Alkantara Festival | 14ª edição | 25 de maio a 11 de junho

alkantaraO Alkantara Festival, ponto de encontro bienal e incontornável das artes performativas contemporâneas, regressa entre os dias 25 de maio e 11 de junho para a sua 14ª edição.

A edição deste ano – marcada por um questionamento das ligações entre o passado, a atualidade e o futuro, entre a tradição e a modernidade – apresentará um total de 25 espetáculos de criadores nacionais e internacionais em vários espaços de Lisboa: Espaço Alkantara, Centro Cultural de Belém, Culturgest, Maria Matos Teatro Municipal, Jardim do Torel, São Luiz Teatro Municipal, Cinema São Jorge e Teatro Nacional D. Maria II.

Segundo o diretor artístico do Alkantara Festival Thomas Walgrave, “tal como nas últimas edições, convidamos em 2016 artistas com um olhar crítico e uma visão forte e pessoal sobre o que está a acontecer à volta deles. Artistas com uma grande sensibilidade para captar temas centrais antes destes chegarem às primeiras páginas dos jornais. Nunca começamos a programação do festival com um tema predefinido. São os artistas que trazem as temáticas. Fazer a dramaturgia de um festival é quase fazer uma dramaturgia a posteriori: perceber quais são as linhas que juntam esta proposta de espetáculos.”

O festival acontece numa altura de renovação política do setor cultural e “é obviamente cedo demais, com a entrada em funções hoje da nova dupla responsável pela área da cultura, para termos indicações concretas sobre a política cultural nos próximos tempos, só podemos dizer: Esperamos com esperança!”

Quanto aos espetáculos de artistas internacionais, a edição deste ano do Alkantara Festival contará com:

. Faustin Linyekula (República Democrática do Congo) – Artista na Cidade 2016 com dois espetáculos – Sur Les Traces de Dinozord e The Dialogue Series: IV. Moya;

. Takao Kawaguchi (Japão) apresenta About Kazuo Ohno, um trabalho que propõe o regresso às origens do butô e a colagem a uma das suas figuras mais emblemáticas, Kazuo Ohno;

. Taoufiq Izeddiou, com En Alerte, e Radouan Mriziga, com 55, ambos nascidos em Marraquexe, criam, de formas muito diferentes, elos entre a dança contemporânea e o legado de uma riquíssima cultura islâmica;

. Arkadi Zaides (Israel), com o espetáculo Archive, olha para o impacto de meio século de ocupação na sociedade israelita, partindo das imagens do projeto B´Tselem (que distribui câmaras pelos habitantes das populações da Cisjordânia, de Jerusalém Ocidental e de Gaza);

. Rabih Mroué (Líbano) revisita em Riding on a Cloud o cenário trágico da guerra civil libanesa pondo em cena o seu irmão Yasser, numa corda bamba entre a realidade e a ficção;

. Federico León (Argentina), com Las ideas, apresenta um espetáculo que traz para o palco os efeitos vertiginosos do processo criativo;

. Christiane Jatahy (Brasil), com E se elas fossem para Moscou?, e tg STAN (Bélgica), com O Cerejal, partem de textos de Tchekhov para retratar temas contemporâneos como a emigração;

. Collectif Jambe (França e Bélgica) apresenta-se com um projeto aberto e participativo sobre jogos e regras a desconstruir, que começa com um workshop de cinco dias que culmina com duas apresentações públicas;

. Oriundos de Espanha, Quico Cadaval, Celso F. Sanmartín e Jose Luis Gutiérrez reencontram-se com as histórias da Galiza em Os Contos de Joselín enquanto que Roger Bernat abre-nos as portas da história do cinema para explorar a sempre difícil relação entre o público e a intimidade e El Conde de Torrefiel pinta o retrato de uma geração europeia à deriva em Escenas para una conversación después del visionado de una película de Michael Haneke;

. Phillipe Quesne (França) conduz-nos a um lugar que pode ser uma caverna pré-histórica, a caverna de Platão ou um abrigo atómico comLa Nuit des Taupes (Welcome to Caveland!);

. Joris Lacoste (França) redefine a forma como as palavras ressoam juntas, libertando o seu potencial dramático, trágico ou cómico emSuite No2;

. Numa colagem de narrativa e spoken word, histórias de paranoia, amor juvenil e ultraviolência, Christopher Brett Bailey (Reino Unido) apresenta o seu primeiro espetáculo a solo THIS IS HOW WE DIE;

Assumindo a continuidade da sua missão enquanto plataforma de apoio a artistas nacionais, o Alkantara Festival deste ano apresentará:

. Segunda Feira: Atenção à Direita de Cláudia Dias, a criação de um combate de boxe num ringue de contornos políticos;

. Autointitulado de João dos Santos Martins e Cyriaque Villemaux, em que os dois coreógrafos regressam às suas experiências e memórias da dança para as asfixiarem de uma vez por todas;

. a estreia mundial do novo espetáculo encenado por Gonçalo Waddington, O Nosso Desporto Favorito – Presente, no qual um cientista misantropo sonha com a criação de uma nova espécie humana livre das suas necessidades básicas (alimentação, digestão, talvez mesmo a reprodução);

. Performances para o Alkantara de Sofia Dias & Vítor Roriz, em que o duo, que celebra dez anos de colaboração, propõe quatro performances distintas construídas a partir de objetos, escrita, texto e voz.

O Alkantara Festival encerrará com o concerto de Lula Pena, que apresentará o seu novo registo discográfico Archivo Pittoresco, a lançar no Outono pela editora Crammed Discs.

Após a apresentação oficial da programação do Festival – hoje, pelas 19h no Espaço Alkantara – assinaturas de 3, 6 e 9 espetáculos estarão à venda em exclusivo na bilheteira Alkantara (Calçada Marquês de Abrantes, 99) a partir de 15 de abril enquanto que bilhetes avulsos para cada espetáculo deverão ser adquiridos diretamente nas bilheteiras dos respetivos teatros.

ALKANTARA FESTIVAL

Iniciativa Alkantara Associação Cultural

Financiamento Ministério da Cultura da República Portuguesa e da Direção-Geral das Artes

Coprodução Centro Cultural de Belém; Culturgest – Fundação Caixa Geral de Depósitos; EGEAC – Festas de Lisboa´16; Maria Matos Teatro Municipal; Teatro Municipal São Luiz; Teatro Nacional D. Maria II.

Apoio à apresentação Institut Français; Institut Français Portugal; Embaixada de Marrocos; NXTSTP – com apoio do programa Cultura da União Europeia; DNA – com apoio do programa Europa Criativa da União Europeia.

Informação completa da programação + press kit: http://www.alkantarafestival.pt/#pt

Para mais info // Bernardo Marques // +351 916 960 016 // press@alkantara.pt

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