Germany’s Big Surrender To Putin? After Russia’s Threat, Scholz Makes This Appeal To Moscow & NATO | A grande rendição da Alemanha a Putin? Após a ameaça da Rússia, Scholz faz este apelo a Moscovo e à NATO

18/07/2024 | German Chancellor Olaf Scholz has urged major powers to resume arms control talks amid escalating rhetoric that could lead to a new Cold War. Expressing concerns over potential arms races, Scholz emphasized the importance of dialogue to prevent further escalation.

O Efeito Dunning-Kruger | A propósito de “análise políticas” nos “media” em Portugal

O Efeito Dunning-Kruger é um viés cognitivo que faz com que as pessoas julguem erroneamente os dados, pessoas e outros elementos do mundo que as cerca, tomando decisões igualmente equivocadas. O fenômeno foi descrito e estudado em 1999 pelos psicólogos Justin Kruger e David Dunning da Cornell University. O efeito diz respeito a pessoas que acreditam cegamente que possuem um preparo maior do que os outros para lidar com determinado assunto.

Missionários de um Deus vencido, Viriato Soromenho-Marques, 19-07-2024, in DN

Para quem prega a democracia pelo mundo fora, com missionários armados até aos dentes, o atentado falhado contra Trump, bem como a permanência no espaço público da patética figura de Biden, revelam bem toda a tóxica hipocrisia de quem não respeita, em casa, as boas-práticas impostas aos de fora com baionetas.

Hipocrisia, até quando se usa a democracia como escudo para alimentar o inferno genocida dos amigos, como ocorre em Gaza. Sem uma pinga de espírito crítico, desprovidos da capacidade de se olharem ao espelho sem os partirem, os protagonistas da tragédia americana desempenham os seus papéis, sem cuidar da triste imagem derramada para o resto do mundo.

Continuar a ler

A social-democracia europeia, por Alexandra Leitão (Partido Socialista), in Expresso

19-Julho-2024 |O PS, o PSOE, o SPD, o PSF, o Partido Trabalhista, a social-democracia nórdica, todos se inscrevem na mesma linha de políticas públicas: reforço do Estado social e do papel do Estado na economia; regulação do mercado; garantia dos direitos dos trabalhadores, incluindo na sua dimensão coletiva; investimento nos serviços públicos universais e gratuitos; política fiscal redistributiva com impostos progressivos que não onerem mais os rendimentos do trabalho do que os rendimentos de capital; segurança social pública e sustentável financeiramente com rejeição do plafonamento; agendas progressistas ao nível do respeito pelos direitos e liberdades individuais, incluindo das minorias, e defesa da igualdade de género; políticas de imigração humanas e solidárias; combate às alterações climáticas.

Continuar a ler

Le Sommet du Recul : L’OTAN Mondiale est Finie, Amb. Chas Freeman

Au lieu de renforcer l’alliance de l’OTAN et de montrer sa puissance, le dernier sommet à Washington a fait le contraire, il a mis à nu ses fissures, son incapacité à faire face à la réalité et son incapacité à répondre à l’émergence inarrêtable de la multipolarité.

Ce fut un sommet de recul et sera rappelé comme le moment où l’OTAN, au lieu de se réinventer, a persisté avec la même approche échouée qui conduit finalement à sa disparition. Le sommet a également été un incroyable spectacle de visions non diplomatiques de domination mondiale. Cependant, il y a heureusement encore des personnes qui comprennent le véritable sens de tout cela. L’un d’eux est mon invité aujourd’hui—une légende vivante de la diplomatie américaine—l’Ambassadeur Chas Freeman.

L’Ambassadeur Freeman a servi comme Secrétaire adjoint à la Défense des États-Unis de 1993 à 1994, et comme Ambassadeur des États-Unis en Arabie Saoudite (89-92), gérant les retombées de la guerre du Golfe.

Il a été le Secrétaire adjoint principal pour les affaires africaines lors de la médiation historique des États-Unis pour l’indépendance de la Namibie. Il a également été l’interprète principal de Richard Nixon lors de sa visite en Chine en 1972, qui a conduit à la normalisation des relations entre les États-Unis et la Chine. L’Ambassadeur Freeman a récemment écrit un court mais très utile article sur le « Professionnalisme Diplomatique » que je souhaite que chaque diplomate au service de n’importe quel pays soit obligé de lire et d’intérioriser.

Produced by: Neutrality Studies Originally Published on: 2024-07-13 Translations by: http://www.video-translations.org Disclaimer: Read by A.I. Voices. Auto-translated. Translation published with kind permission of Neutrality Studies.

Retirado do Facebook | Mural de Carlos Fino

La probabilité d’une guerre nucléaire est beaucoup plus élevée qu’on ne le pense, in The Daily Digest

Le monde vit un moment très dangereux de son histoire. Il existe au moins neuf superpuissances mondiales dotées collectivement de milliers d’armes nucléaires, et nombre d’entre elles se trouvent de plus en plus en désaccord.

FINANCIAL TIMES PUBLICA CARTA-APELO À PAZ NA UCRÂNIA, “ANTES QUE SEJA TARDE” 

Carta: Façam a paz na Ucrânia antes que seja tarde demais | Lord Skidelsky e outros

Os últimos ganhos militares da Rússia na região de Donetsk ( Relatório , 5 de julho) reforçam o caso para uma solução negociada da guerra na Ucrânia. 

Os EUA e seus aliados apoiam o principal objetivo de guerra da Ucrânia, que é um regresso às fronteiras de 2014, ou seja, a expulsão da Rússia da Crimeia e do Donbas. Mas todos os analistas informados concordam que, a menos que haja uma escalada séria da guerra, o resultado mais provável será um impasse continuado no terreno, com possibilidade considerável de uma vitória russa.

Esta conclusão aponta para a desejabilidade, até mesmo urgência, de uma paz negociada, não menos importante para o bem da própria Ucrânia. 

Continuar a ler

Trump boasts of good relations with Putin and condemns sanctions again, in RBC Ukraine by Maria Kholina

US presidential candidate Donald Trump once again boasted about his good relationship with Russian dictator Vladimir Putin. He expressed confidence that under his leadership, terrorists would not have resorted to a full-scale invasion of Ukraine, according to the Republican’s interview with Bloomberg.

“Putin and I got along very well, with our relationship. We were never in danger of a war. He would have never gotten into Ukraine. I said, don’t ever, ever go into Ukraine,” the Republican said.

Continuar a ler

Russian Ex-President Warns NATO: Ukraine’s Membership Would Be a Declaration of War, in Dagens.com (UK) by Kathrine Frich

Former Russian President Dmitry Medvedev has issued a stark warning regarding Ukraine’s potential membership in NATO, describing it as a de facto declaration of war against Moscow.

An Irreversible Path

According to Digi24 Medvedev, now serving as the Vice Chairman of the Russian Security Council, emphasized that only NATO’s prudence could prevent a scenario that might lead to global catastrophe, as reported by Kyiv Independent.

Continuar a ler

O que podem os europeus esperar da nova administração Trump?, por Carlos Matos Gomes

Analisar uma situação tem algumas regras, a primeira é conhecer as intenções dos chefes, os seus interesses e o seu modo de conduzir as suas forças na ação. A política é a guerra por outros meios e a guerra é a política por outros meios.

O que sabemos de Trump: ele representa a oligarquia cujos interesses se situam no mercado interno. Essa oligarquia defende a reindustrialização da América, a produção de riqueza no CONUS (Continent US) — os produtos a serem produzidos nos EU estão em competição com os da China, e não com a Rússia. Logo, o competidor-inimigo é a China que produz a baixo custo os produtos que a América produz mais caro com a mesma ou menor qualidade, caso de automóveis, eletrónica de consumo, têxteis, metalurgia, entre outros.

Continuar a ler

ESCOLHA DE TRUMP PARA VICE-PRESIDENTE PROMETE “ENCERRAMENTO RÁPIDO” DA GUERRA NA UCRÂNIA

Os EUA devem mudar o seu foco para a China, em vez das hostilidades entre Moscovo e Kiev, disse JD Vance 

Candidato presidencial republicano, Donald Trump, e candidato a vice-presidente, JD Vance, na Convenção Nacional Republicana em Milwaukee, Wisconsin. ©  AFP / Win McNamee

Donald Trump trará um “rápido fim” ao conflito na Ucrânia se for reeleito como presidente dos EUA em novembro, disse o recém-anunciado companheiro de chapa do republicano, JD Vance. Vance argumentou que Washington deveria mudar seu foco para a China, descrevendo Pequim como a “maior ameaça” aos EUA.

Continuar a ler

Germany’s Nord Stream 2: New documents reveal deeper ties with Russia, by Marta Bellon, Daily Wrap

Insisting on the creation of Nord Stream 2, Germany has gained a reputation as a country blind to Russian aggression or too enamoured with the possibility of making a lucrative deal, writes “Sueddeutsche Zeitung”. The daily won a legal battle and gained access to confidential documents. It writes of a “chronicle of a historic mistake”.

