Santarém, 10 jun 2025 (Lusa) – O candidato presidencial e ex-líder socialista António José Seguro defendeu hoje a necessidade de uma “mudança política” em Portugal, apelando ao fim da “cultura das trincheiras” e à construção de consensos para enfrentar os principais desafios do país.
Em declarações à Lusa durante uma visita à Feira Nacional de Agricultura, em Santarém, António José Seguro afirmou que “o país não pode continuar desta forma” e desafiou os partidos com assento parlamentar a “interpretar as escolhas dos portugueses” nas últimas eleições legislativas.
“Temos milhares de jovens que não conseguem aceder à habitação porque os preços são proibitivos. Temos cidadãos que esperam meses por cuidados de saúde (…) Os partidos têm de pôr em comum soluções para resolver os problemas concretos dos portugueses”, afirmou o candidato.
Dias de calor pedem Ciência Fresquinha! E vamos refrescar com três programas diferentes que nos levam numa grande aventura ao longo de sete semanas
São atividades para crianças dos 6 aos 11 anos: temos desporto, brinquedos e vida selvagem. Na semana do desporto pomos o corpo em ação: há jogos com corda, saltos, risos e muita energia garantida! Pomos a bata de cientista e descobrimos como funciona o sistema respiratório: as experiências vão deixar-te de boca aberta! Inspira e expira. Mudamos para um avental e temos workshops de pizzas e de gelados: o que sabes sobre o sistema digestivo? Viajamos no tempo para descobrirmos a história dos brinquedos. Da macaca ao pião, vamos jogar como antigamente e temos jogos onde a corda é rainha com ciência. Gostas de adrenalina? Vamos recordar os carrinhos de rolamentos e com muita imaginação teremos as corridas loucas da tarde! Mas a tecnologia também chegou aos brinquedos. Vamos inovar a programar! Entramos na vida selvagem e começamos pelo fascinante mundo das formigas e fazemos uma caminhada incrível junto ao rio, com um guião de cientista em mãos para observarmos tudo ao pormenor. Sabias que as plantas ajudam a purificar a água? Vamos conhecer os nossos incríveis Super Progenitores Aquáticos: uma aventura onde vamos descobrir as espécies que vivem na água e como cuidam das suas crias! Nas CARSOférias mergulhamos na ciência e tecnologia e, claro está, no rio Alviela. Ao final da tarde há sempre banhos refrescantes. Junta-te à tribo!
Este foi o discurso da escritora Lídia Jorge nas comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, em Lagos.
«Os países escolhem datas de referência para celebrarem a sua história, contemplando memórias de batalhas, ações de independência, encontros civilizacionais, momentos importantes em torno dos quais concitam a unidade dos cidadãos e promovem o orgulho patriótico.
Mas, em Portugal, é a data da morte de um poeta que protagoniza o nosso momento cívico de unidade mais relevante.
Muito se tem discorrido sobre o significado desta nossa singularidade e, muitas vezes, é difícil explicar que não se trata de um sinal de melancolia, mas sim do seu oposto.
Há a assunção de que um poeta do século XVI nos legou uma obra tão vigorosa que acabou por ser adotada no seu conjunto como exemplo da vitalidade de um povo e que a própria biografia do seu autor se oferece como exemplo não só de um percurso português, mas se transformou em símbolo universal da nossa peregrinação prometeica sobre a terra.
A fidelidade que Camões manteve em relação à pátria, quando se encontrava em paragens remotas, alimenta a simbologia que lhe é atribuída como exemplo da proximidade que os portugueses que se encontram longe mantêm com a sua cultura de origem.
O país retribui-lhes, reconhecendo, desde há muito, que as comunidades portuguesas são o corpo essencial do nosso ser identitário.
Neste dia em que celebramos Portugal – a nossa história, a nossa cultura e todas as comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo – reafirmamos o compromisso do PAN com uma Democracia mais justa, mais inclusiva e verdadeiramente representativa.
Porque celebrar Portugal é também lutar por um sistema que respeite cada cidadã e cidadão, onde nenhum voto seja desperdiçado.
Ao longo dos anos, o PAN, através da sua porta-voz e deputada Inês Sousa Real, tem sido incansável na defesa de reformas estruturais no nosso sistema eleitoral. Reformas que permitam aproximar a Democracia das pessoas e garantir que cada voto realmente conta.
Silva e Costa,Engenheiro. Pseudónimo utilizado nas lides conspirativas pelo Sousa e Castro, capitão.VIVA A DEMOCRACIA!
Eram 18h00 do dia 23 de Abril de 1974.
Otelo surge no seu modo despachado, descontraído, falador. Esperava-o juntamente com o major Luis Arruda no Parque Eduardo VII onde concertamos encontrar-nos.
Os dois constituíamos uma das quatro equipas de oficiais, que na antevéspera do dia escolhido para a operação “viragem histórica” partiriam para as diversas unidades militares que ao longo do País se tinham comprometido com a revolta.
Retirado do Facebook | Mural de Francisco Fortunato
No rescaldo dos recentes ataques ucranianos às bases aéreas russas, várias personalidades próximas de Trump vieram a terreiro manifestar a sua opinião sobre o perigoso momento em que se encontra a humanidade como, por exemplo, o ex-mentor de Trump Stephen Bannon e o ex-conselheiro de segurança nacional Mike Flynn, refletindo ambos pensamentos muito próximos.
Numa recente mensagem colocada no “X”, Flynn alerta para a atuação de quem se encontra por detrás dos acontecimentos em curso e que empurram os EUA para uma confrontação militar de larga escala, com a Rússia. Dos vários aspetos abordados na referida mensagem, um merece particular atenção.
It was obvious, if you thought about it, that the second Trump administration would be hostile to science and intellectual endeavor in general.
After all, look at some key elements of the MAGA coalition. Fossil fuel interests don’t want anyone studying climate change. Conspiracy theorists like Alex Jones make much of their money selling quack medical remedies, which makes them hostile to conventional medicine. (And partisan orientation became a key factor determining whether people were willing to be vaccinated against Covid.) Practitioners of voodoo economics don’t want anyone looking into the actual results of cutting taxes on the rich. Nativists proclaiming an immigrant crime wave don’t want anyone examining who commits violent crimes. And so on.
Há dias falava com o primo que indagava sobre a sexualidade das nossas avós.
Encaro a questão com normalidade.
