A imprensa americana acaba de contar o que o ex-presidente Jimmy Carter disse a Donald Trump durante a sua última entrevista sobre a China.
«Tem medo que a China venha à nossa frente, e eu concordo com você. Mas você sabe por que a China nos adianta? Eu normalizei relações diplomáticas com Pequim em 1979. Desde essa data, você sabe quantas vezes a China entrou em guerra com alguém? Nem uma vez, enquanto nós estamos constantemente em guerra.
Os EUA são a nação mais guerreira da história do mundo, porque querem impor estados que respondam ao nosso governo e aos valores americanos em todo o Ocidente, controlar as empresas que dispõem de recursos energéticos em outros países. A China, por seu lado, está investindo seus recursos em projetos como ferrovias, infra-estruturas, comboios-balas intercontinentais e transoceânicos, tecnologia 6G, inteligência robótica, universidades, hospitais, portos, edifícios e comboios de alta velocidade em vez de usá-los em despesas militares.
O porta-voz do Livre, Rui Tavares, afirmou este domingo que um verdadeiro “pé-de-meia” para os jovens seria um apoio à nascença de 5.000 euros, acusando os socialistas de se apropriarem da ideia lançada pelo partido no ano passado.
“O PS vem propor um décimo e ainda por cima não tem a lisura de dizer que é uma ideia do Livre de que roubaram um décimo”, salientou Rui Tavares, em Coimbra, na sessão de apresentação dos candidatos às Eleições Legislativas de 18 de maio naquele círculo.
O PSD acusou hoje o PS de apresentar como programa eleitoral uma “receita para o desastre” com o qual regressaria “o empobrecimento que terminou na bancarrota”, referindo que “Portugal voltaria a ter défice e a aumentar a dívida pública”.
Numa reação na sede do PSD ao programa eleitoral do PS apresentado na véspera, Manuel Castro Almeida, ministro Adjunto e da Coesão Territorial e cabeça de lista do PSD por Portalegre, afirmou que o “desespero apoderou-se do PS”, acusando os socialistas de “prometer tudo a todos sem fazer contas a nada”.
Après cinquante ans de mariage, je me suis un jour penché sur ma femme et, d’un regard pensif, je lui ai dit : « Il y a cinquante ans, nous vivions dans une petite maison modeste, conduisions une vieille voiture, nous couchions sur un canapé-lit et regardions un téléviseur noir et blanc de 10 pouces. Mais chaque nuit, je m’endormais auprès d’une jeune femme de 23 ans pleine de vie et de beauté.
Aujourd’hui, nous vivons dans une maison de 500 000 dollars, je conduis une voiture de 45 000 dollars, j’ai un grand lit et une télévision à écran large. Mais je dors maintenant avec une femme de 69 ans. Il me semble que tu ne tiens plus ta part de notre pacte. »
“As tarifas vão diminuir os padrões de vida. Elas vão destruir a economia dos EUA, e estão sendo impostas por razões inacreditavelmente bizarras e equivocadas que são completamente falaciosas.
Deixe-me explicar. Os Estados Unidos têm um grande déficit em seu comércio de bens e serviços — o que é chamado de conta corrente dos Estados Unidos — e esse déficit é de cerca de um trilhão de dólares. Trump diz: ‘Ah, isso é porque outros países estão roubando os Estados Unidos.’ Não consigo nem começar a dizer o quão absurda é essa linha. [ A palavra é infantil .] Ter um déficit em conta corrente significa — e significa precisamente — que os Estados Unidos estão gastando mais do que produzem. É isso que leva a um déficit. Você gasta mais do que produz.
Parece não restarem muitas dúvidas de que os líderes europeus não têm nas suas mentes uma estratégia de dissuasão, mas sim outra mais exigente em meios, para além de ser mais perigosa.
O debate em redor do rearmamento da Europa passou a dominar as manchetes dos jornais e a abertura de telejornais. A Europa está desarmada, qual capuchinho vermelho prestes a ser triturado pelos dentes afiados do lobo mau, que um dia virá de leste. Mas a realidade dos factos é que nem a Europa está desarmada nem a psicose de massas artificialmente fabricada se justifica com uma ameaça russa em aproximação, desprovendo de sentido a urgente corrida armamentista que se anuncia como inevitável e em que a Europa se prepara para embarcar.
O secretário-geral do PS defendeu no sábado a necessidade dos setores da Saúde e social trabalharem em conjunto, para melhorarem a qualidade de vida dos mais velhos e reduzirem ou conterem as despesas com cuidados de saúde.
“Nós temos que mudar completamente o paradigma e a relação entre o setor da saúde e o setor social. A saúde e a segurança social não podem andar mais de costas voltadas“, referiu.
Na sua intervenção de mais de meia hora, na apresentação pública dos candidatos do PS de Coimbra, que decorreu ao final da tarde, Pedro Nuno Santos evidenciou que a saúde e o setor social “têm de trabalhar em conjunto”.
A verdadeira tragédia das pessoas de bem reside na falta de resposta instantânea aos ataques. A mente não está alerta, a resposta não está pronta quando surge a adversidade.
Outros exploram sempre essa fraqueza e conquistam vitórias relâmpago – ilegítimas, cruéis, bruscas.
Mas a alma pacífica, o coração honesto, só encontra a resposta certa depois do facto, quando a batalha já está perdida.
Isto não é ingenuidade. Isto não é estupidez.
É uma pureza instintiva… maior do que deveria ser.
Teve lugar, no dia 11 de março, em Jeddah, na Arábia Saudita, um encontro entre delegações norte-americanas e ucranianas para discutirem a paz na Ucrânia, marcando, assim, o início de um processo diplomático, que se espera conduza à paz. A conclusão mais relevante que saiu desse encontro foi o anúncio de um cessar-fogo temporário, de trinta dias, que passou a dominar as atenções de quem segue o tema.
Convém, antes de mais, sublinhar que os objetivos definidos pelas partes envolvidas no conflito se encontram muito distantes. São, por enquanto, irreconciliáveis. É importante perceber onde residem as dificuldades nesse caminho de aproximação dos litigantes, antes de se discutir a utilidade do cessar-fogo e os problemas que lhe estão associados.
Retirado do Facebook | Mural de “Amigos depois dos 60”
É um processo de despedidas constantes—de quem você era, de como caminhava, de quem um dia amou. A cada aniversário, um novo rosto no espelho, um corpo que carrega marcas do tempo e um coração que precisa se libertar dos medos, das culpas e das amarras do passado.
Envelhecer exige coragem. É aprender a caminhar sozinho, a acordar sem esperar nada de ninguém. É se olhar no espelho e não se reconhecer, mas ainda assim se aceitar.
É entender que algumas partidas são definitivas e que, para seguir adiante, é preciso chorar até secar por dentro—esvaziar-se de tudo o que foi, para dar espaço ao que ainda pode ser.
Porque, no fim, a vida não é apenas sobre perder.
É também sobre deixar novos sorrisos brotarem, permitir que novas esperanças nasçam e encontrar beleza no que ainda está por vir.
1À luz dos dados vindos a público, nomeadamente neste jornal, e que serão apresentados no Relatório Anual de Segurança Interna (RASI), Portugal terá condições para continuar a estar entre os países mais pacíficos do mundo.