“Sueddeutsche Zeitung” recalls that German Chancellor Angela Merkel’s government consistently maintained that the Russian Nord Stream 2 gas pipeline was a “private business venture.” However, previously confidential documents—revealed by the newspaper—indicate how heavily the authorities were involved in the pipeline’s construction and how closely they cooperated with the company responsible for it.

Continuar a ler

Poderia Trump ser o salvador da Europa?, Major-General Carlos Branco, in Jornal Económico, 11/07/2024, in A Estátua de Sal

Não faltaram à Europa oportunidades para afirmar o seu projeto. Referimo-nos concretamente às relações com a China e a Rússia, e à sua intervenção como um mediador internacional incontornável.


Ainda nos recordamos de quando Angela Merkel, em maio de 2017, num comício em Munique, aludindo às dificuldades com Donald Trump, disse que os europeus não podem depender completamente dos outros. “Nós, europeus, temos realmente de tomar o nosso destino nas nossas próprias mãos – naturalmente em amizade com os Estados Unidos da América, em amizade com a Grã-Bretanha, ser bons vizinhos de quem quer que seja, também com a Rússia e outros países”.

No fundo, o apelo de Merkel não passava de wishfull thinking, uma vez que as elites europeias estavam devidamente sociabilizadas, “condenadas” a comportarem-se bem e de modo servil perante os desígnios da potência hegemónica.

Continuar a ler

Muito obrigado senhor General, Agostinho Costa, por Estátua de Sal, 13/07/2024

Estes últimos dias têm sido um acrescido manancial de lavagem cerebral áqueles que seguem as notícias das televisões. O grande tema tem sido a cimeira da NATO e o apoio à Ucrânia, ambos acompanhados de um rufar de tambores de guerra, de forma a preparar os espíritos para os ímpetos belicistas que os EUA tentam impor aos vassalos, para que continuem a evitar o desmoronamento do Império.

Contudo, a realidade tem muita força e, quando ela nos denega os propósitos resta-nos o teatro e a propaganda como forma de a substituir por uma ficção conveniente. Com o Ocidente cada vez mais isolado no concerto das nações, a NATO surge como uma relíquia da guerra fria, uma lança de ataque da política externa dos EUA e da sua vocação imperial e colonizadora.

Continuar a ler

CEGUEIRA E RESSENTIMENTO, Viriato Soromenho Marques – DN, 13-7-2024

Uma breve declaração inicial de Biden, deu o mote à Cimeira da NATO. O Ocidente promete acelerar numa irrestrita corrida bélica, contra a Rússia e a China. As intervenções seguintes exaltaram, numa euforia febril, os biliões gastos e a gastar na “Defesa”.

Biden tropeçou nas palavras, quando quis sair do texto que lhe haviam dado. Há meses, ou anos, que uma indústria poderosa de “mentira organizada” (uso uma expressão de Hannah Arendt), ao serviço de quem manda nos EUA, ocultou do povo americano e do mundo que o presidente declinava rapidamente nas suas faculdades mentais, mantendo, contudo, intacta a primitiva pulsão de poder.

Continuar a ler

Política do Ocidente mudou; como vai reagir a maioria global?, por Pepe Escobar

11/07/2024 | Como as visitas de Modi e Orbán a Moscou, a cúpula da OTAN e as eleições presidenciais no Irã estão interligadas? Não existe mais esquerda e direita no Ocidente inteiro, não existem mais divisões ideológicas; o que existe é o 0,1% contra o resto inteiro.

A Cimeira da Guerra e Duas Mulheres, por Carlos Matos Gomes, 11-07-2024

Hoje, que se tocam os tambores de guerra na sede do império, e onde uma mulher, Ursula Von Der Leyen, presidente da Comissão da União Europeia, da Europa, está em lugar de destaque, trago à memória Rosa Luxemburgo. Um figura incómoda, feminista, pacifista, socialista, judia sem religião, revolucionária. E também o conjunto de mistificações que serviram para os dirigentes justificarem a guerra aos seus povos.

A causa imediata para a Primeira Guerra foi o assassinato do arquiduque Francisco, herdeiro do trono austríaco, e da sua mulher a 28 de junho de 1914.

Continuar a ler

Caminhamos para o Apocalipse Nuclear?

China and Russia threaten NATO: Putin crony calls for the ‘disappearance’ of Ukraine and the alliance as Beijing warns the Western military group is ‘provoking confrontation’

  • China and Russia have threatened NATO and Ukraine 
  • China warned NATO that it was ‘provoking confrontation’ 
  • Russia meanwhile called for the ‘disappearance’ of Ukraine 

China and Russia have both threatened NATO against ‘provoking confrontation’ over the bloc’s claims that Xi Jingping’s nation holds a key role in Moscow‘s invasion of Ukraine

NATO leaders said in a declaration at their summit in Washington on Wednesday that China had ‘become a decisive enabler of Russia’s war against Ukraine’, adding that Beijing‘s ‘so-called ‘no limits’ partnership’ and ‘large-scale support for Russia’s defence industrial base’ were of ‘profound concern’.

In response, a spokesperson for Beijing’s mission to the European Union said: ‘NATO should stop hyping up the so-called China threat and provoking confrontation and rivalry, and do more to contribute to world peace and stability.’

https://www.dailymail.co.uk/news/article-13623263/China-Russia-threaten-NATO-Putin-crony-calls-disappearance-Ukraine-alliance-Beijing-warns-Western-military-group-provoking-confrontation.html

PAULO QUERIDO | Sanções ocidentais não resultaram: Rússia cresce, ultrapassa Japão e torna-se a quarta maior economia mundial

Mais uma edição da VamoLáVer, mais um título que serve de pretexto para dois ou três amigos aqui do Face me chamarem putinista e russófilo, e “sensível” à “propaganda russa” (*), o que é sempre engraçado de ler em pessoas eivadas, mergulhadas de tal forma no diktat de Washington que nem sabem de que terra (Lisboa, Europa) são.

Pronto, reagem apenas aos títulos. Ler, tá quieto ó preto. Ou será ó russo?

Não interessa. Interessa é que é mais uma suculenta edição. E este é apenas um dos assuntos.

(*) E as fontes não são o Pravda nem o Kremlin: são o Banco Mundial e o FMI

NATO is losing patience with one of its own members – and it’s not who you think, in POLITICO, By PAUL MCLEARY

This week’s summit in Washington will get uncomfortable for Canada as allies press for more cash commitments.

Canada has been dodging its commitment to NATO for a decade. It may not be able to hold out for much longer.

Over the past several years, Ottawa has become an outlier among the 32-member alliance. It has failed to hit domestic military spending goals, has fallen short on benchmarks to fund new equipment and has no plans to get there.

It’s a stance that has frustrated allies far and wide — from the White House to the halls of Congress to capitals all over Europe.

Continuar a ler

Montenegro avisa que reivindicações das forças de segurança não podem fazer claudicar interesse coletivo | in DN/Lusa

O primeiro-ministro tentou colocar travão às reivindicações e defendeu “maior justiça e equilíbrio nas remunerações das mulheres e homens que servem nas forças de segurança”.

As reivindicações das forças de segurança nomeadamente ao nível de vencimentos, por muito justas que sejam, não podem pôr em causa o interesse coletivo do país, avisou esta segunda-feira o primeiro-ministro Luís Montenegro.

Continuar a ler

François Mitterrand en 1987 : “Nous sommes français, nos ancêtres les Gaulois, un peu germain …

Interview du président François Mitterrand en direct de l’Elysée | France 2 | 12/09/1994 Lors d’un entretien exceptionnel avec le Président François Mitterrand pour France 2, le journaliste Jean-Pierre Elkabbach l’interroge longuement sur le rôle de la France sous le régime de Vichy pendant la Seconde guerre mondiale. François Mitterrand donne ensuite son point de vue quant à d’éventuelles excuses au nom de la France.

MAIORIA ACREDITA MAIS EM NEGOCIAÇÕES COM RÚSSIA QUE EM VITÓRIA DA UCRÂNIA E É CONTRA ENVIO DE TROPAS

Resultado negociado é provavelmente resultado da guerra entre Rússia e Ucrânia, diz pesquisa importante. No inquérito do thinktank a 15 países europeus, poucos inquiridos acreditam que a Ucrânia pode garantir uma vitória absoluta.

Patrick Wintour Editor diplomático Ter 2 Jul 2024 – The Guardian 

Um resultado negociado com a Rússia, em oposição a uma vitória militar ucraniana, é agora visto como o resultado mais provável pela maioria dos europeus, de acordo com uma grande pesquisa realizada em 15 países.