No caso da avó Luísa ouvia dizer que brincava com as bonecas de trapo às vésperas de casar.
E para quem nos acompanha desde o início sabe que a noite de núpcias quase deu para o torto.
O jovem casal, Álvaro e Luísa casaram contra a vontade da família do noivo, por uma questão de classe social. A avó teve que ser emancipada para poder contrair matrimónio. Como nos primeiros tempos por razões económica terem que viver em casa dos pais da noiva. A casa era pequena e ali moravam muitas pessoas.
Faço este ano 20 anos de carreira a estudar revoluções e trabalho. Da organização dos trabalhadores à sua subjectividade (infelizmente conhecida como “saúde mental”) é aqui, no trabalho, seja ele de um professor ou de um operário que repousam todas as minhas esperanças. Talvez por isso compreenda cada vez menos porque não lutam os trabalhadores de forma mais consistente e determinada, quando quase tudo está perdido.
O Estado Social Europeu é uma conquista histórica que devemos, também em Portugal, à social-democracia, ao socialismo democrático e à democracia-cristã. Não podemos dormir à sombra dos louros conquistados, mas esta foi a casa comum que construímos e não a podemos virar de pernas para o ar. […] Num país em que a taxa de pobreza, antes de qualquer prestação social, é de 40%, imaginar que os problemas se resolvem enfraquecendo o papel do Estado e liberalizando ainda mais a economia é do domínio do delírio e da insensibilidade social
No plano teórico, para falar da reforma de que se fala, até faria sentido começar por redefinir o papel do Estado, estabelecendo um princípio estratégico ou um enquadramento conceptual que direcione as reformas, mas quando está tanta coisa por fazer e se tem muita pressa é mesmo preciso ir devagar. Não sei quanto tempo vai durar a conversa, mas espero que nunca acabe porque reformar o Estado é um processo contínuo que tem de responder aos desafios de cada momento.
Estando muito longe de podermos tomar decisões sobre as áreas de intervenção directa em que faça sentido reduzir o papel do Estado, é espantoso como não falta quem sonhe com a vida da comunidade entregue quanto antes à concorrência entre privados em áreas como a Saúde, a Educação ou a Previdência. Ao Estado ficaria entregue a responsabilidade de cuidar dos desvalidos ou actuar em regiões onde o “negócio” não fosse rentável para os privados. O resultado seria, portanto, uma acelerada deterioração da qualidade de serviços prestados pelo Estado, dando mais razão a esta vontade que está muito mais ancorada no negócio crescente dos privados do que na incapacidade do Estado em cumprir as suas obrigações.
A prometida liberdade de escolha, mesmo assente em políticas públicas inclusivas e com regulação do Estado, é uma falácia. Num país com índices de pobreza como o nosso, o cheque-ensino ou o cheque-saúde serviriam, sobretudo, para ressarcir as classes média-alta e alta dos serviços privados que conseguem pagar. A ideia de financiar diretamente os cidadãos, em vez de financiar as instituições públicas, serve essencialmente quem tem capacidade de investimento. Mais de metade do país ficaria entregue a serviços públicos descapitalizados e seguramente de qualidade muito inferior à actual. Há, portanto, muito trabalho para fazer antes de perguntar ao povo se é isto que o povo quer.
O Estado Social Europeu, que conheceu um período de grande expansão com a prosperidade económica do pós-guerra, é uma conquista histórica que devemos, também em Portugal, à social-democracia, ao socialismo democrático e à democracia-cristã. Temos de resolver problemas que resultam do envelhecimento populacional, da pressão sobre os recursos públicos e da necessidade de modernização das administrações públicas. Não podemos dormir à sombra dos louros conquistados, mas esta foi a casa comum que construímos e não a podemos virar de pernas para o ar.
O objectivo como comunidade tem de continuar a ser o de garantir a todos os cidadãos o acesso a serviços básicos, redistribuindo os recursos para reduzir as desigualdades. Todos os aplausos são devidos aos empresários que fazem funcionar uma economia de mercado como a nossa, mas num país em que a taxa de pobreza, antes de qualquer prestação social, é de 40%, imaginar que os problemas se resolvem enfraquecendo o papel do Estado e liberalizando ainda mais a economia é do domínio do delírio e da insensibilidade social. O Estado tem de ser um factor de desenvolvimento económico e social. E aí há muito a fazer.
É preciso garantir equilíbrio orçamental de longo prazo, para diminuir a dívida e o seu serviço, utilizando o dinheiro poupado nos juros a modernizar o Estado. É preciso reorganizar os serviços públicos para eliminar redundâncias, reduzindo os custos e aumentando a eficiência. É preciso apostar na digitalização e na inteligência artificial para simplificar a relação dos contribuintes (pessoas e empresas) com as administrações públicas, reduzindo a burocracia e facilitando os licenciamentos. É preciso descentralizar competências até ao nível em que a proximidade com os utentes aumenta a produtividade do Estado. Se o governo for capaz de fazer isto, que está tão longe da megalomania dos que julgam estar ao virar da esquina uma economia que se basta a si própria, será o melhor governo de sempre em Portugal.
Manuel Sans Segarraacredita que um dia todos seremos capazes de entrar em contacto com a nossa supraconsciência. Nessa altura, todos teremos a capacidade de sermos bons e “a Terra será o Céu”. “Não haverá maldade nem desigualdades”, assegura.
Veio a Portugal apresentar o novo livro “A Supraconsciência Existe – Vida depois da Vida”, onde relata casos de pacientes que viveram experiências de quase morte e entraram em contacto com a supraconsciência e com a vida que existe para além da morte… ou desta vida.
Criado no cristianismo, desligou-se da religião, mas ficaram os valores que os pais lhe “inculcaram” e pelo quais lhe é “grato”: “bondade, empatia, ajudar as pessoas, não roubar, ser uma boa pessoa”. O que abandonou, explica, foram os “dogmas”. E explica que entrar em contacto com a supraconsciência é “encontrar Deus dentro de cada um de nós”.
27/05/2025 | Neutrality Studies | El proceso de paz entre Estados Unidos y Rusia podría haberse topado con un muro. Y los europeos no podrían estar más contentos, ya que todo lo que quieren es arrastrar a Estados Unidos de nuevo al callejón sin salida que es el proyecto Ucrania. ¿En qué están pensando?