A criminalidade geral participada terá descido 4,6% relativamente a 2023 e a violenta e grave terá tido subido 2,6%. Uma das menores subidas dos últimos dez anos. E terá diminuído o número de homicídios. Ora, olhando para os números da mesma tipologia de crimes, em 2024 houve menos 62.542 crimes gerais participados do que em 2004 e menos 7482 crimes na criminalidade grave. Importa sempre lembrar que os fluxos humanos em direção ao nosso país têm vindo a aumentar muito significativamente: 19,4 milhões de hóspedes estrangeiros. A que acrescem os fluxos de estudantes internacionais, investidores e cidadãos migrantes. Mais vida nas nossas vilas e cidades.
É devida, pois, uma palavra às forças e aos serviços que contribuem para estes resultados, em tempos de especial exigência.
Como se vê nesta figura (colhida AQUI), mesmo sem os EUA, o Canadá e a Turquia, a Nato europeia tem mais tropas do que a Rússia, apesar de esta estar mobilizada para a guerra na Ucrânia há três anos; e, como mostrei anteriomente (AQUI), também tem uma despesa militar superior.
Porquê então um aumento exponencial da despesa militar da UE e dos seus Estados-membros, como se está a decidir, com aplauso mesmo dos partidos de esquerda, à custa de mais dívida pública, de menos investimento público em áreas críticas para o crescimento económico e do sacrifício do Estado social?!
Com o fim da guerra na Ucrânia na agenda política e a perspetiva de um acordo de segurança recíproca com a Rússia, esta “política de guerra” da União é ainda menos justificável.
“Antes de começar uma discussão com alguém, pergunte a si mesmo: essa pessoa é intelectualmente madura o suficiente para entender o conceito de uma perspectiva diferente? ” Porque se não for, não faz sentido.
Nem toda discussão merece sua energia. As vezes por mais claras que as suas palavras sejam, o outro não te ouve para entender, mas sim para reagir. Trancado na sua própria visão de mundo, ele recusa-se a considerar outro ponto de vista, e se envolver nessa luta só te esgota.
O mundo mudou em poucas semanas e trouxe sérios desafios. E o presidente do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), João Duque, põe o dedo numa das feridas: o país terá de decidir qual vai ser a sua contribuição para o rearmamento da Europa.
A crise política, que resultou na convocação de eleições antecipadas, desencadeou logo, na primeira hora, alarme no setor empresarial. É negativa para a economia, disseram os empresários. Por que é que as empresas portuguesas estão tão dependentes dos ciclos políticos? Há países europeus que vivem com relativa facilidade estas incertezas.
As atribuladas experiências dos governos provisórios, seis ao todo, de 1974 a 1976, não foram propriamente governos de aliança, coligação ou bloco central. Tratava-se bem mais de governos de salvação nacional, sob controlo do MFA (Movimento das Forças Armadas). Cometeram erros medonhos e deixaram-se, parte do seu tempo, dominar pelos comunistas e pelos militares revolucionários, mas salvaram a hipótese de democracia. Dentro dos próprios governos, partidos e militares combatiam-se mortalmente. Os militares do MFA mais moderados, em estreita associação com os socialistas, principalmente, mas também os sociais democratas, conseguiram dar conta do recado e preservar a democracia, o futuro Estado de direito e as liberdades.
O candidato presidencial Luís Marques Mendes defendeu esta sexta-feira um “acordo de estabilidade” entre o PSD e o PS para garantir a governabilidade do país e evitar a realização de eleições de ano em ano.
Em Vila Verde, distrito de Braga, onde participou numa conferência sobre “O sistema parlamentar português e a construção de governos estáveis: saídas e bloqueios”, Marques Mendes disse que aquele acordo teria de passar pela não apresentação de moções de censura e de confiança e pela negociação dos orçamentos do Estado.
Uma das mais dolorosas aprendizagens durante estes mais de três anos de guerra na Ucrânia tem sido a de confrontar-me com o trágico declínio da honorabilidade académica e do brio intelectual, tanto nas instituições universitárias como nos meios de comunicação social.
É com tristeza que tenho acompanhado o modo como professores, investigadores e jornalistas têm violado o imperativo de “imparcialidade homérica”, expressão cunhada por Hannah Arendt para definir uma virtude específica da tradição espiritual do Ocidente: a capacidade de analisar com objetividade a realidade, a natureza das situações, e os motivos dos agentes coletivos e individuais, mesmo no quadro de conflitos violentos.
Num cenário de incerteza “máxima” e grandes incógnitas para os investidores, guerra comercial global combinada com degradação da previsibilidade pode tirar 1,1% ao PIB português em três anos.
“O indicador global de incerteza das políticas económicas atingiu valores próximos dos máximos históricos no início de 2025, o que por si só poderá limitar o crescimento da atividade mundial” e o investimento privado, mas para já o crescimento da economia portuguesa ressente-se apenas de forma muito ligeira, abrandando de 2,3% este ano para 2,1% no próximo, prevê o Banco de Portugal (BdP), no novo boletim económico, divulgado esta quinta-feira.
Está a decorrer uma alteração radical da estratégia americana para a redefinição dos centros de poder mundial que estava em vigor desde os anos 80 do século passado. Esta estratégia foi gizada por Zbigniew Brzezinski, conselheiro de segurança nacional dos Estados Unidos durante a presidência de Jimmy Carter, entre 1977 e 1981 e que ele publicou numa uma obra hoje clássica: «Grand Chessboard — American Primacy and Its Geostrategic Imperatives», que marcou a estratégia americana até à administração Biden.
Esta estratégia assentava no conceito de hegemonia americana, no cerco ofensivo contra a URSS, o inimigo principal e na importância decisiva do que ele designou «Eurásia» e que corresponde grosso modo à Ucrânia. Para o desenvolvimento dessa estratégia os EUA necessitavam da Europa como base de retaguarda ou de ataque.
Helen Mirren disse uma vez: Antes de discutir com alguém, pergunte a si mesmo, essa pessoa é mesmo mentalmente madura o suficiente para entender o conceito de uma perspetiva diferente. Porque se não, não adianta absolutamente nada.
Nem toda discussão vale a sua energia. Às vezes, não importa quão claramente você se expresse, a outra pessoa não está ouvindo para entender – ela está ouvindo para reagir. Eles estão presos na sua própria perspetiva, não querem considerar outro ponto de vista, e interagir com eles só te esgota.
Temos de admitir. O IPMA cada vez está mais preciso e rigoroso. Para quem gosta de surpresas, isso não é uma boa notícia. Perde-se aquela emoção de hesitar se se sai com um guarda-chuva ou não.
Qual a roupa adequada à insegurança meteorológica que se adivinha. Depois, conforme as decisões nestes magnos problemas e subsequentes resultados, dispúnhamos de um rol de imprecações para reagir, sendo que os crentes dispõem de um significativo rol de divindades que podem culpar – a começar pelo inevitável S. Pedro, a quem é atribuído, dizem, este pelouro.
Num discurso dirigido aos jovens, na Academia do PS nos Açores, o antigo ministro da Economia sublinhou a importância de prestar atenção a quem vem de contextos mais difíceis.
O antigo ministro da economia Pedro Siza Vieira defende que o rendimento social de inserção (RSI) é essencial para pessoas em situação de pobreza extrema.