Continuar a ler

Can Ukraine rely on its lenders for long-term defense? | DW News

05/07/2024 | Ukraine has less than four weeks to negotiate a new deal with its private creditors or risk a default that could affect its ability to fund its economic recovery. The country has a complicated structure of lenders, including multilateral institutions and individual countries, as well as private lenders. Much of its loans come with conditions related to implementing reforms. DW Business speaks with Tymofiy Mylovanov, president of the Kyiv School of Economics and Ukraine’s former minister of Economic Development, Trade and Agriculture.

Retirado do Facebook | Mural de Carlos Fino

”Um desejo coletivo de morte para o mundo”, por Viriato Soromenho-Marques, in DN, 6/7/24

O título deste artigo foi retirado do mais importante discurso de John F. Kennedy (JFK), proferido em 10 de junho de 1963. Nele, o presidente dos EUA enunciou um conjunto de medidas conducentes ao desanuviamento das relações entre Washington e Moscovo, de modo a evitar a III Guerra Mundial. Em outubro de 1962, os dois Estados estiveram à beira de um confronto nuclear direto, numa situação limite que ficou conhecida como a Crise dos Mísseis de Cuba.

Durante duas semanas, o planeta baloiçou no precipício do holocausto nuclear. Não surpreende que JFK, depois de ter superado essa crise existencial, tenha procurado extrair lições do acontecido, visando prevenir a repetição de uma situação semelhante.

Continuar a ler

À atenção da Assembleia da República, por Carlos Esperança

Recentemente o futebolista Manuel Fernandes e o artista plástico Cargaleiro tiveram na AR um voto de pesar pela sua morte. Foi justo e merecido, mas faleceram na mesma data dois capitães de Abril, o coronel Rui Guimarães e o general Franco Charais que tiveram participação importante no 25 de Abril, e foram esquecidos.

É na vergonhosa amnésia parlamentar que a reescrita da História está a ser feita sem um sobressalto cívico. Foi, aliás, o lamento do capitão de Abril, Rodrigo Sousa Castro, no Twitter que me levou a deplorar o esquecimento dos deputados. Aqui fica o testemunho da minha indignação.

QUEM É KEIR STARMER, O NOVO PM BRITÂNICO?, in LUSA e DN/AFP

Quem é Keir Starmer? O advogado que devolveu os trabalhistas ao poder no Reino Unido. Aos 61 anos, o advogado Keir Starmer concretiza o sonho de ser o novo inquilino do número 10 de Downing Street. Adepto fervoroso do Arsenal, o novo primeiro-ministro britânico nunca escondeu a ambição de chegar longe na política. É casado com Victoria, também advogada, e pai de dois filhos adolescentes.

Na foto: Abraço do primeiro-ministro britânico eleito, Keir Starmer, à mulher, Victoria JUSTIN TALLIS / AFP

Continuar a ler

No peace for Ukraine: Zelensky faces a new internal threat | The Daily Digest, Story by Zeleb

There is no peace for Ukraine. At a time when Russia’s offensive advances and the United States questions its future military support in the event of Donald Trump’s re-election, the country faces a new danger.

As CNN explains, in a message on Telegram, the Ukrainian Security Service reported that the alleged coup plotters planned to provoke riots in Kiev on June 30 – Constitution Day in the country – and then take control of Parliament and expel “the military and political leadership.”

Continuar a ler

BANCO MUNDIAL ELEVA CLASSIFICAÇÃO DA RÚSSIA PARA “PAÍS DE ALTO RENDIMENTO” 

A classificação anual do rendimento nacional do Banco Mundial, divulgada segunda-feira, elevou a posição da Rússia da categoria “média alta” para a categoria “alta”, graças à força do seu crescimento económico.

O banco mede o rendimento nacional bruto (RNB) com base num método que remonta a 1989 e actualiza as suas classificações todos os dias 1 de Julho, com base no RNB per capita do ano civil anterior. A receita é medida nem dólares norte-americanos.

“A actividade económica na Rússia foi influenciada por um grande aumento na actividade militar em 2023, enquanto o crescimento também foi impulsionado por uma recuperação no comércio (+6,8%), sector financeiro (+8,7%) e  construção (+6,6%) “, pode ler-se em postagem do Banco Mundial.

“Esses fatores levaram a aumentos no PIB real (3,6%) e nominal (10,9%), e o RNB per capita do Atlas da Rússia cresceu 11,2%”, acrescentou o banco.

Continuar a ler

União Europeia: à deriva entre duas ilusões, por Viriato Soromenho-Marques,10-06-2024, in DN

“Por outro lado, também não foram Governos populistas que arrastaram a UE para a perigosa subordinação à NATO e aos EUA, numa guerra, que segundo inquérito recente do Institute of Global Affairs, de Nova Iorque, conta com a oposição esmagadora de europeus e norte-americanos.”

Tudo indica que as forças do nacionalismo e populismo extremos terão um significativo ganho relativo de deputados no Parlamento Europeu (PE) em 2024. Contudo, já nas eleições de 2014, a mesma corrente política obteve triunfos substanciais. Basta recordar a vitória da Frente Nacional (hoje, Reagrupamento Nacional-RN) de Marine Le Pen, ou o sucesso de Nigel Farage, com o seu UKIP, que seria o instrumento fundamental para o Brexit em 2016.

Continuar a ler

🚨WEST’S COLOSSAL MISTAKE: US Decline, Rise of BRICS, Tariffs Damage US Economy, Prof. Richard Wolff

Richard D. Wolff is Professor of Economics Emeritus, University of Massachusetts, Amherst where he taught economics from 1973 to 2008. He is currently a Visiting Professor in the Graduate Program in International Affairs of the New School University, New York City. Earlier he taught economics at Yale University (1967-1969) and at the City College of the City University of New York (1969-1973). In 1994, he was a Visiting Professor of Economics at the University of Paris (France), I (Sorbonne). Wolff was also regular lecturer at the Brecht Forum in New York City. Prof Wolff is the co-founder of Democracy at Work and host of their nationally syndicated show Economic Update.  In the interview, we discuss U.S. economic policy, latest tariffs and how protectionist measures will backfire, BRICS+ gaining momentum and surpassing G7 and more.

O que pensa a Rússia | Viriato Soromenho-Marques, in Diário de Notícias, 29-06-2024

Estamos cada vez mais próximos de uma guerra frontal entre a NATO e a Rússia. E que fazem os nossos governos? Exercícios de pensamento mágico e de reescrita da história! Em vez de falarem com a Rússia para evitar a hecatombe, encenam uma sinistra “celebração” do dia D, transformando a Rússia, que foi o país chave na derrota do nazismo, num ausente saco de boxe. Depois simulam uma “cimeira da paz”, em que a intervenção decisiva foi o presidente polaco, Andrzej Duda, ao revelar o verdadeiro objetivo do conclave: “descolonizar” a Rússia, parti-la em pequenos Estados independentes, como ocorreu na URSS…

Há 10 anos antecipei no DN o que está a acontecer: “Em 1985 publiquei um livro sobre o risco de guerra nuclear limitada na Europa (Europa: o Risco do Futuro). (….) Todos os especialistas que consultei me confessavam, em privado, ser inevitável, mais tarde ou mais cedo, uma guerra central com armas nucleares (…)

Continuar a ler

Xi Jinping | “a cada minuto que o poder da China cresce, aumenta a esperança na paz mundial”, in TVI

 “O presidente chinês, Xi Jinping, afirmou que, “a cada minuto que o poder da China cresce, aumenta a esperança na paz mundial”, reafirmando o compromisso do seu país com o “desenvolvimento pacífico”.

O líder chinês afirmou que a China “não seguirá o velho caminho da pilhagem colonial ou o caminho tortuoso da hegemonia quando o país é forte”, mas “seguirá o caminho correto do desenvolvimento pacífico”.

Continuar a ler

Como vivi o 25 de Abril, Manuela Ramalho Eanes, in Diário de Notícias, 28-06-2024

O meu 25 de Abril começou muito antes do próprio 25 de Abril. Começou quando o meu marido e outros jovens militares sonhavam com um País livre, democrático, sem prisões por razões ideológicas, com políticos com integridade e ética, com pessoas sem fome, com escolas onde todos pudessem aprender a ser mulheres e homens participativos sem medo de falar, com uma justiça que não fosse manipulada pelos servos do regime, com cidadãos prontos a combater por um ideal de Pátria onde a liberdade, a justiça e a paz fossem uma verdade vivida por todos, sem medos. 