Hoy hablo con el profesor Jeffrey Sachs, catedrático en la Universidad de Columbia, asesor de innumerables gobiernos y un prolífico analista—estoy absolutamente seguro de que todos lo conocéis muy bien. Hoy debatimos el estado de las negociaciones de paz entre Estados Unidos y Rusia a 27 de marzo de 2025, el cambio de narrativa sobre Israel-Palestina y mucho más.
No relatório da Comissão Europeia, publicado esta quarta-feira, é pedida uma resposta do Governo para resolver o problema da crise da habitação. Uma das soluções apresentadas pode passar pela imposição de limites ao alojamento local.
O aviso chega da Comissão Europeia que considera que Portugal não está a conseguir resolver a crise habitacional. Por isso, recomenda medidas concretas para resolver a situação. Entre elas, o controlo das rendas, limites ao alojamento local, uso de imóveis desocupados sejam eles públicos ou privados.
No relatório da Comissão Europeia, publicado esta quarta-feira, é pedida uma resposta do Governo. “Na última década, Portugal viu os preços da habitação aumentarem de forma acentuada, tanto no que diz respeito à venda como no arrendamento”, cita o Jornal Público.
No relatório, é salientado, ainda, que a habitação se mantém “amplamente inacessível aos jovens, grupos vulneráveis e, cada vez mais, às pessoas com baixos e médios rendimentos”.
Uma das medidas sugeridas, a de mais habitação estatal, constava no pacote de Governo de António Costa, mas acabou por não ser concluída. É neste contexto que a Comissão Europeia“Portugal devia considerar medidas de longo prazo para controlar o rápido aumento dos preços das rendas”.
A Comissão Europeia pede, ainda, uma estratégia para a habitação que deve ter em atenção a implementação de soluções para a população em situação de sem abrigo.
O Diário de Notícias publicou ontem um artigo de opinião com o título Liberalismo: a política como projeto pessoal, assinado por José Mendes, professor universitário. A sua análise incide no pensamento social prevalecente, que delineia a política e, digo eu, o funcionamento das instituições públicas, incluindo a escola. Reproduzo, abaixo, extractos do artigo, omitindo a identidade dos sujeitos a que alude, pois poderia referir-se a muitos outros, aqueles que são apresentados como modelos aos alunos logo que chegam à escola para lhes criar essa aptidão empreendedora com vantagens para si, para o seu bem-estar.
Nos Estados Unidos (…) foi aclamado como um símbolo da nova ordem empreendedora. Um “visionário” que acreditava que o Estado era, na melhor das hipóteses, um estorvo, e que o mercado se bastava a si mesmo (…). Em Portugal (…) terá percebido que o seu projeto pessoal de vir a ser ministro não se iria concretizar. Sai de cena como quem fecha a loja, porque o lucro não compensou o esforço (…).
O ex-ministro, que apresenta este sábado a candidatura à liderança do PS, pretende propor cinco pactos de regime sobre política externa e europeia, segurança, justiça, defesa e organização do Estado.
O governador do Banco de Portugal (BdP) deixou esta sexta-feira um conjunto de alertas ao Governo sobre a situação económica, que vão desde o cumprimento das regras europeias à importância da imigração para a economia.
Em Lisboa, na apresentação do Boletim Económico de junho, que poderá ter sido a última de Mário Centeno ao leme do BdP, já que o seu mandato termina em julho, o ex-ministro das Finanças deixou um conjunto de alertas para a economia, depois de ter revisto em baixa as previsões para o crescimento deste ano.
A Desobediente, já na 7.ª edição, mais do que uma narrativa biográfica, é uma conversa íntima, em vários momentos sussurrada ao ouvido, com uma mulher, poetisa, mãe, ativista política e uma das vozes mais influentes e inquebrantáveis de Portugal.
A cerimónia de entrega do prémio decorreu ontem, dia 5 de junho, pelas 17h, na Feira do Livro de Lisboa, e contou com a presença da autora, que participou numa conversa com Maria João Costa.
Criado em 2022, este prémio tem como objetivo reconhecer a melhor obra original em língua portuguesa, de autor lusófono, publicada no ano anterior. Nesta 3.ª edição, a escolha de A Desobediente, da autoria de Patrícia Reis, coube a mais de quatrocentos livreiros da rede de livrarias Bertrand, que elegeram a obra vencedora de entre os dez finalistas apurados no âmbito do Prémio Livro do Ano Bertrand 2024. O vencedor é reconhecido com um lugar de destaque nas livrarias Bertrand e um prémio pecuniário no valor de dez mil euros.
Para mais informações, consulte a nota de imprensa aqui. Para marcação de entrevistas com o autor, p.f. responda a este e-mail.
Andaste meses a engolir a novela: que o inimigo era o cigano, o imigrante, o gay, a democracia, o vizinho com RSI.
Engoliste-a inteira enquanto te convenciam que o problema era o pronome, o arco-íris ou a professora a falar de igualdade de direitos.
Não viste que, enquanto gritavas contra quem tem menos, quem tem mais sorria.
Grupinhos no Facebook pagos por milionários que nunca andam de metro, nunca passaram por um centro de saúde público, e nunca saberão o que é ter de escolher entre pagar a renda ou pagar o supermercado.
E agora?
Agora acordas com menos Estado e mais fatura. Seguro de saúde para ter saúde, escola privada para os filhos, rendas sem limite, contratos descartáveis, menos direitos para quem trabalha, menos Estado, pior sociedade, maior desigualdade.
Mas relaxa: o filho do CEO acabou de comprar outro Ferrari — com o que tiraram à tua saúde, à tua escola, à tua reforma, ao futuro dos teus filhos.
Diziam que iam “limpar Portugal”? Limparam, sim: o SNS, a escola pública, os direitos laborais e sociais.
Luís Montenegro tomou posse e o PR exaltou a vontade popular que o escolheu, sublinhando que, avaliado “o desempenho” durante 11 meses, os portugueses “não acharam que se justificasse” uma punição.
Decorreu esta quinta-feira, dia 5, no Palácio Nacional da Ajuda, a tomada de posse do XXV Governo Constitucional.
“A estabilidade política é uma tarefa de todos”
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, no seu discurso da tomada de posse, referiu que é uma “enorme honra” assumir o “compromisso de continuar a servir Portugal”.
“A estabilidade política é uma tarefa de todos”, defendeu o chefe do Governo.
