela liberdade russa, começando com a Batalha de Poltava em 1709, foram travadas em solo ucraniano. A Frota do Mar Negro – o meio da Rússia de projetar poder no Mediterrâneo – é baseada em arrendamento de longo prazo em Sebastopol, na Crimeia. Até mesmo dissidentes famosos como Aleksandr Solzhenitsyn e Joseph Brodsky insistiam que a Ucrânia era parte integrante da história russa e, de fato, da Rússia.

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Jeffrey Sachs: A ascensão da China aterroriza os EUA — agora é tarde demais!

14/04/2025 | Nesta entrevista explosiva, um dos principais economistas do mundo destrói a narrativa ocidental e expõe a verdade sobre a ascensão imparável da China. Com os Estados Unidos recuando para o protecionismo e o medo, a China avança — liderando em IA, veículos elétricos, energia verde e robótica. O professor Jeffrey Sachs analisa tudo: desde a Iniciativa Cinturão e Rota, que transforma a África, até o explosivo poder comercial global da China. Se você acha que os EUA ainda são o líder global indiscutível, este vídeo vai te abalar. Enquanto os Estados Unidos se isolam, a China constrói.

John Maynard Keynes | keynesianismo

John Maynard Keynes, barão de Keynes (Cambridge5 de junho de 1883 — TiltonEast Sussex21 de abril de 1946) foi um economista britânico e membro do Partido Liberal cujas ideias mudaram fundamentalmente a teoria e prática da macroeconomia, bem como as políticas económicas instituídas pelos governos. Ele fundamentou as suas teorias noutros trabalhos anteriores que analisavam as causas dos ciclos econômicos, refinando-as enormemente e tornando-se amplamente reconhecido como um dos economistas mais influentes do século XX e o fundador da macroeconomia moderna.[1][2][3][4] O trabalho de Keynes é a base para a escola de pensamento conhecida como keynesianismo, bem como suas diversas ramificações.

https://pt.wikipedia.org/wiki/John_Maynard_Keynes

John Rapley, politólogo: “Os Estados Unidos acabarão por se render à China, mas Trump vai chamar-lhe ‘’a arte da negociação’, in Expresso

Os impérios têm mais ou menos o mesmo ciclo de vida. Num primeiro momento crescem, alimentados pela riqueza que vão buscar às suas periferias; no fim, são por elas tomados. Na Antiguidade, a queda de um império envolvia muitos mortos, muito sangue, muitos anos de luta; hoje, a guerra é a da diplomacia e da economia. O economista político de Cambridge explica o declínio do império ocidental e o que ainda é possível fazer para salvar os valores sobre os quais se ergueu.

Ana França | Jornalista da secção Internacional

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Marcelo defende clarificação da missão e dos adversários da NATO, in LUSA

Lisboa, 15 abr 2025 (Lusa) – O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu hoje que é preciso clarificar rapidamente qual é a missão da NATO e com que adversário ou adversários, num discurso em que voltou a criticar Donald Trump.

O chefe de Estado discursava na sede da Academia Militar, em Lisboa, na sessão de apresentação do livro “Afeganistão: Testemunhos de dezasseis anos de presença de Forças Nacionais Destacadas Lusas (2005-2021)”.

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Educação para o futuro do trabalho com IA, por LUC FERRY

Luc Ferry, filósofo francês, defensor do humanismo secular, autor de mais de 70 livros, traduzidos para mais de 45 idiomas, faz uma observação importante sobre o futuro do trabalho e a orientação de carreiras para os alunos.

Ele argumenta que, em um mundo cada vez mais afetado pela automação e inteligência artificial, é crucial orientar os alunos para carreiras que combinem a mente (inteligência), o coração (habilidades interpessoais) e a mão (habilidades práticas).

Acredita que esses tipos de carreiras são menos suscetíveis a serem automatizados e substituídos por máquinas.

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LUC FERRY, IPSIS VERBIS: “FOI A UCRÂNIA QUE DESENCADEOU A GUERRA COM A RÚSSIA, COM A GUERRA CONTRA OS RUSSÓFONOS DO DONBASS”

“Colocámos quanto (em ajuda à Ucrânia)? 350 mil milhões em armas?!! Não digo que não tenha servido para nada – impediu-se que Pútin por enquanto chegasse a Kíev… Mas tudo isso para que a Ucrânia perdesse a guerra e que a UE perdesse uma guerra que ela própria não engendrou!

Convide todos os intelectuais moralistas que queira – eles vos dirão algo diferente do que eu digo, mas eu estou mais próximo do general porque olho as coisas de frente.

E porque eu penso que foi a Ucrânia que desencadeou esta guerra com a guerra do Donbass… Foi uma estupidez monumental desencadear em 2014 uma guerra contra os russófonos do Leste e que não podia terminar bem – foi uma catástrofe programada a partir de 2014.