Continuar a ler

“POLÍTICA | CENTRO POLÍTICO “TEM ENORME DIFICULDADE EM COMUNICAR” COM OS JOVENS: “HÁ UMA REVOLTA QUE É ESTRANHA”, Entrevista a Artur Santos Silva, in Expresso

“Engano-me várias vezes e tenho sempre muitas dúvidas”, diz o ex-presidente do Parlamento, Augusto Santos Silva, que confessa a sua angústia com a incapacidade de os partidos do centro político chegarem aos jovens. Em entrevista ao podcast A Beleza das Pequenas Coisas, diz que há condições para um acordo de esquerda em Lisboa e volta a manifestar o seu descontentamento com o sistema judicial

Bernardo Mendonça, Jornalista | Matilde Fieschi, Fotojornalista

Continuar a ler

Trump v Biden in the first 2024 presidential debate: our panelists’ verdict | The Guardian

Story by Moustafa Bayoumi, Jill Filipovic, Lloyd Green, Arwa Mahdawi and Osita Nwanevu

Moustafa Bayoumi: ‘The Democrats must select someone other than Biden as their candidate’

What a catastrophe. From the moment the debate started, Joe Biden was meandering, confused and charmless. It never improved. Donald Trump, however, was relatively restrained, at least for Trump. Of course, he resorted to lies, insults and exaggerations throughout the 90 minutes. By citing things called “Black jobs” and “Hispanic jobs” and by calling Biden a “bad Palestinian”, Trump managed to hit all his usual racist notes.

Continuar a ler

Pentagon chief speaks with Russia’s defense minister via phone for first time, in France 24

Initiative of the American side

“As he stated, he will not comment on “internal discussions that may be taking place,” and President Biden does not intend to change his decision not to send American troops to Ukraine.”

Russian Minister of Defence Andrei Belousov and his US counterpart Lloyd Austin spoke by phone on Tuesday to discuss the ongoing conflict in Ukraine, Moscow’s defence ministry said.

“The Ministers exchanged views on the situation around Ukraine,” the ministry said in a statement, noting the conversation took place “at the initiative of the American side”.

Continuar a ler

Finalmente | “Julian Assange chega a acordo com EUA e sai da prisão, in Expresso”

O acordo entre os Estados Unidos e o fundador do Wikileaks ainda não foi formalmente finalizado, mas Julian Assange deverá comparecer no tribunal das Ilhas Marianas, onde se irá declarar culpado de crime de conspiração para obter e divulgar ilegalmente informações confidenciais da defesa nacional dos Estados Unidos

O fundador do Wikileaks, Julian Assange, aceitou declarar-se culpado de conspiração para obter e divulgar ilegalmente informações confidenciais, num acordo com a justiça dos EUA, e já saiu da prisão, disse esta terça-feira o portal.

Continuar a ler

La social-démocratie (XIXe – XXIe siècles), Jean-Michel Dufays, https://www.youtube.com/watch?v=fIcDa-pourU

Vídeo indisponível

A reprodução em outros sites foi desativada pelo proprietário do vídeo.

Assistir no YouTube no URL indicado no título

England and Portugal – The Treaty of Windsor, the oldest diplomatic alliance in the world, May 9, 1386 | Inglaterra e Portugal – O Tratado de Windsor, a mais antiga aliança diplomática do mundo, 9 de maio de 1386

A 9 de maio de 1386, os representantes do rei de Portugal, João I, e do rei de Inglaterra, Ricardo II, deram por terminadas as negociações entre as duas coroas e assinaram um tratado de amizade perpétua e mútua assistência entre os dois reinos.

Nas suas 13 cláusulas constavam obrigações de socorro mútuo, em caso de ataque inimigo, auxílio militar e apoio diplomático e, também, uma declaração de livre circulação de pessoas e bens entre os territórios das duas coroas.

O sucesso das negociações e a assinatura formal do tratado permitiu desencadear os preparativos para o ato destinado a selar o acordo, e que foi o casamento do rei de Portugal com D. Filipa, filha do Duque de Lencastre, o que veio a ocorrer a 11 de fevereiro de 1387.

Continuar a ler

Estados Unidos da América e Federação Russa. Será que estão a endurecer posições propositadamente, para forçarem um acordo a curto prazo? Será a estratégia de assustar o Mundo a via para tal desiderato?

Russia Threatens to Seize Assets from US and Allies over G7 Agreement of Loaning Ukraine $50 Billion from Frozen Properties.

Rússia ameaça confiscar ativos dos EUA e aliados devido ao acordo do G7 de empréstimo de US$ 50 bilhões à Ucrânia de propriedades congeladas.

Story by Samyarup Chowdhury in Knewz


 

UK and US at loggerheads over Ukraine joining Nato | Reino Unido e EUA em desacordo sobre adesão da Ucrânia à Nato, The Telegraph

O Reino Unido e os EUA estão em desacordo sobre a relação da Ucrânia com a OTAN, depois de autoridades americanas terem dito que o seu caminho para a adesão não deveria ser descrito como “irreversível”, foi relatado.

Washington está alegadamente preocupado com os planos para dar a Volodymyr Zelensky novas garantias sobre a adesão à NATO numa cimeira no próximo mês.

Continuar a ler

Jeffrey Sachs: “Em tempo de guerra a Europa não é nada” | 16-06-2024, in Jornal Público

Apologista do desenvolvimento sustentável, o economista rockstar Jeffrey Sachs elegeu a paz como o desafio central, tornando-se uma das vozes mais críticas do papel dos EUA na guerra na Ucrânia.

Aline Flor (texto) e Daniel Rocha (fotografia), 16 de Junho de 2024, 6:30

——

No fundo, o imperialismo americano é apenas uma herança dos britânicos?
Os americanos aprenderam tudo o que sabem sobre o império com os britânicos.

——
Ganhou notoriedade nos anos 1980 como o jovem economista que liderou “terapias de choque” em países como a Bolívia ou a Polónia. Na senda dos Objectivos do Desenvolvimento do Milénio, entrou no século XXI acompanhado de celebridades como Angelina Jolie e Bono Vox em viagens a África e escreveu best-sellers como O Fim da Pobreza (2005). Em 2014, Bill Gates escreveu sobre ele um artigo de opinião intitulado: “Porque é que Jeffrey Sachs é importante.”
Nos últimos anos, o norte-americano Jeffrey D. Sachs, grande evangelista dos Objectivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas, elegeu a paz como o pilar central para a concretização deste desafio global, tornando-se uma das vozes mais críticas do papel dos EUA nos conflitos globais, em particular na guerra na Ucrânia.

https://www.publico.pt/2024/06/16/azul/entrevista/jeffrey-sachs-tempo-guerra-europa-nao-nada-2094092

O novo outono alemão, por Viriato Soromenho-Marques, 15-06-2024 in DN

As eleições europeias, em especial em França e na Alemanha, provaram aquilo que venho defendendo desde 2014. A doença europeia, que se tornou visível na crise do euro, não terminou nem é conjuntural. É uma crise estrutural de identidade, cada vez mais existencial.  Agora, que estes dois países, a chamada “locomotiva europeia”, estão paralisados na linha de um destino incerto, importa parar para pensar. Comecemos, hoje, pela Alemanha.

A participação maciça dos alemães nas eleições para o Parlamento Europeu (64,78%, que compara com a escassa participação portuguesa de 36, 54%) permite uma leitura inequivocamente nacional dos seus resultados. Tendo em conta que, nas eleições federais, só os partidos com mais de 5% de votos têm representação no Bundestag, apenas seis forças partidárias estão hoje em condições de formar grupos parlamentares federais.

Continuar a ler

Francisco Seixas da Costa – @seixasdacosta – hoje, 15-06-2024, no Tweeter

Retirado do Facebook | Mural de Carlos Esperança

«Em 2010, nas eleições presidenciais na Ucrânia, o vencedor foi Yanukovoch, candidato pró-russo, derrubado em 2014 no golpe de Estado da Maiden. Comparar as zonas em que então teve maioria com aquelas que as tropas russas ocupam hoje na Ucrânia ajuda a explicar muita coisa.»

»»» Em vez de emoções exige-se reflexão. É o que procuro fazer.

Européennes 2024 : Allemagne, Italie, Espagne, Autriche… Les résultats du scrutin hors de France, article de J.G. avec AFP | in 20 Minutes

TOUR D’EUROPE – En Allemagne, le chancelier Olaf Scholz a bu la tasse dimanche soir lors des élections européennes tandis que Giorgia Meloni a remporté son pari en Italie

Au lendemain des élections européennes, on retient bien sûr en France l’écrasante victoire du Rassemblement national et la déroute du parti présidentiel. Et surtout l’annonce surprise de la dissolution de l’Assemblée nationale qui va obliger les Français à retourner aux urnes les 30 juin et 7 juillet.

Mais ailleurs en Europe, la soirée électorale a aussi été animée avec le pari réussi de la cheffe du gouvernement italien Giorgia Meloni et le revers subi par le chancelier allemand Olaf Scholz. Tour d’horizon des résultats dans les principaux pays européens.

Continuar a ler

Vamoláver | Europeias apenas beliscam Parlamento, mas arrasam França e Alemanha

O “coração” que manda na União manteve-se a “bombar”: PPE, S&D e RE têm uma maioria de 402 lugares para resistir ao avanço tremendo da extrema-direita. Mas França e Alemanha ficaram em maus lençóis.