“Vamos ao trabalho, pelo nosso futuro, pelo futuro das famílias portuguesas. Vamos ao trabalho pela vida e pela dignidade, por cada português. Vamos ao trabalho por Portugal”, referiu.
Já o chamaram de “senhor PRR”, por ser o autor do plano estratégico de recuperação económica para Portugal, e foi ministro da Economia no último governo de Costa. António Costa Silva fala dos vários desafios deste ano forte em eleições e do risco da Europa de se fossilizar e transformar num museu.
29/05/2025 | Por Qué Steve Jobs, Einstein y Elon Musk Estudiaron en Secreto Este Libro Prohibido de Spinoza. |Descubre el misterioso libro de Baruch Spinoza que influenció a los genios más grandes de la historia. Por qué lo estudiaron en secreto? Revelamos cómo esta obra prohibida transformó su visión del universo, la inteligencia y la espiritualidad.
Exmo. Senhor Presidente da Assembleia da República,
Os abaixo-assinados vêm seguindo com crescente preocupação o agravamento das violações de direitos humanos e da lei humanitária internacional, os crimes de guerra e a escalada de violência sobre civis em Gaza e na Cisjordânia. O bloqueio à ajuda humanitária e à entrada de alimentos, medicamentos, combustível e outros bens essenciais, as ordens de evacuação de populações de Gaza e da Cisjordânia, bem como a destruição sistemática e deliberada de infraestruturas essenciais à vida naqueles territórios pelo exército de Israel já nada tem a ver com o direito à autodefesa invocado por Israel, na sequência do condenável ataque terrorista de outubro de 2023. Sucessivos relatórios das Nações Unidas e de um número crescente de organizações humanitárias e de direitos humanos internacionais, incluindo israelitas, reconhecem neles uma intenção de limpeza étnica. A Amnistia Internacional, bem como os Relatores Especiais para os Direitos Humanos das Nações Unidas descrevem um genocídio em curso. Esta é também a posição dos países que apoiam a África do Sul, como Espanha e Irlanda, no processo para a ‘Aplicação da Convenção sobre a Prevenção e Penalização do Crime de Genocídio na Faixa de Gaza’, que moveu contra Israel no Tribunal Internacional de Justiça.
Antigo secretário-geral do Partido Socialista avança mesmo sem apoio.
António José Seguro vai avançar com uma candidatura à Presidência da República.
O antigo secretário-geral do PS acaba de anunciar em exclusivo à TVI e à CNN Portugal que é candidato a Belém, mesmo sem o apoio do Partido Socialista (PS).
Num vídeo que vai ser difundido pelas redes sociais, António José Seguro anuncia que a sua candidatura surge porque “o nosso país precisa de mudança e esperança numa vida melhor”.
Uma decisão confirmada no dia em que se iniciou uma nova legislatura, a mais à direita de sempre, e que o socialista entende que “vai exigir muito de todos nós”.
“Sou candidato a Presidente da República”, afirma António José Seguro, que quer mostrar-se como o rosto da estabilidade, mas, sobretudo, confiança.
Margarida Davim diz que o facto de Rui Rio surgir como mandatário da candidatura de Henrique Gouveia e Melo à presidência da República é “mais uma cavadela” na candidatura de Luís Marques Mendes. “Começa cada vez mais a parecer que a candidatura de Gouveia e Melo é uma espécie de PSD-B, que está a aparecer aí ao lado”, observa a comentadora da CNN Portugal.
“If you’re explaining, you’re losing.” This line is usually attributed to Ronald Reagan. Whoever said it definitely had a point, and not just about politics. If you’re trying to explain to people, be they voters or bond investors, that you aren’t really as bad or untrustworthy as you seem, you’re already in deep trouble.
So when I saw Scott Bessent, the treasury secretary, declaring Sunday that “The United States of America is never going to default, that is never going to happen,” my reaction was, “Uh-oh.”
Adis Abeba, 02 jun 2025 (Lusa) – Bill Gates anunciou hoje, na Etiópia, que a maior parte dos 175 mil milhões de euros que doou à sua fundação serão investidos em África nos próximos 20 anos para ajudar o continente “enfrentar os seus desafios”.
Num discurso proferido hoje na sede da União Africana, em Adis Abeba, o presidente da Fundação Gates, Bill Gates, exortou os líderes africanos a aproveitarem “o momento para acelerar o progresso na saúde e no desenvolvimento por meio da inovação e da parceria, apesar dos desafios atuais”, segundo um comunicado de imprensa da fundação.
De acordo com a nota de imprensa, Gates anunciou que a maior parte dos 200 mil milhões de dólares (cerca de 175 mil milhões de euros) “que a fundação gastará nos próximos 20 anos irá para a África, com foco em parcerias com governos que priorizam a saúde e o bem-estar dos seus povos”.
Em livro que foge às definições de gênero, Raquel Naveira apresenta, em prosa poética, reflexões sobre a condição humana|Adelto Gonçalves (*)
I
Reflexões de uma mulher madura, sensível, amante das Letras e das Artes, à janela, diante de uma noite salpicada de estrelas, compõem UrsaMaior (São Paulo, Scoprtecci Editora, 2025), o mais recente livro da professora universitária, poeta, romancista, contista, cronista, crítica literária e ensaísta sul-mato-grossense Raquel Naveira. Obra de gênero de difícil classificação, para a qual a autora arrisca como definição que seria um “romance em desordem, fragmentário, um amontoado de estudos”, trata-se de uma criação ficcional plasmada em prosa poética, dividida em três capítulos – “Pontos luzentes”, “Astros cintilantes” e “Luminescências” –, que há de encantar até o leitor mais exigente.
O título vem exatamente do olhar feminino para a imensidão do cosmos, durante certa madrugada, em que a autora localizou a constelação da Ursa Maior, que, diante de sua solidão, passa a ser sua interlocutora. Dessa maneira, aos poucos, passa a transmitir ao leitor suas angústias, suas leituras, seus poetas e escritores preferidos, seus gostos e delírios, levando adiante um processo de autoconhecimento.
Après 1945, des écrivains comme Vassili Grossman et Imre Kertész ont réinvesti la notion de destin pour redonner sens à l’expérience individuelle face au totalitarisme, suggérant que cette idée nous aide à survivre et à donner un sens à notre vie, tant individuellement que collectivement.