Perante uma plateia de jovens, nos Açores, uma região muito afetada pela pobreza, o antigo ministro fez uma defesa absoluta do RSI.
“Quando se diz que “o rendimento social de inserção é para esses tipos que não fazem nada”: pois não. Mas são essas pessoas, precisamente, que precisam de atenção. E é um investimento no nosso futuro, no futuro da comunidade”, afirmou Siza Vieira, na “Academia Novo Futuro” do PS Açores.
Nos Açores, o tema tem sido bastante discutido. A taxa de risco de pobreza na região autónoma até desceu, em 2024, mas continua a ser das mais altas do país.
Pedro Nuno Santos quer discutir problemas do país na campanha para as eleições O secretário-geral do PS acusa Luís Montenegro de ser o responsável pelas eleições antecipadas e promete fazer da campanha um local para falar de propostas para o país.
Apesar de a sondagem apontar Henrique Gouveia e Melo como o preferido dos portugueses na ‘corrida’ a Belém, Marques Mendes ficou satisfeito por ser quem mais se aproxima do almirante.
Neste duelo, Gouveia e Melo recolheria 49% das intenções de voto, o que significa uma queda de dois pontos percentuais em relação à sondagem anterior, enquanto o antigo presidente do PSD teve 37%, uma subida de sete pontos percentuais.
O constitucionalista Jorge Miranda defende que a imigração para Portugal só deve ser permitida a quem souber falar português, mostrando-se totalmente favorável à imigração dos países africanos de língua portuguesa e do Brasil.
“Eu sou muito favorável à imigração, antes de mais nada, por uma questão de fraternidade humana. Nenhum país pode fechar-se ao resto do mundo”, disse.
E acrescentou: “Quando sabemos que há muita miséria, muita desigualdade, muitas questões étnicas e outras nos chamados países do terceiro mundo, na África e na Ásia, não podemos fechar os olhos à imigração”.
O plano de rearmamento que acaba de ser apresentado pela Comissão Europeia e que visa desbloquear até 800 mil milhões de euros é considerado um desperdício total de dinheiro pelo antigo primeiro-ministro italiano Giuseppe Conte.
Numa entrevista à Euronews, Conte afirma que o ReArm EU significa “deitar dinheiro fora para permitir que todos os Estados-membros continuem a aumentar as despesas militares de forma descoordenada e desordenada”, em vez de impulsionar um “projeto sério de defesa comum”, que, na sua opinião, deveria alcançar uma autonomia estratégica com “um passo importante” na integração política da UE.
Os EUA nunca acreditaram, ao contrário da ignara arrogância de Bruxelas, que a máquina de guerra russa poderia ser derrotada no plano convencional. Como o secretário da Defesa L. Austin afirmou, logo em maio de 2022, o objetivo dos EUA era o de fazer “sangrar a Rússia”, enquanto Kiev tivesse capacidade para o fazer.
As grandes crises revelam os grandes líderes. Contudo, apenas quando os povos têm a sorte e a capacidade de os produzirem. A guerra da Ucrânia, que já entrou no seu quarto ano é, sem dúvida, a maior crise existencial de toda a história portuguesa, pois é a primeira vez que Portugal tem um governo que se deixou, com entusiástica estultícia, enrolar num confronto com a Rússia, totalmente contrário ao interesse nacional mais elementar, o salus populi suprema lex esto (seja a salvação do povo a lei suprema), imortalizado no De Legibus, de Cícero.
Nem os fanáticos que queriam declarar guerra ao império britânico, na sequência do Ultimato de 1890, nem o furioso Afonso Costa, colocando Lisboa a ferro e fogo em maio de 1915 para enviar, por decisão unilateral, milhares de soldados analfabetos para a Flandres, se comparam à façanha do mesquinho consenso nacional que vai de António Costa a Rui Tavares, numa contemporânea demonstração da veracidade da tese de Unamuno que considerava ser Portugal um país de suicidas. O que continua em causa é a possibilidade de Portugal ser destruído num conflito total com a Rússia, o país com o mais poderoso e moderno arsenal nuclear do planeta.
In times of rapid change and shifting political currents, we stand by our guiding purpose: to build a more inclusive, sustainable, dynamic and trusted economic system.
At the Council for Inclusive Capitalism, this commitment remains our North Star and we are deeply grateful for your participation and interest.
In a recent interview with the radio program Leadership Matters, I reflected on how my upbringing, faith, and career experiences shaped my conviction that business—at its best—can align benefits for people and the planet with healthy profits.
Donald Trump a tenté, en vain, de trouver une faille dans l’armure de l’UE avec la guerre commerciale qu’il a déclenchée au cours de son premier mandat.
Mais aujourd’hui, il a trouvé un point plus vulnérable : la crise sécuritaire massive qu’il a provoquée en retirant le soutien des Etats-Unis à l’Ukraine expose des fissures potentiellement mortelles dans le bloc des 27 nations.
Rien ne pouvait lui plaire davantage.
Le président américain nourrit depuis longtemps un mépris non dissimulé pour l’UE, qu’il a décrite — à tort — comme ayant été créée “pour baiser les Etats-Unis”. Pour Trump, l’Union fait partie de ses autres bêtes noires supranationales, telles que l’Organisation mondiale du commerce et l’Organisation mondiale de la santé, qu’il convient d’abattre pour avoir escroqué l’Amérique.
O autarca de Oeiras considera que o poder político não quer resolver o problema da habitação em Portugal. E sublinhou que a nova lei dos solos contém uma “veia neoliberal” que só pensa nos privados.
O presidente da Câmara de Oeiras, Isaltino Morais, considerou hoje que a nova lei dos solos contém uma “veia neoliberal” do PSD que “pensa que os promotores privados podem resolver o problema da habitação em Portugal”.
O autarca de Oeiras, que falava no decorrer da Conferência Habinov 3.0, organizada pela Nova SBE, disse que “tal como a lei ficou não vai ter impacto absolutamente nenhum”.
E vamos fazê-lo porque as propriedades ópticas, magnéticas e químicas dos 17 elementos químicos incluídos nestas “terras”, ou seja, nestes óxidos, são fundamentais para, como já está a acontecer, darmos este salto tecnológico que nos maravilha e, ao mesmo tempo, nos assusta.
Um parêntese para lembrar que a descoberta do oxigénio, nos primeiros anos da década de 70 do século XVIII, pelo inglês Joseph Priestley (1733-1804), em 1772 e, separadamente, pelo sueco Carl Wilhelm Scheele (1741-1786), em 1774, levou a que a composição química das rochas passasse a ser expressa em óxidos e que estes pioneiros da Química davam o nome de “terras” a esses óxidos de metais.
Por vezes a resposta à realidade desagradável é ignorá-la; outras vezes é passar a tratá-la ao modo de Cruzada contra o Mal, o mal absoluto, contra o qual vale tudo; e nessa narrativa alternativa, concentrar tudo o que possa contraditar a realidade, usando argumentos laterais, colaterais, formais, por importantes que sejam, mas fugindo ao cerne da questão.
É este o juízo que me parece mais próprio, vendo o alheado agitar, esbracejar e passarinhar dos líderes europeus para longe do centro da intriga (o almejado fim do conflito Rússia-Ucrânia), perante a nova Administração americana e o seu dilúvio diplomático e executivo.