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António Costa Silva | “Se o PS ganhar as eleições, o PSD deve viabilizar o Governo”, in SIC Notícias

O antigo ministro da Economia apela a que os partidos conversem e cheguem a um acordo após as eleições legislativas antecipadas.

O ex-ministro da Economia, António Costa Silva, apela ao PS e ao PSD que conversem depois das eleições legislativas antecipadas. Em entrevista à Antena 1 e ao Negócios, diz que, se o PS ganhar, Luís Montenegro deve viabilizar o Governo.

“Assim como o PS viabilizou o Governo do PSD, acho que é fundamental, se o PS ganhar as eleições, que o PSD viabilize. Se não o quê? Vamos ter outras eleições? Qualquer dia não há povo para votar porque as pessoas ficam completamente assustadas com tudo isto.”

Na mesma entrevista, António Costa Silva falou ainda sobre o défice. O ex-ministro diz que “ter um pequeno défice” não é um problema desde que não se deixem disparar as contas públicas.

Paulo Portas sobre as tarifas de Trump: “Se isto tem lógica, então escapa-me o que é lógico”, in CNN Portugal

No seu habitual espaço de comentário, Paulo Portas analisou o recuo de Donald Trump na política de tarifas, considerando-o a primeira derrota significativa do presidente em matéria de política económica externa. Para Portas, Trump, que defende fervorosamente as tarifas, demonstra dificuldade em compreender a dinâmica da economia global, e este retrocesso revela fragilidades na sua abordagem a este tema. “Têm sido semanas caóticas. E esta, em particular, redundou naquilo que é, e objetivamente, a primeira derrota séria em matéria de política económica externa, de um presidente que acredita nas tarifas e tem dificuldade em compreender uma economia global”.

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Maria Zakharova, “€1.3 Trillion — That’s How Much the Last Three Years of “Foolishness and Bravery” Have Cost the European Union. Russophobia Comes at a Price.

1,3 biliões de euros — Foi quanto custaram à União Europeia os últimos três anos de “tolice e bravura”. A russofobia tem um preço.

Uma nova análise aprofundada do Vedomosti analisa criteriosamente os cálculos de Bruxelas — e os números não parecem bons.

Antes de 2022, o petróleo russo custava 571 euros por tonelada — 155 euros mais barato do que o dos outros fornecedores. A UE optou por desistir.

De 2021 a 2023, devido às políticas de Bruxelas, as importações de gás da Rússia caíram para menos de metade — de 48 milhões para 22 milhões de toneladas.

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Uma carta de Albert Einstein para a sua filha

“Quando propus a teoria da relatividade, poucos me entenderam, e o que estou prestes a revelar-vos agora para transmitir à humanidade irá chocar os mal-entendidos e preconceitos do mundo.”

Peço-vos que preservem estas cartas durante o tempo necessário, que esperem anos, décadas, até que a sociedade esteja avançada o suficiente para aceitar o que vou explicar abaixo.

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E se saíssemos da NATO?, Miguel Sousa Tavares, in Expresso, 11/04/2025

Nem Portugal nem a Europa têm vantagem em manter-se numa NATO ao serviço dos humores e interesses dos Estados Unidos.

NATO foi a resposta ocidental ao desastre da Conferência de Ialta (na Crimeia russa…), estavam os Aliados encaminhados para derrotar o III Reich. Perante um Roosevelt em estado de saúde terminal e um Churchill mal preparado, Estaline viu reconhecido o direito de abocanhar todos os territórios que, na sua contra-ofensiva até Berlim, a URSS conquistasse à Alemanha nazi.

Assim nasceu aquilo a que depois um despeitado Churchill chamaria a “Cortina de Ferro” — consumada com o bloqueio de Berlim pelos russos em 1948 e a tomada de poder comunista na Checoslováquia no ano seguinte. Para responder a essa ameaça soviética na Europa, a NATO nasceria, assim, em 4 de Abril de 1949, através do Tratado de Washington, uma aliança militar mútua de autodefesa tendo como princípio fundamental o do artigo 5º do Tratado, segundo o qual o ataque a um dos seus membros era um ataque a todos, obrigando à mobilização de todos.

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Si TODO es DIOS ¿Los ladrones también son Dios? – El extraño estoicismo de Spinoza

10/06/2024 Resúmenes de Filosofía Baruch Spinoza tiene una de las filosofías éticas más interesantes de la historia de la filosofía occidental. Sus ideas invitan a ver el mundo desde una perspectiva científica y estoica, aceptando que todo forma parte de la Naturaleza, en la que todo es perfecto y necesario tal cual es.