Cette chronique explore la notion de destin et son utilisation paradoxale dans la littérature du XXe siècle, notamment après la Seconde Guerre mondiale. Bien que le destin soit traditionnellement perçu comme une force transcendante qui écrase l’individu, les grands auteurs comme Grossman et Kertész l’ont réinvesti pour redonner un sens à l’expérience subjective et individuelle, même dans un monde déshumanisé par la violence et le totalitarisme. Le destin devient ainsi un moyen de se réapproprier sa propre existence et de maintenir un sentiment d’identité face à l’absurde. Frédéric Worms suggère que nous ne pouvons pas complètement renoncer à l’idée de destin, car elle nous permet de survivre et de donner un sens à notre vie, non seulement de manière individuelle, mais aussi collective.
Composto por textos fragmentados que exploram diferentes aspetos do quotidiano como as amizades, as aspirações, o amor e o trabalho, As Coisas Que Só Vemos Quando Abrandamos apresenta múltiplas reflexões sobre como processar emoções negativas e enfrentar desilusões em cada domínio da vida.
“Só quando abrandamos conseguimos ver com clareza as nossas relações, os nossos pensamentos, a nossa dor. Ao abrandar, deixamos de estar presos a eles. Podemos recuar e apreciá-los tal como são”, escreve Haemin Sunim, autor e um dos mestres budistas mais influentes do nosso tempo.
Sunim acredita ainda que a perceção que temos do mundo é um reflexo daquilo que se passa na nossa mente. Importa, por isso, pensar sobre uma nova forma de estar presente, mais consciente e empática.
Com base na filosofia budista, As Coisas Que Só Vemos Quando Abrandamos relembra-nos de que, muitas vezes, é no silêncio que podemos encontrar as respostas mais importantes e reveladoras.
As Coisas Que Só Vemos Quando Abrandamos chega às livrarias a 5 de junho.
Artemisia Gentileschi (1593-c.1656) is the most celebrated female painter of the 17th century. Known for her paintings that feature women from myths, allegories and the Bible in often violent or emotionally-charged scenes, of the fifty-seven confirmed works by the artist, a remarkable 94% feature women as protagonists or equal to men. Indeed, some of her best known subjects are Judith Slaying Holofernes, Susanna and the Elders and Judith and Her Maidservant.
Mandatário da candidatura de Gouveia e Melo a Belém, Rui Rio defende que um Presidente não pode cair na tentação de fazer da presença na comunicação social “um modo de vida”.
O mandatário da candidatura de Gouveia e Melo à Presidência da República, Rui Rio, defendeu este sábado à noite que o país precisa de um presidente que “não se perca no comentário avulso”, mas aposte no que é “nobre e estruturante”.
“Portugal precisa de um Presidente da República que não se perca no comentário avulso e conjuntural, em detrimento do que é verdadeiramente nobre e estruturante”, defendeu, num jantar de apoio a Gouveia e Melo, onde foi anunciado como mandatário nacional da sua candidatura à Presidência da República.
Para Rui Rio, o país precisa de um chefe de Estado “que não se feche no Palácio de Belém e aproveite a comunicação social para falar com os portugueses, mas que não caia na tentação de fazer dela um modo de vida”.
“Precisamos de um Presidente com dimensão e sentido de Estado, condições essenciais para um exercício pleno das suas funções: para ser o verdadeiro guardião do regular funcionamento das instituições democráticas, o árbitro e moderador entre poderes, e, fundamentalmente, a entidade de último recurso da vida nacional, porque reconhecidamente livre, isento e independente”, salientou o ex-líder do PSD.
No seu discurso, o também antigo presidente da Câmara do Porto fez um diagnóstico a vários temas da vida nacional, considerando, “com toda a frontalidade”, que “têm faltado na política portuguesa” coragem e competência.
“Tem faltado sentido de responsabilidade para reformar o que, há muito, sabemos que tem de ser reformado, que é o mesmo que dizer que precisamos de coragem política para combater os interesses instalados, que prejudicam o interesse coletivo e agravam as injustiças sociais”, disse.
Rui Rio enumerou a “evidente degradação dos serviços públicos, a asfixiante burocracia, a baixa produtividade da economia, os fracos salários, a escassez de poupança e de capital, o exagerado nível da despesa pública, a carga fiscal que não para de aumentar e alimenta muitas vezes políticas eleitoralistas”.
“O endividamento excessivo, o preço da habitação, os graves problemas do SNS [Serviço Nacional de Saúde], as falhas da nossa escola pública, o desgoverno na política de imigração ou a falta de uma efetiva defesa do consumidor” perante quem “abusa da sua posição dominante” foram mais alguns dos problemas mencionados por Rui Rio.
Para o ex-líder do PSD, “tudo isto é resultado da falta de coragem para mudar estruturalmente o que há muito já devia ter sido mudado”.
“É o resultado de uma cultura política virada para o ‘marketing’ e para o curto prazo, em lugar de se fixar no horizonte, ou seja, no futuro de todos nós”, vincou.
Candidato presidencial fez o anúncio surpresa num jantar esta noite de sábado. Ex-líder do PSD ainda fez críticas indiretas a Marcelo. | Ricardo Simões Ferreira, DN/Lusa
O antigo presidente da Câmara do Porto e do PSD Rui Rio é o mandatário nacional da candidatura de Henrique Gouveia e Melo à Presidência da República.
O anúncio foi feito pelo próprio candidato este sábado à noite num jantar que está a decorrer no Centro de Congressos da Alfândega do Porto. O nome de Rui Rio foi declarado por Henrique Gouveia e Melo e o ex-líder do PSD entrado na sala de seguida, sob aplausos.
António Ramalho Eanes foi o melhor Presidente da República no pós-25 de Abril. É essa a conclusão de uma sondagem realizada pela Pitagórica para a TVI, CNN Portugal, TSF, JN e O Jogo.
Melhor PR pós-25 de Abril| Sondagem realizada entre os dias 28 de dezembro de 2024 e 05 de janeiro de 2025, foram recolhidas 400 entrevistas telefónicas a que corresponde uma margem de erro máxima de +/- 5,00% para um nível de confiança de 95,5%.
31-05-2025 |O presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, considera que o primeiro discurso de Henrique Gouveia e Melo como candidato oficial à Presidência da República “foi bem preparado” e assegura que o almirante “está muito bem assessorado”.