A Rússia talvez venha, politicamente, a vencer a guerra com a Ucrânia mas, na verdade, não a conseguiu vencer militarmente, tal como, aliás, em sentido inverso, a NATO com o seu apoio às tropas do presidente Volodymyr Zelensky também não conseguiu vencer, ao fim de três anos, a Rússia.
Passado este tempo andar a dizer ao povo que a Europa (União Europeia e Reino Unido) precisa urgentemente de se rearmar para fazer frente a uma ameaça russa só não é uma falácia ridícula porque a sua aceitação generalizada, como parece estar a acontecer, a transforma numa iminente tragédia coletiva.
A Europa, incapaz de abraçar o projecto euroasiático, divorciada de si e dos seus, inactiva e imóvel, como que parada no tempo, deixou que o fim da história dos EUA, se tornassem no seu próprio fim da história.
A União Europeia está absolutamente devastada. Falta saber bem porque razão tal sucede. Há quem diga que é porque os EUA a abandonam, trocando a atenção que lhe davam, por uma atenção maior ao pacifico e, em especial, à China. Há quem diga que, o seu receio está relacionado com a incapacidade de a União Europeia se defender das suas ameaças, leia-se, do arqui-inimigo das nações do centro europeu, concretamente a Federação Russa. Há quem diga, ainda, que o desespero tem causa na perda da liderança, o que é caricato: tanto falar de liberdade e, ao mesmo tempo, parecer ter medo de ser livre. A Europa tem medo de se libertar dos EUA e, perante essa possibilidade, sente-se abandonada.
Um modelo de modernização fora das áreas metropolitanas, combinado com uma turistificação da Capital, não é sustentável sem políticas direcionadas.
Depois de a economia portuguesa se reerguer da pandemia com taxas de crescimento acima da média europeia, o debate sobre a sua evolução tem sido marcado por pelo menos duas correntes.
Por um lado, os bons números do PIB são contrapostos com o crescimento de setores de baixos salários como o turismo. Como frequentemente argumentado à esquerda e enfatizado nesta newsletter com alguma regularidade, é aqui que reside a crise habitacional que empobrece grande parte dos trabalhadores.
“Estamos prontos para trabalhar rapidamente para pôr fim à guerra, e os primeiros passos podem ser a libertação de prisioneiros e uma trégua no céu – proibição de mísseis, drones de longo alcance, e lançamento de bombas contra infraestruturas energéticas e civis – e uma trégua no mar imediatamente, se a Rússia fizer o mesmo”, disse o presidente ucraniano, numa declaração publicada esta terça-feira na rede social X.
“Queremos então avançar rapidamente em todas as próximas etapas e trabalhar com os EUA para chegar a um acordo final forte”, acrescenta.
O presidente ucraniano reconhece que o encontro da semana passada com Donald Trump na Casa Branca “não decorreu como deveria” e diz ser “lamentável”, mas sublinha que é altura de “corrigir as coisas”.
Dedico esta crónica a Maria Luísa Guerra, minha Mestra, sempre.
António Carlos Cortez acaba de publicar uma antologia intitulada Artes e Educação, na qual diversos autores portugueses escrevem sobre a importância da dimensão criadora na Educação. Estamos no coração da aprendizagem, e a referência às Artes não se reporta a um aspeto marginal na vida da Escola e da educação, mas à procura de uma formação capaz de promover a cidadania ativa, responsável e competente. Carlos Fiolhais recorda Rómulo de Carvalho, professor, cientista e poeta, quando afirmava que o artista e o cientista “desempenham na sociedade o mesmo papel de construtores, de descobridores, de definidores: um do mundo de dentro, outro, do mundo de fora. (…). E que ambos esses mundos exigem a permanente busca, a orientada investigação que em nossos dias, é considerada apenas apanágio da ciência”.
A Conferência de Helsínquia significou o relançamento da cooperação e da paz entre o Leste e o Oeste. Em 1975, marcou um quadro de diálogo entre os EUA e a URSS, num conjunto de 35 países e, após o fim da Guerra Fria, deu lugar à OSCE, agora com 57 Estados. Assegurando a paz na Ucrânia, é essencial retomar esse espírito.
A 27 de Janeiro de 1964 a França reconheceu a República Popular da China. A iniciativa valeu a Paris protestos de Washington que Charles de Gaulle recebeu com satisfação. De uma assentada, a França da Segunda Guerra Mundial ficava para trás e a França verdadeira, a França eterna estava de volta.
Na conferência de imprensa que teve lugar dias depois, de Gaulle explicou ao mundo as suas razões: primeiro, que a China era um grande povo e uma grande civilização que precisava de se integrar no mundo moderno e, em segundo, que a ideologia comunista não apagava as rivalidades entre a Rússia (URSS) e a China. O presidente francês foi o primeiro a ver essa realidade e os EUA precisaram de tempo para assentarem a fúria e, também eles, seguirem Paris e reconhecerem Pequim.
É um erro interpretar o que se passou sexta-feira na Casa Branca em simples termos de admiração pela resistência de Volodymyr Zelensky e de indignação pela aversão de Donald Trump ao protocolo diplomático. E se para o presidente ucraniano é reconfortante o apoio de líderes como o britânico Keir Starmer, que entretanto já o recebeu no nº 10 de Downing Street, assim como a solidariedade da maioria dos ucranianos, a prioridade tem de ser manter a relação estratégica com os EUA.
As mãos na cabeça da embaixadora ucraniana em Washington, Oksana Markarova, à medida que a conversa de Zelensky com Trump e também o vice-presidente JD Vance se transformava num bizarro espetáculo televisivo, não tinha apenas que ver com a quebra do protocolo diplomático, mas também com o desafio de salvar o que pode ser salvo. Por muito que os países europeus, seja o Reino Unido sejam os grandes da UE, proclamem que estarão até ao fim com a defesa da soberania e da integridade territorial ucraniana, não é imaginável um plano B para a Ucrânia que não continue a incluir os EUA.
“A liberdade, Sancho, é um dos dons mais preciosos que os céus deram aos homens; com ela não podem igualar-se os tesouros que encerram a terra e o mar: pela liberdade assim como pela honra, pode e deve aventurar-se a vida.”
Bem ou mal, bem e mal, a questão da imigração está no centro dos debates políticos que vão dominar as próximas eleições, das autárquicas e legislativas, às europeias e presidenciais. Assim como ocupar discussões parlamentares e académicas. Não há por onde fugir e ainda bem. Vão aos poucos desaparecer os que insistem em que “não há problema”, que “é só racismo”, que não passa de uma “moda nacionalista”. Vão-se encolhendo os que garantem que as soluções são simples, tal como “fechar as portas aos imigrantes” ou “abrir as portas aos que querem para cá vir”. Nunca se calarão, mas falarão mais baixo, os que asseguram que os nacionais são virtuosos e os estrangeiros pulhas. Já se percebeu que não faz sentido garantir que os imigrantes sejam todos iguais, legais ou ilegais, estrangeiros ou naturalizados, de primeira ou segunda geração, respeitadores da lei ou criminosos, de cultura e tradição próximas ou absolutamente alheias e distantes das portuguesas. É bom que assim seja. Que se diga tudo. Que haja divergências e acordos. Que se consiga melhorar a legislação e a vida no espaço público.