00:00 Introducción ||| 01:28 Controlar las emociones ||| 04:38 Los ladrones como expresión de Dios ||| 08:20 Conocimiento Intuitivo

Portugal, 10 milhões de habitantes | 20 (vinte) forças políticas apresentaram listas às eleições legislativas de 18 de maio, in LUSA

Giro seria um Governo com 20 Ministros, 1 de cada agrupamento político. (vcs) 😉

Lisboa, 09 abr 2025 (Lusa) – Vinte forças políticas concorrem às eleições legislativas, sendo Lisboa, Porto, Setúbal, Europa e Fora da Europa os círculos eleitorais com mais candidaturas, enquanto Bragança, Santarém, Viana do Castelo, Vila Real, Viseu e Açores terão os boletins mais pequenos.

No total, são 20 as forças políticas que se apresentam às próximas estas eleições legislativas, entre 18 partidos e duas coligações: PS, AD (PSD/CDS-PP), Chega, Iniciativa Liberal, BE, CDU (PCP/PEV), Livre, PAN, PPM, JPP, Ergue-te, ADN, PCTP/MRPP, Volt Portugal, Nós, Cidadãos!, Nova Direita, RIR, MPT, PTP e Partido Liberal Social.

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Ferro Rodrigues admite que PS e PSD poderão ter de avançar com uma solução de bloco central, in SIC Notícias, 10-04-2025

Em entrevista ao programa Hora da Verdade, da Renascença e do jornal Público, o ex-presidente da Assembleia da República deixou um aviso a Pedro Nuno Santos.

Eduardo Ferro Rodrigues admite que PS e PSD poderão ter de avançar com uma solução de bloco central para evitar uma nova crise política.

“Estas coisas não se constroem do pé para a mão, mas não estranharia que houvesse essa necessidade (…) podemos caminhar para uma situação limite porque há todos os ingredientes negativos do ponto de vista internacional”.

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PS apresentou um programa eleitoral surpreendentemente bom, por Paulo Querido

Medidas como o IVA Zero em bens alimentares, a redução do IVA da eletricidade e a manutenção, com ajustes, das medidas na habitação para os jovens colocaram os adversários em alerta, mas o programa eleitoral apresentado na sexta-feira, dia 5, pelo Partido Socialista tem mais pontos positivos, num quadro de qualidade geral que surpreende dados os desafios para a sua elaboração.

O tempo — até há um mês não eram previsíveis eleições legislativas no horizonte de um ano ou mais — e o quadro macro-económico divergente saído das medidas tomadas pelo presidente dos Estados Unidos tornavam difícil a tarefa. Isto para nem tocar nos desafios internos de Pedro Nuno Santos, que tem a necessidade de corrigir a imagem de esquerdista que lhe foi sendo colada e convergir para o lugar onde se disputa a vitória em eleições, o centro.

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Marcelo considera que Índia é a democracia mais importante e vai liderar o mundo, in LUSA

Lisboa, 08 abr 2025 (Lusa) – O chefe de Estado português, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou hoje que a Índia é atualmente a democracia mais importante no mundo e uma potência económica que em 2047 estará a liderar o mundo.

Marcelo Rebelo de Sousa falava perante a Presidente da Índia, Droupadi Murmu, durante a sua visita de Estado a Portugal.

Depois de visitarem juntos a Fundação Champalimaud, em Lisboa, o Presidente português decidiu juntar-se a um encontro da sua homóloga com cientistas indianos num anfiteatro ao ar livre dessa instituição.

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O ARGUMENTO, por José Gabriel

Retirado do Facebook | Mural de José Gabriel

A direita portuguesa reuniu os seus melhores cérebros – eu sei, eu sei, mesmo os melhores não são grande coisa, mas quem dá o que tem…

Dizia eu, então, que estiveram reunidos os melhores da direita. Quase não eram precisas luzes naquela sala: o fósforo emanado pelos neurónios dos presentes, iluminavam tudo. Poderia cantar-se aquela dramática canção “a sala estava toda iluminada/muita gente convidada…”. 

E qual era o motivo de tão grada reunião? Encontrar uma linha estratégica para a campanha eleitoral. Era preciso encontrar um modo de atacar em profundidade e com inteligência o líder do PS.

Da violência deste ataque resultaria, não só a derrota desse partido mas, vantagem não desprezável, a criação da percepção de risco que levasse um número significativo de eleitores da esquerda propriamente dita a cair na esparrela do “voto útil” no PS o que, se poria em risco a “vitória”, desarmaria, em termos parlamentares, os partidos mais sólidos da oposição e, segunda vantagem, inviabilizaria coligações de esquerda, já que estas só são possíveis se esses partidos tiverem representação significativa. 

“Que se lixe! Temos a gente da televisão, temos a confiança dos idiotas que tudo nos perdoam, temos os opinadores a soldo. Para que estamos com estas merdas todas?” – bradava um dos presentes menos dotados em elegância retórica. 

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