“É um discurso que diz coisas óbvias, mas ditas no tom certo“, afirmou Rui Moreira no programa Explicador da Rádio Observador, esta sexta-feira. “Foi muito profissional. Estou a saudar o profissionalismo. Nós estamos fartos de amadores. A política e a Presidência da República é uma coisa excessivamente séria para poder ser protagonizada por amadores. Ao menos que sejam pessoas competentes”, acrescentou.
A espécie que foi revivida em questão é um nematoide, um tipo de verme microscópico, que foi encontrado no pergelissolo (solo permanentemente congelado) da Sibéria, mais precisamente no rio Kolyma, na região nordeste da Rússia.
Durante dezenas de milhares de anos, o nematoide sobreviveu em criptobiose, um estado em que a atividade metabólica cai a níveis quase indetectáveis, permitindo sobreviver a condições extremas, como congelamento profundo e ausência total de água líquida.
Após ser descongelado em laboratório, ele voltou à vida — se movendo e até se alimentando.
Essa descoberta impressionante ajuda os cientistas a entender melhor como alguns seres conseguem “hibernar” por milênios e pode até inspirar novas formas de preservar células e órgãos no futuro.
Que diria Bento de Espinosa a este acontecimento? … talvez, DEUS SIVE NATURA
Antigo chefe do Estado-Maior da Armada e coordenador da taskforce para a vacinação contra a covid-19 apresentou a sua candidatura presidencial na Gare Marítima de Alcântara. Leonardo Ralha
Henrique Gouveia e Melo defendeu, na apresentação da sua candidatura ao Palácio de Belém, que “agora, mais do que nunca, precisamos de um Presidente da República diferente”. Num discurso sem direito a perguntas, na Gare Marítima de Alcântara, em Lisboa, o almirante que já foi chefe do Estado-Maior da Armada e coordenador da vacinação contra a covid-19 enumerou características como ser “capaz de unir, motivar e dar sentido à esperança”, mas também “estável, confiável e atento, acima de disputas partidárias e fiel ao povo que o elegeu”.
O artigo abaixo identificado, que se encontra aqui, já não é propriamente recente. Na voragem da publicação académica, textos com mais de cinco anos estão, por princípio, “fora de prazo”, podem ser referidos, mas só em circunstâncias excepcionais.
A verdade é que este artigo, publicado em 2016, mantêm-se actual, esclarecendo, em poucas páginas, os passos que já demos e estamos a dar no sentido de ajustar os sistemas educativos públicos à “teoria do capital humano”.Essa teoria que vingou em todos os continentes, que se entranhou em todas as instituições e dita todas as políticas ou, pelo menos, assim parece, constituiu-se no modo prevalecente de pensar a vida.
Cabe aos educadores, professores e formadores fazer o que Karl Popper sugeriu: discuti-la e conjecturar as suas consequências para os educandos, para o mundo…
Este Sábado, 31 Maio, estarei pelo Fundão e Guarda.
No Sábado farei a apresentação, com o Jorge Ferreira, do novo romance do Manuel da Silva Ramos, um amigo, neste caso sobretudo um escritor dos melhores deste país que desta vez escreveu sobre o Che…, como sempre carregado de humor, ironia e como direi total ausência do politicamente correcto e dos bons costumes, “Os Cosmólogos Não Vão Para o Céu” um “hino de louvor” à Beira Baixa mas também um “libelo acusatório contra um partido de extrema-direita que, cinquenta anos depois do 25 de abril, intenta rejuvenescer um fascismo que julgávamos definitivamente erradicado”. Será dia 31 de maio, às 11h30, na biblioteca municipal Eugénio de Andrade, no âmbito dos Encontros de Cinema do Fundão.
No mesmo dia mas às 17h00 vou estar na Feira do Livro da Guarda a falar sobre o meu romance histórico sobre a vida do Padre Martins, O Canto do Melro.
Por generosidade partilhem aqui comigo onde se come bem na Guarda. E apareçam para conversarmos, esse acto revolucionário contra a solidão dos telemóveis e os gritos da Pequena Política, as duas formas de comunicação dominantes hoje.
No auge da revolução tecnológica, em que a inteligência artificial está a remodelar silenciosamente as bases do trabalho humano, Bill Gates levantou a voz para identificar três profissões que, na sua opinião, não só perdurarão, como florescerão na nova era digital.
O co-fundador da Microsoft, cujo pensamento continua a marcar o ritmo do debate sobre o futuro do trabalho, afirma que aqueles que aspiram a um lugar seguro no mundo vindouro devem olhar para o código, a biologia e a energia. Estes são os três pilares sobre os quais assentará a economia das próximas décadas.
Durante uma recente sessão de perguntas e respostas no seu portal GatesNotes, o filantropo explicou por que razão acredita que os programadores, biólogos e especialistas em energia vão desempenhar um papel central no tecido social do futuro.
Marques Mendes elogia postura de Carneiro que abre porta a Governo de quatro anos. O candidato presidencial Luís Marques Mendes elogiou esta segunda-feira a postura de José Luís Carneiro, que manifestou abertura a entendimentos com a AD, salientando que isso pode permitir que haja um “Governo de legislatura” e que se façam reformas. Em declarações aos jornalistas antes de um almoço com empresários num hotel na baixa de Lisboa, Marques Mendes elogiou as declarações do candidato à liderança do PS, José Luís Carneiro, que este sábado se comprometeu com uma “solução de unidade na diversidade” com a AD e garantiu que “tudo fará para contribuir para a estabilidade política do país”.
Obra conjunta dos poetas Ademir Demarchi e Paulo de Toledo homenageia tradicional bairro de Santos.
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Um poemário que evoca o tradicional bairro do Campo Grande, em Santos, no Litoral do Estado de São Paulo, é o que o leitor vai encontrar em Poetasbairristas (São Paulo, Editora Primata, 2024), de Ademir Demarchi e Paulo de Toledo, obra premiada pelo 10º Concurso de Apoio a Projetos Culturais Independentes, promovido pela Prefeitura de Santos, por intermédio de sua Secretaria de Cultura – Programa de Apoio Cultural Facult 2022. Os poemas partem do fato de os poetas serem vizinhos de duas quadras no Campo Grande, assunto explorado com fina ironia e indisfarçável amor ao singelo bairro.