Capitaneada pelo Secretário-geral da Nato, esta onda é vigorosamente instigada pelos países do Leste europeu e acompanhada pelos líderes da UE e do Reino Unido, especialmente depois de Trump ter anunciado o abandono pelos EUA do seu papel de escudo da defesa da Europa ocidental, que assumira, no quadro da Nato, desde o início da “guerra fria” entre o ocidente e a então União Soviética.
Se um país quiser investir em habitação, saúde, educação, transportes, infraestruturas, se quiser apoiar a actividade produtiva ou o desenvolvimento científico e tecnológico, se quiser aumentar salários e pensões ou combater a pobreza e a exclusão social, isso só pode ser feito desde que não sejam ultrapassados os limites do défice orçamental e da dívida pública fixados pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento (na formulação revista e reforçada pelos diversos mecanismos de controlo económico e orçamental que estão hoje ao dispor da União Europeia).
Se quiser investir em equipamento militar, armas, munições, tecnologia militar ou no prolongamento de uma guerra aprovada pela UE – nomeadamente a guerra na Ucrânia – não precisará de se preocupar com os limites do Pacto porque a Comissão Europeia vai criar uma excepção para esses gastos.
As centrais de comunicação lançaram há uns tempos o tema das “terras raras” como elemento central da girândola de fogo-de-artifício de distração sobre o essencial do que está a ser negociado sobre a Ucrânia.
As terras raras não são assim tão raras, as maiores reservas situam-se na China, os Estados Unidos dispõem grandes reservas, assim como a Rússia e a Ucrânia não faz parte dos reservatórios significativos.
Retirado do Facebook | Mural de Rodrigo Sousa e Castro
(…)
Em 1815, no Congresso de Viena, os vencedores da guerra contra o Império napoleónico tiveram o cuidado de não humilhar a França, de fazer de conta que a Revolução e Napoleão eram os únicos culpados dos 25 anos de guerra na Europa, que esses anos de guerra e sofrimento não tinham nada a ver com o povo francês e que a restauração dos Bourbon curava as feridas passadas.
Cem anos depois, os vencedores da Grande Guerra fizeram do Tratado de Versalhes uma paz punitiva para a Alemanha e para o povo alemão, pondo a primeira pedra para o que seria a vertiginosa ascensão de Adolf Hitler.
Em 1945, as políticas seguidas com a Alemanha e o Japão vencidos foram diferentes. A Alemanha ficou dividida, mas como a Guerra Fria começou logo a seguir, soviéticos e ocidentais, depois dos primeiros tempos de brutal ocupação, tiveram o cuidado de tratar bem os “seus” alemães.
No episódio desta semana da ‘Liga dos Inovadores’ António Costa Silva, Isabel Rocha e Ricardo Paes Mamede identificam as melhorias registadas no ecossistema da inovação em Portugal nos últimos anos e as falhas que é preciso colmatar
O ecossistema da inovação em Portugal tem vindo a melhorar e há muitos exemplos de ideias novas e relevantes que estão a marcar a agenda em diferentes sectores, mas ainda há falhas importantes a resolver para tornar o país num viveiro de inovação – e algumas passam por decisões tomadas a nível europeu.
“Nas finanças não há sorte nem azar, há procrastinação. Quando não fazemos as coisas no momento em que temos de as fazer, temos sempre azar, e o problema da maior parte das crises financeiras — e das quais, infelizmente, Portugal não se livrou –, foi precisamente isso: procrastinação”, disse o antigo ministro das Finanças na comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública.
O apontamento foi feito perante os deputados para justificar o contexto em que foi estruturado o acordo de capitalização contingente (CCA) para a compra do Novo Banco pelo fundo Lone Star, em 2017, e em que se encontrava o sistema bancário português.
Jogo chinês na Ucrânia | Retirado do Facebook, Mural de Julya Nikolaevna
Em conexão com o fato de que o presidente russo, Vladimir Putin, ontem, em entrevista a Pavel Zarubin, mencionou um grupo de “Amigos da Paz” é apropriado falar sobre lógica.
Afinal, durante a conversa telefônica de ontem com o presidente da Federação Russa, o Presidente da China, Xi Jinping, o informou sobre a próxima reunião desse grupo no futuro próximo. Deixe-me lembrar que o Grupo “Amigos da Paz” foi formado sob o “plano de paz” Sino-Brasileiro, datado de 23 de Maio de 2024. A ideia é congelar o conflito.
«No regime político português o Presidente da República desempenha um papel que ultrapassa o do Chefe de Estado que simboliza a comunidade e unidade nacionais. O seu “poder moderador”, como cunhou Benjamin Constant, é ponto fulcral de equilíbrio no sistema. Equilíbrio entre os poderes independentes – executivo, legislativo e judicial; entre Governo e Oposição; entre os que actuam dentro das instituições e os que se sentem marginalizados, e, dentre estes, os motivados a “destruir o sistema”. (…)
O Presidente não governa, não legisla, não julga; não funda partidos, nem lidera partes para tentar governar o todo; não “refunda”, nem destrói o “sistema”.»
Precisei de repetir mil vezes, ao longo de décadas, que a legitimidade e a autoridade obtidas em resultado de uma vitória eleitoral têm limites. A democracia, por mais limpas que sejam as eleições e por maior que seja a percentagem de votos obtida pelos vencedores, deve ser exercida dentro de um quadro de valores éticos e de um sistema institucional claramente definido pela Constituição do país. Vencer é assumir a responsabilidade de proteger a dignidade de todos os cidadãos, promover a equidade e o progresso, respeitar o estado de direito e a lei fundamental, e representar com credibilidade o país no domínio da cooperação externa. O dirigente que não veja o seu papel sob esse prisma, que tente vender a ideia de que a vitória lhe permite fazer tudo e mais alguma coisa, colocando-se acima da lei, comporta-se desde logo como um ditador. Se estiver à frente de uma grande potência, é igualmente uma ameaça francamente preocupante para a estabilidade e a paz entre as nações.
O discurso do vice presidente dos Estados Unidos, J..D Vance, na Conferência de Segurança realizada em Munique, na semana de 10 a 15 de Fevereiro é uma extraordinária lição de política. Independentemente do que cada um possa pensar de J.D. Vance, ou de Trump, ou dos EUA, ou da Rússia, o discurso do vice-presidente dos EUA apresenta os fundamentos da prática política dos Estados Unidos desde a sua fundação: o poder assenta na força dos fortes e é essa força que permite apresentar os poderosos como virtuosos. Maquiavel afirmou o mesmo. Os europeus praticaram estes princípios até à Segunda Guerra Mundial, que colocou um fim no colonialismo e na falácia da missão civilizadora do Ocidente.
Para melhorarem a sua situação estratégica e colocarem os opositores numa posição desvantajosa, as grandes potências provocam crises deliberadamente, de risco calculado, com o intuito de explorar as vulnerabilidades dos rivais. Isso exige uma definição clara e cuidadosa dos objetivos políticos a atingir. A potência desafiadora procura criar ao opositor uma situação insustentável que o leve a empenhar-se, normalmente contrariado. Isso foi evidente quando os EUA apoiaram militarmente os mujahidins, levando à intervenção soviética no Afeganistão, em 1979. O então Conselheiro de Segurança Nacional dos EUA durante a presidência de Jimmy Carter, Zbigniew Brzeziński nunca escondeu essa intenção.