Resultado das Europeias apenas belisca Parlamento, mas arrasa França e Alemanha

  • PPE vence europeias e conquista mais oito eurodeputados do que em 2019
  • Em Portugal o vencedor foi o PS, com mais um eurodeputado que a AD
  • Marta Temido é a primeira política a vencer umas eleições
  • Extrema-direita sobe em geral, mas não em todo o lado

A União Europeia acordou esta manhã a digerir um aumento no apoio a partidos de extrema-direita e uma rejeição aos governantes centristas, liderada pelas maiores nações do continente — França e Alemanha. O euro desceu nas operações matinais; os mercados de ações europeus sofreram quedas; e o mundo económico mostra-se apreensivo.

As forças conservadoras nacionais e de extrema-direita registaram avanços significativos, ficando com cerca de um quarto dos eurodeputados no parlamento de 720 lugares – o seu melhor resultado de sempre. No entanto, o desempenho não foi uniforme em todos os países, com alguns surpreendentemente a ficarem abaixo das expectativas.

França e Alemanha: o grande problema

Continuar a ler

Europa: Reinvenção ou subjugação, por Carlos Matos Gomes, 09-06-2024

«Leituras para compreender a Europa em perigo» é o titulo de um artigo na Babelia, o suplemento cultural do El País (nenhum jornal português tem um suplemento cultural) — e começa com uma declaração do escritor Jean-Baptiste Andre, vencedor do último prémio Goncourt (em Portugal nenhum escritor, premiado ou não, é ouvido sobre o mundo que o cerca e que é matéria de reflexão nos seus romances) — diz o escritor: Estamos à beira de um regresso da extrema direita. Não deveria surpreendermos neste tempo que a História tende a repetir-se . A pergunta é, portanto, a de sabermos se é possível detê-la ou não.

Continuar a ler

Prof. Mearsheimer PREDICTS the CATASTROPHIC Outcomes of the Nato-Russia Confrontation

Neste vídeo, o professor John Mearsheimer, renomado estudioso das relações internacionais, discute as origens do conflito na Ucrânia, a expansão da OTAN, a situação atual na Ucrânia e as consequências do apoio dos EUA às ações israelenses em Gaza.

Prof. Mearsheimer EXPOSES Why the US Acts Against Its Self-Interest

In this video, Prof. John Mearsheimer, a renowned political scientist and realist theorist, discusses his realist perspective on international relations, the Russia-Ukraine war, and U.S. foreign policy. Key topics include the realist framework, Russia’s motivations in Ukraine, the role of ideology, critiques of U.S. strategy in Ukraine and the Middle East, the power of the Israel Lobby in the US, and the Israel-Palestine conflict. Mearsheimer emphasizes the importance of power dynamics and security concerns in shaping global politics.

O GPS e a mentira política, por Carlos Matos Gomes

A mentira política tradicional incidia habitualmente ou sobre segredos autênticos, ou sobre intenções. Atualmente as mentiras políticas manipulam factos conhecidos de toda a gente. A técnica de mentira atual assenta no desvio da atenção e na negação ou adulteração de qualquer acontecimento cuja narrativa convenha ser estabelecida consoante os interesses de um grupo com capacidade para a impor.

Com as técnicas modernas utilizadas pelos massmedia é hoje muito mais fácil realizar a operação de reescrita da verdade do que alguma vez o foi. As duas mentiras políticas do momento dizem respeito, uma à autorização dada ao regime de Kiev dado pelo “Ocidente alargado” para utilizar as suas armas de longo alcance contra alvos no interior da Rússia. A outra mentira, a de que, de novo o “Ocidente alargado”, em particular os Estados Unidos, o seu cabeça de império, está muito incomodado com o massacre e chacina de Gaza, mas que os israelitas, e o seu cabo de guerra Netanyiahu, não seguem as determinações de moderação.

Continuar a ler

“C’est pas la Russie qu’on est en train de ruiner, c’est la France” | Nicolas Dupont-Aignan

13/03/2024 | Nicolas Dupont-Aignan, président de Debout la France et député de l’Essonne, était l’invité de la matinale de Public Sénat ce mercredi 13 mars. Le député a voté contre l’accord d’aide à l’Ukraine en discussion mardi 12 mars à l’Assemblée nationale. S’exprimant sur les sanctions économiques visant la Russie, il  a déclaré qu’elles étaient inutiles et qu’elles pesaient d’abord sur les économies d’Europe de l’Ouest, telles que celles de la France et de l’Allemagne. 

A emergência constitucional | Guilherme d’Oliveira Martins, 04-06-2024, in DN

A derrota de Napoleão na Batalha de Trafalgar levou o imperador francês a abandonar o plano de invasão da Grã-Bretanha e a conceber como alternativa o Bloqueio Continental, visando asfixiar economicamente o inimigo, tão dependente do comércio marítimo. Em novembro de 1806, chegado a Berlim, Bonaparte proclamou o fecho de todos portos do Velho Continente aos navios britânicos. E em Tilsit, deu conta ao imperador russo do seu objetivo de depor as casas reais da Península Ibérica, resistentes ao bloqueio.

Continuar a ler

A febre do empreendedorismo dos anos da Troika foi um beco sem saída que convenientemente caiu no esquecimento, in República das Bananas

Sinais de Fumo, romance de Alex Couto, captura o espírito do empreendedorismo vazio de Portugal durante os anos da Troika.

Se tivermos de selecionar o que se destacou em Sinais de Fumo, primeiro romance de Alex Couto, para os autores desta República, foi de uma memória dos tempos da Troika. Entre o bairro do Viso em Setúbal e o consumo de cannabis, o motor desta história são as narrativas sobre o empreendedorismo que eram injetadas em doses massivas nas cabeças dos portugueses, em especial nas dos mais jovens sobre quem pairava o desemprego e a precariedade. 

Enquanto o país se “ajustava” sob a supervisão do trio Comissão Europeia-Banco Central Europeu-FMI, a solução para o desemprego quase nos 18% (o desemprego jovem rondava os 40%) e a vaga de emigração em massa, passava pelo empreendedorismo.

Continuar a ler

TÓPICOS DA IMPRENSA | 03-06-24 | VCS

Retirado (parcialmente) com a devida vénia e aplauso de : Vamoláver vamolaver@substack.com | https://vamolaver.com

Economia

🇵🇹 A grande maioria do aumento da dívida portuguesa entre 2000 e 2023 deveu-se ao pagamento de juros, totalizando mais de 136 mil milhões de euros, segundo um relatório do Banco de Portugal. Em dezembro de 2023, a dívida nacional atingiu os 263 mil milhões de euros, um aumento de 194 mil milhões desde o início do século. O Banco de Portugal alerta para a necessidade de uma política orçamental prudente, dado o esperado aumento da taxa de juro implícita, para minimizar os riscos orçamentais futuros. • expresso.pt

🇵🇹 Portugal atingiu 87% de energia renovável no consumo de eletricidade nos primeiros cinco meses deste ano. A energia hídrica foi a maior fonte, representando 43%, seguida da eólica com 30%, solar com 8% e biomassa com 6%. Apenas 9% do consumo foi abastecido por gás natural e 4% por importações. • publico.pt

MUNDO

🇬🇧 O Partido Trabalhista britânico está prestes a alcançar a sua maior vitória de sempre nas próximas eleições gerais, superando o recorde de 1997 sob Tony Blair, segundo a YouGov. A sondagem MRP prevê que os Trabalhistas ganhem 422 assentos, garantindo uma maioria de 194 assentos, enquanto os Conservadores de Rishi Sunak enfrentam a sua maior derrota em mais de um século, com apenas 140 assentos. • reuters.com

🇲🇽 Claudia Sheinbaum foi eleita como a primeira presidente mulher do México, conquistando cerca de 60% dos votos. A sua vitória esmagadora pode garantir uma supermaioria no congresso, permitindo ao governo alterar a constituição. Sheinbaum, ex-presidente da Câmara da Cidade do México, pretende continuar o legado do Presidente Andrés Manuel López Obrador, e o seu programa inclui propostas controversas como enfraquecer o Supremo Tribunal. • reuters.com

OPINIÃO

Ricardo Paes Mamede critica a falta de discussão sobre política industrial em Portugal, contrastando com o debate global sobre o papel dos Estados na promoção de sectores específicos. O autor sublinha que, no contexto português, qualquer tentativa de estratégia selectiva é rapidamente rotulada de estatizante ou mesmo soviética por figuras políticas de destaque.. 🗣 publico.pt

SONDAGENS

📰 Quatro em cinco: PS continua a liderar sondagens mas deverá perder um eurodeputado

A cabeça de lista do Partido Socialista, Marta Temido, lidera a intenção de voto dos portugueses para as eleições europeias na sondagem da Aximage para o DN, o JN e a TSF. Temido apresenta 30,6% das intenções de voto, seguida por Sebastião Bugalho, cabeça de lista da AD, com 26,6%, e Tânger Corrêa, do Chega, em terceiro lugar com 15,5%.