O modelo do socialismo democrático constitui a alternativa não só à extrema-direita populista e demagógica, mas também ao neoliberalismo e à direita conservadora. | Alexandra Leitão
Democracia, liberdade, igualdade, solidariedade, tolerância, empatia, justiça social. Um Estado forte, com funções de regulação, mas também prestador de serviços essenciais e universais, em parceria com os setores privado e cooperativo.
Um Estado respeitador das liberdades e promotor dos direitos fundamentais dos cidadãos. Esta é a matriz do socialismo democrático, tal como está consagrada na Constituição da República Portuguesa, resultado da Revolução do 25 de Abril que hoje comemoramos.
Mário Centeno foi um estrangeiro em Harvard, a universidade alvo de Trump. Margarida Mano, vice-reitora da Católica, considera despacho “assustador”. Carlos Fiolhais fala de “ataque sem precedentes” | Alexandra Tavares-Teles
Mário Centeno sublinha o étimo latino da palavra para lembrar que universidade significa também universalidade, o todo, a comunidade em que se cresce e aprende. “Sempre que se coloca em causa a independência da universidade, penso nessa origem”, diz o governador do Banco de Portugal ao DN, relevando “o caráter livre” destas instituições. “As universidades são de todos e devem receber a todos”. E entraves ao seu desenvolvimento “são entraves ao futuro”.
Esta lista foi elaborada a partir da minha própria formação e dos meus interesses intelectuais, reunindo obras que considero fundamentais para quem busca um contato profundo com as grandes tradições da filosofia, da literatura, da política e da cultura.
Embora não se trate de uma seleção rígida ou definitiva — afinal, cada leitor poderá acrescentar títulos e autores segundo sua vivência e sensibilidade —, ela serve como um guia confiável para uma formação sólida, ampla e duradoura. Organizada em ordem cronológica, contempla textos que atravessam séculos e civilizações, oferecendo uma base rica para o desenvolvimento do pensamento, da imaginação e da vida interior.
Acrescento, por fim, que esta lista, apesar de extensa, não esgota os autores que admiro. Muitos nomes ficaram de fora — e isso não por desmerecimento, mas por limites de espaço e de foco. Se incluísse todos, ultrapassaríamos facilmente a casa das centenas. Ainda assim, o que aqui se apresenta é, creio eu, um conjunto robusto e inspirador, digno de quem deseja se formar com profundidade..
A quem pretenda estudar a Filosofia de Bento de Espinosa recomendo vivamente este livro como introdução.
A sua obra máxima, genial a meu ver, titulada ÉTICA, exige disponibilidade de tempo e capacidade para ler e reler. Não é fácil. Mas todos deviam estudar o pensamento Espinosiano.
Uma obra prima que nos ensina a ler corretamente o mundo e a existência.
Bill Gates diz que a IA substituirá empregos humanos (incluindo médicos e professores) em apenas 10 anos.
Estamos prontos para um futuro sem trabalho?
Bill Gates prevê que a inteligência artificial transformará a força de trabalho na próxima década, substituindo humanos em muitos cargos essenciais, como médicos e professores.
Em entrevistas recentes, Gates descreveu um futuro de “inteligência gratuita”, onde conselhos médicos de qualidade e educação personalizada estarão amplamente disponíveis a baixo custo — ou até de graça — impulsionados totalmente por IA.
Por que Deus permite que as mães vão-se embora? Mãe não tem limite, é tempo sem hora, luz que não apaga quando sopra o vento e chuva desaba, veludo escondido na pele enrugada, água pura, ar puro, puro pensamento.
Morrer acontece com o que é breve e passa sem deixar vestígio. Mãe, na sua graça, é eternidade. Por que Deus se lembra – mistério profundo – de tirá-la um dia? Fosse eu Rei do Mundo, baixava uma lei: Mãe não morre nunca, mãe ficará sempre junto de seu filho e ele, velho embora, será pequenino feito grão de milho.
José Luís Carneiro afasta um cenário de bloco central com a Aliança Democrática (AD), mas admite “assentar compromissos” no Parlamento de modo a garantir “estabilidade” política no país.
“Estamos fora da opção de um bloco central, julgo que não é necessário e seria prejudicial os dois partidos subsumirem-se numa solução executiva. Agora, é possível, num quadro parlamentar, constituir uma dimensão de trabalho político que responda a alguns dos impulsos reformistas”, declarou José Luís Carneiro, destacando a reforma do sistema de segurança e de justiça, entre outras.
Em entrevista à CNN Portugal, José Luís Carneiro, que se posiciona para a corrida à sucessão de Pedro Nuno Santos, com quem perdeu a disputa interna há um ano e meio, adianta que não se sente “condicionado” pelas palavras do ainda secretário-geral do PS, que avisou na noite passada que o seu sucessor não deveria ser o suporte do Governo da AD.
Julgo ser evidente que Portugal atravessa uma deplorável crise, não do foro económico, financeiro ou social, mas dos partidos políticos e dos seus protagonismos na condução da vida nacional. Uma crise de valores sem precedentes, deveras preocupante que, salvo meia dúzia de excepções, bateu fundo e isso ficou bem claro na pobreza desta corrida ao poder que ontem teve fim.Sou um geólogo e a minha cultura social e política resume-se ao que tenho aprendido na vivencia atenta do dia-a-dia. Bom ou não, é este o meu sentir que, como sempre, divulgo como dever de cidadania, honesta e humildemente.
Liberté, Égalité, Fraternité: o lema inscrito nas fachadas dos edifícios públicos franceses tornou-se, com o tempo, uma espécie de nostalgia institucional.
A pátria dos direitos do homem e do cidadão viu-se, nas últimas décadas, prisioneira de uma trajectória política que, em nome da liberdade económica, foi desmontando os alicerces sociais que sustentavam o modelo republicano.
A França, que outrora oferecera ao mundo a promessa de um Estado forte ao serviço da justiça social, tornou-se, ironicamente, refém do mesmo liberalismo que dizia querer domesticar.
Três grandes cidades reconstruídas Obra recente do historiador inglês Kenneth Maxwell recupera a história da reconstrução por que passaram Londres, Lisboa e Paris. Adelto Gonçalves.