Trump não tem medo do “imperialismo russo” e pretende negociar um Acordo de Paz para o conflito ucraniano que poderia ter sido obtido em 2022.
A UE e os dirigentes europeus, em maioria, mostraram ao longo de três anos completos a sua incapacidade de tentar resolver um conflito baseados na constante mentira propalada de que “a Rússia quer atacar a Europa”, porque Putin tem uma política de ambições imperialistas.
Presidente norte-americano exigiu a Kiev 485 mil milhões de euros em terras raras, que contêm metais utilizados em particular em eletrónica, em troca de ajuda norte-americana na guerra contra a Rússia.
O presidente dos EUA, Donald Trump, sugeriu que a Ucrânia “poderá ser russa um dia” e afirmou que exigiu a Kiev o equivalente a 500 mil milhões de dólares (485 mil milhões de euros) em terras raras, que contêm metais usados em particular em eletrónica, em troca de ajuda norte-americana no conflito com a Rússia. “Pelo menos assim não nos sentimos estúpidos”, disse Donald Trump.
O que nos dizem as sondagens? Que há uma “revolução” em curso que os partidos não perceberam. Portugueses são dos que mais desconfiam dos políticos e sondagens mostram dificuldades para os candidatos mais associados aos partidos.
Com o fim da pandemia em 2022, o turismo voltou de forma explosiva, dirigido em particular para certos destinos. O conceito de overtourism já existia, mas é nessa altura, com o crescimento vertiginoso dos afluxos e da oferta de alojamento que realmente ganha expressão.
Definido pela OMT como “o impacto do turismo num destino, ou em partes dele, que influencia excessivamente a perceção da qualidade de vida dos cidadãos e/ou a qualidade das experiências dos visitantes de uma forma negativa”, o overtourism é hoje um fenómeno absolutamente consensual, cujos efeitos nefastos são visíveis e combatidos em cidades como Barcelona, Veneza, Dubrovnik ou Amesterdão, ou em pequenos territórios como Santorini, Islândia, Bali ou Koh Samui.
Lisboa, 03 fev 2025 (Lusa) – O ministro dos Negócios Estrangeiros considerou hoje que a via de “controlo” e de “moderação” seguida por Mário Soares enquanto Presidente da República foi “a melhor interpretação de modelos presidenciais”, que nem Jorge Sampaio ou Cavaco Silva seguiram.
Durante a intervenção de abertura da conferência “Orgulhosamente acompanhados”, um ciclo de seis encontros organizado pelo Instituto Diplomático, no âmbito do centenário do nascimento do antigo primeiro-ministro e antigo Presidente da República Mário Soares, em Lisboa, o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros evocou a “sabedoria política” e o lugar “incomparável” de Mário Soares na democracia portuguesa, nomeadamente enquanto Presidente da República.
Mario Draghi, perante o Conselho de Estado português, recusou que o aumento da despesa no setor da Defesa dos países europeus se faça à custa da retirada de fundos ao Estado Social. Aliás, quem tenha lido com atenção o relatório que subscreveu, certamente chegou a essa conclusão sem grande esforço. Trata-se, sim, de dar atenção aos setores cruciais que contribuam para o aumento da produtividade, como o tecnológico e o energético, bem como para a segurança europeia nos setores da Defesa e do Espaço. Para tanto, importa mobilizar capitais públicos e privados, com um planeamento estratégico atuante, para contrariar o declínio.
O ChatGPT, criado pela norte-americana OpenAI, e o DeepSeek, criado pela startup chinesa em ascensão, devem ser analisados sob dois prismas: desenvolvimento tecnológico e impacto regulatório. A criação do ChatGPT, um modelo de linguagem de grande escala (LLM), implicou elevados recursos computacionais e avultados investimentos. Já o DeepSeek-R1, modelo mais evoluído daquela startup chinesa, promete um desempenho semelhante ao ChatGpt o1 (modelo de raciocínio mais avançado da OpenAI) com menos energia e capital, levantando questões sobre a eficiência e sustentabilidade do modelo de IA norte-americano.
A eventual recondução do governador do Banco de Portugal, Mário Centeno, tem merecido comentários por parte dos líderes dos maiores bancos nacionais. Na quinta-feira, foi a vez de João Pedro Oliveira e Costa, CEO do BPI, defender a recondução de Centeno para um segundo mandato, na conferência de imprensa de apresentação dos resultados anuais do banco. Descrevendo o governador como “independente”, o CEO do BPI defendeu que Centeno tem prestígio internacional e que a “sua continuidade seria algo positivo”. Para logo acrescentar, de forma salomónica: “Se não for o professor Mário Centeno, cá estaremos para o receber. Se for, continuaremos no bom caminho.”
Os alemães de Leste não demonstram querer regressar aos tempos da RDA, mas tampouco estão satisfeitos com o “sucesso da reunificação”.
Esta semana, a queda do Muro de Berlin celebra 35 anos, um acontecimento visto como o início do fim da Guerra da Fria. Em menos de dois anos, as duas Alemanhas voltavam a ser um único país. Nessa altura, os alemães de Leste votaram esmagadoramente a favor dos partidos dominantes no Ocidente (CDU e SPD). O PDS, partido herdeiro do regime socialista estabelecido na zona de influência soviética, obteve apenas com 16,4% dos votos (1,9 milhões). Meses depois, na primeira eleição legislativa da Alemanha unificada, o PDS perdeu cerca de 750 mil votos.
Trump tem fortes razões para estar orgulhoso. E isso ficou claro no seu discurso de posse. Regressar ao poder, com a forte legitimidade eleitoral que conseguiu arregimentar, com confortável base legislativa e judicial, deve dar uma muito agradável sensação de poder. Um poder que recuperou depois de ter descido aos infernos, com uma derrota eleitoral sofrida mas nunca aceite, com processos judiciais cumulativos e humilhantes, depois de ter sido exposto como cúmplice de uma agressão constitucional sem precedentes ao Capitólio. Capitólio esse onde agora reentra pela porta principal, sob o olhar impotente dos seus inimigos, com esse passado conflitual recente colocado entre parêntesis. Como vingança, reconheça-se, Trump não poderia ter desejado mais e melhor.
A ponderação da evolução política alemã, não dispensa a análise das presenças de Sahra Wagenknecht e Alice Weidel.
A primeira, oferece um percurso consistente desde a sua militância comunista na Alemanha Oriental, tendo seguido todas as transformações do partido, até à ruptura, consumada com a fundação do seu próprio partido, agora com a singularidade de trazer o seu nome.
No outro lado do leque político, Alice Weidel da AfD é outra figura interessante, por motivos diversos. Fez doutoramento em Economia e pretende também a recuperação dos fornecimentos russos de energia, como o pretenderá quem quer que não seja lunático.