Quais são os resultados em mandatos se a sondagem se confirmar?

Se estes resultados se confirmarem, o PS consegue eleger oito eurodeputados (menos um do que teve no período 2019-2024), a AD seis, o Chega quatro e o Bloco de Esquerda, o Livre e a Iniciativa Liberal um cada. A CDU ficaria sem representação europeia, tal como o PAN.

Outras sondagens recentes mostram cenários variados:

  • Sondagem CNN/IPESPE Duplimétrica: PS com 25%, AD com 23%, Chega com 7%
  • Sondagem ICS/ISCTE para Expresso/SIC: PS com 32%, AD com 26%, Chega com 18%
  • Sondagem Intercampus para CM: PS com 27,5%, AD com 23,2%, Chega com 10,7%
  • Sondagem RTP/Antena 1/Público: AD com 31%, PS com 30%, Chega com 15%

Fonte: cnnportugal.iol.pt

Editor: Paulo Querido. Ilustrador: Mário Pires. Etiquetas: Ana Roque. Apoio na pesquisa e filtragem: Cecil. LLM usados: GPT-4 e Claude.


VamoLáVer é uma newsletter de acesso universal e gratuito para todos os subscritores. Pode contribuir financeiramente para esta iniciativa de cidadania informada migrando a sua subscrição para um plano de apoio mensal ou anual.

https://vamolaver.com

A União Europeia (U.E.) e a guerra na Ucrânia, por Carlos Esperança

Não discuto a bondade do apoio da U.E. a esta guerra, mas gostaria de pôr em causa a sensatez das suas decisões perante as consequências, sem ser acusado de estar ao lado da Rússia.

Há mais de dez anos que acompanho a guerra civil na Ucrânia e, há mais de dois, a sua escalada após a invasão russa. Já ouvi todos os prognósticos, e demasiados argumentos para justificar a continuação da guerra que devora as juventudes da Ucrânia e da Rússia e os recursos financeiros da UE.

Não me atrevo a discordar das boas razões, mas permitam-me a reflexão, sem anátemas ou insultos, para prosseguir a guerra, arriscando a vida de todos os europeus, o que só é legítimo se essa for a vontade democrática dos europeus, livremente expressa.

Continuar a ler

A parceria entre a União Africana e as Nações Unidas é essencial para o futuro das operações de paz em África

Por Nate Allen e Nicole Mazurova, 21 de maio de 2024

A utilização das contribuições avaliadas pelas Nações Unidas para apoiar as operações de paz lideradas pela União Africana poderia revitalizar as operações de paz em África.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas adopta por unanimidade a Resolução 2719 sobre a cooperação entre as Nações Unidas e a União Africana. (Foto: UN/Eskinder Debebe)

A Resolução 2719 do Conselho de Segurança das Nações Unidas fornece um quadro para as operações de paz lideradas pela União Africana (UA) acederem ao financiamento da ONU através de contribuições avaliadas. Isto poderia tornar as operações de paz mais eficazes e sustentáveis, ao mesmo tempo que fortaleceria o papel de liderança de África na sua gestão. Foi necessário em parte pelo declínio das operações de manutenção da paz da ONU e pela mudança para missões lideradas por africanos. Embora essas missões tenham tido algum sucesso na resolução de conflitos armados na África, elas geralmente não têm os recursos, as capacidades expedicionárias e a infraestrutura civil das operações de manutenção da paz da ONU. Ao proporcionar às missões lideradas por africanos acesso ao financiamento da ONU, a Resolução 2719 do Conselho de Segurança da ONU oferece uma oportunidade para a ONU e a UA inovarem as ferramentas, práticas e parcerias necessárias para enfrentar o conflito armado na África.

Ao permitir que as missões lideradas por africanos tenham acesso ao financiamento da ONU, a Resolução 2719 do Conselho de Segurança da ONU oferece uma oportunidade para a ONU e a UA inovarem as ferramentas, práticas e parcerias necessárias para lidar com o conflito armado na África.

Resultado de mais de 15 anos de negociações, a Resolução 2719 do Conselho de Segurança da ONU chega em um momento de mudanças e incertezas para as operações de paz na África. A ascensão da militância islâmica e as guerras civis na República Democrática do Congo (RDC), norte de Moçambique, Sahel, Somália e Sudão estão a cobrar o seu preço. A persistência dos conflitos armados, apesar da aspiração da UA de pôr fim a todas as guerras no continente, tem contribuído para um crescente sentimento de desilusão com as operações multilaterais de paz e com a UA. Estas frustrações devem-se, em parte, a uma desconexão entre o que os cidadãos esperam das operações de paz e o que podem trazer como ferramentas eficazes, mas limitadas, para a gestão de conflitos. Este desfasamento reflecte a necessidade de melhores respostas colectivas aos desafios de segurança que África enfrenta.

CONTINUA – clicar no URL

https://africacenter.org/fr/spotlight/le-partenariat-entre-lunion-africaine-et-les-nations-unies-est-essentiel-pour-lavenir-des-operations-de-paix-en-afrique

AVIÃO SUECO DE VIGILÂNCIA NA UCRÂNIA SIGNIFICARÁ ENTRADA ABERTA DA NATO NO CONFLITO | Carlos Fino citando TIM MARTIN

A Suécia fornecerá aeronaves de vigilância ASC 890 à Ucrânia e lançará o maior pacote de ajuda.

O Ministério da Defesa sueco disse que a aeronave de vigilância oferecerá à Ucrânia “uma capacidade inteiramente nova de reconhecimento de radar aerotransportado e controle de combate contra alvos no ar e no mar”.

Por TIM MARTIN, em 29 de maio de 2024

A Suécia deve fornecer à Ucrânia duas aeronaves aerotransportadas de alerta e controle antecipado ASC 890 (Foto: Ministério da Defesa sueco)

Continuar a ler

ESCALADA PERIGOSA | in Jornal Expresso

Permissão de uso de armas dos EUA contra a Rússia é perigosa: “Estão a fazer escalar imprudentemente a guerra, rumo à conflagração global”

Deverá tratar-se de uma medida contida, mas pode levar Moscovo a retaliar: face à possibilidade de grande avanço russo na Ucrânia neste verão, Joe Biden acedeu a que a Ucrânia use mísseis americanos contra alvos em território russo. Os analistas temem que não só seja difícil vigiar os ataques que Kiev fará como controlar os danos que causem. Uma escalada nuclear é o que se segue, defendem vários investigadores

Até agora Joe Biden recusava-se a permitir que a Ucrânia utilizasse armas produzidas nos Estados Unidos fora das fronteiras ucranianas, independentemente de qual fosse a “provocação”. Alegava que qualquer ataque ao território russo violaria o seu objetivo de “evitar a III Guerra Mundial”. 

Continuar a ler

A GUERRA E A DEMOCRACIA, por Francisco Seixas da Costa, 30-05-2024

Numa intervenção que fiz há pouco na CNN Portugal, chamei a atenção para alguns aspectos da guerra na Ucrânia que, em minha opinião, têm sido pouco sublinhados. Vou desenvolvê-los aqui.

O primeiro é dizer, com todas as letras, que a NATO não está em guerra com a Rússia. Isto não é uma “technicality”, é uma realidade. E, que eu saiba, também nenhum Estado membro da NATO, muito menos Portugal, está em guerra com a Rússia. Se outro país NATO se considerar como tal, tem de avisar, porque, nesse caso, todos os restantes Estados devem avaliar se são obrigados a mostrarem-se solidários com esse eventual estado de guerra.

Continuar a ler

Major-General Carlos Branco, via Paulo Silva, in Facebook

Os dirigentes europeus, de um e do outro lado da cortina de ferro, apostaram na dissuasão, porque sabiam que uma guerra quente entre os dois blocos levaria ao extermínio. Falava-se então na Destruição Mútua Assegurada (MAD, Mutual Assured Destruction), um conceito que parece ter sido esquecido pelos atuais líderes do Velho Continente. Pelo menos, é isso que podemos deduzir do discurso desta nova geração de dirigentes que não viveu o flagelo da guerra.

Foi graças à dissuasão e à MAD, que os dois arqui-inimigos coexistiram pacificamente durante mais de quatro décadas. As grandes potências – EUA e URSS – optaram por se confrontar noutras latitudes, noutros teatros de operações, através de guerras por procuração, afastadas dos seus territórios. Os afegãos, os vietnamitas e outros povos de África saberão certamente do que falo.