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Examinar os esforços de reconstrução de três grandes cidades europeias foi a ingente tarefa a que se dedicou o historiador inglês Kenneth Maxwell ao escrever TheTaleofThreeCities – TheRebuildingofLondon, Paris, andLisbon (Robbin Laird, editor, SecondLineofDefense, 2025), obra que acaba de ser lançada na Inglaterra e nos Estados Unidos com textos em inglês, português e francês. É o resultado da leitura que o autor fez na abertura de um colóquio internacional sobre Arte e Literatura Luso-Brasileira, realizado na Universidade de Harvard, em setembro de 2024.
Retirado do Facebook | Mural de “Eu Já Te Contei”?
A frase mais bonita que já li sobre Lorca é esta.
Lorca não falava só de barriga cheia, falava de alma alimentada. Atacava com coragem os que defendem apenas as necessidades do corpo, esquecendo que a fome mais cruel é a do espírito. É fácil matar a fome com pão, mas quem sacia a fome de saber?
Ele sabia que um povo sem cultura é um povo acorrentado. Sem livros, o homem é reduzido a uma máquina, escravo de engrenagens que não sente, não pensa, não sonha.
1.Depois deste desastre eleitoral, numas eleições que podia e devia ter evitado, e que só supreendeu pelos números, o que deve fazer o PS, além de lamber as feridas e preparar o processo de seleção de nova liderança?
«(…) estando excluída entre nós, pelo menos por agora, a hipótese de governos de grande coligação ao centro (à alemã), não é impossível, porém, equacionar um pacto estável entre os dois tradicionais partidos de governo , no sentido de, em caso de vitória eleitoral sem maioria absoluta, cada um deles deixar governar o outro – salvo coligação governamental maioritária alternativa -, viabilizando a constituição do Governo e prescindindo de votar moções de censura, a troco da negociação dos orçamentos (…).
Parecendo-me excluída a repetição de maiorias absolutas monopartidárias – por causar fragmentação da representação parlamentar – e também pouco provável a hipótese de coligações maioritárias, quer do PSD com a sua direita (excluindo obviamente o Chega) quer do PS com a sua esquerda (excluindo o Bloco e o PCP), este acordo entre os dois partidos de governo faz todo o sentido, para ambos, agora e no futuro.
“O Programa eleitoral da AD para a legislatura 2025-2029 combina continuidade e novidade, o aprofundamento deste exercício de um ano de governação, a resposta a problemas preexistentes mas que tinham sido omitidos ou subestimados e a adequação ao agravamento das tensões, conflitos e estabilidade internacional”, pode ler-se no documento.
Das várias “medidas emblemáticas”, como lhes chama a coligação, o Notícias ao Minuto destaca as seguintes 10:
“Menos impostos sobre o trabalho, especialmente para a classe média: Reduzir IRS em 2.000 milhões €, dos quais 500 milhões já em 2025, baixando a carga fiscal sobre os rendimentos, em especial para a classe média. Estimular também a poupança;
Mais rendimentos: Salário Mínimo de 1.100€ e salário médio 2.000€, e nenhum pensionista com rendimento abaixo de 870€;
Melhorar a vida dos mais velhos: Continuar a valorizar as pensões. Aumentar o Complemento Solidário para Idosos para garantir que nenhum pensionista tem rendimento abaixo de 870€, e que há isenção total na compra de medicamentos. Programa de Envelhecimento Ativo.
Um país para jovens: Garantir a continuidade das novas medidas para fixação dos jovens: IRS Jovem reduzido, Isenção de IMT e de Imposto de Selo e garantia pública na compra da primeira casa;
Garantimos boas contas públicas: Continuar a assegurar saldos orçamentais ligeiramente positivos e redução do peso da divida pública, de forma saudável e equilibrada, baixando impostos e valorizando os trabalhadores e investimento públicos;
Construir mais casas: Aumentar a construção, reabilitação e arrendamento de casas, flexibilizando regras e licenciamento da construção e reduzindo a tributação para aumentar a oferta. Executar as 59 mil casas públicas a preços acessíveis e disponibilizar financiamento para mais projetos municipais;
Garantir creches e pré-escolar para todas as crianças: Contratualizar até 12 mil vagas no Pré-Escolar para os territórios com necessidades identificadas;
Valorizar os trabalhadores públicos: Concluir revisão de carreiras até 2027, reconhecer o mérito e qualificação, e apostar em prémios de desempenho;
Trabalhar compensa: Garantir que os regimes de apoios sociais e tributação são benéficos para quem trabalha;
Apostar nas empresas para acelerar o crescimento económico: Redução transversal de IRC sobre as Empresas, com diminuição gradual até 17% (e 15% para PMEs). Simplificação fiscal e aceleração da justiça tributária. Estímulo às exportações, reforçando os apoios às empresas no contexto das tensões internacionais. Valorizar a atividade e investimento nos territórios do Interior.”
Ao longo do último ano e meio, a Causa Pública dinamizou estudos e debates em torno dos principais desafios que se colocam à democracia portuguesa e às suas políticas públicas.
Procurámos olhar para diferentes setores. E, em cada um deles, analisámos as escolhas políticas que ditaram a sua configuração atual, diagnosticámos entraves e potencialidades presentes e avançámos com propostas que qualifiquem a provisão social de bem-estar em Portugal, promovendo a cidadania inclusiva numa sociedade democrática.
O documento que agora apresentamos sumariza os resultados desse trabalho.
Nos campos da atividade económica, do perfil salarial em Portugal, da fiscalidade, da habitação, da saúde e da imigração – sistematizamos uma leitura que apresenta um diagnóstico, reflete sobre as políticas recentes em cada uma destas áreas e apresenta orientações políticas para o futuro.
Conhecer, refletir e propor mais e melhor democracia – é esse o nosso contributo para o debate cívico em Portugal.
A concepção de estado social procura superar as limitações da visão do estado liberal, egoísta por natureza.(vcs)
Assim, o estado social pretende garantir as liberdades individuais e, ao mesmo tempo, é necessário intervir para que o conjunto da população tenha acesso a umasérie de serviços sociais, especialmente aqueles relacionados à educação, saúde e habitação. As instituições do estado devem organizar-se de modo que haja coesão social e igualdade de oportunidades.A ideologia que defende esta visão do estado é o socialismo democrático.
No estado social, a atividade econômica não pode depender exclusivamente das leis do mercado. Consequentemente, a partir da abordagem do estado social se defende a necessidade de intervir em todos os contextos com os quais se produzem situações de penúrias sociais e desigualdades econômicas. A finalidade desta visão do estado é garantir uma vida digna para todos os cidadãos.