25/11/2024 | Seja membro do Fronteiras+ e tenha acesso ilimitado a todos os nossos conteúdos completos! Acesse: https://fronteiras.com/fronteiras-mai… António Damásio destaca a importância do córtex insular na ligação dos sentimentos ao contexto pessoal e social. Pessoas sem essa área funcional têm sentimentos isolados, sem conexão com sua história ou situação, o que prejudica a adaptação. Ele explica que, apesar de avanços no estudo de processos cognitivos no cérebro, como percepção e linguagem, os sentimentos ainda carecem de uma compreensão detalhada em nível celular. A hipótese de sua pesquisa atual sugere que os sentimentos estão ligados a neurônios sem mielina, cuja transmissão mais lenta pode ser essencial para essas experiências. Estudos iniciais em modelos animais buscam confirmar essa hipótese, com potencial para desenvolver novas abordagens para condições como depressão e dependência. Damásio ressalta a diferença entre sentimentos e emoções e enfatizou que compreender os sentimentos é crucial para tratar problemas que causam sofrimento, além de abrir caminho para promover o bem-estar. Médico e neurocientista português, vencedor do Prêmio Príncipe das Astúrias de Investigação Científica e Técnica. Suas pesquisas focam na busca de respostas para questões filosóficas com base no conhecimento do cérebro. António Damásio é professor de neurociências e diretor do Instituto do Cérebro e da Criatividade na Universidade do Sul da Califórnia.
1. A clara liderança do Almirante Gouveia e Melo nas sondagens de opinião nesta fase preparatória das eleições presidenciais, a realizar daqui a um ano, tem a ver não somente com o seu brilhante desempenho à frente da missão anti-Covid e o assertivo comando da Marinha, mas também por ser militar e, nessa qualidade, ser percebido pela opinião pública como o contrário de Marcelo de Rebelo de Sousa em três aspetos onde este falhou:
– voltar a conferir ao cargo presidencial a elevação, a discrição e o recato institucional, que MRS deliberadamente desbaratou; – dar garantias de exigente independência partidária e equidade política no exercício do cargo, o que MRS descuidou em alguns momentos críticos; – respeitar o perfil constitucional do Presidente como “poder moderador” e a autonomia política do Governo, sem pretender ser cotitutlar da função governativa, como foi a tentação de MRS.
As palavras de Trump sobre uma eventual expansão dos EUA, por compra ou imposição, para o Canadá, Gronelândia e Panamá, causaram sobressalto na UE. A maioria dos analistas europeus de geopolítica assemelha-se àqueles estudantes de Medicina que não suportam a visão de sangue…
Não há impérios benignos. Trump não rompe com a vontade de hegemonia norte-americana, antes lhe pretende determinar um novo e não menos arriscado caminho. Assume o saldo desastroso de quase três décadas de deriva intervencionista de Washington, sob o mito de um “mundo regido por regras” (impostas pelos EUA, sem a elas se sujeitarem). Um caminho que colocou os EUA num distante segundo lugar como potência industrial, provocando um imenso caudal de guerras e sofrimentos que nos trouxeram à beira da III Guerra Mundial.
Se a imigração é um facto relevante na nossa vida atual, a verdadeira questão não é se ela existe ou não: é se as políticas públicas ligadas à imigração estão bem feitas ou mal feitas.
Na verdade, nenhum partido, nem sequer a extrema-direita, nega que Portugal precise de imigrantes. E o facto essencial é este mesmo: sendo pessoas, os imigrantes não são anjos nem demónios, não são autómatos que vêm trabalhar e se desligam depois, não praticam só o bem, não praticam só o mal. É envenenar o debate pretender reduzi-los, ou então associá-los obsessivamente, a uma pretensa ligação com a criminalidade, que nenhum dado comprova, e que vários aliás refutam.
04/01/2025 | Te has preguntado alguna vez si la muerte es realmente el final? En este video, exploramos las sorprendentes revelaciones de Albert Einstein sobre Dios y la realidad, desafiando nuestras creencias sobre la vida y la muerte. Einstein, uno de los científicos más brillantes de la historia, dejó pistas sobre la naturaleza del universo y el sentido de la existencia que podrían cambiar tu perspectiva para siempre. Acompáñanos mientras analizamos sus declaraciones más impactantes sobre la espiritualidad, la ciencia y lo que realmente sucede después de la muerte. ¡No te pierdas esta fascinante reflexión sobre la vida eterna y lo que Albert Einstein tenía que decir sobre Dios y la realidad que nos rodea!
Trump quer expandir os EUA| A política externa do presidente Donald Trump segue envolta em mistério, gerando preocupações com suas recentes declarações.
Trump mencionou a possibilidade de intervenção dos EUA no México e chegou a sugerir a anexação de territórios como a Groenlândia ou até o Canadá.
Retirado do Facebook | Mural de Edivaldo Silva Carvalho
Extraordinário escritor alemão, autor de, entre outros, “Sidarta” (1922) e “Damien”(1919), vencedor do Nobel de Literatura em 1946. Li “Sidarta”, em 1973, livro fundamental na minha vida.
“Precisamos ficar tão sozinhos, isolados, de tal forma que nos obrigue a nos interiorizar até chegarmos ao ser absolutamente profundo que somos. Não é fácil, nem indolor este isolamento… Mas quando vencemos esta solidão, encontramos o maior tesouro de todos: nossa alma, a presença de Deus em nós mesmos. A partir disso, nos encontramos no meio de todas as coisas, sem nos perturbar com nada, pois sabemos sem a menor dúvida, que somos um com todo o universo.”
Já estamos no ano de 2025 em todas as partes do mundo – desejo a todos um 2025 com saúde, paz, boas realizações… -, mas quantos tomaram consciência de que a data se refere ao nascimento de Jesus?
Precisamente por causa do Natal, muitas pessoas vêm ao meu encontro com perguntas, e nesta e na próxima crónica tentarei dar respostas ainda que breves, por vezes até com algumas repetições.
A melhor maneira de estudar Spinoza é ler as suas obras. Dos livros disponíveis em Portugal temos:
– Tratado Teológico-Político (INCM)
– Ética (Relógio D’Água)
– Tratado Político (Temas e Debates)
– Tratado da Reforma do Entendimento (Edições 70)
Sobre Spinoza, aconselho:
– Felicidade e Filosofia: ser feliz com Espinosa (Balthasar Thomass, Edições Piaget) – boa obra para quem quer estudar a filosofia prática de Spinoza presente na Ética.
– O Mais Natural dos Regimes: Espinosa e a Democracia (Diogo Pires Aurélio, Temas e Debates) – boa obra para quem quer conhecer melhor o pensamento político de Spinoza.
– Espinosa: Vida e Obra (Steven Nadler, Publicações Europa-América) – é a melhor biografia de Spinoza escrita até hoje.
– O Milagre Espinosa (Frédéric Lenoir, Quetzal) – uma obra mais genérica sobre as ideias de Spinoza e a sua atualidade.
Estes são, para mim, os melhores livros publicados em Portugal, e que tocam nos principais aspetos da sua filosofia.
O homem certo no lugar certo, quiçá no tempo errado. Judeu português obrigado a fugir para a Holanda, foi vilipendiado em vida, mas tornou-se um dos maiores pensadores da História.
Entramos hoje no ano de 2025. Na equipa do DN, saúdo todos os jornalistas enquanto esteios vitais da nossa vida democrática. Por força de muitos dos acontecimentos vivenciados nos últimos anos, 2025 pode ser decisivo na definição da futura ordem internacional, quer no plano político, quer no plano económico. E no plano interno, também haverá clarificação política.
Quero despedir-me do ano velho e apontar a perspectiva de um Ano Novo melhor. Mas quero fazê-lo com o sentido real da esperança que brota das circunstâncias em que transformamos a realidade que vivemos.