Continuar a ler

Preparar a saída do euro é a procura de um modelo de desenvolvimento soberano, por República dos Pijamas

Os debates da integração europeia vão bem além de ser pró ou contra a Europa. Uma agenda soberanista passa por boas políticas em áreas como transportes, uso de solos, energia e produção alimentar

No âmbito das eleições europeias, a CDU organizou uma sessão pública sobre a economia portuguesa na União Europeia. Num painel que maioritariamente partilhou o diagnóstico que o processo integração europeia, e em especial o Euro, foram danosos para o desenvolvimento nacional, foi possível encontrar discordâncias sobre a capacidade de transformar a economia nacional dentro destes constrangimentos. Ricardo Paes Mamede e Paulo Coimbra, ambos economistas e autores do blogue Ladrões de Bicicletas, representaram os polos opostos.

Continuar a ler

Russia’s Lavrov Declares Western Europe an Unlikely Partner for the Next Generation, in Dagens.com (UK) by Henrik Rothen

In a recent statement, Russian Foreign Minister Sergey Lavrov declared that Russia will not consider Western Europe a partner “for at least a generation.”

High-ranking Russian officials, including President Vladimir Putin, have repeatedly characterized the ongoing military conflict between Moscow and Kyiv as a proxy war waged by NATO against Russia.

The Kremlin points to the substantial material aid, training, and intelligence support provided by the United States and several European countries to bolster Ukraine’s defense.

Continuar a ler

PAN | Pessoas-Animais-Natureza | Comissário Europeu para o bem-estar animal é uma das apostas para a Europa

A criação de um Comissário Europeu para o Bem-estar animal, alterar a diretiva para permitir a redução do IVA das rações e dos cuidados médico-veterinários, a promoção da igualdade de género, através da redução do fosso salarial entre homens e mulheres, e a transição para um sistema de produção de energia 100% renovável até 2040 são algumas das prioridades do PAN para o Parlamento Europeu. Com o mote Pelo Planeta, Por Ti, Pelos Animais, a apresentação das principais linhas orientadoras do Programa Eleitoral e da lista de candidatos do Partido Pessoas – Animais – Natureza decorreu hoje, em Lisboa.
 
O programa do PAN assenta em sete eixos fundamentais, que têm como objetivo a construção de uma Europa mais justa, inclusiva, próspera e sustentável: proteção animal; direitos humanos; ambiente; saúde e bem-estar; inovação e economia verde; democracia e transparência; e educação e cultura.

Continuar a ler

Os paladinos da guerra perfeita, por Viriato Soromenho-Marques, in DN

Não cessa de me surpreender a indiferença dos nossos eleitos políticos, do Governo e da oposição, mergulhados em trivialidades, perante a questão existencial da paz e da guerra.

A maior ameaça à nossa existência coletiva reside no silêncio e cumplicidade de quem nos governa e representa, perante aqueles, ao nosso lado, que alimentam o rastilho aceso à espera de explodir em todo o Velho Continente. O atentado contra Robert Fico – PM eslovaco e uma voz dissidente no consenso belicista da NATO -, ou a repetição na Geórgia dos protestos ao estilo de Kiev em 2013, são sintomas da catástrofe em marcha.

A Rússia domina o campo de batalha. Contudo, como sempre escrevi, num conflito em que estão envolvidas quatro potências nucleares, a paz só poderá nascer do primado da política sobre as armas. Em cima da mesa deveria estar a necessidade de travar a escalada, cessar os combates, e assinar tréguas duradouras.

Continuar a ler

‘We are on the brink’: One in three chance of “civil war,” warns billionaire investors | in The Independent, USA

41% of Americans believe the US will see a second civil war in next 5 years: Poll (Straight Arrow News)

Billionaire investor Ray Dalio has raised concerns about the future of the United States, saying the current political climate has created a one-in-three chance for “civil war.”

In an interview with The Financial Times this week, Mr Dalio described how the polarization of American politics has contributed to an extremely “turbulent” time in history.

“We are now on the brink,” Mr Dalio told the news outlet, adding that he sees a 35 to 40 percent probability of a second civil war.

Continuar a ler

“Não há estudo” ambiental para a decisão de Alcochete, admite ministro das Infraestruturas no Parlamento | AS DÚVIDAS CONTINUAM POR ESCLARECER NA HABITAÇÃO, in EXPRESSO

“Onde é que estão os estudos de impacto ambiental?” em relação à Alcochete, perguntou a deputada Marisa Matias. A resposta do ministro que tutela as Infraestruturas e a Habitação foi simples: “não há estudo”.

O ministro das Infraestruturas e da Habitação, Miguel Pinto Luz, disse esta sexta-feira, no Parlamento, que ainda não há estudo de impacte ambiental para a decisão que foi tomada relativa ao aeroporto em Alcochete.

“Onde é que estão os estudos de impacto ambiental? O que é que esta expansão significa para a saúde da população lisboeta? O que é que significa do ponto de vista do aumento da poluição?”, perguntou Marisa Matias, deputada do BE.

A resposta foi simples: “não há estudo”. E Miguel Pinto Luz lembrou o curto tempo de Governo: “como é que se faz um estudo em 30 dias?”.

Continuar a ler

Putin visits Xi in China as leaders push for ‘political solution’ to Ukraine war | BBC News

16/05/2024 #BBCNews

16/05/2024 • #BBCNewsRussia’s president Vladimir Putin has visited China in what is his first international visit since the start of his fifth presidential term.

Chinese President Xi Jinping welcomed his “old friend” Vladimir Putin to Beijing. Putin said Russia and China wanted a political solution to the ‘Ukraine crisis’ while Xi called for a two-state solution to the war in Gaza. The meeting – the third in just over a year – comes as Russia’s invasion of Ukraine has raged on for more than two years.

Siza Vieira considera que “foi uma semana que correu bem ao governo” e Marques Lopes tira “o chapéu a Montenegro que teve uma semana ótima”, in Expresso.

Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira comentam a semana em que o governo apareceu a governar e levou aplausos até da oposição, ao anunciar o local do novo aeroporto, uma travessia ferroviária e um comboio de alta velocidade. Ouça a análise no podcast Bloco Central.

https://expresso.pt/podcasts/bloco-central/2024-05-16-siza-vieira-considera-que-foi-uma-semana-que-correu-bem-ao-governo-e-marques-lopes-tira-o-chapeu-a-montenegro-que-teve-uma-semana-otima-1753e45f

Russia threatens French: ‘In that case they will inevitably be targeted’, in Tagtik

Maria Zakharova, spokeswoman for the Russian Foreign Ministry, firmly believes that if the French enter the combat zone, they will inevitably end up in the line of fire of Russian troops.

Zakharova also stated that “more and more French nationals are being killed in Ukraine”, reports L’Indépendant. 

These statements have been causing unrest since last Wednesday. Russia is threatening, and repeating this message to anyone who will listen, that if Emmanuel Macron sends French soldiers to Ukraine, they will be “legitimate targets” for Russian forces.

Continuar a ler

“The Economist” : A ordem internacional do liberalismo está desmoronando lentamente, in Estadão

À primeira vista, a economia mundial parece ser de uma resiliência tranquilizadora. Os Estados Unidos cresceram mesmo com a escalada da guerra comercial com a China. A Alemanha resistiu à perda do fornecimento de gás russo sem sofrer um desastre econômico. A guerra no Oriente Médio não trouxe nenhum choque petrolífero. Os rebeldes Houthi, que disparam mísseis, mal afetaram o fluxo global de mercadorias. Em porcentagem do PIB mundial, o comércio se recuperou da pandemia e prevê-se que cresça de forma saudável este ano.

Mas, olhando mais profundamente, vemos a fragilidade. Durante anos, a ordem que governou a economia global desde a Segunda Guerra Mundial foi corroída. Hoje, está perto do colapso. Um número preocupante de fatores precipitantes poderá desencadear uma descida à anarquia, onde quem pode, manda, e a guerra é mais uma vez o recurso das grandes potências. Mesmo que nunca chegue a haver conflito, o efeito na economia de uma quebra das normas poderá ser rápido e brutal.

Continuar a ler

Conflit en Ukraine: Emmanuel Macron espère “qu’on n’aura pas à partir en guerre”, in BFMTV

Dans une vidéo publiée sur X dans laquelle il répond à des questions d’internautes, le président de la République a appelé ses alliés européens à être dissuasifs et crédibles vis-à-vis de la Russie.

Une nouvelle mise en garde à destination de Moscou. Dans une vidéo publiée samedi 11 mai dans laquelle il répond à des interrogations d’internautes, Emmanuel Macron est revenu en longueur sur la guerre entre l’Ukraine et la Russie. Et le président de la République a tenu à se montrer ferme sur le sujet: “aujourd’hui on a un immense défi”, commence-t-il.

Continuar a ler

Xi Jinping na Europa: dividir para conquistar?, História de Yuchen Li, Wesley Rahn – in DW Brasil

Visita do presidente a França, Sérvia e Hungria deu poucos motivos para baixar a guarda: campanha chinesa para conquistar bilateralmente aliados europeus deverá prosseguir. Até a sequência das visitas foi uma mensagem.