Escolho despedir-me de 2024 e encarar 2025 com a referência do 50.º aniversário da revolução do 25 de Abril e com a experiência das suas profundas transformações sociais, económicas, culturais e políticas.
Economia de guerra. A partir do momento em que os políticos europeus e americanos deixaram de poder vender aos seus cidadãos a promessa de vitória sobre a Rússia na guerra da Ucrânia, o seu discurso passou a focar-se nas vantagens económicas da guerra. O governo português alinhou pelo discurso comum, um Âmen que também é comum.
A alteração do discurso da vitória, agora com o foco nas vantagens e oportunidades da guerra, deve-se à já indisfarçável crise da economia europeia. A dos Estados Unidos é outra história.
Numa troca célebre de cartas entre o cardeal Carlo Martini, arcebispo de Milão, aquele que afirmou que a Igreja anda atrasada pelo menos 200 anos, e o agnóstico Umberto Eco, publicadas com o título “Em que crê quem não crê”, este escreveu: Mesmo que Cristo fosse apenas o tema de um grande conto, “o facto de esse conto ter podido ser imaginado e querido por bípedes implumes, que só sabem que não sabem, seria miraculoso (miraculosamente misterioso)”. O Homem teve, a dada altura, “a força religiosa, moral e poética, de conceber o modelo de Cristo, do amor universal, do perdão aos inimigos, da vida oferecida em holocausto pela salvação dos outros. Se fosse um viajante proveniente de galáxias longínquas e me encontrasse com uma espécie que soube propor-se este modelo, admiraria, subjugado, tanta energia teogónica, e julgaria esta espécie miserável e infame, que cometeu tantos horrores, redimida pelo simples facto de ter conseguido desejar e crer que tudo isto é a Verdade”.
Ouço falar no Natal pelo menos desde Agosto. Parece impossível, porque só se pensa em compras, esquecendo o essencial, que é o nascimento de Jesus. Não quereria ser tão pessimista, mas é possível que o famoso teólogo José I. González Faus tenha razão: “O que se celebra hoje no Ocidente a cada 25 de Dezembro é o nascimento do messias Consumo, filho único do deus Dinheiro.O que os cristãos celebramos no Natal é o nascimento de um Messias ‘pobre e humilde’, filho único do Deus Amor. Ambos são absolutamente incompatíveis.”
Evidentemente, o Natal implica festa e alegria, o Natal é talvez a grande festa da família, mas não se pode esquecer o essencial, determinante. Seria uma perda incomensurável ignorar ou esquecer que o Natal está vinculado ao nascimento de Jesus. Ele representa, na História, a maior revolução, como reconheceram grandes pensadores como Hegel, Ernst Bloch, Jürgen Habermas… Foi através dele que soubemos da dignidade inviolável de cada pessoa.Jesus revelou que Deus é bom, Pai/ Mãe de todos os homens e mulheres e quer a alegria, a felicidade, a realização plena de todos como seus filhos e filhas, a começar pelos mais frágeis e abandonados. É aqui que assenta, em última análise, a fraternidade humana.
Jesus Cristo é figura “decisiva, determinante” da História da Humanidade. Quem o disse foi um dos grandes filósofos do século XX, Karl Jaspers. Hegel afirmou que foi pelo cristianismo que se tomou consciência de que todos são livres. Ernst Bloch, o ateu religioso, escreveu que é ao cristianismo que se deve que nenhum ser humano pode ser tratado como “gado”. Jürgen Habermas, o maior filósofo felizmente ainda vivo, da Escola Crítica de Frankfurt, agnóstico, afirma que a democracia, com “um homem, um voto”, é a transposição para a política da afirmação cristã de que Deus se relaciona pessoalmente com cada homem e cada mulher.Frederico Lourenço, o grande especialista em literatura clássica e bíblica, agnóstico, escreve: “Não tenho nenhum problema em afirmar que, pessoalmente, considero Jesus de Nazaré a figura mais admirável de toda a História da Humanidade.” Jesus foi “o homem mais extraordinário que alguma vez viveu.”
Mahatma Gandhi deixou estas palavras: Jesus “foi um dos maiores mestres da Humanidade. Não sei de ninguém que tenha feito mais pela Humanidade do que Jesus.” Mas acrescentou: “O problema está em vós, os cristãos, pois não viveis em conformidade com o que ensinais.” Bom Natal!
23/12/2024 | In this powerful New Year message, DiEM25 co-founder Yanis Varoufakis reflects on Europe’s precarious future as it approaches 2025—the year DiEM25 warned would determine whether the European Union would democratise or collapse.
Yanis Varoufakis critiques the EU’s failure to address the root causes of Europe’s crises, from enduring austerity and technological stagnation to the rise of xenophobia and fascism. He calls out the EU’s political elites for their obsession with military spending while ignoring urgent issues like the war in Ukraine and the genocide in Gaza.
Yanis Varoufakis ends by laying out a vision for a different Europe—one that prioritises peace, human rights, economic democracy, and a universal basic income. With democracy under threat and Europe facing a slide into a dystopian future (more so than our present), he urges everyone to join DiEM25 in demanding real change before it’s too late.
O resto foi explicado por Hannah Arendt, num artigo de 1967, “Verdade e Política”: os interesses instalados criaram uma indústria de “mentira organizada”.
O turbilhão de acontecimentos que atinge a Europa é deliberadamente ilegível, tal a intensidade de narrativas fabricadas, encarniçadas contra a debilidade da verdade material. Querer substituir a dureza dos factos pelas opiniões convenientes, é receita certa para o desastre. Tentemos, pelo menos, entender o essencial.
Convencera o filho de que a vida seria melhor. Mudariam de país e deixariam tudo o que conheciam, mas teriam uma vida nova que lhes daria aquilo que, de outra forma, seria impossível ter. Revelou-se mais difícil do que pensava. Trabalhava sem descanso e tentava enxertar no horário o tratamento da burocracia que ainda restava por resolver. Pensava no filho, nas promessas que lhe fizera e na alegria que lhe via agora nos olhos. Lá continuava a insistir em organizar a vida.
Leio que o PCP está em congresso e diverte-me a obsessão da nossa imprensa em procurar encontrar, no seio do evento, algo que abale o unanimismo a que os comunistas portugueses quase sempre fizeram jus.
Tenho pelo partido alguns amigos e conhecidos, uns mais abertos do que outros a admitirem graças sobre a prática política dessa vetusta organização. Comentários esses que, gostem eles ou não, farei sempre que me apetecer, mesmo que isso já me tenha valido acusações públicas de ser anti-comunista. Coisa que não sou nem nunca serei. Tenho muito respeito pelo PCP, mas não uso de “respeitinho” ao analisar as suas ideias e a sua prática.
História de Jorge Fonseca | Berlim, 15 dez 2024 (Lusa) – O co-líder do partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD), Tino Chrupalla, afirmou hoje que a Alemanha deve reconsiderar a sua manutenção na NATO se a aliança não defender os interesses dos países europeus, “incluindo os da Rússia”.
“A Europa tem sido forçada a implementar os interesses dos Estados Unidos. Rejeitamos isso”, afirmou Tino Chrupalla em declarações publicadas pelo diário alemão Welt.