O presidente da China, Xi Jinping, concluiu nesta sexta-feira (10/05) seu giro de alto perfil pela Europa, o primeiro desde 2019. Entre as apreensões que deixa para trás, está o apoio continuado de Pequim à Rússia em sua guerra contra a Ucrânia; e a inundação dos mercados europeus com veículos chineses baratos.

Continuar a ler

“A UCRÂNIA É UMA M…. CORRUPTA QUE NÃO INTERESSA NADA” | Fonte: inewsuk, Dominic Cummings, Ex-conselheiro-chefe do primeiro-ministro do Reino Unido

Dominic Cummings teme que, ao apoiar a Ucrânia, o Ocidente tenha na verdade ajudado Putin, com sanções a forçar a Rússia a aprofundar a sua aliança com a China.

“Nunca deveríamos ter entrado nessa situação estúpida”, diz ele. “Esta não é uma repetição de 1940, com Potemkin Zelenskyy como o oprimido Churchilliano”, diz ele. “Todo este estado mafioso ucraniano corrupto basicamente enganou tudo e todos nós vamos ser fodidos como consequência. Estamos ficando fodidos agora, certo?

Continuar a ler

Putin: “Our nuclear forces are still on high alert”

Russia’s strategic nuclear forces are still on high alert, Vladimir Putin warned on Thursday as he commemorated the Soviet victory over the Nazis in 1945.

Against a backdrop of tensions with Western powers over the conflict in Ukraine, the Russian president presided over the military parade on Red Square on 9 May to commemorate Victory Day, in which more than 9,000 servicemen took part, as well as armoured vehicles, missile launchers and aircraft, according to the Russian media.

Continuar a ler

A BATALHA PELA VERDADE FACTUAL, Soromenho Marques – DN

Quando em 1968 as forças do Vietname do Norte e da guerrilha Vietcongue iniciaram a sua poderosa Ofensiva do Tet, contra as tropas de Saigão e dos EUA, tinha eu acabado de completar 10 anos.

Lembro-me, vivamente, de como, apesar da censura, o trabalho dos repórteres ocidentais revelava cruamente, em imagens ainda hoje icónicas (como a da execução, à queima-roupa, de um prisioneiro comunista), a brutalidade da guerra. Nos lares de meio mundo, era possível ver as baixas e o sofrimento dos militares vindos das grandes cidades e do recôndito rural dos EUA. Nessa altura, a expressão “quarto poder” não era um exagero retórico, como o Caso Watergate o voltaria a provar em 1972. Contudo, os poderes que contam – o dinheiro e o seu braço político – aprenderam a prevenir, com mais ou menos sofisticação, essa liberdade capaz de manifestar a exuberância nua dos factos.

Sem o poder da imprensa livre, a Guerra do Vietname teria continuado e Nixon completaria tranquilamente o seu mandato.

Continuar a ler

Envio de tropas? “Teremos de responder. Virá uma catástrofe mundial”, in Notícias ao Minuto

Foto selecionada pelo blogue Das Culturas

O vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia alertou que “o envio de tropas para a Ucrânia implicará a entrada direta” do Ocidente na guerra.

O ex-presidente da Rússia e atual vice-presidente do Conselho de Segurança do país, Dmitry Medvedev, alertou, esta segunda-feira, que o envio de tropas para a Ucrânia “implicará a entrada direta” dos países do Ocidente na guerra, à qual Moscovo terá de “responder”.

Continuar a ler

OCIDENTE: por que é tão odiado? | Occident : pourquoi est-il autant haï ? L’analyse de Jean-François Colosimo

02/05/2024 | Jean-François Colosimo, éditeur et spécialiste de l’articulation de la géopolitique publie «Occident : ennemi mondial n°1» (Albin Michel), était l’invité de Vincent Roux dans «Points de Vue».

25 de Novembro de 1975: historiadores recusam “golpe do PCP” e criticam “ignorância” do PS, in Jornal Público

3 de Maio de 2024 | 25 de Novembro: historiadores recusam “golpe do PCP” e criticam “ignorância” do PS | Irene Pimentel considera “absurdo” o Governo criar uma comissão para os 50 anos do 25 de Novembro e Pacheco Pereira acusa os dirigentes do PS de “ignorância” sobre a data. Ana Bacelar Begonha, in Público.

25 de Novembro: historiadores recusam “golpe do PCP” e criticam “ignorância” do PS
A data continua envolta num “grande mistério”, mas parece ser consensual que o 25 de Novembro de 1975 não foi um “golpe” por parte do PCP e que os comunistas não tiveram uma “movimentação significativa” nesse processo.

Continuar a ler

Deixem a direita ensinar-nos o que foi o 25 de Abril | in “República dos Pijamas”, 2-5-2024

Com os 50 anos da Revolução dos Cravos, é crucial disputar verdadeiro significado desta. Enquanto entre a esquerda existem dúvidas sobre a componente social de Abril, a direita radical não as tem.

O ano de 2016 mostrou que os oito anos de governos de António Costa ficaram aquém do que poderiam ter sido.

Embora as desilusões com Costa possam parecer um mero palpite lançado nesta newsletter, não estamos sozinhos, e é à direita que encontramos suporte. Esta ajuda-nos a interpretar não só as reformas perdidas de Costa, como também o grande período de reformas estruturais à esquerda – a Revolução de Abril.

Continuar a ler

A sociopatia e a compreensão das reparações coloniais | por Carlos Matos Gomes

Nem quero imaginar quanto vai pagar a Espanha ao Iraque, ou à Siria,de reparações pela Mesquita de Córdova e pelo Alhambra de Granada, obras dos árabes que vieram de Damasco e da Mesopotâmia com Abderramão, o príncipe fugitivo, e chegaram à Península Ibérica através do Norte de África!

A proposta de reparações coloniais feita pelo presidente da República causou perplexidade a quem ainda é dado a surpresas e interrogações a quem procura estabelecer relações de causa e efeito nas suas atitudes. De um modo geral serviu para alimentar os comentadores e entreter os programas das televisões após as eleições. O elenco do “circo comentarial” dividiu-se entre malabaristas do Bugalho e ilusionistas do Marcelo. O que terá levado o senhor prior Montenegro a elevar o menino de coro a cónego da sua confraria em Bruxelas e o mestre de fogos-de-artifício de Belém a sacudir a esfarrapada passadeira que se desenrolou de Lisboa ao Índico durante cinco séculos?

Continuar a ler

Paulo Portas: “É muito extraordinário que Portugal tenha conseguido refazer as relações com as antigas possessões”

“Portugal foi o último império europeu e teve que se readaptar em 50 anos às suas circunstâncias geostratégicas, mantendo as alianças e reencontrando destinos. 50 anos no tempo histórico é quase nada”, considera Paulo Portas.

Em entrevista a Maria João Avilez, no podcast “Eu estive lá”, no Observador, Paulo Portas sublinhou que “é muito extraordinário que Portugal tenha conseguido refazer as suas relações com as antigas possessões, que são Estados independentes e soberanos onde, em alguns casos, houve guerra”. E sobretudo que tenha conseguido, “com um grande consenso e estabilidade na política externa”, refazer “as suas relações, não só entre povos, que eu acho até bastante natural, mas entre as autoridades”.

O antigo ministro da Defesa do CDS-PP destaca ainda o facto de Portugal ter “uma política lusófona que faz sentido” – “outra coisa é se podia ser mais eficiente”, resslava.

“Portugal foi capaz de absorver um milhão de pessoas que viviam em África. E isso com enormes traumas e com enormes dores. E ao mesmo tempo com sobrevivência e reinvenção. O que sociologicamente, socialmente e economicamente Portugal absorveu é um feito. É um feito porque noutros casos a tendência teria sido para o conflito, não para a integração e a reinvenção”, diz.

Como Irã e Rússia escapam às sanções do Ocidente | in Revista Planeta

Teerã tem vivido sob embargo por quase 40 anos, e Moscou nunca enfrentou tantas restrições econômicas num prazo tão breve quanto agora. Apesar disso, medidas têm efeito limitado.O Irã sabe, a China sabe e, aparentemente, os Estados Unidos também sabem: apesar das sanções atualmente vigentes contra a indústria petroleira da república islâmica, Teerã tem exportado volumes recordes da commodity a Pequim.

Colunista que cobre energia e comércio de matérias-primas para a agência de notícias americana Bloomberg, Javier Blas explica como isso acontece: “Se você acredita no que o governo chinês diz, eles não estão importando nenhum combustível do Irã. Zero. Nem um barril sequer. Ao invés disso, compram [petróleo] não refinado aos montes da Malásia – tanto que, segundo dados da alfândega chinesa, de algum jeito estão comprando mais que o dobro do que a Malásia de fato produz.”

Continuar a ler